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	Comentários sobre: Crimes de Maio e a Democracia das Chacinas &#8211; Parte 3: desafios atuais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Bernadete Lage Rocha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48428/#comment-51461</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bernadete Lage Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Dec 2011 20:14:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por favor, publiquem.

A Toda Sociedade Brasileira.
                    Abaixo, manifesto nacional por melhoria da condição de um povo com o estigma doloroso de vidas - 800000 pessoas, 90% analfabetos, segundo o IBGE -  relegadas ao abandono e à execração pública diária. Resolvemos apelar para a compaixão e a responsabilidade civil de todos os segmentos da sociedade, por puro cansaço de anos de tentativa inglória de amenizar a dor do despertencimento. 
                  Estamos enviando-lhes este manifesto de pedido de socorro imediato ao Povo Cigano, para que todos se sensibilizem e interfiram  junto aos órgãos competentes,  para incluí-los nas políticas públicas de saúde, educação, erradicação da miséria e de  comportamentos preconceituosos que causam tanto sofrimento a esses seres à margem da vida.               
                  Nós,  voluntários do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, APAC, Casa de Passagem, e  na cidade de Viçosa, Minas Gerais, além do  Forum Mundial Social - Mineiro  e diversas outras entidades requeremos as medidas emergenciais de inclusão destes brasileiros,  que já nascem massacrados pelo fardo vitalício da dor do aviltamento e segregação atávica em nossa sociedade, desabrigados que são da prática do  macroprincípio da dignidade da pessoa humana, telhado da Constituição. 

                   Cliquem no link abaixo, no artigo da SEPPIR,  que confirma a situação deles. E, por favor, leiam o anexo.
                http://noticias.r7.com/brasil/noticias/falta-de-politicas-publicas-para-ciganos-e-desafio-para-o-governo-20110524.html
                                        Se nosso país tornou-se referência em crescimento econômico, certamente conseguirá sê-lo também em compaixão e acolhimento dessa causa universal.
                                              DE GENTE ESTRANHA, em caravana.
                                                       Dolorosamente incômoda.
              Ciganos. Descobrimos, perplexos, que suas famílias são excluídas dos programas de bolsa-família, saúde, educação, profilaxia dentária, vacinas etc. Sua existência se torna mais dramática, pois não conseguem os benefícios do governo por não terem endereço fixo. Segundo o IBGE, são cerca de 800.000, 90% analfabetos.
            Há seis anos, resolvemos visitar um acampamento em Teixeiras, perto de Viçosa. E o que vimos foi estarrecedor: idosas, quase cegas, com catarata. Pais silenciosamente angustiados, esperando os filhos aprenderem a ler em curto espaço de tempo, até serem despejados da cidade. Levamos ao médico crianças que “tinham problema de cabeça”. E eram normais. Apenas sofriam um tipo diferente de bullyng, ignoradas, invisíveis que são. Chefes de família com pressão altíssima e congelados pelo medo de deixarem os seus ao desamparo.
            Vida itinerante.  Numa bolha, impermeável. Forasteiros no próprio país. Dor sem volta. Passamos a visitar todos que aqui vem. E a conviver com o drama de mulheres grávidas, anêmicas e sem enxoval. Crianças analfabetas aos dez, onze anos.
Sugeriram-nos que eles precisam se organizar e reivindicar. Ora, alguém já viu seqüestrado negociar com sequestrador? Como pessoas reféns do analfabetismo, execradas publicamente todos os dias de suas vidas, amordaçadas pelo preconceito e com filhos para alimentar conseguirão lutar por algo? Vide a Pirâmide de Maslow.  Quem tem que gritar somos nós. Para eles não sobra tempo de aprender o ofício da libertação, já que são compulsoriamente nômades - sempre partem porque os donos dos terrenos ou algum prefeito pressionado expede a ordem de saída.
A gente descobre, atordoada, que desde a primeira diáspora,  quando  passaram a viver à deriva, sempre expulsos, eles vivem numa cápsula do tempo. Conservam os mesmos hábitos daquela época, ou seja, sociedade patriarcal, vestuário, casamento prematuro, a prática de escambo e a mesma língua dos antepassados. Tudo isto PORQUE NÃO PARTICIPAM DAS TRANSFORMAÇÕES DA CIVILIZAÇÃO. Jamais tem acesso às benesses das pesquisas tecnológicas e científicas, aos programas governamentais de erradicação da miséria, às celebrações civis agregadoras ou sequer a proposta  de ao menos um olhar de compaixão.  
               E, então, “civilizados” que somos, cristãos ou não, que gritamos por nossos direitos, que votamos a favor ou contra, que existimos, continuaremos a dormir em paz?
                Agradecemos a todos que se sensibilizarem com a causa e nos ajudarem.
Abaixo, email recebido de uma senhora cigana , esposa de um professor de  Viçosa.
Respeitosamente,
Profª.Bernadete Lage Rocha
l.bernadete@yahoo.com.br
031-88853369
Voluntariado:
APAC - Viçosa-MG
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
Conselho de Segurança Alimentar 
MULHERES PELA PAZ
PASTORAL NÔMADE]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, publiquem.</p>
<p>A Toda Sociedade Brasileira.<br />
                    Abaixo, manifesto nacional por melhoria da condição de um povo com o estigma doloroso de vidas &#8211; 800000 pessoas, 90% analfabetos, segundo o IBGE &#8211;  relegadas ao abandono e à execração pública diária. Resolvemos apelar para a compaixão e a responsabilidade civil de todos os segmentos da sociedade, por puro cansaço de anos de tentativa inglória de amenizar a dor do despertencimento.<br />
                  Estamos enviando-lhes este manifesto de pedido de socorro imediato ao Povo Cigano, para que todos se sensibilizem e interfiram  junto aos órgãos competentes,  para incluí-los nas políticas públicas de saúde, educação, erradicação da miséria e de  comportamentos preconceituosos que causam tanto sofrimento a esses seres à margem da vida.<br />
                  Nós,  voluntários do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, APAC, Casa de Passagem, e  na cidade de Viçosa, Minas Gerais, além do  Forum Mundial Social &#8211; Mineiro  e diversas outras entidades requeremos as medidas emergenciais de inclusão destes brasileiros,  que já nascem massacrados pelo fardo vitalício da dor do aviltamento e segregação atávica em nossa sociedade, desabrigados que são da prática do  macroprincípio da dignidade da pessoa humana, telhado da Constituição. </p>
<p>                   Cliquem no link abaixo, no artigo da SEPPIR,  que confirma a situação deles. E, por favor, leiam o anexo.<br />
                <a href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/falta-de-politicas-publicas-para-ciganos-e-desafio-para-o-governo-20110524.html" rel="nofollow ugc">http://noticias.r7.com/brasil/noticias/falta-de-politicas-publicas-para-ciganos-e-desafio-para-o-governo-20110524.html</a><br />
                                        Se nosso país tornou-se referência em crescimento econômico, certamente conseguirá sê-lo também em compaixão e acolhimento dessa causa universal.<br />
                                              DE GENTE ESTRANHA, em caravana.<br />
                                                       Dolorosamente incômoda.<br />
              Ciganos. Descobrimos, perplexos, que suas famílias são excluídas dos programas de bolsa-família, saúde, educação, profilaxia dentária, vacinas etc. Sua existência se torna mais dramática, pois não conseguem os benefícios do governo por não terem endereço fixo. Segundo o IBGE, são cerca de 800.000, 90% analfabetos.<br />
            Há seis anos, resolvemos visitar um acampamento em Teixeiras, perto de Viçosa. E o que vimos foi estarrecedor: idosas, quase cegas, com catarata. Pais silenciosamente angustiados, esperando os filhos aprenderem a ler em curto espaço de tempo, até serem despejados da cidade. Levamos ao médico crianças que “tinham problema de cabeça”. E eram normais. Apenas sofriam um tipo diferente de bullyng, ignoradas, invisíveis que são. Chefes de família com pressão altíssima e congelados pelo medo de deixarem os seus ao desamparo.<br />
            Vida itinerante.  Numa bolha, impermeável. Forasteiros no próprio país. Dor sem volta. Passamos a visitar todos que aqui vem. E a conviver com o drama de mulheres grávidas, anêmicas e sem enxoval. Crianças analfabetas aos dez, onze anos.<br />
Sugeriram-nos que eles precisam se organizar e reivindicar. Ora, alguém já viu seqüestrado negociar com sequestrador? Como pessoas reféns do analfabetismo, execradas publicamente todos os dias de suas vidas, amordaçadas pelo preconceito e com filhos para alimentar conseguirão lutar por algo? Vide a Pirâmide de Maslow.  Quem tem que gritar somos nós. Para eles não sobra tempo de aprender o ofício da libertação, já que são compulsoriamente nômades &#8211; sempre partem porque os donos dos terrenos ou algum prefeito pressionado expede a ordem de saída.<br />
A gente descobre, atordoada, que desde a primeira diáspora,  quando  passaram a viver à deriva, sempre expulsos, eles vivem numa cápsula do tempo. Conservam os mesmos hábitos daquela época, ou seja, sociedade patriarcal, vestuário, casamento prematuro, a prática de escambo e a mesma língua dos antepassados. Tudo isto PORQUE NÃO PARTICIPAM DAS TRANSFORMAÇÕES DA CIVILIZAÇÃO. Jamais tem acesso às benesses das pesquisas tecnológicas e científicas, aos programas governamentais de erradicação da miséria, às celebrações civis agregadoras ou sequer a proposta  de ao menos um olhar de compaixão.<br />
               E, então, “civilizados” que somos, cristãos ou não, que gritamos por nossos direitos, que votamos a favor ou contra, que existimos, continuaremos a dormir em paz?<br />
                Agradecemos a todos que se sensibilizarem com a causa e nos ajudarem.<br />
Abaixo, email recebido de uma senhora cigana , esposa de um professor de  Viçosa.<br />
Respeitosamente,<br />
Profª.Bernadete Lage Rocha<br />
<a href="mailto:l.bernadete@yahoo.com.br">l.bernadete@yahoo.com.br</a><br />
031-88853369<br />
Voluntariado:<br />
APAC &#8211; Viçosa-MG<br />
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente<br />
Conselho de Segurança Alimentar<br />
MULHERES PELA PAZ<br />
PASTORAL NÔMADE</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adenilda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48428/#comment-48050</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adenilda]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 00:46:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O final dessa matéria do passa palavra chama atençaõ para algo tão preocupante quanto o lado repressivo discarado da polícia. Falo da atuação dos CONSEGS - conselhos comunitários de segurança que estão cada vez mais presentes e atuantes em nossas comunidades. Eles estão atraindo uma série de lideranças comunitárias para legitimar com ar de democracia e participação as propostas mais absurdas. Hoje mesmo saiu uma matéria no jornal folha de são paulo falando dessa barbaridade!! O coronel da sub-prefeitura do itaim paulista comandou uma operaçaõ com policiais e conselheiros tutelares pra caçar meninos e meninas que estavam faltando na escola, uma proposta que surgiu no CONSEG da região, vejam: 

São Paulo: PM e prefeitura vão à caça de estudantes que matam aulas

Operação é acompanhada pelo Conselho Tutelar e tem o objetivo de combater a evasão escolar na zona leste
Defensoria Pública diz que ação fere os direitos da criança e do adolescente por ser uma medida coercitivaTALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO
VANDER RAMOS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Jovens pegas matando aula em parque da zona leste são levadas de Kombi para a escola
Uma força-tarefa, formada por cerca de 30 funcionários da Prefeitura de São Paulo, policiais militares, guardas-civis e conselheiros tutelares, fechou ontem as saídas de dois parques do Itaim Paulista, extremo leste da capital, atrás de alunos que matavam aulas ou consumiam drogas.
Os locais foram bloqueados por cerca de uma hora, até que todas as crianças e adolescentes fossem abordadas, revistadas e tivessem seus dados anotados.
Alguns jovens pularam as grades para fugir quando notaram a presença da polícia.
Entre os abordados havia uma criança de nove anos, que tremia, com medo de ser levada. Jovens ficaram em fila, com mãos para trás.
A ação faz parte de um projeto coordenado pela Subprefeitura do Itaim Paulista, que tem o objetivo de diminuir a evasão escolar.
A Folha acompanhou duas ações do grupo, orientado pelo tenente-coronel reformado da PM Sergio Payão, chefe de gabinete da Subprefeitura do Itaim Paulista.
ABORDAGEM
No primeiro local, o parque Chico Mendes, a ação aconteceu por volta de 9h30. Lá cerca de cem crianças e jovens, entre 11 e 28 anos, foram abordados.
O local é conhecido como &quot;point&quot; dos adolescentes e há relatos de uso de maconha e prática de sexo em público.
Aqueles que estavam matando aulas foram colocados em carros, levados para as escolas onde estudam e entregues à direção para que os pais fossem chamados. Eles também serão convocados pelo Conselho Tutelar.
Dois jovens, um menor de idade e outro maior, foram à delegacia por estarem com maconha, segundo Payão.
Do grupo, 23 meninas que assumiram estar cabulando aula foram levadas de volta para as escolas, mas 25 meninos foram liberados por não haver espaço no carro. &quot;Sem as meninas, eles não vão ficar no parque&quot;, disse Payão.
O segundo parque foi o Santa Amélia. No local, mais vazio, cerca de 20 meninos e meninas foram abordados.
Quatro meninos, entre 11 e 13 anos, que estavam cabulando aulas, foram colocados na Kombi e levados para a Escola Estadual República da Guatemala, onde estudam.
No carro, um deles perguntou se os pais seriam chamados. Ao ouvir &quot;sim&quot;, chorou o resto do caminho, dizendo que temia apanhar da mãe.
&quot;A ação é positiva porque esses jovens vão pensar bem antes de cabular outra vez. Também pretendemos reprimir o uso de drogas, pois muitos jovens faltam às aulas para fazer o uso delas&quot;, diz o conselheiro tutelar Francisco Carlos Barros.
Para Diego Vale de Medeiros, coordenador do núcleo da infância e juventude da Defensoria de São Paulo, a ação é ilegal.
&quot;Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, medidas coercitivas só podem ser empregadas quando o adolescente comete ato infracional&quot;. Segundo ele, a ação fere ainda o direito constitucional de ir e vir.
O Conselho Tutelar disse que consultou a Vara da Infância e da Juventude sobre a fiscalização. A Folha não conseguiu falar com o órgão.
Colaborou VANESSA CORREA, de São Paulo


Operação na zona leste foi isolada, afirma subprefeito
Medida foi apoio à ação realizada pelo Conselho Comunitário de Segurança

De acordo com chefe de gabinete do Itaim Paulista, moradores se queixaram de evasão escolar e uso de drogasDE SÃO PAULO
O chefe de gabinete da Subprefeitura do Itaim Paulista, Sérgio Payão, disse à Folha que a proposta da ação é servir como projeto-piloto, que poderá ser levado para o restante da cidade.
Segundo ele, foi feita até uma reunião com representante da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, que manifestou interesse no projeto e pediu um relatório com o resultado das ações.
No meio da noite, no entanto, o subprefeito do Itaim Paulista, João dos Santos de Souza, por meio de nota, disse que seu chefe de gabinete estava equivocado e que a ação não será ampliada para outras regiões da cidade.
Segundo a nota, o trabalho da subprefeitura é dar apoio as ações realizadas pelo Conselho de Segurança e pelo Conselho Tutelar.
Ontem, antes da ação, Payão deu as diretrizes para os policiais e conselheiros envolvidos nas blitze.
À Folha ele explicou que a ideia surgiu no Conselho Comunitário de Segurança da região, após reclamações da comunidade de que havia um grande número de jovens em parques que matavam aulas e bebiam e usavam drogas. Ele defendeu que a medida não fere o direito de ir e vir dos jovens.
&quot;Eles não têm discernimento e acabam se envolvendo com pessoal que usa drogas e bebidas&quot;, disse. &quot;Se estão cabulando aulas, os pais têm que saber.&quot;
EVASÃO
A Secretaria Estadual de Educação de SP disse que a média de evasão do Estado caiu de 12,1% no ensino fundamental e de 26,5% no ensino médio para 1,5% e 5,4% entre 1986 e o ano passado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O final dessa matéria do passa palavra chama atençaõ para algo tão preocupante quanto o lado repressivo discarado da polícia. Falo da atuação dos CONSEGS &#8211; conselhos comunitários de segurança que estão cada vez mais presentes e atuantes em nossas comunidades. Eles estão atraindo uma série de lideranças comunitárias para legitimar com ar de democracia e participação as propostas mais absurdas. Hoje mesmo saiu uma matéria no jornal folha de são paulo falando dessa barbaridade!! O coronel da sub-prefeitura do itaim paulista comandou uma operaçaõ com policiais e conselheiros tutelares pra caçar meninos e meninas que estavam faltando na escola, uma proposta que surgiu no CONSEG da região, vejam: </p>
<p>São Paulo: PM e prefeitura vão à caça de estudantes que matam aulas</p>
<p>Operação é acompanhada pelo Conselho Tutelar e tem o objetivo de combater a evasão escolar na zona leste<br />
Defensoria Pública diz que ação fere os direitos da criança e do adolescente por ser uma medida coercitivaTALITA BEDINELLI<br />
DE SÃO PAULO<br />
VANDER RAMOS<br />
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA</p>
<p>Jovens pegas matando aula em parque da zona leste são levadas de Kombi para a escola<br />
Uma força-tarefa, formada por cerca de 30 funcionários da Prefeitura de São Paulo, policiais militares, guardas-civis e conselheiros tutelares, fechou ontem as saídas de dois parques do Itaim Paulista, extremo leste da capital, atrás de alunos que matavam aulas ou consumiam drogas.<br />
Os locais foram bloqueados por cerca de uma hora, até que todas as crianças e adolescentes fossem abordadas, revistadas e tivessem seus dados anotados.<br />
Alguns jovens pularam as grades para fugir quando notaram a presença da polícia.<br />
Entre os abordados havia uma criança de nove anos, que tremia, com medo de ser levada. Jovens ficaram em fila, com mãos para trás.<br />
A ação faz parte de um projeto coordenado pela Subprefeitura do Itaim Paulista, que tem o objetivo de diminuir a evasão escolar.<br />
A Folha acompanhou duas ações do grupo, orientado pelo tenente-coronel reformado da PM Sergio Payão, chefe de gabinete da Subprefeitura do Itaim Paulista.<br />
ABORDAGEM<br />
No primeiro local, o parque Chico Mendes, a ação aconteceu por volta de 9h30. Lá cerca de cem crianças e jovens, entre 11 e 28 anos, foram abordados.<br />
O local é conhecido como &#8220;point&#8221; dos adolescentes e há relatos de uso de maconha e prática de sexo em público.<br />
Aqueles que estavam matando aulas foram colocados em carros, levados para as escolas onde estudam e entregues à direção para que os pais fossem chamados. Eles também serão convocados pelo Conselho Tutelar.<br />
Dois jovens, um menor de idade e outro maior, foram à delegacia por estarem com maconha, segundo Payão.<br />
Do grupo, 23 meninas que assumiram estar cabulando aula foram levadas de volta para as escolas, mas 25 meninos foram liberados por não haver espaço no carro. &#8220;Sem as meninas, eles não vão ficar no parque&#8221;, disse Payão.<br />
O segundo parque foi o Santa Amélia. No local, mais vazio, cerca de 20 meninos e meninas foram abordados.<br />
Quatro meninos, entre 11 e 13 anos, que estavam cabulando aulas, foram colocados na Kombi e levados para a Escola Estadual República da Guatemala, onde estudam.<br />
No carro, um deles perguntou se os pais seriam chamados. Ao ouvir &#8220;sim&#8221;, chorou o resto do caminho, dizendo que temia apanhar da mãe.<br />
&#8220;A ação é positiva porque esses jovens vão pensar bem antes de cabular outra vez. Também pretendemos reprimir o uso de drogas, pois muitos jovens faltam às aulas para fazer o uso delas&#8221;, diz o conselheiro tutelar Francisco Carlos Barros.<br />
Para Diego Vale de Medeiros, coordenador do núcleo da infância e juventude da Defensoria de São Paulo, a ação é ilegal.<br />
&#8220;Pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, medidas coercitivas só podem ser empregadas quando o adolescente comete ato infracional&#8221;. Segundo ele, a ação fere ainda o direito constitucional de ir e vir.<br />
O Conselho Tutelar disse que consultou a Vara da Infância e da Juventude sobre a fiscalização. A Folha não conseguiu falar com o órgão.<br />
Colaborou VANESSA CORREA, de São Paulo</p>
<p>Operação na zona leste foi isolada, afirma subprefeito<br />
Medida foi apoio à ação realizada pelo Conselho Comunitário de Segurança</p>
<p>De acordo com chefe de gabinete do Itaim Paulista, moradores se queixaram de evasão escolar e uso de drogasDE SÃO PAULO<br />
O chefe de gabinete da Subprefeitura do Itaim Paulista, Sérgio Payão, disse à Folha que a proposta da ação é servir como projeto-piloto, que poderá ser levado para o restante da cidade.<br />
Segundo ele, foi feita até uma reunião com representante da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, que manifestou interesse no projeto e pediu um relatório com o resultado das ações.<br />
No meio da noite, no entanto, o subprefeito do Itaim Paulista, João dos Santos de Souza, por meio de nota, disse que seu chefe de gabinete estava equivocado e que a ação não será ampliada para outras regiões da cidade.<br />
Segundo a nota, o trabalho da subprefeitura é dar apoio as ações realizadas pelo Conselho de Segurança e pelo Conselho Tutelar.<br />
Ontem, antes da ação, Payão deu as diretrizes para os policiais e conselheiros envolvidos nas blitze.<br />
À Folha ele explicou que a ideia surgiu no Conselho Comunitário de Segurança da região, após reclamações da comunidade de que havia um grande número de jovens em parques que matavam aulas e bebiam e usavam drogas. Ele defendeu que a medida não fere o direito de ir e vir dos jovens.<br />
&#8220;Eles não têm discernimento e acabam se envolvendo com pessoal que usa drogas e bebidas&#8221;, disse. &#8220;Se estão cabulando aulas, os pais têm que saber.&#8221;<br />
EVASÃO<br />
A Secretaria Estadual de Educação de SP disse que a média de evasão do Estado caiu de 12,1% no ensino fundamental e de 26,5% no ensino médio para 1,5% e 5,4% entre 1986 e o ano passado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ruan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48428/#comment-47997</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ruan]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 13:58:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=48428#comment-47997</guid>

					<description><![CDATA[A polícia anda pelas ruas com ar raivoso e intimidatório. Quem simplesmente for pego, mesmo que sem querer, olhando para um dos policiais pode acabar vítima de espancamento. A legislação ao criar a tal possibilidade de prisão por desacato deu aos policiais passe livre para prender à vontade. É um clima de medo, de terror, de pânico, de intimidação que eles criam  jogam para cima da população. Somente quando a polícia erra o alvo e atinge alguém da classe média é que surge alguma discussão. Quantos aos pobres, possuem total apoio para matar. As delegacias são centros de tortura, os matagais e rios de desova de corpos, as penitenciárias são verdadeiros campos de concentração, onde sobrevive-se junto aos ratos, tuberculose, AIDS, estupros, linchamentos, total abandono. 

José Serra colocou um linha dura, ex secretário de administração penitenciária, para ser secretário de segurança pública. Trata-se de Antônio Ferreira Pinto. Recentemente, ele colocou um dos responsáveis pelo Massacre do Carandirú para ser comandante da ROTA. Não sei porque se fala tanto de fascismo no Brasil e pouco se fala da ROTA. Os policiais da ROTA e a própria instituição são de dar medo aos próprios SS.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A polícia anda pelas ruas com ar raivoso e intimidatório. Quem simplesmente for pego, mesmo que sem querer, olhando para um dos policiais pode acabar vítima de espancamento. A legislação ao criar a tal possibilidade de prisão por desacato deu aos policiais passe livre para prender à vontade. É um clima de medo, de terror, de pânico, de intimidação que eles criam  jogam para cima da população. Somente quando a polícia erra o alvo e atinge alguém da classe média é que surge alguma discussão. Quantos aos pobres, possuem total apoio para matar. As delegacias são centros de tortura, os matagais e rios de desova de corpos, as penitenciárias são verdadeiros campos de concentração, onde sobrevive-se junto aos ratos, tuberculose, AIDS, estupros, linchamentos, total abandono. </p>
<p>José Serra colocou um linha dura, ex secretário de administração penitenciária, para ser secretário de segurança pública. Trata-se de Antônio Ferreira Pinto. Recentemente, ele colocou um dos responsáveis pelo Massacre do Carandirú para ser comandante da ROTA. Não sei porque se fala tanto de fascismo no Brasil e pouco se fala da ROTA. Os policiais da ROTA e a própria instituição são de dar medo aos próprios SS.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48428/#comment-47985</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 09:44:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=48428#comment-47985</guid>

					<description><![CDATA[O semanário &lt;em&gt;The Economist&lt;/em&gt;, a melhor revista mundial de informação política e económica, que exprime o ponto de vista das grandes empresas, publicou recentemente um artigo sobre o Brasil onde se lê (o original pode ser vistoaqui: http://www.economist.com/node/21538786 ):
«Uma das consequências de não se ter examinado a história do Brasil é que a repressão continua hoje, ainda que a violência esteja agora a cargo da polícia e não do exército. “Não é por acaso que a polícia reproduz um modelo de violações dos direitos humanos típico de uma ditadura militar”, diz Atila Roque, director da Amnistia Internacional no Brasil. O aparelho de segurança brasileiro foi criado pelos generais e não foi praticamente modificado. Só a polícia do estado do Rio de Janeira mata, por ano, cerca de 1.000 civis, a maior parte deles pobres e negros. Frequentemente são acusados de resistência à acção da polícia — mesmo aqueles que foram mortos com balas na nuca ou que mostram sinais de espancamento. Muitos políciais participam em redes de extorsão de dinheiro a comerciantes e matam quem interfere no negócio. Patrícia Acioli, uma juíza que condenou cerca de 60 policiais por pertencerem a esquadrões da morte e a milícias, foi morta a tiro no dia 11 de Agosto. Um oficial da polícia foi preso sob suspeita de ter ordenado o crime.
«As torturas praticadas pelos policiais são raramente punidas, e são frequentemente aplaudidas como constituindo a única alternativa à anarquia. No dia 12 de Novembro os brasileiros ficaram entusiasmados quando as forças de segurança entraram na Rocinha, uma favela do Rio de Janeiro que era dirigida pelo crime organizado. Por vezes os espectadores levantam-se e aplaudem quando o policial e torturador das forças especiais, no conhecido filme &lt;em&gt;Tropa de Elite&lt;/em&gt;, entra em acção contra as suas vítimas. Os activistas de direitos humanos têm esperança de que a comissão pela verdade modifique este tipo de opiniões. “Algumas coisas acontecem se e quando uma sociedade está pronta”, diz Atila Roque. “Acho que estamos prontos”».]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O semanário <em>The Economist</em>, a melhor revista mundial de informação política e económica, que exprime o ponto de vista das grandes empresas, publicou recentemente um artigo sobre o Brasil onde se lê (o original pode ser vistoaqui: <a href="http://www.economist.com/node/21538786" rel="nofollow ugc">http://www.economist.com/node/21538786</a> ):<br />
«Uma das consequências de não se ter examinado a história do Brasil é que a repressão continua hoje, ainda que a violência esteja agora a cargo da polícia e não do exército. “Não é por acaso que a polícia reproduz um modelo de violações dos direitos humanos típico de uma ditadura militar”, diz Atila Roque, director da Amnistia Internacional no Brasil. O aparelho de segurança brasileiro foi criado pelos generais e não foi praticamente modificado. Só a polícia do estado do Rio de Janeira mata, por ano, cerca de 1.000 civis, a maior parte deles pobres e negros. Frequentemente são acusados de resistência à acção da polícia — mesmo aqueles que foram mortos com balas na nuca ou que mostram sinais de espancamento. Muitos políciais participam em redes de extorsão de dinheiro a comerciantes e matam quem interfere no negócio. Patrícia Acioli, uma juíza que condenou cerca de 60 policiais por pertencerem a esquadrões da morte e a milícias, foi morta a tiro no dia 11 de Agosto. Um oficial da polícia foi preso sob suspeita de ter ordenado o crime.<br />
«As torturas praticadas pelos policiais são raramente punidas, e são frequentemente aplaudidas como constituindo a única alternativa à anarquia. No dia 12 de Novembro os brasileiros ficaram entusiasmados quando as forças de segurança entraram na Rocinha, uma favela do Rio de Janeiro que era dirigida pelo crime organizado. Por vezes os espectadores levantam-se e aplaudem quando o policial e torturador das forças especiais, no conhecido filme <em>Tropa de Elite</em>, entra em acção contra as suas vítimas. Os activistas de direitos humanos têm esperança de que a comissão pela verdade modifique este tipo de opiniões. “Algumas coisas acontecem se e quando uma sociedade está pronta”, diz Atila Roque. “Acho que estamos prontos”».</p>
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