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	Comentários sobre: Carta de saída das nossas organizações (MST, MTD, Consulta Popular e Via Campesina) e do projeto estratégico defendido por elas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Valdirzão Presente		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-993825</link>

		<dc:creator><![CDATA[Valdirzão Presente]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jan 2025 04:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com revolta e tristeza recebemos a notícia do brutal assassinato de um dos 51 companheiros que subscreveu essa carta que marcou época, o Valdir Nascimento, Valdirzão, baleado no rosto por defender o Assentamento Olga Benário onde vivia no Vale do Paraíba, durante uma chacina que tirou a vida de mais dois companheiros e feriu seis na noite de 10/01/25.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com revolta e tristeza recebemos a notícia do brutal assassinato de um dos 51 companheiros que subscreveu essa carta que marcou época, o Valdir Nascimento, Valdirzão, baleado no rosto por defender o Assentamento Olga Benário onde vivia no Vale do Paraíba, durante uma chacina que tirou a vida de mais dois companheiros e feriu seis na noite de 10/01/25.</p>
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		<title>
		Por: militante da base da consulta		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-319118</link>

		<dc:creator><![CDATA[militante da base da consulta]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Oct 2017 18:47:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com as colocações feitas pelo Alexandre Mourão. Tenho duas grandes curiosidades: onde estão estão os 51 hoje?
Quais são as organizações que estão construindo e que estão adequadas ao nosso período?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com as colocações feitas pelo Alexandre Mourão. Tenho duas grandes curiosidades: onde estão estão os 51 hoje?<br />
Quais são as organizações que estão construindo e que estão adequadas ao nosso período?</p>
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		<title>
		Por: Cansado de Mística		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-191478</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cansado de Mística]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Mar 2014 12:51:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[http://www.youtube.com/watch?v=ZlOUE6yB6Jg#t=39]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZlOUE6yB6Jg#t=39" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=ZlOUE6yB6Jg#t=39</a></p>
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		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-190311</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2014 21:02:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A analise do Jonathas mostra um total desconhecimento das mobilizações ocorridas ao longo do ano passado. O tom de radicalidade das lutas foi iniciado por uma mobilização protagonizada por parte destes 51 que ocuparam o instituto lula e garantiram a permanência do assentamento Milton Santos, diversos dos militantes que estiveram presentes em junho não só acompanharam notícias dessas mobilizações, como estiveram lado a lado com estes camaradas. 
Organizações como o MST e a consulta popular vieram a reboque das mobilizações iniciadas pelo mpl, tentando controla-las. Basta ver quem foi convidado para o seminário lutas pela cidade, para perceber a legitimidade que aqueles que saíram dessas organizações tem com os militantes que estiveram a frente da luta contra o aumento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A analise do Jonathas mostra um total desconhecimento das mobilizações ocorridas ao longo do ano passado. O tom de radicalidade das lutas foi iniciado por uma mobilização protagonizada por parte destes 51 que ocuparam o instituto lula e garantiram a permanência do assentamento Milton Santos, diversos dos militantes que estiveram presentes em junho não só acompanharam notícias dessas mobilizações, como estiveram lado a lado com estes camaradas.<br />
Organizações como o MST e a consulta popular vieram a reboque das mobilizações iniciadas pelo mpl, tentando controla-las. Basta ver quem foi convidado para o seminário lutas pela cidade, para perceber a legitimidade que aqueles que saíram dessas organizações tem com os militantes que estiveram a frente da luta contra o aumento.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Portinha do seu coração		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-190300</link>

		<dc:creator><![CDATA[Portinha do seu coração]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2014 20:11:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por acaso isto aqui é uma cena de algum congresso do Levante Popular? Link: http://www.youtube.com/watch?v=VZwL9yY2DRc. Ok, se for este o &quot;ascenso das massas&quot;, &quot;batendo na portinha do seu coração&quot;, estamos indo muito bem. 

Mas deixa eu falar, no Congresso da UNE dá mais de 10 mil também, e pra cantar musiquinhas bobas, qualquer festa de torcida organizada vai além. Se o MPL fizesse o mesmo, e chamasse amplamente um congresso &quot;de grátis&quot; para todos após junho de 2013, é só chegar e dançar, quantas pessoas compareceriam? Mas que sentido teria isto? Se os Zapatistas chamassem um congresso &quot;integaláctico&quot; na Cidade do México, ou em qualquer outro canto do planeta, quantas pessoas compareceriam? Me dá os ônibus que os governos petistas e coligados deram ao MST desde o penúltimo Congresso e eu te faço um com 5 mil ou mais de uma sigla que inventei agora. Mas qual o custo político de congressos organizados desta forma e com recursos dos governos que deveriam ser combativos? O Governo Dilma fez algum tipo de reforma agrária?

De fato, não sei o que andam fazendo agora os 51 que assinaram esta carta. Provavelmente em depressão, pois são companheiros que militam desde muito antes do PT ter chegado ao poder e desde muito antes da esquerda perder seu tempo dançando na &quot;portinha do seu coração&quot;. Tudo isto que vem acontecendo, e olhe que a Carta é de antes do AI-5 de Dilma!, deve ter sido uma grande dor para eles. Muitos, infelizmente, sejam os 51 ou não, entraram nessa. Outros já estão construindo outras formas de luta. Um ou dois anos é pouco tempo para avaliar escolhas por novos rumos.

O que eu espero é que todos nós aqui cheguemos onde eles chegaram, entre erros e acertos, com dignidade. Mas uma geração de militantes que já nasce governista, burocratizada e dançando na &quot;portinha do seu coração&quot; me parece que já perdeu tudo isto faz tempo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por acaso isto aqui é uma cena de algum congresso do Levante Popular? Link: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=VZwL9yY2DRc" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=VZwL9yY2DRc</a>. Ok, se for este o &#8220;ascenso das massas&#8221;, &#8220;batendo na portinha do seu coração&#8221;, estamos indo muito bem. </p>
<p>Mas deixa eu falar, no Congresso da UNE dá mais de 10 mil também, e pra cantar musiquinhas bobas, qualquer festa de torcida organizada vai além. Se o MPL fizesse o mesmo, e chamasse amplamente um congresso &#8220;de grátis&#8221; para todos após junho de 2013, é só chegar e dançar, quantas pessoas compareceriam? Mas que sentido teria isto? Se os Zapatistas chamassem um congresso &#8220;integaláctico&#8221; na Cidade do México, ou em qualquer outro canto do planeta, quantas pessoas compareceriam? Me dá os ônibus que os governos petistas e coligados deram ao MST desde o penúltimo Congresso e eu te faço um com 5 mil ou mais de uma sigla que inventei agora. Mas qual o custo político de congressos organizados desta forma e com recursos dos governos que deveriam ser combativos? O Governo Dilma fez algum tipo de reforma agrária?</p>
<p>De fato, não sei o que andam fazendo agora os 51 que assinaram esta carta. Provavelmente em depressão, pois são companheiros que militam desde muito antes do PT ter chegado ao poder e desde muito antes da esquerda perder seu tempo dançando na &#8220;portinha do seu coração&#8221;. Tudo isto que vem acontecendo, e olhe que a Carta é de antes do AI-5 de Dilma!, deve ter sido uma grande dor para eles. Muitos, infelizmente, sejam os 51 ou não, entraram nessa. Outros já estão construindo outras formas de luta. Um ou dois anos é pouco tempo para avaliar escolhas por novos rumos.</p>
<p>O que eu espero é que todos nós aqui cheguemos onde eles chegaram, entre erros e acertos, com dignidade. Mas uma geração de militantes que já nasce governista, burocratizada e dançando na &#8220;portinha do seu coração&#8221; me parece que já perdeu tudo isto faz tempo.</p>
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		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-190224</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2014 14:29:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Um outro ponto importante pra verificar que o erro foi de vocês e não dos movimentos é que nós estamos agora iniciando um ascenso de massas e os 55 ditos cujos não fizeram mais nada além desta carta de saída…&quot;

Fico curioso para saber quem é esse &quot;nós&quot; que, diz o Jonathas acima, está iniciando um ascenso de massas agora. Seria o MST, cujo principal dirigente afirma em meio ao IV Congresso que &quot;a Copa é que nem Carnaval, é uma besteira politizar&quot;? Ou então seria o Levante, juventude da Consulta Popular, cujo dirigente Ricardo Gebrim diz por aí que &quot;Junho foi um movimento daqueles que menos se beneficiaram com o governo do PT: a classe média&quot;...?

Se há um ascenso de massas nas ruas agora, está acontecendo por fora dessas organizações, contrariando suas posições, e confirmando as críticas dos 51 dissidentes.

Ou então &quot;ascenso de massas&quot; para Jonathas é reunir milhares em congressos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Um outro ponto importante pra verificar que o erro foi de vocês e não dos movimentos é que nós estamos agora iniciando um ascenso de massas e os 55 ditos cujos não fizeram mais nada além desta carta de saída…&#8221;</p>
<p>Fico curioso para saber quem é esse &#8220;nós&#8221; que, diz o Jonathas acima, está iniciando um ascenso de massas agora. Seria o MST, cujo principal dirigente afirma em meio ao IV Congresso que &#8220;a Copa é que nem Carnaval, é uma besteira politizar&#8221;? Ou então seria o Levante, juventude da Consulta Popular, cujo dirigente Ricardo Gebrim diz por aí que &#8220;Junho foi um movimento daqueles que menos se beneficiaram com o governo do PT: a classe média&#8221;&#8230;?</p>
<p>Se há um ascenso de massas nas ruas agora, está acontecendo por fora dessas organizações, contrariando suas posições, e confirmando as críticas dos 51 dissidentes.</p>
<p>Ou então &#8220;ascenso de massas&#8221; para Jonathas é reunir milhares em congressos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jonathas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-189984</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jonathas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Mar 2014 01:27:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Infelizmente li um monte de besteiras, besteiras que até numa vista superficial podem fazer sentido mas na verdade é fruto de uma não clareza política e estratégica. Os movimentos referenciados erraram, mas erraram foi de não fazer um trabalho de base adequado que formasse esses cidadãos. Se bem que num grupo de milhares e milhares e dezenas de milhares de militantes apenas 55 se perderam no bonde da estratégia... eh faz parte.
 Considerando também que o MST fez fantasticamente seu VI Congresso Nacional (com mais de 15 MIL DELEGADOS) e o Levante Popular da Juventude vai fazer com sucesso o seu II Acampamento Nacional com cerca de 3 mil jovens militantes e dados as vitórias e lutas realizadas neste período foram os bobos aí que perderam o bonde da história e ainda cagaram na saída kkkk
Um outro ponto importante pra verificar que o erro foi de vocês e não dos movimentos é que nós estamos agora iniciando um ascenso de massas e os 55 ditos cujos não fizeram mais nada além desta carta de saída... 
Quem errou na estratégia?? Quem abandonou a luta ??
 Nós seguimos e continuaremos em luta. #FicaaDica]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Infelizmente li um monte de besteiras, besteiras que até numa vista superficial podem fazer sentido mas na verdade é fruto de uma não clareza política e estratégica. Os movimentos referenciados erraram, mas erraram foi de não fazer um trabalho de base adequado que formasse esses cidadãos. Se bem que num grupo de milhares e milhares e dezenas de milhares de militantes apenas 55 se perderam no bonde da estratégia&#8230; eh faz parte.<br />
 Considerando também que o MST fez fantasticamente seu VI Congresso Nacional (com mais de 15 MIL DELEGADOS) e o Levante Popular da Juventude vai fazer com sucesso o seu II Acampamento Nacional com cerca de 3 mil jovens militantes e dados as vitórias e lutas realizadas neste período foram os bobos aí que perderam o bonde da história e ainda cagaram na saída kkkk<br />
Um outro ponto importante pra verificar que o erro foi de vocês e não dos movimentos é que nós estamos agora iniciando um ascenso de massas e os 55 ditos cujos não fizeram mais nada além desta carta de saída&#8230;<br />
Quem errou na estratégia?? Quem abandonou a luta ??<br />
 Nós seguimos e continuaremos em luta. #FicaaDica</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-151426</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2013 18:40:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me disseram que o Grupo X, originalmente Grupo dos 51, estagnou após a divulgação dessa carta. É isso mesmo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me disseram que o Grupo X, originalmente Grupo dos 51, estagnou após a divulgação dessa carta. É isso mesmo?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Clandestino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-151083</link>

		<dc:creator><![CDATA[Clandestino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2013 02:16:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Força aos camaradas! Essa crítica é importantíssima de ser feita. O projeto democrático e popular (PDP) se realizou, se transformou em seu contrário.

Era uma vez um Estado autocrático com uma Burguesia autoritária. Um Estado que não era um Estado ideal (fruto de revoluções democráticas francesas) representando uma burguesia que não poderia abrir mão de migalhas para resolver problemas da classe trabalhadora.

Acreditamos que como não podiam nos dar uma democracia de verdade ao radicalizar a luta democrática levaríamos a sociedade à um impasse. Um impasse inclusive porque esse estado era concentrado, de tipo oriental, sem muitas organizações mediadoras dos conflitos.

Fizemos muitas lutas, eleitorais e &quot;econômicas&quot;. Passamos a ganhar algumas eleitorais, e deslocamos muitos figuras do nosso movimento para acessorias, vereadores, deputados e etc... passamos a perder nas da nossa vida material imediata, as &quot;econômicas&quot;. Esse processo nos trouxe algumas consequências. Burocratas se burocratizaram ainda mais, companheiros experientes se burocratizaram também, ao mesmo tempo em que essa experiência saia do campo de batalha do trabalho, deixando os mais novos nas trincheiras junto com todo tipo de oportunismo e uma grande máquina sindical para ser &quot;melhorada&quot;, uma vez que o trabalho na base ficou muito dificíl. Os burocratas ficam mais fortes com seus mandatos e dão peso grande para a fração mais reformista dentro de nossas organizações.

Fomos lutando, como no campo do trabalho tava difícil, acabamos indo para a trincheira que nos parecia ser possível vencer. As eleições. Ao ganhar alguns postos, abriam-se canais de pressão dentro daquele Estado autoritário, e outras formas de financiamento da &quot;luta&quot;. Ao mesmo tempo, os companheiros dos &quot;novos movimentos sociais&quot; precisam de vitórias, e isso se dá também com maioria no parlamento. Vimos algumas bandeiras saírem vitoriosas. A discussão da cidadania. Orçamentos participativos... Agora nossa luta é por educação, por saúde, por distribuição de renda. Nossa classe agora não é exatamente uma classe, só em discussões acadêmicas (!?). A luta nos configurava como classe, nossas pautas &quot;econômicas&quot; nos identificavam, nos viamos como camaradas, agora, lutamos por um Estado mais democrático, antes lutávamos por menos exploração, agora por mais distribuição de renda. Antes lutavamos por melhores condições de trabalho nas escolas, nos hospitais. Agora lutamos por mais saúde e educação. Curiosamente, parece que aquela luta econômica que nos fez classe, agora passa a ser uma pauta egoísta. Pauta política mesmo é melhorar o Estado, aquele que era impermeável a classe trabalhadora.

Nos espantamos, por fim, ao ver que resolvemos uma contradição da burguesia. Ao radicalizarmos a democracia, conseguimos mais democracia. Agora a burguesia tem lucros nunca antes vistos na história desse país. Agora há um conjunto de ONGs fazendo mediações de conflito, e mais ainda, para manter o governo de exquerda as nossas antigas organizações precisam cada vez mais mediar o conflito entre essa massa de cidadãos e o governo. Criamos conselhos para controle social do SUS, da Educação, agora temos que discutir nesses conselhos, de forma propositiva, o que faremos pela educação ou pela saúde, como aumentaremos nossa produtividade (chamava-mos antes de exploração...).

Usam Lênin para bater no &quot;esquerdismo&quot; e o esquecem quando caracterizam o Estado como &quot;em disputa&quot;. Se reivindicam marxistas mas não se fala em mais-valia, se fala em distribuição de renda. O socialismo, como sociedade que pretende acabar com as classes acabando com a diferença na posição da divisão do trabalho, vira uma meta moral, para pessoas com menos de trinta anos, diga-se de passagem. Em contraposição ao patrão, tinhamos o peão, agora temos cidadãos, o tal do povo, por que o que nos aglutina é uma luta por mais direitos, pedindo ao Estado, uma luta cidadã de esquerda. Sumiu a análise das classes, assim como some a do socialismo. A luta agora é entre o &quot;povo&quot; disputando os neo-desenvolvimentistas contra os odiosos neoliberais por um Estado maior ou menor. 

Construímos organizações para ter um controle social da produção, conseguimos um controle, sobre o social, que se esqueceu da produção.

Nessa bagunça toda de inversões e saltos de qualidade, na pequena problemática da posição sobre o governo, nos afirmam que não podemos deixar a direita voltar. Temos que cerrar fileiras com os burocratas e pelegos contra uma suposta direita que poderia fazer mais exploração, repressão, privatizações do que estão fazendo.

Diria que basta! Ou fazemos a crítica a tudo isso que construímos, com autonomia e independência de classe, contra a burguesia e seu Estado, contra a pequena-burguesia e sua democracia (ideal/liberal) de reformas que não resolvem nossos problemas, ou ficaremos reféns sempre da alternância de poderes (burgues neoliberal X burgues &quot;neo-desenvolvimentista&quot;). Um que reprime com violência, e outro que tenta dialogar, cooptar, e se não der, reprime com violência. Me parece, portanto, que ainda não estamos no momento de sermos propositivos, talvez seja o momento de nos fazermos, como classe, boas perguntas. Me parece ser o momento de voltarmos a nos perguntar para que serve o Estado. Quais os interesses de classe contidos na generalidade da palavra povo. Voltarmos a compreender teoria como a expressão crítica do real, e não como algo de intelectuais. E nos colocarmos mais atentamente na luta que nos faz como classe, contra o patrão, talvez essa tarefa seja mais prioritária... a classe tem que encontrar novos caminhos e instrumentos de luta...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Força aos camaradas! Essa crítica é importantíssima de ser feita. O projeto democrático e popular (PDP) se realizou, se transformou em seu contrário.</p>
<p>Era uma vez um Estado autocrático com uma Burguesia autoritária. Um Estado que não era um Estado ideal (fruto de revoluções democráticas francesas) representando uma burguesia que não poderia abrir mão de migalhas para resolver problemas da classe trabalhadora.</p>
<p>Acreditamos que como não podiam nos dar uma democracia de verdade ao radicalizar a luta democrática levaríamos a sociedade à um impasse. Um impasse inclusive porque esse estado era concentrado, de tipo oriental, sem muitas organizações mediadoras dos conflitos.</p>
<p>Fizemos muitas lutas, eleitorais e &#8220;econômicas&#8221;. Passamos a ganhar algumas eleitorais, e deslocamos muitos figuras do nosso movimento para acessorias, vereadores, deputados e etc&#8230; passamos a perder nas da nossa vida material imediata, as &#8220;econômicas&#8221;. Esse processo nos trouxe algumas consequências. Burocratas se burocratizaram ainda mais, companheiros experientes se burocratizaram também, ao mesmo tempo em que essa experiência saia do campo de batalha do trabalho, deixando os mais novos nas trincheiras junto com todo tipo de oportunismo e uma grande máquina sindical para ser &#8220;melhorada&#8221;, uma vez que o trabalho na base ficou muito dificíl. Os burocratas ficam mais fortes com seus mandatos e dão peso grande para a fração mais reformista dentro de nossas organizações.</p>
<p>Fomos lutando, como no campo do trabalho tava difícil, acabamos indo para a trincheira que nos parecia ser possível vencer. As eleições. Ao ganhar alguns postos, abriam-se canais de pressão dentro daquele Estado autoritário, e outras formas de financiamento da &#8220;luta&#8221;. Ao mesmo tempo, os companheiros dos &#8220;novos movimentos sociais&#8221; precisam de vitórias, e isso se dá também com maioria no parlamento. Vimos algumas bandeiras saírem vitoriosas. A discussão da cidadania. Orçamentos participativos&#8230; Agora nossa luta é por educação, por saúde, por distribuição de renda. Nossa classe agora não é exatamente uma classe, só em discussões acadêmicas (!?). A luta nos configurava como classe, nossas pautas &#8220;econômicas&#8221; nos identificavam, nos viamos como camaradas, agora, lutamos por um Estado mais democrático, antes lutávamos por menos exploração, agora por mais distribuição de renda. Antes lutavamos por melhores condições de trabalho nas escolas, nos hospitais. Agora lutamos por mais saúde e educação. Curiosamente, parece que aquela luta econômica que nos fez classe, agora passa a ser uma pauta egoísta. Pauta política mesmo é melhorar o Estado, aquele que era impermeável a classe trabalhadora.</p>
<p>Nos espantamos, por fim, ao ver que resolvemos uma contradição da burguesia. Ao radicalizarmos a democracia, conseguimos mais democracia. Agora a burguesia tem lucros nunca antes vistos na história desse país. Agora há um conjunto de ONGs fazendo mediações de conflito, e mais ainda, para manter o governo de exquerda as nossas antigas organizações precisam cada vez mais mediar o conflito entre essa massa de cidadãos e o governo. Criamos conselhos para controle social do SUS, da Educação, agora temos que discutir nesses conselhos, de forma propositiva, o que faremos pela educação ou pela saúde, como aumentaremos nossa produtividade (chamava-mos antes de exploração&#8230;).</p>
<p>Usam Lênin para bater no &#8220;esquerdismo&#8221; e o esquecem quando caracterizam o Estado como &#8220;em disputa&#8221;. Se reivindicam marxistas mas não se fala em mais-valia, se fala em distribuição de renda. O socialismo, como sociedade que pretende acabar com as classes acabando com a diferença na posição da divisão do trabalho, vira uma meta moral, para pessoas com menos de trinta anos, diga-se de passagem. Em contraposição ao patrão, tinhamos o peão, agora temos cidadãos, o tal do povo, por que o que nos aglutina é uma luta por mais direitos, pedindo ao Estado, uma luta cidadã de esquerda. Sumiu a análise das classes, assim como some a do socialismo. A luta agora é entre o &#8220;povo&#8221; disputando os neo-desenvolvimentistas contra os odiosos neoliberais por um Estado maior ou menor. </p>
<p>Construímos organizações para ter um controle social da produção, conseguimos um controle, sobre o social, que se esqueceu da produção.</p>
<p>Nessa bagunça toda de inversões e saltos de qualidade, na pequena problemática da posição sobre o governo, nos afirmam que não podemos deixar a direita voltar. Temos que cerrar fileiras com os burocratas e pelegos contra uma suposta direita que poderia fazer mais exploração, repressão, privatizações do que estão fazendo.</p>
<p>Diria que basta! Ou fazemos a crítica a tudo isso que construímos, com autonomia e independência de classe, contra a burguesia e seu Estado, contra a pequena-burguesia e sua democracia (ideal/liberal) de reformas que não resolvem nossos problemas, ou ficaremos reféns sempre da alternância de poderes (burgues neoliberal X burgues &#8220;neo-desenvolvimentista&#8221;). Um que reprime com violência, e outro que tenta dialogar, cooptar, e se não der, reprime com violência. Me parece, portanto, que ainda não estamos no momento de sermos propositivos, talvez seja o momento de nos fazermos, como classe, boas perguntas. Me parece ser o momento de voltarmos a nos perguntar para que serve o Estado. Quais os interesses de classe contidos na generalidade da palavra povo. Voltarmos a compreender teoria como a expressão crítica do real, e não como algo de intelectuais. E nos colocarmos mais atentamente na luta que nos faz como classe, contra o patrão, talvez essa tarefa seja mais prioritária&#8230; a classe tem que encontrar novos caminhos e instrumentos de luta&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Richard Clayton		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/11/48866/#comment-63928</link>

		<dc:creator><![CDATA[Richard Clayton]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 19:04:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom ver que ainda existem companheir@s comprometid@s com a luta. A luta é do povo, o resto só ilude! Não podemos nunca em nosso processo organizativos nos curvar ao capital como tem se visto fazer. Na militância não existe neutralidade, há de se escolher um lado e trilhar os rumos de nossas escolhas. Que bom, que companheir@s que merecem nossos respeito apontam esta análise política bem estruturada e relacionada com as questões que são eminentes. Não se pode esperar chegar a vitória real e concreta, construindo a derrota dia a pós dia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom ver que ainda existem companheir@s comprometid@s com a luta. A luta é do povo, o resto só ilude! Não podemos nunca em nosso processo organizativos nos curvar ao capital como tem se visto fazer. Na militância não existe neutralidade, há de se escolher um lado e trilhar os rumos de nossas escolhas. Que bom, que companheir@s que merecem nossos respeito apontam esta análise política bem estruturada e relacionada com as questões que são eminentes. Não se pode esperar chegar a vitória real e concreta, construindo a derrota dia a pós dia.</p>
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