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	Comentários sobre: A Marcha posta a trabalhar	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas de Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-82178</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas de Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2012 22:38:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[haha isso aí, boa investigação. Mas ainda é preciso uma ciência laica (sem idealismos de esquerda e direita). E também uma que considere a felicidade, o sexo e a transmissão irrefreável do exemplo.

Lucas de Oliveira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>haha isso aí, boa investigação. Mas ainda é preciso uma ciência laica (sem idealismos de esquerda e direita). E também uma que considere a felicidade, o sexo e a transmissão irrefreável do exemplo.</p>
<p>Lucas de Oliveira</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30670</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 12:39:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho evitado, neste artigo como noutros sobre o mesmo assunto, intervir numa questão acerca da qual já escrevi muito e já falei muito. Cansei-me. Mas o debate chegou a um tal ponto que não consigo manter-me em silêncio.
Tempo de trabalho é uma coisa, mensuração do tempo de trabalho é outra. Quando se fala em trabalho qualificado e complexo, por oposição a trabalho não-qualificado e simples, isto significa que uma hora de trabalho complexo equivale a várias horas de trabalho simples. Quando se fala de intensificação do trabalho, isto significa que uma hora de trabalho mais intensivo equivale a várias horas de trabalho menos intensivo. O relógio aqui serve apenas para termo de comparação e para mais nada. As medidas são outras.
Na Rússia, nos primeiros anos do regime bolchevista, houve tentativas de mensuração rigorosa daqueles vários tipos e níveis de tempo de trabalho, medindo o dispêndio de energia física e intelectual de cada um e em cada circunstância. Rapidamente foi posto termo a essas tentativas, mas os economistas, os administradores de empresa e os engenheiros de produção têm formas menos exactas mas nem por isso menos eficazes de calcular as diferentes produtividades dos vários tipos de trabalho durante uma hora de relógio. Tudo o que numa empresa diz respeito à organização do pessoal tem a ver com a avaliação das diferentes produtividades de uma hora de trabalho.
Note-se que tudo isto é completamente independente das características físicas do produto. Trata-se apenas de relações sociais, ou seja, da relação de expropriação do tempo de trabalho. E é nessa relação de expropriação que ocorre a mais-valia. Não importa para o caso que os trabalhadores produzam bens sujeitos à força da gravidade e susceptíveis de armazenamento, como nas indústrias clássicas; ou bens que só se podem consumir no acto de produção, como os serviços clássicos; ou bens que não são sujeitos à força da gravidade mas que se podem armazenar, como no trabalho em computador.
Em 1985 publiquei na &lt;em&gt;Revista de Economia Política&lt;/em&gt; [São Paulo], vol. 5, nº 3, o artigo «O Proletariado como Produtor e como Produto», onde pela primeira vez formulei a produção de força de trabalho em termos de produção de mais-valia. Mas a forma como apresentei a questão nesse artigo padecia de algumas inconsistências e aperfeiçoei o modelo em 1989, no artigo «A Produção de Si Mesmo», publicado em &lt;em&gt;Educação em Revista&lt;/em&gt; [Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte], ano IV, nº 9. Entretanto dei vários cursos acerca do assunto, e o debate com os alunos permitiu-me ir melhorando o modelo até ele chegar à forma que considero final, e que se encontra num dos capítulos de &lt;em&gt;Economia dos Conflitos Sociais&lt;/em&gt; [1ª ed. Cortez, 1991; 2ª ed. Expressão Popular, 2009]. Neste modelo toda a vida do trabalhador ou do futuro trabalhador fica inserida no quadro da produção de mais-valia, não só dentro dos muros das empresas e dentro das paredes das escolas como igualmente durante os chamados lazeres, que apresentei como elementos formadores da qualificação da força de trabalho a partir do momento em que se generalizaram os computadores.
E aqui se levanta a mesma questão. Não existem mensurações exactas, mas existem avaliações relativas de produtividade do tempo empregue para formar a força de trabalho, e todas as teorias do &lt;em&gt;capital humano&lt;/em&gt; convergem nesta direcção.
O que significa, em conclusão, que estas coisas se devem estudar sobre a base empírica da economia e das teorias de administração e não sobre especulações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho evitado, neste artigo como noutros sobre o mesmo assunto, intervir numa questão acerca da qual já escrevi muito e já falei muito. Cansei-me. Mas o debate chegou a um tal ponto que não consigo manter-me em silêncio.<br />
Tempo de trabalho é uma coisa, mensuração do tempo de trabalho é outra. Quando se fala em trabalho qualificado e complexo, por oposição a trabalho não-qualificado e simples, isto significa que uma hora de trabalho complexo equivale a várias horas de trabalho simples. Quando se fala de intensificação do trabalho, isto significa que uma hora de trabalho mais intensivo equivale a várias horas de trabalho menos intensivo. O relógio aqui serve apenas para termo de comparação e para mais nada. As medidas são outras.<br />
Na Rússia, nos primeiros anos do regime bolchevista, houve tentativas de mensuração rigorosa daqueles vários tipos e níveis de tempo de trabalho, medindo o dispêndio de energia física e intelectual de cada um e em cada circunstância. Rapidamente foi posto termo a essas tentativas, mas os economistas, os administradores de empresa e os engenheiros de produção têm formas menos exactas mas nem por isso menos eficazes de calcular as diferentes produtividades dos vários tipos de trabalho durante uma hora de relógio. Tudo o que numa empresa diz respeito à organização do pessoal tem a ver com a avaliação das diferentes produtividades de uma hora de trabalho.<br />
Note-se que tudo isto é completamente independente das características físicas do produto. Trata-se apenas de relações sociais, ou seja, da relação de expropriação do tempo de trabalho. E é nessa relação de expropriação que ocorre a mais-valia. Não importa para o caso que os trabalhadores produzam bens sujeitos à força da gravidade e susceptíveis de armazenamento, como nas indústrias clássicas; ou bens que só se podem consumir no acto de produção, como os serviços clássicos; ou bens que não são sujeitos à força da gravidade mas que se podem armazenar, como no trabalho em computador.<br />
Em 1985 publiquei na <em>Revista de Economia Política</em> [São Paulo], vol. 5, nº 3, o artigo «O Proletariado como Produtor e como Produto», onde pela primeira vez formulei a produção de força de trabalho em termos de produção de mais-valia. Mas a forma como apresentei a questão nesse artigo padecia de algumas inconsistências e aperfeiçoei o modelo em 1989, no artigo «A Produção de Si Mesmo», publicado em <em>Educação em Revista</em> [Faculdade de Educação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte], ano IV, nº 9. Entretanto dei vários cursos acerca do assunto, e o debate com os alunos permitiu-me ir melhorando o modelo até ele chegar à forma que considero final, e que se encontra num dos capítulos de <em>Economia dos Conflitos Sociais</em> [1ª ed. Cortez, 1991; 2ª ed. Expressão Popular, 2009]. Neste modelo toda a vida do trabalhador ou do futuro trabalhador fica inserida no quadro da produção de mais-valia, não só dentro dos muros das empresas e dentro das paredes das escolas como igualmente durante os chamados lazeres, que apresentei como elementos formadores da qualificação da força de trabalho a partir do momento em que se generalizaram os computadores.<br />
E aqui se levanta a mesma questão. Não existem mensurações exactas, mas existem avaliações relativas de produtividade do tempo empregue para formar a força de trabalho, e todas as teorias do <em>capital humano</em> convergem nesta direcção.<br />
O que significa, em conclusão, que estas coisas se devem estudar sobre a base empírica da economia e das teorias de administração e não sobre especulações.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30598</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 08 Jul 2011 00:07:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Taiguara, pode-se chamar de trabalho se quiser (ou seja, chamar tudo que fazemos 24 horas por dia de trabalho). Só que para algumas possíveis implicações o problema é que daí misturam-se duas coisas diferentes do ponto de vista da nossa liberdade: uma atividade controlada e subordinada e uma atividade não controlada e não-subordinada. Mas pelo menos hoje em dia, trata-se de apenas uma questão mais filosófica.

Sobre o comentário do Ronaldo, ele tocou numa questão interessante. Os que usaram Negri e cia. para chamar o Passa Palavra de dinossauros teóricos parece que não se deram conta de que o marxismo dos pós-operaístas contém traços muito nítidos de alguns &quot;arcaísmos&quot; do pensamento de Marx, como uma teleologia e a idéia de que é nos locais mais desenvolvidos que há possibilidade de revolução. Fora algumas concepções leninistas que se mantém até hoje. Sobre essa relação com o pensamento de Lenin, recomendo por exemplo o artigo do próprio Michael Hardt no livro que se acha na internet &quot;Resistance in Practice: the philosophy of Antonio Negri&quot;.

Se alguém se interessar em algumas citações em que Negri diz que a &#039;multidão&#039; não pode existir na África ou em alguns lugares no chamado terceiro mundo, depois posto aqui. Não me pareceria nada moderno uma teoria dessas. Tal conclusão é resultado do antiterceiromundismo que está no cerne da metodologia pós-operaísmo, herdado do operaísmo. Sobre isso escrevi algo em http://passapalavra.info/?p=17173]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Taiguara, pode-se chamar de trabalho se quiser (ou seja, chamar tudo que fazemos 24 horas por dia de trabalho). Só que para algumas possíveis implicações o problema é que daí misturam-se duas coisas diferentes do ponto de vista da nossa liberdade: uma atividade controlada e subordinada e uma atividade não controlada e não-subordinada. Mas pelo menos hoje em dia, trata-se de apenas uma questão mais filosófica.</p>
<p>Sobre o comentário do Ronaldo, ele tocou numa questão interessante. Os que usaram Negri e cia. para chamar o Passa Palavra de dinossauros teóricos parece que não se deram conta de que o marxismo dos pós-operaístas contém traços muito nítidos de alguns &#8220;arcaísmos&#8221; do pensamento de Marx, como uma teleologia e a idéia de que é nos locais mais desenvolvidos que há possibilidade de revolução. Fora algumas concepções leninistas que se mantém até hoje. Sobre essa relação com o pensamento de Lenin, recomendo por exemplo o artigo do próprio Michael Hardt no livro que se acha na internet &#8220;Resistance in Practice: the philosophy of Antonio Negri&#8221;.</p>
<p>Se alguém se interessar em algumas citações em que Negri diz que a &#8216;multidão&#8217; não pode existir na África ou em alguns lugares no chamado terceiro mundo, depois posto aqui. Não me pareceria nada moderno uma teoria dessas. Tal conclusão é resultado do antiterceiromundismo que está no cerne da metodologia pós-operaísmo, herdado do operaísmo. Sobre isso escrevi algo em <a href="http://passapalavra.info/?p=17173" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=17173</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30586</link>

		<dc:creator><![CDATA[taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 22:23:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas, Leo, no seu entendimento, por que essa atividade social não pode ser concebida como trabalho? Apenas pelo fato de ela não ser executada dentro das quatro paredes da fábrica/empresa ou decorrer no tempo contratual de trabalho?

Abraços,
Taiguara]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas, Leo, no seu entendimento, por que essa atividade social não pode ser concebida como trabalho? Apenas pelo fato de ela não ser executada dentro das quatro paredes da fábrica/empresa ou decorrer no tempo contratual de trabalho?</p>
<p>Abraços,<br />
Taiguara</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sugestivo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30581</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sugestivo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 21:35:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais-Valia Pós-Mais-Valia? Mais-Valia 2.0 ? Mais-Valia Tesuda?

A gente tem toda Liberdade pra escolher o nome que for mais a nossa cara.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais-Valia Pós-Mais-Valia? Mais-Valia 2.0 ? Mais-Valia Tesuda?</p>
<p>A gente tem toda Liberdade pra escolher o nome que for mais a nossa cara.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30570</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 20:46:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boa pergunta Tales,

Ela é um anticonceito, que serve mais para mostrar os limites do conceito de mais-valia do que outra coisa.

Chame-se do que quiser, mas existe valor que é produzido pela atividade social como um todo, fora do tempo de trabalho. E esse valor é cada vez menos desprezível. Existe atividade fora do trabalho que produz capital. Como chamaríamos isso?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa pergunta Tales,</p>
<p>Ela é um anticonceito, que serve mais para mostrar os limites do conceito de mais-valia do que outra coisa.</p>
<p>Chame-se do que quiser, mas existe valor que é produzido pela atividade social como um todo, fora do tempo de trabalho. E esse valor é cada vez menos desprezível. Existe atividade fora do trabalho que produz capital. Como chamaríamos isso?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tales Pinto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30493</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tales Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 12:48:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Léo Vinicius,
Fiquei com uma dúvida. Senão não é mais-valia absoluta e nem mais-valia relativa, pois que não é dada pelo controle do tempo, organização ou ritmo de trabalho, o que seria essa mais-valia difusa?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Léo Vinicius,<br />
Fiquei com uma dúvida. Senão não é mais-valia absoluta e nem mais-valia relativa, pois que não é dada pelo controle do tempo, organização ou ritmo de trabalho, o que seria essa mais-valia difusa?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronaldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30383</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 21:39:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mas quando Mauricio Lazzarato diz que esta é única revolução possível - desenvolver o trabalho imaterial -, não seria esse o &quot;regresso&quot; da esquerda (entre aspas pois nunca abandonou) a velha ideia do desenvolvimento das forças produtivas para chegar no reino da abundância e do socialismo? Será que esquecem das relações de produção? Ou a China estaria mais próxima do comunismo, ou aliás, de uma sociedade de livres produtores e livres associados? 

A teoria dos pós-operaístas tem servido como ideologia tanto do desenvolvimento nacional brasileiro quanto do neoliberalismo: por um lado políticas públicas para financiar essa flexibilização e, por outro, entregam ao mercado via empreendorismo os novos precários. O que é que vai sair disso aí?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mas quando Mauricio Lazzarato diz que esta é única revolução possível &#8211; desenvolver o trabalho imaterial -, não seria esse o &#8220;regresso&#8221; da esquerda (entre aspas pois nunca abandonou) a velha ideia do desenvolvimento das forças produtivas para chegar no reino da abundância e do socialismo? Será que esquecem das relações de produção? Ou a China estaria mais próxima do comunismo, ou aliás, de uma sociedade de livres produtores e livres associados? </p>
<p>A teoria dos pós-operaístas tem servido como ideologia tanto do desenvolvimento nacional brasileiro quanto do neoliberalismo: por um lado políticas públicas para financiar essa flexibilização e, por outro, entregam ao mercado via empreendorismo os novos precários. O que é que vai sair disso aí?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30318</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 15:43:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42054#comment-30318</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Saindo do caso específico de Florianópolis - e olhando, assim, para a temática desenvolvida pelo Léo de forma mais ampla -, é impossível não ler esse texto sem se remeter a outro (de autores ligados à administração de empresas e gestão cultural):

&quot;Equilíbrio em cena: o que aprender com as práticas organizacionais das indústrias culturais&quot;

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0034-75902009000100004&#038;lng=en&#038;nrm=iso&#038;tlng=pt

Para quem quiser conhecer mais, eis aí um resumo do artigo (e vejam só a tentativa de teorização de algumas das práticas aqui relatadas pelo Léo)

&quot;RESUMO: Neste artigo, delineamos cinco polaridades que envolvem as práticas organizacionais em indústrias culturais. Em primeiro lugar, os gestores devem reconciliar a expressão de valores artísticos com a viabilidade econômica do entretenimento de massa. Segundo, devem buscar inovações que diferenciem seus produtos sem torná-los fundamentalmente diferentes de outros da mesma categoria. Terceiro, devem analisar e atender a demanda existente e ao mesmo tempo usar a imaginação para expandir e transformar o mercado. Quarto, devem equilibrar as vantagens da integração vertical das diferentes atividades e a necessidade de manter uma vitalidade criativa por meio de especialização flexível. Finalmente, devem desenvolver sistemas criativos para apoiar e comercializar os bens culturais, mas não permitir que esses sistemas suprimam a inspiração individual que está na raiz da criação de valor na indústria cultural.

Palavras-chave: Bens culturais, Arte, Indústria do entretenimento, Criatividade&quot;.

Como arremate do comentário, destaco a epígrafe escolhida pelos autores do artigo citado acima (melhor síntese, impossível):

&quot;... atualmente nos movemos rapidamente de uma era na qual os negócios eram a nossa cultura para uma era em que a cultura será o nosso negócio.&quot; Marshall McLuhan

Abraços - e parabéns pela reflexão, caro Léo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Saindo do caso específico de Florianópolis &#8211; e olhando, assim, para a temática desenvolvida pelo Léo de forma mais ampla -, é impossível não ler esse texto sem se remeter a outro (de autores ligados à administração de empresas e gestão cultural):</p>
<p>&#8220;Equilíbrio em cena: o que aprender com as práticas organizacionais das indústrias culturais&#8221;</p>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0034-75902009000100004&#038;lng=en&#038;nrm=iso&#038;tlng=pt" rel="nofollow ugc">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0034-75902009000100004&#038;lng=en&#038;nrm=iso&#038;tlng=pt</a></p>
<p>Para quem quiser conhecer mais, eis aí um resumo do artigo (e vejam só a tentativa de teorização de algumas das práticas aqui relatadas pelo Léo)</p>
<p>&#8220;RESUMO: Neste artigo, delineamos cinco polaridades que envolvem as práticas organizacionais em indústrias culturais. Em primeiro lugar, os gestores devem reconciliar a expressão de valores artísticos com a viabilidade econômica do entretenimento de massa. Segundo, devem buscar inovações que diferenciem seus produtos sem torná-los fundamentalmente diferentes de outros da mesma categoria. Terceiro, devem analisar e atender a demanda existente e ao mesmo tempo usar a imaginação para expandir e transformar o mercado. Quarto, devem equilibrar as vantagens da integração vertical das diferentes atividades e a necessidade de manter uma vitalidade criativa por meio de especialização flexível. Finalmente, devem desenvolver sistemas criativos para apoiar e comercializar os bens culturais, mas não permitir que esses sistemas suprimam a inspiração individual que está na raiz da criação de valor na indústria cultural.</p>
<p>Palavras-chave: Bens culturais, Arte, Indústria do entretenimento, Criatividade&#8221;.</p>
<p>Como arremate do comentário, destaco a epígrafe escolhida pelos autores do artigo citado acima (melhor síntese, impossível):</p>
<p>&#8220;&#8230; atualmente nos movemos rapidamente de uma era na qual os negócios eram a nossa cultura para uma era em que a cultura será o nosso negócio.&#8221; Marshall McLuhan</p>
<p>Abraços &#8211; e parabéns pela reflexão, caro Léo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manezinho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42054/#comment-30241</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manezinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 00:57:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42054#comment-30241</guid>

					<description><![CDATA[O L.O. só não é o Pablo Capilé de Floripa porque uma turma ligada ao DCE da UFSC apareceu antes e ocupou o espaço. Chegaram em cardume trazendo boas novas: na política pretendem-se os evangelizadores de uma tal &quot;nova práxis&quot;; no cenário cultural tornaram-se gestores de eventos variados e de bandas alternativas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O L.O. só não é o Pablo Capilé de Floripa porque uma turma ligada ao DCE da UFSC apareceu antes e ocupou o espaço. Chegaram em cardume trazendo boas novas: na política pretendem-se os evangelizadores de uma tal &#8220;nova práxis&#8221;; no cenário cultural tornaram-se gestores de eventos variados e de bandas alternativas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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