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	Comentários sobre: Brasil hoje e amanhã: 2) desindustrialização ou avanço tecnológico?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/43703/#comment-240715</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2014 10:18:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Zé da Silva,

O agronegócio faz, nalguns países tardiamente, aquilo que o capitalismo industrial já fez e continua a fazer. Tal como você indicou, a extorsão de mais-valia não deve entender-se só a curto prazo, mas também historicamente, como um processo de apropriação capitalista da criatividade dos trabalhadores. Ora, nas últimas décadas o toyotismo deu novas dimensões a este processo. Assim, creio que o agronegócio, ou seja, o desenvolvimento do capitalismo na agricultura, não é mais malévolo — nem menos — do que o capitalismo na indústria ou nos serviços.

Por outro lado, não devemos esquecer a sobreexploração existente na agricultura familiar, um sistema económico que só é possível mediante o emprego regular de trabalho gratuito. Abordei esse assunto no &lt;em&gt;Economia dos Conflitos Sociais&lt;/em&gt;, especialmente nos capítulos 2.3, 2.4 e 6.1, nas págs. 113 e segs., 124 e segs. e 302 e segs. da &lt;a href=&quot;http://xvm-27-11.ghst.net/IMG/pdf/ECONOMIA_DOS_CONFLITOS_SOCIAIS_-_LIVRO_COMPLETO_EM_PDF_-_JOAO_BERNARDO.pdf&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;versão disponibilizada na internet&lt;/a&gt;.

Talvez lhe possa ser útil a leitura de uma história do MST, que publiquei neste site &lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2012/03/53997&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2012/03/54051&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2012/04/54095&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;&lt;em&gt;aqui&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Além disso, chamo também a atenção para &lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2013/09/83203&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;uma crítica à agroecologia&lt;/a&gt; integrada numa série de oito artigos de crítica à ecologia, em que abordo mais uma vez a questão da sobreexploração na agricultura familiar. Nestes artigos você encontrará alguma bibliografia.

Em conclusão, não creio que devamos opor à exploração capitalista do agronegócio a sobreexploração da agricultura familiar e de outras formas rurais arcaicas. A única luta com futuro, aqui como nos outros sectores económicos, parece-me que deve ser a do proletariado do agronegócio contra os respectivos patrões. A mitificação do passado é sempre funesta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Zé da Silva,</p>
<p>O agronegócio faz, nalguns países tardiamente, aquilo que o capitalismo industrial já fez e continua a fazer. Tal como você indicou, a extorsão de mais-valia não deve entender-se só a curto prazo, mas também historicamente, como um processo de apropriação capitalista da criatividade dos trabalhadores. Ora, nas últimas décadas o toyotismo deu novas dimensões a este processo. Assim, creio que o agronegócio, ou seja, o desenvolvimento do capitalismo na agricultura, não é mais malévolo — nem menos — do que o capitalismo na indústria ou nos serviços.</p>
<p>Por outro lado, não devemos esquecer a sobreexploração existente na agricultura familiar, um sistema económico que só é possível mediante o emprego regular de trabalho gratuito. Abordei esse assunto no <em>Economia dos Conflitos Sociais</em>, especialmente nos capítulos 2.3, 2.4 e 6.1, nas págs. 113 e segs., 124 e segs. e 302 e segs. da <a href="http://xvm-27-11.ghst.net/IMG/pdf/ECONOMIA_DOS_CONFLITOS_SOCIAIS_-_LIVRO_COMPLETO_EM_PDF_-_JOAO_BERNARDO.pdf" rel="nofollow">versão disponibilizada na internet</a>.</p>
<p>Talvez lhe possa ser útil a leitura de uma história do MST, que publiquei neste site <a href="http://passapalavra.info/2012/03/53997" rel="nofollow"><em>aqui</em></a>, <a href="http://passapalavra.info/2012/03/54051" rel="nofollow"><em>aqui</em></a> e <a href="http://passapalavra.info/2012/04/54095" rel="nofollow"><em>aqui</em></a>. Além disso, chamo também a atenção para <a href="http://passapalavra.info/2013/09/83203" rel="nofollow">uma crítica à agroecologia</a> integrada numa série de oito artigos de crítica à ecologia, em que abordo mais uma vez a questão da sobreexploração na agricultura familiar. Nestes artigos você encontrará alguma bibliografia.</p>
<p>Em conclusão, não creio que devamos opor à exploração capitalista do agronegócio a sobreexploração da agricultura familiar e de outras formas rurais arcaicas. A única luta com futuro, aqui como nos outros sectores económicos, parece-me que deve ser a do proletariado do agronegócio contra os respectivos patrões. A mitificação do passado é sempre funesta.</p>
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		<title>
		Por: Zé da Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/43703/#comment-240693</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jul 2014 04:39:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Sou um grande admirador e estudioso de sua obra, em especial Economia dos conflitos sociais.

Bem, estou acumulando criticamente sobre as forças produtivas(destrutivas) do agronegócio. Iniciando uma reflexão como a burguesia agrária, imbricados no Estado Restrito e seus aparelhos a exemplo da OCB( com seus quadros técnicos, gestores), recriaram um cooperativismo agropecuário totalmente empresarial ( se apropriando de formas autônomas de luta da classe trabalhadora, para sua reprodução do capital) ... arrisco afirmar que este processo permitiu o surgirmento de cooperativas agroindustriais com forte influencia política e econômica em regiões e territórios, o que viria a ser a materialização do Estado Amplo, correto?

Bem, pergunto se tens reflexões sistematizadas sobre o assunto?
se poderias me indicar referências bibliográficas que me ajudasse a fortalecer e embasar uma reflexão critica consistente?

E mais ainda, se poderíamos dialogar mais sobre este tema que venho estudando, talvez por e-mail?

Te deixo um grande abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Sou um grande admirador e estudioso de sua obra, em especial Economia dos conflitos sociais.</p>
<p>Bem, estou acumulando criticamente sobre as forças produtivas(destrutivas) do agronegócio. Iniciando uma reflexão como a burguesia agrária, imbricados no Estado Restrito e seus aparelhos a exemplo da OCB( com seus quadros técnicos, gestores), recriaram um cooperativismo agropecuário totalmente empresarial ( se apropriando de formas autônomas de luta da classe trabalhadora, para sua reprodução do capital) &#8230; arrisco afirmar que este processo permitiu o surgirmento de cooperativas agroindustriais com forte influencia política e econômica em regiões e territórios, o que viria a ser a materialização do Estado Amplo, correto?</p>
<p>Bem, pergunto se tens reflexões sistematizadas sobre o assunto?<br />
se poderias me indicar referências bibliográficas que me ajudasse a fortalecer e embasar uma reflexão critica consistente?</p>
<p>E mais ainda, se poderíamos dialogar mais sobre este tema que venho estudando, talvez por e-mail?</p>
<p>Te deixo um grande abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/43703/#comment-236973</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2014 15:53:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=43703#comment-236973</guid>

					<description><![CDATA[Breno,
Não me recordo de ter tratado do assunto senão brevemente, em curtas passagens de livros ou artigos, sobretudo relacionando as privatizações com a transnacionalização do capital. O que abordei mais repetida e extensamente foi a privatização do próprio Estado sob a forma da soberania das empresas, aquilo que designo como Estado Amplo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Breno,<br />
Não me recordo de ter tratado do assunto senão brevemente, em curtas passagens de livros ou artigos, sobretudo relacionando as privatizações com a transnacionalização do capital. O que abordei mais repetida e extensamente foi a privatização do próprio Estado sob a forma da soberania das empresas, aquilo que designo como Estado Amplo.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/43703/#comment-236954</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2014 13:01:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, João.

Você tem algum texto mais específico sobre o tema das privatizações?

abs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, João.</p>
<p>Você tem algum texto mais específico sobre o tema das privatizações?</p>
<p>abs</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: MIguel do Rosário		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/08/43703/#comment-57213</link>

		<dc:creator><![CDATA[MIguel do Rosário]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 12:33:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Interessante. Agrega argumentos consistentes para o debate, ao invés de ficar no blablablá sobre desindustrialização, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante. Agrega argumentos consistentes para o debate, ao invés de ficar no blablablá sobre desindustrialização, etc.</p>
]]></content:encoded>
		
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