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	Comentários sobre: Crise na zona euro: 2) monetarismo e austeridade	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/55841/#comment-64612</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 May 2012 08:47:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Valente de Aguiar,
Serás vidente? O que escreveste é um comentário ao próximo artigo desta série e, ao mesmo tempo, uma antecipação de alguns temas que lá tratarei. Então, &lt;em&gt;rendez-vous&lt;/em&gt; nesse próximo artigo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Valente de Aguiar,<br />
Serás vidente? O que escreveste é um comentário ao próximo artigo desta série e, ao mesmo tempo, uma antecipação de alguns temas que lá tratarei. Então, <em>rendez-vous</em> nesse próximo artigo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/55841/#comment-64544</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 May 2012 19:41:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O keynesianismo não é sequer possível no actual contexto, até porque ele é a formulação de políticas económicas para o fordismo... Aliás, chega a ser risível certas forças (ditas de esquerda) que em Portugal acham possível girar a roda da história para trás e voltar a um capitalismo &quot;confortável&quot; e assente num &quot;equilíbrio&quot; entre patrões e trabalhadores, em nome de um desenvolvimento do país e na base de uma economia &quot;mista&quot;. Aliás, a própria noção de equilíbrio de forças no fordismo parte do pressuposto da inexistência de lutas operárias relevantes (por exemplo, as lutas de 68 e 69, dirigidas precisamente contra esse falso consenso entre as classes que tanta saudade traz a eurocomunistas, &quot;leninistas&quot; e social-democratas). A saudade não é uma característica portuguesa - como o nacionalismo quer fazer crer - mas é uma característica presente nas correntes políticas que propugnam por uma harmonia entre as classes. Desde a saudade fascista do período pré-moderno (onde tudo pretensamente viveria em comunhão e bonomia nos campos, por exemplo) até à saudade social-democrata/sovietizante do tempo do fordismo, do operário em fato-macaco e das usinas fumegantes. Certa esquerda já tinha substituído a Internacional pelos hinos nacionais. Agora parece querer somar-lhe o fado mais saudosista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O keynesianismo não é sequer possível no actual contexto, até porque ele é a formulação de políticas económicas para o fordismo&#8230; Aliás, chega a ser risível certas forças (ditas de esquerda) que em Portugal acham possível girar a roda da história para trás e voltar a um capitalismo &#8220;confortável&#8221; e assente num &#8220;equilíbrio&#8221; entre patrões e trabalhadores, em nome de um desenvolvimento do país e na base de uma economia &#8220;mista&#8221;. Aliás, a própria noção de equilíbrio de forças no fordismo parte do pressuposto da inexistência de lutas operárias relevantes (por exemplo, as lutas de 68 e 69, dirigidas precisamente contra esse falso consenso entre as classes que tanta saudade traz a eurocomunistas, &#8220;leninistas&#8221; e social-democratas). A saudade não é uma característica portuguesa &#8211; como o nacionalismo quer fazer crer &#8211; mas é uma característica presente nas correntes políticas que propugnam por uma harmonia entre as classes. Desde a saudade fascista do período pré-moderno (onde tudo pretensamente viveria em comunhão e bonomia nos campos, por exemplo) até à saudade social-democrata/sovietizante do tempo do fordismo, do operário em fato-macaco e das usinas fumegantes. Certa esquerda já tinha substituído a Internacional pelos hinos nacionais. Agora parece querer somar-lhe o fado mais saudosista.</p>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/55841/#comment-64124</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 21:15:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Paulo,
Se já há dois anos era perceptível que se tratava de uma crise no — e não do — capitalismo, isto tem sido confirmado desde então. Surgiram novos centros de desenvolvimento económico e novos imperialismos. Neste contexto, é precipitado afirmar que o desemprego tem aumentado. Mesmo no interior da União Europeia o desemprego tem-se agravado em alguns países, diminuído noutros. Muito mais importante me parece ser o novo perfil tomado pelo emprego, a expansão da precarização e da terceirização, que dilui a fronteira entre emprego e desemprego. Por outro lado, o desenvolvimento da transnacionalização do capital retira aos Estados nacionais o papel central que desempenharam na economia. Acerca desse assunto, remeto para um artigo que publiquei neste site: http://passapalavra.info/?p=39343 Ora, o New Deal e o keynesianismo pressupõem que o Estado desempenhe um papel central. A história não se repete, e à força de procurarmos uma reencarnação do passado perdemos as novidades do presente. O New Deal está nos Estados Unidos da década de 1930 e o keynesianismo está na Europa ocidental das décadas posteriores à segunda guerra mundial. Isso já passou. No próximo, e último, artigo desta série eu mostrarei como a política keynesiana de défices e de estímulo ao consumo foi incapaz de fazer a economia portuguesa sair do declínio económico em que o país entrou a partir de 2001. E no artigo anterior eu tentei definir algumas linhas de clivagem actuais na zona euro e o que me parecem ser as condições para a sua superação, todas elas passando por uma diminuição das soberanias nacionais. De qualquer modo, é curioso verificar que a esquerda se agarra hoje à memória do keynesianismo como uma tábua de salvação, quando o keynesianismo foi outrora uma tábua de salvação da direita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Paulo,<br />
Se já há dois anos era perceptível que se tratava de uma crise no — e não do — capitalismo, isto tem sido confirmado desde então. Surgiram novos centros de desenvolvimento económico e novos imperialismos. Neste contexto, é precipitado afirmar que o desemprego tem aumentado. Mesmo no interior da União Europeia o desemprego tem-se agravado em alguns países, diminuído noutros. Muito mais importante me parece ser o novo perfil tomado pelo emprego, a expansão da precarização e da terceirização, que dilui a fronteira entre emprego e desemprego. Por outro lado, o desenvolvimento da transnacionalização do capital retira aos Estados nacionais o papel central que desempenharam na economia. Acerca desse assunto, remeto para um artigo que publiquei neste site: <a href="http://passapalavra.info/?p=39343" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=39343</a> Ora, o New Deal e o keynesianismo pressupõem que o Estado desempenhe um papel central. A história não se repete, e à força de procurarmos uma reencarnação do passado perdemos as novidades do presente. O New Deal está nos Estados Unidos da década de 1930 e o keynesianismo está na Europa ocidental das décadas posteriores à segunda guerra mundial. Isso já passou. No próximo, e último, artigo desta série eu mostrarei como a política keynesiana de défices e de estímulo ao consumo foi incapaz de fazer a economia portuguesa sair do declínio económico em que o país entrou a partir de 2001. E no artigo anterior eu tentei definir algumas linhas de clivagem actuais na zona euro e o que me parecem ser as condições para a sua superação, todas elas passando por uma diminuição das soberanias nacionais. De qualquer modo, é curioso verificar que a esquerda se agarra hoje à memória do keynesianismo como uma tábua de salvação, quando o keynesianismo foi outrora uma tábua de salvação da direita.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/04/55841/#comment-64111</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Apr 2012 16:40:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro João Bernardo
Em outro artigo neste site, tratando da crise de 2008, você entendeu que se processava ali apenas uma crise no capiatalismo, e não do capitalismo. O Estado interviu, mas aparentemente um tanto modestamente, lembrando o primeiro New Deal. Entretanto, a massa de desempregados e de desocupados só faz aumentar, em especial na Europa, segundo o mais recente noticiário. Ainda há espaço para uma espécie de segundo New Deal, que provavelmente agora haveria de articular-se em escala mundial e não só européia ou estadounidense?
Abraço,
Paulo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo<br />
Em outro artigo neste site, tratando da crise de 2008, você entendeu que se processava ali apenas uma crise no capiatalismo, e não do capitalismo. O Estado interviu, mas aparentemente um tanto modestamente, lembrando o primeiro New Deal. Entretanto, a massa de desempregados e de desocupados só faz aumentar, em especial na Europa, segundo o mais recente noticiário. Ainda há espaço para uma espécie de segundo New Deal, que provavelmente agora haveria de articular-se em escala mundial e não só européia ou estadounidense?<br />
Abraço,<br />
Paulo</p>
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