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	Comentários sobre: MST e agroecologia: uma mutação decisiva. 3) hoje	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gilberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-311736</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gilberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2016 20:30:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,

Agradeço imensamente sua indicação. 

Há também uma edição em português da obra indicada: Construção do Terceiro Mundo, a Teorias do Subdesenvolvimento na Romênia e no Brasil /Autor: Joseph Leroy Love / Editora: Paz e Terra.

Obrigado!

Gilberto]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,</p>
<p>Agradeço imensamente sua indicação. </p>
<p>Há também uma edição em português da obra indicada: Construção do Terceiro Mundo, a Teorias do Subdesenvolvimento na Romênia e no Brasil /Autor: Joseph Leroy Love / Editora: Paz e Terra.</p>
<p>Obrigado!</p>
<p>Gilberto</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-311725</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Aug 2016 19:33:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gilberto,
No Labirintos do Fascismo não abordei especificamente o regime de Getúlio Vargas porque não me pareceu necessário para os meus objectivos nesse livro, já que os regimes de Salazar e de Dollfuss ilustravam perfeitamente as variantes do fascismo conservador. Mas acho que um primeiro passo para a compreensão do Estado Novo brasileiro pode dar-se com a leitura da obra de Joseph L. Love, Crafting the Third World. Theorizing Underdevelopment in Rumania and Brazil (Stanford: Stanford University Press, 1996). Esta obra mostra a repercussão que tiveram no Brasil as ideias de Manoilescu, o principal teórico do corporativismo fascista, e mostra como algumas das noções de desenvolvimentismo que depois foram formuladas na esquerda surgiram, na verdade, no campo do fascismo. A esquerda brasileira — e não só — ainda hoje é vítima deste funesto engano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gilberto,<br />
No Labirintos do Fascismo não abordei especificamente o regime de Getúlio Vargas porque não me pareceu necessário para os meus objectivos nesse livro, já que os regimes de Salazar e de Dollfuss ilustravam perfeitamente as variantes do fascismo conservador. Mas acho que um primeiro passo para a compreensão do Estado Novo brasileiro pode dar-se com a leitura da obra de Joseph L. Love, Crafting the Third World. Theorizing Underdevelopment in Rumania and Brazil (Stanford: Stanford University Press, 1996). Esta obra mostra a repercussão que tiveram no Brasil as ideias de Manoilescu, o principal teórico do corporativismo fascista, e mostra como algumas das noções de desenvolvimentismo que depois foram formuladas na esquerda surgiram, na verdade, no campo do fascismo. A esquerda brasileira — e não só — ainda hoje é vítima deste funesto engano.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gilberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-311724</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gilberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Aug 2016 21:17:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo, é uma grande satisfação &quot;revê-lo&quot; aqui neste espaço. Creio que todos sentem imensamente sua ausência...

Um dos trechos que mais me chamaram a atenção na referida matéria de Carta Capital foi o seguinte:

&quot;(...) centralizando a distribuição de produção agroecológica de todo país em São Paulo&quot;

Interessante notar que que a &quot;centralização&quot; da distribuição de produção agroecológica obedece quase que &quot;ipsis litteris&quot; a mesma centralização geográfica, portanto a mesma divisão territorial do trabalho, imposta pelo capital, revelando qual a lógica em que se insere a &quot;agroecologia&quot; do MST.

E por falar em &quot;Labirintos do Fascismo&quot;, peço sua licença e a licença do coletivo para pedir-lhes mais indicações de leituras que apontem o envolvimento do Brasil e do grupo de Getúlio Vargas com o fascismo.

Obrigado,

Gilberto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo, é uma grande satisfação &#8220;revê-lo&#8221; aqui neste espaço. Creio que todos sentem imensamente sua ausência&#8230;</p>
<p>Um dos trechos que mais me chamaram a atenção na referida matéria de Carta Capital foi o seguinte:</p>
<p>&#8220;(&#8230;) centralizando a distribuição de produção agroecológica de todo país em São Paulo&#8221;</p>
<p>Interessante notar que que a &#8220;centralização&#8221; da distribuição de produção agroecológica obedece quase que &#8220;ipsis litteris&#8221; a mesma centralização geográfica, portanto a mesma divisão territorial do trabalho, imposta pelo capital, revelando qual a lógica em que se insere a &#8220;agroecologia&#8221; do MST.</p>
<p>E por falar em &#8220;Labirintos do Fascismo&#8221;, peço sua licença e a licença do coletivo para pedir-lhes mais indicações de leituras que apontem o envolvimento do Brasil e do grupo de Getúlio Vargas com o fascismo.</p>
<p>Obrigado,</p>
<p>Gilberto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-311723</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Aug 2016 11:36:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=54095#comment-311723</guid>

					<description><![CDATA[Só agora tomei conhecimento deste último comentário, e a reportagem para a qual ele remete dispensa observações, senão a de que confirma a transformação do MST numa empresa agro-ecológica. Aliás, uma série de três artigos publicada neste site, «MST S.A.» (http://www.passapalavra.info/2013/04/75172 ), alertara igualmente nesse sentido.
Todavia, há um detalhe naquela reportagem que se arrisca a passar despercebido, quando relata que «dominando a cena», existe «uma pintura em tecido da grande inspiradora da agroecologia, Ana Primavesi». Por uma curiosa coincidência, há poucos dias atrás um amigo erudito mencionou-me esta personagem, impulsionadora da agro-ecologia no Brasil. A Wikipédia limita-se a informar pudicamente que Ana Maria Primavesi nasceu na Áustria (https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Maria_Primavesi ), mas sem nos dizer a data em que emigrou para o Brasil. Ora, seria muito diferente se ela tivesse ido para o Brasil por ocasião do Anschluss, em 1938, ou se tivesse viajado depois da guerra. No entanto, uma entrevista recente (http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/554700-observar-conhecer-e-integrar-passos-para-uma-perspectiva-sistemica-entrevista-especial-com-ana-primavesi ) elucida que Ana Primavesi chegou ao Brasil só em 1949, já que após a guerra, segundo as suas próprias palavras, ela e o marido perderam todas as propriedades agrícolas. Isto significa que o casal Primavesi foi expropriado por iniciativa das autoridades de ocupação soviéticas na Áustria, e só então decidiu abandonar o país e rumar ao Brasil. Lendo aquela entrevista vemos ainda que foi na vigência do Terceiro Reich que Ana Primavesi obteve os seus títulos académicos na Universidade Rural de Viena. Ora, durante o regime nacional-socialista a agro-ecologia era a doutrina oficial do Ministério da Agricultura, adoptada igualmente pelos SS, que a aplicavam nas suas explorações nos campos de concentração, o que indica que Ana Primavesi bebeu nas fontes. Naquela entrevista existe ainda uma passagem esclarecedora, quando Ana Primavesi se mostra adepta, mais do que da agricultura orgânica, da agricultura biodinâmica, ou seja, tal como foi concebida por Rudolf Steiner, o criador da antroposofia. Remeto o leitor interessado por estes temas e pelo ambiente em que se geraram para as págs. 1351 e segs., mas sobretudo 1371-1377, da versão de 2015 do meu livro Labirintos do Fascismo, que se encontra com facilidade na internet. São estas as águas por onde hoje navega o MST.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só agora tomei conhecimento deste último comentário, e a reportagem para a qual ele remete dispensa observações, senão a de que confirma a transformação do MST numa empresa agro-ecológica. Aliás, uma série de três artigos publicada neste site, «MST S.A.» (<a href="http://www.passapalavra.info/2013/04/75172" rel="nofollow ugc">http://www.passapalavra.info/2013/04/75172</a> ), alertara igualmente nesse sentido.<br />
Todavia, há um detalhe naquela reportagem que se arrisca a passar despercebido, quando relata que «dominando a cena», existe «uma pintura em tecido da grande inspiradora da agroecologia, Ana Primavesi». Por uma curiosa coincidência, há poucos dias atrás um amigo erudito mencionou-me esta personagem, impulsionadora da agro-ecologia no Brasil. A Wikipédia limita-se a informar pudicamente que Ana Maria Primavesi nasceu na Áustria (<a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Maria_Primavesi" rel="nofollow ugc">https://pt.wikipedia.org/wiki/Ana_Maria_Primavesi</a> ), mas sem nos dizer a data em que emigrou para o Brasil. Ora, seria muito diferente se ela tivesse ido para o Brasil por ocasião do Anschluss, em 1938, ou se tivesse viajado depois da guerra. No entanto, uma entrevista recente (<a href="http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/554700-observar-conhecer-e-integrar-passos-para-uma-perspectiva-sistemica-entrevista-especial-com-ana-primavesi" rel="nofollow ugc">http://www.ihu.unisinos.br/entrevistas/554700-observar-conhecer-e-integrar-passos-para-uma-perspectiva-sistemica-entrevista-especial-com-ana-primavesi</a> ) elucida que Ana Primavesi chegou ao Brasil só em 1949, já que após a guerra, segundo as suas próprias palavras, ela e o marido perderam todas as propriedades agrícolas. Isto significa que o casal Primavesi foi expropriado por iniciativa das autoridades de ocupação soviéticas na Áustria, e só então decidiu abandonar o país e rumar ao Brasil. Lendo aquela entrevista vemos ainda que foi na vigência do Terceiro Reich que Ana Primavesi obteve os seus títulos académicos na Universidade Rural de Viena. Ora, durante o regime nacional-socialista a agro-ecologia era a doutrina oficial do Ministério da Agricultura, adoptada igualmente pelos SS, que a aplicavam nas suas explorações nos campos de concentração, o que indica que Ana Primavesi bebeu nas fontes. Naquela entrevista existe ainda uma passagem esclarecedora, quando Ana Primavesi se mostra adepta, mais do que da agricultura orgânica, da agricultura biodinâmica, ou seja, tal como foi concebida por Rudolf Steiner, o criador da antroposofia. Remeto o leitor interessado por estes temas e pelo ambiente em que se geraram para as págs. 1351 e segs., mas sobretudo 1371-1377, da versão de 2015 do meu livro Labirintos do Fascismo, que se encontra com facilidade na internet. São estas as águas por onde hoje navega o MST.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: MST e Agroecologia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-311661</link>

		<dc:creator><![CDATA[MST e Agroecologia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2016 12:28:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A propósito:

http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/agora-nas-cidades-a-agroecologia-dos-sem-terra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito:</p>
<p><a href="http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/agora-nas-cidades-a-agroecologia-dos-sem-terra" rel="nofollow ugc">http://www.cartacapital.com.br/blogs/outras-palavras/agora-nas-cidades-a-agroecologia-dos-sem-terra</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rumo a Direita?		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-62956</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rumo a Direita?]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Apr 2012 15:17:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quer dizer que o MST nem proudhoniano consegue ser? Essa tática - proprietários individuais - leva ao comunismo ou tá mais pra liberalismo utópico? Enfim, qual é a justificativa dos dirigentes? Há algum movimento rural que discorda dessa tática?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quer dizer que o MST nem proudhoniano consegue ser? Essa tática &#8211; proprietários individuais &#8211; leva ao comunismo ou tá mais pra liberalismo utópico? Enfim, qual é a justificativa dos dirigentes? Há algum movimento rural que discorda dessa tática?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-62852</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 17:29:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=54095#comment-62852</guid>

					<description><![CDATA[Cético,
É precisamente essa a questão que preside aos três artigos. E a sua pergunta é complementada por outra: por que motivo o MST se desinteressou da convergência de esforços com o proletariado agrícola, nomeadamente com o proletariado do agronegócio?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cético,<br />
É precisamente essa a questão que preside aos três artigos. E a sua pergunta é complementada por outra: por que motivo o MST se desinteressou da convergência de esforços com o proletariado agrícola, nomeadamente com o proletariado do agronegócio?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cético		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-62849</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cético]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 17:04:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pois, então, se não há ninguém querendo ser coletivista, abandonar a propriedade individual e viver no coletivo por que ainda falamos de socialismo, comunismo, anarquismo? Se isso não dá certo por que não encaramos a triste realidade? Talvez o nosso único papel seja o de fazer com que as lutas evitem que o capitalismo caia a um nível muito sádico.


João,

talvez a perspectiva das cooperativas de produção só seja realmente levadas adiante por proletários rurais em luta, que se apossem do maquinários e terra dos patrões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois, então, se não há ninguém querendo ser coletivista, abandonar a propriedade individual e viver no coletivo por que ainda falamos de socialismo, comunismo, anarquismo? Se isso não dá certo por que não encaramos a triste realidade? Talvez o nosso único papel seja o de fazer com que as lutas evitem que o capitalismo caia a um nível muito sádico.</p>
<p>João,</p>
<p>talvez a perspectiva das cooperativas de produção só seja realmente levadas adiante por proletários rurais em luta, que se apossem do maquinários e terra dos patrões.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-62781</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 21:39:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Com os comentários do Manolo e da Talitha fazia-se uma série de artigos. Fica a sugestão. 
Há dezasseis anos andei pela Rondônia a fazer palestras e cursos para sindicatos e movimentos sociais e convivi muito com um líder camponês, sobrevivente do massacre de Corumbiara, que foi assassinado no ano passado. Grande figura. Um dos temas de conversa era a dificuldade de fazer os camponeses passarem da agricultura familiar para a produção colectiva. Ele sabia que teria de ser uma pedagogia de longo prazo, um combate muito duradouro e persistente, e um dos factores que o levara, já nessa época, a romper com o MST fora o facto de achar que a direcção do MST tinha abandonado essa luta a prazo. Lembro-me de que ele me falava com respeito de uma dada pessoa do MST, que hoje se encontra entre os 51.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com os comentários do Manolo e da Talitha fazia-se uma série de artigos. Fica a sugestão.<br />
Há dezasseis anos andei pela Rondônia a fazer palestras e cursos para sindicatos e movimentos sociais e convivi muito com um líder camponês, sobrevivente do massacre de Corumbiara, que foi assassinado no ano passado. Grande figura. Um dos temas de conversa era a dificuldade de fazer os camponeses passarem da agricultura familiar para a produção colectiva. Ele sabia que teria de ser uma pedagogia de longo prazo, um combate muito duradouro e persistente, e um dos factores que o levara, já nessa época, a romper com o MST fora o facto de achar que a direcção do MST tinha abandonado essa luta a prazo. Lembro-me de que ele me falava com respeito de uma dada pessoa do MST, que hoje se encontra entre os 51.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Talitha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54095/#comment-62780</link>

		<dc:creator><![CDATA[Talitha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Apr 2012 21:25:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=54095#comment-62780</guid>

					<description><![CDATA[Eu cheguei a pensar alguma coisa parecida, mas em uma direção um pouco diversa. Porque bem, esses que Manolo diz que preferiam desde o princípio não incentivar o cooperativismo, se eu entendi, nos anos oitenta eram crianças, né, então não foram exatamente eles que definiram como seriam educados. Mas lembro de ter cursado geografia agrária no ano de 1998 e, num trabalho de campo, um assentado falou longamente sobre todas as dificuldades de se viver e produzir coletivamente, e contou como quem conta um sério fracasso que aquele assentamento havia desistido de ser uma cooperativa e tornara-se apenas uma comunidade  de produtores individuais havia alguns anos. Uma das coisas que ele mencionava era a dificuldade de manter os assentados ligados ao movimento, e mesmo na condição de acampados, de mantê-los na luta sem a perspectiva de conseguir uma terra própria, individual, etc. (sei que uma coisa não exclui a outra, mas a propriedade coletiva era uma das possibilidades). 
Pois bem, lendo a série de textos foi inevitável recordar a conversa com aquele assentado, o sentimento de derrota que ele transmitia, e parecia falar pelo movimento. E a primeira coisa que me ocorreu foi mesmo uma readequação do discurso em função das limitações da prática.
 Creio que isto não é uma causa central, mas é algo sério e que também permeia uma pouco esta militância fragmentada (e é bom que se diga, profissionalizada e em parte terceirizada mesmo pelo capital no terceiro setor) que João Bernardo está chamando de multiculturalista: uma retração aparentemente irreversível da militância, num dado momento, junto a esta proliferação de ongs, mudou estruturalmente o tipo de militância preponderante. Daí, por assim dizer, quem está no inferno que abrace o diabo, porque parece que o que está aí é o que tem pra hoje, e a gente gosta do conforto emocional de achar que faz parte de movimentos com potencial transformador ao menos maior que o conservador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu cheguei a pensar alguma coisa parecida, mas em uma direção um pouco diversa. Porque bem, esses que Manolo diz que preferiam desde o princípio não incentivar o cooperativismo, se eu entendi, nos anos oitenta eram crianças, né, então não foram exatamente eles que definiram como seriam educados. Mas lembro de ter cursado geografia agrária no ano de 1998 e, num trabalho de campo, um assentado falou longamente sobre todas as dificuldades de se viver e produzir coletivamente, e contou como quem conta um sério fracasso que aquele assentamento havia desistido de ser uma cooperativa e tornara-se apenas uma comunidade  de produtores individuais havia alguns anos. Uma das coisas que ele mencionava era a dificuldade de manter os assentados ligados ao movimento, e mesmo na condição de acampados, de mantê-los na luta sem a perspectiva de conseguir uma terra própria, individual, etc. (sei que uma coisa não exclui a outra, mas a propriedade coletiva era uma das possibilidades).<br />
Pois bem, lendo a série de textos foi inevitável recordar a conversa com aquele assentado, o sentimento de derrota que ele transmitia, e parecia falar pelo movimento. E a primeira coisa que me ocorreu foi mesmo uma readequação do discurso em função das limitações da prática.<br />
 Creio que isto não é uma causa central, mas é algo sério e que também permeia uma pouco esta militância fragmentada (e é bom que se diga, profissionalizada e em parte terceirizada mesmo pelo capital no terceiro setor) que João Bernardo está chamando de multiculturalista: uma retração aparentemente irreversível da militância, num dado momento, junto a esta proliferação de ongs, mudou estruturalmente o tipo de militância preponderante. Daí, por assim dizer, quem está no inferno que abrace o diabo, porque parece que o que está aí é o que tem pra hoje, e a gente gosta do conforto emocional de achar que faz parte de movimentos com potencial transformador ao menos maior que o conservador.</p>
]]></content:encoded>
		
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