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	Comentários sobre: Extrema-esquerda e desenvolvimentismo (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Tales Pinto		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Tales Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 19:48:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse Marx... Foi morrer antes de terminar seu manuscrito. Deixou os seguidores sem saber como definir burguesia, proletariado, latifundiários...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse Marx&#8230; Foi morrer antes de terminar seu manuscrito. Deixou os seguidores sem saber como definir burguesia, proletariado, latifundiários&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40331/#comment-30091</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Jul 2011 01:31:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois é. Cada um vê as coisas como quer, e embaralha o que bem entende.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é. Cada um vê as coisas como quer, e embaralha o que bem entende.</p>
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		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40331/#comment-30042</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 14:56:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, eu já havia lido a nota 2, e por isso mesmo é que eu faço a objeção. Você escreveu: &quot;Neste ensaio, tendo em vista a posição no processo produtivo como critério definidor das classes sociais, esta “terceira classe” é chamada de gestores, definidos enquanto classe dominante cujo poder funda-se, de um lado na gestão das condições gerais de produção do capitalismo (...) e de outro no controle coletivo dos meios de produção (através das técnicas de administração ditas “científicas”)&quot;. Em &quot;O capital&quot; Marx classifica três classes elementares do modo de produção capitalista: os proprietários da terra (latifundiários), do capital (burguesia ou capitalistas) e da força de trabalho (proletários). Comparando a teoria com a realidade social, o racicínio mais óbvio é perguntar qual é o lugar dos riquíssimos executivos de empresas multinacionais e políticos profissionais. Pergunta legítima, e a melhor resposta para ela, na minha opinião, é considerar que a política profissional-eleitoral e o mundo empresarial são campos sociais, setores parciais da estrutura social capitalista, onde frações das principais classes lutam pelo poder. Por esta razão, eu consideraria os executivos de empresas apenas como uma fração da burguesia, os burocratas sindicais como uma fração privilegiada do proletariado, e assim por diante. A denominação de &quot;intelectuais&quot;  não é também ilegítima, pois muitos empresários (não necessáriamente donos dos negócios que administram) atuam como verdadeiros ideólogos do capitalismo. Do mesmo modo que o conceito de &quot;estamento&quot;, idealizado por Max Weber. Por ser um grupo qualitativamente diferente das classes sociais, é necessário também perguntar as relações entre os gestores e as classes sociais propriamente ditas, indicando a origem de classe.
À propósito do sistema soviético-stalinista, Debord disse algo interessante: &quot;a burocracia não é uma nova classe social, ela está no lugar da classe capitalista&quot;, indicando que a continuidade da alienação deixou um lugar vazio que foi ocupado pelos burocratas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, eu já havia lido a nota 2, e por isso mesmo é que eu faço a objeção. Você escreveu: &#8220;Neste ensaio, tendo em vista a posição no processo produtivo como critério definidor das classes sociais, esta “terceira classe” é chamada de gestores, definidos enquanto classe dominante cujo poder funda-se, de um lado na gestão das condições gerais de produção do capitalismo (&#8230;) e de outro no controle coletivo dos meios de produção (através das técnicas de administração ditas “científicas”)&#8221;. Em &#8220;O capital&#8221; Marx classifica três classes elementares do modo de produção capitalista: os proprietários da terra (latifundiários), do capital (burguesia ou capitalistas) e da força de trabalho (proletários). Comparando a teoria com a realidade social, o racicínio mais óbvio é perguntar qual é o lugar dos riquíssimos executivos de empresas multinacionais e políticos profissionais. Pergunta legítima, e a melhor resposta para ela, na minha opinião, é considerar que a política profissional-eleitoral e o mundo empresarial são campos sociais, setores parciais da estrutura social capitalista, onde frações das principais classes lutam pelo poder. Por esta razão, eu consideraria os executivos de empresas apenas como uma fração da burguesia, os burocratas sindicais como uma fração privilegiada do proletariado, e assim por diante. A denominação de &#8220;intelectuais&#8221;  não é também ilegítima, pois muitos empresários (não necessáriamente donos dos negócios que administram) atuam como verdadeiros ideólogos do capitalismo. Do mesmo modo que o conceito de &#8220;estamento&#8221;, idealizado por Max Weber. Por ser um grupo qualitativamente diferente das classes sociais, é necessário também perguntar as relações entre os gestores e as classes sociais propriamente ditas, indicando a origem de classe.<br />
À propósito do sistema soviético-stalinista, Debord disse algo interessante: &#8220;a burocracia não é uma nova classe social, ela está no lugar da classe capitalista&#8221;, indicando que a continuidade da alienação deixou um lugar vazio que foi ocupado pelos burocratas.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40331/#comment-29305</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 15:42:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Matheus, se você ler a nota 2, está tudo lá, inclusive os critérios para considerar-se tal ou qual indivíduo como pertencente à classe dos gestores. Pelos critérios que lá exponho, como esperava ter sido claro, pouco importa de onde se recrutam estes indivíduos -- ou, do contrário, teríamos que desconsiderar inclusive a pouca mobilidade social ascendente ou descendente que vemos acontecer diante de nós em diversos lugares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Matheus, se você ler a nota 2, está tudo lá, inclusive os critérios para considerar-se tal ou qual indivíduo como pertencente à classe dos gestores. Pelos critérios que lá exponho, como esperava ter sido claro, pouco importa de onde se recrutam estes indivíduos &#8212; ou, do contrário, teríamos que desconsiderar inclusive a pouca mobilidade social ascendente ou descendente que vemos acontecer diante de nós em diversos lugares.</p>
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		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40331/#comment-29297</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 14:58:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Essa idéia de &quot;classe de gestores&quot; é extremamente problemática. É mais interessante a análise de Pierre Bourdieu de &quot;campos sociais&quot; (educação, jurisprudência, ciência, representação política, literatura e artes, etc.), onde os atores são também considerados pela sua origem social de classe.
Para usar um exemplo, creio que por &quot;gestores&quot; o artigo quer dizer os políticos profissionais e tecnocratas do setor público e privado. Ora, os &quot;gestores&quot; por acaso não são recrutados entre as famílias de capitalistas, proprietários de terra, &quot;pequena-burguesia&quot; e aristocracia operária? Aqui caberia com mais precisão o conceito weberiano de estamento que o conceito marxista de classes (lembrando que o próprio Weber considerava que seu conceito complementava, e não negava, a análise marxista).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa idéia de &#8220;classe de gestores&#8221; é extremamente problemática. É mais interessante a análise de Pierre Bourdieu de &#8220;campos sociais&#8221; (educação, jurisprudência, ciência, representação política, literatura e artes, etc.), onde os atores são também considerados pela sua origem social de classe.<br />
Para usar um exemplo, creio que por &#8220;gestores&#8221; o artigo quer dizer os políticos profissionais e tecnocratas do setor público e privado. Ora, os &#8220;gestores&#8221; por acaso não são recrutados entre as famílias de capitalistas, proprietários de terra, &#8220;pequena-burguesia&#8221; e aristocracia operária? Aqui caberia com mais precisão o conceito weberiano de estamento que o conceito marxista de classes (lembrando que o próprio Weber considerava que seu conceito complementava, e não negava, a análise marxista).</p>
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