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	Comentários sobre: Honduras: triste epílogo para um ciclo de lutas de um povo forte	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Matheus		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 15:41:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acompanho com muita preocupação essa situação de Honduras. Trata-se de mais um daquelas ditaduras que têm sua origem em um golpe articulado pelos EUA e pela oligarquia, como houve dezenas no continente. Até mesmo esse modelo de legitimar a deposição por meio de instâncias legais (supremos tribunais e congressos, principalmente) não é novo. A novidade foi a condenação do golpe pela esmagadora maioria dos países latinoamericanos, o que, com o tempo, obrigou até mesmo o governo estadunidense a recuar, fazendo seu governo-fantoche procurar a negociação com a oposição e outros governos latinoamericanos. Estes não tiveram apenas razões geopolíticas para condenar o golpe, mas ainda razões internas. Os presidentes da Venezuela, Bolívia e Equador sofreram tentativas de golpe, todas rechaçadas pela resistência popular e democrática, e todos ainda sofrem o assédio de movimentos golpistas com apoio dos EUA e outros Estados imperialistas. A oposição de direita da Venezuela, p.ex., recebe 45 milhões de dólares por ano de ajuda externa, segundo Eva Golinger.
A busca da ditadura hondurenha por negociações é um sinal de que a resistência interna e a pressão internacional foram bem-sucedidas. Significa que o ditador Lobos e presidente Obama já se vêem forçados a fazer concessões e negociações, mesmo que tentem iludir a todos. Ao invéz de ficar com reclamações &quot;ultra-esquerdistas&quot; e teorias da conspiração, é hora de aproveitar a oportunidade e radicalizar a luta contra o golpismo, para evitar um desfecho como o do Brasil ou do Chile. No Brasil conseguimos a Assembléia Constituinte, mas não a justiça de transição. No Chile, houve justiça de transição, mas não a Assembléia Constituinte. E, assim, mesma as conquistar parciais vieram deformadas, e em ambos os países as forças armadas ainda são um Estado dentro do Estado, e uma boa parte dos políticos civis são filhotes da ditadura, e até mesmo ex-esquerdistas são seus aliados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acompanho com muita preocupação essa situação de Honduras. Trata-se de mais um daquelas ditaduras que têm sua origem em um golpe articulado pelos EUA e pela oligarquia, como houve dezenas no continente. Até mesmo esse modelo de legitimar a deposição por meio de instâncias legais (supremos tribunais e congressos, principalmente) não é novo. A novidade foi a condenação do golpe pela esmagadora maioria dos países latinoamericanos, o que, com o tempo, obrigou até mesmo o governo estadunidense a recuar, fazendo seu governo-fantoche procurar a negociação com a oposição e outros governos latinoamericanos. Estes não tiveram apenas razões geopolíticas para condenar o golpe, mas ainda razões internas. Os presidentes da Venezuela, Bolívia e Equador sofreram tentativas de golpe, todas rechaçadas pela resistência popular e democrática, e todos ainda sofrem o assédio de movimentos golpistas com apoio dos EUA e outros Estados imperialistas. A oposição de direita da Venezuela, p.ex., recebe 45 milhões de dólares por ano de ajuda externa, segundo Eva Golinger.<br />
A busca da ditadura hondurenha por negociações é um sinal de que a resistência interna e a pressão internacional foram bem-sucedidas. Significa que o ditador Lobos e presidente Obama já se vêem forçados a fazer concessões e negociações, mesmo que tentem iludir a todos. Ao invéz de ficar com reclamações &#8220;ultra-esquerdistas&#8221; e teorias da conspiração, é hora de aproveitar a oportunidade e radicalizar a luta contra o golpismo, para evitar um desfecho como o do Brasil ou do Chile. No Brasil conseguimos a Assembléia Constituinte, mas não a justiça de transição. No Chile, houve justiça de transição, mas não a Assembléia Constituinte. E, assim, mesma as conquistar parciais vieram deformadas, e em ambos os países as forças armadas ainda são um Estado dentro do Estado, e uma boa parte dos políticos civis são filhotes da ditadura, e até mesmo ex-esquerdistas são seus aliados.</p>
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