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	Comentários sobre: Pensar sobre as lutas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gabriel de Barcelos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-48010</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel de Barcelos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Nov 2011 16:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sempre acompanhei o Passa Palavra e militantes daí já participaram inclusive da Mostra Luta, que é organizada pelo nosso Coletivo de Comunicadores Populares, aqui em Campinas. (embora agora fale uma posição individual, que fique claro)

Mas digo que o rumo dessas &quot;críticas&quot; do site me deixou profundamente revoltado, em especial o artigo referido &quot;A esquerda fora do eixo&quot; e o debate que se seguiu. Embora concorde com a maior parte do que foi apontado sobre o Fora do Eixo, os textos foram num momento em que eram realizadas várias marchas e ações, que ocupavam as ruas das cidades. O texto tinha um caráter não de crítica, mas de desmobilização mesmo. Quando consideramos ser anti-capitalistas, não podemos, de forma nenhuma, pensar os textos de um ponto de vista acadêmico de pensamento &quot;autônomo&quot;. Cada texto tem uma consequência política. E os que escrevem são responsáveis pelas consequências reacionárias (no sentido mesmo da reação conservadora) que terão dentro da sociedade, caracterizando seu caráter burguês.

O resumo desses textos, para mim, era o seguinte: ok, estamos na rua, fazemos marchas, mas estamos no &quot;rumo (ou eixo) errado&quot;. O mais engraçado é vocês criticarem agora certo &quot;vanguardismo&quot;, mas caírem na mesma postura, onde do alto de suas torres de marfim ciberespacias querem apontar o que está certo ou errado. A crítica deve ser feita sim, mas na rua, a partir das ruas. A crítica deve ser &quot;junto&quot;, de construção, não de tentativa de desmobilização pura (como foi feita). 

Mesmo que discorde de várias coisas defendidas pelos movimentos nas ruas, estou com eles e também vou para as ruas, tentar construir dialeticamente e não ficar numa posição que de anti-capitalista nada tem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sempre acompanhei o Passa Palavra e militantes daí já participaram inclusive da Mostra Luta, que é organizada pelo nosso Coletivo de Comunicadores Populares, aqui em Campinas. (embora agora fale uma posição individual, que fique claro)</p>
<p>Mas digo que o rumo dessas &#8220;críticas&#8221; do site me deixou profundamente revoltado, em especial o artigo referido &#8220;A esquerda fora do eixo&#8221; e o debate que se seguiu. Embora concorde com a maior parte do que foi apontado sobre o Fora do Eixo, os textos foram num momento em que eram realizadas várias marchas e ações, que ocupavam as ruas das cidades. O texto tinha um caráter não de crítica, mas de desmobilização mesmo. Quando consideramos ser anti-capitalistas, não podemos, de forma nenhuma, pensar os textos de um ponto de vista acadêmico de pensamento &#8220;autônomo&#8221;. Cada texto tem uma consequência política. E os que escrevem são responsáveis pelas consequências reacionárias (no sentido mesmo da reação conservadora) que terão dentro da sociedade, caracterizando seu caráter burguês.</p>
<p>O resumo desses textos, para mim, era o seguinte: ok, estamos na rua, fazemos marchas, mas estamos no &#8220;rumo (ou eixo) errado&#8221;. O mais engraçado é vocês criticarem agora certo &#8220;vanguardismo&#8221;, mas caírem na mesma postura, onde do alto de suas torres de marfim ciberespacias querem apontar o que está certo ou errado. A crítica deve ser feita sim, mas na rua, a partir das ruas. A crítica deve ser &#8220;junto&#8221;, de construção, não de tentativa de desmobilização pura (como foi feita). </p>
<p>Mesmo que discorde de várias coisas defendidas pelos movimentos nas ruas, estou com eles e também vou para as ruas, tentar construir dialeticamente e não ficar numa posição que de anti-capitalista nada tem.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: João		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47931</link>

		<dc:creator><![CDATA[João]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Nov 2011 19:09:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O lance muitas vezes não é a crítica, mas o modo como ela é feita. Tenho grande estima pelo site Passa Palavra e concordo, na maioria das vezes, com o que é escrito, inclusive no texto &#039;Entre símbolos e ações simbólicas: os indignados e as acampadas&#039;. 

Acontece que muitas vezes o site adota uma postura arrogante que é terrível... As críticas são ótimas e são construtivas, mas vcs têm que dar a entender que elas estão lá para construir. Isso não fica claro e a impressão que fica é que vcs tão fazendo isso para desqualificar e não agregar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O lance muitas vezes não é a crítica, mas o modo como ela é feita. Tenho grande estima pelo site Passa Palavra e concordo, na maioria das vezes, com o que é escrito, inclusive no texto &#8216;Entre símbolos e ações simbólicas: os indignados e as acampadas&#8217;. </p>
<p>Acontece que muitas vezes o site adota uma postura arrogante que é terrível&#8230; As críticas são ótimas e são construtivas, mas vcs têm que dar a entender que elas estão lá para construir. Isso não fica claro e a impressão que fica é que vcs tão fazendo isso para desqualificar e não agregar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Henrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47623</link>

		<dc:creator><![CDATA[Henrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 23:37:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse texto toca no X da questão na tríplice tarefa a que se propõe o Passapalavra: noticiar e apoiar de forma acrítica é muito mais fácil e cômodo, mas a partir do momento que se incorpora o elemento &quot;pensar&quot;, esse sim é um trabalho ingrato porque pensar implica necessariamente em criticar, e nos tempos em que estamos ninguém aceita ser criticado, não importa se a crítica tem o objetivo de apontar os problemas para superá-los. E parece que a crítica de esquerda é mais perigosa que a de direita, daí o caso dessa &quot;anarco-feminista-hacker&quot; que Bruno relata, por exemplo, que escolhe como foco de sua revolta um site que se propõe a apoiar as lutas populares...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse texto toca no X da questão na tríplice tarefa a que se propõe o Passapalavra: noticiar e apoiar de forma acrítica é muito mais fácil e cômodo, mas a partir do momento que se incorpora o elemento &#8220;pensar&#8221;, esse sim é um trabalho ingrato porque pensar implica necessariamente em criticar, e nos tempos em que estamos ninguém aceita ser criticado, não importa se a crítica tem o objetivo de apontar os problemas para superá-los. E parece que a crítica de esquerda é mais perigosa que a de direita, daí o caso dessa &#8220;anarco-feminista-hacker&#8221; que Bruno relata, por exemplo, que escolhe como foco de sua revolta um site que se propõe a apoiar as lutas populares&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Karina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47463</link>

		<dc:creator><![CDATA[Karina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 21:30:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bruno,

sua amiga deixou absolutamente explícita o que é o feminismo que se tornou hegemônico hoje. Não se luta mais pelo fim da exploração, da opressão e pela igualdade entre todos. O igualitarismo anticapitalista foi abandonado e o que se tem é uma luta por mulheres no poder. Daí esse tipo de raciocínio. A questão fica em saber a quantidade de mulheres. Ela deve ser uma apoiadora da Dilma, que tem promovido mulheres a cargos antes ocupados só por homens e, talvez, uma admiradora da Kátia Abreu, que é uma baita liderança feminina. 

Aliás, esse é um ponto que um dia talvez alguém venha a escrever e que vai gerar polêmica. Não por se dizer algo novo mas por se colocar em público o que se diz em privado. Que ponto é? Houve uma forte mudança no horizonte e há uma forte tendência em se transformar as bandeiras a respeito da questão negra, feminina, ecológica, de juventude em simples construção de carreira. Lutas históricas têm sido apropriadas para uma simples renovação nos quadros dominantes: negros no poder, mulheres no poder, ecocratas no poder. E disto saem não só ministros mas uma quantidade enorme de gente que vai construindo carreira nas mais variadas instâncias: grupo de pesquisa financiados, ONGs, assessorias, conselhos municipais. Hoje, tem muita gente &quot;libertária&quot; que na verdade está é construindo a carreira. O feminismo é uma das principais áreas em que se traveste a luta pela carreira de um pretenso conteúdo libertário. 

Isso para não citar os inúmeros casos em que estas bandeiras são usadas para fins de extrema direita: o feminismo contra Assange, a questão do negro para defender o Pitta, a ecologia para justificar variadas formas de controle sobre a vida das pessoas. 

Mas, hoje, quem tem coragem de denunciar o esse feminismo do poder?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno,</p>
<p>sua amiga deixou absolutamente explícita o que é o feminismo que se tornou hegemônico hoje. Não se luta mais pelo fim da exploração, da opressão e pela igualdade entre todos. O igualitarismo anticapitalista foi abandonado e o que se tem é uma luta por mulheres no poder. Daí esse tipo de raciocínio. A questão fica em saber a quantidade de mulheres. Ela deve ser uma apoiadora da Dilma, que tem promovido mulheres a cargos antes ocupados só por homens e, talvez, uma admiradora da Kátia Abreu, que é uma baita liderança feminina. </p>
<p>Aliás, esse é um ponto que um dia talvez alguém venha a escrever e que vai gerar polêmica. Não por se dizer algo novo mas por se colocar em público o que se diz em privado. Que ponto é? Houve uma forte mudança no horizonte e há uma forte tendência em se transformar as bandeiras a respeito da questão negra, feminina, ecológica, de juventude em simples construção de carreira. Lutas históricas têm sido apropriadas para uma simples renovação nos quadros dominantes: negros no poder, mulheres no poder, ecocratas no poder. E disto saem não só ministros mas uma quantidade enorme de gente que vai construindo carreira nas mais variadas instâncias: grupo de pesquisa financiados, ONGs, assessorias, conselhos municipais. Hoje, tem muita gente &#8220;libertária&#8221; que na verdade está é construindo a carreira. O feminismo é uma das principais áreas em que se traveste a luta pela carreira de um pretenso conteúdo libertário. </p>
<p>Isso para não citar os inúmeros casos em que estas bandeiras são usadas para fins de extrema direita: o feminismo contra Assange, a questão do negro para defender o Pitta, a ecologia para justificar variadas formas de controle sobre a vida das pessoas. </p>
<p>Mas, hoje, quem tem coragem de denunciar o esse feminismo do poder?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47458</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 20:19:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[bruno, sua amiga feminista nunca pensou em hackear sites &quot;machistas&quot; de direita? ela só pensa em hackear sites &quot;machistas&quot; de esquerda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>bruno, sua amiga feminista nunca pensou em hackear sites &#8220;machistas&#8221; de direita? ela só pensa em hackear sites &#8220;machistas&#8221; de esquerda?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47448</link>

		<dc:creator><![CDATA[bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 18:09:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Aproveitando a ocasião, gostaria de deixar público algo que presenciei. Vivo no México, acompanho e contribuo (muito eventualmente) com o PP e há duas semanas me encontrei com uma amiga brasileira por aqui, que se diz feminista anarquista, autônoma e anônima...enfim. Papo vai, papo vem, ela começou a criticar escandalosamente um tal “grupo de machinhos autônomos” que mantém um coletivo chamado PassaPalavra no Brasil. Babava de raiva do João Bernardo (sem saber que eu mesmo já tinha tido discordâncias com ele e antes de saber que eu simpatizo com o trabalho do PP). E me revelou suas intenções de hackear o site junto com outro grupo de feministas da Cidade do México (o que eu meio que duvido que aconteça, mas enfim, se algum dia forem atacados, já temos uma ou mais suspeitas...) Segundo ela, o site é machista pelo simples fato de ter muito mais homens que mulheres escrevendo. E depois, honrando seu anonimato, ela me mostrou diversas postagens que tinha feito com outros nomes, inclusive de homens. Em todo caso, pedi a ela que fizesse públicas suas críticas externas, coisa que não sei se fez nem posso saber dado o anonimato. Com isso, queria somente alertar que: 1 - já há algum tempo venho notando aqui nessa cidade um crescente número não só de brasileiros, mas de membros de coletivos autônomos mexicanos, entre eles o JRA que, ao buscar informação sobre o que acontece no Brasil, tem no site do PP a maior referência; 2 – que muitas críticas do coletivo eventualmente geram muita antipatia (fundamentadas ou não) e no lugar de aglutinar, dispersam ainda mais e 3 – seria o caso de dar mais espaço o ponto de vista feminino? Enfim, são pontos que queria tornar públicos e que acho que ajudam a pensar o trabalho do PP.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aproveitando a ocasião, gostaria de deixar público algo que presenciei. Vivo no México, acompanho e contribuo (muito eventualmente) com o PP e há duas semanas me encontrei com uma amiga brasileira por aqui, que se diz feminista anarquista, autônoma e anônima&#8230;enfim. Papo vai, papo vem, ela começou a criticar escandalosamente um tal “grupo de machinhos autônomos” que mantém um coletivo chamado PassaPalavra no Brasil. Babava de raiva do João Bernardo (sem saber que eu mesmo já tinha tido discordâncias com ele e antes de saber que eu simpatizo com o trabalho do PP). E me revelou suas intenções de hackear o site junto com outro grupo de feministas da Cidade do México (o que eu meio que duvido que aconteça, mas enfim, se algum dia forem atacados, já temos uma ou mais suspeitas&#8230;) Segundo ela, o site é machista pelo simples fato de ter muito mais homens que mulheres escrevendo. E depois, honrando seu anonimato, ela me mostrou diversas postagens que tinha feito com outros nomes, inclusive de homens. Em todo caso, pedi a ela que fizesse públicas suas críticas externas, coisa que não sei se fez nem posso saber dado o anonimato. Com isso, queria somente alertar que: 1 &#8211; já há algum tempo venho notando aqui nessa cidade um crescente número não só de brasileiros, mas de membros de coletivos autônomos mexicanos, entre eles o JRA que, ao buscar informação sobre o que acontece no Brasil, tem no site do PP a maior referência; 2 – que muitas críticas do coletivo eventualmente geram muita antipatia (fundamentadas ou não) e no lugar de aglutinar, dispersam ainda mais e 3 – seria o caso de dar mais espaço o ponto de vista feminino? Enfim, são pontos que queria tornar públicos e que acho que ajudam a pensar o trabalho do PP.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Wagner Pyter @MovPop		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47428</link>

		<dc:creator><![CDATA[Wagner Pyter @MovPop]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 09:48:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bonito isso, Pedro!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bonito isso, Pedro!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pedro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47418</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2011 03:58:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Wagner,

Participei das lutas na UNESP entre 99 e 2006. E a gente ouvia, narradas oralmente, como foi a trajetória dos que haviam lutado antes de nós. As histórias permaneciam, no boca a boca. Mas ficavam um tanto restritas e corriam o risco de morrer. Teve gente que ocupou por 4 anos em luta por moradia, venceram e a história podia se perder. Foi pensando nisso que ví que tinha um certo dever de narrar algo disso tudo e do que a gente viveu também. 

A leitura dos textos acompanha o ritmo das lutas. Conforme surjam outros processos haverá quem buscará o passado de lutas da UNESP. Nós, os trabalhadores, os pais de hoje, que deixamos um pedacinho da história da luta estudantil, teremos os gritos, ocupações e marchas resgatados. Um texto que hoje é lido por dez, amanhã pode ser por 100. Aliás, foi o que ocorreu com texto do Douglas Anfra, recentemente resgatado por conta dos acontecimentos na USP.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Wagner,</p>
<p>Participei das lutas na UNESP entre 99 e 2006. E a gente ouvia, narradas oralmente, como foi a trajetória dos que haviam lutado antes de nós. As histórias permaneciam, no boca a boca. Mas ficavam um tanto restritas e corriam o risco de morrer. Teve gente que ocupou por 4 anos em luta por moradia, venceram e a história podia se perder. Foi pensando nisso que ví que tinha um certo dever de narrar algo disso tudo e do que a gente viveu também. </p>
<p>A leitura dos textos acompanha o ritmo das lutas. Conforme surjam outros processos haverá quem buscará o passado de lutas da UNESP. Nós, os trabalhadores, os pais de hoje, que deixamos um pedacinho da história da luta estudantil, teremos os gritos, ocupações e marchas resgatados. Um texto que hoje é lido por dez, amanhã pode ser por 100. Aliás, foi o que ocorreu com texto do Douglas Anfra, recentemente resgatado por conta dos acontecimentos na USP.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47389</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 17:12:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[AH, uma dúvida: a seção Por dentro e por fora acabou??? Seria uma lástima...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>AH, uma dúvida: a seção Por dentro e por fora acabou??? Seria uma lástima&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48738/#comment-47387</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2011 17:00:21 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=48738#comment-47387</guid>

					<description><![CDATA[Tenho absoluto acordo com o texto e principalmente com a linha geral que o site tem assumido desde sua criação. Divulgar lutas mas sobretudo pensar sobre elas é o que faz com que o PP tenha se consolidado, uma vez que somente a divulgação acrítica de eventos e mobilizações pode ser encontrada em qualquer lugar, não é um diferencial. Acredito apenas que, em alguns casos, a forma como é feita a crítica poderia ser refletida, a fim de não gerar antipatia naqueles com quem se quer dialogar. Penso no exemplo do MST: é uma organização que tem, na teoria e na prática, uma infinidade de problemas, e acredito que é muito importante sim aponta-los. Mas a forma de faze-lo sempre é pensada, inclusive pelos artigos aqui no PP, para que isso seja feito de forma não a atirar pedras mas a acumular para reflexões, afinal bem ou mal se trata do maior movimento social brasileiro e um dos maiores do mundo, com uma história muito respeitável. Às vezes tenho impressão que este mesmo cuidado não é tomado com movimentos mais &quot;juvenis&quot; ou sei la que outro termo teríamos para algumas das mobilizações criticadas em 2011. No entanto, a própria enorme repercussão de tais debates, num momento ainda de aversão por parte da &quot;esquerda&quot; a debates de mais profundidade, mostra a importância fundamental que o Passa Palavra tem hoje. Mas sei la, talvez nós estejamos muito mimados mesmo, ao vermos nossas mobilizações sendo criticadas preferimos reclamar do que nos debruçarmos sobre as criticas, e, caso discordemos, respondermos no mesmo nível...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho absoluto acordo com o texto e principalmente com a linha geral que o site tem assumido desde sua criação. Divulgar lutas mas sobretudo pensar sobre elas é o que faz com que o PP tenha se consolidado, uma vez que somente a divulgação acrítica de eventos e mobilizações pode ser encontrada em qualquer lugar, não é um diferencial. Acredito apenas que, em alguns casos, a forma como é feita a crítica poderia ser refletida, a fim de não gerar antipatia naqueles com quem se quer dialogar. Penso no exemplo do MST: é uma organização que tem, na teoria e na prática, uma infinidade de problemas, e acredito que é muito importante sim aponta-los. Mas a forma de faze-lo sempre é pensada, inclusive pelos artigos aqui no PP, para que isso seja feito de forma não a atirar pedras mas a acumular para reflexões, afinal bem ou mal se trata do maior movimento social brasileiro e um dos maiores do mundo, com uma história muito respeitável. Às vezes tenho impressão que este mesmo cuidado não é tomado com movimentos mais &#8220;juvenis&#8221; ou sei la que outro termo teríamos para algumas das mobilizações criticadas em 2011. No entanto, a própria enorme repercussão de tais debates, num momento ainda de aversão por parte da &#8220;esquerda&#8221; a debates de mais profundidade, mostra a importância fundamental que o Passa Palavra tem hoje. Mas sei la, talvez nós estejamos muito mimados mesmo, ao vermos nossas mobilizações sendo criticadas preferimos reclamar do que nos debruçarmos sobre as criticas, e, caso discordemos, respondermos no mesmo nível&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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