<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: A pedagogia do medo	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2012/02/52622/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2012/02/52622/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 10 Jul 2022 20:59:05 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/52622/#comment-319803</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Nov 2017 10:51:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52622#comment-319803</guid>

					<description><![CDATA[2xC[arlos Drummond de Andrade] 

Congresso Internacional do Medo

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
não cantaremos o ódio porque esse não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,
depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.


Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>2xC[arlos Drummond de Andrade] </p>
<p>Congresso Internacional do Medo</p>
<p>Provisoriamente não cantaremos o amor,<br />
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.<br />
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,<br />
não cantaremos o ódio porque esse não existe,<br />
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,<br />
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,<br />
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,<br />
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,<br />
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,<br />
depois morreremos de medo<br />
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.</p>
<p>Mãos dadas</p>
<p>Não serei o poeta de um mundo caduco.<br />
Também não cantarei o mundo futuro.<br />
Estou preso à vida e olho meus companheiros.<br />
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.<br />
Entre eles, considero a enorme realidade.<br />
O presente é tão grande, não nos afastemos.<br />
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.</p>
<p>Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,<br />
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,<br />
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,<br />
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.<br />
O tempo é a minha matéria, do tempo presente, os homens presentes,<br />
a vida presente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: jOSÉ fRANCISCO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/52622/#comment-319792</link>

		<dc:creator><![CDATA[jOSÉ fRANCISCO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Nov 2017 22:58:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52622#comment-319792</guid>

					<description><![CDATA[Essa epidemia do medo chegou agora em casa, por diversos motivos. Preciso aprender a teorizar sobre o medo, para poder superá-lo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa epidemia do medo chegou agora em casa, por diversos motivos. Preciso aprender a teorizar sobre o medo, para poder superá-lo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Paola		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/52622/#comment-55634</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paola]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 14:03:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52622#comment-55634</guid>

					<description><![CDATA[Eu tenho medo
Medo do que nao conheço, do que ainda nao vi
Se tudo senti..nao, ainda sinto o medo do que nao foi.
Tenho medo de ficar..ou de nao fazer.
Por isso me atiro, arrisco, por sentir medo.
Esse tal repugnante..e tão distante dos santos 
Será o medo mesmo difícil..mas eu nao sei de nada.
Serão eles tão corretos e heróis?
Me parecem tão seguros de si
Sempre prontos pra briga
E nunca erram com suas indumentárias de blinde
Como será que conseguem sempre andar de cabeça erguida?
Certo dia olhei para o chão
E vi que me sujo facilmente 
E que de pureza passo longe
E disso não tive medo,talvez por isso mesmo pude ver
Que o medo me levou a ser, até aqui
O meu nada...
Aqui mesmo pude ver isso  tudo
Por medo...
Pelo simples fato de senti-lo 
E não negá-lo...

(Paola)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tenho medo<br />
Medo do que nao conheço, do que ainda nao vi<br />
Se tudo senti..nao, ainda sinto o medo do que nao foi.<br />
Tenho medo de ficar..ou de nao fazer.<br />
Por isso me atiro, arrisco, por sentir medo.<br />
Esse tal repugnante..e tão distante dos santos<br />
Será o medo mesmo difícil..mas eu nao sei de nada.<br />
Serão eles tão corretos e heróis?<br />
Me parecem tão seguros de si<br />
Sempre prontos pra briga<br />
E nunca erram com suas indumentárias de blinde<br />
Como será que conseguem sempre andar de cabeça erguida?<br />
Certo dia olhei para o chão<br />
E vi que me sujo facilmente<br />
E que de pureza passo longe<br />
E disso não tive medo,talvez por isso mesmo pude ver<br />
Que o medo me levou a ser, até aqui<br />
O meu nada&#8230;<br />
Aqui mesmo pude ver isso  tudo<br />
Por medo&#8230;<br />
Pelo simples fato de senti-lo<br />
E não negá-lo&#8230;</p>
<p>(Paola)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Papão Mitológico		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/52622/#comment-55019</link>

		<dc:creator><![CDATA[Papão Mitológico]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Feb 2012 04:17:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52622#comment-55019</guid>

					<description><![CDATA[lembrei-me deste:
Poema pouco original do medo 
Alexandre O&#039;Neill



O medo vai ter tudo 
pernas 
ambulâncias 
e o luxo blindado 
de alguns automóveis 
Vai ter olhos onde ninguém o veja 
mãozinhas cautelosas 
enredos quase inocentes 
ouvidos não só nas paredes 
mas também no chão 
no teto 
no murmúrio dos esgotos 
e talvez até (cautela!) 
ouvidos nos teus ouvidos 

O medo vai ter tudo 
fantasmas na ópera 
sessões contínuas de espiritismo 
milagres 
cortejos 
frases corajosas 
meninas exemplares 
seguras casas de penhor 
maliciosas casas de passe 
conferências várias 
congressos muitos 
ótimos empregos 
poemas originais 
e poemas como este 
projetos altamente porcos 
heróis 
(o medo vai ter heróis!) 
costureiras reais e irreais 
operários 
(assim assim) 
escriturários 
(muitos) 
intelectuais 
(o que se sabe) 
a tua voz talvez 
talvez a minha 
com a certeza a deles 

Vai ter capitais 
países 
suspeitas como toda a gente 
muitíssimos amigos 
beijos 
namorados esverdeados 
amantes silenciosos 
ardentes 
e angustiados 

Ah o medo vai ter tudo 
tudo 
(Penso no que o medo vai ter 
e tenho medo 
que é justamente 
o que o medo quer) 

O medo vai ter tudo 
quase tudo 
e cada um por seu caminho 
havemos todos de chegar 
quase todos 
a ratos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>lembrei-me deste:<br />
Poema pouco original do medo<br />
Alexandre O&#8217;Neill</p>
<p>O medo vai ter tudo<br />
pernas<br />
ambulâncias<br />
e o luxo blindado<br />
de alguns automóveis<br />
Vai ter olhos onde ninguém o veja<br />
mãozinhas cautelosas<br />
enredos quase inocentes<br />
ouvidos não só nas paredes<br />
mas também no chão<br />
no teto<br />
no murmúrio dos esgotos<br />
e talvez até (cautela!)<br />
ouvidos nos teus ouvidos </p>
<p>O medo vai ter tudo<br />
fantasmas na ópera<br />
sessões contínuas de espiritismo<br />
milagres<br />
cortejos<br />
frases corajosas<br />
meninas exemplares<br />
seguras casas de penhor<br />
maliciosas casas de passe<br />
conferências várias<br />
congressos muitos<br />
ótimos empregos<br />
poemas originais<br />
e poemas como este<br />
projetos altamente porcos<br />
heróis<br />
(o medo vai ter heróis!)<br />
costureiras reais e irreais<br />
operários<br />
(assim assim)<br />
escriturários<br />
(muitos)<br />
intelectuais<br />
(o que se sabe)<br />
a tua voz talvez<br />
talvez a minha<br />
com a certeza a deles </p>
<p>Vai ter capitais<br />
países<br />
suspeitas como toda a gente<br />
muitíssimos amigos<br />
beijos<br />
namorados esverdeados<br />
amantes silenciosos<br />
ardentes<br />
e angustiados </p>
<p>Ah o medo vai ter tudo<br />
tudo<br />
(Penso no que o medo vai ter<br />
e tenho medo<br />
que é justamente<br />
o que o medo quer) </p>
<p>O medo vai ter tudo<br />
quase tudo<br />
e cada um por seu caminho<br />
havemos todos de chegar<br />
quase todos<br />
a ratos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
