<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Os nacionalistas e as transnacionais (2ª parte)	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2011/07/42109/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2011/07/42109/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 05 Nov 2017 19:49:46 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42109/#comment-35984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2011 10:36:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42109#comment-35984</guid>

					<description><![CDATA[Essa tese é não só difícil de defender, é simplesmente falsa, e ignora um bom número de fatos:
* O Brasil têm servido, desde os anos 1970, como PLATAFORMA DE EXPORTAÇÃO DE CAPITAIS. O que significa? Que a empresa multinacionais se instala aqui e usa o sistema financeiro brasileiro para exportar um capital que na verdade é de origem européia, norte-americana ou japonesa.
* Boa parte do investimento estrangeiro no Brasil é especulação financeira, ou seja, é apenas lucro com os juros da dívida pública. Investiu de novo? Foi na dívida pública, formando apenas um ciclo de parasitismo internacional que já consome 35% do orçamento público brasileiro há uma década).
* Os investimentos industriais ou agrícolas das empresas multinacionais, em grande parte, são NOMINALMENTE de origem estrangeira e privada, sendo na verdade fornecidos pelo próprio Estado brasileiro por meio de créditos públicos, incentivos fiscais, concessões, privilégios, e isso para não falar do grande SAQUE que foi a entrega de empresas e serviços públicos para empresas multinacionais. Eu disse entrega? Na verdade pagamos para que eles levassem o patrimônio nacional (podem começar o apadrejamento com o rótulo de &quot;nacionalista&quot; por eu ter usado a palavra nacional como algo que deve ser defendido), pois antes da privatização foram realizados investimentos maciços nas empresas, e, depois de privatizadas, receberam generosos créditos do BNDES.
* Não sei se era a intenção do João Bernardo &quot;refutar&quot; a afirmação de que as empresas multinacionais fazem superlucros no Brasil e depois os exportam. Não sei se ele prestou atenção, mas a média de repatriação de lucros entre 1990 e 2005 é de 58% do investimento feito, uma quantidade espantosa, se você leva em conta que são descontados, antes disso, os impostos, o reinvestimento em capitais e salários, o pagamento de empréstimos, e uma indispensável reserva para emergências. Se a empresa multinacional é capaz de exportar, na média, 58% do que investiu ao ano, imaginem o quanto ela lucra... E quanto aos investimentos que permanecem aqui? É preciso atentar se eles não vão para a especulação financeira, imobiliária e fundiária.
* Se quiserem um exemplo interessante, procurem um setor 100% internacionalizado, a indústria automobilística, que aqui possui a maior taxa de lucro sobre o investimento do mundo, gozando ainda de vários privilégios fiscais e créditos. Mas não se trata apenas disso. É perigoso colocar setores como petróleo, mineração, serviços de água, energia elétrica, saúde, educação e telecomunicações em mãos privadas, mais ainda quando são estrangeiras. Vejam a Argentina, o que foi feito dela desde o golpe de 1976 até o governo Menem, e o resultado não deixa mistérios. O Brasil se salvou de uma crise da dimensão da argentina, em parte, exatamente porque manteve algum grau de controle, intervênção e propriedade estatal na economia, e rompeu o câmbio fixo à tempo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa tese é não só difícil de defender, é simplesmente falsa, e ignora um bom número de fatos:<br />
* O Brasil têm servido, desde os anos 1970, como PLATAFORMA DE EXPORTAÇÃO DE CAPITAIS. O que significa? Que a empresa multinacionais se instala aqui e usa o sistema financeiro brasileiro para exportar um capital que na verdade é de origem européia, norte-americana ou japonesa.<br />
* Boa parte do investimento estrangeiro no Brasil é especulação financeira, ou seja, é apenas lucro com os juros da dívida pública. Investiu de novo? Foi na dívida pública, formando apenas um ciclo de parasitismo internacional que já consome 35% do orçamento público brasileiro há uma década).<br />
* Os investimentos industriais ou agrícolas das empresas multinacionais, em grande parte, são NOMINALMENTE de origem estrangeira e privada, sendo na verdade fornecidos pelo próprio Estado brasileiro por meio de créditos públicos, incentivos fiscais, concessões, privilégios, e isso para não falar do grande SAQUE que foi a entrega de empresas e serviços públicos para empresas multinacionais. Eu disse entrega? Na verdade pagamos para que eles levassem o patrimônio nacional (podem começar o apadrejamento com o rótulo de &#8220;nacionalista&#8221; por eu ter usado a palavra nacional como algo que deve ser defendido), pois antes da privatização foram realizados investimentos maciços nas empresas, e, depois de privatizadas, receberam generosos créditos do BNDES.<br />
* Não sei se era a intenção do João Bernardo &#8220;refutar&#8221; a afirmação de que as empresas multinacionais fazem superlucros no Brasil e depois os exportam. Não sei se ele prestou atenção, mas a média de repatriação de lucros entre 1990 e 2005 é de 58% do investimento feito, uma quantidade espantosa, se você leva em conta que são descontados, antes disso, os impostos, o reinvestimento em capitais e salários, o pagamento de empréstimos, e uma indispensável reserva para emergências. Se a empresa multinacional é capaz de exportar, na média, 58% do que investiu ao ano, imaginem o quanto ela lucra&#8230; E quanto aos investimentos que permanecem aqui? É preciso atentar se eles não vão para a especulação financeira, imobiliária e fundiária.<br />
* Se quiserem um exemplo interessante, procurem um setor 100% internacionalizado, a indústria automobilística, que aqui possui a maior taxa de lucro sobre o investimento do mundo, gozando ainda de vários privilégios fiscais e créditos. Mas não se trata apenas disso. É perigoso colocar setores como petróleo, mineração, serviços de água, energia elétrica, saúde, educação e telecomunicações em mãos privadas, mais ainda quando são estrangeiras. Vejam a Argentina, o que foi feito dela desde o golpe de 1976 até o governo Menem, e o resultado não deixa mistérios. O Brasil se salvou de uma crise da dimensão da argentina, em parte, exatamente porque manteve algum grau de controle, intervênção e propriedade estatal na economia, e rompeu o câmbio fixo à tempo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
