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	Comentários sobre: O pós-rancor e o velho Estado: uma crítica amorosa à política do Fora do Eixo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Beth Barreto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-276549</link>

		<dc:creator><![CDATA[Beth Barreto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Jan 2015 19:49:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Surpresa! Apesar de td q ocorre neste país ainda nos surpreendemos. Triste! Desanimador!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Surpresa! Apesar de td q ocorre neste país ainda nos surpreendemos. Triste! Desanimador!</p>
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		<title>
		Por: Regis Argüelles		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-132918</link>

		<dc:creator><![CDATA[Regis Argüelles]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Aug 2013 06:13:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rodrigo, talvez a convergência exista mesmo, já que o Olavo de Carvalho é um notório impostor intelectual. Apesar de ferrenho anticomunista, ele costuma se utilizar de argumentos gramscianos quando fala de política e cultura. Agora, não espere que eu faça uso da mesma retórica reaça pra falar mal do FdE. Meu debate é pela esquerda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo, talvez a convergência exista mesmo, já que o Olavo de Carvalho é um notório impostor intelectual. Apesar de ferrenho anticomunista, ele costuma se utilizar de argumentos gramscianos quando fala de política e cultura. Agora, não espere que eu faça uso da mesma retórica reaça pra falar mal do FdE. Meu debate é pela esquerda.</p>
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		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-131808</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 14 Aug 2013 18:49:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O artigo vai na exata direção do que fala o Olavo de Carvalho. Claro que nenhum indie/esquerdista/marxista/ongueiro vai ouvir esse cara, dito extremamente reaça. Mas os argumentos são convergentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo vai na exata direção do que fala o Olavo de Carvalho. Claro que nenhum indie/esquerdista/marxista/ongueiro vai ouvir esse cara, dito extremamente reaça. Mas os argumentos são convergentes.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: ricardo severino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-131068</link>

		<dc:creator><![CDATA[ricardo severino]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Aug 2013 15:20:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[texto bom , pedrada,junto com os comentários fica melhor ainda,mexo na net há uns oito anos é a primeira vez q deixo um comentário.Muitas destas perspectivas ocorrem não só com o fdE , mas com a maioria dos grupos relacionados as ditas linguagens artísticas atualmente. Parabéns.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>texto bom , pedrada,junto com os comentários fica melhor ainda,mexo na net há uns oito anos é a primeira vez q deixo um comentário.Muitas destas perspectivas ocorrem não só com o fdE , mas com a maioria dos grupos relacionados as ditas linguagens artísticas atualmente. Parabéns.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Marcos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-83360</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Oct 2012 01:07:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá, gostei bastante do texto. Conheço muitas pessoas envolvidas com o FDE e bem sei que estes estão ou estavam cheios de boas intenções.. mas como diz o provérbio, de boas intenções o inferno está cheio..

Muitos participantes do FDE são jovens de classe média alta que viram ali a oportunidade de criar um modo de vida e de produção novos.. mas uma certa prepotência ( cegueira) juvenil os encaminhou exatamente na direção daquilo que foram  criados para ser.. 

Quanto ao texto, gostei, mas me pergunto, para qual elite letrada o autor está escrevendo?  Respeito seu conhecimento, mas admiraria ele ainda mais se ele fosse mais generoso e acessível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, gostei bastante do texto. Conheço muitas pessoas envolvidas com o FDE e bem sei que estes estão ou estavam cheios de boas intenções.. mas como diz o provérbio, de boas intenções o inferno está cheio..</p>
<p>Muitos participantes do FDE são jovens de classe média alta que viram ali a oportunidade de criar um modo de vida e de produção novos.. mas uma certa prepotência ( cegueira) juvenil os encaminhou exatamente na direção daquilo que foram  criados para ser.. </p>
<p>Quanto ao texto, gostei, mas me pergunto, para qual elite letrada o autor está escrevendo?  Respeito seu conhecimento, mas admiraria ele ainda mais se ele fosse mais generoso e acessível.</p>
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		<title>
		Por: Cirlei Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-62331</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cirlei Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 22:47:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alex, desculpe-me pelo meu nome não evidenciar explicitamente o meu gênero, mas tu erraste e, creio, também imagino que seu nome já sido confundido, porquanto conheço uma Alex...  
Abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alex, desculpe-me pelo meu nome não evidenciar explicitamente o meu gênero, mas tu erraste e, creio, também imagino que seu nome já sido confundido, porquanto conheço uma Alex&#8230;<br />
Abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-54919</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 02:26:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Regis, me permita divergir de você. Mas no conceito de &quot;multidão&quot; do NEgri e Hart não é a noção de classe que desaparece, pelo contrário, ela está presente na sua raíz, o que desaparece é o modo pelo qual a classe (trabalhadora) se organiza. Antes a organização da classe trabalhadora era o Partido. O partido que unificava as diversas lutas, fornecia uma tática e estratégia de luta, lá estava os acúmulos proporcionado pela luta...

No entanto, com a reorganização da classe dominante, com diversos adventos da tecnologia que modificaram as relações sociais, a classe trabalhadora se viu num estágio em que os diversos aparelhos de luta já não eram tão eficazes como antes. Veja o exemplo dos sindicatos, num livro chamado &quot;o mundo na corda bamba - como entender o crash global&quot;, de Willian Greider, o autor expõe num capítulo - intitulado &quot;o fantasma de marx&quot; uma breve análise do porque os sindicatos já não funcionam como antigamente. Com a globalização, o fluxo de capital vai de um lado ao outro do planeta num instante, assim como as fábricas - e os empregos - podem ser transportados dum ponto ao outro do planeta num segundo, neste novo cenário um sindicato internacional se tornou inviável, pois os sindicatos acabam &quot;brigando&quot; entre si, na medida em que um se submete a piores condições de trabalho que o outro, assim o sindicato da alemanha se vê ameaçado pelo sindicato da republica checa pois este aceita condições de trabalho piores doque os alemães, assim os alemães são obrigados a aceitar as condições impostas pelas empresas.

Isso posto, acredito que o conceito de &quot;multidão&quot;, que estes autores lançam mão, busca dar conta deste novo cenário político (que por sua vez é também economico). 

Também acredito que esse modo de colocar as coisas, como &quot;pós&quot;, indica uma ruptura que não é interessante pra classe trabalhadora, pois perde o vínculo que liga passado e presente, que permite resgatar o acúmulo das lutas e avançar em outros caminhos. Talvez compreender esse novo cenário no qual o capital se organiza seja o trabalho mais importante para a classe trabalhadora, pois é dentro deste reordenamento em que as lutas serão travadas, e as vitórias dependerá das táticas e estratégias empregadas na luta. Por isso, talvez o conceito de multidão possa ser absorvido pela classe trabalhadora, e com isso permita uma unidade que zele pela diversidade....a horizontalidade e a democracia precisam se constituir como principais ferramentes da classe trabalhadora. Assim quem sabe poderemos ter um elemento que unifique as diversas lutas sem que seja tão totalizante com era o Partido. A outra campanha dos zapatistas tem esse intuito de conferir uma unidade orgânica para as diversas lutas, este pode ser um dos intrumentos da classe trabalhadora...mas deve surgir mais intrumentos como este, com a peculiaridade de que se adeque ao local aonde foi pensado. Acredito que a outra campanha deve servir como norte, como um exemplo de que é possível reorganizar a classe trabalhadora a partir de novos rumos..ou seja, que o Partido não é o unico modo de organização popular...há diversos modos de organização que serão gestionados na luta. 

Então antes do conceito de multidão se considerado como &quot;pós&quot;, como o Arbex coloca, talvez ele possa fazer frente a essa nova organização do capital e das relações de produção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Regis, me permita divergir de você. Mas no conceito de &#8220;multidão&#8221; do NEgri e Hart não é a noção de classe que desaparece, pelo contrário, ela está presente na sua raíz, o que desaparece é o modo pelo qual a classe (trabalhadora) se organiza. Antes a organização da classe trabalhadora era o Partido. O partido que unificava as diversas lutas, fornecia uma tática e estratégia de luta, lá estava os acúmulos proporcionado pela luta&#8230;</p>
<p>No entanto, com a reorganização da classe dominante, com diversos adventos da tecnologia que modificaram as relações sociais, a classe trabalhadora se viu num estágio em que os diversos aparelhos de luta já não eram tão eficazes como antes. Veja o exemplo dos sindicatos, num livro chamado &#8220;o mundo na corda bamba &#8211; como entender o crash global&#8221;, de Willian Greider, o autor expõe num capítulo &#8211; intitulado &#8220;o fantasma de marx&#8221; uma breve análise do porque os sindicatos já não funcionam como antigamente. Com a globalização, o fluxo de capital vai de um lado ao outro do planeta num instante, assim como as fábricas &#8211; e os empregos &#8211; podem ser transportados dum ponto ao outro do planeta num segundo, neste novo cenário um sindicato internacional se tornou inviável, pois os sindicatos acabam &#8220;brigando&#8221; entre si, na medida em que um se submete a piores condições de trabalho que o outro, assim o sindicato da alemanha se vê ameaçado pelo sindicato da republica checa pois este aceita condições de trabalho piores doque os alemães, assim os alemães são obrigados a aceitar as condições impostas pelas empresas.</p>
<p>Isso posto, acredito que o conceito de &#8220;multidão&#8221;, que estes autores lançam mão, busca dar conta deste novo cenário político (que por sua vez é também economico). </p>
<p>Também acredito que esse modo de colocar as coisas, como &#8220;pós&#8221;, indica uma ruptura que não é interessante pra classe trabalhadora, pois perde o vínculo que liga passado e presente, que permite resgatar o acúmulo das lutas e avançar em outros caminhos. Talvez compreender esse novo cenário no qual o capital se organiza seja o trabalho mais importante para a classe trabalhadora, pois é dentro deste reordenamento em que as lutas serão travadas, e as vitórias dependerá das táticas e estratégias empregadas na luta. Por isso, talvez o conceito de multidão possa ser absorvido pela classe trabalhadora, e com isso permita uma unidade que zele pela diversidade&#8230;.a horizontalidade e a democracia precisam se constituir como principais ferramentes da classe trabalhadora. Assim quem sabe poderemos ter um elemento que unifique as diversas lutas sem que seja tão totalizante com era o Partido. A outra campanha dos zapatistas tem esse intuito de conferir uma unidade orgânica para as diversas lutas, este pode ser um dos intrumentos da classe trabalhadora&#8230;mas deve surgir mais intrumentos como este, com a peculiaridade de que se adeque ao local aonde foi pensado. Acredito que a outra campanha deve servir como norte, como um exemplo de que é possível reorganizar a classe trabalhadora a partir de novos rumos..ou seja, que o Partido não é o unico modo de organização popular&#8230;há diversos modos de organização que serão gestionados na luta. </p>
<p>Então antes do conceito de multidão se considerado como &#8220;pós&#8221;, como o Arbex coloca, talvez ele possa fazer frente a essa nova organização do capital e das relações de produção.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Regis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-54790</link>

		<dc:creator><![CDATA[Regis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Feb 2012 17:43:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Primeiramente gostaria de agradecer aos elogios e felicitações pelo artigo. Vou tentar comentar algumas questões que surgiram aqui, tomando o cuidado pra não me alongar em demasiado.

Martins, eu procurei tomar cuidado em não estabelecer a confusão que você assinalou, e esse foi um dos desafios dentro do quadro de análise esboçado. Penso que o papel dos ideólogos do FdE aproxima-se da definição gramsciana de intelectual orgânico - aquele encarregado da construção do consenso na sociedade civil e política, o &quot;pavimentador&quot; (através dos aparelhos privados de hegemonia) dos caminhos entre base e superestrutura. Quantos aos objetivos políticos do FdE, penso que isso demanda uma investigação mais aprofundada. Seria importante saber quais são os partidos (e aí não só os institucionais) que possuem conexões com o movimento, qual o nível de influência dos partidos que compõem a base do governo, etc. Isso dá um outro estudo.

Quanto à polêmica Hardt e Negri e o conceito de &quot;multidão&quot;, penso que a ideia de democracia proposta aí fica resumida a um conceito político, esquecendo a dimensão econômica da atuação política democrática. Nesses termos, o conceito de classe social - e a consequente superação da dialética da sociedade de classes - se desloca para o terreno de lutas virtuais contra o capitalismo. Como já alertou Ellen Wood, o capitalismo contemporâneo é um sistema que impede a consecução de uma democracia real e, ao mesmo tempo, permite que exista multiplas identidades sociais (reais e virtuais). Afastar a dimensão econômica de classe social, ao meu ver, tira do conceito de classe seu potencial revolucionário.

É esse &quot;descolamento&quot; teórico que permite que a atuação política em um partido de classe seja comparável ao trabalho de um executivo de multinacional, conforme li acima. Sem a perspectiva econômica de classe, as diferenças materiais são diluídas no plano de análise. José Paulo Netto nos lembra que o materialismo dialético é um dos pilares da teoria marxiana; afasta-lo a forceps significa derrubar todo o edifício teórico e a potencialidade revolucionária desse pensamento.

E aí, como bem lembrou o caze, esses movimentos &quot;pós&quot; acabam por negar dialeticamente as lutas organizadas anteriormente, os sindicatos e partidos de esquerda, e demais coletivos. Esse tipo de postura não contribui de fato para o avanço da luta anticapitalista. Obviamente, existem muitos problemas na organização dos trabalhadores, mas podemos reformar essa estrutura, aumentar sua capilaridade e faze-la dialogar com os demais movimentos sociais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiramente gostaria de agradecer aos elogios e felicitações pelo artigo. Vou tentar comentar algumas questões que surgiram aqui, tomando o cuidado pra não me alongar em demasiado.</p>
<p>Martins, eu procurei tomar cuidado em não estabelecer a confusão que você assinalou, e esse foi um dos desafios dentro do quadro de análise esboçado. Penso que o papel dos ideólogos do FdE aproxima-se da definição gramsciana de intelectual orgânico &#8211; aquele encarregado da construção do consenso na sociedade civil e política, o &#8220;pavimentador&#8221; (através dos aparelhos privados de hegemonia) dos caminhos entre base e superestrutura. Quantos aos objetivos políticos do FdE, penso que isso demanda uma investigação mais aprofundada. Seria importante saber quais são os partidos (e aí não só os institucionais) que possuem conexões com o movimento, qual o nível de influência dos partidos que compõem a base do governo, etc. Isso dá um outro estudo.</p>
<p>Quanto à polêmica Hardt e Negri e o conceito de &#8220;multidão&#8221;, penso que a ideia de democracia proposta aí fica resumida a um conceito político, esquecendo a dimensão econômica da atuação política democrática. Nesses termos, o conceito de classe social &#8211; e a consequente superação da dialética da sociedade de classes &#8211; se desloca para o terreno de lutas virtuais contra o capitalismo. Como já alertou Ellen Wood, o capitalismo contemporâneo é um sistema que impede a consecução de uma democracia real e, ao mesmo tempo, permite que exista multiplas identidades sociais (reais e virtuais). Afastar a dimensão econômica de classe social, ao meu ver, tira do conceito de classe seu potencial revolucionário.</p>
<p>É esse &#8220;descolamento&#8221; teórico que permite que a atuação política em um partido de classe seja comparável ao trabalho de um executivo de multinacional, conforme li acima. Sem a perspectiva econômica de classe, as diferenças materiais são diluídas no plano de análise. José Paulo Netto nos lembra que o materialismo dialético é um dos pilares da teoria marxiana; afasta-lo a forceps significa derrubar todo o edifício teórico e a potencialidade revolucionária desse pensamento.</p>
<p>E aí, como bem lembrou o caze, esses movimentos &#8220;pós&#8221; acabam por negar dialeticamente as lutas organizadas anteriormente, os sindicatos e partidos de esquerda, e demais coletivos. Esse tipo de postura não contribui de fato para o avanço da luta anticapitalista. Obviamente, existem muitos problemas na organização dos trabalhadores, mas podemos reformar essa estrutura, aumentar sua capilaridade e faze-la dialogar com os demais movimentos sociais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-54726</link>

		<dc:creator><![CDATA[alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Feb 2012 22:17:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu achei um ótimo artigo. Conseguiu desmistificar o FdE como uma alternativa do &quot;eixo&quot;. De que adianta o FdE tomar o poder da cultura nacional se a lógica - recrutamento, seleção e distribuição de produtos culturais -  é exatamente a mesma do &quot;eixo&quot;? É troca seis por meia dúzia.

Assim como a Cirlei Araújo, me perguntei qual liberdade um artista estatal possui? Se a lógica do FdE é a mesma do &quot;eixo&quot;, a mesma lógica da indústria cultural brasileira, por que dar créditos ao Fde?

o pós-rancor foi um verbete mto bem bolado pelos marqueteiros do FdE ;)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu achei um ótimo artigo. Conseguiu desmistificar o FdE como uma alternativa do &#8220;eixo&#8221;. De que adianta o FdE tomar o poder da cultura nacional se a lógica &#8211; recrutamento, seleção e distribuição de produtos culturais &#8211;  é exatamente a mesma do &#8220;eixo&#8221;? É troca seis por meia dúzia.</p>
<p>Assim como a Cirlei Araújo, me perguntei qual liberdade um artista estatal possui? Se a lógica do FdE é a mesma do &#8220;eixo&#8221;, a mesma lógica da indústria cultural brasileira, por que dar créditos ao Fde?</p>
<p>o pós-rancor foi um verbete mto bem bolado pelos marqueteiros do FdE ;)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Spider		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/51886/#comment-54628</link>

		<dc:creator><![CDATA[Spider]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Feb 2012 20:10:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=51886#comment-54628</guid>

					<description><![CDATA[Bruno Cava
É a coisa da dialética, Fabio Malini, o capitalismo faz o Muitos virar
Dois virar Um, dois em um, enquanto a afirmação faz o Um virar
Dois virar Muitos; nesse sentido, o FdE é um vírus hacker mesmo;
pro PP tem a máscara (capa proteica) de revolução e o interior (RNA)
de estado, e assim infecta o organismo das lutas de esquerda, mas
pros intelectuais orgânicos do FdE (ou você é FdE ou é parceiro ou é
rancoroso velho, rede de redes parceiras), a capa proteica é de
estado e o RNA de revolução, então assim ele infecta o estado das
novas lutas. Eu acho que a melhor forma de ver esse hackerismo
virótico seria mudar isso tudo e ver não como capa proteica e RNA,
mas como a pele e o avesso da pele, e daí analisar as relações. Não
lembra a militância leninista onde você é revolucionário 24 por dia, o
partido acima de tudo, de questões filosóficas, ação, ação? E ao
mesmo tempo, não lembra o executivo da multinacional, investido
da subjetividade da empresa trabalhando 24 horas por dia?
Ontem às 16:11]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno Cava<br />
É a coisa da dialética, Fabio Malini, o capitalismo faz o Muitos virar<br />
Dois virar Um, dois em um, enquanto a afirmação faz o Um virar<br />
Dois virar Muitos; nesse sentido, o FdE é um vírus hacker mesmo;<br />
pro PP tem a máscara (capa proteica) de revolução e o interior (RNA)<br />
de estado, e assim infecta o organismo das lutas de esquerda, mas<br />
pros intelectuais orgânicos do FdE (ou você é FdE ou é parceiro ou é<br />
rancoroso velho, rede de redes parceiras), a capa proteica é de<br />
estado e o RNA de revolução, então assim ele infecta o estado das<br />
novas lutas. Eu acho que a melhor forma de ver esse hackerismo<br />
virótico seria mudar isso tudo e ver não como capa proteica e RNA,<br />
mas como a pele e o avesso da pele, e daí analisar as relações. Não<br />
lembra a militância leninista onde você é revolucionário 24 por dia, o<br />
partido acima de tudo, de questões filosóficas, ação, ação? E ao<br />
mesmo tempo, não lembra o executivo da multinacional, investido<br />
da subjetividade da empresa trabalhando 24 horas por dia?<br />
Ontem às 16:11</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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