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	Comentários sobre: Ainda sobre o Estado e os movimentos sociais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rodrigo Otávio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/53308/#comment-57624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Otávio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Mar 2012 17:32:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É triste ver lideranças usando as lutas sociais para a campanha de candidatos petistas, como no caso citado do Dandara em Belo Horizonte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É triste ver lideranças usando as lutas sociais para a campanha de candidatos petistas, como no caso citado do Dandara em Belo Horizonte.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/53308/#comment-56829</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 14:54:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[As informações só seriam factíveis se publicadas no jornal Sem Terra, no Brasil de Fato ou na Caros Amigos? Ou se estivessem nas obras de referência para a esquerda?
Mais importante do que um movimento que se desvela aos olhos de quem está por dentro das lutas é o fato de ter sido publicado ou não publicado (o que também revela muito) pelo jornal ou revista A ou B?
Ora, enquanto os militantes de esquerda negarem-se a ler as informações e as notícias, compreenderem as situações contemporâneas e relacioná-las com a política e a economia, teremos por muito tempo quem acredite que Chávez está a desenvolver o socialismo no séc. XXI, que a cúpula cubana não pode ser criticada pela esquerda (pois já o é pela direita), que Daniel Ortega representa o povo e a história sandinista na Nicarágua...
Enfim, continuará a enxergar o mundo a partir de um binômio: nós e eles, sem perceber que no &quot;nós&quot; há muitos deles. Sem compreender como, de dentro da luta dos trabalhadores, alçam-se gestores do capitalismo. Mas, para tal fato sempre se pode recorrer ao argumento mágico e cômodo da &quot;traição de classe&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As informações só seriam factíveis se publicadas no jornal Sem Terra, no Brasil de Fato ou na Caros Amigos? Ou se estivessem nas obras de referência para a esquerda?<br />
Mais importante do que um movimento que se desvela aos olhos de quem está por dentro das lutas é o fato de ter sido publicado ou não publicado (o que também revela muito) pelo jornal ou revista A ou B?<br />
Ora, enquanto os militantes de esquerda negarem-se a ler as informações e as notícias, compreenderem as situações contemporâneas e relacioná-las com a política e a economia, teremos por muito tempo quem acredite que Chávez está a desenvolver o socialismo no séc. XXI, que a cúpula cubana não pode ser criticada pela esquerda (pois já o é pela direita), que Daniel Ortega representa o povo e a história sandinista na Nicarágua&#8230;<br />
Enfim, continuará a enxergar o mundo a partir de um binômio: nós e eles, sem perceber que no &#8220;nós&#8221; há muitos deles. Sem compreender como, de dentro da luta dos trabalhadores, alçam-se gestores do capitalismo. Mas, para tal fato sempre se pode recorrer ao argumento mágico e cômodo da &#8220;traição de classe&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/53308/#comment-56795</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 06:51:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,

Bem, eu não sou paladino de nada e nem pretendo responder ao comentário apresentado logo acima pelo Ronaldo. Mesmo assim, lembrei-me de um caso curioso que acaba de ocorrer na Argentina.

Inúmeras organizações populares do campo e da cidade estão se mobilizando, já há algum tempo, contra os projetos que as multinacionais mineradoras e o governo da presidente Cristina Kirchner estão promovendo intensamente em várias regiões do território argentino. Um dos conflitos entre a população, o governo provincial e as multinacionais terminou com várias mortes de militantes sociais de algumas organizações populares. A questão ganhou tamanha repercussão e está na boca da população: inúmeras marchas nacionais foram realizadas e o governo federal está sendo questionado por tentar se des-responsabilizar daquelas mortes - dizendo que as mortes são de responsabilidade apenas das polícias provinciais. Mesmo assim, Cristina está sob fogo cruzado - já que seu partido é aliado desse governador provincial.

Com efeito, curioso mesmo foi perceber que milhares de militantes governistas reclamaram dessas mobilizações, dizendo que o governo federal - tão atacado pela direita e pela imprensa oposicionista por apresentar propostas de mudanças supostamente anti-monopólicas nas leis de telecomunicação - deve ser fortemente apoiado por todos de esquerda. Os kirchneristas sempre usaram o argumento de que os militantes &quot;não podem fazer o jogo da direita&quot;.

Ao ver amplamente divulgada no jornal Clárin - considerado o maior vocalizador do oposicionismo da direita argentina e grande adversário de Kirchner - a notícia das mortes dos militantes populares e um amplo espaço aberto para a crítica (elaborada pelas organizações do campo) contra os grandes projetos de mineração, acusando as multinacionais e o governo por participarem de forma colaborativa nesse projeto, um amigo meu (que é militante autônomo de Buenos Aires) disse o seguinte:

&quot;Os kircheristas deveriam denunciar o Clárin. O jornal está fazendo o jogo da esquerda...&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Bem, eu não sou paladino de nada e nem pretendo responder ao comentário apresentado logo acima pelo Ronaldo. Mesmo assim, lembrei-me de um caso curioso que acaba de ocorrer na Argentina.</p>
<p>Inúmeras organizações populares do campo e da cidade estão se mobilizando, já há algum tempo, contra os projetos que as multinacionais mineradoras e o governo da presidente Cristina Kirchner estão promovendo intensamente em várias regiões do território argentino. Um dos conflitos entre a população, o governo provincial e as multinacionais terminou com várias mortes de militantes sociais de algumas organizações populares. A questão ganhou tamanha repercussão e está na boca da população: inúmeras marchas nacionais foram realizadas e o governo federal está sendo questionado por tentar se des-responsabilizar daquelas mortes &#8211; dizendo que as mortes são de responsabilidade apenas das polícias provinciais. Mesmo assim, Cristina está sob fogo cruzado &#8211; já que seu partido é aliado desse governador provincial.</p>
<p>Com efeito, curioso mesmo foi perceber que milhares de militantes governistas reclamaram dessas mobilizações, dizendo que o governo federal &#8211; tão atacado pela direita e pela imprensa oposicionista por apresentar propostas de mudanças supostamente anti-monopólicas nas leis de telecomunicação &#8211; deve ser fortemente apoiado por todos de esquerda. Os kirchneristas sempre usaram o argumento de que os militantes &#8220;não podem fazer o jogo da direita&#8221;.</p>
<p>Ao ver amplamente divulgada no jornal Clárin &#8211; considerado o maior vocalizador do oposicionismo da direita argentina e grande adversário de Kirchner &#8211; a notícia das mortes dos militantes populares e um amplo espaço aberto para a crítica (elaborada pelas organizações do campo) contra os grandes projetos de mineração, acusando as multinacionais e o governo por participarem de forma colaborativa nesse projeto, um amigo meu (que é militante autônomo de Buenos Aires) disse o seguinte:</p>
<p>&#8220;Os kircheristas deveriam denunciar o Clárin. O jornal está fazendo o jogo da esquerda&#8230;&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ronaldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/53308/#comment-56748</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ronaldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 19:12:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[a confusão entre campo político, aliados, adversários, inimigos (estratégicos ou de menor importância) é complexa. Mais ainda o é a luta social, sobretudo em tempos como o nosso. Mas adverte a história da luta popular: se estás confuso com sua força, com seus aliados, NUNCA se confunda diante de quem lutas.
Estadão não é e nem nunca foi referência para bom debates, salvo se nossa seleção considera notas do panfleto oportunamente. Ou melhor, com certo oportunismo.
Achei o artigo, assim como o anterior, confuso, com informações advindas de sabe-se lá a fonte. Espero que não tenha advindo de fofoca, de arrivistas ou sábios conhecedores de tudo, no alto da torre da sabedoria e da soberba.
Humildade meus caros paladinos do bom debate, da liberdade de imprensa e da justa e correta ação revolucionária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a confusão entre campo político, aliados, adversários, inimigos (estratégicos ou de menor importância) é complexa. Mais ainda o é a luta social, sobretudo em tempos como o nosso. Mas adverte a história da luta popular: se estás confuso com sua força, com seus aliados, NUNCA se confunda diante de quem lutas.<br />
Estadão não é e nem nunca foi referência para bom debates, salvo se nossa seleção considera notas do panfleto oportunamente. Ou melhor, com certo oportunismo.<br />
Achei o artigo, assim como o anterior, confuso, com informações advindas de sabe-se lá a fonte. Espero que não tenha advindo de fofoca, de arrivistas ou sábios conhecedores de tudo, no alto da torre da sabedoria e da soberba.<br />
Humildade meus caros paladinos do bom debate, da liberdade de imprensa e da justa e correta ação revolucionária.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: gente assustada com tudo isso		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/53308/#comment-56745</link>

		<dc:creator><![CDATA[gente assustada com tudo isso]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 18:54:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Negativo, o principal é que o levantamento tem sido realizado pelo Gabinete de segurança Institucional, que coordena o serviço secreto Brasileiro, a Abin, herdeira institucional do SNI e cujo comando foi remilitarizado no governo Lula.
Basicamente, antigos órgãos de pesquisa ligados a sindicatos e apoio à reivindicações dos movimentos sociais como o de carestia que levantavam e auxiliavam movimentos em conflito urbano tem fornecido dados estratégicos ao governo, frequentemente se utilizando de contatos com sindicatos e outros grupos para conseguir penetrar nestas instâncias.
Além disso já há 3 anos se estende o programa de levantamento dos movimentos sociais por redes que levanta não apenas militantes, no antigo sistema policial de operação, mas passando a fazer mapeamento de redes, isto é, quem são os contatos, apoiadores potenciais, relações institucionais e canais normais de negociação visando saber onde se podem utilizá-los e isolá-los.
Dentro dos movimentos sociais, com todos os dados sobre a repressão, os canais de contato, as influências &quot;progressistas&quot; dentro dos canais do estado que se utilizavam para materializar as conquistas materiais parciais que encerram ciclos de lutas. Frente a isto, anulada esta forma de relação específica de reivindicação com o estado, torna-se mais fácil obrigar os movimentos a aceitar certas posições, ou ainda, sabendo exatamente o quanto um determinado movimento pode resistir e isolando quem poderia influenciar para exercer pressão no estado.
Acho que a cobertura sobre a questão tem voltado sua atenção a aspectos que mostram tensões, mas acho que algo mais profundo ocorre que obrigará, talvez, a mudar as formas de organização para a luta social dos excluídos mudando aquilo que conhecemos hoje como movimentos sociais, caso contrário, pode-se vislumbrar o cenário de uma completa reestruturação tecnocrática do espaço de atuação dos movimentos sociais durante um tempo relativamente longo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Negativo, o principal é que o levantamento tem sido realizado pelo Gabinete de segurança Institucional, que coordena o serviço secreto Brasileiro, a Abin, herdeira institucional do SNI e cujo comando foi remilitarizado no governo Lula.<br />
Basicamente, antigos órgãos de pesquisa ligados a sindicatos e apoio à reivindicações dos movimentos sociais como o de carestia que levantavam e auxiliavam movimentos em conflito urbano tem fornecido dados estratégicos ao governo, frequentemente se utilizando de contatos com sindicatos e outros grupos para conseguir penetrar nestas instâncias.<br />
Além disso já há 3 anos se estende o programa de levantamento dos movimentos sociais por redes que levanta não apenas militantes, no antigo sistema policial de operação, mas passando a fazer mapeamento de redes, isto é, quem são os contatos, apoiadores potenciais, relações institucionais e canais normais de negociação visando saber onde se podem utilizá-los e isolá-los.<br />
Dentro dos movimentos sociais, com todos os dados sobre a repressão, os canais de contato, as influências &#8220;progressistas&#8221; dentro dos canais do estado que se utilizavam para materializar as conquistas materiais parciais que encerram ciclos de lutas. Frente a isto, anulada esta forma de relação específica de reivindicação com o estado, torna-se mais fácil obrigar os movimentos a aceitar certas posições, ou ainda, sabendo exatamente o quanto um determinado movimento pode resistir e isolando quem poderia influenciar para exercer pressão no estado.<br />
Acho que a cobertura sobre a questão tem voltado sua atenção a aspectos que mostram tensões, mas acho que algo mais profundo ocorre que obrigará, talvez, a mudar as formas de organização para a luta social dos excluídos mudando aquilo que conhecemos hoje como movimentos sociais, caso contrário, pode-se vislumbrar o cenário de uma completa reestruturação tecnocrática do espaço de atuação dos movimentos sociais durante um tempo relativamente longo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Menino tímido		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/02/53308/#comment-56661</link>

		<dc:creator><![CDATA[Menino tímido]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Feb 2012 01:47:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Neste mapeamento das lutas sociais, das lideranças e possíveis desdobramentos encontra mercado, oportunidade de trabalho, uma miríade de pesquisadores universitários que anseiam há muito pela oportunidade de dar assessoria, tal qual Maquiavel escrevia para o príncipe. E das assessorias sabe-se lá para quais jantares, quais grupos, quais possibilidades mais, quais redes de contatos...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste mapeamento das lutas sociais, das lideranças e possíveis desdobramentos encontra mercado, oportunidade de trabalho, uma miríade de pesquisadores universitários que anseiam há muito pela oportunidade de dar assessoria, tal qual Maquiavel escrevia para o príncipe. E das assessorias sabe-se lá para quais jantares, quais grupos, quais possibilidades mais, quais redes de contatos&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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