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	Comentários sobre: Extrema-esquerda e desenvolvimentismo (7)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-328055</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2018 15:58:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-328001&quot;&gt;Penna&lt;/a&gt;.

&lt;em&gt;Todas&lt;/em&gt; as correntes políticas de esquerda ou extrema-esquerda da época, sem exceção alguma, recomendavam a atuação em sindicatos. O negócio está em saber: &lt;em&gt;estas resoluções passaram à prática&lt;/em&gt;? No caso anarquista &lt;em&gt;paulista&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;carioca&lt;/em&gt;, mais precisamente, eles &lt;em&gt;criaram&lt;/em&gt; o MOS? Isto ainda está por demonstrar, dado que o livro citado &lt;em&gt;não é conclusivo&lt;/em&gt; acerca do assunto. O que se diz lá é que os anarquistas &lt;em&gt;participaram&lt;/em&gt; do MOS, nada mais. Nem uma palavra sobre os anarquistas terem &lt;em&gt;criado&lt;/em&gt; o MOS. Mas, claro, é preciso dizer que os anarquistas fizeram algo além das atividades culturais e de preservação de memória. Que bom que tenham feito! Importante ressaltar sua participação no MOS. Mas entre &lt;em&gt;participar&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;criar&lt;/em&gt; há um abismo.

Se o MOS e o MSD não eram correlatos? Basta ler os links que mandei no comentário anterior, todos bem documentados. Mas é claro, o importante é afirmar que os anarquistas &lt;em&gt;criaram&lt;/em&gt; o MOS, nada mais. Não vou prosseguir neste diálogo. Que quem lê decida sobre quem anda falsificando a história.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-328001">Penna</a>.</p>
<p><em>Todas</em> as correntes políticas de esquerda ou extrema-esquerda da época, sem exceção alguma, recomendavam a atuação em sindicatos. O negócio está em saber: <em>estas resoluções passaram à prática</em>? No caso anarquista <em>paulista</em> e <em>carioca</em>, mais precisamente, eles <em>criaram</em> o MOS? Isto ainda está por demonstrar, dado que o livro citado <em>não é conclusivo</em> acerca do assunto. O que se diz lá é que os anarquistas <em>participaram</em> do MOS, nada mais. Nem uma palavra sobre os anarquistas terem <em>criado</em> o MOS. Mas, claro, é preciso dizer que os anarquistas fizeram algo além das atividades culturais e de preservação de memória. Que bom que tenham feito! Importante ressaltar sua participação no MOS. Mas entre <em>participar</em> e <em>criar</em> há um abismo.</p>
<p>Se o MOS e o MSD não eram correlatos? Basta ler os links que mandei no comentário anterior, todos bem documentados. Mas é claro, o importante é afirmar que os anarquistas <em>criaram</em> o MOS, nada mais. Não vou prosseguir neste diálogo. Que quem lê decida sobre quem anda falsificando a história.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Penna		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-328001</link>

		<dc:creator><![CDATA[Penna]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Feb 2018 00:10:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As atas dos congressos anarquistas documentam que havia a orientação da criação de grupos de resistência sindical. Feito isso, os grupos em que os anarquistas tinham maior inserção — trabalhadores da Light do Rio e gráficos de São paulo — participaram da criação do MOS. Daí que digo que foi resultado das resoluções. Não pelo fato de os anarquistas serem hegemônicos ou por terem protagonizado a ação, mas sim por eles já terem a intenção, por resolução de congresso, de compor uma tendência sindical que se opusesse ao trabalhismo, o que foi o MOS.

Não vejo cabimento na associação do MOS com o MSD; não só pela completa dessemelhança entre a proposta de ambos (o MSD era o que havia de mais reacionário dentro do sindicalismo, com toda a ala do trabalhismo moderado separando-o do MOS), mas também pela quase uma década de diferença entre a criação de ambos. A maior parte da atuação do MOS se deu bem antes da criação do MSD.

Estranho você de novo ser tão áspero com a historiografia especifista e citar o Felipe Corrêa... Até porque o mesmo escreveu o prólogo do livro do Rafael e, nele, afirma que, apesar de ter sempre reproduzido o senso comum que limita a atuação dos anarquistas no período em questão a grupos de cultura e preservação de memória, com o livro, ele sente que pode estar enganado e isso pode ser algo mais discutível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As atas dos congressos anarquistas documentam que havia a orientação da criação de grupos de resistência sindical. Feito isso, os grupos em que os anarquistas tinham maior inserção — trabalhadores da Light do Rio e gráficos de São paulo — participaram da criação do MOS. Daí que digo que foi resultado das resoluções. Não pelo fato de os anarquistas serem hegemônicos ou por terem protagonizado a ação, mas sim por eles já terem a intenção, por resolução de congresso, de compor uma tendência sindical que se opusesse ao trabalhismo, o que foi o MOS.</p>
<p>Não vejo cabimento na associação do MOS com o MSD; não só pela completa dessemelhança entre a proposta de ambos (o MSD era o que havia de mais reacionário dentro do sindicalismo, com toda a ala do trabalhismo moderado separando-o do MOS), mas também pela quase uma década de diferença entre a criação de ambos. A maior parte da atuação do MOS se deu bem antes da criação do MSD.</p>
<p>Estranho você de novo ser tão áspero com a historiografia especifista e citar o Felipe Corrêa&#8230; Até porque o mesmo escreveu o prólogo do livro do Rafael e, nele, afirma que, apesar de ter sempre reproduzido o senso comum que limita a atuação dos anarquistas no período em questão a grupos de cultura e preservação de memória, com o livro, ele sente que pode estar enganado e isso pode ser algo mais discutível.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327956</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Feb 2018 15:29:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42925#comment-327956</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327854&quot;&gt;Penna&lt;/a&gt;.

&quot;Resultado das resoluções dos congressos anarquistas realizados no período&quot;? Quero ver documentos. Porque &lt;a href=&quot;http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/25621/1/2004_dis_jssantos.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;não são poucos&lt;/a&gt; os intérpretes que, com base em farta documentação, &lt;a href=&quot;http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/279091/1/Souza_JessieJaneVieirade_M.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;creditam a criação do MOS à pastoral operária católica&lt;/a&gt;, e ainda apresentam o MOS como parte do &lt;em&gt;Movimento Sindical Democrático&lt;/em&gt; (MSD), este &lt;a href=&quot;https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/1453/DissMSA.pdf?sequence=1&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;sabidamente ligado ao Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD)&lt;/a&gt;, este último &lt;a href=&quot;https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Brasileiro_de_A%C3%A7%C3%A3o_Democr%C3%A1tica&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;comprovadamente financiado pela CIA&lt;/a&gt;. Em São Paulo era evidente a hegemonia anarquista sobre o MOS, pois &lt;a href=&quot;http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000042.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;mesmo os socialistas do PSB participavam das reuniões do MOS na sede do CCS-SP&lt;/a&gt;, mas fora daí era tudo católico. É esta a herança reivindicada pelo especifismo assim tão acriticamente e com tanto orgulho? Claro, é preciso a qualquer custo dizer que os anarquistas fizeram alguma coisa no movimento sindical, então até aliança com católicos conservadores está valendo. &lt;a href=&quot;https://ithanarquista.files.wordpress.com/2013/01/felipe-corrc3aaa-surgimento-e-breve-perspectiva-histc3b3rica-do-anarquismo.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Alguns mais lúcidos falam de &quot;alguma participação no Movimento de Orientação Sindical (MOS)&quot;&lt;/a&gt;, mas não entram neste apologismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327854">Penna</a>.</p>
<p>&#8220;Resultado das resoluções dos congressos anarquistas realizados no período&#8221;? Quero ver documentos. Porque <a href="http://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/25621/1/2004_dis_jssantos.pdf" rel="nofollow">não são poucos</a> os intérpretes que, com base em farta documentação, <a href="http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/279091/1/Souza_JessieJaneVieirade_M.pdf" rel="nofollow">creditam a criação do MOS à pastoral operária católica</a>, e ainda apresentam o MOS como parte do <em>Movimento Sindical Democrático</em> (MSD), este <a href="https://repositorio.ufscar.br/bitstream/handle/ufscar/1453/DissMSA.pdf?sequence=1" rel="nofollow">sabidamente ligado ao Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD)</a>, este último <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Brasileiro_de_A%C3%A7%C3%A3o_Democr%C3%A1tica" rel="nofollow">comprovadamente financiado pela CIA</a>. Em São Paulo era evidente a hegemonia anarquista sobre o MOS, pois <a href="http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/up000042.pdf" rel="nofollow">mesmo os socialistas do PSB participavam das reuniões do MOS na sede do CCS-SP</a>, mas fora daí era tudo católico. É esta a herança reivindicada pelo especifismo assim tão acriticamente e com tanto orgulho? Claro, é preciso a qualquer custo dizer que os anarquistas fizeram alguma coisa no movimento sindical, então até aliança com católicos conservadores está valendo. <a href="https://ithanarquista.files.wordpress.com/2013/01/felipe-corrc3aaa-surgimento-e-breve-perspectiva-histc3b3rica-do-anarquismo.pdf" rel="nofollow">Alguns mais lúcidos falam de &#8220;alguma participação no Movimento de Orientação Sindical (MOS)&#8221;</a>, mas não entram neste apologismo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Penna		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327854</link>

		<dc:creator><![CDATA[Penna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 20:45:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42925#comment-327854</guid>

					<description><![CDATA[Compa,

não foi num intuito de cobrança que eu escrevi o comentário. Quis mesmo complementar tudo o colocado por você com informações adicionais, mencionando materiais que saíram recentemente, apenas isso. Não tenho a menor capacidade e tampouco vontade de escrever um artigo intitulado &quot;Anarquismo e desenvolvimentismo&quot;, mas acreditei que seria plausível somar aqui com dados referentes a uma corrente de extrema-esquerda — o Anarquismo — que achei pouco trabalhado ao longo do artigo. Peço perdão se me enganei...

Não só o Edgar Rodrigues, mas vários outros teóricos, inclusive especifistas, tendem a limitar assim a atuação dos anarquistas no período da redemocratização. O questionamento que eu fiz a você eu também faria a eles: isso é plausível, visto que são listáveis as atividades para além desse campo por parte dos anarquistas? É justamente essa limitação que o Elementos Inflamáveis tenta contrapor, mesmo indo talvez contra a opinião mais vigente no momento. Recomendei a leitura apenas porque você escreve sobre o momento e achei que pudesse se interessar. Faria o mesmo com Edgar Rodrigues se ele estivesse vivo...

Nem eu e nem o Rafael afirmamos em nenhum momento que o MOS foi fundado apenas por anarquistas. Até porque isso não seria apenas falsificação histórica, mas um erro grotesco na estratégia sindicalista revolucionária de respeito à neutralidade sindical. O Rafael mesmo cita João da Costa Pimenta como um dos contribuidores do jornal Ação Sindical. &quot;Cabe dizer que independente dos matizes ideológicos no interior do MOS, o que parecia condensar a unidade deste, era justamente a posição sobre as questões sindicais e não um corte ideológico estrito.&quot; (SILVA. 2017, pp. 279). O MOS não foi apenas a confluência de diversas tendências socialistas anti-stalinistas, mas também anti-trabalhistas; num cenário em que o PCB e o PTB dominavam os sindicatos. Porém, ainda assim, o Movimento conseguiu enraizar um trabalho e ter uma atuação plena. Considero isso válido de menção porque foi uma exceção à situação em que a extrema-esquerda se encontrava de: ou trair os próprios princípios se unindo aos stalinistas e trabalhistas; ou perder a inserção social e, consequentemente, a relevância política. Mas volto a reiterar: menciono isso na intenção de somar, não de cobrar de ti.

Fato é, porém, que o MOS foi, dentre as contribuições das diversas tendências, o resultado das resoluções dos congressos anarquistas realizados no período. Afirmar isso não é desmerecer as outras correntes ideológicas ou afirmar uma &quot;hegemonia&quot;, mas, sim, reconhecer os grupos políticos específicos como contribuidores na constituição dos movimentos sociais, como o PSB e a Diocese que você citou também foram. Mas algum deles pode ser considerado de extrema-esquerda?

Não sei o motivo de você afirmar isso dos historiadores especifistas. Eu, particularmente, comecei apenas recentemente a explorar materiais deles, porém em certa quantidade, e confesso que não notei, até o momento, nada que justifique uma acusação dessas. Mas isto sou apenas eu.

Ademais, lamento se me fiz entender equivocadamente ou transmiti um tom rude. Não tinha qualquer intenção de causar um atritamento.

Att,
Penna.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Compa,</p>
<p>não foi num intuito de cobrança que eu escrevi o comentário. Quis mesmo complementar tudo o colocado por você com informações adicionais, mencionando materiais que saíram recentemente, apenas isso. Não tenho a menor capacidade e tampouco vontade de escrever um artigo intitulado &#8220;Anarquismo e desenvolvimentismo&#8221;, mas acreditei que seria plausível somar aqui com dados referentes a uma corrente de extrema-esquerda — o Anarquismo — que achei pouco trabalhado ao longo do artigo. Peço perdão se me enganei&#8230;</p>
<p>Não só o Edgar Rodrigues, mas vários outros teóricos, inclusive especifistas, tendem a limitar assim a atuação dos anarquistas no período da redemocratização. O questionamento que eu fiz a você eu também faria a eles: isso é plausível, visto que são listáveis as atividades para além desse campo por parte dos anarquistas? É justamente essa limitação que o Elementos Inflamáveis tenta contrapor, mesmo indo talvez contra a opinião mais vigente no momento. Recomendei a leitura apenas porque você escreve sobre o momento e achei que pudesse se interessar. Faria o mesmo com Edgar Rodrigues se ele estivesse vivo&#8230;</p>
<p>Nem eu e nem o Rafael afirmamos em nenhum momento que o MOS foi fundado apenas por anarquistas. Até porque isso não seria apenas falsificação histórica, mas um erro grotesco na estratégia sindicalista revolucionária de respeito à neutralidade sindical. O Rafael mesmo cita João da Costa Pimenta como um dos contribuidores do jornal Ação Sindical. &#8220;Cabe dizer que independente dos matizes ideológicos no interior do MOS, o que parecia condensar a unidade deste, era justamente a posição sobre as questões sindicais e não um corte ideológico estrito.&#8221; (SILVA. 2017, pp. 279). O MOS não foi apenas a confluência de diversas tendências socialistas anti-stalinistas, mas também anti-trabalhistas; num cenário em que o PCB e o PTB dominavam os sindicatos. Porém, ainda assim, o Movimento conseguiu enraizar um trabalho e ter uma atuação plena. Considero isso válido de menção porque foi uma exceção à situação em que a extrema-esquerda se encontrava de: ou trair os próprios princípios se unindo aos stalinistas e trabalhistas; ou perder a inserção social e, consequentemente, a relevância política. Mas volto a reiterar: menciono isso na intenção de somar, não de cobrar de ti.</p>
<p>Fato é, porém, que o MOS foi, dentre as contribuições das diversas tendências, o resultado das resoluções dos congressos anarquistas realizados no período. Afirmar isso não é desmerecer as outras correntes ideológicas ou afirmar uma &#8220;hegemonia&#8221;, mas, sim, reconhecer os grupos políticos específicos como contribuidores na constituição dos movimentos sociais, como o PSB e a Diocese que você citou também foram. Mas algum deles pode ser considerado de extrema-esquerda?</p>
<p>Não sei o motivo de você afirmar isso dos historiadores especifistas. Eu, particularmente, comecei apenas recentemente a explorar materiais deles, porém em certa quantidade, e confesso que não notei, até o momento, nada que justifique uma acusação dessas. Mas isto sou apenas eu.</p>
<p>Ademais, lamento se me fiz entender equivocadamente ou transmiti um tom rude. Não tinha qualquer intenção de causar um atritamento.</p>
<p>Att,<br />
Penna.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327831</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 17:20:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42925#comment-327831</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327782&quot;&gt;Penna&lt;/a&gt;.

Penna,

A expressão “grupos de cultura e preservação da memória” é de Edgar Rodrigues, que viu e viveu aquilo tudo: quem sou eu para contestar o que viu enquanto testemunha ocular e epistolar? Se há material disponível sobre o assunto agora, escreva, ao invés de cobrar que eu escreva sem ter, seis anos antes do lançamento do livro, material disponível.

E digo mais. Creditar a fundação do MOS &lt;em&gt;apenas&lt;/em&gt; a anarquistas é &lt;em&gt;falsificar a história&lt;/em&gt; -- para dizer o mínimo. O MOS resultou da confluência de várias tendências socialistas anti-stalinistas, envolvendo anarquistas, o &lt;a href=&quot;https://books.google.com.br/books?id=gjtxLQYH9tQC&amp;pg=PA296&amp;dq=Movimento+de+Orienta%C3%A7%C3%A3o+Sindical+(MOS)&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=0ahUKEwjEsrfXw7zZAhUFH5AKHa60BikQ6AEIJzAA#v=onepage&amp;q=Movimento%20de%20Orienta%C3%A7%C3%A3o%20Sindical%20(MOS)&amp;f=false&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Partido Socialista Brasileiro (PSB)&lt;/a&gt;,  elementos ligados à &lt;a href=&quot;https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&amp;id=yvZkAAAAMAAJ&amp;dq=Igreja+e+movimento+oper%C3%A1rio+no+ABC%2C+1954-1975&amp;focus=searchwithinvolume&amp;q=%22movimento+de+orienta%C3%A7%C3%A3o+sindical%22+%28mos%29&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Diocese de Santo André&lt;/a&gt;... Mas é verdade, havia esquecido, para a historiografia especifista o anarquismo era a &lt;em&gt;única&lt;/em&gt; corrente anti-stalinista dentro do socialismo, e quando não é possível demonstrar que se tratava da única corrente há sempre o recurso da afirmação da &lt;em&gt;hegemonia&lt;/em&gt; sobre as demais. Há historiadores anarquistas, sem contar outros sem qualquer filiação ideológica ou organizativa explícita, bem mais honestos com os fatos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327782">Penna</a>.</p>
<p>Penna,</p>
<p>A expressão “grupos de cultura e preservação da memória” é de Edgar Rodrigues, que viu e viveu aquilo tudo: quem sou eu para contestar o que viu enquanto testemunha ocular e epistolar? Se há material disponível sobre o assunto agora, escreva, ao invés de cobrar que eu escreva sem ter, seis anos antes do lançamento do livro, material disponível.</p>
<p>E digo mais. Creditar a fundação do MOS <em>apenas</em> a anarquistas é <em>falsificar a história</em> &#8212; para dizer o mínimo. O MOS resultou da confluência de várias tendências socialistas anti-stalinistas, envolvendo anarquistas, o <a href="https://books.google.com.br/books?id=gjtxLQYH9tQC&#038;pg=PA296&#038;dq=Movimento+de+Orienta%C3%A7%C3%A3o+Sindical+(MOS)&#038;hl=pt-BR&#038;sa=X&#038;ved=0ahUKEwjEsrfXw7zZAhUFH5AKHa60BikQ6AEIJzAA#v=onepage&#038;q=Movimento%20de%20Orienta%C3%A7%C3%A3o%20Sindical%20(MOS)&#038;f=false" rel="nofollow">Partido Socialista Brasileiro (PSB)</a>,  elementos ligados à <a href="https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&#038;id=yvZkAAAAMAAJ&#038;dq=Igreja+e+movimento+oper%C3%A1rio+no+ABC%2C+1954-1975&#038;focus=searchwithinvolume&#038;q=%22movimento+de+orienta%C3%A7%C3%A3o+sindical%22+%28mos%29" rel="nofollow">Diocese de Santo André</a>&#8230; Mas é verdade, havia esquecido, para a historiografia especifista o anarquismo era a <em>única</em> corrente anti-stalinista dentro do socialismo, e quando não é possível demonstrar que se tratava da única corrente há sempre o recurso da afirmação da <em>hegemonia</em> sobre as demais. Há historiadores anarquistas, sem contar outros sem qualquer filiação ideológica ou organizativa explícita, bem mais honestos com os fatos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Penna		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-327782</link>

		<dc:creator><![CDATA[Penna]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Feb 2018 03:15:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42925#comment-327782</guid>

					<description><![CDATA[Companheiro Manolo, saudações!

Primeiramente, gostaria de te parabenizar pelo excelente artigo. Tenho total acordo na reflexão trazida pelo último capítulo, de que a esquerda continua a enfrentar um tremendo desafio buscando atuar sem trair os próprios princípios, porém também sem acabar caindo na irrelevância política. Porém, tenho uma crítica a colocar nesta parte específica em que comento.

Achei que o artigo como um todo trabalha brilhantemente as histórias das diversas organizações que podem ser consideradas de extrema-esquerda, com exceção da corrente anarquista, na qual achei que faltou drasticamente a atenção. Acima você justifica isso, mas de uma forma que me soou um tanto contraditória. Confesso que me surpreendi um pouco com o parágrafo em que, após citar os diversos jornais, os diversos núcleos organizativos, os diversos espaços culturais e os congressos realizados — tudo de iniciativa anarquista — você conclui que tudo se limitava a &quot;grupos de cultura e preservação da memória&quot;.

Ainda que eu ache que você mesmo já tenha contradito tal limitação na atuação dos anarquistas, vou também mencionar um estudo que saiu recentemente pelo companheiro Rafael Viana da Silva intitulado &quot;Elementos Inflamáveis: organização e militância anarquista no Rio de Janeiro e São Paulo (1945-1964)&quot;, em que é também este o período retratado. Nele, é apontado que esta visão do anarquismo no pós-guerra como uma meio de atuação meramente artístico-cultural se tratava de mais uma tentativa de deslegitimar o anarquismo, como décadas anteriores se fazia com a associação ao terrorismo. &quot;Era construída pelos jornais uma significação imaginária sobre o anarquismo que reduzia esta ideologia como algo do passado, superado historicamente e restrito ao campo das práticas culturais&quot; (SILVA. 2017, PP. 307).

Segundo o trabalho supracitado, essa superação também é desmentido porque, além das iniciativas já mencionadas por você, os anarquistas nunca perderam o apreço pela estratégia sindical. Além das resoluções de todos os congressos darem como encaminhamento de os militantes buscarem construir nos seus locais de trabalho grupos de resistência sindical, isso também é visto na prática com a atuação do Grupo de Orientação Sindical dos Trabalhadores da Light, no Rio; que viria a se juntar com o grupo semelhante dos gráficos de São Paulo, formando o Movimento de Orientação Sindical (MOS).

Claro que nada, de fato, se compara com as grandes mobilizações operárias da Primeira República, mas o meu questionamento é: se boa parte dos partidos mencionados no seu trabalho, segundo suas próprias conclusões e vários dos relatos citados, se limitaram a grupos de intelectuais que compartilhavam afinidades, sem praticamente nenhuma inserção social, porque houve tão grande atenção a todos eles e tão pouca atenção às organizações anarquistas?

Ademais, parabenizo-o novamente pelo artigo. Traz, sem dúvidas, uma reflexão que urge pela esquerda independente nos dias de hoje. Só quis contrapor alguns pontos de uma parte específica, mas fico muito contemplado com a ideia do trabalho como um todo. Recomendo também, seriamente, o livro do companheiro Rafael. Acredito que vá contribuir muito nas suas pesquisas do período em questão.

Atencionsamente,
Penna.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Companheiro Manolo, saudações!</p>
<p>Primeiramente, gostaria de te parabenizar pelo excelente artigo. Tenho total acordo na reflexão trazida pelo último capítulo, de que a esquerda continua a enfrentar um tremendo desafio buscando atuar sem trair os próprios princípios, porém também sem acabar caindo na irrelevância política. Porém, tenho uma crítica a colocar nesta parte específica em que comento.</p>
<p>Achei que o artigo como um todo trabalha brilhantemente as histórias das diversas organizações que podem ser consideradas de extrema-esquerda, com exceção da corrente anarquista, na qual achei que faltou drasticamente a atenção. Acima você justifica isso, mas de uma forma que me soou um tanto contraditória. Confesso que me surpreendi um pouco com o parágrafo em que, após citar os diversos jornais, os diversos núcleos organizativos, os diversos espaços culturais e os congressos realizados — tudo de iniciativa anarquista — você conclui que tudo se limitava a &#8220;grupos de cultura e preservação da memória&#8221;.</p>
<p>Ainda que eu ache que você mesmo já tenha contradito tal limitação na atuação dos anarquistas, vou também mencionar um estudo que saiu recentemente pelo companheiro Rafael Viana da Silva intitulado &#8220;Elementos Inflamáveis: organização e militância anarquista no Rio de Janeiro e São Paulo (1945-1964)&#8221;, em que é também este o período retratado. Nele, é apontado que esta visão do anarquismo no pós-guerra como uma meio de atuação meramente artístico-cultural se tratava de mais uma tentativa de deslegitimar o anarquismo, como décadas anteriores se fazia com a associação ao terrorismo. &#8220;Era construída pelos jornais uma significação imaginária sobre o anarquismo que reduzia esta ideologia como algo do passado, superado historicamente e restrito ao campo das práticas culturais&#8221; (SILVA. 2017, PP. 307).</p>
<p>Segundo o trabalho supracitado, essa superação também é desmentido porque, além das iniciativas já mencionadas por você, os anarquistas nunca perderam o apreço pela estratégia sindical. Além das resoluções de todos os congressos darem como encaminhamento de os militantes buscarem construir nos seus locais de trabalho grupos de resistência sindical, isso também é visto na prática com a atuação do Grupo de Orientação Sindical dos Trabalhadores da Light, no Rio; que viria a se juntar com o grupo semelhante dos gráficos de São Paulo, formando o Movimento de Orientação Sindical (MOS).</p>
<p>Claro que nada, de fato, se compara com as grandes mobilizações operárias da Primeira República, mas o meu questionamento é: se boa parte dos partidos mencionados no seu trabalho, segundo suas próprias conclusões e vários dos relatos citados, se limitaram a grupos de intelectuais que compartilhavam afinidades, sem praticamente nenhuma inserção social, porque houve tão grande atenção a todos eles e tão pouca atenção às organizações anarquistas?</p>
<p>Ademais, parabenizo-o novamente pelo artigo. Traz, sem dúvidas, uma reflexão que urge pela esquerda independente nos dias de hoje. Só quis contrapor alguns pontos de uma parte específica, mas fico muito contemplado com a ideia do trabalho como um todo. Recomendo também, seriamente, o livro do companheiro Rafael. Acredito que vá contribuir muito nas suas pesquisas do período em questão.</p>
<p>Atencionsamente,<br />
Penna.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-76207</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Aug 2012 16:16:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42925#comment-76207</guid>

					<description><![CDATA[Caro Clovis,

Eu sou o autor do artigo, como está indicado pouco depois do &quot;lead&quot;. E as demais partes dele estão todas acessíveis clicando-se em cada um dos números colocados logo após &quot;Leia aqui as demais partes do ensaio&quot;, também no início da página.

Como disse na primeira parte da série, &quot;Na medida do possível a um historiador diletante, sem bolsas de pesquisa ou recursos para viajar a outras cidades e lá permanecer pelo tempo necessário à pesquisa arquivística rigorosa, tentei fazer um quadro amplo do contexto em que surgiram e atuaram tais organizações para tentar ajudar a integrar estas lutas num contexto econômico e geopolítico global, mas pode ser que haja falhas grosseiras, de minha inteira responsabilidade. Nada obsta a complementação ou contestação através de comentários, que serão muito bem-vindos.&quot;

Sobre o POR, minha principal fonte foi o livro &lt;strong&gt;À esquerda da esquerda:&lt;/strong&gt; trotskistas, comunistas e populistas no Brasil contemporâneo (1952-1966) (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003), de Murilo Leal. Até onde me lembro, é o único livro no Brasil a tratar especificamente da história da organização, embora o livro &lt;strong&gt;História das tendências no Brasil:&lt;/strong&gt; origens, cisões e propostas (São Paulo: Proposta, 1987), de Antônio Ozaí da Silva, fale um pouco do partido. Recomendo buscar as duas obras, pois elas esgotam tudo o que escrevi acima e ainda apresentam muitos outros detalhes a mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Clovis,</p>
<p>Eu sou o autor do artigo, como está indicado pouco depois do &#8220;lead&#8221;. E as demais partes dele estão todas acessíveis clicando-se em cada um dos números colocados logo após &#8220;Leia aqui as demais partes do ensaio&#8221;, também no início da página.</p>
<p>Como disse na primeira parte da série, &#8220;Na medida do possível a um historiador diletante, sem bolsas de pesquisa ou recursos para viajar a outras cidades e lá permanecer pelo tempo necessário à pesquisa arquivística rigorosa, tentei fazer um quadro amplo do contexto em que surgiram e atuaram tais organizações para tentar ajudar a integrar estas lutas num contexto econômico e geopolítico global, mas pode ser que haja falhas grosseiras, de minha inteira responsabilidade. Nada obsta a complementação ou contestação através de comentários, que serão muito bem-vindos.&#8221;</p>
<p>Sobre o POR, minha principal fonte foi o livro <strong>À esquerda da esquerda:</strong> trotskistas, comunistas e populistas no Brasil contemporâneo (1952-1966) (Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003), de Murilo Leal. Até onde me lembro, é o único livro no Brasil a tratar especificamente da história da organização, embora o livro <strong>História das tendências no Brasil:</strong> origens, cisões e propostas (São Paulo: Proposta, 1987), de Antônio Ozaí da Silva, fale um pouco do partido. Recomendo buscar as duas obras, pois elas esgotam tudo o que escrevi acima e ainda apresentam muitos outros detalhes a mais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Clovis Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/07/42925/#comment-76146</link>

		<dc:creator><![CDATA[Clovis Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Aug 2012 05:06:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42925#comment-76146</guid>

					<description><![CDATA[Prezados senhores
Apreciei muito o artigo que li acima, sobre a esquerda brasileira.
Gostaria de saber o nome do autor do artigo, e se possível receber as outras 9 partes, que não conseguir abrir aqui.
Gostaria também de saber quem organiza o &quot;Passa Palavra&quot;.
Estou escrevendo alguma coisa a respeito do POR no Rio Grande do Sul, e gostaria de fazer um intercâmbio a respeito da história deste partido.
Para referência, sou professor e economista do Estado do Rio Grande do Sul, aposentado, e participante do CEDS/Centro de Estudos e Debates Socialistas, existente aqui no Estado.
No passado militei no POR.
Cordialmente
Clovis Oliveira]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezados senhores<br />
Apreciei muito o artigo que li acima, sobre a esquerda brasileira.<br />
Gostaria de saber o nome do autor do artigo, e se possível receber as outras 9 partes, que não conseguir abrir aqui.<br />
Gostaria também de saber quem organiza o &#8220;Passa Palavra&#8221;.<br />
Estou escrevendo alguma coisa a respeito do POR no Rio Grande do Sul, e gostaria de fazer um intercâmbio a respeito da história deste partido.<br />
Para referência, sou professor e economista do Estado do Rio Grande do Sul, aposentado, e participante do CEDS/Centro de Estudos e Debates Socialistas, existente aqui no Estado.<br />
No passado militei no POR.<br />
Cordialmente<br />
Clovis Oliveira</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
