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	Comentários sobre: Anarquismo em Portugal: 1974–1990, uma breve abordagem	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: M. Ricardo de Sousa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-909061</link>

		<dc:creator><![CDATA[M. Ricardo de Sousa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Oct 2023 17:01:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Freire e Carvalho Ferreira, de quem há muito estou distante do ponto de vista das suas ideias actuais, foram dois activos militantes anarquistas portugueses da geração pós 25 de Abril de 1974. Ambos exilados em França nos anos 60 durante a ditadura. João Freire teve um activo papel na divulgação do anarquismo através da revista A Ideia, as primeiras séries, e publicou um trabalho académico muito relevante «Anarquistas e Operários 1900-1940&quot; (Edições Afrontamento, 1992), além de alguns outros livros também interessantes. Quanto a Carvalho Ferreira o seu papel na edição da revista Utopia, foi importante nas década de 90/2000, para lá da participação anterior no jornal A Batalha, e outras publicações, e foi um difusor de ideias libertárias no Brasil e em Portugal. Sobre as suas carreiras académicas nada sei, nem quero saber. Quanto às suas ideias actuais eles falam por si mesmos...
MRS]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Freire e Carvalho Ferreira, de quem há muito estou distante do ponto de vista das suas ideias actuais, foram dois activos militantes anarquistas portugueses da geração pós 25 de Abril de 1974. Ambos exilados em França nos anos 60 durante a ditadura. João Freire teve um activo papel na divulgação do anarquismo através da revista A Ideia, as primeiras séries, e publicou um trabalho académico muito relevante «Anarquistas e Operários 1900-1940&#8243; (Edições Afrontamento, 1992), além de alguns outros livros também interessantes. Quanto a Carvalho Ferreira o seu papel na edição da revista Utopia, foi importante nas década de 90/2000, para lá da participação anterior no jornal A Batalha, e outras publicações, e foi um difusor de ideias libertárias no Brasil e em Portugal. Sobre as suas carreiras académicas nada sei, nem quero saber. Quanto às suas ideias actuais eles falam por si mesmos&#8230;<br />
MRS</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: combate		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-908878</link>

		<dc:creator><![CDATA[combate]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Oct 2023 05:10:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[joão freire e carvalho ferreira são um desgosto. nem um nem outro fizeram algo que se veja. sao dois bons elementos da irmandade dos manga de alpaca.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>joão freire e carvalho ferreira são um desgosto. nem um nem outro fizeram algo que se veja. sao dois bons elementos da irmandade dos manga de alpaca.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Maria Carvalho ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-103269</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Maria Carvalho ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Feb 2013 16:01:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros José Nuno e João Bernardo,
Como estão a tentar reconstruir a minha biografia, tenho a escrever o seguinte:
Na minha trajectória biológica e social, em 1975 perfilhava as ideias e práticas do marxismo libertário, do situacionismo e do anarquismo.
Por essa razão e porque conhecia o João Crisóstomo e o Júlio Henriques, assim como outros membros que participavam no Jornal Combate frequentava  a livraria deste jornal na Rua da Atalaia em Lisboa.
Todavia, embora não fosse militante do referido jornal escrevi na íntegra um Editorial subordinado ao tema &quot;Que Conselhos Operários&quot;. Para os devidos efeitos aconselho o José Nuno e o João Bernardo a lerem o Jornal Combate, Ano II, Nº 27 - 17/7 a 17/7/75, de 17 de Julho de 1975, pág. 3.
Um abraço e até breve.
José Maria Carvalho Ferreira

 Editorial]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros José Nuno e João Bernardo,<br />
Como estão a tentar reconstruir a minha biografia, tenho a escrever o seguinte:<br />
Na minha trajectória biológica e social, em 1975 perfilhava as ideias e práticas do marxismo libertário, do situacionismo e do anarquismo.<br />
Por essa razão e porque conhecia o João Crisóstomo e o Júlio Henriques, assim como outros membros que participavam no Jornal Combate frequentava  a livraria deste jornal na Rua da Atalaia em Lisboa.<br />
Todavia, embora não fosse militante do referido jornal escrevi na íntegra um Editorial subordinado ao tema &#8220;Que Conselhos Operários&#8221;. Para os devidos efeitos aconselho o José Nuno e o João Bernardo a lerem o Jornal Combate, Ano II, Nº 27 &#8211; 17/7 a 17/7/75, de 17 de Julho de 1975, pág. 3.<br />
Um abraço e até breve.<br />
José Maria Carvalho Ferreira</p>
<p> Editorial</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Nuno Matos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-64877</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Nuno Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 May 2012 17:58:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro viva,

Analisando o título, será fácil constatar que se trata de uma «breve abordagem». A «abundante» citação do João Freire e do Carvalho Ferreira deve-se ao facto de serem os poucos que se debruçaram sobre o assunto. Para além deles, só o José Tavares é que publicou algumas linhas sobre o assunto. Se souber de outros, agradecia que me informasse. 
De resto, é necessário igualmente recordar que o artigo, conforme o título indica, versa apenas sobre o período entre 1974 e 1990. Ora, embora desenvolva actividade já desde os anos 80, a grande parte do catálogo da Sotavento será editado durante a década de 90.´
Um bem haja pelos comentários,
José Nuno Matos]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro viva,</p>
<p>Analisando o título, será fácil constatar que se trata de uma «breve abordagem». A «abundante» citação do João Freire e do Carvalho Ferreira deve-se ao facto de serem os poucos que se debruçaram sobre o assunto. Para além deles, só o José Tavares é que publicou algumas linhas sobre o assunto. Se souber de outros, agradecia que me informasse.<br />
De resto, é necessário igualmente recordar que o artigo, conforme o título indica, versa apenas sobre o período entre 1974 e 1990. Ora, embora desenvolva actividade já desde os anos 80, a grande parte do catálogo da Sotavento será editado durante a década de 90.´<br />
Um bem haja pelos comentários,<br />
José Nuno Matos</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: viva o anarquismo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-64572</link>

		<dc:creator><![CDATA[viva o anarquismo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 00:27:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este artigo sobre o anarquismo em Portugal no pós-25 de Abril é de uma pobreza total. Não consegue perceber o contexto em que os poucos militantes que existiam, teoricamente melhor formados, tiveram que exercer a sua militância, nem situar a influência real que na altura tiveram as ideias libertárias em muitos locais e frentes de batalha. Nunca houve uma organização - a FARP, foi uma tentativa que nunca teve qualquer resultado (dela ficou apenas o grupo Acção Directa, que no plano das ideias teve uma importância fundamental, embora muitos dos seus elementos tivessem vindo do marxismo) e a ALAS pouco mais reunia do que o pequeno grupo que fazia a Batalha na Angelina Vidal. Nesta altura ainda o Carvalho Ferreira se dizia marxista (alguma vez o deixou de ser?) e o João Freire tombava para um reformismo comunalista - esse sim guetizado e guetizador. Dos vários encontros realizados para formar uma organização pouco resultou, é verdade. Mas sempre houve diversos grupos por todo o país, com práticas diversas, intervenções directas ao nível social e laboral e diversas revistas e jornais com algum sucesso. É estranho que uma análise destas cite abundantemente Carvalho Ferreira e João Freire (que pouco pesaram no movimento anarquista dessa altura) e ignore o Gabriel Mourato ou o Julio Carrapato, por exemplo, que, no Algarve (depois de ter estado em Lisboa na Acção Directa, esteve em Évora no Apoio Mútuo) deu corpo ao Meridional. Para se fazer uma análise é preciso mais do que meia dúzia de ideias feitas, caro José Nuno de Matos. Estude e pesquise melhor. Material não falta por aí.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este artigo sobre o anarquismo em Portugal no pós-25 de Abril é de uma pobreza total. Não consegue perceber o contexto em que os poucos militantes que existiam, teoricamente melhor formados, tiveram que exercer a sua militância, nem situar a influência real que na altura tiveram as ideias libertárias em muitos locais e frentes de batalha. Nunca houve uma organização &#8211; a FARP, foi uma tentativa que nunca teve qualquer resultado (dela ficou apenas o grupo Acção Directa, que no plano das ideias teve uma importância fundamental, embora muitos dos seus elementos tivessem vindo do marxismo) e a ALAS pouco mais reunia do que o pequeno grupo que fazia a Batalha na Angelina Vidal. Nesta altura ainda o Carvalho Ferreira se dizia marxista (alguma vez o deixou de ser?) e o João Freire tombava para um reformismo comunalista &#8211; esse sim guetizado e guetizador. Dos vários encontros realizados para formar uma organização pouco resultou, é verdade. Mas sempre houve diversos grupos por todo o país, com práticas diversas, intervenções directas ao nível social e laboral e diversas revistas e jornais com algum sucesso. É estranho que uma análise destas cite abundantemente Carvalho Ferreira e João Freire (que pouco pesaram no movimento anarquista dessa altura) e ignore o Gabriel Mourato ou o Julio Carrapato, por exemplo, que, no Algarve (depois de ter estado em Lisboa na Acção Directa, esteve em Évora no Apoio Mútuo) deu corpo ao Meridional. Para se fazer uma análise é preciso mais do que meia dúzia de ideias feitas, caro José Nuno de Matos. Estude e pesquise melhor. Material não falta por aí.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ufólogo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-63922</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ufólogo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 17:05:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Demenor,

pelo amor a estética do site é horrorosa, melhor contrapropaganda não vão conseguir fazer. Parem de ficar imitando estética dos jornais de 1910, que já eram muito feios. Sejam criativos.


Olho o site e o que vejo:

- luta por moradia
- questão do negro
-questão da terra
-luta feminista
-luta estudantil
-luta contra a violência estatal


O que tem de anarquismo ai? Quando digo que o anarquismo acabou nos anos 1930 tenho que dizer algo que é mais que evidente. Mesmo aqueles colegas que se empenham em lutas, que não são acadêmicos carreiristas, não conseguem ter nada de singular. Com ou sem quem se diga anarquista há o movimento negro, o movimento feminista, lutas contra a violência estatal, lutas estudantís, lutas por moradia, terra. O anarquismo ai não passa de uma má consciência. Não temos anarquistas na luta feminista, mas um feminismo que cresceu tanto que está de A a Z, da Avon ao anarquismo carioca. O mesmo para todas as demais bandeiras.


E que colegas participem das lutas de hoje mas as interpretando com textos, conceitos e estética do século passado é somente sinal de atraso e dependência ideológica. Procurem uma clínica de desideologização. Beijos!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Demenor,</p>
<p>pelo amor a estética do site é horrorosa, melhor contrapropaganda não vão conseguir fazer. Parem de ficar imitando estética dos jornais de 1910, que já eram muito feios. Sejam criativos.</p>
<p>Olho o site e o que vejo:</p>
<p>&#8211; luta por moradia<br />
&#8211; questão do negro<br />
-questão da terra<br />
-luta feminista<br />
-luta estudantil<br />
-luta contra a violência estatal</p>
<p>O que tem de anarquismo ai? Quando digo que o anarquismo acabou nos anos 1930 tenho que dizer algo que é mais que evidente. Mesmo aqueles colegas que se empenham em lutas, que não são acadêmicos carreiristas, não conseguem ter nada de singular. Com ou sem quem se diga anarquista há o movimento negro, o movimento feminista, lutas contra a violência estatal, lutas estudantís, lutas por moradia, terra. O anarquismo ai não passa de uma má consciência. Não temos anarquistas na luta feminista, mas um feminismo que cresceu tanto que está de A a Z, da Avon ao anarquismo carioca. O mesmo para todas as demais bandeiras.</p>
<p>E que colegas participem das lutas de hoje mas as interpretando com textos, conceitos e estética do século passado é somente sinal de atraso e dependência ideológica. Procurem uma clínica de desideologização. Beijos!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Demenor		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-63610</link>

		<dc:creator><![CDATA[Demenor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 02:00:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ufólogo, dá uma olhada:

www.farj.org

Tem bastante material lá.

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ufólogo, dá uma olhada:</p>
<p><a href="http://www.farj.org" rel="nofollow ugc">http://www.farj.org</a></p>
<p>Tem bastante material lá.</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: piruças		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-62613</link>

		<dc:creator><![CDATA[piruças]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 10:29:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Apesar de não o referir parece-me que o texto deixa pistas suficientes para se encontrar a origem do problema do anarquismo na região portuguesa, que julgo ser o mesmo que temos na actualidade. Como em tudo, sem gente não se faz nada. E sem qualidade humana nada germina. Muito mais do que insuficiência teórica que em meia dúzia de anos pode ser ultrapassada, muito mais do que a má escolha de uma ideologia do início século XX que pode ser matéria de reconsideração, muito mais do a falta de uma estratégia que pode ser delineada em qualquer altura, falta é gente com qualidade para alterar a situação. Como é que se pode esperar que um colectivo de hipócritas que faz eleições para eleger órgãos de direcção com vista a eliminar a dissidência possa contribuir para a alavancagem do anarquismo? Como é que se pode esperar que quem boicota o trabalho de companheiros por uma questão de demarcação de território possa ter um mínimo de credibilidade política ou inspirar o anti-autoritarismo nas outras pessoas? O que se pode esperar desses supostos &quot;anarquistas&quot;, que por acaso são a grande maioria dos que há, quando eles se calam perante estas coisas ou até continuam a apoiar e a suportar estas situações? Quando aí em cima se fala que o anarquismo é sobretudo uma ética, uma ética aplicada à prática, penso que se está a ver mal o problema. O que falta é precisamente ética libertária, que evidentemente, antes da formação teórica e ideológica, tem a sua fundação na qualidade humana dos militantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de não o referir parece-me que o texto deixa pistas suficientes para se encontrar a origem do problema do anarquismo na região portuguesa, que julgo ser o mesmo que temos na actualidade. Como em tudo, sem gente não se faz nada. E sem qualidade humana nada germina. Muito mais do que insuficiência teórica que em meia dúzia de anos pode ser ultrapassada, muito mais do que a má escolha de uma ideologia do início século XX que pode ser matéria de reconsideração, muito mais do a falta de uma estratégia que pode ser delineada em qualquer altura, falta é gente com qualidade para alterar a situação. Como é que se pode esperar que um colectivo de hipócritas que faz eleições para eleger órgãos de direcção com vista a eliminar a dissidência possa contribuir para a alavancagem do anarquismo? Como é que se pode esperar que quem boicota o trabalho de companheiros por uma questão de demarcação de território possa ter um mínimo de credibilidade política ou inspirar o anti-autoritarismo nas outras pessoas? O que se pode esperar desses supostos &#8220;anarquistas&#8221;, que por acaso são a grande maioria dos que há, quando eles se calam perante estas coisas ou até continuam a apoiar e a suportar estas situações? Quando aí em cima se fala que o anarquismo é sobretudo uma ética, uma ética aplicada à prática, penso que se está a ver mal o problema. O que falta é precisamente ética libertária, que evidentemente, antes da formação teórica e ideológica, tem a sua fundação na qualidade humana dos militantes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marco Montenegro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-62189</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marco Montenegro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 20:42:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parece-me um bom texto de introdução, embora, sinto, que seja necessário acrescentar vários pontos para dar maior dimensão à analise. Primeiro, penso que &quot;Anarquismo&quot; foi-se aplicando em Portugal como minimo denominador comum para abarcar tudo e qual coisa que fosse &quot;contra o estado ou autoridade&quot;. Assim, creio que muitos auto-denominados anarquistas acabassem por ter muito pouco disso por se radicarem em eixos de sub-cultura e em contradição com o anarquismo como ideia de transformação social.
Depois, seria importante talvez referir que para além da auto-guetização dos grupos anarquistas, os egos e personalidades extravagantes de uns poucos foram sucessivamente conseguindo afastar os muitos que se iam interessando pelas ideias, e aos que iam tendo alguma iniciativa &quot;externa&quot; eram alvos de &quot;fábulas engraçadas! No fundo, muito elitismo.

Mas no essencial penso que foi a falta de acordos e tácticas que desde 1974 ajudou à não-emergência de um movimento minimo. Essa é a grande diferença para com outros casos parecidos como o Chile, onde o movimento quase desapareceu também depois dos anos 50 e de uma ditadura, e onde agora emerge com consistencia graças a esforços como os da FEL ou iniciativas dentro do sindicalismo; ou a Irlanda, onde o anarquismo nunca teve influencia mas se vai mantendo num movimento minimo devido a grupos como o Workers Solidarity Movement.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece-me um bom texto de introdução, embora, sinto, que seja necessário acrescentar vários pontos para dar maior dimensão à analise. Primeiro, penso que &#8220;Anarquismo&#8221; foi-se aplicando em Portugal como minimo denominador comum para abarcar tudo e qual coisa que fosse &#8220;contra o estado ou autoridade&#8221;. Assim, creio que muitos auto-denominados anarquistas acabassem por ter muito pouco disso por se radicarem em eixos de sub-cultura e em contradição com o anarquismo como ideia de transformação social.<br />
Depois, seria importante talvez referir que para além da auto-guetização dos grupos anarquistas, os egos e personalidades extravagantes de uns poucos foram sucessivamente conseguindo afastar os muitos que se iam interessando pelas ideias, e aos que iam tendo alguma iniciativa &#8220;externa&#8221; eram alvos de &#8220;fábulas engraçadas! No fundo, muito elitismo.</p>
<p>Mas no essencial penso que foi a falta de acordos e tácticas que desde 1974 ajudou à não-emergência de um movimento minimo. Essa é a grande diferença para com outros casos parecidos como o Chile, onde o movimento quase desapareceu também depois dos anos 50 e de uma ditadura, e onde agora emerge com consistencia graças a esforços como os da FEL ou iniciativas dentro do sindicalismo; ou a Irlanda, onde o anarquismo nunca teve influencia mas se vai mantendo num movimento minimo devido a grupos como o Workers Solidarity Movement.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Nuno Matos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/54819/#comment-61957</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Nuno Matos]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Apr 2012 22:18:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=54819#comment-61957</guid>

					<description><![CDATA[Acabei de fazer uma pesquisa na net, através da qual pude verificar que o JMCF participou nos Cadernos de Circunstância (1967-71) e não no Combate. Fica a rectificação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acabei de fazer uma pesquisa na net, através da qual pude verificar que o JMCF participou nos Cadernos de Circunstância (1967-71) e não no Combate. Fica a rectificação.</p>
]]></content:encoded>
		
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