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	Comentários sobre: Acampados	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Ricardo Noronha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-33582</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Noronha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 14:01:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas Esse &quot;levar esta iniciativa aos bairros populares&quot; também tem mais do que um problema. 
Quais são os bairros populares? Desde logo a Pena, S. José, a Mouraria, a Glória, a Bica e Alfama, que rodeiam precisamente o Rossio, são bairros populares e não consta que a maioria dos seus habitantes tenha encontrado no Rossio a sua praia. 
E quando se leva uma coisa de fora não se estará a decretar as pessoas de cada bairro incapazes de se organizarem por si próprias para debater os seus assuntos? 
Será apenas uma questão de voluntarismo e de &quot;levar&quot; (o quê?) algo de um lado para o outro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas Esse &#8220;levar esta iniciativa aos bairros populares&#8221; também tem mais do que um problema.<br />
Quais são os bairros populares? Desde logo a Pena, S. José, a Mouraria, a Glória, a Bica e Alfama, que rodeiam precisamente o Rossio, são bairros populares e não consta que a maioria dos seus habitantes tenha encontrado no Rossio a sua praia.<br />
E quando se leva uma coisa de fora não se estará a decretar as pessoas de cada bairro incapazes de se organizarem por si próprias para debater os seus assuntos?<br />
Será apenas uma questão de voluntarismo e de &#8220;levar&#8221; (o quê?) algo de um lado para o outro?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-26787</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 21:47:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda a propósito desta discussão, leio num comunicado do Democracia Verdadeira Já, publicado hoje no &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;

http://passapalavra.info/?p=40715

«O Movimento decidiu continuar com as Assembleias Populares, todos os Sábados, bem como levar esta iniciativa aos bairros populares da cidade de Lisboa». Parece-me uma decisão excelente e, se tiver efeitos práticos, ajudará a ultrapassar a clivagem que mencionei.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda a propósito desta discussão, leio num comunicado do Democracia Verdadeira Já, publicado hoje no <em>Passa Palavra</em></p>
<p><a href="http://passapalavra.info/?p=40715" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=40715</a></p>
<p>«O Movimento decidiu continuar com as Assembleias Populares, todos os Sábados, bem como levar esta iniciativa aos bairros populares da cidade de Lisboa». Parece-me uma decisão excelente e, se tiver efeitos práticos, ajudará a ultrapassar a clivagem que mencionei.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-26736</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 03:32:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40478#comment-26736</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Concordo com os apontamentos de João Bernardo. Ou seja, não se trata de pessimismo, ou qualquer coisa parecida. Mas sim de uma tentativa de aprofundar, a partir do que vem ocorrendo, quais as linhas de tensão que fortalecem a construção de novas relações sociais anticapitalistas.

Sei que ando sugerindo muitos textos e outras leituras por aqui, mas - de verdade - acho que vale a pena conhecer outras interpretações sobre o momento atual de mobilizações que vivemos.

Nesse sentido, destaco (mas vale a pena ler o pequeno texto inteiro) do último artigo de Raul Zibechi (&quot;Las revoluciones de la gente común&quot;), três trechos emblemáticos da discussão que estamos começando aqui:

http://www.jornada.unam.mx/2011/06/03/index.php?section=opinion&#038;article=023a1pol

&quot;El concepto heredado y hegemónico aún de revolución debe ser revisado, y lo está siendo en los hechos. Frente a una idea de revolución centrada exclusivamente en la conquista del poder estatal, aparece otra más compleja pero sobre todo más integral, que no excluye la estrategia estatal pero que la supera y desborda. En todo caso, la cuestión de conquistar el timón estatal es un recodo en un camino mucho más largo que busca algo que no puede hacerse desde las instituciones estatales: crear un mundo nuevo&quot;;

&quot;Para crear un mundo nuevo, lo que menos sirve es la política tradicional, anclada en la figura de la representación que consiste en suplantar sujetos colectivos por profesionales de la administración, y del engaño. Por el contrario, el mundo nuevo y diferente al actual supone ensayar y experimentar relaciones sociales horizontales, en espacios autocontrolados y autónomos, soberanos, donde nadie impone y manda el colectivo&quot;; e

&quot;Quiero decir que los grandes hechos son precedidos y preparados, y ensayados como señala James Scott, por prácticas colectivas que suceden lejos de la atención de los medios y de los políticos profesionales. Allí donde los practicantes se sienten seguros y protegidos por sus pares. Ahora que esas miles de microexperiencias han confluido en estas correntadas de vida, es momento de celebrar y sonreír, a pesar de las inevitables represiones. Sobre todo, no olvidar, cuando vuelvan los años de plomo, que son esas trabajosas y solitarias experiencias, aisladas y a menudo fracasadas, las que pavimentan los jornadas luminosas. Unas con otras cambian el mundo&quot;

Obrigado. E continuamos nas ruas e nas lutas!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Concordo com os apontamentos de João Bernardo. Ou seja, não se trata de pessimismo, ou qualquer coisa parecida. Mas sim de uma tentativa de aprofundar, a partir do que vem ocorrendo, quais as linhas de tensão que fortalecem a construção de novas relações sociais anticapitalistas.</p>
<p>Sei que ando sugerindo muitos textos e outras leituras por aqui, mas &#8211; de verdade &#8211; acho que vale a pena conhecer outras interpretações sobre o momento atual de mobilizações que vivemos.</p>
<p>Nesse sentido, destaco (mas vale a pena ler o pequeno texto inteiro) do último artigo de Raul Zibechi (&#8220;Las revoluciones de la gente común&#8221;), três trechos emblemáticos da discussão que estamos começando aqui:</p>
<p><a href="http://www.jornada.unam.mx/2011/06/03/index.php?section=opinion&#038;article=023a1pol" rel="nofollow ugc">http://www.jornada.unam.mx/2011/06/03/index.php?section=opinion&#038;article=023a1pol</a></p>
<p>&#8220;El concepto heredado y hegemónico aún de revolución debe ser revisado, y lo está siendo en los hechos. Frente a una idea de revolución centrada exclusivamente en la conquista del poder estatal, aparece otra más compleja pero sobre todo más integral, que no excluye la estrategia estatal pero que la supera y desborda. En todo caso, la cuestión de conquistar el timón estatal es un recodo en un camino mucho más largo que busca algo que no puede hacerse desde las instituciones estatales: crear un mundo nuevo&#8221;;</p>
<p>&#8220;Para crear un mundo nuevo, lo que menos sirve es la política tradicional, anclada en la figura de la representación que consiste en suplantar sujetos colectivos por profesionales de la administración, y del engaño. Por el contrario, el mundo nuevo y diferente al actual supone ensayar y experimentar relaciones sociales horizontales, en espacios autocontrolados y autónomos, soberanos, donde nadie impone y manda el colectivo&#8221;; e</p>
<p>&#8220;Quiero decir que los grandes hechos son precedidos y preparados, y ensayados como señala James Scott, por prácticas colectivas que suceden lejos de la atención de los medios y de los políticos profesionales. Allí donde los practicantes se sienten seguros y protegidos por sus pares. Ahora que esas miles de microexperiencias han confluido en estas correntadas de vida, es momento de celebrar y sonreír, a pesar de las inevitables represiones. Sobre todo, no olvidar, cuando vuelvan los años de plomo, que son esas trabajosas y solitarias experiencias, aisladas y a menudo fracasadas, las que pavimentan los jornadas luminosas. Unas con otras cambian el mundo&#8221;</p>
<p>Obrigado. E continuamos nas ruas e nas lutas!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-26728</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 01:11:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40478#comment-26728</guid>

					<description><![CDATA[Acompanho aquelas manifestações a uma distância possivelmente comparável à de Sig, e acompanho-as com a simpatia instintiva que se tem pelas pessoas que saem à rua para protestar contra a injustiça, mas apesar disto a apreciação assinada pelo colectivo do &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; parece-me mais realista do que pessimista.
Concordo que o determinante é a forma assumida pela luta e não o seu discurso ideológico, mas a questão, pelo menos no Rossio de Lisboa, consiste precisamente na forma da luta. Em Portugal existe uma trágica clivagem que coloca de um lado o operariado tradicional, na maior parte de meia idade, quando não de idade inteira, organizado pela CGTP, a central sindical controlada pelo Partido Comunista. Dezenas de milhares, centenas de milhares de trabalhadores saem às ruas periodicamente, desfilam de maneira ordenada cantando os hinos conhecidos e gritando as palavras de ordem ditadas, e para quê? Para apoiar os sindicatos em mais um recuo nas próximas negociações. Seguindo uma estratégia já muitíssimo antiga, que data dos tempos da luta contra o fascismo — veja-se, por exemplo, a polémica de Álvaro Cunhal contra Alex — o Partido Comunista canaliza para a rua a indignação dos trabalhadores, para evitar que ela se desenvolva no interior das empresas.
Do outro lado da linha de clivagem existe uma juventude estudantil precarizada, que se reflecte mais ou menos no Bloco de Esquerda, e que se tem organizado ultimamente sob o lema difuso de «a rua é nossa». E é esta forma organizativa que tem consequências trágicas na situação portuguesa, porque uma rua ou uma praça podem — na melhor das hipóteses — ser tomadas durante algum tempo pelos manifestantes, mas as empresas permanecem nas mãos dos patrões.
Sim, eu sei — escrevo-o e digo-o desde há mais de uma década — que os ócios já não são exteriores ao capitalismo e constituem um lugar privilegiado de formação da força de trabalho. Apesar disto, por enquanto é nas empresas que a disciplina capitalista assenta a espinha dorsal. E nem no Rossio nem, que eu o saiba, nas outras praças da Europa os acampados esboçaram sequer o gesto de ultrapassar aquela clivagem e de mobilizar os trabalhadores que estavam do lado de lá da linha divisória. E esta é uma questão de forma de organização, que consistiu em ficar numa praça, à espera que os outros afluíssem, em vez de proceder à operação inversa.
Pergunta: Se eu estivesse em Lisboa naqueles dias, onde estaria eu?
Resposta: No Rossio.
Mas não é isso contraditório? Como poderia eu estar no Rossio, se estou de acordo com este artigo? A realidade social é contraditória e as lutas aparecem como aparecem e não como cada um de nós gostaria que elas aparecessem. Precisamente por isso convém vê-las com realismo e com espírito crítico, para podermos contribuir um pouco, mesmo que muito pouco, para que as lutas se desenvolvam da maneira mais eficaz. Mas ficar em casa? Nunca!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanho aquelas manifestações a uma distância possivelmente comparável à de Sig, e acompanho-as com a simpatia instintiva que se tem pelas pessoas que saem à rua para protestar contra a injustiça, mas apesar disto a apreciação assinada pelo colectivo do <em>Passa Palavra</em> parece-me mais realista do que pessimista.<br />
Concordo que o determinante é a forma assumida pela luta e não o seu discurso ideológico, mas a questão, pelo menos no Rossio de Lisboa, consiste precisamente na forma da luta. Em Portugal existe uma trágica clivagem que coloca de um lado o operariado tradicional, na maior parte de meia idade, quando não de idade inteira, organizado pela CGTP, a central sindical controlada pelo Partido Comunista. Dezenas de milhares, centenas de milhares de trabalhadores saem às ruas periodicamente, desfilam de maneira ordenada cantando os hinos conhecidos e gritando as palavras de ordem ditadas, e para quê? Para apoiar os sindicatos em mais um recuo nas próximas negociações. Seguindo uma estratégia já muitíssimo antiga, que data dos tempos da luta contra o fascismo — veja-se, por exemplo, a polémica de Álvaro Cunhal contra Alex — o Partido Comunista canaliza para a rua a indignação dos trabalhadores, para evitar que ela se desenvolva no interior das empresas.<br />
Do outro lado da linha de clivagem existe uma juventude estudantil precarizada, que se reflecte mais ou menos no Bloco de Esquerda, e que se tem organizado ultimamente sob o lema difuso de «a rua é nossa». E é esta forma organizativa que tem consequências trágicas na situação portuguesa, porque uma rua ou uma praça podem — na melhor das hipóteses — ser tomadas durante algum tempo pelos manifestantes, mas as empresas permanecem nas mãos dos patrões.<br />
Sim, eu sei — escrevo-o e digo-o desde há mais de uma década — que os ócios já não são exteriores ao capitalismo e constituem um lugar privilegiado de formação da força de trabalho. Apesar disto, por enquanto é nas empresas que a disciplina capitalista assenta a espinha dorsal. E nem no Rossio nem, que eu o saiba, nas outras praças da Europa os acampados esboçaram sequer o gesto de ultrapassar aquela clivagem e de mobilizar os trabalhadores que estavam do lado de lá da linha divisória. E esta é uma questão de forma de organização, que consistiu em ficar numa praça, à espera que os outros afluíssem, em vez de proceder à operação inversa.<br />
Pergunta: Se eu estivesse em Lisboa naqueles dias, onde estaria eu?<br />
Resposta: No Rossio.<br />
Mas não é isso contraditório? Como poderia eu estar no Rossio, se estou de acordo com este artigo? A realidade social é contraditória e as lutas aparecem como aparecem e não como cada um de nós gostaria que elas aparecessem. Precisamente por isso convém vê-las com realismo e com espírito crítico, para podermos contribuir um pouco, mesmo que muito pouco, para que as lutas se desenvolvam da maneira mais eficaz. Mas ficar em casa? Nunca!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sig		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-26725</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sig]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 00:31:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezados, acompanho essas manifestações na Europa de longe, mas a princípio a visão de vocês não será demasiado pessimista?

E a afirmação de que &quot;Em qualquer luta importa mais a forma de organização dos participantes do que o conteúdo ideológico inicial&quot;, como fica aplicada a esse contexto?

A forma de organização extremamente democrática e despersonalizada (pelo que escrevem os relatos) não seria motivo de enxergar um novo fôlego para a esquerda autonoma?

Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados, acompanho essas manifestações na Europa de longe, mas a princípio a visão de vocês não será demasiado pessimista?</p>
<p>E a afirmação de que &#8220;Em qualquer luta importa mais a forma de organização dos participantes do que o conteúdo ideológico inicial&#8221;, como fica aplicada a esse contexto?</p>
<p>A forma de organização extremamente democrática e despersonalizada (pelo que escrevem os relatos) não seria motivo de enxergar um novo fôlego para a esquerda autonoma?</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: miguel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-26657</link>

		<dc:creator><![CDATA[miguel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 19:44:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40478#comment-26657</guid>

					<description><![CDATA[Li este artigo e estou de acordo. Trata-se de um protesto e não de uma luta. É um desabafo daqueles que não conseguem o emprego que queriam, mas que não querem/sabem/podem lutar para mudar verdadeiramente as coisas. É um protesto à procura de um movimento, em vez de ser em si mesmo um movimento social de base tal como na praça Tahrir.

No fundo é apenas uma forma diferente e talvez mais mediática (por causa dos árabes) de fazer uma típica manifestação que dura uma tarde e no dia seguinte continua tudo na mesma. Neste caso não é no dia seguinte, é na semana seguinte... mas vai dar ao mesmo. Não tem continuidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li este artigo e estou de acordo. Trata-se de um protesto e não de uma luta. É um desabafo daqueles que não conseguem o emprego que queriam, mas que não querem/sabem/podem lutar para mudar verdadeiramente as coisas. É um protesto à procura de um movimento, em vez de ser em si mesmo um movimento social de base tal como na praça Tahrir.</p>
<p>No fundo é apenas uma forma diferente e talvez mais mediática (por causa dos árabes) de fazer uma típica manifestação que dura uma tarde e no dia seguinte continua tudo na mesma. Neste caso não é no dia seguinte, é na semana seguinte&#8230; mas vai dar ao mesmo. Não tem continuidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40478/#comment-26652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 19:01:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40478#comment-26652</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Até para evidenciar que a polêmica (ou interpretação, tanto faz...) e pertinente questão levantada pelo Colectivo Passa Palavra também está sendo discutida por outras pessoas e organizações, destaco um trecho de uma excelente intervenção e, posteriormente, coloco o link desse e outro texto também polêmicos e críticos sobre o assunto:
 
Manuel Delgado sobre el &quot;peligro ciudadanista&quot;:

&quot;[...] lo que pienso –y temo– es que esta movilización se pueda homologar como un episodio más de lo que podríamos llamar el movimientismo ciudadanista. El ciudadanismo es la ideología que ha venido a administrar y atemperar los restos del izquierdismo de clase media, pero también de buena parte de lo que ha sobrevivido del movimiento obrero. El ciudadanismo se concreta en un conjunto de movimientos de reforma ética del capitalismo, que aspiran a aliviar sus efectos mediante una agudización de los valores democráticos abstractos y un aumento en las competencias estatales que la hagan posible, entendiendo de algún modo que la explotación, la exclusión y el abuso no son factores estructurantes, sino meros accidentes o contingencias de un sistema de dominación al que se cree posible mejorar moralmente. El ciudadanismo no impugna el capitalismo, sino sus «excesos» y su carencia de escrúpulos&quot;.

&quot;El ciudadanismo suele concretarse en movilizaciones masivas destinadas a denunciar determinadas situaciones consideradas injustas, pero sobre todo inmorales, y lo hace proponiendo estructuras de acción y organización lábiles, basadas en sentimientos colectivos mucho más que en ideas, con un énfasis especial en la dimensión performativa y con frecuencia «artística» o festiva. Prescindiendo de cualquier referencia a la clase social como criterio clasificatorio, remite en todo momento a un difusa ecumene de individuos a los que unen no sus intereses, sino sus juicios morales de condena o aprobación [...]&quot;.

O texto é: http://manueldelgadoruiz.blogspot.com/2011/05/el-peligro-ciudadanista-intervencion-en.html

Já o outro artigo, também interessante, sobre diferentes visões desse fenômeno: http://www.derechoaleer.org/2011/05/%C2%BFque-cono-seran-los-perroflautas.html

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Até para evidenciar que a polêmica (ou interpretação, tanto faz&#8230;) e pertinente questão levantada pelo Colectivo Passa Palavra também está sendo discutida por outras pessoas e organizações, destaco um trecho de uma excelente intervenção e, posteriormente, coloco o link desse e outro texto também polêmicos e críticos sobre o assunto:</p>
<p>Manuel Delgado sobre el &#8220;peligro ciudadanista&#8221;:</p>
<p>&#8220;[&#8230;] lo que pienso –y temo– es que esta movilización se pueda homologar como un episodio más de lo que podríamos llamar el movimientismo ciudadanista. El ciudadanismo es la ideología que ha venido a administrar y atemperar los restos del izquierdismo de clase media, pero también de buena parte de lo que ha sobrevivido del movimiento obrero. El ciudadanismo se concreta en un conjunto de movimientos de reforma ética del capitalismo, que aspiran a aliviar sus efectos mediante una agudización de los valores democráticos abstractos y un aumento en las competencias estatales que la hagan posible, entendiendo de algún modo que la explotación, la exclusión y el abuso no son factores estructurantes, sino meros accidentes o contingencias de un sistema de dominación al que se cree posible mejorar moralmente. El ciudadanismo no impugna el capitalismo, sino sus «excesos» y su carencia de escrúpulos&#8221;.</p>
<p>&#8220;El ciudadanismo suele concretarse en movilizaciones masivas destinadas a denunciar determinadas situaciones consideradas injustas, pero sobre todo inmorales, y lo hace proponiendo estructuras de acción y organización lábiles, basadas en sentimientos colectivos mucho más que en ideas, con un énfasis especial en la dimensión performativa y con frecuencia «artística» o festiva. Prescindiendo de cualquier referencia a la clase social como criterio clasificatorio, remite en todo momento a un difusa ecumene de individuos a los que unen no sus intereses, sino sus juicios morales de condena o aprobación [&#8230;]&#8221;.</p>
<p>O texto é: <a href="http://manueldelgadoruiz.blogspot.com/2011/05/el-peligro-ciudadanista-intervencion-en.html" rel="nofollow ugc">http://manueldelgadoruiz.blogspot.com/2011/05/el-peligro-ciudadanista-intervencion-en.html</a></p>
<p>Já o outro artigo, também interessante, sobre diferentes visões desse fenômeno: <a href="http://www.derechoaleer.org/2011/05/%C2%BFque-cono-seran-los-perroflautas.html" rel="nofollow ugc">http://www.derechoaleer.org/2011/05/%C2%BFque-cono-seran-los-perroflautas.html</a></p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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