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	Comentários sobre: Balanço crítico acerca da Ação Global dos Povos no Brasil (5)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Manoo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Manoo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 00:41:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Felipe, 
venho acompanhando as suas análises (ou balanço crítico) acerca da AGP no Brasil. 

Primeiramente, o que me chamou a atenção foi o tom &quot;aspero&quot; das críticas a AGP. Mesmo concordando com quase todas elas, parece que há uma possibilidade de fazer a mesma leitura que fizemos em relação à esquerda clássica, ou seja, &quot;jogar o bebê e a água fora&quot;. 

Se, por um lado, os movimentos que fizeram parte da AGP acabaram dando uma certa primazia à prática e deixando de lado a teoria, se houve falta de planejamento que deixaram certas questões para serem resolvidas num espontaneismo... como algumas vezes, alguns tomaram proveitos da &quot;ausência&quot; de organização definida (como contraponto a isso é só pensar no modo pelo qual um Partido se organiza) para se sobrepor e conduzir de modo autoritário. 

Entretanto, acredito que isso se deu pelo sufocamento e pela vontade política em participar da luta, em expor aquilo que estava preso pela figura burocratica dos partidos. Assim, o &quot;democratismo&quot; não tem que ser visto como um problema, senão como um sintoma, como algo que revelou a vontade de falar, debater, expor as suas particularidades que foram deixadas num segundo plano. 

Pra mim, a principal questão posta neste momento é: Como poderíamos nos organizar a partir dos acúmulos tanto da esquerda clássica como dos movimentos influenciados (ou que participaram diretamente) da AGP? Em outras palavras, será possível conciliar os avançoes e aprendizados dessas duas épocas? QUais avanços? Acredito que teríamos que &quot;aprender&quot; o trabalho de base feito pela esquerda clássica, feita pelas COmunidades Eclesiásticas no brasil (ou os seringueiros do Acre), trabalho também feito pelos partidos de esquerda dos anos 70 e 80.. resgatar a militância (o espírito militante) que havia, se inserir de fato nas comunidades e não ficar relegado a classe média. Sem esquecer da horizontalidade e singulariedade que permeou os movimentos ligados a AGP. Acredito que isso não é um retrocesso, senão um avanço... dar voz aos sem voz deve continuar sendo um ponto principal de um movimento popular.

Agora mais do que nunca, esse balanço tem que ser feito... aumentando os debates, logo vê-se que a teoria e a prática tem que andar juntas, caso contrário, uma prática sem teoria será cega e uma teoria sem prática será vazia.
Será possível &quot;criar&quot; um movimento que faça um bom trabalho de base e se organize levando em contas as diversas singulariedades? 

Talvez se olhassemos para os nossos Hermanos poderíamos aprender um pouco com o acúmulo de lutas deles, tendo em vista que os jovens que participaram dos movimentos anticapitalistas conseguiram se inserir nas comunidades e na classe operária (nas fábricas okupadas) e levaram adiante o processo de poder popular (vejam o caso do pessoal da Red de Medios Alternativos que criaram várias rádios em diversas comunidades e estreitaram os laços com as fábricas okupadas). Acho que se faz urgente e necessária a inserção dos movimentos libertários nas comunidades e na classe operária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Felipe,<br />
venho acompanhando as suas análises (ou balanço crítico) acerca da AGP no Brasil. </p>
<p>Primeiramente, o que me chamou a atenção foi o tom &#8220;aspero&#8221; das críticas a AGP. Mesmo concordando com quase todas elas, parece que há uma possibilidade de fazer a mesma leitura que fizemos em relação à esquerda clássica, ou seja, &#8220;jogar o bebê e a água fora&#8221;. </p>
<p>Se, por um lado, os movimentos que fizeram parte da AGP acabaram dando uma certa primazia à prática e deixando de lado a teoria, se houve falta de planejamento que deixaram certas questões para serem resolvidas num espontaneismo&#8230; como algumas vezes, alguns tomaram proveitos da &#8220;ausência&#8221; de organização definida (como contraponto a isso é só pensar no modo pelo qual um Partido se organiza) para se sobrepor e conduzir de modo autoritário. </p>
<p>Entretanto, acredito que isso se deu pelo sufocamento e pela vontade política em participar da luta, em expor aquilo que estava preso pela figura burocratica dos partidos. Assim, o &#8220;democratismo&#8221; não tem que ser visto como um problema, senão como um sintoma, como algo que revelou a vontade de falar, debater, expor as suas particularidades que foram deixadas num segundo plano. </p>
<p>Pra mim, a principal questão posta neste momento é: Como poderíamos nos organizar a partir dos acúmulos tanto da esquerda clássica como dos movimentos influenciados (ou que participaram diretamente) da AGP? Em outras palavras, será possível conciliar os avançoes e aprendizados dessas duas épocas? QUais avanços? Acredito que teríamos que &#8220;aprender&#8221; o trabalho de base feito pela esquerda clássica, feita pelas COmunidades Eclesiásticas no brasil (ou os seringueiros do Acre), trabalho também feito pelos partidos de esquerda dos anos 70 e 80.. resgatar a militância (o espírito militante) que havia, se inserir de fato nas comunidades e não ficar relegado a classe média. Sem esquecer da horizontalidade e singulariedade que permeou os movimentos ligados a AGP. Acredito que isso não é um retrocesso, senão um avanço&#8230; dar voz aos sem voz deve continuar sendo um ponto principal de um movimento popular.</p>
<p>Agora mais do que nunca, esse balanço tem que ser feito&#8230; aumentando os debates, logo vê-se que a teoria e a prática tem que andar juntas, caso contrário, uma prática sem teoria será cega e uma teoria sem prática será vazia.<br />
Será possível &#8220;criar&#8221; um movimento que faça um bom trabalho de base e se organize levando em contas as diversas singulariedades? </p>
<p>Talvez se olhassemos para os nossos Hermanos poderíamos aprender um pouco com o acúmulo de lutas deles, tendo em vista que os jovens que participaram dos movimentos anticapitalistas conseguiram se inserir nas comunidades e na classe operária (nas fábricas okupadas) e levaram adiante o processo de poder popular (vejam o caso do pessoal da Red de Medios Alternativos que criaram várias rádios em diversas comunidades e estreitaram os laços com as fábricas okupadas). Acho que se faz urgente e necessária a inserção dos movimentos libertários nas comunidades e na classe operária.</p>
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