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	Comentários sobre: A inevitável greve de 24 de Novembro de 2011	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Ricardo Noronha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49852/#comment-50030</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Noronha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 17:20:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Right on João. É o meu programa. Somos todos trabalhadores. Até (sobretudo?) os desempregados e as pessoas em processo de formação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Right on João. É o meu programa. Somos todos trabalhadores. Até (sobretudo?) os desempregados e as pessoas em processo de formação.</p>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49852/#comment-49848</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 20:36:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ok, foi um mal-entendido da minha parte. Sorry :-)

Quando eu falo em aproximação entre o pessoal que se organiza nos sindicatos e a malta dos movimentos (chamemos assim) não estou a partir da ideia da concertação, mas de, a partir da luta, o pessoal ultrapassar as direcções mais recuadas de vários sindicatos e ao mesmo tempo, tb a partir da luta real, o pessoal dos movimentos se considerar como trabalhadores e agir no sentido de radicalizar o processo e de colocar o capitalismo (tanto a burguesia como o estado burguês) como os alvos principais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ok, foi um mal-entendido da minha parte. Sorry :-)</p>
<p>Quando eu falo em aproximação entre o pessoal que se organiza nos sindicatos e a malta dos movimentos (chamemos assim) não estou a partir da ideia da concertação, mas de, a partir da luta, o pessoal ultrapassar as direcções mais recuadas de vários sindicatos e ao mesmo tempo, tb a partir da luta real, o pessoal dos movimentos se considerar como trabalhadores e agir no sentido de radicalizar o processo e de colocar o capitalismo (tanto a burguesia como o estado burguês) como os alvos principais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ricardo Noronha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49852/#comment-49842</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Noronha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 19:24:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não era nenhum remoque João. Limitava-me a sustentar que isto não é um simpático diálogo entre posições diferentes, mas um processo amplo que inclui bastantes contradições, posições distintas, sujeitos e actores variados, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não era nenhum remoque João. Limitava-me a sustentar que isto não é um simpático diálogo entre posições diferentes, mas um processo amplo que inclui bastantes contradições, posições distintas, sujeitos e actores variados, etc.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49852/#comment-49840</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 19:12:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu nunca disse ou vejo isto como uma conversa de café...
E não vejo mal nenhum que o pessoal de diferentes inserções profissionais venha à luta e cresça na luta... E concordo plenamente com o que dizes no último parágrafo: «Tudo o que procure reforçar esse processo - mesmo que tenha das questões organizativas, tácticas e estratégicas, uma opinião diferente da minha - será positivo. O que nos falta neste momento são mais espaços e ocasiões para discutir com franqueza as divergências mais importantes e encontrar terrenos de acordo que permitam uma acção comum sem sacrificar a autonomia de cada componente do movimento».
Portanto, não sei de onde vem essa da conversa de café...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca disse ou vejo isto como uma conversa de café&#8230;<br />
E não vejo mal nenhum que o pessoal de diferentes inserções profissionais venha à luta e cresça na luta&#8230; E concordo plenamente com o que dizes no último parágrafo: «Tudo o que procure reforçar esse processo &#8211; mesmo que tenha das questões organizativas, tácticas e estratégicas, uma opinião diferente da minha &#8211; será positivo. O que nos falta neste momento são mais espaços e ocasiões para discutir com franqueza as divergências mais importantes e encontrar terrenos de acordo que permitam uma acção comum sem sacrificar a autonomia de cada componente do movimento».<br />
Portanto, não sei de onde vem essa da conversa de café&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Ricardo Noronha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49852/#comment-49824</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Noronha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 14:09:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De acordo com esses dois problemas. De acordo também relativamente às &quot;cúpulas&quot; do 15O. Não faltam ali aspirações burocráticas, simplesmente, (1) esse não é um processo tão consolidado e (2) como o ponto de partida é o da horizontalidade, o terreno é-lhes menos sólido debaixo dos pés. Ou seja, cada gesto controleirista e dirigista permite um amplo espaço de denúncia e desautorização que é mais difícil de desenvolver numa estrutura formal.
Parece-me em todo o caso que as dificuldades que levantas podem ser resolvidas no contexto de um debate menos inquinado e de momentos de confluência no contexto DA luta.
 Ou seja, não equaciono isto como uma conversa de café, mas de um processo com vários momentos, em que toma forma uma nova composição de classe, que inclua o &quot;grande proletariado altamente precário nas grandes cadeias de lojas&quot;, os bolseiros, os operadores de call centers, operários industriais (que naturalmente também os há e nem todos se mobilizam pela palavra de ordem da &quot;produção nacional), os/as empregados/as de segurança e de limpeza(sem os quais não haveria serviços a funcionar), os «trabalhadores criativos» (design, arquitectura, audiovisual), etc. 
Tudo o que trave ou dificulte esse processo é profundamente negativo e tem como efeito enfraquecer a luta dos trabalhadores. 
Tudo o que procure reforçar esse processo - mesmo que tenha das questões organizativas, tácticas e estratégicas, uma opinião diferente da minha - será positivo. O que nos falta neste momento são mais espaços e ocasiões para discutir com franqueza as divergências mais importantes e encontrar terrenos de acordo que permitam uma acção comum sem sacrificar a autonomia de cada componente do movimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com esses dois problemas. De acordo também relativamente às &#8220;cúpulas&#8221; do 15O. Não faltam ali aspirações burocráticas, simplesmente, (1) esse não é um processo tão consolidado e (2) como o ponto de partida é o da horizontalidade, o terreno é-lhes menos sólido debaixo dos pés. Ou seja, cada gesto controleirista e dirigista permite um amplo espaço de denúncia e desautorização que é mais difícil de desenvolver numa estrutura formal.<br />
Parece-me em todo o caso que as dificuldades que levantas podem ser resolvidas no contexto de um debate menos inquinado e de momentos de confluência no contexto DA luta.<br />
 Ou seja, não equaciono isto como uma conversa de café, mas de um processo com vários momentos, em que toma forma uma nova composição de classe, que inclua o &#8220;grande proletariado altamente precário nas grandes cadeias de lojas&#8221;, os bolseiros, os operadores de call centers, operários industriais (que naturalmente também os há e nem todos se mobilizam pela palavra de ordem da &#8220;produção nacional), os/as empregados/as de segurança e de limpeza(sem os quais não haveria serviços a funcionar), os «trabalhadores criativos» (design, arquitectura, audiovisual), etc.<br />
Tudo o que trave ou dificulte esse processo é profundamente negativo e tem como efeito enfraquecer a luta dos trabalhadores.<br />
Tudo o que procure reforçar esse processo &#8211; mesmo que tenha das questões organizativas, tácticas e estratégicas, uma opinião diferente da minha &#8211; será positivo. O que nos falta neste momento são mais espaços e ocasiões para discutir com franqueza as divergências mais importantes e encontrar terrenos de acordo que permitam uma acção comum sem sacrificar a autonomia de cada componente do movimento.</p>
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2011/12/49852/#comment-49808</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 11:00:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ricardo,

concordo contigo na questão de o movimento sindical se mostrar incapaz de se relacionar com o universo heteróclito de movimentos que foram surgindo e crescendo nos últimos dois anos. Mas do outro lado tb existe isso. E não estou certo que as lideranças mais presentes do 15O não sejam menos &quot;burocráticas&quot; e menos alinhadas com o sistema. O que mais importa é que tanto os trabalhadores que se organizam nos sindicatos (sobretudo da CGTP porque a UGT praticamente não tem expressão numérica e quase só existe para assinar de cruz acordos com o governo e com o patronato) como os jovens trabalhadores que estão nesses movimentos se unam.

Portanto, e para tentar ser breve (até pq o teu artigo coloca mtas coisas e não tenho tempo para responder a todas) parece-me que temos de nos confrontar com dois fenómenos centrais:
1) a já referida necessidade de uma unidade de classe entre trabalhadores que estão neste momento organizados nos sindicatos e os jovens trabalhadores (que a maioria deles ainda nem tem essa consciência de classe - e da(s) classe(s));

2) as dificuldades de organização e de trazer para a luta jovens trabalhadores que trabalham nos chamados &quot;serviços&quot; (não vou discutir o conceito que tem muitíssimas insuficiências e se é que é um conceito...). Reformulando, se é verdade que mais jovens trabalhadores têm-se mobilizado importa perceber de que áreas profissionais e de que inserção institucional específica do processo de trabalho é que eles têm vindo. Da minha experiência destas duas últimas Greves Gerais, creio que muito poucos dos que pertencem a um grande proletariado altamente precário nas grandes cadeias de lojas (roupa, electrodomésticos, livrarias/gadgets, restaurantes fast-food) se tenham rebelado. Sublinho que apenas me estou a cingir ao fenómeno da área metropolitana do Porto (e aventuro-me no máximo ao espaço da Grande Lisboa). E já para não falar dos cerca de vinte mil bolseiros de investigação científica (a esmagadora maioria trabalhadores sem contrato de trabalho, no sentido jurídico, e que não são estudantes), das dezenas de milhares de free-lancers em áreas como o design, jornalismo, publicidade, etc. Não sei se tens mais dados (não necessariamente ou unicamente estatísticos) sobre este assunto.

Um abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo,</p>
<p>concordo contigo na questão de o movimento sindical se mostrar incapaz de se relacionar com o universo heteróclito de movimentos que foram surgindo e crescendo nos últimos dois anos. Mas do outro lado tb existe isso. E não estou certo que as lideranças mais presentes do 15O não sejam menos &#8220;burocráticas&#8221; e menos alinhadas com o sistema. O que mais importa é que tanto os trabalhadores que se organizam nos sindicatos (sobretudo da CGTP porque a UGT praticamente não tem expressão numérica e quase só existe para assinar de cruz acordos com o governo e com o patronato) como os jovens trabalhadores que estão nesses movimentos se unam.</p>
<p>Portanto, e para tentar ser breve (até pq o teu artigo coloca mtas coisas e não tenho tempo para responder a todas) parece-me que temos de nos confrontar com dois fenómenos centrais:<br />
1) a já referida necessidade de uma unidade de classe entre trabalhadores que estão neste momento organizados nos sindicatos e os jovens trabalhadores (que a maioria deles ainda nem tem essa consciência de classe &#8211; e da(s) classe(s));</p>
<p>2) as dificuldades de organização e de trazer para a luta jovens trabalhadores que trabalham nos chamados &#8220;serviços&#8221; (não vou discutir o conceito que tem muitíssimas insuficiências e se é que é um conceito&#8230;). Reformulando, se é verdade que mais jovens trabalhadores têm-se mobilizado importa perceber de que áreas profissionais e de que inserção institucional específica do processo de trabalho é que eles têm vindo. Da minha experiência destas duas últimas Greves Gerais, creio que muito poucos dos que pertencem a um grande proletariado altamente precário nas grandes cadeias de lojas (roupa, electrodomésticos, livrarias/gadgets, restaurantes fast-food) se tenham rebelado. Sublinho que apenas me estou a cingir ao fenómeno da área metropolitana do Porto (e aventuro-me no máximo ao espaço da Grande Lisboa). E já para não falar dos cerca de vinte mil bolseiros de investigação científica (a esmagadora maioria trabalhadores sem contrato de trabalho, no sentido jurídico, e que não são estudantes), das dezenas de milhares de free-lancers em áreas como o design, jornalismo, publicidade, etc. Não sei se tens mais dados (não necessariamente ou unicamente estatísticos) sobre este assunto.</p>
<p>Um abraço</p>
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