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	Comentários sobre: Brasil hoje e amanhã: 8) teia do novo imperialismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Breno		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Sep 2016 14:09:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este artigo foi escrito antes do desastre ambiental da SAMARCO\VALE em Minas Gerais.
Essa história de Responsabilidade Social\Ambiental não teria ido por água a baixo após o acontecido em Mariana? Não teria ficado claro que se trata apenas de retórica?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo foi escrito antes do desastre ambiental da SAMARCO\VALE em Minas Gerais.<br />
Essa história de Responsabilidade Social\Ambiental não teria ido por água a baixo após o acontecido em Mariana? Não teria ficado claro que se trata apenas de retórica?</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/09/44120/#comment-253597</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2014 11:20:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[TROCADALHO [sic]
Imperialismo brasuca: não ford nem sai de china.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>TROCADALHO [sic]<br />
Imperialismo brasuca: não ford nem sai de china.</p>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/09/44120/#comment-253526</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Sep 2014 00:56:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[http://noticias.r7.com/economia/bndes-aprova-financiamento-de-r-1954-milhoes-para-a-ford-17092014]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://noticias.r7.com/economia/bndes-aprova-financiamento-de-r-1954-milhoes-para-a-ford-17092014" rel="nofollow ugc">http://noticias.r7.com/economia/bndes-aprova-financiamento-de-r-1954-milhoes-para-a-ford-17092014</a></p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/09/44120/#comment-45010</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 10:10:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Renata,
Começo pela corrupção.
A corrupção diz respeito à repartição da mais-valia entre os capitalistas. Não diz respeito ao processo de exploração da força de trabalho, mas à posterior distribuição dos lucros desse processo entre os exploradores.
Quando a corrupção assume a forma de uma passagem de dinheiro dos empresários para os políticos — e são estes os casos mais comuns — ela equipara-se aos impostos. Pode argumentar-se que os impostos se destinam, pelo menos em parte, à conservação e promoção de infra-estruturas materiais e sociais e que, portanto, acabam por reverter em benefício dos empresários que os pagaram. Mas a isto pode replicar-se que, assegurando protecção e simpatias, o dinheiro pago pelos empresários aos políticos corruptos reverte igualmente em benefício das empresas.
Numa análise estritamente económica, a corrupção só começa a ter efeitos negativos quando leva a uma permanente fuga de capitais, que se tornam ociosos ou de qualquer outro modo saem do circuito económico. E a corrupção tem efeitos totalmente destrutivos quando substitui os mecanismos administrativos e judiciais correntes, que deixam então de existir na prática. Nestes casos o Estado deixa de funcionar.
Existem várias organizações não-governamentais que se dedicam a avaliar o grau de corrupção em cada país e a compará-los. Nessas escalas o Brasil tem ocupado uma posição intermédia e, se não se conta entre os menos corruptos, também não se insere nos mais corruptos. Segundo uma dessas organizações, a Transparency International, em 2010 o Brasil ocupava a 69ª posição — acompanhado por Cuba — numa escala de 178 posições. Assim, no plano em que prossegui a análise da evolução económica recente do Brasil e na perpectiva em que a prossegui, a corrupção não constitui um fenómeno significativo.
A corrupção é muito evocada no Brasil por razões morais, sobretudo da parte daqueles que não criticam o capitalismo enquanto estrutura mas enquanto prática que se desvia de uma norma ideal. Sou completamente alheio a esse tipo de atitudes.
Agora, quanto ao crime organizado.
O crime organizado é uma actividade empresarial que se caracteriza por fornecer produtos ou serviços proibidos por lei. Fundamentalmente, é apenas isto que distingue o crime organizado da actividade empresarial comum. Tudo o resto se deduz dessa diferença fundamental.
A violência empregue pelo crime organizado é tanto mais frequente quanto menos organizado for esse crime. Por outras palavras, quanto maior for a concentração económica na produção de artigos ilícitos e na prestação de serviços ilícitos, tanto menor será a guerra de &lt;em&gt;gangs&lt;/em&gt; e, portanto, tanto menor será o emprego de violência e, por outro lado, tanto mais íntima será a ligação entre o crime organizado e o grande capital legal. Os Estados Unidos representam um caso extremo de concentração do capital criminal e de ligação entre esse capital e as empresas legais.
No Brasil, embora o PCC e outras organizações similares possam considerar-se como factores de concentração do capital criminal, este processo atravessa uma fase ainda muito incipiente, por isso ele não ocupa qualquer lugar entre as grandes tendências de desenvolvimento do capitalismo brasileiro contemporâneo. No entanto, eu poderia ter abordado a questão no quarto artigo, quando referi a cisão entre a maioria da força de trabalho, mal qualificada, e uma minoria bem qualificada. O crime organizado é uma alternativa sedutora para os jovens que não possuem as qualificações escolares formais, embora requeira, evidentemente, outro tipo de qualificações.
Por outro lado, no caso do PCC, quando se lêem os textos políticos de Marcola e quando se conhecem as tentativas desta organização para ser considerada como um movimento social, penso que o PCC constitui, no meio criminal, o equivalente das Empresas com Responsabilidade Social.
E também em relação ao crime organizado, tal como relativamente à corrupção, pus inteiramente de lado considerações moralistas, que não partilho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Renata,<br />
Começo pela corrupção.<br />
A corrupção diz respeito à repartição da mais-valia entre os capitalistas. Não diz respeito ao processo de exploração da força de trabalho, mas à posterior distribuição dos lucros desse processo entre os exploradores.<br />
Quando a corrupção assume a forma de uma passagem de dinheiro dos empresários para os políticos — e são estes os casos mais comuns — ela equipara-se aos impostos. Pode argumentar-se que os impostos se destinam, pelo menos em parte, à conservação e promoção de infra-estruturas materiais e sociais e que, portanto, acabam por reverter em benefício dos empresários que os pagaram. Mas a isto pode replicar-se que, assegurando protecção e simpatias, o dinheiro pago pelos empresários aos políticos corruptos reverte igualmente em benefício das empresas.<br />
Numa análise estritamente económica, a corrupção só começa a ter efeitos negativos quando leva a uma permanente fuga de capitais, que se tornam ociosos ou de qualquer outro modo saem do circuito económico. E a corrupção tem efeitos totalmente destrutivos quando substitui os mecanismos administrativos e judiciais correntes, que deixam então de existir na prática. Nestes casos o Estado deixa de funcionar.<br />
Existem várias organizações não-governamentais que se dedicam a avaliar o grau de corrupção em cada país e a compará-los. Nessas escalas o Brasil tem ocupado uma posição intermédia e, se não se conta entre os menos corruptos, também não se insere nos mais corruptos. Segundo uma dessas organizações, a Transparency International, em 2010 o Brasil ocupava a 69ª posição — acompanhado por Cuba — numa escala de 178 posições. Assim, no plano em que prossegui a análise da evolução económica recente do Brasil e na perpectiva em que a prossegui, a corrupção não constitui um fenómeno significativo.<br />
A corrupção é muito evocada no Brasil por razões morais, sobretudo da parte daqueles que não criticam o capitalismo enquanto estrutura mas enquanto prática que se desvia de uma norma ideal. Sou completamente alheio a esse tipo de atitudes.<br />
Agora, quanto ao crime organizado.<br />
O crime organizado é uma actividade empresarial que se caracteriza por fornecer produtos ou serviços proibidos por lei. Fundamentalmente, é apenas isto que distingue o crime organizado da actividade empresarial comum. Tudo o resto se deduz dessa diferença fundamental.<br />
A violência empregue pelo crime organizado é tanto mais frequente quanto menos organizado for esse crime. Por outras palavras, quanto maior for a concentração económica na produção de artigos ilícitos e na prestação de serviços ilícitos, tanto menor será a guerra de <em>gangs</em> e, portanto, tanto menor será o emprego de violência e, por outro lado, tanto mais íntima será a ligação entre o crime organizado e o grande capital legal. Os Estados Unidos representam um caso extremo de concentração do capital criminal e de ligação entre esse capital e as empresas legais.<br />
No Brasil, embora o PCC e outras organizações similares possam considerar-se como factores de concentração do capital criminal, este processo atravessa uma fase ainda muito incipiente, por isso ele não ocupa qualquer lugar entre as grandes tendências de desenvolvimento do capitalismo brasileiro contemporâneo. No entanto, eu poderia ter abordado a questão no quarto artigo, quando referi a cisão entre a maioria da força de trabalho, mal qualificada, e uma minoria bem qualificada. O crime organizado é uma alternativa sedutora para os jovens que não possuem as qualificações escolares formais, embora requeira, evidentemente, outro tipo de qualificações.<br />
Por outro lado, no caso do PCC, quando se lêem os textos políticos de Marcola e quando se conhecem as tentativas desta organização para ser considerada como um movimento social, penso que o PCC constitui, no meio criminal, o equivalente das Empresas com Responsabilidade Social.<br />
E também em relação ao crime organizado, tal como relativamente à corrupção, pus inteiramente de lado considerações moralistas, que não partilho.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/09/44120/#comment-44971</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 20:28:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por que o autor não incluiu nenhuma parte ou passagem a respeito da corrupção e/ou do crime organizado em sua leitura de Brasil?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que o autor não incluiu nenhuma parte ou passagem a respeito da corrupção e/ou do crime organizado em sua leitura de Brasil?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Eduardo Garcia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/09/44120/#comment-44217</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Garcia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Sep 2011 13:16:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Existe um excelente texto sobre o tema:
A teoria do subimperialismo brasileiro: notas para uma (re)discussão contemporânea
http://alainet.org/active/31904&#038;lang=es]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existe um excelente texto sobre o tema:<br />
A teoria do subimperialismo brasileiro: notas para uma (re)discussão contemporânea<br />
<a href="http://alainet.org/active/31904&#038;lang=es" rel="nofollow ugc">http://alainet.org/active/31904&#038;lang=es</a></p>
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