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	Comentários sobre: O embrião de um exército anarquista. A história dos Comitês de Defesa da CNT	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Francis Rocha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/51701/#comment-313299</link>

		<dc:creator><![CDATA[Francis Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2017 11:08:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente e esclarecedor, existe um grupo de estudos ou de pesquisa no qual possa tem um maior contato com outros interessados ? Por favor aguardo a resposta, e desde já obrigado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente e esclarecedor, existe um grupo de estudos ou de pesquisa no qual possa tem um maior contato com outros interessados ? Por favor aguardo a resposta, e desde já obrigado.</p>
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		<title>
		Por: Carolino Golden		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/51701/#comment-54058</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carolino Golden]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 18:55:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A minha acusação pode realmente ser leviana e precipitada. Li primeiro o texto em francês e só depois procurei pelo original para poder partilhá-lo com mais pessoas. Foi aí que verifiquei a ausência dessa parte final.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A minha acusação pode realmente ser leviana e precipitada. Li primeiro o texto em francês e só depois procurei pelo original para poder partilhá-lo com mais pessoas. Foi aí que verifiquei a ausência dessa parte final.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Daniel Augusto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/51701/#comment-54024</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jan 2012 04:03:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Carolino,

grato por tua contribuição. Até então não tinha tido acesso à essa entrevista publicada em francês no site referido, cujo conteúdo é de suma importância para o aprofundamento do debate. 

Faço uma observação de que a entrevista foi originalmente publicada no portal Alasbarricadas.org no mês de julho de 2011. Já no site em francês ela foi publicada em dezembro de 2011. Isso pode sinalizar que a mesma foi editada pelo site francês, incluindo maiores observações por parte de Augustin Guillamon. 

Por outro lado, também há a grave possibilidade de censura por parte do portal A las Barricadas que é a tua acusação, não sem fundamento, pois realmente parece estranho que a entrevista fosse &quot;encorpada&quot; no site francês apenas na parte relativa a conclusão.
 
Vou tentar estabelecer contato com Guillamon e/ou o site que você indicou para indaga-los a esse respeito. Caso se confirme que a entrevista realmente foi censurada em seu final estaremos incluindo a parte censurada e acrescentando uma nota explicativa... 

Agradeço também ao JB pela tradução do trecho em francês.

Daniel Augusto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Carolino,</p>
<p>grato por tua contribuição. Até então não tinha tido acesso à essa entrevista publicada em francês no site referido, cujo conteúdo é de suma importância para o aprofundamento do debate. </p>
<p>Faço uma observação de que a entrevista foi originalmente publicada no portal Alasbarricadas.org no mês de julho de 2011. Já no site em francês ela foi publicada em dezembro de 2011. Isso pode sinalizar que a mesma foi editada pelo site francês, incluindo maiores observações por parte de Augustin Guillamon. </p>
<p>Por outro lado, também há a grave possibilidade de censura por parte do portal A las Barricadas que é a tua acusação, não sem fundamento, pois realmente parece estranho que a entrevista fosse &#8220;encorpada&#8221; no site francês apenas na parte relativa a conclusão.</p>
<p>Vou tentar estabelecer contato com Guillamon e/ou o site que você indicou para indaga-los a esse respeito. Caso se confirme que a entrevista realmente foi censurada em seu final estaremos incluindo a parte censurada e acrescentando uma nota explicativa&#8230; </p>
<p>Agradeço também ao JB pela tradução do trecho em francês.</p>
<p>Daniel Augusto</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/51701/#comment-53995</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 18:49:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A correcção feita por Carolino Golden é de enorme importância e penso que todos a devem ler com atenção. Mas como o texto está citado em francês, achei melhor traduzi-lo, para que todos os leitores entendam. Segue a tradução:
As revoluções sociais, as tentativas de reorganização da produção e da sociedade sobre bases novas, são muitíssimo raras na história. Para além das circunstâncias em que surgiram, elas trazem-nos sempre experiências insubstituíveis, tanto pelos êxitos como pelas derrotas. A grande lição da revolução de 1936 foi a necessidade incontornável de destruir o Estado e de reprimir a contra-revolução. Retomando a terminologia dos Amigos de Durruti: «as revoluções ou são totalitárias ou são derrotadas».
Pelo menos em francês, o termo «totalitário» tem um eco desagradável. Transmiti a Agustin Guillamon a minha perplexidade, e ele deu-me as explicações seguintes, que traduzi e resumi.
No momento histórico em que o Amigos de Durruti afirmam que «as revoluções devem ser totalitárias ou derrotadas», queriam dizer que para ser vitoriosa a revolução deve:
abarcar todos os campos (social, económico, político, etc.) e não se limitar à colectivização das empresas, como sucedeu em Julho de 1936;
ser autoritária, quer dizer, constituir uma junta (um conselho) revolucionária, que una todas as forças que no 19 de Julho combateram os fascistas na rua (excluindo os stalinianos do PSUC, fundado em 24 de Julho de 1936). Ela deve reprimir as tentativas de contra-revolução prosseguidas pela burguesia.
(Intentonas: literalmente, tentativas temerárias)
Ou seja, e retomo aqui a palavra, os Amigos de Durruti propuseram, na prática revolucionária e na luta armada, uma solução anarquista diferente para a questão do poder, recusada pela maioria do movimento anarquista em nome de uma visão idealista e moral do poder (que bastaria negar ou recusar, como nos podemos abster de beber bebidas alcoólicas ou de comer carne). Será que devemos considerar, tal como o faz Guillamon, que os anarquistas dos Amigos de Durruti executaram «um passo gigantesco» relativamente à vulgata anarquista? Infelizmente, uma coisa é certa: ao mesmo tempo, os anarquistas «clássicos», CNT e FAI, ridicularizaram a sua pureza doutrinária na colaboração ministerial e desperdiçaram a enorme superioridade que tinham em Espanha, tanto sob o ponto de vista numérico como de implantação histórica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A correcção feita por Carolino Golden é de enorme importância e penso que todos a devem ler com atenção. Mas como o texto está citado em francês, achei melhor traduzi-lo, para que todos os leitores entendam. Segue a tradução:<br />
As revoluções sociais, as tentativas de reorganização da produção e da sociedade sobre bases novas, são muitíssimo raras na história. Para além das circunstâncias em que surgiram, elas trazem-nos sempre experiências insubstituíveis, tanto pelos êxitos como pelas derrotas. A grande lição da revolução de 1936 foi a necessidade incontornável de destruir o Estado e de reprimir a contra-revolução. Retomando a terminologia dos Amigos de Durruti: «as revoluções ou são totalitárias ou são derrotadas».<br />
Pelo menos em francês, o termo «totalitário» tem um eco desagradável. Transmiti a Agustin Guillamon a minha perplexidade, e ele deu-me as explicações seguintes, que traduzi e resumi.<br />
No momento histórico em que o Amigos de Durruti afirmam que «as revoluções devem ser totalitárias ou derrotadas», queriam dizer que para ser vitoriosa a revolução deve:<br />
abarcar todos os campos (social, económico, político, etc.) e não se limitar à colectivização das empresas, como sucedeu em Julho de 1936;<br />
ser autoritária, quer dizer, constituir uma junta (um conselho) revolucionária, que una todas as forças que no 19 de Julho combateram os fascistas na rua (excluindo os stalinianos do PSUC, fundado em 24 de Julho de 1936). Ela deve reprimir as tentativas de contra-revolução prosseguidas pela burguesia.<br />
(Intentonas: literalmente, tentativas temerárias)<br />
Ou seja, e retomo aqui a palavra, os Amigos de Durruti propuseram, na prática revolucionária e na luta armada, uma solução anarquista diferente para a questão do poder, recusada pela maioria do movimento anarquista em nome de uma visão idealista e moral do poder (que bastaria negar ou recusar, como nos podemos abster de beber bebidas alcoólicas ou de comer carne). Será que devemos considerar, tal como o faz Guillamon, que os anarquistas dos Amigos de Durruti executaram «um passo gigantesco» relativamente à vulgata anarquista? Infelizmente, uma coisa é certa: ao mesmo tempo, os anarquistas «clássicos», CNT e FAI, ridicularizaram a sua pureza doutrinária na colaboração ministerial e desperdiçaram a enorme superioridade que tinham em Espanha, tanto sob o ponto de vista numérico como de implantação histórica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carolino Golden		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/01/51701/#comment-53991</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carolino Golden]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 18:12:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de chamar a atenção para o facto de os camaradas espanhóis terem censurado a parte final da entrevista.

A parte em falta pode ser encontrada aqui, http://claudeguillon.internetdown.org/article.php3?id_article=332 , juntamente com uma nota explicativa pedida pelo tradutor francês.

É esta a parte:
Les révolutions sociales, les tentatives de réorganisation de la production et de la société sur de nouvelles bases, sont extrêmement rares dans l’histoire. Au-delà des circonstances dans lesquelles elles ont surgi, elles nous apportent toujours une expérience irremplaçable, tant par leur succès que par leur échec. Le grand enseignement de la révolution de 1936 a été le besoin incontournable de détruire l’État et de réprimer la contre-révolution. En reprenant la terminologie des Amis de Durruti : « les révolutions sont totalitaires* ou sont défaites ».

E a nota a propósito do uso do termo totalitário, que levou, imagino, os espanhóis a censurar essa parte:

En français au moins, le terme « totalitaire » sonne désagréablement à l’oreille. J’ai fait part à Agustin Guillamon de ma perpeplexité ; il m’a fourni les explications suivantes, que j’ai traduites et résumées :

Au moment historique où les Amis de Durruti affirment que « las revoluciónes debían ser totalitarias o derrotadas », ils veulent dire que pour être victorieuse la révolution doit :

  embrasser tous les champs (social, économique, politique, etc.) et ne pas se limiter à la collectivisation des entreprises comme cela s’est produit en juillet 1936 ;

  être autoritaire, c’est-à-dire construire une junte (un conseil) révolutionnaire, qui rassemble toutes les forces qui ont combattu les fascistes dans la rue le 19 juillet (à l’exclusion des staliniens du PSUC, fondé le 24 juillet 36). Elle doit réprimer les tentatives** de contre-révolution menées par la bourgeoisie.

(**Intentonas : littéralt. « tentatives téméraires »)

Autrement dit, et je reprends ici la parole, les Amis de Durruti ont proposé, dans la pratique révolutionnaire et la lutte armée, une autre réponse anarchiste à la question du pouvoir, récusée par la majorité du mouvement anarchiste, au nom d’une vision idéaliste et morale du pouvoir (qu’il suffirait de nier ou de refuser, comme on s’abstient de boire ou de manger de la viande). Doit-on considérer avec Guillamon que les anarchistes des Amis de Durruti ont accompli « un pas de géant » par rapport à la vulgate anarchiste ? Une chose est hélas certaine : dans le même temps, les anarchistes « classiques », CNT et FAI, ont ridiculisé leur pureté doctrinale dans la collaboration ministérielle et gaspillé une large supériorité, à la fois numérique et d’implantation historique en Espagne.

C. G.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de chamar a atenção para o facto de os camaradas espanhóis terem censurado a parte final da entrevista.</p>
<p>A parte em falta pode ser encontrada aqui, <a href="http://claudeguillon.internetdown.org/article.php3?id_article=332" rel="nofollow ugc">http://claudeguillon.internetdown.org/article.php3?id_article=332</a> , juntamente com uma nota explicativa pedida pelo tradutor francês.</p>
<p>É esta a parte:<br />
Les révolutions sociales, les tentatives de réorganisation de la production et de la société sur de nouvelles bases, sont extrêmement rares dans l’histoire. Au-delà des circonstances dans lesquelles elles ont surgi, elles nous apportent toujours une expérience irremplaçable, tant par leur succès que par leur échec. Le grand enseignement de la révolution de 1936 a été le besoin incontournable de détruire l’État et de réprimer la contre-révolution. En reprenant la terminologie des Amis de Durruti : « les révolutions sont totalitaires* ou sont défaites ».</p>
<p>E a nota a propósito do uso do termo totalitário, que levou, imagino, os espanhóis a censurar essa parte:</p>
<p>En français au moins, le terme « totalitaire » sonne désagréablement à l’oreille. J’ai fait part à Agustin Guillamon de ma perpeplexité ; il m’a fourni les explications suivantes, que j’ai traduites et résumées :</p>
<p>Au moment historique où les Amis de Durruti affirment que « las revoluciónes debían ser totalitarias o derrotadas », ils veulent dire que pour être victorieuse la révolution doit :</p>
<p>  embrasser tous les champs (social, économique, politique, etc.) et ne pas se limiter à la collectivisation des entreprises comme cela s’est produit en juillet 1936 ;</p>
<p>  être autoritaire, c’est-à-dire construire une junte (un conseil) révolutionnaire, qui rassemble toutes les forces qui ont combattu les fascistes dans la rue le 19 juillet (à l’exclusion des staliniens du PSUC, fondé le 24 juillet 36). Elle doit réprimer les tentatives** de contre-révolution menées par la bourgeoisie.</p>
<p>(**Intentonas : littéralt. « tentatives téméraires »)</p>
<p>Autrement dit, et je reprends ici la parole, les Amis de Durruti ont proposé, dans la pratique révolutionnaire et la lutte armée, une autre réponse anarchiste à la question du pouvoir, récusée par la majorité du mouvement anarchiste, au nom d’une vision idéaliste et morale du pouvoir (qu’il suffirait de nier ou de refuser, comme on s’abstient de boire ou de manger de la viande). Doit-on considérer avec Guillamon que les anarchistes des Amis de Durruti ont accompli « un pas de géant » par rapport à la vulgate anarchiste ? Une chose est hélas certaine : dans le même temps, les anarchistes « classiques », CNT et FAI, ont ridiculisé leur pureté doctrinale dans la collaboration ministérielle et gaspillé une large supériorité, à la fois numérique et d’implantation historique en Espagne.</p>
<p>C. G.</p>
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