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	Comentários sobre: Luta, que cura! (3ª Parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-27864</link>

		<dc:creator><![CDATA[alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 16:21:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Considerando que o tempo de lazer, a fruição do belo, o acesso a cultura de forma geral são hoje espaço do capital, isto restringe em demasia a possibilidade de uma construção autônoma por parte da classe trabalhadora. Quando os movimentos sociais e a esquerda têm uma intervenção quase nula nestas áreas, resta aos trabalhadores (e também aos militantes) recorrerem aos espaços de sociabilidade criados pelo capital, com todos os problemas daí advindos.

Por isso a importância da esquerda e dos movimentos sociais repensar o acesso e a produção dos meios culturais e estéticos, isto, na exata medida em que insistentemente continuam a ser ignoradas  pelas organizações de esquerda. 

A construção de subjetividades desde baixo e à esquerda me parece um elemento central na luta de classes. E para quem milita (ou militou) em organizações de massa pauperizada de esquerda, sabe o quanto problemas psicológicos são relevantes na construção e desconstrução de processos de luta, até porque as pessoas não militam somente por critérios racionais. 

Isto é potencializado em momentos, por exemplo, de &quot;festividades compulsórias&quot; (como o dia das mães, natal, aniversário etc.), em espaços &quot;de luta&quot; como as ocupações, que são também espaços de miséria e carência, quando não constitui-se laços fortes comunitários e de sociabilidade, de &quot;comunidade&quot;. 

Nestas condições, pude presenciar o quanto uma conversa franca entre companheiros pode ter também um valor terapêutico, no caso uma senhora &quot;ocupante&quot;, que vivia praticamente sozinha e que estava sofrendo de depressão com surtos de esquizofrenia às vésperas do natal. 
E aí, Marco, fica uma dúvida. Como você colocou, os momentos de ocupação são momentos de ruptura com o cotidiano, mas este necessariamente volta a se impor. Estes processos terapêuticos que você relata tiveram prosseguimento em momentos mais longos? Como na constituição de assentamentos ou a conquista de prédios? 

Abraços,
Alex]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerando que o tempo de lazer, a fruição do belo, o acesso a cultura de forma geral são hoje espaço do capital, isto restringe em demasia a possibilidade de uma construção autônoma por parte da classe trabalhadora. Quando os movimentos sociais e a esquerda têm uma intervenção quase nula nestas áreas, resta aos trabalhadores (e também aos militantes) recorrerem aos espaços de sociabilidade criados pelo capital, com todos os problemas daí advindos.</p>
<p>Por isso a importância da esquerda e dos movimentos sociais repensar o acesso e a produção dos meios culturais e estéticos, isto, na exata medida em que insistentemente continuam a ser ignoradas  pelas organizações de esquerda. </p>
<p>A construção de subjetividades desde baixo e à esquerda me parece um elemento central na luta de classes. E para quem milita (ou militou) em organizações de massa pauperizada de esquerda, sabe o quanto problemas psicológicos são relevantes na construção e desconstrução de processos de luta, até porque as pessoas não militam somente por critérios racionais. </p>
<p>Isto é potencializado em momentos, por exemplo, de &#8220;festividades compulsórias&#8221; (como o dia das mães, natal, aniversário etc.), em espaços &#8220;de luta&#8221; como as ocupações, que são também espaços de miséria e carência, quando não constitui-se laços fortes comunitários e de sociabilidade, de &#8220;comunidade&#8221;. </p>
<p>Nestas condições, pude presenciar o quanto uma conversa franca entre companheiros pode ter também um valor terapêutico, no caso uma senhora &#8220;ocupante&#8221;, que vivia praticamente sozinha e que estava sofrendo de depressão com surtos de esquizofrenia às vésperas do natal.<br />
E aí, Marco, fica uma dúvida. Como você colocou, os momentos de ocupação são momentos de ruptura com o cotidiano, mas este necessariamente volta a se impor. Estes processos terapêuticos que você relata tiveram prosseguimento em momentos mais longos? Como na constituição de assentamentos ou a conquista de prédios? </p>
<p>Abraços,<br />
Alex</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-27859</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jun 2011 15:34:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Marco Fernandes,
Só agora é que posso responder.
Mesmo eu sendo um apreciador das ironias empregadas nas artes e no trabalho intelectual, esta não foi a minha opção; embora fosse legítimo. Eu apenas tentei contribuir colocando aqui as contradições que enxerguei. Todas elas ligadas à prática, que é o mais importante na política.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Marco Fernandes,<br />
Só agora é que posso responder.<br />
Mesmo eu sendo um apreciador das ironias empregadas nas artes e no trabalho intelectual, esta não foi a minha opção; embora fosse legítimo. Eu apenas tentei contribuir colocando aqui as contradições que enxerguei. Todas elas ligadas à prática, que é o mais importante na política.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-27785</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 18:14:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,

Pode ser de interesse do Marco, e de algumas pessoas que acompanham o debate dessa temática. A Revista IHU - da Unisinos - publicou uma série de artigos concentrados no assunto:

- A &#039;&#039;nova classe média&#039;&#039; e as perspectivas de um novo cenário religioso brasileiro

Quem quiser conferir, é só acessar: http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=366

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Pode ser de interesse do Marco, e de algumas pessoas que acompanham o debate dessa temática. A Revista IHU &#8211; da Unisinos &#8211; publicou uma série de artigos concentrados no assunto:</p>
<p>&#8211; A &#8221;nova classe média&#8221; e as perspectivas de um novo cenário religioso brasileiro</p>
<p>Quem quiser conferir, é só acessar: <a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=366" rel="nofollow ugc">http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?secao=366</a></p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marco F		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-27183</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marco F]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 23:23:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40725#comment-27183</guid>

					<description><![CDATA[peço desculpas pela ausência das respostas aos últimos comentários. tá faltando tempo pra respondê-los a altura, visto que todos trazem questões da maior importância e complexidade...mas não desisti de fazê-lo...
por enquanto, me contento em dizer que faço minhas as palavras do Leo Vinicius que, ao que parece, captou inteiramente as intenções políticas por trás do texto.
caro Fernando, talvez eu tenha exagerado na retórica do título (e não creio que um texto político possa prescindir da retórica), mas se vc reler o texto sob a luz dos comentários do Leo, verá que estou falando justamente que nos faz muita falta, nos movimentos populares, o conhecimento de práticas terapêuticas que pudessem ser úteis a uma retomada do trabalho de base nos bairros populares (veja que chamo os relatos dos acampamentos de &quot;lampejos terapêuticos&quot;, portanto tento dizer que aquilo que ali se vivencia é muito pouco perto do grande problema com o qual temos nos deparado no cotidiano da periferia). se assim não fosse, não faria sentido eu escrever a última parte sobre os pentecostais e sugerir que devamos prestar mais atenção às causas deste fenômeno; não é mesmo?
e talvez vc pudesse tratar o tema com menos ironia do que deixa transparecer no seu comentário...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>peço desculpas pela ausência das respostas aos últimos comentários. tá faltando tempo pra respondê-los a altura, visto que todos trazem questões da maior importância e complexidade&#8230;mas não desisti de fazê-lo&#8230;<br />
por enquanto, me contento em dizer que faço minhas as palavras do Leo Vinicius que, ao que parece, captou inteiramente as intenções políticas por trás do texto.<br />
caro Fernando, talvez eu tenha exagerado na retórica do título (e não creio que um texto político possa prescindir da retórica), mas se vc reler o texto sob a luz dos comentários do Leo, verá que estou falando justamente que nos faz muita falta, nos movimentos populares, o conhecimento de práticas terapêuticas que pudessem ser úteis a uma retomada do trabalho de base nos bairros populares (veja que chamo os relatos dos acampamentos de &#8220;lampejos terapêuticos&#8221;, portanto tento dizer que aquilo que ali se vivencia é muito pouco perto do grande problema com o qual temos nos deparado no cotidiano da periferia). se assim não fosse, não faria sentido eu escrever a última parte sobre os pentecostais e sugerir que devamos prestar mais atenção às causas deste fenômeno; não é mesmo?<br />
e talvez vc pudesse tratar o tema com menos ironia do que deixa transparecer no seu comentário&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-26836</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 22:53:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40725#comment-26836</guid>

					<description><![CDATA[Fernando,

Vou responder seu comentário antes do Marco, da forma como li e entendi onde o Marco quer chegar.

Acho que o título da série é muito mais figura de linguagem, frase e efeito, e não deveria ser levado ao pé da letra.

O ponto que o autor quer chegar, a meu ver, é o que ele apresenta na parte final deste terceiro artigo, ou seja: que os movimentos sociais e a esquerda tem que atentar para as demandas &quot;simbólicas&quot; (eu diria imateriais)da população, dos ferrados da vida.

Creio que na segunda parte, em que ele busca apresentar algumas experiências que ele conheceu no MTST, ele procura mostrar demandas imateriais sendo expressadas explicitamente dentro do movimento, e encontrando alguma resposta, mesmo que transitória, a patir de práticas do movimento.

É justamente porque &quot;o movimento não cura&quot; ou &quot;cura muito pouco&quot;, muito menos que as Igrejas, que o tema foi levantando pelo autor, e  muito oportunamente, a meu ver.

Pelo menos é essa a minha leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernando,</p>
<p>Vou responder seu comentário antes do Marco, da forma como li e entendi onde o Marco quer chegar.</p>
<p>Acho que o título da série é muito mais figura de linguagem, frase e efeito, e não deveria ser levado ao pé da letra.</p>
<p>O ponto que o autor quer chegar, a meu ver, é o que ele apresenta na parte final deste terceiro artigo, ou seja: que os movimentos sociais e a esquerda tem que atentar para as demandas &#8220;simbólicas&#8221; (eu diria imateriais)da população, dos ferrados da vida.</p>
<p>Creio que na segunda parte, em que ele busca apresentar algumas experiências que ele conheceu no MTST, ele procura mostrar demandas imateriais sendo expressadas explicitamente dentro do movimento, e encontrando alguma resposta, mesmo que transitória, a patir de práticas do movimento.</p>
<p>É justamente porque &#8220;o movimento não cura&#8221; ou &#8220;cura muito pouco&#8221;, muito menos que as Igrejas, que o tema foi levantando pelo autor, e  muito oportunamente, a meu ver.</p>
<p>Pelo menos é essa a minha leitura.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-26831</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 20:56:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marco Fernandes,

Você escreve: “Numa reunião da militância do MTST, em fins de 2008, alguns companheiros perguntaram &#039;se não era possível o movimento conseguir algum psicólogo ou psiquiatra&#039;, pois eram muitos os militantes que vinham passando por sérios problemas psíquicos (que eu saiba, até hoje nenhuma solução foi encontrada).” A meu ver, a passagem expressa três contradições com a afirmação central da série. Sendo: 1) Mesmo tendo a oportunidade você não respondeu aos companheiros do MTST o quão desnecessário seria conseguir um psicólogo ou psiquiatra para atender quem já vivenciava uma mística curadora. 2) Você espera que seja encontrada uma solução para o referido caso como se ela já não tivesse sido encontrada, como se de fato a luta não tivesse todo este poder de curar os doentes. 3) Os militantes desejavam ser atendidos por algum psicólogo ou psiquiatra, o que mostra que a luta não os curava. Ao olhar ao meu redor, recordar muitas coisas que vi ou que fiquei sabendo, não me convenço desta ideia de que a luta cura, mas mesmo assim eu me animo em trazer este comentário. Talvez seja útil para o debate.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marco Fernandes,</p>
<p>Você escreve: “Numa reunião da militância do MTST, em fins de 2008, alguns companheiros perguntaram &#8216;se não era possível o movimento conseguir algum psicólogo ou psiquiatra&#8217;, pois eram muitos os militantes que vinham passando por sérios problemas psíquicos (que eu saiba, até hoje nenhuma solução foi encontrada).” A meu ver, a passagem expressa três contradições com a afirmação central da série. Sendo: 1) Mesmo tendo a oportunidade você não respondeu aos companheiros do MTST o quão desnecessário seria conseguir um psicólogo ou psiquiatra para atender quem já vivenciava uma mística curadora. 2) Você espera que seja encontrada uma solução para o referido caso como se ela já não tivesse sido encontrada, como se de fato a luta não tivesse todo este poder de curar os doentes. 3) Os militantes desejavam ser atendidos por algum psicólogo ou psiquiatra, o que mostra que a luta não os curava. Ao olhar ao meu redor, recordar muitas coisas que vi ou que fiquei sabendo, não me convenço desta ideia de que a luta cura, mas mesmo assim eu me animo em trazer este comentário. Talvez seja útil para o debate.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40725/#comment-26830</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 20:42:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=40725#comment-26830</guid>

					<description><![CDATA[Marco, vou dizer aqui publicamente, o que já te disse por e-mail uma vez.  Acho que você deveria tentar publicar tua pesquisa que deu origem a esses textos no Passa Palavra na íntegra. Acho mais que pertinente o tema, fora a qualidade literária para uma pesquisa política.

Fora isso, vou comentar alguma coisa com base em comentários que apareceram na primeira parte do texto.

Devemos ter claro que &quot;cura&quot; nunca haverá, ou pelo menos não nesta sociedade. Sem mudança das relações sociais (o que inclui as econômicas e políticas), os males (também psicólogicos) que elas causam não se extinguirão. Nesse sentido o efeito terapêutico, por assim dizer, de um movimento social ou luta, deve ser o de dimimnuir o sofrimento psíquico, trazer mais bem-estar, em certo sentido, ao mesmo tempo fazendo avançar a vontade de lutar e de promover mudanças sociais.

Toda terapia (pelo menos as desprovidas de laços orgânicos com movimentos políticos ou sociais)é adaptadora. Mesmo aquelas que se dizem &quot;anarquistas&quot; são terapias, como todas, para fazer o indivíduo se setir bem e viver melhor nesta sociedade (deixo os exemplos para outro momento).

Wilhelm Reich, no seu livro &quot;A Revolução Sexual&quot;, já alertava para a diferença entre assistência individual (as terapias) e política pública. Não via ele modo de sanar os problemas psicológicos do seu tempo (do nosso tempo) que não fosse através de políticas públicas.
Reich tinha muito claro a tarefa adaptadora das terapias. Ele dá exemplo de uma própria paciente dele, que se matou após a terapia, pois a terapia aplicada por ele tornou o estado de coisas em que ela estava imersa totalmente insuportável. Ou a terapia é adaptadora ou é homicida.
Uma que não seja nem uma coisa nem outra, mas que seja revolucionária, também acho que só poderá existir como parte indistinguível de um movimento social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marco, vou dizer aqui publicamente, o que já te disse por e-mail uma vez.  Acho que você deveria tentar publicar tua pesquisa que deu origem a esses textos no Passa Palavra na íntegra. Acho mais que pertinente o tema, fora a qualidade literária para uma pesquisa política.</p>
<p>Fora isso, vou comentar alguma coisa com base em comentários que apareceram na primeira parte do texto.</p>
<p>Devemos ter claro que &#8220;cura&#8221; nunca haverá, ou pelo menos não nesta sociedade. Sem mudança das relações sociais (o que inclui as econômicas e políticas), os males (também psicólogicos) que elas causam não se extinguirão. Nesse sentido o efeito terapêutico, por assim dizer, de um movimento social ou luta, deve ser o de dimimnuir o sofrimento psíquico, trazer mais bem-estar, em certo sentido, ao mesmo tempo fazendo avançar a vontade de lutar e de promover mudanças sociais.</p>
<p>Toda terapia (pelo menos as desprovidas de laços orgânicos com movimentos políticos ou sociais)é adaptadora. Mesmo aquelas que se dizem &#8220;anarquistas&#8221; são terapias, como todas, para fazer o indivíduo se setir bem e viver melhor nesta sociedade (deixo os exemplos para outro momento).</p>
<p>Wilhelm Reich, no seu livro &#8220;A Revolução Sexual&#8221;, já alertava para a diferença entre assistência individual (as terapias) e política pública. Não via ele modo de sanar os problemas psicológicos do seu tempo (do nosso tempo) que não fosse através de políticas públicas.<br />
Reich tinha muito claro a tarefa adaptadora das terapias. Ele dá exemplo de uma própria paciente dele, que se matou após a terapia, pois a terapia aplicada por ele tornou o estado de coisas em que ela estava imersa totalmente insuportável. Ou a terapia é adaptadora ou é homicida.<br />
Uma que não seja nem uma coisa nem outra, mas que seja revolucionária, também acho que só poderá existir como parte indistinguível de um movimento social.</p>
]]></content:encoded>
		
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