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	Comentários sobre: MST e agroecologia: uma mutação decisiva. 1) 1984-1995	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Antonio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/03/53997/#comment-59690</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Mar 2012 11:42:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A análise de João Bernardo é, em certo ponto, inovadora. Polêmica e inovadora. As idéias básicas estão contidas no texto, apesar  de parcial. Assim, espero pelo resto do texto, parabenizo o autor, e também polemizo: não existe um certo determinismo tecnológico nas idéias defendidas pelo João Bernardo? Adianto que espero que estes debates sejam publicados em sua forma completa em formato de livro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A análise de João Bernardo é, em certo ponto, inovadora. Polêmica e inovadora. As idéias básicas estão contidas no texto, apesar  de parcial. Assim, espero pelo resto do texto, parabenizo o autor, e também polemizo: não existe um certo determinismo tecnológico nas idéias defendidas pelo João Bernardo? Adianto que espero que estes debates sejam publicados em sua forma completa em formato de livro.</p>
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		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/03/53997/#comment-59412</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 01:16:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto apresenta uma argumentação não usual, e nela vem basicamente uma análise que detecta qual seria um dos, ou o principal, caminho para a criação de uma sociedade anticapitalista. A união das cooperativas do MST com a luta dos assalariados rurais e, concomitantemente, construção de comunas urbanas numa luta conjunta com assalariados citadinos. Eixos anticapitalistas para campo e cidade numa base de luta popular. 

Ler esse texto me fez pensar o quanto a base da esquerda letrada está muito distante de algo deste porte. Essa mesma esquerda que produz textos e críticas anticapitalistas e se une em algumas lutas conjuntas, Pinheirinho, por exemplo, por outro se digladia vorazmente ante as parcas oportunidades que o mercado oferece, principalmente o universitário. De um lado se escreve, critica e luta em algumas ocasiões, de outro há um desejo secreto pelo fracasso dos companheiros de forma que haja mais espaço no mercado acadêmico, principalmente. 

Se deixarmos como mofo, o que é, os tantos grupos de debate e discussão sobre autores e mitos anarquistas e marxistas, basicamente esta esquerda não produz absolutamente nada de prático que seja contra-hegemônico. Ao contrário, segue tanto as normas que vemos anarquistas e marxistas em rituais de defesa  de teses críticas nas quais o público é proibido de fazer questões e participar do debate, restando somente os doutores. E todos, até hoje, aceitam e aceitaram isso sem nenhum questionamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto apresenta uma argumentação não usual, e nela vem basicamente uma análise que detecta qual seria um dos, ou o principal, caminho para a criação de uma sociedade anticapitalista. A união das cooperativas do MST com a luta dos assalariados rurais e, concomitantemente, construção de comunas urbanas numa luta conjunta com assalariados citadinos. Eixos anticapitalistas para campo e cidade numa base de luta popular. </p>
<p>Ler esse texto me fez pensar o quanto a base da esquerda letrada está muito distante de algo deste porte. Essa mesma esquerda que produz textos e críticas anticapitalistas e se une em algumas lutas conjuntas, Pinheirinho, por exemplo, por outro se digladia vorazmente ante as parcas oportunidades que o mercado oferece, principalmente o universitário. De um lado se escreve, critica e luta em algumas ocasiões, de outro há um desejo secreto pelo fracasso dos companheiros de forma que haja mais espaço no mercado acadêmico, principalmente. </p>
<p>Se deixarmos como mofo, o que é, os tantos grupos de debate e discussão sobre autores e mitos anarquistas e marxistas, basicamente esta esquerda não produz absolutamente nada de prático que seja contra-hegemônico. Ao contrário, segue tanto as normas que vemos anarquistas e marxistas em rituais de defesa  de teses críticas nas quais o público é proibido de fazer questões e participar do debate, restando somente os doutores. E todos, até hoje, aceitam e aceitaram isso sem nenhum questionamento.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Guilherme Verde		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/03/53997/#comment-59288</link>

		<dc:creator><![CDATA[Guilherme Verde]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Mar 2012 02:36:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Texto muito bom e esclarecedor.  
No meu ponto de vista, ao analisarmos as diferentes estratégias por trás da organização da produção no movimento é necessário identificar sua relação com uma estratégia mais ampla, focada na transformação social. Acredito que alguns pontos ficarão mais claros com a segunda parte do artigo, entretanto, ao meu ver, o abandono do cooperativismo e da busca pela modernização não está necessariamente em contraposição à proposta agroecológica do movimento no que se relaciona a sua estratégia de transformação social. 
A definição de diferentes formas de organização do trabalho e da produção pode responder a &quot;n&quot; fatores. Mesmo em empresas capitalistas há um movimento dinâmico em relação às diferentes formas de organização da produção, que respondem a contingências encontradas no decorrer do processo produtivo. É comum observar na literatura acadêmica sobre organização do trabalho (sob qualquer viés ideológico) a relação dinâmica entre estratégia organizacional e estrutura organizacional, e sua relativa organização da produção ou do trabalho.  
Se não nos atentarmos à tal característica corre-se o risco de atribuirmos às questões relacionadas à organização da produção um papel central em toda a dinâmica social relacionada a uma determinada comunidade, seja ela uma empresa capitalista ou um assentamento do MST. Isso reduziria o escopo da análise e seria uma simplificação da realidade e uma aceitação de um &quot;determinismo econômico&quot; superficial. 
As estratégias definidas pelo movimento respondem às suas percepções em relação a conjuntura e ao processo de transição pelo qual luta. Ao meu ver são estas estratégias, e o que está por trás delas, como seu viés ideológico,  sua percepção da conjuntura e inclusive a avaliação de seus recursos visando aumentar a eficiência do movimento, no sentido de lhe garantir avanços em direção à reforma agrária com seu fortalecimento, que devem ser analisadas. 
Está o MST passando por uma mudança estratégica/ideológica? Abandonando velhos conceitos do marxismo clássico, como a centralidade do operariado industrial versus o lumpem campesinato no processo revolucionário? Quais possíveis impactos pode haver em sua luta de tal mutação? 
Questões como estas podem ser muito melhor exploradas se compreendermos que os métodos de produção, agroecológico ou agroindustrial, quando não relacionados à uma estratégia de superação da dominação, do Estado e do capital, e, por sua vez, relacionados à uma concepção de sociedade socialista, não significam nada para o socialismo. 
Muito podemos falar das diversas experiências capitalistas de organização da produção sustentável, agroecológica, sociotécnica, etc. Da mesma forma podemos citar experiências tayloristas no âmbito do socialismo &quot;real&quot;. 
Enfim, torna-se importante abordarmos o que está por trás deste debate ao falarmos de estratégias para a transformação social e as possibilidades abertas pelas diferentes formas de organização da produção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto muito bom e esclarecedor.<br />
No meu ponto de vista, ao analisarmos as diferentes estratégias por trás da organização da produção no movimento é necessário identificar sua relação com uma estratégia mais ampla, focada na transformação social. Acredito que alguns pontos ficarão mais claros com a segunda parte do artigo, entretanto, ao meu ver, o abandono do cooperativismo e da busca pela modernização não está necessariamente em contraposição à proposta agroecológica do movimento no que se relaciona a sua estratégia de transformação social.<br />
A definição de diferentes formas de organização do trabalho e da produção pode responder a &#8220;n&#8221; fatores. Mesmo em empresas capitalistas há um movimento dinâmico em relação às diferentes formas de organização da produção, que respondem a contingências encontradas no decorrer do processo produtivo. É comum observar na literatura acadêmica sobre organização do trabalho (sob qualquer viés ideológico) a relação dinâmica entre estratégia organizacional e estrutura organizacional, e sua relativa organização da produção ou do trabalho.<br />
Se não nos atentarmos à tal característica corre-se o risco de atribuirmos às questões relacionadas à organização da produção um papel central em toda a dinâmica social relacionada a uma determinada comunidade, seja ela uma empresa capitalista ou um assentamento do MST. Isso reduziria o escopo da análise e seria uma simplificação da realidade e uma aceitação de um &#8220;determinismo econômico&#8221; superficial.<br />
As estratégias definidas pelo movimento respondem às suas percepções em relação a conjuntura e ao processo de transição pelo qual luta. Ao meu ver são estas estratégias, e o que está por trás delas, como seu viés ideológico,  sua percepção da conjuntura e inclusive a avaliação de seus recursos visando aumentar a eficiência do movimento, no sentido de lhe garantir avanços em direção à reforma agrária com seu fortalecimento, que devem ser analisadas.<br />
Está o MST passando por uma mudança estratégica/ideológica? Abandonando velhos conceitos do marxismo clássico, como a centralidade do operariado industrial versus o lumpem campesinato no processo revolucionário? Quais possíveis impactos pode haver em sua luta de tal mutação?<br />
Questões como estas podem ser muito melhor exploradas se compreendermos que os métodos de produção, agroecológico ou agroindustrial, quando não relacionados à uma estratégia de superação da dominação, do Estado e do capital, e, por sua vez, relacionados à uma concepção de sociedade socialista, não significam nada para o socialismo.<br />
Muito podemos falar das diversas experiências capitalistas de organização da produção sustentável, agroecológica, sociotécnica, etc. Da mesma forma podemos citar experiências tayloristas no âmbito do socialismo &#8220;real&#8221;.<br />
Enfim, torna-se importante abordarmos o que está por trás deste debate ao falarmos de estratégias para a transformação social e as possibilidades abertas pelas diferentes formas de organização da produção.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maria		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/03/53997/#comment-59237</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Mar 2012 16:43:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois é. Eu conheci cooperativa do MST em 1998. Não estava mesmo conseguindo entender a argumentação dos pró vida arcaica segundo a qual ou se vive numa economia familiar de subsistência ou se cai diretamente no capitalismo agrário. 

Há a terceira alternativa, que nem é agricultura familiar arcaica nem exploração capitalista, e que pensa um modelo de produção coletivista sem prescindir dos avanços tecnológicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é. Eu conheci cooperativa do MST em 1998. Não estava mesmo conseguindo entender a argumentação dos pró vida arcaica segundo a qual ou se vive numa economia familiar de subsistência ou se cai diretamente no capitalismo agrário. </p>
<p>Há a terceira alternativa, que nem é agricultura familiar arcaica nem exploração capitalista, e que pensa um modelo de produção coletivista sem prescindir dos avanços tecnológicos.</p>
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