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	Comentários sobre: OcupaSalvador: diário de viagem	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Wagner Pyter @MovPop		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47749</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wagner Pyter @MovPop]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2011 12:10:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vamos ver, henrique, antes de dar uma de belchior..]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos ver, henrique, antes de dar uma de belchior..</p>
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		<title>
		Por: Henrique Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47622</link>

		<dc:creator><![CDATA[Henrique Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 23:14:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto, Manolo, tanto pelo conteúdo quanto pelo estilo ágil, de cronista. Também estive na ocupação de Salvador em três oportunidades pra tentar compreender do que se trata e ver se podia ajudar, e minha experiência foi exatamente o que você relatou: na primeira vez que cheguei, veio logo conversar comigo a única pessoa que conhecia virtualmente, o mesmo R. que você cita, que me disse textualmente: &quot;é, eu tô tendo que assumir a liderança porque você sabe como é, o pessoal aqui fica com esse discurso de horizontalidade mas na prática precisa de alguém pra organizar as coisas, o pessoal não tem experiência, então eu que tô organizando tudo por aqui.&quot; Mal começo, pensei. Perguntei então pelo Movimento Exu Tranca-Ruas, que tinha visto no facebook que apoiava a ocupação, e recebi como resposta: &quot;O Exu-Trancas Ruas sou eu&quot;. Na assembléia, também esvaziada, fiquei esperando o momento de me apresentar coletivamente e ninguém se deu ao trabalho de querer saber quem eu era, não tentaram me contextualizar, não pediram minha opinião ou saber em que eu poderia ajudar. O clima estava extremamente tenso, com discussões fortes sobre a dinâmica de funcionamento do acampamento. Não foi uma boa primeira impressão, mas ainda assim voltei dias depois, pensando que podia ter sido azar, e o mesmo se repetiu. Me parece bem simbólico da falta de vontade de dialogar o fato de que ontem, Dia da Consciência Negra, quando tradicionalmente há um grande ato no centro da cidade, eles preferiram organizar o desfile de um tal &quot;bloco da privada&quot; na orla, pra protestar contra a privatização do carnaval... A impressão que me dá é que, na falta de uma razão pra estarem ali, estão desesperadamente &quot;catando&quot; pautas... Sinceramente, essa ocupação de Salvador está tão caricata que não sei até que ponto serve pra avaliar o movimento global de acampadas, que pelo que ando lendo, parece um pouco mais séria e promissora em outros lugares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto, Manolo, tanto pelo conteúdo quanto pelo estilo ágil, de cronista. Também estive na ocupação de Salvador em três oportunidades pra tentar compreender do que se trata e ver se podia ajudar, e minha experiência foi exatamente o que você relatou: na primeira vez que cheguei, veio logo conversar comigo a única pessoa que conhecia virtualmente, o mesmo R. que você cita, que me disse textualmente: &#8220;é, eu tô tendo que assumir a liderança porque você sabe como é, o pessoal aqui fica com esse discurso de horizontalidade mas na prática precisa de alguém pra organizar as coisas, o pessoal não tem experiência, então eu que tô organizando tudo por aqui.&#8221; Mal começo, pensei. Perguntei então pelo Movimento Exu Tranca-Ruas, que tinha visto no facebook que apoiava a ocupação, e recebi como resposta: &#8220;O Exu-Trancas Ruas sou eu&#8221;. Na assembléia, também esvaziada, fiquei esperando o momento de me apresentar coletivamente e ninguém se deu ao trabalho de querer saber quem eu era, não tentaram me contextualizar, não pediram minha opinião ou saber em que eu poderia ajudar. O clima estava extremamente tenso, com discussões fortes sobre a dinâmica de funcionamento do acampamento. Não foi uma boa primeira impressão, mas ainda assim voltei dias depois, pensando que podia ter sido azar, e o mesmo se repetiu. Me parece bem simbólico da falta de vontade de dialogar o fato de que ontem, Dia da Consciência Negra, quando tradicionalmente há um grande ato no centro da cidade, eles preferiram organizar o desfile de um tal &#8220;bloco da privada&#8221; na orla, pra protestar contra a privatização do carnaval&#8230; A impressão que me dá é que, na falta de uma razão pra estarem ali, estão desesperadamente &#8220;catando&#8221; pautas&#8230; Sinceramente, essa ocupação de Salvador está tão caricata que não sei até que ponto serve pra avaliar o movimento global de acampadas, que pelo que ando lendo, parece um pouco mais séria e promissora em outros lugares.</p>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47618</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 22:04:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É verdade Júlio, eu não lembrava dessa parte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É verdade Júlio, eu não lembrava dessa parte.</p>
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		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47611</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 19:47:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo, acho que até no prórpio &quot;abandone o ativismo&quot; também há, no final, esta noção de necessidade e também impossibilidade da formulação título, uma vez que ele conclui ser necessário quebrar com o ativsmo &quot;até a proporção em que for possível&quot;: 

&quot;O ativismo é uma forma em parte imposta sobre nós pela fraqueza. Como a ação conjunta levada pelo Reclaim the Streets e os portuários de Liverpool, nos encontramos em tempos em que a política radical é muitas vezes produto de fraqueza mútua e isolamento. Se for este o caso, pode ser que não esteja sequer dentro do nosso poder romper com o papel dos ativistas. Pode ser que, em tempos de diminuição da luta, aqueles que continuarem a trabalhar pela revolução social fiquem marginalizados e passem a ser vistos (e vejam a si próprios) como um grupo social separado das pessoas. Pode ser que isso só seja possível de ser corrigido por um generalizado ressurgir da luta, quando não seremos mais pessoas esquisitas e loucas, parecendo simplesmente estar carregando o que se encontra na cabeça de todos. No entanto, para trabalhar no sentido de aumentar a luta, será necessário quebrar com o papel de ativista até a proporção que for possível, para constantemente tentar empurrar as fronteiras das nossas limitações e constrangimentos. &quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo, acho que até no prórpio &#8220;abandone o ativismo&#8221; também há, no final, esta noção de necessidade e também impossibilidade da formulação título, uma vez que ele conclui ser necessário quebrar com o ativsmo &#8220;até a proporção em que for possível&#8221;: </p>
<p>&#8220;O ativismo é uma forma em parte imposta sobre nós pela fraqueza. Como a ação conjunta levada pelo Reclaim the Streets e os portuários de Liverpool, nos encontramos em tempos em que a política radical é muitas vezes produto de fraqueza mútua e isolamento. Se for este o caso, pode ser que não esteja sequer dentro do nosso poder romper com o papel dos ativistas. Pode ser que, em tempos de diminuição da luta, aqueles que continuarem a trabalhar pela revolução social fiquem marginalizados e passem a ser vistos (e vejam a si próprios) como um grupo social separado das pessoas. Pode ser que isso só seja possível de ser corrigido por um generalizado ressurgir da luta, quando não seremos mais pessoas esquisitas e loucas, parecendo simplesmente estar carregando o que se encontra na cabeça de todos. No entanto, para trabalhar no sentido de aumentar a luta, será necessário quebrar com o papel de ativista até a proporção que for possível, para constantemente tentar empurrar as fronteiras das nossas limitações e constrangimentos. &#8220;</p>
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		<title>
		Por: Taka		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47522</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 16:32:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tanto nós quanto os acampantes não soubemos lidar com um movimento que cresce artificialmente bombado pela mídia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tanto nós quanto os acampantes não soubemos lidar com um movimento que cresce artificialmente bombado pela mídia.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taka		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47520</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taka]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Nov 2011 16:25:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, parabéns pelo relato. Foi interessante perceber como algumas coisas são endêmicas desse fenômeno da acampada, seja onde estiver. Aqui em Sampa estou acompanhando de longe, mas o problema com local e com foco político do acampamento se repetem; assim como os problemas com pessoas em situação de rua. Porém, no centro de São Paulo, são milhares de pedintes e não apenas um bebado que dorme no ombro de um professor. Cracolândia, menores de rua, situação tensa... Enfim, a experiência aqui tá sendo bem mais &quot;hard&quot; do que aí, o pessoal teve um intensivão de como é o dia-a-dia da população de rua.

A contribuição do Léo Vinícius ao citar  Baudrillard traz elementos pra uma boa perspectiva de análise 2011 do campo autonomista(tenho total receio de usar esse termo, &quot;campo). Leo complementa e aprofunda o seguinte trecho escrito por Manolo: 

&quot;Estava na verdade entre muitos – ou poucos – Mickeys, os Mickeys de Fantasia, angustiados por haver perdido completamente o controle do feitiço lançado enquanto agitavam desesperadamente suas varinhas no ar antes que tudo piorasse.&quot;

Pra mim parece que essa comparação dos &quot;Mickeys&quot; serve pra nós, geração de 2001. Naquela época havia um núcleo duro com um foco e estratégias mais claras (AGP), mas mesmo assim não deixamos de perder o controle do feitiço. E a frustração decorrente dessa perca de controle não nos preparou pra passar a experiência às novas gerações. Agora temos que testemunhar os mesmos erros, mas piorados, nessas acampadas.  vale citar a série de artigos escritos por Felipe Corrêa sobre a AGP.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, parabéns pelo relato. Foi interessante perceber como algumas coisas são endêmicas desse fenômeno da acampada, seja onde estiver. Aqui em Sampa estou acompanhando de longe, mas o problema com local e com foco político do acampamento se repetem; assim como os problemas com pessoas em situação de rua. Porém, no centro de São Paulo, são milhares de pedintes e não apenas um bebado que dorme no ombro de um professor. Cracolândia, menores de rua, situação tensa&#8230; Enfim, a experiência aqui tá sendo bem mais &#8220;hard&#8221; do que aí, o pessoal teve um intensivão de como é o dia-a-dia da população de rua.</p>
<p>A contribuição do Léo Vinícius ao citar  Baudrillard traz elementos pra uma boa perspectiva de análise 2011 do campo autonomista(tenho total receio de usar esse termo, &#8220;campo). Leo complementa e aprofunda o seguinte trecho escrito por Manolo: </p>
<p>&#8220;Estava na verdade entre muitos – ou poucos – Mickeys, os Mickeys de Fantasia, angustiados por haver perdido completamente o controle do feitiço lançado enquanto agitavam desesperadamente suas varinhas no ar antes que tudo piorasse.&#8221;</p>
<p>Pra mim parece que essa comparação dos &#8220;Mickeys&#8221; serve pra nós, geração de 2001. Naquela época havia um núcleo duro com um foco e estratégias mais claras (AGP), mas mesmo assim não deixamos de perder o controle do feitiço. E a frustração decorrente dessa perca de controle não nos preparou pra passar a experiência às novas gerações. Agora temos que testemunhar os mesmos erros, mas piorados, nessas acampadas.  vale citar a série de artigos escritos por Felipe Corrêa sobre a AGP.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47288</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 12:32:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47257&quot;&gt;Leo Vinicius&lt;/a&gt;.

Leo, você deixou passar a única oportunidade de redimir-se de seu papel de &lt;em&gt;tradutore traditore&lt;/em&gt; ao não dar um link para o outro artigo que você falou, por sinal tão &quot;clássico&quot; quanto o &quot;clássico&quot; do Andrew X.. É este aqui: http://libcom.org/library/anti-activism .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47257">Leo Vinicius</a>.</p>
<p>Leo, você deixou passar a única oportunidade de redimir-se de seu papel de <em>tradutore traditore</em> ao não dar um link para o outro artigo que você falou, por sinal tão &#8220;clássico&#8221; quanto o &#8220;clássico&#8221; do Andrew X.. É este aqui: <a href="http://libcom.org/library/anti-activism" rel="nofollow ugc">http://libcom.org/library/anti-activism</a> .</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Wagner Pyter @MovPop		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47283</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wagner Pyter @MovPop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 11:36:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Abandone o ativismo, grito de um integrante do EVENTO massa critica é mais um convite de Vamos nos abandonar, a festa, ao carnaval!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Abandone o ativismo, grito de um integrante do EVENTO massa critica é mais um convite de Vamos nos abandonar, a festa, ao carnaval!</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Wagner Pyter @MovPop		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47282</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wagner Pyter @MovPop]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 11:32:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O frio daqui é mais pelos fortes ventos e umidade do mar. o salitre tb é outro mal que corroi tudo em questão de dias. Em compensação o ar fica menos poluído na orla.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O frio daqui é mais pelos fortes ventos e umidade do mar. o salitre tb é outro mal que corroi tudo em questão de dias. Em compensação o ar fica menos poluído na orla.</p>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48618/#comment-47257</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 00:50:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o texto &quot;clássico&quot; &quot;Abandone o Ativismo&quot;(e me acho bastante culpado pra bem ou pra mal de ele ter se tornado &quot;clássico&quot; em alguns meios brasileiros), seria bom as pessoas conhecerem também um belo artigo em resposta escrito na época por J. Kellstadt: &quot;The Necessity and Impossibility of Anti-Activism&quot;  .
Se algum dos dois textos deve ser levado ao pé da letra, certamente é a resposta dada por Kellstadt.
Como acho que não há tradução desse texto ao português, colocarei abaixo algumas das argumentações principais do autor.

Ele aponta que abandonar o ativismo é ao mesmo tempo uma necessidade e uma impossibilidade (como diz o título). Impossibilidade de, simplesmente pelo desejo e vontade do indivíduo, extinguir uma categoria social. Kellstadt lembra que o &quot;papel&quot; de ativista não é simplesmente &quot;auto-imposto&quot;, mas também &quot;socialmente imposto&quot;. A subjetividade ativista e os papéis sociais são fundados em relações sociais objetivas, de onde viria a impossibilidade de &quot;abandonar o ativismo&quot;. Kellstadt propõe então que se abrace simultaneamente a necessidade (posta em &quot;Abandone o Ativismo&quot;) e a impossibilidade de &quot;abandonar o ativismo&quot;, e com um alto grau de ambivalência e habilidade para viver a tensão dessa contradição aparentemente irreconciliável. Abraçar essa impossibilidade uma vez que, a &quot;utopia positiva&quot;, o modo de vida, o estilo de vida, poderia ser revolucionário como demanda e como tensão. Para ele, o projeto de &quot;viver diferentemente&quot; não deveria ser simplesmente descartado e posto de lado como impossível &quot;até que venha a revolução&quot;, mas deveria ser vivido como em tensão, aceitando a impossibilidade funcional de realiza-lo com sucesso no presente, e tentando realiza-lo da forma mais prefigurativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o texto &#8220;clássico&#8221; &#8220;Abandone o Ativismo&#8221;(e me acho bastante culpado pra bem ou pra mal de ele ter se tornado &#8220;clássico&#8221; em alguns meios brasileiros), seria bom as pessoas conhecerem também um belo artigo em resposta escrito na época por J. Kellstadt: &#8220;The Necessity and Impossibility of Anti-Activism&#8221;  .<br />
Se algum dos dois textos deve ser levado ao pé da letra, certamente é a resposta dada por Kellstadt.<br />
Como acho que não há tradução desse texto ao português, colocarei abaixo algumas das argumentações principais do autor.</p>
<p>Ele aponta que abandonar o ativismo é ao mesmo tempo uma necessidade e uma impossibilidade (como diz o título). Impossibilidade de, simplesmente pelo desejo e vontade do indivíduo, extinguir uma categoria social. Kellstadt lembra que o &#8220;papel&#8221; de ativista não é simplesmente &#8220;auto-imposto&#8221;, mas também &#8220;socialmente imposto&#8221;. A subjetividade ativista e os papéis sociais são fundados em relações sociais objetivas, de onde viria a impossibilidade de &#8220;abandonar o ativismo&#8221;. Kellstadt propõe então que se abrace simultaneamente a necessidade (posta em &#8220;Abandone o Ativismo&#8221;) e a impossibilidade de &#8220;abandonar o ativismo&#8221;, e com um alto grau de ambivalência e habilidade para viver a tensão dessa contradição aparentemente irreconciliável. Abraçar essa impossibilidade uma vez que, a &#8220;utopia positiva&#8221;, o modo de vida, o estilo de vida, poderia ser revolucionário como demanda e como tensão. Para ele, o projeto de &#8220;viver diferentemente&#8221; não deveria ser simplesmente descartado e posto de lado como impossível &#8220;até que venha a revolução&#8221;, mas deveria ser vivido como em tensão, aceitando a impossibilidade funcional de realiza-lo com sucesso no presente, e tentando realiza-lo da forma mais prefigurativa.</p>
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