<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Balanço crítico acerca da Ação Global dos Povos no Brasil (4)	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2011/08/42782/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2011/08/42782/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 08 Aug 2021 22:01:05 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: dac		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/42782/#comment-39370</link>

		<dc:creator><![CDATA[dac]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 23:52:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=42782#comment-39370</guid>

					<description><![CDATA[O mais interessante é que agora o &quot;politicamente correto&quot; significa exatamente o contrário. Antes se podia tudo em nome disso, porque o &quot;politicamente correto&quot;, pelo menos na cultura construída nos ciclos da AGP e derivações segundo o texto, era o &quot;democratismo&quot;, a cultura de &quot;pode tudo&quot;. Hoje o politicamente correto significa, simplesmente, &quot;vigiar e punir&quot; os companheiros mais próximos. E assim a esquerda se transforma numa grande panóptico. Se antes o indivíduo se sobrepunha ao coletivo, a extrapolação da vigília do &quot;politicamente correto&quot; para todos a esquerda segue para eliminação da individualidade, já que uma única linguagem e uma única maneira de pensar é a correta. O resto é taxativamente considerado errado. O constrangimento é a regra. A permissividade que em outros tempos, nos tempos da AGP, era a regra já virou outra coisa.

É verdade que talvez este inversão aconteça porque a assimilação desta idéia do &quot;politicamente correto&quot;, ou desta prática, por grupos que nunca basearam as suas ações na horizontalidade e na liberdade só poderia dar nesta deformação (pois não se podia desprezar a linguagem, já fixada na nova militância em geral). Mas eu duvido que mesmo nos meios mais libertários esta inversão já não tenha acontecido por completo nos tempos atuais.

O engraçado é que, como assinalado na outra parte desta série, o que se fala não se pratica e ao mesmo tempo que se oprime os companheiros (geralmente os da mesma tendência ou partido ou grupelho, mas pode extrapolar para um círculo todo de conhecidos militantes próximos) não se faz nada de concreto para mudar na sociedade aquilo que se critica nos companheiros. De duas, uma: ou diante da impotência de mudar o mundo restringe-se ao seu microcosmo de amigos ou tudo não passa hoje de auto-afirmação de posições ou de consolidação de grupos. O que, na prática, significa o mesmo, ou seja, uma ação insignificante, que não dá em lugar nenhum e, se der, é no isolamento ainda maior dos grupos de esquerda. E é isso que acontece quando se substitui o debate pelos conceitos pré-estabelecidos do moralismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mais interessante é que agora o &#8220;politicamente correto&#8221; significa exatamente o contrário. Antes se podia tudo em nome disso, porque o &#8220;politicamente correto&#8221;, pelo menos na cultura construída nos ciclos da AGP e derivações segundo o texto, era o &#8220;democratismo&#8221;, a cultura de &#8220;pode tudo&#8221;. Hoje o politicamente correto significa, simplesmente, &#8220;vigiar e punir&#8221; os companheiros mais próximos. E assim a esquerda se transforma numa grande panóptico. Se antes o indivíduo se sobrepunha ao coletivo, a extrapolação da vigília do &#8220;politicamente correto&#8221; para todos a esquerda segue para eliminação da individualidade, já que uma única linguagem e uma única maneira de pensar é a correta. O resto é taxativamente considerado errado. O constrangimento é a regra. A permissividade que em outros tempos, nos tempos da AGP, era a regra já virou outra coisa.</p>
<p>É verdade que talvez este inversão aconteça porque a assimilação desta idéia do &#8220;politicamente correto&#8221;, ou desta prática, por grupos que nunca basearam as suas ações na horizontalidade e na liberdade só poderia dar nesta deformação (pois não se podia desprezar a linguagem, já fixada na nova militância em geral). Mas eu duvido que mesmo nos meios mais libertários esta inversão já não tenha acontecido por completo nos tempos atuais.</p>
<p>O engraçado é que, como assinalado na outra parte desta série, o que se fala não se pratica e ao mesmo tempo que se oprime os companheiros (geralmente os da mesma tendência ou partido ou grupelho, mas pode extrapolar para um círculo todo de conhecidos militantes próximos) não se faz nada de concreto para mudar na sociedade aquilo que se critica nos companheiros. De duas, uma: ou diante da impotência de mudar o mundo restringe-se ao seu microcosmo de amigos ou tudo não passa hoje de auto-afirmação de posições ou de consolidação de grupos. O que, na prática, significa o mesmo, ou seja, uma ação insignificante, que não dá em lugar nenhum e, se der, é no isolamento ainda maior dos grupos de esquerda. E é isso que acontece quando se substitui o debate pelos conceitos pré-estabelecidos do moralismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
