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	Comentários sobre: Extrema-esquerda e desenvolvimentismo (3)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-289547</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2015 12:55:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rolandonaldorlando terá sua pergunta respondida após 

1/2) enviar: 
ac) nome e sobrenome verdadeiros;
bc) cpf e rg; 
cc) fotocópia autenticada de sua [his] prega-rainha.

2/2) responder a pergunta: Com quantos between se faz um among?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rolandonaldorlando terá sua pergunta respondida após </p>
<p>1/2) enviar:<br />
ac) nome e sobrenome verdadeiros;<br />
bc) cpf e rg;<br />
cc) fotocópia autenticada de sua [his] prega-rainha.</p>
<p>2/2) responder a pergunta: Com quantos between se faz um among?</p>
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		<title>
		Por: Ronaldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-289538</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2015 09:17:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quais são os dados biográficos do autor?Abraço!!!!!!!!!!!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quais são os dados biográficos do autor?Abraço!!!!!!!!!!!!!!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-29322</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 16:38:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A cada comentário do Matheus fico com a impressão de que ele não leu o que escrevi, pois tudo aquilo que considera como &quot;falha&quot; está discutido e debatido no próprio texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A cada comentário do Matheus fico com a impressão de que ele não leu o que escrevi, pois tudo aquilo que considera como &#8220;falha&#8221; está discutido e debatido no próprio texto.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-29308</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 15:48:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As dificuldades desta parte do ensaio são duas, básicamente: 1) a tese da &quot;classe dos gestores&quot;, que já critiquei no comentário À parte 2 como sendo um mau uso do conceito marxiano de classes sociais, e esta deformação corre o risco de comprometer a tese do ensaio inteiro; 2) as relações entre a burguesia industrial e a oligarquia rural, e, portanto, entre a &quot;grande lavoura&quot; (setor latifúndiário-monocultor-agroexportador) e o setor de produção industrial para o mercado interno. As duas objeções tornam difícil a defesa da tese segundo a qual a revolução de 1930 foi uma revolução da burguesia e dos &quot;gestores&quot; contra a oligarquia rural. Em primeiro lugar, o Brasil nunca conheceu a oposição acirrada entre interesses ruralistas e industrialistas que a Europa conheceu (nas assossiações anti-corn law inglesas, p.ex.). A oligarquia brasileira sempre foi rural-comercial, pois a &quot;grande lavoura&quot; não existe sem uma economia de créditos, exportação (de produtos agrícolas e matérias-primas) e importação (de capitais, produtos de luxo, produtos industriais, escravos até a abolição e máquinas posteriormente). A própria industrialização e urbanização de São Paulo e Rio de Janeiro à partir dos anos 1920 foi possível apenas por causa da fabulosa acumulação de capitais com a exportação primária, especialmente do café.
Houve, sem dúvida, uma série de conflitos entre as oligarquias rurais, mais que entre estas e a burguesia industrial, nos anos 1920 e 1930. Creio que este conflitos foi resolvido com o golpe de 1937, que instituiu o Estado Novo.
Ainda sobre os direitos previdenciários e trabalhistas, a análise do Manolo é interessante. A CLT, como foi decretada por Vargas, foi realmente essa faca de dois gumes, que concedeu direitos importantíssimos (que, diante da onda de contra-reformas neoliberias, é imprescindível defender) ao mesmo tempo em que subordinava os sindicatos operários ao Estado burguês. Mas ainda em outros dois aspectos: a exclusão dos trabalhadores rurais e a hierarquização das profissões, que ficaram com direitos trabalhistas e previdenciários diferenciados entre si. A dupla exclusão dos trabalhadores rurais da propriedade da terra e dos direitos trabalhistas e previdenciários, além da manutenção da economia da grande lavoura e da socialização das suas perdas (por meio da destruição do café excedente) são, ao meu ver, as evidências decisivas para apresentar o varguismo mais como um pacto entre a burguesia industrial e a oligarquia rural, que uma vitória da primeira sobre a segunda. As concessões para o operariado e as classes médias urbanas mostram, no entanto, a necessidade de apoio popular para cimentar este projeto político.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As dificuldades desta parte do ensaio são duas, básicamente: 1) a tese da &#8220;classe dos gestores&#8221;, que já critiquei no comentário À parte 2 como sendo um mau uso do conceito marxiano de classes sociais, e esta deformação corre o risco de comprometer a tese do ensaio inteiro; 2) as relações entre a burguesia industrial e a oligarquia rural, e, portanto, entre a &#8220;grande lavoura&#8221; (setor latifúndiário-monocultor-agroexportador) e o setor de produção industrial para o mercado interno. As duas objeções tornam difícil a defesa da tese segundo a qual a revolução de 1930 foi uma revolução da burguesia e dos &#8220;gestores&#8221; contra a oligarquia rural. Em primeiro lugar, o Brasil nunca conheceu a oposição acirrada entre interesses ruralistas e industrialistas que a Europa conheceu (nas assossiações anti-corn law inglesas, p.ex.). A oligarquia brasileira sempre foi rural-comercial, pois a &#8220;grande lavoura&#8221; não existe sem uma economia de créditos, exportação (de produtos agrícolas e matérias-primas) e importação (de capitais, produtos de luxo, produtos industriais, escravos até a abolição e máquinas posteriormente). A própria industrialização e urbanização de São Paulo e Rio de Janeiro à partir dos anos 1920 foi possível apenas por causa da fabulosa acumulação de capitais com a exportação primária, especialmente do café.<br />
Houve, sem dúvida, uma série de conflitos entre as oligarquias rurais, mais que entre estas e a burguesia industrial, nos anos 1920 e 1930. Creio que este conflitos foi resolvido com o golpe de 1937, que instituiu o Estado Novo.<br />
Ainda sobre os direitos previdenciários e trabalhistas, a análise do Manolo é interessante. A CLT, como foi decretada por Vargas, foi realmente essa faca de dois gumes, que concedeu direitos importantíssimos (que, diante da onda de contra-reformas neoliberias, é imprescindível defender) ao mesmo tempo em que subordinava os sindicatos operários ao Estado burguês. Mas ainda em outros dois aspectos: a exclusão dos trabalhadores rurais e a hierarquização das profissões, que ficaram com direitos trabalhistas e previdenciários diferenciados entre si. A dupla exclusão dos trabalhadores rurais da propriedade da terra e dos direitos trabalhistas e previdenciários, além da manutenção da economia da grande lavoura e da socialização das suas perdas (por meio da destruição do café excedente) são, ao meu ver, as evidências decisivas para apresentar o varguismo mais como um pacto entre a burguesia industrial e a oligarquia rural, que uma vitória da primeira sobre a segunda. As concessões para o operariado e as classes médias urbanas mostram, no entanto, a necessidade de apoio popular para cimentar este projeto político.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-27671</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 01:21:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para Manoilescu o corporativismo «integral» era aquele onde não existiam só corporações económicas, mas também sociais e culturais. E o corporativismo seria «puro» quando considerasse as corporações como «a única base legítima» do poder político supremo. O Estado apareceria então como uma «supercorporação». Foi por este viés que muitos proudhonianos aderiram ao fascismo corporativista. Esta questão constituiu sempre uma fonte de discordâncias no interior do fascismo. No salazarismo, por exemplo, havia uma espécie de oposição interna que censurava o regime por não ter instaurado o corporativismo puro e ter mantido uma forma de representação parlamentar. Salazar, que era mestre, entre outras coisas, em conciliar divergências, atribuiu à Câmara Corporativa o segundo lugar nas instituições do regime, abaixo da Presidência da República, mas acima da Assembleia Nacional, embora a Assembleia Nacional tivesse algum poder legislativo e a Câmara Corporativa se reduzisse a funções consultivas. Quanto ao Conselho de Ministros, de que Salazar era Presidente, tinha só o quarto lugar na hierarquia do regime. Em Portugal os corporativistas puros defendiam a supressão da Assembleia Nacional e a instauração de um governo emanado puramente das corporações. Nunca será demais insistir na influência que o Estado Novo de Salazar teve sobre o Estado Novo de Getúlio Vargas, tanto nas formulações jurídicas como na prática política.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para Manoilescu o corporativismo «integral» era aquele onde não existiam só corporações económicas, mas também sociais e culturais. E o corporativismo seria «puro» quando considerasse as corporações como «a única base legítima» do poder político supremo. O Estado apareceria então como uma «supercorporação». Foi por este viés que muitos proudhonianos aderiram ao fascismo corporativista. Esta questão constituiu sempre uma fonte de discordâncias no interior do fascismo. No salazarismo, por exemplo, havia uma espécie de oposição interna que censurava o regime por não ter instaurado o corporativismo puro e ter mantido uma forma de representação parlamentar. Salazar, que era mestre, entre outras coisas, em conciliar divergências, atribuiu à Câmara Corporativa o segundo lugar nas instituições do regime, abaixo da Presidência da República, mas acima da Assembleia Nacional, embora a Assembleia Nacional tivesse algum poder legislativo e a Câmara Corporativa se reduzisse a funções consultivas. Quanto ao Conselho de Ministros, de que Salazar era Presidente, tinha só o quarto lugar na hierarquia do regime. Em Portugal os corporativistas puros defendiam a supressão da Assembleia Nacional e a instauração de um governo emanado puramente das corporações. Nunca será demais insistir na influência que o Estado Novo de Salazar teve sobre o Estado Novo de Getúlio Vargas, tanto nas formulações jurídicas como na prática política.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-27669</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jun 2011 00:51:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Oi Rodrigo,

na verdade, disse que o CIESP introduz o corporativismo no debate econômico, apenas. Com o material de que disponho, não posso dizer nada mais além disso, e não tenho como afirmar se o corporativismo que se debatia era ou não &quot;puro&quot;. Mas alguma forma de corporativismo foi, sim, instaurada no Brasil. Veja, por exemplo, o Conselho de Economia Nacional criado em 1937, ou a estrutura sindical criada pela CLT.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Oi Rodrigo,</p>
<p>na verdade, disse que o CIESP introduz o corporativismo no debate econômico, apenas. Com o material de que disponho, não posso dizer nada mais além disso, e não tenho como afirmar se o corporativismo que se debatia era ou não &#8220;puro&#8221;. Mas alguma forma de corporativismo foi, sim, instaurada no Brasil. Veja, por exemplo, o Conselho de Economia Nacional criado em 1937, ou a estrutura sindical criada pela CLT.</p>
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		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/40969/#comment-27650</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 18 Jun 2011 19:20:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, algo que falou no último artigo e que fez referência novamente neste: a estrutura do corporativismo. 

Em “O século do corporativismo...”, Manoilescu define o corporativismo enquanto estrutura intermediária entre o Estado e o indivíduo, ocupando a posição de único meio legitimo de representação dos trabalhadores junto ao governo. Porém estas corporações não poderiam ser exclusivas de determinada profissão, como eram comuns idade média, mas antes corporações baseadas na função produtiva, ou seja, corporações de setores da produção. 
Neste sentido, no interior destas corporações, seriam contempladas as aspirações de trabalhadores, técnicos e proprietários.
Só que para se configurar enquanto representante legítima, a corporação não poderia perder de vista a sua função social, a de fazer a adequação política do ramo produtivo em função da necessidade social de produção. Isto acabava por configurar uma forma de ação política pela via técnica, meio pelo qual os gestores garantiriam o controle do processo produtivo, porque eram justamente eles a terem o domínio técnico dos processos produtivos, impondo por fim sua forma de organização da produção tanto sobre proprietários quanto sobre trabalhadores. Para garantir a coesão do sistema tentaram em muitos momentos conciliar a posição antagônica de ambos, e em prol da produtividade chegaram a desenvolver ideologias de não conflito de classes, que à época teve sua melhor expressão no nacionalismo. 

Porém no Brasil, como bem destaca, no início do século XX a locução junto ao governo não se deu por um modelo de corporativismo puro. Por um lado os proprietários eram representados a partir das think tanks, e por outro os trabalhadores por meio dos sindicatos. Porém ambas as instituições dominadas por gestores, tanto as think tanks, por seus técnicos, quanto os sindicatos, pelos seus pelegos (aspirantes a algo mais). 
Dando um salto no tempo chegamos no texto de Eli Diniz (“Engenharia institucional e políticas públicas: dos conselhos técnicos às câmaras setoriais”), embora discordando do conceito de corporativismo, destaca que a partir da década de 1990 vão se formar as chamadas “câmaras setoriais”, instituições que unirão industriais, governo e sindicalistas em prol da organização mais harmoniosa do desenvolvimento da produção capitalista. Segundo a autora:

“Essa experiência de criação de um espaço institucional destinado a integrar processos de formulação de políticas e de articulação de interesses mostrou-se relativamente eficaz no caso dos acordos da indústria automotiva (março de 1992 e fevereiro de 1993), viabilizando um ajuste criativo em face da crise acirrada pela abertura comercial.”

Neste sentido é interessante notar que o que Manoilescu chamava de “corporativismo” vai adquirindo feições mais claras no Brasil após a redemocratização, justamente o período onde a esquerda se gaba de ter conseguido “a vitória histórica do primeiro trabalhador operário na Presidência da República.”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, algo que falou no último artigo e que fez referência novamente neste: a estrutura do corporativismo. </p>
<p>Em “O século do corporativismo&#8230;”, Manoilescu define o corporativismo enquanto estrutura intermediária entre o Estado e o indivíduo, ocupando a posição de único meio legitimo de representação dos trabalhadores junto ao governo. Porém estas corporações não poderiam ser exclusivas de determinada profissão, como eram comuns idade média, mas antes corporações baseadas na função produtiva, ou seja, corporações de setores da produção.<br />
Neste sentido, no interior destas corporações, seriam contempladas as aspirações de trabalhadores, técnicos e proprietários.<br />
Só que para se configurar enquanto representante legítima, a corporação não poderia perder de vista a sua função social, a de fazer a adequação política do ramo produtivo em função da necessidade social de produção. Isto acabava por configurar uma forma de ação política pela via técnica, meio pelo qual os gestores garantiriam o controle do processo produtivo, porque eram justamente eles a terem o domínio técnico dos processos produtivos, impondo por fim sua forma de organização da produção tanto sobre proprietários quanto sobre trabalhadores. Para garantir a coesão do sistema tentaram em muitos momentos conciliar a posição antagônica de ambos, e em prol da produtividade chegaram a desenvolver ideologias de não conflito de classes, que à época teve sua melhor expressão no nacionalismo. </p>
<p>Porém no Brasil, como bem destaca, no início do século XX a locução junto ao governo não se deu por um modelo de corporativismo puro. Por um lado os proprietários eram representados a partir das think tanks, e por outro os trabalhadores por meio dos sindicatos. Porém ambas as instituições dominadas por gestores, tanto as think tanks, por seus técnicos, quanto os sindicatos, pelos seus pelegos (aspirantes a algo mais).<br />
Dando um salto no tempo chegamos no texto de Eli Diniz (“Engenharia institucional e políticas públicas: dos conselhos técnicos às câmaras setoriais”), embora discordando do conceito de corporativismo, destaca que a partir da década de 1990 vão se formar as chamadas “câmaras setoriais”, instituições que unirão industriais, governo e sindicalistas em prol da organização mais harmoniosa do desenvolvimento da produção capitalista. Segundo a autora:</p>
<p>“Essa experiência de criação de um espaço institucional destinado a integrar processos de formulação de políticas e de articulação de interesses mostrou-se relativamente eficaz no caso dos acordos da indústria automotiva (março de 1992 e fevereiro de 1993), viabilizando um ajuste criativo em face da crise acirrada pela abertura comercial.”</p>
<p>Neste sentido é interessante notar que o que Manoilescu chamava de “corporativismo” vai adquirindo feições mais claras no Brasil após a redemocratização, justamente o período onde a esquerda se gaba de ter conseguido “a vitória histórica do primeiro trabalhador operário na Presidência da República.”</p>
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