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	Comentários sobre: A geopolítica das companhias transnacionais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/05/39343/#comment-947457</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 May 2024 16:40:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neste artigo, quando afirmei que «a integração das cadeias produtivas e a sua dispersão pelo mundo tiveram como resultado a absorção de uma parte considerável do comércio internacional pelos movimentos de transferências internas dessas cadeias produtivas», concluindo que, «enquanto categoria estatística, o comércio internacional é hoje ilusório», citei a economista DeAnne Julius que, num livro publicado em 1990, calculara que «o comércio no interior de companhias entre as sedes e as filiais no estrangeiro era responsável por mais de metade do comércio total entre os países da OCDE». «Esta economista», acrescentei eu, «chamou também a atenção para o facto de as vendas resultantes da produção das filiais de uma companhia transnacional no país de acolhimento não serem contabilizadas como exportações do país onde essa companhia tinha a sede, assim como as aquisições locais feitas pelas filiais não serem contadas como importações. Apesar disto, sob o ponto de vista da companhia as vendas efectuadas por uma filial no país onde está estabelecida integram-se tanto nas vendas ao estrangeiro como sucede com qualquer exportação, o que acentua o carácter obsoleto das estatísticas do comércio externo num sistema mundial transnacionalizado».

A este respeito, é elucidativo observar que, segundo um editorial publicado em &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt; em 23 de Maio de 2024, &lt;a href=&quot;https://www.economist.com/leaders/2024/05/23/what-indias-clout-in-white-collar-work-means-for-the-world&quot; rel=&quot;nofollow ugc&quot;&gt;What India’s Clout in White-Collar Work Means for the World&lt;/a&gt;, os &lt;em&gt;global capability centres&lt;/em&gt; (GCC), definidos como centros «where multinational companies carry out complex tasks, from design to research», são cada vez mais importantes para a economia da Índia, onde já estão estabelecidos cerca de 1.600. E o editorial prossegue: «It is hard to be sure how much GCCs matter to the Indian economy, because they feature in companies’ internal accounts. However, they are thought to employ some 1.7m of its IT sector’s 5.4m workers, with salaries over four times the national average. By one estimate, they create about $120bn in value and are growing by 11-12% a year. If so, GCCs already represent over a third of India’s services exports, which would make them its biggest export category after IT services themselves».

É mais um elemento a comprovar que a transnacionalização da economia deixou ultrapassadas, e desprovidas sequer de fundamentação estatística, as perpectivas económicas centradas no nacionalismo. Mas poderá uma esquerda que se assume como essencialmente nacionalista reconhecer o seu carácter obsoleto?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo, quando afirmei que «a integração das cadeias produtivas e a sua dispersão pelo mundo tiveram como resultado a absorção de uma parte considerável do comércio internacional pelos movimentos de transferências internas dessas cadeias produtivas», concluindo que, «enquanto categoria estatística, o comércio internacional é hoje ilusório», citei a economista DeAnne Julius que, num livro publicado em 1990, calculara que «o comércio no interior de companhias entre as sedes e as filiais no estrangeiro era responsável por mais de metade do comércio total entre os países da OCDE». «Esta economista», acrescentei eu, «chamou também a atenção para o facto de as vendas resultantes da produção das filiais de uma companhia transnacional no país de acolhimento não serem contabilizadas como exportações do país onde essa companhia tinha a sede, assim como as aquisições locais feitas pelas filiais não serem contadas como importações. Apesar disto, sob o ponto de vista da companhia as vendas efectuadas por uma filial no país onde está estabelecida integram-se tanto nas vendas ao estrangeiro como sucede com qualquer exportação, o que acentua o carácter obsoleto das estatísticas do comércio externo num sistema mundial transnacionalizado».</p>
<p>A este respeito, é elucidativo observar que, segundo um editorial publicado em <em>The Economist</em> em 23 de Maio de 2024, <a href="https://www.economist.com/leaders/2024/05/23/what-indias-clout-in-white-collar-work-means-for-the-world" rel="nofollow ugc">What India’s Clout in White-Collar Work Means for the World</a>, os <em>global capability centres</em> (GCC), definidos como centros «where multinational companies carry out complex tasks, from design to research», são cada vez mais importantes para a economia da Índia, onde já estão estabelecidos cerca de 1.600. E o editorial prossegue: «It is hard to be sure how much GCCs matter to the Indian economy, because they feature in companies’ internal accounts. However, they are thought to employ some 1.7m of its IT sector’s 5.4m workers, with salaries over four times the national average. By one estimate, they create about $120bn in value and are growing by 11-12% a year. If so, GCCs already represent over a third of India’s services exports, which would make them its biggest export category after IT services themselves».</p>
<p>É mais um elemento a comprovar que a transnacionalização da economia deixou ultrapassadas, e desprovidas sequer de fundamentação estatística, as perpectivas económicas centradas no nacionalismo. Mas poderá uma esquerda que se assume como essencialmente nacionalista reconhecer o seu carácter obsoleto?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/05/39343/#comment-162704</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Dec 2013 07:22:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Atualizando alguns dados:

Fluxos de investimento externo direto recebidos por tipo de economia (em %) (tabela 1) 

                              2010 2011 2012
Economias desenvolvidas:      49.4 49.7 41.5
Economias em desenvolvimento: 45.2 44.5 52.0

  Só Leste e Sudeste da Ásia: 22.2 20.8 24.1          
  Só América Latina e Caribe: 13.5 15.1 18.1


Fluxos de investimento externo direto emanados por tipo de economia (em %) (tabela 2)

                              2010 2011 2012 
Economias desenvolvidas:      68.4 70.5 65.4
Economias em desenvolvimento: 27.5 25.2 30.6

  Só Leste e Sudeste da Ásia: 16.9 16.2 19.8
  Só América Latina e Caribe: 7.9  6.3  7.4

Lembrando que, dos &quot;Brics&quot; a Rússia não é computada nesses dados das duas tabelas, pois não é incluída na guia &quot;economia em desenvolvimento&quot; e sim em &quot;Economia em transição&quot; (por isso os dados não fecham 100%). E a Índia não está inclusa na guia Leste e Sudeste da Ásia, a qual inclui apenas China, Hong Kong, Singapura, Malásia e Indonésia.
 
É injustificável esse artigo não ter gerado um debate. Será que todos que leram concordaram? JB está repensando, fundado em dados, a concepção vigente na extrema-esquerda de o que é o Imperialismo e suas formas mais recentes de ação. Como pensar com realismo qualquer estratégia de revolução socialista sem entender essa problemática? Começo a entender quando o JB diz que o nacionalismo é um problema de falsa-consciência da classe.
Me parece que os dados mais recentes confirmam a linha de análise desse artigo de João Bernardo. O equilíbrio da tabela 1, que em 2012 acusa inclusive uma inversão, mostra bem que o capital transnacional operou uma reorganização espacial que tornou obsoleto o uso analítico do par conceitual &quot;centro-periferia&quot; e toda a interpretação acerca do modus operandi do Imperialismo tal como foi teorizado pelos clássicos do século XX. O equilíbrio da tabela 1 decorre, a meu ver, do próprio anacronismo de se pensar a economia pela lógica de nações; trata-se de uma consequência do fato de que hoje em dia  

&quot;As companhias transnacionais não são uma extensão do poder dos seus países originários e converteram-se em poderes próprios, cujos limites espaciais não se confundem com as fronteiras de nenhum Estado nem são estáveis como elas.&quot;

Entretanto, esse mesmo equilíbrio, me parece, mostra que a afirmativa 

&quot;os investimentos directos oriundos de países em desenvolvimento, na sua maior parte e num volume crescente, dirigem-se para outros países em desenvolvimento, onde escolhem as regiões com uma força de trabalho mais produtiva ou tratam de desenvolver essa produtividade. Assim, as principais economias emergentes estão a consolidar-se num centro novo e a formar desde já uma periferia própria. É toda uma outra geopolítica que surge.&quot;

deve ser vista com cuidado, pois se é verdade que vemos toda uma nova geopolítica pluricentral, por outro lado o equilíbrio da tabela 1 pode mostrar que o IED proveniente das economias desenvolvidas estão sim indo para a antiga periferia, que já se modernizou suficientemente para ter uma estrutura geográfica e uma força de trabalho bastante produtiva e, o que é tão importante quanto, possui uma força de trabalho historicamente acostumada àquilo que os clássicos chamavam de &quot;superexploração&quot;, bem como apresentam muitas vezes menor combatividade (pois no antigo centro as classes trabalhadoras lutam contra as retiradas das concessões históricas do Welfare State, etc, concessões que a classe trabalhadora da periferia nunca teve)e, portanto, menor resistência a algumas das imposições do capital transnacional, que se aproveita de todos os lados possíveis, desde essa possibilidade de mão-de-obra mais barata, até matéria-prima mais próxima e isenções de toda monta (que barateiam os custos de produção) dadas pelos governos dessa antiga &quot;periferia&quot;, governos dispostos e sedentos dos investimentos desses capitais transnacionais, que também encontram, muitas vezes, essa periferia como mercado de consumo isento de alguns gastos de transporte. Enfim, estou falando das vantagens relativas que o capital sabe aproveitar; uma reflexão que foi contemplada na conclusão seguinte de que
 
&quot;As companhias transnacionalizaram-se, tornaram-se pluricentradas e geograficamente mutáveis, deixando de ter nas fronteiras um obstáculo e de ver nos países de origem uma cultura a promover e dilatar. As novas companhias transnacionais podem, se isto lhes convier, mudar a sede de lugar ou fraccioná-la consoante ramos de actividade e dispersar estes centros por países diferentes, conseguindo assim iludir as disposições dos governos tanto do país onde tiveram origem como dos países que as acolhem.&quot;

Essa conclusão, inclusive, poderia nos levar a concluir (como parece ser sugerido no fim do tópico 4 do artigo) que os indicativos de IED se tornarão, no futuro (se não já o são) anacrônicos para se pensar a economia contemporânea, na medida em que ainda operam pelo fracionamento regional e nacional desse movimento de capitais que é transnacional. A única coisa que acho que torna essa ideia equivocada é não só o fato de que o sistema do capital é incapaz de superar a organização política em diferentes Estados nacionais com desenvolvimento desigual e combinado consoante a divisão internacional do trabalho, mas também o fato de que as trocas e fluxos de capital se dão necessariamente por meio de moedas nacionais sujeitas não só a câmbios e políticas monetárias próprias, mas que necessariamente tem que ter um padrão de medida, atualmente o dólar. Isso sem falar que os salários mínimos são politicamente definidos ainda pelo padrão &quot;nacional&quot;. (não tenho certeza se está de todo correto esse último raciocínio que acabo de fazer; o fiz justamente para saber a opinião do autor e dos camaradas do Passapalavra).
JB, peço desculpas pelo tamanho do comentário. Parabéns pelo texto, é excelente!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atualizando alguns dados:</p>
<p>Fluxos de investimento externo direto recebidos por tipo de economia (em %) (tabela 1) </p>
<p>                              2010 2011 2012<br />
Economias desenvolvidas:      49.4 49.7 41.5<br />
Economias em desenvolvimento: 45.2 44.5 52.0</p>
<p>  Só Leste e Sudeste da Ásia: 22.2 20.8 24.1<br />
  Só América Latina e Caribe: 13.5 15.1 18.1</p>
<p>Fluxos de investimento externo direto emanados por tipo de economia (em %) (tabela 2)</p>
<p>                              2010 2011 2012<br />
Economias desenvolvidas:      68.4 70.5 65.4<br />
Economias em desenvolvimento: 27.5 25.2 30.6</p>
<p>  Só Leste e Sudeste da Ásia: 16.9 16.2 19.8<br />
  Só América Latina e Caribe: 7.9  6.3  7.4</p>
<p>Lembrando que, dos &#8220;Brics&#8221; a Rússia não é computada nesses dados das duas tabelas, pois não é incluída na guia &#8220;economia em desenvolvimento&#8221; e sim em &#8220;Economia em transição&#8221; (por isso os dados não fecham 100%). E a Índia não está inclusa na guia Leste e Sudeste da Ásia, a qual inclui apenas China, Hong Kong, Singapura, Malásia e Indonésia.</p>
<p>É injustificável esse artigo não ter gerado um debate. Será que todos que leram concordaram? JB está repensando, fundado em dados, a concepção vigente na extrema-esquerda de o que é o Imperialismo e suas formas mais recentes de ação. Como pensar com realismo qualquer estratégia de revolução socialista sem entender essa problemática? Começo a entender quando o JB diz que o nacionalismo é um problema de falsa-consciência da classe.<br />
Me parece que os dados mais recentes confirmam a linha de análise desse artigo de João Bernardo. O equilíbrio da tabela 1, que em 2012 acusa inclusive uma inversão, mostra bem que o capital transnacional operou uma reorganização espacial que tornou obsoleto o uso analítico do par conceitual &#8220;centro-periferia&#8221; e toda a interpretação acerca do modus operandi do Imperialismo tal como foi teorizado pelos clássicos do século XX. O equilíbrio da tabela 1 decorre, a meu ver, do próprio anacronismo de se pensar a economia pela lógica de nações; trata-se de uma consequência do fato de que hoje em dia  </p>
<p>&#8220;As companhias transnacionais não são uma extensão do poder dos seus países originários e converteram-se em poderes próprios, cujos limites espaciais não se confundem com as fronteiras de nenhum Estado nem são estáveis como elas.&#8221;</p>
<p>Entretanto, esse mesmo equilíbrio, me parece, mostra que a afirmativa </p>
<p>&#8220;os investimentos directos oriundos de países em desenvolvimento, na sua maior parte e num volume crescente, dirigem-se para outros países em desenvolvimento, onde escolhem as regiões com uma força de trabalho mais produtiva ou tratam de desenvolver essa produtividade. Assim, as principais economias emergentes estão a consolidar-se num centro novo e a formar desde já uma periferia própria. É toda uma outra geopolítica que surge.&#8221;</p>
<p>deve ser vista com cuidado, pois se é verdade que vemos toda uma nova geopolítica pluricentral, por outro lado o equilíbrio da tabela 1 pode mostrar que o IED proveniente das economias desenvolvidas estão sim indo para a antiga periferia, que já se modernizou suficientemente para ter uma estrutura geográfica e uma força de trabalho bastante produtiva e, o que é tão importante quanto, possui uma força de trabalho historicamente acostumada àquilo que os clássicos chamavam de &#8220;superexploração&#8221;, bem como apresentam muitas vezes menor combatividade (pois no antigo centro as classes trabalhadoras lutam contra as retiradas das concessões históricas do Welfare State, etc, concessões que a classe trabalhadora da periferia nunca teve)e, portanto, menor resistência a algumas das imposições do capital transnacional, que se aproveita de todos os lados possíveis, desde essa possibilidade de mão-de-obra mais barata, até matéria-prima mais próxima e isenções de toda monta (que barateiam os custos de produção) dadas pelos governos dessa antiga &#8220;periferia&#8221;, governos dispostos e sedentos dos investimentos desses capitais transnacionais, que também encontram, muitas vezes, essa periferia como mercado de consumo isento de alguns gastos de transporte. Enfim, estou falando das vantagens relativas que o capital sabe aproveitar; uma reflexão que foi contemplada na conclusão seguinte de que</p>
<p>&#8220;As companhias transnacionalizaram-se, tornaram-se pluricentradas e geograficamente mutáveis, deixando de ter nas fronteiras um obstáculo e de ver nos países de origem uma cultura a promover e dilatar. As novas companhias transnacionais podem, se isto lhes convier, mudar a sede de lugar ou fraccioná-la consoante ramos de actividade e dispersar estes centros por países diferentes, conseguindo assim iludir as disposições dos governos tanto do país onde tiveram origem como dos países que as acolhem.&#8221;</p>
<p>Essa conclusão, inclusive, poderia nos levar a concluir (como parece ser sugerido no fim do tópico 4 do artigo) que os indicativos de IED se tornarão, no futuro (se não já o são) anacrônicos para se pensar a economia contemporânea, na medida em que ainda operam pelo fracionamento regional e nacional desse movimento de capitais que é transnacional. A única coisa que acho que torna essa ideia equivocada é não só o fato de que o sistema do capital é incapaz de superar a organização política em diferentes Estados nacionais com desenvolvimento desigual e combinado consoante a divisão internacional do trabalho, mas também o fato de que as trocas e fluxos de capital se dão necessariamente por meio de moedas nacionais sujeitas não só a câmbios e políticas monetárias próprias, mas que necessariamente tem que ter um padrão de medida, atualmente o dólar. Isso sem falar que os salários mínimos são politicamente definidos ainda pelo padrão &#8220;nacional&#8221;. (não tenho certeza se está de todo correto esse último raciocínio que acabo de fazer; o fiz justamente para saber a opinião do autor e dos camaradas do Passapalavra).<br />
JB, peço desculpas pelo tamanho do comentário. Parabéns pelo texto, é excelente!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/05/39343/#comment-44156</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2011 04:03:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto ajuda a elucidar o que fazem o BNDES e a OAS na Bolívia e o BNDES e a Odebrecht em Cuba, dentre outras demonstrações da pujança do capital brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto ajuda a elucidar o que fazem o BNDES e a OAS na Bolívia e o BNDES e a Odebrecht em Cuba, dentre outras demonstrações da pujança do capital brasileiro.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: iraldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/05/39343/#comment-25797</link>

		<dc:creator><![CDATA[iraldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 May 2011 18:11:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=39343#comment-25797</guid>

					<description><![CDATA[É interessante ver como no discurso nacionalista (de direita e de esquerda) existe uma exaltação das empresas ditas de capital &quot;100% nacional&quot;. Como mostra este artigo, a transnacionalização da economia está minando com qualquer possibilidade de definir o capital por sua &quot;origem&quot;. Isso só é possível se o capital não for definido como uma relação social, mas como uma determinada forma de propriedade jurídica, onde a &quot;nacionalidade&quot; do capital seria a mesma dos proprietários e/ou acionistas da empresa; ou relativa ao país onde surgiu a empresa, ou seus investidores. No entanto, como definir, dentro desse marco teórico-metodologico, a nacionalidade do capital de uma empresa que tem parte de sua produção na China, que possui sedes em outros países (exploram trabalhadores de outras nacionalidades), que realiza investimentos financeiros nas mais diversas bolsas mundiais, etc.? No atual nível de cooperação produtiva transnacional, sendo o capital uma relação, o orgulho pelas &quot;nossas empresas&quot; me parece apenas uma ideologia chauvinista. Aqui, anti-imperialismo (que não se resume a este processo) e anti-capitalismo seguem caminhos diametralmente opostos. Como afirmou o próprio autor, não se trata de prescindir do Estado-Nação enquanto categoria de análise, mas de investigar as reais determinações dos processos econômicos. Mas, antes de tudo, trata-se de mostrar o processo de internacionalização da exploração em níveis jamais vistos, aspecto primordial do ponto de vista político.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É interessante ver como no discurso nacionalista (de direita e de esquerda) existe uma exaltação das empresas ditas de capital &#8220;100% nacional&#8221;. Como mostra este artigo, a transnacionalização da economia está minando com qualquer possibilidade de definir o capital por sua &#8220;origem&#8221;. Isso só é possível se o capital não for definido como uma relação social, mas como uma determinada forma de propriedade jurídica, onde a &#8220;nacionalidade&#8221; do capital seria a mesma dos proprietários e/ou acionistas da empresa; ou relativa ao país onde surgiu a empresa, ou seus investidores. No entanto, como definir, dentro desse marco teórico-metodologico, a nacionalidade do capital de uma empresa que tem parte de sua produção na China, que possui sedes em outros países (exploram trabalhadores de outras nacionalidades), que realiza investimentos financeiros nas mais diversas bolsas mundiais, etc.? No atual nível de cooperação produtiva transnacional, sendo o capital uma relação, o orgulho pelas &#8220;nossas empresas&#8221; me parece apenas uma ideologia chauvinista. Aqui, anti-imperialismo (que não se resume a este processo) e anti-capitalismo seguem caminhos diametralmente opostos. Como afirmou o próprio autor, não se trata de prescindir do Estado-Nação enquanto categoria de análise, mas de investigar as reais determinações dos processos econômicos. Mas, antes de tudo, trata-se de mostrar o processo de internacionalização da exploração em níveis jamais vistos, aspecto primordial do ponto de vista político.</p>
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