<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: A esquerda fora do eixo	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2011/06/41221/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Oct 2023 16:48:45 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: HYPERBRAZILIS (Podcast Deep Brazilis)		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-908805</link>

		<dc:creator><![CDATA[HYPERBRAZILIS (Podcast Deep Brazilis)]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 16:48:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-908805</guid>

					<description><![CDATA[&quot;O que foi (e de certa forma, através de suas ramificações, ainda é) o Fora do Eixo? A centralização, através de um esquema velado de pirâmide, de várias ações culturais independentes/subsidiadas por leis de incentivos em diferentes esferas (seja municipais, estaduais, federais) e com um Deus Solar, que é o Pablo Capilé&quot;

O programa inteiro: https://www.youtube.com/watch?v=WZUZFZmYry4]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O que foi (e de certa forma, através de suas ramificações, ainda é) o Fora do Eixo? A centralização, através de um esquema velado de pirâmide, de várias ações culturais independentes/subsidiadas por leis de incentivos em diferentes esferas (seja municipais, estaduais, federais) e com um Deus Solar, que é o Pablo Capilé&#8221;</p>
<p>O programa inteiro: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=WZUZFZmYry4" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=WZUZFZmYry4</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Noname		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-275301</link>

		<dc:creator><![CDATA[Noname]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Jan 2015 03:05:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-275301</guid>

					<description><![CDATA[&quot;Podem utilizar os meios militantes e ativistas para ampliar sua influência política e até para expandir seu mercado consumidor de cultura independente, mas não deixarão de ser o que são – uma classe de gestores que visa renovar a burocracia.&quot;

E 4 anos depois, a tendência se materializa:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/01/1573759-grupo-fora-do-eixo-da-expediente-no-minc-antes-da-posse-de-novo-ministro.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Podem utilizar os meios militantes e ativistas para ampliar sua influência política e até para expandir seu mercado consumidor de cultura independente, mas não deixarão de ser o que são – uma classe de gestores que visa renovar a burocracia.&#8221;</p>
<p>E 4 anos depois, a tendência se materializa:</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/01/1573759-grupo-fora-do-eixo-da-expediente-no-minc-antes-da-posse-de-novo-ministro.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2015/01/1573759-grupo-fora-do-eixo-da-expediente-no-minc-antes-da-posse-de-novo-ministro.shtml</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-117058</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Apr 2013 15:36:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-117058</guid>

					<description><![CDATA[Salvem - ou republiquem aqui no PP, afinal, eles não se importarão com a cópia, presumo - este texto primoroso, que propõe, em resumo, uma sociedade onde o importante é ser feliz e trabalhar de graça:

Chama-se Capitalismo Livre: http://www.trezentos.blog.br/?p=7909]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salvem &#8211; ou republiquem aqui no PP, afinal, eles não se importarão com a cópia, presumo &#8211; este texto primoroso, que propõe, em resumo, uma sociedade onde o importante é ser feliz e trabalhar de graça:</p>
<p>Chama-se Capitalismo Livre: <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=7909" rel="nofollow ugc">http://www.trezentos.blog.br/?p=7909</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bruno Rampone		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-33123</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Rampone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jul 2011 14:28:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-33123</guid>

					<description><![CDATA[Atrasado em ralação à discussão, apenas li esse artigo hoje. Mesmo assim quero registrar seu elogio, pois faz uma analise correta, não deixa-se enganar pelas formas aparentes que guardam um conteúdo reacionário.
A ideologia cque prevalece nessa onda de &quot;cultura livre&quot; justamente esconde o MOVIMENTO REAL DOS TRABALHADORES - um discurso com a idéia de que a produção industrial está sendo superada, que a figura do operário é coisa do passado e coisas neste sentido. Isso nada mais é sintoma do abismo que separa essas &quot;lutas&quot; das lutas do conjunto da classe trabalhadora (cuja própria existência é posta em cheque!). Portanto nada mais importante neste artigo do PASSAPALAVRA do que o seguinte trecho:

&quot;Resta ainda saber onde ficam os proletários que fabricam as mídias na Zona Franca, os que operam o som, os que produzem equipamentos, os que vendem os ingressos etc.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Atrasado em ralação à discussão, apenas li esse artigo hoje. Mesmo assim quero registrar seu elogio, pois faz uma analise correta, não deixa-se enganar pelas formas aparentes que guardam um conteúdo reacionário.<br />
A ideologia cque prevalece nessa onda de &#8220;cultura livre&#8221; justamente esconde o MOVIMENTO REAL DOS TRABALHADORES &#8211; um discurso com a idéia de que a produção industrial está sendo superada, que a figura do operário é coisa do passado e coisas neste sentido. Isso nada mais é sintoma do abismo que separa essas &#8220;lutas&#8221; das lutas do conjunto da classe trabalhadora (cuja própria existência é posta em cheque!). Portanto nada mais importante neste artigo do PASSAPALAVRA do que o seguinte trecho:</p>
<p>&#8220;Resta ainda saber onde ficam os proletários que fabricam as mídias na Zona Franca, os que operam o som, os que produzem equipamentos, os que vendem os ingressos etc.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo Scabello de Mello		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-30565</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo Scabello de Mello]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 20:19:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-30565</guid>

					<description><![CDATA[O texto é bem interessante, apesar de talvez exceder o foco nos aspectos negativos das lutas contemporâneas da juventude. 

Já a discussão, desculpem-me, debate mais longo assim tem que ser no cara-a-cara, olho no olho. Não tenho saco pra isso, e desconfio de quem se entrinchera atrás do teclado (o qual não necessariamente é o caso de todos envolvidos)...

Como o riseup sempre nos lembra: &quot;Saia da internet e vá para as ruas!&quot; rs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é bem interessante, apesar de talvez exceder o foco nos aspectos negativos das lutas contemporâneas da juventude. </p>
<p>Já a discussão, desculpem-me, debate mais longo assim tem que ser no cara-a-cara, olho no olho. Não tenho saco pra isso, e desconfio de quem se entrinchera atrás do teclado (o qual não necessariamente é o caso de todos envolvidos)&#8230;</p>
<p>Como o riseup sempre nos lembra: &#8220;Saia da internet e vá para as ruas!&#8221; rs.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Elton Flaubert		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-29984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elton Flaubert]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 18:46:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-29984</guid>

					<description><![CDATA[Caros,

A quem interessar minha segunda nota sobre esta discussão, em que analiso os textos de Ivana Bentes e Pablo Ortellado: http://razaocritica2.blogspot.com/2011/07/lutas-sociais-e-fetichismo-notas-sobre.html

(devido a extensão, não vou colar aqui para não atrapalhar o debate).

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros,</p>
<p>A quem interessar minha segunda nota sobre esta discussão, em que analiso os textos de Ivana Bentes e Pablo Ortellado: <a href="http://razaocritica2.blogspot.com/2011/07/lutas-sociais-e-fetichismo-notas-sobre.html" rel="nofollow ugc">http://razaocritica2.blogspot.com/2011/07/lutas-sociais-e-fetichismo-notas-sobre.html</a></p>
<p>(devido a extensão, não vou colar aqui para não atrapalhar o debate).</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: DAC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-29708</link>

		<dc:creator><![CDATA[DAC]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 23:06:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-29708</guid>

					<description><![CDATA[Tomás, apressadamente deixo a minha opinião.
 
Pra mim está claro que esta é uma das contradições nos grandes movimentos sociais, quando os mesmos concorrem a editais e usam destes recursos para se financiarem. Mas é completamente diferente do que acontece com os &quot;pós-rancorosos&quot;. Primeiro, os movimentos sociais não têm CNPJ e usam de associações e/ou outras estruturas formais para conseguirem tais recursos (pra resumir, vou chamar tudo isso de &quot;instituições&quot;). Então, passa a ser um ponto importante de análise a relação dos movimentos para com estas instituições. Quem controla quem? Eu diria, rapidamente, que cada caso é um caso. Já no caso dos &quot;pós-rancorosos&quot; não há movimento (social, no sentido que defendemos) ou, se há, ele é complementar às instituições.  Depois disso, é preciso compreender que os movimentos sociais, por mais capturados que eles estejam por forças estranhas aos trabalhadores e por práticas um tanto quanto contraditórias para com a sua própria bandeira e história de lutas, não estão enraizados no aparelho do Estado. Pode ter um ou outro representante lá dentro, mas esse acaba atuando muito mais em benefício do seu partido do que do movimento que é a sua real base social. Desta forma, os recursos que são ganhos para o Movimento, no qual boa parte se não a maioria fica retido na instituição mediadora, são carimbados para atividade A ou B, conforme define o edital. O movimento não pode usar, por exemplo, para comprar casas ou terrenos, ou para fazer camisetas e faixas, ou financiar os seus congressos. No máximo, fazem algumas atividades para prestar contas e usam o resto dos recursos para &quot;liberar&quot; os seus militantes. Se é certo ou é errado não vou entrar no mérito da questão, o que quero expor é que nem chega perto do que está a fazer esse pessoal do Fora do Eixo. Eles estão criando os editais e usando dos recursos com total liberdade. Aliás, essa prática não é velha. O Banco Mundial, por exemplo, ao financiar as atividades em países periféricos, determinava quais instituições e quais técnicos deveriam operacionalizar os projetos e os recursos, e obviamente só os técnicos e instituições dos países naquele momento centrais tinham o conhecimento e as tecnologias para atender tais requisitos, e desta forma ao receberem os juros da dívida feita, os países centrais tinha os recursos de volta duas vezes. Primeiro porque os técnicos e as instituições eram dos países de origem do capital e retornavam aos seus países com os recursos, e segundo porque os pagamentos também eram retornados a eles. Nem sei porque lembrei disso, nem é mais atual nesta fase transnacional do capitalismo, mas a prática me pareceu bastante similar. Não estou querendo dizer com isso que as instituições são sujas e os movimentos sociais limpos. Eu até digo pra você que conheço algumas destas instituições, mesmo poucas, que se colocam a serviço das lutas. E há muitos movimentos sociais que já deixaram de o ser faz muito tempo para eles mesmo virarem t ais instituições. O central aqui é que não é os movimentos sociais que cooptam o Estado através dos editais, assim como faz grupos com práticas semelhantes ao Fora do Eixo. Acontece exatamente o contrário: os editais é que são instrumentos de cooptação das lutas, de abrandamentos dos movimentos, de subordinação deles aos técnicos que sabem concorrer a estes editais e ao Estado que decide como, quando e porquê libera os recursos. Se eu tenho alguma solução fácil pra sair desse dilema? Nem uma difícil, quanto mais... Nem por isso vou fechar meus olhos pra isso e, sabendo da importância dos movimentos sociais para o avanço das lutas, tenho mais é que viver esta contradição por dentro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tomás, apressadamente deixo a minha opinião.</p>
<p>Pra mim está claro que esta é uma das contradições nos grandes movimentos sociais, quando os mesmos concorrem a editais e usam destes recursos para se financiarem. Mas é completamente diferente do que acontece com os &#8220;pós-rancorosos&#8221;. Primeiro, os movimentos sociais não têm CNPJ e usam de associações e/ou outras estruturas formais para conseguirem tais recursos (pra resumir, vou chamar tudo isso de &#8220;instituições&#8221;). Então, passa a ser um ponto importante de análise a relação dos movimentos para com estas instituições. Quem controla quem? Eu diria, rapidamente, que cada caso é um caso. Já no caso dos &#8220;pós-rancorosos&#8221; não há movimento (social, no sentido que defendemos) ou, se há, ele é complementar às instituições.  Depois disso, é preciso compreender que os movimentos sociais, por mais capturados que eles estejam por forças estranhas aos trabalhadores e por práticas um tanto quanto contraditórias para com a sua própria bandeira e história de lutas, não estão enraizados no aparelho do Estado. Pode ter um ou outro representante lá dentro, mas esse acaba atuando muito mais em benefício do seu partido do que do movimento que é a sua real base social. Desta forma, os recursos que são ganhos para o Movimento, no qual boa parte se não a maioria fica retido na instituição mediadora, são carimbados para atividade A ou B, conforme define o edital. O movimento não pode usar, por exemplo, para comprar casas ou terrenos, ou para fazer camisetas e faixas, ou financiar os seus congressos. No máximo, fazem algumas atividades para prestar contas e usam o resto dos recursos para &#8220;liberar&#8221; os seus militantes. Se é certo ou é errado não vou entrar no mérito da questão, o que quero expor é que nem chega perto do que está a fazer esse pessoal do Fora do Eixo. Eles estão criando os editais e usando dos recursos com total liberdade. Aliás, essa prática não é velha. O Banco Mundial, por exemplo, ao financiar as atividades em países periféricos, determinava quais instituições e quais técnicos deveriam operacionalizar os projetos e os recursos, e obviamente só os técnicos e instituições dos países naquele momento centrais tinham o conhecimento e as tecnologias para atender tais requisitos, e desta forma ao receberem os juros da dívida feita, os países centrais tinha os recursos de volta duas vezes. Primeiro porque os técnicos e as instituições eram dos países de origem do capital e retornavam aos seus países com os recursos, e segundo porque os pagamentos também eram retornados a eles. Nem sei porque lembrei disso, nem é mais atual nesta fase transnacional do capitalismo, mas a prática me pareceu bastante similar. Não estou querendo dizer com isso que as instituições são sujas e os movimentos sociais limpos. Eu até digo pra você que conheço algumas destas instituições, mesmo poucas, que se colocam a serviço das lutas. E há muitos movimentos sociais que já deixaram de o ser faz muito tempo para eles mesmo virarem t ais instituições. O central aqui é que não é os movimentos sociais que cooptam o Estado através dos editais, assim como faz grupos com práticas semelhantes ao Fora do Eixo. Acontece exatamente o contrário: os editais é que são instrumentos de cooptação das lutas, de abrandamentos dos movimentos, de subordinação deles aos técnicos que sabem concorrer a estes editais e ao Estado que decide como, quando e porquê libera os recursos. Se eu tenho alguma solução fácil pra sair desse dilema? Nem uma difícil, quanto mais&#8230; Nem por isso vou fechar meus olhos pra isso e, sabendo da importância dos movimentos sociais para o avanço das lutas, tenho mais é que viver esta contradição por dentro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tomás M.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-29660</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tomás M.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 17:40:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-29660</guid>

					<description><![CDATA[Eu sinceramente acho importante que alguém assuma a discussão sobre estas &quot;novas&quot; tendências neo qualquer coisa, esquerda cool, anti-rancor, pós-hippie com uma péssima leitura de autores &quot;pós-estruturalistas&quot;. Quando me refiro a &quot;novas&quot; tendências, digo isso simplesmente porque de forma tímida o que temos ai não parece ser muito diferente do que aconteceu e ainda acontece em países europeus e nos estados unidos, ou seja, assumir o mote de &quot;comprometimento político&quot;, resultando num produto interessantemente vendável, numa estética de rebeldia facilmente assimilável pelo poder e absolutamente sedutora a jovens de classe média sedentos por identidade e diferenciação de grupo. Ao que parece, estas tendências chegam paulatinamente ao Brasil e assumem uma roupagem diferente e até certo ponto preocupante, visto que estamos no Brasil. Ora, é só olhar para os lados minha gente, basta dar um rolê por ai que as contradições te solapam com uma chapa no peito e uma pisada na cabeça - como foi exposto anteriormente por diversas pessoas e de diferentes maneiras ao longo do debate. Voltando ao início, acho importante a discussão, mas como ela é desanimadora! A minha vontade é apenas de dizer a todas pessoas que gastaram uma enorme disposição tentando demonstrar o quão estas novas tendências são preocupantes, QUE VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHOS! Basta olhar com atenção aos ótimos comentários de pessoas comprometidas verdadeiramente com a classe explorada. No que diz respeito à nova galere descolex, que os deixe! Deixe que caminhem! Vamos fazer votos para que eles peguem suas bicicletas, suas bombas de sementes, façam bastante sexo, amigos, programas de computador, shows musicais e o que mais eles quiserem fazer em nome de si mesmos - e de seus amigos - e que tenham boa sorte nesta empreitada e que se divirtam bastante. Deixe que fiquem glamourisando a luta social enquanto não fazem a mínima idéia do que exatamente isto significa. Porque no fundo, nós sabemos que é disso que se trata, não é? E porquanto, parece importante apenas sabermos quem são os nossos companheiros e companheiras e quem tá aqui de bunda-lelê.
Tem um outro tópico da discussão que me interessa particularmente, que diz respeito à crítica que se faz a esta galera no que diz respeito às propostas em editais do governo para financiamento de suas atividades. Bem, se por um lado temos uma galera que está fazendo isto de maneira esquisita. E de outro lado movimentos que não se ajustam a estas ações, tais como MPL, entre outros. Como ficam os &quot;grandes movimentos sociais&quot;, tais como o MST e tantos outros vinculados a lutas por moradia e de catadores de recicláveis que se vinculam a estes editais para financiar pontualmente determinadas atividades? É claro que cada caso tem sua particularidade. Mas acho que tenho uma tendência a não pensar os casos que conheço como uma atitide pelega, pelo contrário, me parece a única maneira de certos movimentos - estes sim, compostos pela classe trabalhadora - financiarem suas lutas e ganharem a projeção que eles tem. O que vocês acham a respeito?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sinceramente acho importante que alguém assuma a discussão sobre estas &#8220;novas&#8221; tendências neo qualquer coisa, esquerda cool, anti-rancor, pós-hippie com uma péssima leitura de autores &#8220;pós-estruturalistas&#8221;. Quando me refiro a &#8220;novas&#8221; tendências, digo isso simplesmente porque de forma tímida o que temos ai não parece ser muito diferente do que aconteceu e ainda acontece em países europeus e nos estados unidos, ou seja, assumir o mote de &#8220;comprometimento político&#8221;, resultando num produto interessantemente vendável, numa estética de rebeldia facilmente assimilável pelo poder e absolutamente sedutora a jovens de classe média sedentos por identidade e diferenciação de grupo. Ao que parece, estas tendências chegam paulatinamente ao Brasil e assumem uma roupagem diferente e até certo ponto preocupante, visto que estamos no Brasil. Ora, é só olhar para os lados minha gente, basta dar um rolê por ai que as contradições te solapam com uma chapa no peito e uma pisada na cabeça &#8211; como foi exposto anteriormente por diversas pessoas e de diferentes maneiras ao longo do debate. Voltando ao início, acho importante a discussão, mas como ela é desanimadora! A minha vontade é apenas de dizer a todas pessoas que gastaram uma enorme disposição tentando demonstrar o quão estas novas tendências são preocupantes, QUE VOCÊS NÃO ESTÃO SOZINHOS! Basta olhar com atenção aos ótimos comentários de pessoas comprometidas verdadeiramente com a classe explorada. No que diz respeito à nova galere descolex, que os deixe! Deixe que caminhem! Vamos fazer votos para que eles peguem suas bicicletas, suas bombas de sementes, façam bastante sexo, amigos, programas de computador, shows musicais e o que mais eles quiserem fazer em nome de si mesmos &#8211; e de seus amigos &#8211; e que tenham boa sorte nesta empreitada e que se divirtam bastante. Deixe que fiquem glamourisando a luta social enquanto não fazem a mínima idéia do que exatamente isto significa. Porque no fundo, nós sabemos que é disso que se trata, não é? E porquanto, parece importante apenas sabermos quem são os nossos companheiros e companheiras e quem tá aqui de bunda-lelê.<br />
Tem um outro tópico da discussão que me interessa particularmente, que diz respeito à crítica que se faz a esta galera no que diz respeito às propostas em editais do governo para financiamento de suas atividades. Bem, se por um lado temos uma galera que está fazendo isto de maneira esquisita. E de outro lado movimentos que não se ajustam a estas ações, tais como MPL, entre outros. Como ficam os &#8220;grandes movimentos sociais&#8221;, tais como o MST e tantos outros vinculados a lutas por moradia e de catadores de recicláveis que se vinculam a estes editais para financiar pontualmente determinadas atividades? É claro que cada caso tem sua particularidade. Mas acho que tenho uma tendência a não pensar os casos que conheço como uma atitide pelega, pelo contrário, me parece a única maneira de certos movimentos &#8211; estes sim, compostos pela classe trabalhadora &#8211; financiarem suas lutas e ganharem a projeção que eles tem. O que vocês acham a respeito?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael V.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-29513</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jun 2011 18:24:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-29513</guid>

					<description><![CDATA[Fico impressionado com esta tentativa de vários comentários realizados aqui de conectar o passapalavra a uma suposta ortodoxia de esquerda. Já é mais do que notório que o coletivo do passapalavra posiciona-se de forma heterodoxa dentro do campo das esquerdas e dentro deste campo é um crítico ferrenho de toda a esquerda tradicional. Acusá-lo de &quot;leninismo&quot; é mal caratismo, quando está mais do que exposto que o passapalavra não corta só na &quot;própria carne&quot;, mas vai além de sua crítica ao abrir espaço para um amplo leque ideológico e teórico, que me parece possuir em comum, o anticapitalismo e a luta contra a burocracia.

Ao expor uma visão crítica e radical desses movimentos supostamente libertários ou radicais, o passapalavra acabou desmoronando o castelo de ilusões que cerca determinados movimentos supostamente modernos e libertários e que utilizam para isso, um arsenal teoricamente radical, tomado/transfigurado de empréstimo de movimentos históricos, classistas e antiburocráticos da classe trabalhadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fico impressionado com esta tentativa de vários comentários realizados aqui de conectar o passapalavra a uma suposta ortodoxia de esquerda. Já é mais do que notório que o coletivo do passapalavra posiciona-se de forma heterodoxa dentro do campo das esquerdas e dentro deste campo é um crítico ferrenho de toda a esquerda tradicional. Acusá-lo de &#8220;leninismo&#8221; é mal caratismo, quando está mais do que exposto que o passapalavra não corta só na &#8220;própria carne&#8221;, mas vai além de sua crítica ao abrir espaço para um amplo leque ideológico e teórico, que me parece possuir em comum, o anticapitalismo e a luta contra a burocracia.</p>
<p>Ao expor uma visão crítica e radical desses movimentos supostamente libertários ou radicais, o passapalavra acabou desmoronando o castelo de ilusões que cerca determinados movimentos supostamente modernos e libertários e que utilizam para isso, um arsenal teoricamente radical, tomado/transfigurado de empréstimo de movimentos históricos, classistas e antiburocráticos da classe trabalhadora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JC Lobo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/06/41221/#comment-29367</link>

		<dc:creator><![CDATA[JC Lobo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jun 2011 20:49:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=41221#comment-29367</guid>

					<description><![CDATA[Esse debate me lembra outro,muito, muito antigo. Quando Lenin, no clássico (e infeliz) Que fazer?, criticava o culto ao espontaneísmo das massas, pois ela nunca iria além do economicismo (ou seja, jamais superaria os limites do capitalismo). Com base nisso, nos anos seguintes,e com uma série de desculpas, vieram o aniquilamento dos sovietes, a proibição das frações e, por fim a NEP! Legal o texto do passa palavra, aponta uns probleminhos sérios, mas e daí? Desqualificar não ajuda muito, embora a crítica seja necesária. O texto ficou com sabor de dejavu. Falta instrumental teórico? Os Grundrisse tem mais a oferecer pra reflexão sobre os novos tempos e novas alternativas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse debate me lembra outro,muito, muito antigo. Quando Lenin, no clássico (e infeliz) Que fazer?, criticava o culto ao espontaneísmo das massas, pois ela nunca iria além do economicismo (ou seja, jamais superaria os limites do capitalismo). Com base nisso, nos anos seguintes,e com uma série de desculpas, vieram o aniquilamento dos sovietes, a proibição das frações e, por fim a NEP! Legal o texto do passa palavra, aponta uns probleminhos sérios, mas e daí? Desqualificar não ajuda muito, embora a crítica seja necesária. O texto ficou com sabor de dejavu. Falta instrumental teórico? Os Grundrisse tem mais a oferecer pra reflexão sobre os novos tempos e novas alternativas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
