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	Comentários sobre: 14 JUNHO 2011 (BR-RJ) Policial da UPP mata jovem no Pavão-Pavãozinho	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Maria Clara		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Clara]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 14:18:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Particularmente fico atenta para notícias como essas, pois vejo com os olhos bem aberto as atitudes do estado em retomar o &quot;monopolio da violencia&quot; como o uso das estrategias das UPP no RJ ou as Bases Comunitarias em Salvador/BA. 

Apesar do Estado por meio da força policial ainda deter a maior parte desse &quot;monopolio&quot;, tem surgido nas cidades como Rj e SP uma outra força pararela que vem disputando o espaço desse &quot;monopolio da violencia&quot;¹. 

Essa força pararela tem sido referencia e ganhado força nos ultimos anos sem qualquer controle do Estado. Com a implantação dessas UPP e/ou Bases Comunitarias enxergo como uma forma do Estado tentar retomar o &quot;monopolio&quot; nesses espaços que perdeu. Todavia me questiono muito sobre o carater desses programas. Afinal, qual a ética que eles levam? O que a população sai ganhando? Sera que atingem os determinantes sociais dessa situação?

Enfim, são apenas pequenas reflexões sobre uma das facetas da violencia no país. Ainda saliento que questões nesse ambito [violencia] me mobilizam e me fazem refletir, ao ponto de buscar de alguma forma² contribuir para a transformação dessa realidade.

¹Basta ler Gabriel Feltran, Karina Bioende e/ou Adauto Marques em seus estudos sobre Violencia e o PCC. O qual sinalizam o surgimento do PCC e a forma como conseguiram monopolizar a violencia. Essa monopolização pode ser verificada na medida em que ninguem mais tem a &quot;autorização de matar&quot;, mas sim encaminhar a desavença ao &quot;irmão&quot; do PCC (espaço onde se discute as desavenças como se fossem verdadeiros &quot;tribunais&quot; que são intitulados de &quot;debates&quot; e pautados na etica do PCC) para que seja levado a questão para o &quot;bebate&quot;.

² Procuro contribuir estudando formas de prevenção da violencia no intuito de subsidiar intervenções nesse ambito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Particularmente fico atenta para notícias como essas, pois vejo com os olhos bem aberto as atitudes do estado em retomar o &#8220;monopolio da violencia&#8221; como o uso das estrategias das UPP no RJ ou as Bases Comunitarias em Salvador/BA. </p>
<p>Apesar do Estado por meio da força policial ainda deter a maior parte desse &#8220;monopolio&#8221;, tem surgido nas cidades como Rj e SP uma outra força pararela que vem disputando o espaço desse &#8220;monopolio da violencia&#8221;¹. </p>
<p>Essa força pararela tem sido referencia e ganhado força nos ultimos anos sem qualquer controle do Estado. Com a implantação dessas UPP e/ou Bases Comunitarias enxergo como uma forma do Estado tentar retomar o &#8220;monopolio&#8221; nesses espaços que perdeu. Todavia me questiono muito sobre o carater desses programas. Afinal, qual a ética que eles levam? O que a população sai ganhando? Sera que atingem os determinantes sociais dessa situação?</p>
<p>Enfim, são apenas pequenas reflexões sobre uma das facetas da violencia no país. Ainda saliento que questões nesse ambito [violencia] me mobilizam e me fazem refletir, ao ponto de buscar de alguma forma² contribuir para a transformação dessa realidade.</p>
<p>¹Basta ler Gabriel Feltran, Karina Bioende e/ou Adauto Marques em seus estudos sobre Violencia e o PCC. O qual sinalizam o surgimento do PCC e a forma como conseguiram monopolizar a violencia. Essa monopolização pode ser verificada na medida em que ninguem mais tem a &#8220;autorização de matar&#8221;, mas sim encaminhar a desavença ao &#8220;irmão&#8221; do PCC (espaço onde se discute as desavenças como se fossem verdadeiros &#8220;tribunais&#8221; que são intitulados de &#8220;debates&#8221; e pautados na etica do PCC) para que seja levado a questão para o &#8220;bebate&#8221;.</p>
<p>² Procuro contribuir estudando formas de prevenção da violencia no intuito de subsidiar intervenções nesse ambito.</p>
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