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	Comentários sobre: Crimes de Maio e a Democracia das Chacinas &#8211; Parte 2: estado de extermínio	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Valderi Felizado da Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-881698</link>

		<dc:creator><![CDATA[Valderi Felizado da Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Feb 2023 21:40:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto meio duvidoso.]]></description>
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		<title>
		Por: Marcus Dunne		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-47683</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcus Dunne]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2011 17:19:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Julinha, do primeiro comentario,

essas questoes estavam e estao na ponta da lingua de boa parte dos estudantes contra a PM no campus. A propria autonomia universitaria envolve a producao de analises sobre esses dados e, conforme os resultados, podem sim estar em risco com tamanha presenca dessa policia por la. O problema, e voces devem saber disso, e que parte do discurso e prioridade da midia. Aos poucos a verdade transparece aqui e acola, sobretudo na midia alternativa. Informacao e coisa de garimpo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Julinha, do primeiro comentario,</p>
<p>essas questoes estavam e estao na ponta da lingua de boa parte dos estudantes contra a PM no campus. A propria autonomia universitaria envolve a producao de analises sobre esses dados e, conforme os resultados, podem sim estar em risco com tamanha presenca dessa policia por la. O problema, e voces devem saber disso, e que parte do discurso e prioridade da midia. Aos poucos a verdade transparece aqui e acola, sobretudo na midia alternativa. Informacao e coisa de garimpo!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Frederico		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-47174</link>

		<dc:creator><![CDATA[Frederico]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Nov 2011 03:50:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bem, pode ser que eu esteja sendo ingênuo, é só uma impressão na verdade, não coloco minha mão no fogo pela USP. Estou muito longe de São Paulo e só acompanhei tudo por internet. Mas eu tenho nutrido um otimismo ultimamente que aponta pra uma certa efervescência no brasil de uma forma mais generalizada e, com ela, uma radicalização e autonomia mais clara nos movimentos sociais. E por isso tenho acompanhado com entusiasmo essa movimentação recente da USP.

Espero que meu desejo de ver isso não esteja ofuscando o verdadeiro processo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem, pode ser que eu esteja sendo ingênuo, é só uma impressão na verdade, não coloco minha mão no fogo pela USP. Estou muito longe de São Paulo e só acompanhei tudo por internet. Mas eu tenho nutrido um otimismo ultimamente que aponta pra uma certa efervescência no brasil de uma forma mais generalizada e, com ela, uma radicalização e autonomia mais clara nos movimentos sociais. E por isso tenho acompanhado com entusiasmo essa movimentação recente da USP.</p>
<p>Espero que meu desejo de ver isso não esteja ofuscando o verdadeiro processo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pé na Jaca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-47160</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pé na Jaca]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 21:14:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O tempo vai nos dizer, Frederico, sobre os desdobramentos desta nova &quot;efervescência política&quot; vivida na USP. Daqui a poucas semanas passam as eleições do DCE, termina o período letivo, e começam as férias de verão... 

Afora o pessoal do Crusp, que permanece vivendo as pressões no campus - e nas suas comunidades de origem -, parte dos &quot;funcionários&quot;, e outra meia-dúzia de estudantes e professores mais sérios e comprometidos com transformações profundas, vamos ver quanto dessa espuma uspiana toda se traduzirá em lutas efetivas noutras situações e contextos... Ou, no mínimo, em teorização séria sobre o crescente monitoramento, criminalização e militarização contra os trabalhadores de forma geral (e não apenas centrada na situação do campus).

A criminalização e a militarização contra as camadas mais pobres da sociedade, conforme aponta este texto das Mães de Maio, seguem firmes e fortes. Já na universidade, esta não foi a primeira vez que a polícia a invadiu violentamente. Para não falar de tempos mais remotos, durante a greve uspiana de 2009 a polícia já tinha reprimido e prendido manifestantes com um aparato pesado no campus do Butantã, assim como em 2007 tinha despejado violentamente movimentos sociais do Largo São Francisco (sob a direção do mesmo Rodas)... Passada a &quot;efervescência política&quot; de cada episódio e, sobretudo, as &quot;conveniências políticas&quot; da parte deste ou daquele grupo, a tendência tem sido o assunto e a mobilização arrefecerem até a água bater na (própria) bunda novamente... Ou, simplesmente, até a próxima conveniência política, não se traduzindo em nada mais do que isso. 

Sem grandes esperanças, torço pra que desta vez seja diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O tempo vai nos dizer, Frederico, sobre os desdobramentos desta nova &#8220;efervescência política&#8221; vivida na USP. Daqui a poucas semanas passam as eleições do DCE, termina o período letivo, e começam as férias de verão&#8230; </p>
<p>Afora o pessoal do Crusp, que permanece vivendo as pressões no campus &#8211; e nas suas comunidades de origem -, parte dos &#8220;funcionários&#8221;, e outra meia-dúzia de estudantes e professores mais sérios e comprometidos com transformações profundas, vamos ver quanto dessa espuma uspiana toda se traduzirá em lutas efetivas noutras situações e contextos&#8230; Ou, no mínimo, em teorização séria sobre o crescente monitoramento, criminalização e militarização contra os trabalhadores de forma geral (e não apenas centrada na situação do campus).</p>
<p>A criminalização e a militarização contra as camadas mais pobres da sociedade, conforme aponta este texto das Mães de Maio, seguem firmes e fortes. Já na universidade, esta não foi a primeira vez que a polícia a invadiu violentamente. Para não falar de tempos mais remotos, durante a greve uspiana de 2009 a polícia já tinha reprimido e prendido manifestantes com um aparato pesado no campus do Butantã, assim como em 2007 tinha despejado violentamente movimentos sociais do Largo São Francisco (sob a direção do mesmo Rodas)&#8230; Passada a &#8220;efervescência política&#8221; de cada episódio e, sobretudo, as &#8220;conveniências políticas&#8221; da parte deste ou daquele grupo, a tendência tem sido o assunto e a mobilização arrefecerem até a água bater na (própria) bunda novamente&#8230; Ou, simplesmente, até a próxima conveniência política, não se traduzindo em nada mais do que isso. </p>
<p>Sem grandes esperanças, torço pra que desta vez seja diferente.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Tales		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-47129</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tales]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 11:22:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;O fato do movimento ter sido autônomo, independente de partidos, passando pra uma radicalização no discurso e nas ações plenamente incompatíveis com a esquerda partidária (e especialmente com a classe média) foi lindo &quot;

Pode ser ignorância minha ou falta de informação - ou as duas coisas - mas não vejo independência de partidos nessa movimentação que houve na usp. Pelo contrário vi a participação direta no movimento de ao menos três instituições que se não tem a palavra partido em suas siglas, atuam de forma semelhante a qualquer outro partido de esquerda. E não foi uma simples participação, estavam dirigindo os rumos das ações. E estão buscando utilizar o ocorrido como mote de disputa pela direção do ME na usp, contra outros dois partidos.

E também não sei se extrapolaram tanto assim as cercas da &quot;ilha da excelência acadêmica&quot;. Mesmo no âmbito universitário não vi nenhuma ação de solidariedade à ocupação que está ocorrendo na Unir, por exemplo.

Não parece tão belo assim esse movimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O fato do movimento ter sido autônomo, independente de partidos, passando pra uma radicalização no discurso e nas ações plenamente incompatíveis com a esquerda partidária (e especialmente com a classe média) foi lindo &#8221;</p>
<p>Pode ser ignorância minha ou falta de informação &#8211; ou as duas coisas &#8211; mas não vejo independência de partidos nessa movimentação que houve na usp. Pelo contrário vi a participação direta no movimento de ao menos três instituições que se não tem a palavra partido em suas siglas, atuam de forma semelhante a qualquer outro partido de esquerda. E não foi uma simples participação, estavam dirigindo os rumos das ações. E estão buscando utilizar o ocorrido como mote de disputa pela direção do ME na usp, contra outros dois partidos.</p>
<p>E também não sei se extrapolaram tanto assim as cercas da &#8220;ilha da excelência acadêmica&#8221;. Mesmo no âmbito universitário não vi nenhuma ação de solidariedade à ocupação que está ocorrendo na Unir, por exemplo.</p>
<p>Não parece tão belo assim esse movimento.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Frederico		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-47110</link>

		<dc:creator><![CDATA[Frederico]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 05:49:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pé na jaca e João Bernardo,

Pra mim ficou claro durante esse processo todo da USP uma evolução do discurso de &quot;fora PM do campus&quot; para &quot;fora PM do mundo&quot;. Na verdade, desde o início, vários indícios mostraram que as pessoas que participavam de toda aquela movimentação não se limitavam ao contexto do campus de forma alguma e, inclusive, uma das coisas mais bonitas que fizeram foi queimar as bandeiras de sp e do brasil. Agora, evidentemente, o que os unia era o fato de estarem vivenciando algo em comum dentro do campus, por isso a pauta principal tinha que ser relativa à universidade, eu não vejo problema nenhum nisso.

Acho uma &quot;forçação&quot; de barra ingênua achar que esse artigo deveria ter mais visualizações. Esse artigo é um artigo, o artigo da USP é uma efervescência política vivenciada por milhares de pessoas naquele momento e que, por sinal, não é uma efervescência menos legítima por estar na universidade.

A maldição de fazer parte da classe média que deslegitima qualquer ação no sentido de transformar o mundo me parece um caminho fácil, uma crítica besta usada porque muito bem aceita. 

A classe social é importante, nosso habitus ligado a ela delineia significativamente (mas não determina) nosso engajamento com o mundo. Mas o caso da USP não pode ser analisado nesse sentido de forma alguma. Ao deslegitimar os estudantes por estarem na classe média perdemos de reconhecer coisas lindas que alguns deles nos presentearam nessas últimas semanas.

O fato do movimento ter sido autônomo, independente de partidos, passando pra uma radicalização no discurso e nas ações plenamente incompatíveis com a esquerda partidária (e especialmente com a classe média) foi lindo - processo cada vez mais comum em todo o brasil. O fato da questão da polícia ter sido uma das pautas principais mostra maturidade, criatividade e uma abertura de novos horizontes no M.E e, principalmente, na luta anti-autoritária/capitalista (ou como querem chamar). Não é mais a já burocrática pauta do ENADE ou de REUNI (no caso das federais).

Essa abertura (trazer a pauta da polícia) dá até uma impressão de ter sido seguida pelo passa palavra ao postar esse artigo das mães de maio, que contribui BASTANTE com o que o pessoal da USP ta fazendo. Mas, repito, contribui, no sentido de se complementarem e não figura como uma luz que deve ser seguida pelos estudantes como se tivessem que abandonar uma luta já bem desenvolvida e frutífera para agora embarcar nessa.

e, finalmente, Le Miserable, depois de tudo isso acho que precisamos globalizar uma luta anti-polícia, produzir um discurso/prática que deslegitimasse essa corporação cada vez mais e mais. espero que essas últimas semanas tenha sido só um começo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pé na jaca e João Bernardo,</p>
<p>Pra mim ficou claro durante esse processo todo da USP uma evolução do discurso de &#8220;fora PM do campus&#8221; para &#8220;fora PM do mundo&#8221;. Na verdade, desde o início, vários indícios mostraram que as pessoas que participavam de toda aquela movimentação não se limitavam ao contexto do campus de forma alguma e, inclusive, uma das coisas mais bonitas que fizeram foi queimar as bandeiras de sp e do brasil. Agora, evidentemente, o que os unia era o fato de estarem vivenciando algo em comum dentro do campus, por isso a pauta principal tinha que ser relativa à universidade, eu não vejo problema nenhum nisso.</p>
<p>Acho uma &#8220;forçação&#8221; de barra ingênua achar que esse artigo deveria ter mais visualizações. Esse artigo é um artigo, o artigo da USP é uma efervescência política vivenciada por milhares de pessoas naquele momento e que, por sinal, não é uma efervescência menos legítima por estar na universidade.</p>
<p>A maldição de fazer parte da classe média que deslegitima qualquer ação no sentido de transformar o mundo me parece um caminho fácil, uma crítica besta usada porque muito bem aceita. </p>
<p>A classe social é importante, nosso habitus ligado a ela delineia significativamente (mas não determina) nosso engajamento com o mundo. Mas o caso da USP não pode ser analisado nesse sentido de forma alguma. Ao deslegitimar os estudantes por estarem na classe média perdemos de reconhecer coisas lindas que alguns deles nos presentearam nessas últimas semanas.</p>
<p>O fato do movimento ter sido autônomo, independente de partidos, passando pra uma radicalização no discurso e nas ações plenamente incompatíveis com a esquerda partidária (e especialmente com a classe média) foi lindo &#8211; processo cada vez mais comum em todo o brasil. O fato da questão da polícia ter sido uma das pautas principais mostra maturidade, criatividade e uma abertura de novos horizontes no M.E e, principalmente, na luta anti-autoritária/capitalista (ou como querem chamar). Não é mais a já burocrática pauta do ENADE ou de REUNI (no caso das federais).</p>
<p>Essa abertura (trazer a pauta da polícia) dá até uma impressão de ter sido seguida pelo passa palavra ao postar esse artigo das mães de maio, que contribui BASTANTE com o que o pessoal da USP ta fazendo. Mas, repito, contribui, no sentido de se complementarem e não figura como uma luz que deve ser seguida pelos estudantes como se tivessem que abandonar uma luta já bem desenvolvida e frutífera para agora embarcar nessa.</p>
<p>e, finalmente, Le Miserable, depois de tudo isso acho que precisamos globalizar uma luta anti-polícia, produzir um discurso/prática que deslegitimasse essa corporação cada vez mais e mais. espero que essas últimas semanas tenha sido só um começo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Le Miserable		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-47054</link>

		<dc:creator><![CDATA[Le Miserable]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2011 12:27:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[São informações muito relevantes e de fato tem que haver uma mobilização em torno disso. Mas que mobilização poderia ser feita?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>São informações muito relevantes e de fato tem que haver uma mobilização em torno disso. Mas que mobilização poderia ser feita?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Renata		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-46916</link>

		<dc:creator><![CDATA[Renata]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 17:17:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por que eles não estão nem ai com o povo. Em Campinas, fazem até marcha das Putas. Ai o sujeito olha e diz: há um foco radical na UNICAMP e etc. No entanto, a cidade não fornece meia passagem para estudantes nem para professores e isso sequer é citado. Quer dizer, demandas populares ficam ao largo.

A UNESP teve durante mais de década um longo ciclo de lutas estudantís radicais, com efeitos vários e nunca era notícia. Há posses, há quebras de trens, há ocupações, há muitas coisas. Mas quem quer saber de Franco da Rocha, campeã de homicídios em São Paulo? Quem quer saber do grajaú? Quem quer saber do Savério? 

Veja o caso das feministas, toda uma agenda que foi roubada pela classe média, membros da elite e até socialites. As feministas gostam de ir debater na universidade, ninguém quer saber das cortadoras de cana. Falam de Beauvoir, ninguém sabe quem foi Dina Di. Falam de escritoras gringas, ninguém sabe quem foi Margarida Alves e, por que não?, a própria Débora das Mães de Maio ou a Leni do Sintuspi. A lei estabelece menos direitos para as dométicas, mas disto nenhuma feminista se queixa, provalvemente porque não lavam as próprias roupas: libertam-se terceirizando a limpeza da casa para as mulheres pobres. 

Todo mundo quer estar na universidade. Assim, quem sabe hoje um grupo de estudos, amanhã uma bolsa, depois uma consultoria, um banco num conselho e, por fim, até mesmo uma secretaria. Esses grupos universitários são verdadeiras incubadoras de gestores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que eles não estão nem ai com o povo. Em Campinas, fazem até marcha das Putas. Ai o sujeito olha e diz: há um foco radical na UNICAMP e etc. No entanto, a cidade não fornece meia passagem para estudantes nem para professores e isso sequer é citado. Quer dizer, demandas populares ficam ao largo.</p>
<p>A UNESP teve durante mais de década um longo ciclo de lutas estudantís radicais, com efeitos vários e nunca era notícia. Há posses, há quebras de trens, há ocupações, há muitas coisas. Mas quem quer saber de Franco da Rocha, campeã de homicídios em São Paulo? Quem quer saber do grajaú? Quem quer saber do Savério? </p>
<p>Veja o caso das feministas, toda uma agenda que foi roubada pela classe média, membros da elite e até socialites. As feministas gostam de ir debater na universidade, ninguém quer saber das cortadoras de cana. Falam de Beauvoir, ninguém sabe quem foi Dina Di. Falam de escritoras gringas, ninguém sabe quem foi Margarida Alves e, por que não?, a própria Débora das Mães de Maio ou a Leni do Sintuspi. A lei estabelece menos direitos para as dométicas, mas disto nenhuma feminista se queixa, provalvemente porque não lavam as próprias roupas: libertam-se terceirizando a limpeza da casa para as mulheres pobres. </p>
<p>Todo mundo quer estar na universidade. Assim, quem sabe hoje um grupo de estudos, amanhã uma bolsa, depois uma consultoria, um banco num conselho e, por fim, até mesmo uma secretaria. Esses grupos universitários são verdadeiras incubadoras de gestores.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-46901</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 08:57:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois é, Pé na Jaca, o seu comentário me fez lembrar a excelente composição de Max Gonzaga, &lt;em&gt;Classe Média&lt;/em&gt;
http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs 
O personagem que o compositor satiriza situa-se politicamente no centro ou no centro-direita, mas repare na hierarquia de preocupações que ele exprime. Haverá tanta diferença assim relativamente ao movimento estudantil naquilo que você tão bem denomina «ilha uspiana»? Por que motivo a reportagem que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; publicou sobre a desocupação da Reitoria da Usp teve incomparavelmente mais acessos do que o artigo &lt;em&gt;Os Crimes de Maio e a Democracia das Chacinas&lt;/em&gt;? Ou, para permanecermos dentro do meio universitário, incomparavelmente mais acessos do que o artigo e vídeos &lt;em&gt;Repressão à greve com ocupação na Universidade Federal de Rondônia&lt;/em&gt;? A composição de Max Gonzaga contribui para explicar muita coisa mesmo no que se denomina esquerda e até extrema-esquerda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, Pé na Jaca, o seu comentário me fez lembrar a excelente composição de Max Gonzaga, <em>Classe Média</em><br />
<a href="http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=KfTovA3qGCs</a><br />
O personagem que o compositor satiriza situa-se politicamente no centro ou no centro-direita, mas repare na hierarquia de preocupações que ele exprime. Haverá tanta diferença assim relativamente ao movimento estudantil naquilo que você tão bem denomina «ilha uspiana»? Por que motivo a reportagem que o <em>Passa Palavra</em> publicou sobre a desocupação da Reitoria da Usp teve incomparavelmente mais acessos do que o artigo <em>Os Crimes de Maio e a Democracia das Chacinas</em>? Ou, para permanecermos dentro do meio universitário, incomparavelmente mais acessos do que o artigo e vídeos <em>Repressão à greve com ocupação na Universidade Federal de Rondônia</em>? A composição de Max Gonzaga contribui para explicar muita coisa mesmo no que se denomina esquerda e até extrema-esquerda.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pé na Jaca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48422/#comment-46896</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pé na Jaca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2011 05:51:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=48422#comment-46896</guid>

					<description><![CDATA[Agora qualquer observação crítica sobre qualquer processo político, antes de ser ouvida e/ou discutida, é repelida a priori com variações do argumento &quot;vocês não podem falar nada pois não estão com a mão na massa&quot;.

Como se as pessoas que estão escrevendo não estivessem participando de mais nada - além do umbigo de quem não quer ouvir críticas...

Como se as atividades protagonizadas pelos avessos às críticas fossem o &quot;início, o fim e o meio&quot; de tudo que está acontecendo de relevante...

A seguir nessa toada, o movimento estudantil da USP e esses outros processos - geralmente levados a cabo por uma classe-média-centro-do-mundo, tenderão a seguir na mesma: encerrados no seu ensimesmamento alienado.

Pra ficar no assunto desse relatório das Mães de Maio: por que as chacinas cotidianas nas periferias não mobilizam um centésimo desta energia de engajamento político, nem mesmo de reflexão, da parte do meio acadêmico? E como será daqui em diante? Os professores, demais trabalhadores e estudantes universitários passarão a tratar desse assunto mais amplo (militarização da vida cotidiana), ou se fecharão ainda mais em torno das questões internas sobre mais ou menos &quot;segurança (policial) no campus&quot; versus uma suposta &quot;autonomia&quot; universitária? 

Duvido que se houvessem novos Crimes de Maio em São Paulo, não atingindo a ilha uspiana, 90% desta comunidade universitária estaria mexendo uma palha sequer pra denunciar, refletir ou se mobilizar por qualquer mudança...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora qualquer observação crítica sobre qualquer processo político, antes de ser ouvida e/ou discutida, é repelida a priori com variações do argumento &#8220;vocês não podem falar nada pois não estão com a mão na massa&#8221;.</p>
<p>Como se as pessoas que estão escrevendo não estivessem participando de mais nada &#8211; além do umbigo de quem não quer ouvir críticas&#8230;</p>
<p>Como se as atividades protagonizadas pelos avessos às críticas fossem o &#8220;início, o fim e o meio&#8221; de tudo que está acontecendo de relevante&#8230;</p>
<p>A seguir nessa toada, o movimento estudantil da USP e esses outros processos &#8211; geralmente levados a cabo por uma classe-média-centro-do-mundo, tenderão a seguir na mesma: encerrados no seu ensimesmamento alienado.</p>
<p>Pra ficar no assunto desse relatório das Mães de Maio: por que as chacinas cotidianas nas periferias não mobilizam um centésimo desta energia de engajamento político, nem mesmo de reflexão, da parte do meio acadêmico? E como será daqui em diante? Os professores, demais trabalhadores e estudantes universitários passarão a tratar desse assunto mais amplo (militarização da vida cotidiana), ou se fecharão ainda mais em torno das questões internas sobre mais ou menos &#8220;segurança (policial) no campus&#8221; versus uma suposta &#8220;autonomia&#8221; universitária? </p>
<p>Duvido que se houvessem novos Crimes de Maio em São Paulo, não atingindo a ilha uspiana, 90% desta comunidade universitária estaria mexendo uma palha sequer pra denunciar, refletir ou se mobilizar por qualquer mudança&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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