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	Comentários sobre: Balanço crítico acerca da Ação Global dos Povos no Brasil (3)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Moyses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-65516</link>

		<dc:creator><![CDATA[Moyses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 May 2012 18:25:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pelo texto. Há muito venho refletindo nesse sentido e seu texto ajuda a encaixar várias lacunas. 
Boa parte da esquerda (partidária e não partidária) que luta pela auto-organização dos povos se depara, hoje, com os mesmos problemas, no entanto, com algumas dificuldades a mais: 1) o Brasil vive um momento de desenvolvimento econômico o que diminui o sentimento de revolta e reforça a busca por saídas individuais, 2) o nosso &quot;novo&quot; já não é tão &quot;novo&quot;, 3) o PT no governo (que, por sinal, veio do novo sindicalismo) reforça a cooptação de movimentos sociais originalmente classistas mas também reforça ideia de que a política não é nas ruas, é o espaço do &quot;possível&quot; delegado, ao menos pior, via parlamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo texto. Há muito venho refletindo nesse sentido e seu texto ajuda a encaixar várias lacunas.<br />
Boa parte da esquerda (partidária e não partidária) que luta pela auto-organização dos povos se depara, hoje, com os mesmos problemas, no entanto, com algumas dificuldades a mais: 1) o Brasil vive um momento de desenvolvimento econômico o que diminui o sentimento de revolta e reforça a busca por saídas individuais, 2) o nosso &#8220;novo&#8221; já não é tão &#8220;novo&#8221;, 3) o PT no governo (que, por sinal, veio do novo sindicalismo) reforça a cooptação de movimentos sociais originalmente classistas mas também reforça ideia de que a política não é nas ruas, é o espaço do &#8220;possível&#8221; delegado, ao menos pior, via parlamento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Waslala		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-39895</link>

		<dc:creator><![CDATA[Waslala]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 04:26:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bigode

Considero o 15M reformista porque tenho a impressao que as exigencias sao (ou foram, nao sei em que pé anda isso) muito voltadas a uma reforma do Estado, uma construcao de um sistema político menos pior, mas ainda assim representativo-parlamentar e nao radicalmente diferente. E o questionamento ao mercado também foi no sentido de melhores condicoes de trabalho, mas de um jeito meio morno, e apesar de apontar a arbitrariedade da atuacao das grandes corporacoes transnacionais, nao vi um questionamento profundo do capitalismo, no sentido de propor, por exemplo, uma ampliacao de empreendimentos autogeridos, e uma lógica de descrescimento. Ou, por exemplo, nao se questionou a monarquia, nem, pelo que vi, se propos uma maior descentralizacao administrativa pra aumentar a autonomia e poder dos municípios.

Sei que foi um movimento massivo, e que houve muita diversidade entre seus participantes, portanto acredito que tinha gente lá preocupada com todas essas questoes. Mas houveram reivindicacoes formais e um discurso predominante que considero reformistas. Apesar disso, acho que provavelmente muitissima coisa interessante aconteceu nesse meio tempo-espaco, e espero que tenha servido de confluencia para outras propostas mais radicais. 

Mas já que a organizacao do próprio movimento foi eminentemente autogestionaria, assambleísta, etc, tenho a sensacao de que se perdeu a oportuniade de dar mais visibilidade a esses valores e formas de atuar do que ás reivindicacoes formais.

Como se pode perceber, tudo isso sao impressoes de alguém que nao esteve lá: &quot;acho&quot;, &quot;parece&quot;, &quot;tenho a imperssao&quot;... 

Mas sei lá, pelo menos uma amiga de sevilha, anarquista, me comentou que os coletivos nos quais ela participava tinham cansado logo no início de participar, pela frustracao de nao conseguir estabelecer um diálogo no sentido de radicalizar mais a proposta... Imagino algo como querer radicalizar o fórum social mundial... é dar murro em ponta de faca, e mesmo que seja faca de manteiga, cansa. 

Provavelmente se estivesse lá, tinha me somado. Mas vai saber por quanto tempo... Além do mais deve ter sido também um festival destes &quot;erros&quot; da nova e da velha esquerda, tao amplamente tratados neste texto. Mas errar é humano, né?

Finalmente, considero que essas manifestacoes tem seu valor, e constroem muitas coisas bacanas no micro. Mas no macro, no cenário político espanhol, acabam sendo um tiro no pé e só fortalecendo insitucionalmente partidos de ultra direita. É uma pena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bigode</p>
<p>Considero o 15M reformista porque tenho a impressao que as exigencias sao (ou foram, nao sei em que pé anda isso) muito voltadas a uma reforma do Estado, uma construcao de um sistema político menos pior, mas ainda assim representativo-parlamentar e nao radicalmente diferente. E o questionamento ao mercado também foi no sentido de melhores condicoes de trabalho, mas de um jeito meio morno, e apesar de apontar a arbitrariedade da atuacao das grandes corporacoes transnacionais, nao vi um questionamento profundo do capitalismo, no sentido de propor, por exemplo, uma ampliacao de empreendimentos autogeridos, e uma lógica de descrescimento. Ou, por exemplo, nao se questionou a monarquia, nem, pelo que vi, se propos uma maior descentralizacao administrativa pra aumentar a autonomia e poder dos municípios.</p>
<p>Sei que foi um movimento massivo, e que houve muita diversidade entre seus participantes, portanto acredito que tinha gente lá preocupada com todas essas questoes. Mas houveram reivindicacoes formais e um discurso predominante que considero reformistas. Apesar disso, acho que provavelmente muitissima coisa interessante aconteceu nesse meio tempo-espaco, e espero que tenha servido de confluencia para outras propostas mais radicais. </p>
<p>Mas já que a organizacao do próprio movimento foi eminentemente autogestionaria, assambleísta, etc, tenho a sensacao de que se perdeu a oportuniade de dar mais visibilidade a esses valores e formas de atuar do que ás reivindicacoes formais.</p>
<p>Como se pode perceber, tudo isso sao impressoes de alguém que nao esteve lá: &#8220;acho&#8221;, &#8220;parece&#8221;, &#8220;tenho a imperssao&#8221;&#8230; </p>
<p>Mas sei lá, pelo menos uma amiga de sevilha, anarquista, me comentou que os coletivos nos quais ela participava tinham cansado logo no início de participar, pela frustracao de nao conseguir estabelecer um diálogo no sentido de radicalizar mais a proposta&#8230; Imagino algo como querer radicalizar o fórum social mundial&#8230; é dar murro em ponta de faca, e mesmo que seja faca de manteiga, cansa. </p>
<p>Provavelmente se estivesse lá, tinha me somado. Mas vai saber por quanto tempo&#8230; Além do mais deve ter sido também um festival destes &#8220;erros&#8221; da nova e da velha esquerda, tao amplamente tratados neste texto. Mas errar é humano, né?</p>
<p>Finalmente, considero que essas manifestacoes tem seu valor, e constroem muitas coisas bacanas no micro. Mas no macro, no cenário político espanhol, acabam sendo um tiro no pé e só fortalecendo insitucionalmente partidos de ultra direita. É uma pena.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bigode		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-39303</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bigode]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 16:15:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Wasala,
porque tu diz que o 15M é &quot;muito reformista&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Wasala,<br />
porque tu diz que o 15M é &#8220;muito reformista&#8221;?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Waslala		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-39241</link>

		<dc:creator><![CDATA[Waslala]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 06:00:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá. Eu não participei da AGP, sou um pouco mais nova, e me envolvi com coletivos libertários quando a AGP já não existia, imagino, apesar de não ficar muito claro em que momento ela efetivamente &quot;desapareceu&quot;. Neste trajeto, tenho encontrado algumas pessoas que estiveram envolvidas e tiveram contato com pessoas e ações da AGP, e considero que esta é uma referência muito importante para vários coletivos que continuam funcionando. Por isso me chama um pouco a atenção o tom em alguns momentos no texto, mas principalmente nos comentários, como se estivessem falando de coisas muito distantes e terminadas ou &quot;derrotadas&quot;.  
 
Inclusive, no início do texto se menciona que um estímulo pra escrever foram as marchas recentes autodenominadas &quot;marchas da liberdade&quot;. Então queria retomar um pouquinho mais numa perspectiva do que este texto pode contribuir pra estas pessoas e grupos que seguimos (como imagino que seja o caso de vcs também). Principalmente porque a autocrítica é extremamente importante, e achei muito interessante o texto, mas um dos riscos é que a autocrítica seja paralisante também. 
 
Considero que muitos dos pontos aqui trazidos são recorrentes, e realmente dedicamos muito pouco tempo para a autoreflexão do que fazemos. Mas acho que em muitas situações, nossas ações não são tão inconscientes assim. Como se diz no início do texto, nós constumamos conversar muitas vezes sobre tudo isto, e nem por isso mudamos os pontos fŕageis que identificamos. Mas ligamos o automático, a vida vai nos levando, o pragmatismo impera, muitas vezes as frustrações também, e já era... E também, quando começamos a refletir demais, nos paralisamos por perceber o difícil que é realmente fazer alguma diferença neste mundo que tem uma capacidade tão enorme de nos engolir. 
 
Acho que esse elemento poderia ser incorporado no fato de querer abraçar todos os temas e não acabar abraçando nenhum. Os impactos negativos disso não são só o pouco que fazemos e o quanto não conseguimos traduzir isso para quem está fora da luta, mas também os níveis de frustrações que temos que encarar ao perceber o quão pouco realmente podemos fazer. 
 
Apesar disso, ainda acho que podemos fazer muito. Por isso senti falta de uma perspectiva de &quot;o que fazer com todos esses aprendizados da AGP&quot;? Porque outro risco que se corre é que essas mobilizações massivas sigam agora, por exemplo, a tendência do 15M espanhol, que particularmente considero muito espetacular e reformista. É isso que queremos? 
 
Enfim, haveria muito pra dizer. E mais ainda pra fazer. Mas por ora, só queria acrescentar que, como a autocrítica geralmente nos leva a dar muita ênfase pra parte negativa, é importante também pensar nos acréscimos importantes que esse movimento teve no meio ativista libertário recente. Os pontos levantados como questionamento à velha esquerda seguem sendo extremamente pertinentes, e podemos seguir tentando des ou re construir maneiras de atuar e nos relacionarmos. Já erramos bastante, podemos começar a tentar acertar mais, né]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. Eu não participei da AGP, sou um pouco mais nova, e me envolvi com coletivos libertários quando a AGP já não existia, imagino, apesar de não ficar muito claro em que momento ela efetivamente &#8220;desapareceu&#8221;. Neste trajeto, tenho encontrado algumas pessoas que estiveram envolvidas e tiveram contato com pessoas e ações da AGP, e considero que esta é uma referência muito importante para vários coletivos que continuam funcionando. Por isso me chama um pouco a atenção o tom em alguns momentos no texto, mas principalmente nos comentários, como se estivessem falando de coisas muito distantes e terminadas ou &#8220;derrotadas&#8221;.  </p>
<p>Inclusive, no início do texto se menciona que um estímulo pra escrever foram as marchas recentes autodenominadas &#8220;marchas da liberdade&#8221;. Então queria retomar um pouquinho mais numa perspectiva do que este texto pode contribuir pra estas pessoas e grupos que seguimos (como imagino que seja o caso de vcs também). Principalmente porque a autocrítica é extremamente importante, e achei muito interessante o texto, mas um dos riscos é que a autocrítica seja paralisante também. </p>
<p>Considero que muitos dos pontos aqui trazidos são recorrentes, e realmente dedicamos muito pouco tempo para a autoreflexão do que fazemos. Mas acho que em muitas situações, nossas ações não são tão inconscientes assim. Como se diz no início do texto, nós constumamos conversar muitas vezes sobre tudo isto, e nem por isso mudamos os pontos fŕageis que identificamos. Mas ligamos o automático, a vida vai nos levando, o pragmatismo impera, muitas vezes as frustrações também, e já era&#8230; E também, quando começamos a refletir demais, nos paralisamos por perceber o difícil que é realmente fazer alguma diferença neste mundo que tem uma capacidade tão enorme de nos engolir. </p>
<p>Acho que esse elemento poderia ser incorporado no fato de querer abraçar todos os temas e não acabar abraçando nenhum. Os impactos negativos disso não são só o pouco que fazemos e o quanto não conseguimos traduzir isso para quem está fora da luta, mas também os níveis de frustrações que temos que encarar ao perceber o quão pouco realmente podemos fazer. </p>
<p>Apesar disso, ainda acho que podemos fazer muito. Por isso senti falta de uma perspectiva de &#8220;o que fazer com todos esses aprendizados da AGP&#8221;? Porque outro risco que se corre é que essas mobilizações massivas sigam agora, por exemplo, a tendência do 15M espanhol, que particularmente considero muito espetacular e reformista. É isso que queremos? </p>
<p>Enfim, haveria muito pra dizer. E mais ainda pra fazer. Mas por ora, só queria acrescentar que, como a autocrítica geralmente nos leva a dar muita ênfase pra parte negativa, é importante também pensar nos acréscimos importantes que esse movimento teve no meio ativista libertário recente. Os pontos levantados como questionamento à velha esquerda seguem sendo extremamente pertinentes, e podemos seguir tentando des ou re construir maneiras de atuar e nos relacionarmos. Já erramos bastante, podemos começar a tentar acertar mais, né</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: JC		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-38278</link>

		<dc:creator><![CDATA[JC]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 18:58:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá. Também participei da AGP. Minha militância começou em 1998, mas não nos grupos que estiveram presentes desde o início da AGP. Começamos a participar da Ação Global em 2000 ou 2001, não tenho certeza. Hoje sou um trintinha também, e é engraçado ouvir falar nas coisas que minha geração fez e deixou de fazer. Na verdade é meio estranho, pelo menos para mim. O fato é que a minha militância continua e isso me alegra.

A AGP fez coisas interessantes, penso na estética das máscaras, no batuque e por aí vai. Lembro-me que o nosso bloco, o libertário, conseguia inserir uma coluna independente da esquerda institucional nos atos. Isso foi bom.

Por outro lado, a regra se manteve, ou seja, as pessoas envelheceram e foram cuidar das suas vidas, dos seus negócios, das suas carreiras acadêmicas e por aí vai. O que estava errado?

Fico pensando nessa questão da velha esquerda, do “novo versus o velho”. A questão é: o que a negação do velho expressa? Que há toneladas de vícios a eliminar é fato. Mas será que não havia mais do que isso? Ao negar o velho não se estava também negando o próprio socialismo? Que é uma velha idéia e que se associa à velha esquerda? 

Penso que a agenda restrita da AGP expressa isso. Negava-se o neoliberalismo, não o capitalismo. É isso que na minha opinião explica o que virou a AGP. Se tentasse aprofundar algo a coalizão de grupos e indivíduos explodiria, não aprofundamos nada, e a coalizão se enterrou sozinha.

Quem nega algo afirma algo. Não existe negação absoluta. A AGP negava a esquerda institucional, mas afirmava o quê? Essa é a questão. A nota 5 do texto nos diz muito. O autor queria cobrar quem não levou o k7 do Michael Jackson etc., mas que bom que os responsáveis furaram. Que tragédia seria uma manifestação se encerrar com Michael Jackson e Thriller. Ou seja, o objetivo era negar a política imperialista, aí a juventude radical encerra seu protesto com um símbolo da cultura enlatada, fast-food. Libertários ao som do rei do pop não dá.

Essa, na minha opinião, foi a maior fragilidade da AGP, a colonização cultural. Todas as referências eram européias ou estadunidenses. E mais do que isso, eram referências meio pop e meio kitsch. Negava-se a velha esquerda da época da guerra fria afirmando a pós-modernidade. Os exemplos podem ser multiplicados. As festas de rua com música eletrônica; o batukação, que apesar de inovador, lembrava uma bandinha militar... O samba, o maracatu, o coco, o chorinho etc., deviam ser considerados velhos também; thriller era o novo.

Enfim, gostei do texto e da coragem do autor. Os mortos se enterraram sozinhos nas suas vidas acadêmicas e negócios pessoais. O desafio fica para os que continuam na luta, e para isso esses balanços são fundamentais. Fundamental é o debate fraterno e sincero.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá. Também participei da AGP. Minha militância começou em 1998, mas não nos grupos que estiveram presentes desde o início da AGP. Começamos a participar da Ação Global em 2000 ou 2001, não tenho certeza. Hoje sou um trintinha também, e é engraçado ouvir falar nas coisas que minha geração fez e deixou de fazer. Na verdade é meio estranho, pelo menos para mim. O fato é que a minha militância continua e isso me alegra.</p>
<p>A AGP fez coisas interessantes, penso na estética das máscaras, no batuque e por aí vai. Lembro-me que o nosso bloco, o libertário, conseguia inserir uma coluna independente da esquerda institucional nos atos. Isso foi bom.</p>
<p>Por outro lado, a regra se manteve, ou seja, as pessoas envelheceram e foram cuidar das suas vidas, dos seus negócios, das suas carreiras acadêmicas e por aí vai. O que estava errado?</p>
<p>Fico pensando nessa questão da velha esquerda, do “novo versus o velho”. A questão é: o que a negação do velho expressa? Que há toneladas de vícios a eliminar é fato. Mas será que não havia mais do que isso? Ao negar o velho não se estava também negando o próprio socialismo? Que é uma velha idéia e que se associa à velha esquerda? </p>
<p>Penso que a agenda restrita da AGP expressa isso. Negava-se o neoliberalismo, não o capitalismo. É isso que na minha opinião explica o que virou a AGP. Se tentasse aprofundar algo a coalizão de grupos e indivíduos explodiria, não aprofundamos nada, e a coalizão se enterrou sozinha.</p>
<p>Quem nega algo afirma algo. Não existe negação absoluta. A AGP negava a esquerda institucional, mas afirmava o quê? Essa é a questão. A nota 5 do texto nos diz muito. O autor queria cobrar quem não levou o k7 do Michael Jackson etc., mas que bom que os responsáveis furaram. Que tragédia seria uma manifestação se encerrar com Michael Jackson e Thriller. Ou seja, o objetivo era negar a política imperialista, aí a juventude radical encerra seu protesto com um símbolo da cultura enlatada, fast-food. Libertários ao som do rei do pop não dá.</p>
<p>Essa, na minha opinião, foi a maior fragilidade da AGP, a colonização cultural. Todas as referências eram européias ou estadunidenses. E mais do que isso, eram referências meio pop e meio kitsch. Negava-se a velha esquerda da época da guerra fria afirmando a pós-modernidade. Os exemplos podem ser multiplicados. As festas de rua com música eletrônica; o batukação, que apesar de inovador, lembrava uma bandinha militar&#8230; O samba, o maracatu, o coco, o chorinho etc., deviam ser considerados velhos também; thriller era o novo.</p>
<p>Enfim, gostei do texto e da coragem do autor. Os mortos se enterraram sozinhos nas suas vidas acadêmicas e negócios pessoais. O desafio fica para os que continuam na luta, e para isso esses balanços são fundamentais. Fundamental é o debate fraterno e sincero.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alessandro (profi)		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-38143</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alessandro (profi)]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 21:12:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acabo de enviar um comentário a parte dois que talvez deveria estar aqui, mas...
Definitivamente a falta de autocritica foi uma limitação. Outra vez essa questão entre o publico e o privado não é simples. E o privado não seria político? E o privado mesmo sendo politico, deve ser levado a publico com essa justificava? A pouco tempo um lamentavel e complexo episódio sobre gênero com o Movimento Passe Livre de São Paulo(diretamente influenciado pela AGP) viveu algo nesse sentido... Como bem sinalizado no texto o &quot;ativista perfeito&quot; e seu politicamente correto foi uma marca. E as vezes um dogma. Acontece que erramos enquanto pessoas, também podemos ser bem egoistas, autoritarios e confusos no dia a dia. E como lidar com isso? Apesar de toda contradição que possa existir ai, foi importante sim notar posturas cotidianas questionarem o que faziam de seu mundo. E não penso que apenas a AGP viveu isso. Faltou critica no que diz respeito as lutas de reconhecimento também. A postura &quot;classica&quot; sempre negligenciou os debates sobre racismo, homofobia, etc, alegando ser isso algo de um segundo plano. Acontece, volto a repetir, que havia um enorme desejo de pertencimento em algo que reconhecesse essas caracteristicas e identidades, e se por um lado priorizavam a amizade e as afinidades em detrimento de um projeto mais coletivo e amplo, por outro, como bem dito, se reconhecia aspectos identitarios e culturais bastante inéditos. Nunca se harmonizou isso e a coisa acabou por se limitar. O espetaculo em muitos casos reunia as pessoas e não um projeto politico comum profundamente debatido. Acho que foram poucas pessoas capazes de fazer e reconhecer isso. também concordo com o comentario anterior, não é avaliar o sucesso ou fracasso do movimento, mas dar um outro passo no proprio processo de entendimento dessa organização social e politica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabo de enviar um comentário a parte dois que talvez deveria estar aqui, mas&#8230;<br />
Definitivamente a falta de autocritica foi uma limitação. Outra vez essa questão entre o publico e o privado não é simples. E o privado não seria político? E o privado mesmo sendo politico, deve ser levado a publico com essa justificava? A pouco tempo um lamentavel e complexo episódio sobre gênero com o Movimento Passe Livre de São Paulo(diretamente influenciado pela AGP) viveu algo nesse sentido&#8230; Como bem sinalizado no texto o &#8220;ativista perfeito&#8221; e seu politicamente correto foi uma marca. E as vezes um dogma. Acontece que erramos enquanto pessoas, também podemos ser bem egoistas, autoritarios e confusos no dia a dia. E como lidar com isso? Apesar de toda contradição que possa existir ai, foi importante sim notar posturas cotidianas questionarem o que faziam de seu mundo. E não penso que apenas a AGP viveu isso. Faltou critica no que diz respeito as lutas de reconhecimento também. A postura &#8220;classica&#8221; sempre negligenciou os debates sobre racismo, homofobia, etc, alegando ser isso algo de um segundo plano. Acontece, volto a repetir, que havia um enorme desejo de pertencimento em algo que reconhecesse essas caracteristicas e identidades, e se por um lado priorizavam a amizade e as afinidades em detrimento de um projeto mais coletivo e amplo, por outro, como bem dito, se reconhecia aspectos identitarios e culturais bastante inéditos. Nunca se harmonizou isso e a coisa acabou por se limitar. O espetaculo em muitos casos reunia as pessoas e não um projeto politico comum profundamente debatido. Acho que foram poucas pessoas capazes de fazer e reconhecer isso. também concordo com o comentario anterior, não é avaliar o sucesso ou fracasso do movimento, mas dar um outro passo no proprio processo de entendimento dessa organização social e politica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael V.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-38115</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V.]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 16:59:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42780#comment-38115</guid>

					<description><![CDATA[Antes de elogiar o texto, eu que também fui formado no meio desses processos, me permito a elogiar também o comentário subsequente do companheiro acima que merece boas reflexões. 

Este aponta corretamente, que &quot;(...) ao invés de aproveitarem reflexões como esta, que ainda são raras, começam a fazer tudo novamente, só que de forma ainda mais caricatural.&quot;

Isto de certo modo é entristecedor. O que há de trintões que foram criados nesta cultura &quot;AGP&quot;, que chamo de viúvas da AGP, que continuam a reproduzir a MESMA militância, sem tirar ou pôr uma linha também é impressionante... É como se fosse possível resgatar uma nostálgica fase de militância dentro dos quadros dos novos tempos sem passar por maiores reflexões.

Junto aos &quot;velhos&quot; quadros da AGP, surgem novos quadros dessa cultura militante, que reproduzem como bem indicou o comentarista acima tudo o que a AGP representou de forma mais caricatural e limitada.

A autocomplacência infinita com os erros próprios e alheios é uma boa ferramenta para reintroduzir os mesmos equívocos da AGP. Sem autocrítica nenhum movimento avança. 

O que mais me preocupa, é que quando estas análises são feitas, os participantes dos processos citados preferem &quot;defender-se&quot; das limitações das estratégias daqueles movimentos, do que avançar numa autocrítica mais franca.

Falei um pouco disso aqui:

http://www.anarkismo.net/article/20240

Reavaliar determinadas estratégias é fundamental num processo de transformação social. Ninguém tem de se sentir &quot;atacado&quot;, pois retomando alguns argumentos centrais do texto, falamos de transformação social ampla, não de defesa de um grupo identitário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de elogiar o texto, eu que também fui formado no meio desses processos, me permito a elogiar também o comentário subsequente do companheiro acima que merece boas reflexões. </p>
<p>Este aponta corretamente, que &#8220;(&#8230;) ao invés de aproveitarem reflexões como esta, que ainda são raras, começam a fazer tudo novamente, só que de forma ainda mais caricatural.&#8221;</p>
<p>Isto de certo modo é entristecedor. O que há de trintões que foram criados nesta cultura &#8220;AGP&#8221;, que chamo de viúvas da AGP, que continuam a reproduzir a MESMA militância, sem tirar ou pôr uma linha também é impressionante&#8230; É como se fosse possível resgatar uma nostálgica fase de militância dentro dos quadros dos novos tempos sem passar por maiores reflexões.</p>
<p>Junto aos &#8220;velhos&#8221; quadros da AGP, surgem novos quadros dessa cultura militante, que reproduzem como bem indicou o comentarista acima tudo o que a AGP representou de forma mais caricatural e limitada.</p>
<p>A autocomplacência infinita com os erros próprios e alheios é uma boa ferramenta para reintroduzir os mesmos equívocos da AGP. Sem autocrítica nenhum movimento avança. </p>
<p>O que mais me preocupa, é que quando estas análises são feitas, os participantes dos processos citados preferem &#8220;defender-se&#8221; das limitações das estratégias daqueles movimentos, do que avançar numa autocrítica mais franca.</p>
<p>Falei um pouco disso aqui:</p>
<p><a href="http://www.anarkismo.net/article/20240" rel="nofollow ugc">http://www.anarkismo.net/article/20240</a></p>
<p>Reavaliar determinadas estratégias é fundamental num processo de transformação social. Ninguém tem de se sentir &#8220;atacado&#8221;, pois retomando alguns argumentos centrais do texto, falamos de transformação social ampla, não de defesa de um grupo identitário.</p>
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		<title>
		Por: dac		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-38031</link>

		<dc:creator><![CDATA[dac]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 05:55:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Infelizmente a crítica mais apurada só pode acontecer depois que tudo já se passou. O que no nosso caso significa (e isso vale pra todos os anticapitalistas) que a crítica vem, na maior parte das vezes, após grandes derrotas. Quantos coletivos de ativistas, das mais diversas causas, dos mais diversos lugares deste país ou fora dele, se encontraram diante das mesmas questões e, por falta de referência e por muita arrogância, acharam que estavam diante da maior novidade da história? Quantos questionaram a esquerda clássica e ortodoxa da mesma forma, usando inclusive da mesma linguagem e das mesmas referências, durante toda a década de 1990 e também de 2000, e cometeram os mesmos equívocos? E terminaram todos da mesma forma. derrotados por si mesmo. Ou por não saberem pra onde ir ou por terem substituído a política pela amizade. E por vergonha uns dos outros, talvez nem mais a amizade, que era algo forte e bonito nisso, deva ter durado. Agora, quando vivemos um cenário mais triste, onde ou esse mesmo segmento de classe que outrora formava estes coletivos está optando por alternativas abertamente empresarias, tipo o &quot;Fora do Eixo&quot;; ou voltando-se para organizações ortodoxas travestidas de libertárias (pelo menos na linguagem), como estes novos partidos que nem coragem de se assumir enquanto tal têm; o que já podemos fazer? E essa não é uma pergunta retórica. Quem viveu um pouco disso que esta série de textos sobre a AGP tenta retratar, com uma honestidade muito rara diga-se de passagem, tinha uma certeza que era a maior de todas: o que estávamos fazendo era irreversível, e a esquerda jamais voltaria a ser velha. E nós estamos ficando velhos para ver a velha esquerda persistir, enquanto nós não vamos nada bem (eles também não, mas ainda estão aí, enquanto nossas redes, coletivos e tudo o mais foram pro beleléu); e os capitalistas, por outro lado e ainda mais espertos que eles ainda são, assimilando as nossas bandeiras, entendendo-as antes mesmo da gente. O lado bom é que essa vontade de fazer as coisas de outra forma, essa vontade de errar de uma forma diferente, não se esgotou. Entretanto, aliado a todos estes equívocos que cometemos desde lá, há agora uma apologia ao obscurantismo: uma negação dos estudos, da pesquisa, da história. E assim, ao invés de aproveitarem reflexões como esta, que ainda são raras, começam a fazer tudo novamente, só que de forma ainda mais caricatural. E por mais que cada dia mais gente deste segmento que construiu mobilizações como as que são descritas aqui se interesse pelas lutas sociais, seu ativismo/militância dura cada vez menos tempo. Eu só não perco o meu otimismo porque ele é fundamental para que eu consiga me sintonizar e participar das próximas novidades. Mas é só por isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente a crítica mais apurada só pode acontecer depois que tudo já se passou. O que no nosso caso significa (e isso vale pra todos os anticapitalistas) que a crítica vem, na maior parte das vezes, após grandes derrotas. Quantos coletivos de ativistas, das mais diversas causas, dos mais diversos lugares deste país ou fora dele, se encontraram diante das mesmas questões e, por falta de referência e por muita arrogância, acharam que estavam diante da maior novidade da história? Quantos questionaram a esquerda clássica e ortodoxa da mesma forma, usando inclusive da mesma linguagem e das mesmas referências, durante toda a década de 1990 e também de 2000, e cometeram os mesmos equívocos? E terminaram todos da mesma forma. derrotados por si mesmo. Ou por não saberem pra onde ir ou por terem substituído a política pela amizade. E por vergonha uns dos outros, talvez nem mais a amizade, que era algo forte e bonito nisso, deva ter durado. Agora, quando vivemos um cenário mais triste, onde ou esse mesmo segmento de classe que outrora formava estes coletivos está optando por alternativas abertamente empresarias, tipo o &#8220;Fora do Eixo&#8221;; ou voltando-se para organizações ortodoxas travestidas de libertárias (pelo menos na linguagem), como estes novos partidos que nem coragem de se assumir enquanto tal têm; o que já podemos fazer? E essa não é uma pergunta retórica. Quem viveu um pouco disso que esta série de textos sobre a AGP tenta retratar, com uma honestidade muito rara diga-se de passagem, tinha uma certeza que era a maior de todas: o que estávamos fazendo era irreversível, e a esquerda jamais voltaria a ser velha. E nós estamos ficando velhos para ver a velha esquerda persistir, enquanto nós não vamos nada bem (eles também não, mas ainda estão aí, enquanto nossas redes, coletivos e tudo o mais foram pro beleléu); e os capitalistas, por outro lado e ainda mais espertos que eles ainda são, assimilando as nossas bandeiras, entendendo-as antes mesmo da gente. O lado bom é que essa vontade de fazer as coisas de outra forma, essa vontade de errar de uma forma diferente, não se esgotou. Entretanto, aliado a todos estes equívocos que cometemos desde lá, há agora uma apologia ao obscurantismo: uma negação dos estudos, da pesquisa, da história. E assim, ao invés de aproveitarem reflexões como esta, que ainda são raras, começam a fazer tudo novamente, só que de forma ainda mais caricatural. E por mais que cada dia mais gente deste segmento que construiu mobilizações como as que são descritas aqui se interesse pelas lutas sociais, seu ativismo/militância dura cada vez menos tempo. Eu só não perco o meu otimismo porque ele é fundamental para que eu consiga me sintonizar e participar das próximas novidades. Mas é só por isso.</p>
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		<title>
		Por: Provos Brasil		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42780/#comment-37402</link>

		<dc:creator><![CDATA[Provos Brasil]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 12:39:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Boas lembranças... e muita saudades de alguns compas, o pessoal do Paraná do Jubileu 2000! 

As vésperas dos meses do plebiscito contra a ALCA foi louco...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boas lembranças&#8230; e muita saudades de alguns compas, o pessoal do Paraná do Jubileu 2000! </p>
<p>As vésperas dos meses do plebiscito contra a ALCA foi louco&#8230;</p>
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