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	Comentários sobre: Os 51 e o MST: pensar sobre as organizações	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Yan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-54298</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:08:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[dizem que existem empresários que sao patriotas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>dizem que existem empresários que sao patriotas&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Yan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-54297</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 16:06:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabens pelo texto compas! Acho que tocaram em varios pontos importantes e que devemos pensar sobre eles a cada açao, repensar-los, discuti-los... sem a pretençao de dar uma resposta imediata, pois as contradiçoes nao nos permite supera-las, por ora..

Queria comentar que acabei de fazer uma entrevista com dois dirigentes da CSUTCB (principal organizaçao que compoe o governo de Evo Morales) e foi interessante perceber como os dois tinham uma sutil diferença no discurso: enquanto um dizia que &quot;gracias al Evo&quot; puderam conquistar reformas democraticas; enquanto o outro dizia que &quot;a vecez hay que puchar su oreja&quot; porque os movimentos que foram responsaveis pelas transformaçoes. 
Contudo, uma coisa os dois tem em comum para que esta diferença seja tao sutil: apoam o projeto reformista que está desmobilizando os trabalhadores que foram responsáveis pela derrocada de tres governos neoliberais. E este projeto está creditando cada vez mais a Evo as mudanças &quot;possíveis&quot;. É o que tem pra hoje! 

e esses governos &quot;progresistas&quot; estao articulando o pussível e impedindo o impossível de existir, juntos... estao sufocando as possibilidades de superaçao do capitalismo.

Saludos a los compas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabens pelo texto compas! Acho que tocaram em varios pontos importantes e que devemos pensar sobre eles a cada açao, repensar-los, discuti-los&#8230; sem a pretençao de dar uma resposta imediata, pois as contradiçoes nao nos permite supera-las, por ora..</p>
<p>Queria comentar que acabei de fazer uma entrevista com dois dirigentes da CSUTCB (principal organizaçao que compoe o governo de Evo Morales) e foi interessante perceber como os dois tinham uma sutil diferença no discurso: enquanto um dizia que &#8220;gracias al Evo&#8221; puderam conquistar reformas democraticas; enquanto o outro dizia que &#8220;a vecez hay que puchar su oreja&#8221; porque os movimentos que foram responsaveis pelas transformaçoes.<br />
Contudo, uma coisa os dois tem em comum para que esta diferença seja tao sutil: apoam o projeto reformista que está desmobilizando os trabalhadores que foram responsáveis pela derrocada de tres governos neoliberais. E este projeto está creditando cada vez mais a Evo as mudanças &#8220;possíveis&#8221;. É o que tem pra hoje! </p>
<p>e esses governos &#8220;progresistas&#8221; estao articulando o pussível e impedindo o impossível de existir, juntos&#8230; estao sufocando as possibilidades de superaçao do capitalismo.</p>
<p>Saludos a los compas&#8230;</p>
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		<title>
		Por: carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-52043</link>

		<dc:creator><![CDATA[carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Jan 2012 20:43:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[silêncio....]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>silêncio&#8230;.</p>
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		<title>
		Por: carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50976</link>

		<dc:creator><![CDATA[carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 19:06:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[essa matéria, publicada no jornal Valor, com a credibilidade de quem serve aos empresários, só fala da tal parceria por alto. 

vocês têm mais informações? onde é a área? quem são as famílias que entrarão no projeto? essas famílias estavam em luta? 

será que essa matéria não apresenta poucos elementos para avaliar os tais &quot;acordos estabelecidos com a Fibria&quot;?

ou o problema é apenas que &quot;A Fibria recebeu em agosto os líderes do MST em sua reunião anual estratégica&quot;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>essa matéria, publicada no jornal Valor, com a credibilidade de quem serve aos empresários, só fala da tal parceria por alto. </p>
<p>vocês têm mais informações? onde é a área? quem são as famílias que entrarão no projeto? essas famílias estavam em luta? </p>
<p>será que essa matéria não apresenta poucos elementos para avaliar os tais &#8220;acordos estabelecidos com a Fibria&#8221;?</p>
<p>ou o problema é apenas que &#8220;A Fibria recebeu em agosto os líderes do MST em sua reunião anual estratégica&#8221;?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50973</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 18:35:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O acordo da Fibria com o MST pode ser consultado, entre outros lugares, aqui:
http://isebvmf.com.br/index.php?r=noticias/view&amp;id=226148]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O acordo da Fibria com o MST pode ser consultado, entre outros lugares, aqui:<br />
<a href="http://isebvmf.com.br/index.php?r=noticias/view&#038;id=226148" rel="nofollow ugc">http://isebvmf.com.br/index.php?r=noticias/view&#038;id=226148</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50972</link>

		<dc:creator><![CDATA[carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 18:29:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[caro rafael,

onde eu acho referências sobre essa formulação do &quot;Estado &#039;democrático-popular&#039; do governo Lula/Dilma&quot;? quero ler mais para entender sobre isso.

como se dá esse processo de &quot;processo de burocratização tocado pela própria Consulta Popular e parte da direção do MST&quot;?

o mst não está fazendo mais um efetivo trabalho de base?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>caro rafael,</p>
<p>onde eu acho referências sobre essa formulação do &#8220;Estado &#8216;democrático-popular&#8217; do governo Lula/Dilma&#8221;? quero ler mais para entender sobre isso.</p>
<p>como se dá esse processo de &#8220;processo de burocratização tocado pela própria Consulta Popular e parte da direção do MST&#8221;?</p>
<p>o mst não está fazendo mais um efetivo trabalho de base?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50971</link>

		<dc:creator><![CDATA[carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 18:22:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigado pelo retorno. embora algumas perguntas não tenham sido respondidas, acho importante esse debate. temos que continuar. pano rápido, mais algumas perguntas:

- como foi esse acordo do MST com a Fibria? onde se deu? como se deu? 

- sobre o gilberto carvalho, o movimento ter um interlocutor dentro do governo significa se &quot;converter em braços diretos ou indiretos deste aparato&quot;? o gilberto carvalho dirige o MST? ou deve tratá-la como o FHC, que tinha uma postura definida contra o movimento?

- se os governos estaduais mandam a polícia quando o movimento faz uma ocupação de terra, e a presidenta Dilma diz que o movimento não é caso de polícia, não existe uma contradição? será que a afirmação de dilma não sugere que os governos estaduais ajam de uma outra forma? 

- então é diferente &quot;orientar o voto&quot; e &quot;mobilizar todo o aparelho organizativo numa campanha eleitoral ativa&quot;? se você tem uma avaliação de que numa eleição há uma disputa importante entre a vitória de um governo de direita e um governo de composição de forças (que não é de esquerda, é verdade) por que não agir para derrotar o pior quadro?

um grande abraço e feliz natal pra todos os leitores do passa palavra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pelo retorno. embora algumas perguntas não tenham sido respondidas, acho importante esse debate. temos que continuar. pano rápido, mais algumas perguntas:</p>
<p>&#8211; como foi esse acordo do MST com a Fibria? onde se deu? como se deu? </p>
<p>&#8211; sobre o gilberto carvalho, o movimento ter um interlocutor dentro do governo significa se &#8220;converter em braços diretos ou indiretos deste aparato&#8221;? o gilberto carvalho dirige o MST? ou deve tratá-la como o FHC, que tinha uma postura definida contra o movimento?</p>
<p>&#8211; se os governos estaduais mandam a polícia quando o movimento faz uma ocupação de terra, e a presidenta Dilma diz que o movimento não é caso de polícia, não existe uma contradição? será que a afirmação de dilma não sugere que os governos estaduais ajam de uma outra forma? </p>
<p>&#8211; então é diferente &#8220;orientar o voto&#8221; e &#8220;mobilizar todo o aparelho organizativo numa campanha eleitoral ativa&#8221;? se você tem uma avaliação de que numa eleição há uma disputa importante entre a vitória de um governo de direita e um governo de composição de forças (que não é de esquerda, é verdade) por que não agir para derrotar o pior quadro?</p>
<p>um grande abraço e feliz natal pra todos os leitores do passa palavra.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Coletivo Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50942</link>

		<dc:creator><![CDATA[Coletivo Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2011 09:51:17 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49595#comment-50942</guid>

					<description><![CDATA[Caro Carlos,
Geralmente o Coletivo Passa Palavra prefere deixar os comentários para o debate entre os leitores, mas parece-nos que neste caso será oportuno dar uma breve resposta às questões que você levantou.
Quanto à classificação do Brasil como imperialismo, remetemos para os artigos incluídos na etiqueta Nunca Antes Na História Deste País ( http://passapalavra.info/?tag=nunca_antes_na_historia_deste_pais ). 
Quanto à segunda questão que você levantou, trata-se de ampliar e multiplicar os canais de democracia interna que permitam às pessoas envolvidas com o trabalho nas cozinhas, nas cirandas, etc., se envolverem de igual modo com o debate das questões estratégicas. Nem no MST nem em nenhum outro movimento social nem em nenhuma organização política isto está assegurado. É uma luta permanente, e é para a urgência desta luta que chamamos a atenção pelo menos desde o nosso artigo &lt;em&gt;Entre o fogo e a panela&lt;/em&gt; ( http://passapalavra.info/?p=27717 ), publicado há um ano e meio.
Quanto às terceira, quinta e sétima questões, precisamente porque «política é risco» e porque o «dilema nunca será superado» é que os movimentos sociais devem se esforçar por dificultar a cooptação das suas lutas pelo governo e pelo capital, em vez de criar vínculos que facilitam essa cooptação, como sucede com as estreitas relações mantidas com o ministro Gilberto Carvalho ou com os acordos estabelecidos com a Fibria. Para evitar ser «um movimento pelo socialismo sem conquistas», e portanto ser marginalizado, não é necessário ser «um movimento reivindicatório com muita base e sem perspetiva estratégica». Mas só se pode lutar contra este dilema através de uma democracia interna que estimule a base a contribuir cada vez mais para a formulação da estratégia.
Quanto à quarta questão, quem estiver interessado na resposta deve pesquisar em torno da figura do ministro Gilberto Carvalho, procurando inclusivamente o aparecimento deste personagem no site do MST.
Quanto à sexta questão, as ocupações reivindicam subsídios e não chegam subsídios sem ocupações, mas trata-se de definir o que é fundamental para o movimento. O fundamental é a ocupação, com a rede de relações sociais que permite criar, com as novas experiências de decisão colectiva, com a abertura de novos quadros de prática? Ou o fundamental são os subsídios e a constituição de uma camada de técnicos e gestores encarregados de administrar estes subsídios?
Quanto à oitava questão, esse quadro legal existe porque o governo central não se esforça por o alterar. E não se esforça por o alterar porque isso lhe convém. Quando a presidente Dilma declara «O MST não é um caso de polícia. Agora, eu não compactuo com ilegalidade, nem com invasão de prédios públicos, nem com invasão de propriedades que estão sendo produtivamente administradas» trata-se de uma pérola de ambiguidade, esclarecida quando ela afirma «sou inteiramente contrária à tomada de locais públicos e invasões de terra». Nestes termos, não parece que as linhas gerais da política sejam diferentes no governo federal e nos estados.
Quanto à nona e última questão, há uma grande diferença entre orientar o voto num dado sentido ou mobilizar todo o aparelho organizativo numa campanha eleitoral ativa. É de novo o problema levantado pelas suas terceira, quinta e sétima questões. Finalmente, quanto à questão — decerto retórica — de saber de que lado nós ficamos, remetemos para um debate interno do Coletivo Passa Palavra, que publicámos no artigo &lt;em&gt;Fora de pauta&lt;/em&gt; ( http://passapalavra.info/?p=30891 ).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Carlos,<br />
Geralmente o Coletivo Passa Palavra prefere deixar os comentários para o debate entre os leitores, mas parece-nos que neste caso será oportuno dar uma breve resposta às questões que você levantou.<br />
Quanto à classificação do Brasil como imperialismo, remetemos para os artigos incluídos na etiqueta Nunca Antes Na História Deste País ( <a href="http://passapalavra.info/?tag=nunca_antes_na_historia_deste_pais" rel="ugc">http://passapalavra.info/?tag=nunca_antes_na_historia_deste_pais</a> ).<br />
Quanto à segunda questão que você levantou, trata-se de ampliar e multiplicar os canais de democracia interna que permitam às pessoas envolvidas com o trabalho nas cozinhas, nas cirandas, etc., se envolverem de igual modo com o debate das questões estratégicas. Nem no MST nem em nenhum outro movimento social nem em nenhuma organização política isto está assegurado. É uma luta permanente, e é para a urgência desta luta que chamamos a atenção pelo menos desde o nosso artigo <em>Entre o fogo e a panela</em> ( <a href="http://passapalavra.info/?p=27717" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=27717</a> ), publicado há um ano e meio.<br />
Quanto às terceira, quinta e sétima questões, precisamente porque «política é risco» e porque o «dilema nunca será superado» é que os movimentos sociais devem se esforçar por dificultar a cooptação das suas lutas pelo governo e pelo capital, em vez de criar vínculos que facilitam essa cooptação, como sucede com as estreitas relações mantidas com o ministro Gilberto Carvalho ou com os acordos estabelecidos com a Fibria. Para evitar ser «um movimento pelo socialismo sem conquistas», e portanto ser marginalizado, não é necessário ser «um movimento reivindicatório com muita base e sem perspetiva estratégica». Mas só se pode lutar contra este dilema através de uma democracia interna que estimule a base a contribuir cada vez mais para a formulação da estratégia.<br />
Quanto à quarta questão, quem estiver interessado na resposta deve pesquisar em torno da figura do ministro Gilberto Carvalho, procurando inclusivamente o aparecimento deste personagem no site do MST.<br />
Quanto à sexta questão, as ocupações reivindicam subsídios e não chegam subsídios sem ocupações, mas trata-se de definir o que é fundamental para o movimento. O fundamental é a ocupação, com a rede de relações sociais que permite criar, com as novas experiências de decisão colectiva, com a abertura de novos quadros de prática? Ou o fundamental são os subsídios e a constituição de uma camada de técnicos e gestores encarregados de administrar estes subsídios?<br />
Quanto à oitava questão, esse quadro legal existe porque o governo central não se esforça por o alterar. E não se esforça por o alterar porque isso lhe convém. Quando a presidente Dilma declara «O MST não é um caso de polícia. Agora, eu não compactuo com ilegalidade, nem com invasão de prédios públicos, nem com invasão de propriedades que estão sendo produtivamente administradas» trata-se de uma pérola de ambiguidade, esclarecida quando ela afirma «sou inteiramente contrária à tomada de locais públicos e invasões de terra». Nestes termos, não parece que as linhas gerais da política sejam diferentes no governo federal e nos estados.<br />
Quanto à nona e última questão, há uma grande diferença entre orientar o voto num dado sentido ou mobilizar todo o aparelho organizativo numa campanha eleitoral ativa. É de novo o problema levantado pelas suas terceira, quinta e sétima questões. Finalmente, quanto à questão — decerto retórica — de saber de que lado nós ficamos, remetemos para um debate interno do Coletivo Passa Palavra, que publicámos no artigo <em>Fora de pauta</em> ( <a href="http://passapalavra.info/?p=30891" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=30891</a> ).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael V.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50910</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 21:31:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49595#comment-50910</guid>

					<description><![CDATA[Copiar e colar uma frase do Lênin para endossar uma política reformista não me parece o caminho mais adequado para realizar um debate programático.

O que me espanta é o leninismo ser recorrentemente utilizado como o argumento chave de salvação do reformismo no interior dos movimentos: &quot;calma companheiros, ainda não chegou a hora de radicalizar a luta&quot;.

Das duas uma; ou o leninismo é uma ideologia reformista que nada diz sobre a autonomia operária (o que é parcialmente ou quase sempre correto), do protagonismo da base e da ação direta ou se extraem os textos mais retrógados de maneira oportunista com vistas a salvaguardar a atuação reformista da nomenklatura da vez, escondida sob o guarda-chuva do centralismo democrático/burocrático.

Dizer que os movimentos populares precisam recuar, e que o atrelamento do MST e de outros movimentos ao governo é apenas um efeito da conjuntura é simplesmente pouco verossímil. 

O que há é um processo de burocratização tocado pela própria Consulta Popular e parte da direção do MST no que acreditam ser uma luta por um &quot;aparelho em disputa&quot;, que em tese, é o Estado &quot;democrático-popular&quot; (também em aspas, obviamente) do governo Lula/Dilma. Neste ponto equivocam-se completamente. A consulta entende que este aparelho está em disputa e para isto rebaixa não só sua agenda, mas leva os movimentos populares em que está inserida a reboque. Parte desta avaliação é fruto de uma análise equivocada, de tentar disputar a organização política da classe dominante; e o pior, utilizando seus próprios meios e canais.

Este atrelamento ao governo e a atuação nos esferas mais &quot;retrógadas&quot;, utilizando os termos postos pelo Lênin, infelizmente é operado sem a contra-partida de um efetivo trabalho de base. Será que o Leninismo sobre isto nada tem a dizer? Ou Lênin recomendara sem as menores ressalvas a atuação parlamentar à despeito do trabalho de base?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Copiar e colar uma frase do Lênin para endossar uma política reformista não me parece o caminho mais adequado para realizar um debate programático.</p>
<p>O que me espanta é o leninismo ser recorrentemente utilizado como o argumento chave de salvação do reformismo no interior dos movimentos: &#8220;calma companheiros, ainda não chegou a hora de radicalizar a luta&#8221;.</p>
<p>Das duas uma; ou o leninismo é uma ideologia reformista que nada diz sobre a autonomia operária (o que é parcialmente ou quase sempre correto), do protagonismo da base e da ação direta ou se extraem os textos mais retrógados de maneira oportunista com vistas a salvaguardar a atuação reformista da nomenklatura da vez, escondida sob o guarda-chuva do centralismo democrático/burocrático.</p>
<p>Dizer que os movimentos populares precisam recuar, e que o atrelamento do MST e de outros movimentos ao governo é apenas um efeito da conjuntura é simplesmente pouco verossímil. </p>
<p>O que há é um processo de burocratização tocado pela própria Consulta Popular e parte da direção do MST no que acreditam ser uma luta por um &#8220;aparelho em disputa&#8221;, que em tese, é o Estado &#8220;democrático-popular&#8221; (também em aspas, obviamente) do governo Lula/Dilma. Neste ponto equivocam-se completamente. A consulta entende que este aparelho está em disputa e para isto rebaixa não só sua agenda, mas leva os movimentos populares em que está inserida a reboque. Parte desta avaliação é fruto de uma análise equivocada, de tentar disputar a organização política da classe dominante; e o pior, utilizando seus próprios meios e canais.</p>
<p>Este atrelamento ao governo e a atuação nos esferas mais &#8220;retrógadas&#8221;, utilizando os termos postos pelo Lênin, infelizmente é operado sem a contra-partida de um efetivo trabalho de base. Será que o Leninismo sobre isto nada tem a dizer? Ou Lênin recomendara sem as menores ressalvas a atuação parlamentar à despeito do trabalho de base?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49595/#comment-50909</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Dec 2011 21:31:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=49595#comment-50909</guid>

					<description><![CDATA[Vendo os resultados do bolchevismo, será que aquela citação se destina a criticar os 51 ou a criticar o Lenin?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vendo os resultados do bolchevismo, será que aquela citação se destina a criticar os 51 ou a criticar o Lenin?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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