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	Comentários sobre: Trajetórias organizacionistas: Anarquismo e Sindicalismo Revolucionário no Brasil da década de 40 e 50	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Helládio Holanda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-270699</link>

		<dc:creator><![CDATA[Helládio Holanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Dec 2014 13:14:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Leandro, peço desculpas aqui em público, pois esqueci de citar aqui a fonte de onde eu peguei, o site www.trabalhosfeitos.com.br, creio que nos outros artigos desta série eu coloquei a fonte, lembro que inclusive eu até parei de fazer esta série a cada década devido a justamente não ser eu que escrevo, adorei o trabalho de vocês e resolvi colocar um resumo por década, no caso este é a década de 40. Todos os meus textos em 90% são de minha autoria, quando não tenho tempo de postar os 3 textos por dia que o recanto permite eu pego algum assunto interessante no Wikipedia ou neste seite Trabalhos feitos e coloco. Peço desculpas pelo constrangimento e você tem razão, no caso como não tem seu email não tenho como pedir desculpas formalmente. espero que me leia e parabéns pelo trabalho. Ah, quanto a esse site que você colocou eu nunca entrei, somente no trabalhosfeitos. Abraço. (Acessei este site agora somente para lerem minha resposta e desculpas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Leandro, peço desculpas aqui em público, pois esqueci de citar aqui a fonte de onde eu peguei, o site <a href="http://www.trabalhosfeitos.com.br" rel="nofollow ugc">http://www.trabalhosfeitos.com.br</a>, creio que nos outros artigos desta série eu coloquei a fonte, lembro que inclusive eu até parei de fazer esta série a cada década devido a justamente não ser eu que escrevo, adorei o trabalho de vocês e resolvi colocar um resumo por década, no caso este é a década de 40. Todos os meus textos em 90% são de minha autoria, quando não tenho tempo de postar os 3 textos por dia que o recanto permite eu pego algum assunto interessante no Wikipedia ou neste seite Trabalhos feitos e coloco. Peço desculpas pelo constrangimento e você tem razão, no caso como não tem seu email não tenho como pedir desculpas formalmente. espero que me leia e parabéns pelo trabalho. Ah, quanto a esse site que você colocou eu nunca entrei, somente no trabalhosfeitos. Abraço. (Acessei este site agora somente para lerem minha resposta e desculpas.</p>
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		<title>
		Por: Pedro Arruda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-100144</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pedro Arruda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 19:43:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se estiver em São Paulo, entre em contato com a Biblioteca Terra Livre, que tem um trabalho, entre outras coisas, com a preservação das fontes: http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se estiver em São Paulo, entre em contato com a Biblioteca Terra Livre, que tem um trabalho, entre outras coisas, com a preservação das fontes: <a href="http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/" rel="nofollow ugc">http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/</a></p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Márcio Alex Leme		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-100117</link>

		<dc:creator><![CDATA[Márcio Alex Leme]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Feb 2013 17:44:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns. Apreciei o conteúdo do presente trabalho. Não sou escritor por ofício, mas estou ligado nos anarquismos. Enquanto estudante procuro investigar a relação Brasil e anarquia, desde a primeira experiência libertária no século XIX até o posicionamento dos anarquistas em relação ao golpe civil-militar de 1964. Para desenvolver meu trabalho, penso o anarquismo enquanto teoria social em oposição ao sistema social vigente, que possui o trabalho como categoria central para se pensar a acumulação de riqueza, enfim. Entretanto, meu maior problema são as fontes. Se puderes me orientar em relação ao problema citado, me coloco a disposição para qualquer esclarecimento. 
Certo de sua compreensão, saúde e transformação social.

                                    Márcio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns. Apreciei o conteúdo do presente trabalho. Não sou escritor por ofício, mas estou ligado nos anarquismos. Enquanto estudante procuro investigar a relação Brasil e anarquia, desde a primeira experiência libertária no século XIX até o posicionamento dos anarquistas em relação ao golpe civil-militar de 1964. Para desenvolver meu trabalho, penso o anarquismo enquanto teoria social em oposição ao sistema social vigente, que possui o trabalho como categoria central para se pensar a acumulação de riqueza, enfim. Entretanto, meu maior problema são as fontes. Se puderes me orientar em relação ao problema citado, me coloco a disposição para qualquer esclarecimento.<br />
Certo de sua compreensão, saúde e transformação social.</p>
<p>                                    Márcio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Kauan Willian Dos Santos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-94859</link>

		<dc:creator><![CDATA[Kauan Willian Dos Santos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Jan 2013 21:57:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=50685#comment-94859</guid>

					<description><![CDATA[Ótima pesquisa, estou muito curioso para ler o trabalho inteiro. A explicação do &#039;&#039;desaparecimento&#039;&#039; da ação anarquista após os anos de 1930 nunca convenceu ninguém. Como uma teoria e ideologia tão forte no movimento operário na Primeira República iria simplesmente desaparecer? A escassez de fontes não revela a inexistência, mas ao contrário, pode mostrar como foi duramente reprimida ou julgada inferior. De um lado, do próprio Estado que se apresentou repressor e de outro lado o próprio comunismo tentando dissociar o anarquismo da família socialista.
É por isso que seu trabalho é tão pioneiro e importante, revela a busca que se deve ter por &#039;&#039;indícios, rastros e sinais&#039;&#039; revelando a complexidade da História do Trabalho e dos movimentos sociais no Brasil.
Mas acho, em vários casos e comentários que se tem feito, o anarquismo como movimento e teoria não podem ser julgados inferiores ou superiores em qualquer momento da História. Isso é um equívoco que ignora o próprio estudo do &#039;&#039;auto fazer-se&#039;&#039; de determinada classe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótima pesquisa, estou muito curioso para ler o trabalho inteiro. A explicação do &#8221;desaparecimento&#8221; da ação anarquista após os anos de 1930 nunca convenceu ninguém. Como uma teoria e ideologia tão forte no movimento operário na Primeira República iria simplesmente desaparecer? A escassez de fontes não revela a inexistência, mas ao contrário, pode mostrar como foi duramente reprimida ou julgada inferior. De um lado, do próprio Estado que se apresentou repressor e de outro lado o próprio comunismo tentando dissociar o anarquismo da família socialista.<br />
É por isso que seu trabalho é tão pioneiro e importante, revela a busca que se deve ter por &#8221;indícios, rastros e sinais&#8221; revelando a complexidade da História do Trabalho e dos movimentos sociais no Brasil.<br />
Mas acho, em vários casos e comentários que se tem feito, o anarquismo como movimento e teoria não podem ser julgados inferiores ou superiores em qualquer momento da História. Isso é um equívoco que ignora o próprio estudo do &#8221;auto fazer-se&#8221; de determinada classe.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rafael V.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-53832</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V.]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 15:33:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Carlos, obrigado por seus comentários. Acredito que servem como reflexões muito relevantes. Gostaria apenas de dialogar com algumas questões que você colocou. 

Em relação ao conceito de cultura política, quando você afirma que esta acaba &quot;deixando de lado seja aquilo que foge à essa estabilidade no comportamento dos mesmos&quot;. No caso da pesquisa em questão fora justamente o contrário que procurei enfatizar. Digo isto, pois as pesquisas habituais ressaltaram a &quot;estratégia cultural&quot; do anarquismo no período, mas pouco falaram sobre uma questão central que estava sendo discutida pelos mesmos, e que permanece amplamente ignorada na historiografia sobre o tema: suas estratégias sindicais. Omitir este posicionamento, ao meu ver é um erro crasso, que na ânsia de renovação dos pressupostos metodológicos, acaba ignorando um posicionamento fulcral dos anarquistas naquele momento. Ou seja, na ânsia de procurar o &quot;desvio&quot;, acabam ignorando o &quot;regular&quot;, os consensos, os acordos políticos realizados naquele contexto.

Em relação a &quot;identidade anarquista&quot;, no meu trabalho de conclusão de curso, tento relativizar as análises que entenderam o anarquismo e suas correntes como identidades políticas perfeitamente separadas, como o faz Woodcock e Bóris Fausto, a título de exemplo. Estou mais interessado em compreender suas estratégias. Não acho muito interessante as análises que reduzem o anarquismo a um mero discurso de seus aderentes e muito menos reduzem este, a sua dimensão multifacetada sem levar em consideração, que havia sim uma estratégia predominante. Pelo menos é isso o que indica, aí me atenho as fontes novamente, as atas do Congresso Anarquista de 1948 e a iniciativa dos anarquistas em &quot;retornarem&quot; aos sindicatos.

Não procurando encerrá-las &quot;na construção de núcleos ideologica e praticamente coesos de atuação que exprimiriam uma possível identidade anarquista&quot;, mas sim, compreendendo qual foi a principal estratégia adotada pelo movimento naquele período, ainda que, reconheço, houvessem outras propostas,  postas naquele momento. Há também decerto outros posicionamentos, que merecem estudos mais aprofundadados. 

Ative-me às suas estratégias sindicais, mas acredito que as fontes permitem pesquisas muito mais diversas. 

Em relação ao que chamo organizacionismo anarquista cabe um comentário maior, visto que talvez não tenha sido sobre este ponto, muito claro no artigo ou no mínimo mal compreendido por você. Não disse em nenhum momento que 

&quot;o aspecto organizacional jamais deixou de ser preocupação nos debates, tampouco jamais vingou&quot;. 

Obviamente o aspecto organizacional está presente na história do movimento anarquista. O que eu chamo de organizacionismo, aliás este termo é utilizado pelos próprios anarquistas durante o período anterior, é simplesmente a posição daqueles que se esforçaram em formar grupos específicos anarquistas anarquistas. Nesse ponto, parece que você ignora completamente todo o restante do meu artigo. Em nenhum momento reduzi a história do movimento anarquista a duas tentativas &quot;frustradas&quot; do organizacionismo. Faltou-me talvez, maior clareza para expressar este termo no artigo. Erro do autor.

Outro esclarecimento. Em nenhum momento opûs o organizacional ao individual, esta oposição é uma construção sua, não dos meus pressupostos metodológicos &quot;próprios de quem trabalha com o conceito de cultura política&quot;. Até mesmo por que, em minha monografia, reitero que no periódico &quot;Ação Direta&quot; por exemplo, convivia uma pluralidade de estratégias dentro do anarquismo, ainda que houvesse uma tendência política no meu entendimento, predominante. O que ressaltei no artigo fora justamente a forte presença de uma estratégia política que visava formar organizações específicas anarquistas, organizações específicas que não seguiam o modelo dos antigos grupos de afinidade (diversas vezes criticados pelos militantes em seus jornais) e que tentavam interferir no sindicalismo daquele momento. Notadamente, há uma abertura maior, muito influenciadas pelas discussões organizativas do anarquismo mundial, a construção de organizações específicas anarquistas no Brasil. 

Quando você diz que &quot;É no mínimo empobrecedor reduzir um esforço multifacetado e muitas vezes descoordenado de militância organizada dos anarquistas na história brasileira&quot; é preciso para o período estudado, recorrer também aos debates organizativos dos anarquistas em outras partes do mundo, e a relação destes com os anarquistas brasileiros na década de 40 e 50. Basta, recorrer as fontes, que percebemos que havia uma articulação e contatos mínimos entre os anarquistas brasileiros e os grupos anarquistas da Europa e da América do Sul. Também seria empobrecedor, dizer que este esforço de articulação política que os militantes se empenharam durante uma longa geração era totalmente descoordenado e descontínuo. Basta pensarmos na participação dos anarquistas brasileiros na década de 40 num Congresso Anarquista Internacional. Basta pensarmos na Comissão de Relações Anarquistas, cujo militante Ideal Peres era o delegado brasileiro e nos subsequentes congressos dos anarquistas em território nacional. Para não citar o encontro latino-americano, que também contou com a participação da militância anarquista brasileira na década de 50. Estariam esses anarquistas completamente descoordenados ou esta posição também é própria de determinados pressupostos metodológicos e pouco das fontes estudadas?

Cabe também um comentário ao que você considera um erro do aparato conceitual utilizado no artigo. Concordo que como todo aparato conceitual é uma ferramenta; e que por isto obviamente possui certas limitações.

Mas quando você diz que este aparado &quot;acaba deixando de lado seja aquilo que foge à essa estabilidade no comportamento dos mesmos&quot;, para mim isto é um mero artifício retórico.

Aí entraríamos num debate infindável que é essencialmente teórico e obviamente é fruto da escolha do historiador. Deveríamos então inverter os pólos da questão e esquecer as estabilidades dos comportamentos e procurar os desvios, as descontinuidades? E qual é (se não) o papel das ciências sociais se não buscar as estabilidades, as regularidades dos comportamentos dos atores sociais? Obviamente, as possibilidades de pesquisas dos desvios são bastante interessantes (vide Ginzburg à título de exemplo), mas entendo que este último posicionamento é uma escolha do historiador. 

Optei por uma escolha, mas outras estão postas e são possíveis. 

Espero ter podido dialogar, muito obrigado por seu comentário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Carlos, obrigado por seus comentários. Acredito que servem como reflexões muito relevantes. Gostaria apenas de dialogar com algumas questões que você colocou. </p>
<p>Em relação ao conceito de cultura política, quando você afirma que esta acaba &#8220;deixando de lado seja aquilo que foge à essa estabilidade no comportamento dos mesmos&#8221;. No caso da pesquisa em questão fora justamente o contrário que procurei enfatizar. Digo isto, pois as pesquisas habituais ressaltaram a &#8220;estratégia cultural&#8221; do anarquismo no período, mas pouco falaram sobre uma questão central que estava sendo discutida pelos mesmos, e que permanece amplamente ignorada na historiografia sobre o tema: suas estratégias sindicais. Omitir este posicionamento, ao meu ver é um erro crasso, que na ânsia de renovação dos pressupostos metodológicos, acaba ignorando um posicionamento fulcral dos anarquistas naquele momento. Ou seja, na ânsia de procurar o &#8220;desvio&#8221;, acabam ignorando o &#8220;regular&#8221;, os consensos, os acordos políticos realizados naquele contexto.</p>
<p>Em relação a &#8220;identidade anarquista&#8221;, no meu trabalho de conclusão de curso, tento relativizar as análises que entenderam o anarquismo e suas correntes como identidades políticas perfeitamente separadas, como o faz Woodcock e Bóris Fausto, a título de exemplo. Estou mais interessado em compreender suas estratégias. Não acho muito interessante as análises que reduzem o anarquismo a um mero discurso de seus aderentes e muito menos reduzem este, a sua dimensão multifacetada sem levar em consideração, que havia sim uma estratégia predominante. Pelo menos é isso o que indica, aí me atenho as fontes novamente, as atas do Congresso Anarquista de 1948 e a iniciativa dos anarquistas em &#8220;retornarem&#8221; aos sindicatos.</p>
<p>Não procurando encerrá-las &#8220;na construção de núcleos ideologica e praticamente coesos de atuação que exprimiriam uma possível identidade anarquista&#8221;, mas sim, compreendendo qual foi a principal estratégia adotada pelo movimento naquele período, ainda que, reconheço, houvessem outras propostas,  postas naquele momento. Há também decerto outros posicionamentos, que merecem estudos mais aprofundadados. </p>
<p>Ative-me às suas estratégias sindicais, mas acredito que as fontes permitem pesquisas muito mais diversas. </p>
<p>Em relação ao que chamo organizacionismo anarquista cabe um comentário maior, visto que talvez não tenha sido sobre este ponto, muito claro no artigo ou no mínimo mal compreendido por você. Não disse em nenhum momento que </p>
<p>&#8220;o aspecto organizacional jamais deixou de ser preocupação nos debates, tampouco jamais vingou&#8221;. </p>
<p>Obviamente o aspecto organizacional está presente na história do movimento anarquista. O que eu chamo de organizacionismo, aliás este termo é utilizado pelos próprios anarquistas durante o período anterior, é simplesmente a posição daqueles que se esforçaram em formar grupos específicos anarquistas anarquistas. Nesse ponto, parece que você ignora completamente todo o restante do meu artigo. Em nenhum momento reduzi a história do movimento anarquista a duas tentativas &#8220;frustradas&#8221; do organizacionismo. Faltou-me talvez, maior clareza para expressar este termo no artigo. Erro do autor.</p>
<p>Outro esclarecimento. Em nenhum momento opûs o organizacional ao individual, esta oposição é uma construção sua, não dos meus pressupostos metodológicos &#8220;próprios de quem trabalha com o conceito de cultura política&#8221;. Até mesmo por que, em minha monografia, reitero que no periódico &#8220;Ação Direta&#8221; por exemplo, convivia uma pluralidade de estratégias dentro do anarquismo, ainda que houvesse uma tendência política no meu entendimento, predominante. O que ressaltei no artigo fora justamente a forte presença de uma estratégia política que visava formar organizações específicas anarquistas, organizações específicas que não seguiam o modelo dos antigos grupos de afinidade (diversas vezes criticados pelos militantes em seus jornais) e que tentavam interferir no sindicalismo daquele momento. Notadamente, há uma abertura maior, muito influenciadas pelas discussões organizativas do anarquismo mundial, a construção de organizações específicas anarquistas no Brasil. </p>
<p>Quando você diz que &#8220;É no mínimo empobrecedor reduzir um esforço multifacetado e muitas vezes descoordenado de militância organizada dos anarquistas na história brasileira&#8221; é preciso para o período estudado, recorrer também aos debates organizativos dos anarquistas em outras partes do mundo, e a relação destes com os anarquistas brasileiros na década de 40 e 50. Basta, recorrer as fontes, que percebemos que havia uma articulação e contatos mínimos entre os anarquistas brasileiros e os grupos anarquistas da Europa e da América do Sul. Também seria empobrecedor, dizer que este esforço de articulação política que os militantes se empenharam durante uma longa geração era totalmente descoordenado e descontínuo. Basta pensarmos na participação dos anarquistas brasileiros na década de 40 num Congresso Anarquista Internacional. Basta pensarmos na Comissão de Relações Anarquistas, cujo militante Ideal Peres era o delegado brasileiro e nos subsequentes congressos dos anarquistas em território nacional. Para não citar o encontro latino-americano, que também contou com a participação da militância anarquista brasileira na década de 50. Estariam esses anarquistas completamente descoordenados ou esta posição também é própria de determinados pressupostos metodológicos e pouco das fontes estudadas?</p>
<p>Cabe também um comentário ao que você considera um erro do aparato conceitual utilizado no artigo. Concordo que como todo aparato conceitual é uma ferramenta; e que por isto obviamente possui certas limitações.</p>
<p>Mas quando você diz que este aparado &#8220;acaba deixando de lado seja aquilo que foge à essa estabilidade no comportamento dos mesmos&#8221;, para mim isto é um mero artifício retórico.</p>
<p>Aí entraríamos num debate infindável que é essencialmente teórico e obviamente é fruto da escolha do historiador. Deveríamos então inverter os pólos da questão e esquecer as estabilidades dos comportamentos e procurar os desvios, as descontinuidades? E qual é (se não) o papel das ciências sociais se não buscar as estabilidades, as regularidades dos comportamentos dos atores sociais? Obviamente, as possibilidades de pesquisas dos desvios são bastante interessantes (vide Ginzburg à título de exemplo), mas entendo que este último posicionamento é uma escolha do historiador. </p>
<p>Optei por uma escolha, mas outras estão postas e são possíveis. </p>
<p>Espero ter podido dialogar, muito obrigado por seu comentário.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos Frankiw		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-53056</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos Frankiw]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 17:24:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom texto a jogar luz sob um período largamente inexplorado da trajetória anarquista no Brasil. Como historiador do anarquismo brasileiro, acho sempre louvável qualquer iniciativa a respeito do resgate de sua história...

Mas é preciso colocar alguns pitacos. O primeiro, de ordem teórica. Diz precisamente respeito à noção de culturas políticas, utilizada pelo autor. Além do conceito normalmente não dar conta das imbricações entre política e outras esferas como o social ou o econômico como parte do arcabouço de um conjunto de práticas militantes (geralmente em virtude do enfoque exclusivo na delimitação cristalizada da singularidade das identidades no marco de suas propostas e ideários de afinidade política, deixa-se de lado a dimensão prática desta manifestação, ou seja, seu COMO, que é efetivamente o que dá singularidade aos anarquistas), o mesmo se funda no pressuposto da busca de potenciais identidades políticas estáveis a um determinado conjunto de atores, deixando de lado seja aquilo que foge à essa estabilidade no comportamento dos mesmos, seja o fato de que estes desvios dos pretensos &quot;padrões identitários&quot; possam talvez não ser desvios, mas sim indícios de uma perspectiva multifacetada de intervenção e articulação política, social e cultural dos anarquistas brasileiros em sua história.

Dito de outro modo, o conceito de culturas políticas é aquele normalmente utilizado, por exemplo, por historiadores que se limitam a registrar os inúmeros debates e divergências entre adeptos das diversas correntes anarquistas aqui então atuantes, sem perceber que uma das radicalidades e singularidades da militância anarquista se encontra justamente nesta permanente dimensão relacional e dialógica com suas diversas tendências e com outras tendências políticas atuantes como forma específica de militância e experiência conjunta de princípios e de ideários e não na construção de núcleos ideologica e praticamente coesos de atuação que exprimiriam uma possível identidade anarquista. Neste aspecto, investir em um arcabouço teórico como o da sociologia do conhecimento (Karl Mannheim, para ficar num exemplo), ou nas discussões contemporâneas sobre espaço (as heterotopias de Foucault) e formas não capitalistas de sociabilidade nestes espaços costuma trazer melhores resultados e desbravar maiores riquezas desta militância. Sugiro dar uma lida na tese do Rogério Nascimento sobre as formas de produção e disseminação de saberes nos jornais anarquistas no início do século (a tese se encontra disponível pra leitura online no site da biblioteca da PUC-SP).

De resto, um último pitaco se dá em torno da questão do &quot;organizacional&quot; x &quot;individual&quot;.

É no mínimo empobrecedor reduzir um esforço multifacetado e muitas vezes descoordenado de militância organizada dos anarquistas na história brasileira a duas tentativas frustradas e daí dizer que os organizacionais foram solapados em suas propostas ao longo da República Velha. Todo jornal neste período era um embrião organizatório de indivíduos e grupos de afinidade, assim como suas atividades culturais ou educacionais em escolas, bibliotecas, teatros e comitês de bairro para questões como a carestia dos preços de gêneros ou preços de aluguéis de cortiços nestes anos. Os próprios militantes normalmente fugiam a essa tentação definidora própria de quem usa do conceito de culturas políticas de se rotularem: Elysio de Carvalho, um dos principais expoentes do anarquismo individualista brasileiro, sempre respondia com textos citando longamente Kropotkin, Bakunin ou Malatesta a cada vez que era classificado como individualista, lembrando de cada grupo de afinidade normalmente frequentado por organizacionais que participava e militava conjuntamente; Neno Vasco usava e abusava de citações de Nietzsche e Stirner em seus textos a cada vez que reduziam sua militância ao aspecto coletivo.

Disso tudo, o que se depreende é que o aspecto organizacional jamais deixou de ser preocupação nos debates, tampouco jamais vingou, dado que os variados núcleos e articulações de afinidade então existentes se propugnavam sempre à expansão e federalização de suas atividades. É certo, nenhuma proposta organizacional ampla de articulação em território brasileiro nestes anos vindo dos anarquistas prosperou (o que em larga medida explica um dos motivos principais utilizados pelos militantes que abandonaram o anarquismo para fundar o PCB), muito mais em virtude do conjunto amplo, e muitas vezes estéril, de propostas e debates acerca do COMO se organizar do que por ausência de qualquer ímpeto neste sentido.

Enfim, espero ter podido ajudar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom texto a jogar luz sob um período largamente inexplorado da trajetória anarquista no Brasil. Como historiador do anarquismo brasileiro, acho sempre louvável qualquer iniciativa a respeito do resgate de sua história&#8230;</p>
<p>Mas é preciso colocar alguns pitacos. O primeiro, de ordem teórica. Diz precisamente respeito à noção de culturas políticas, utilizada pelo autor. Além do conceito normalmente não dar conta das imbricações entre política e outras esferas como o social ou o econômico como parte do arcabouço de um conjunto de práticas militantes (geralmente em virtude do enfoque exclusivo na delimitação cristalizada da singularidade das identidades no marco de suas propostas e ideários de afinidade política, deixa-se de lado a dimensão prática desta manifestação, ou seja, seu COMO, que é efetivamente o que dá singularidade aos anarquistas), o mesmo se funda no pressuposto da busca de potenciais identidades políticas estáveis a um determinado conjunto de atores, deixando de lado seja aquilo que foge à essa estabilidade no comportamento dos mesmos, seja o fato de que estes desvios dos pretensos &#8220;padrões identitários&#8221; possam talvez não ser desvios, mas sim indícios de uma perspectiva multifacetada de intervenção e articulação política, social e cultural dos anarquistas brasileiros em sua história.</p>
<p>Dito de outro modo, o conceito de culturas políticas é aquele normalmente utilizado, por exemplo, por historiadores que se limitam a registrar os inúmeros debates e divergências entre adeptos das diversas correntes anarquistas aqui então atuantes, sem perceber que uma das radicalidades e singularidades da militância anarquista se encontra justamente nesta permanente dimensão relacional e dialógica com suas diversas tendências e com outras tendências políticas atuantes como forma específica de militância e experiência conjunta de princípios e de ideários e não na construção de núcleos ideologica e praticamente coesos de atuação que exprimiriam uma possível identidade anarquista. Neste aspecto, investir em um arcabouço teórico como o da sociologia do conhecimento (Karl Mannheim, para ficar num exemplo), ou nas discussões contemporâneas sobre espaço (as heterotopias de Foucault) e formas não capitalistas de sociabilidade nestes espaços costuma trazer melhores resultados e desbravar maiores riquezas desta militância. Sugiro dar uma lida na tese do Rogério Nascimento sobre as formas de produção e disseminação de saberes nos jornais anarquistas no início do século (a tese se encontra disponível pra leitura online no site da biblioteca da PUC-SP).</p>
<p>De resto, um último pitaco se dá em torno da questão do &#8220;organizacional&#8221; x &#8220;individual&#8221;.</p>
<p>É no mínimo empobrecedor reduzir um esforço multifacetado e muitas vezes descoordenado de militância organizada dos anarquistas na história brasileira a duas tentativas frustradas e daí dizer que os organizacionais foram solapados em suas propostas ao longo da República Velha. Todo jornal neste período era um embrião organizatório de indivíduos e grupos de afinidade, assim como suas atividades culturais ou educacionais em escolas, bibliotecas, teatros e comitês de bairro para questões como a carestia dos preços de gêneros ou preços de aluguéis de cortiços nestes anos. Os próprios militantes normalmente fugiam a essa tentação definidora própria de quem usa do conceito de culturas políticas de se rotularem: Elysio de Carvalho, um dos principais expoentes do anarquismo individualista brasileiro, sempre respondia com textos citando longamente Kropotkin, Bakunin ou Malatesta a cada vez que era classificado como individualista, lembrando de cada grupo de afinidade normalmente frequentado por organizacionais que participava e militava conjuntamente; Neno Vasco usava e abusava de citações de Nietzsche e Stirner em seus textos a cada vez que reduziam sua militância ao aspecto coletivo.</p>
<p>Disso tudo, o que se depreende é que o aspecto organizacional jamais deixou de ser preocupação nos debates, tampouco jamais vingou, dado que os variados núcleos e articulações de afinidade então existentes se propugnavam sempre à expansão e federalização de suas atividades. É certo, nenhuma proposta organizacional ampla de articulação em território brasileiro nestes anos vindo dos anarquistas prosperou (o que em larga medida explica um dos motivos principais utilizados pelos militantes que abandonaram o anarquismo para fundar o PCB), muito mais em virtude do conjunto amplo, e muitas vezes estéril, de propostas e debates acerca do COMO se organizar do que por ausência de qualquer ímpeto neste sentido.</p>
<p>Enfim, espero ter podido ajudar.</p>
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		Por: Rudesindo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-53030</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rudesindo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 10:57:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom Viana, parabéns! Essa pesquisa ainda dará muito caldo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom Viana, parabéns! Essa pesquisa ainda dará muito caldo.</p>
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		<title>
		Por: Rafael V.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-52713</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rafael V.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 02:01:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito obrigado...! Esta pesquisa ainda está em andamento. Espero poder contribuir mais com a elucidação deste período pouco estudado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito obrigado&#8230;! Esta pesquisa ainda está em andamento. Espero poder contribuir mais com a elucidação deste período pouco estudado.</p>
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		<title>
		Por: Mix		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/50685/#comment-52392</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mix]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 19:44:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Importante trabalho sobre um período da história do Brasil e do Anarquismo não tão estudado! Parabéns! :)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Importante trabalho sobre um período da história do Brasil e do Anarquismo não tão estudado! Parabéns! :)</p>
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		Por: Felipe C.		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Felipe C.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jan 2012 14:21:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns companheiro. Muito bom!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns companheiro. Muito bom!</p>
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