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	Comentários sobre: O Reuni que divide: greves e lutas nas universidades	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Cristiane		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-71646</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cristiane]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jun 2012 12:54:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não gostei da análise que faz uma relação negativa entre a baixa qualidade da formação dos educandos e a entrada de estudantes pobres nas universidades. Parece uma relação ruim e determinista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não gostei da análise que faz uma relação negativa entre a baixa qualidade da formação dos educandos e a entrada de estudantes pobres nas universidades. Parece uma relação ruim e determinista.</p>
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		<title>
		Por: Heloisa Flores		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70898</link>

		<dc:creator><![CDATA[Heloisa Flores]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jun 2012 12:23:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ótima matéria!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ótima matéria!</p>
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		<title>
		Por: Talitha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70456</link>

		<dc:creator><![CDATA[Talitha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Jun 2012 01:39:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei muito do comentário de Carlos Alberto. Creio que é muito sintomático, de fato, que as atividades extra-sala ocorram normalmente em quase todos os ambientes acadêmicos, pois os prazos não param. Em relação a isto, não vejo crítica nem mobilização coletiva, a lógica da competência parece ter jogado uma pá de cal na reflexão. 
Tem o lattes, ele fala mais alto e isso parece a todos muito justo.
Sobre o movimento estudantil, o artigo me pareceu excessivamente idealizador. A afirmação:&quot;os estudantes decidiram em assembleia&quot; ainda parece supor que isso seja informação suficiente para qualificar qualquer movimento e garantir que ele seja democrático. Eu não acho que seja assim. Se a assembleia é ainda a forma mais efetiva de democracia quando há participação e envolvimento, também é verdade que o estudante médio atualmente, e pelo motivo tantas vezes mencionado da expansão desenfreada, é profundamente despolitizado. E há, em muitos casos, uma auto intitulada vanguarda, que sabe que a assembleia é o lugar da tomada de decisão legítima, mas que não tem o mínimo compromisso pedagógico com a militância, leia-se com a construção de assembleias de representatividade crescente, com a interlocução com a sociedade em busca de seu apoio, através da exposição da legitimidade dos motivos e das práticas grevistas. Esta vanguarda tem a clara intenção de promover a si mesma, e o resto lhe parece indiferente. Os estudantes não seriam invisíveis se construíssem suas pautas e lutas com o mínimo compromisso com a interlocução. Mas não há este compromisso, ao contrário, há uma prioridade das disputas internas entre grupos (que por sinal costumam ter orientações políticas bem semelhantes). 
Esta vanguarda que escolheu as ocupações e a greve como instrumento de lutas prioritário não sofre com a paralisação das aulas nem com a depredação das instalações, por que não tem o perfil médio do estudante pobre recém-incorporado ao ensino superior. Este está e vai continuar indiferente às lutas, enquanto os instrumentos ignorarem não somente os seus interesses, mas sua existência. Então, em última instância, a falta de prioridade da interlocução não é apenas autoritária, mas também incorre em discriminação de classe. Daí, o proletariado estudantil fica mais propenso a querer a polícia, a apoiar a repressão.  
Eu acho que a esquerda não faz a crítica deste movimento estudantil atual porque o trata como criança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei muito do comentário de Carlos Alberto. Creio que é muito sintomático, de fato, que as atividades extra-sala ocorram normalmente em quase todos os ambientes acadêmicos, pois os prazos não param. Em relação a isto, não vejo crítica nem mobilização coletiva, a lógica da competência parece ter jogado uma pá de cal na reflexão.<br />
Tem o lattes, ele fala mais alto e isso parece a todos muito justo.<br />
Sobre o movimento estudantil, o artigo me pareceu excessivamente idealizador. A afirmação:&#8221;os estudantes decidiram em assembleia&#8221; ainda parece supor que isso seja informação suficiente para qualificar qualquer movimento e garantir que ele seja democrático. Eu não acho que seja assim. Se a assembleia é ainda a forma mais efetiva de democracia quando há participação e envolvimento, também é verdade que o estudante médio atualmente, e pelo motivo tantas vezes mencionado da expansão desenfreada, é profundamente despolitizado. E há, em muitos casos, uma auto intitulada vanguarda, que sabe que a assembleia é o lugar da tomada de decisão legítima, mas que não tem o mínimo compromisso pedagógico com a militância, leia-se com a construção de assembleias de representatividade crescente, com a interlocução com a sociedade em busca de seu apoio, através da exposição da legitimidade dos motivos e das práticas grevistas. Esta vanguarda tem a clara intenção de promover a si mesma, e o resto lhe parece indiferente. Os estudantes não seriam invisíveis se construíssem suas pautas e lutas com o mínimo compromisso com a interlocução. Mas não há este compromisso, ao contrário, há uma prioridade das disputas internas entre grupos (que por sinal costumam ter orientações políticas bem semelhantes).<br />
Esta vanguarda que escolheu as ocupações e a greve como instrumento de lutas prioritário não sofre com a paralisação das aulas nem com a depredação das instalações, por que não tem o perfil médio do estudante pobre recém-incorporado ao ensino superior. Este está e vai continuar indiferente às lutas, enquanto os instrumentos ignorarem não somente os seus interesses, mas sua existência. Então, em última instância, a falta de prioridade da interlocução não é apenas autoritária, mas também incorre em discriminação de classe. Daí, o proletariado estudantil fica mais propenso a querer a polícia, a apoiar a repressão.<br />
Eu acho que a esquerda não faz a crítica deste movimento estudantil atual porque o trata como criança.</p>
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		<title>
		Por: Milena		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70373</link>

		<dc:creator><![CDATA[Milena]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 Jun 2012 14:44:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei da matéria, ela expressa bem como está a nossa universidade pública e os setores que a compõe. Achei um pouco dúbio a exposição dos problemas internos de cada segmento (no sentido de servir a quem essa propaganda... aos trabalhadores e estudantes em luta, ou ao governo e a burguesia que tenta privatizar nossa educação), pois não fica claro qual o caminho para unificar professores, técnicos e estudantes, as vezes passa uma ideia de que não tem como unificar e no final coloca a proposta de greve unificada. Acho boa a proposta da greve unificada, uma greve da educação, indo além e incluindo a educação básica que é um outro segmento que está em uma profunda crise. Mas até chegar lá, muitas coisas temos que avançar como bem foi exposto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei da matéria, ela expressa bem como está a nossa universidade pública e os setores que a compõe. Achei um pouco dúbio a exposição dos problemas internos de cada segmento (no sentido de servir a quem essa propaganda&#8230; aos trabalhadores e estudantes em luta, ou ao governo e a burguesia que tenta privatizar nossa educação), pois não fica claro qual o caminho para unificar professores, técnicos e estudantes, as vezes passa uma ideia de que não tem como unificar e no final coloca a proposta de greve unificada. Acho boa a proposta da greve unificada, uma greve da educação, indo além e incluindo a educação básica que é um outro segmento que está em uma profunda crise. Mas até chegar lá, muitas coisas temos que avançar como bem foi exposto.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: carlos alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70195</link>

		<dc:creator><![CDATA[carlos alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Jun 2012 02:49:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto é bastante rico em detalhar as diversas situações da greve, seus conflitos e contextos diversos, entretanto, seria relevante se pudessemos olhar no fundo do tacho de buscar elaborar outras perguntas:

a) quem está falando, a partir de onde? Isto é, quais são os elementos políticos constitutivos dos discursos assinalados? Por debaixo do &quot;difuso&quot; quadro, parece existir uma clara polaridade entre o discurso de &quot;oposição&quot; , expresso no ANDES, e um avantajado discurso &quot;situacionista&quot;, defendido pelo PROIFES, a cada um segundo seus lugares de poder. Apesar disso existem pontos de contatos em um e outro, essencialmente o &quot;modelo&quot; de luta, um forte enraizamento na institucionalidade, o modelo  sindical, as formas e consensos, etc.;

b) As contradições entre Professores &quot;novos&quot; e Professores não monta explicação algumas acerca dos diversos elementos de biopoder de um e de outro. Tampouco é esclarecedor das diferenças entre essas diferentes &quot;classes funcionais&quot;, os discursos diferenciados que permeiam cada um desses campos;

c) É de interrogarmos um fato ausente na greve/texto: Porque o movimento, desde muito tempo aliás, tornou-se incapaz de dialogar com a sociedade, os &quot;de fora&quot; dos muros universitários? Útil lembrarmos que umas das coisas interessante das ocupações estudantís foi essa capacidade de se conectar com &quot;o fora&quot; , criando porosidades entre os ocupas, passando por pais de alunos/as, criando pontos de fuga para fora do campus. Por que isso não se opera na greve atual?

d) A greve, reconhecendo seu volume muito maior que anos anteriores, também deixa exposta a incapacidade do movimento de criar fluxos de comunicação fora da &quot;grande mídia&quot;. O fatos da greve presentes nos jornalões é mera &quot;coincidência&quot; entre essas mídias e as contradições com o bloco de poder, no caso o governo Dilma. A greve, então, consegue gavalnizar alguma &quot;atenção&quot;, menos por protagonismo próprio;

e) É de destacar que a greve não foi capaz de nenhuma ruptura do ponto de vista da organização, tampouco aponta novas narrativas políticas. Retrato de um esgotamento que não é de agora, surfa não precariedade universitária. Nenhum debate sobre pesquisa e extensão, quando muito, de maneira lateral;  Ou seja, o movimento ainda segue subalterno à toda uma ordem política cujo tópico fica centrado em torno das &quot;estruturas&quot;,  justo núcleo que deveria sofrer a crítica do movimento;

f) As relações Professor x Aluno prossegue no silêncio, um tipo singular e alienante de relação de  Saber/Poder.

g) Por fim, o lemos a todo instante o comando -das duas centrais-socorrer seus discursos emitindo a todo tempo um discurso judicializante, bem ao gosto do Estado. É como àquele treinador que só joga com o regulamento, incapaz de atirar-se ao impossível, sendo razoável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é bastante rico em detalhar as diversas situações da greve, seus conflitos e contextos diversos, entretanto, seria relevante se pudessemos olhar no fundo do tacho de buscar elaborar outras perguntas:</p>
<p>a) quem está falando, a partir de onde? Isto é, quais são os elementos políticos constitutivos dos discursos assinalados? Por debaixo do &#8220;difuso&#8221; quadro, parece existir uma clara polaridade entre o discurso de &#8220;oposição&#8221; , expresso no ANDES, e um avantajado discurso &#8220;situacionista&#8221;, defendido pelo PROIFES, a cada um segundo seus lugares de poder. Apesar disso existem pontos de contatos em um e outro, essencialmente o &#8220;modelo&#8221; de luta, um forte enraizamento na institucionalidade, o modelo  sindical, as formas e consensos, etc.;</p>
<p>b) As contradições entre Professores &#8220;novos&#8221; e Professores não monta explicação algumas acerca dos diversos elementos de biopoder de um e de outro. Tampouco é esclarecedor das diferenças entre essas diferentes &#8220;classes funcionais&#8221;, os discursos diferenciados que permeiam cada um desses campos;</p>
<p>c) É de interrogarmos um fato ausente na greve/texto: Porque o movimento, desde muito tempo aliás, tornou-se incapaz de dialogar com a sociedade, os &#8220;de fora&#8221; dos muros universitários? Útil lembrarmos que umas das coisas interessante das ocupações estudantís foi essa capacidade de se conectar com &#8220;o fora&#8221; , criando porosidades entre os ocupas, passando por pais de alunos/as, criando pontos de fuga para fora do campus. Por que isso não se opera na greve atual?</p>
<p>d) A greve, reconhecendo seu volume muito maior que anos anteriores, também deixa exposta a incapacidade do movimento de criar fluxos de comunicação fora da &#8220;grande mídia&#8221;. O fatos da greve presentes nos jornalões é mera &#8220;coincidência&#8221; entre essas mídias e as contradições com o bloco de poder, no caso o governo Dilma. A greve, então, consegue gavalnizar alguma &#8220;atenção&#8221;, menos por protagonismo próprio;</p>
<p>e) É de destacar que a greve não foi capaz de nenhuma ruptura do ponto de vista da organização, tampouco aponta novas narrativas políticas. Retrato de um esgotamento que não é de agora, surfa não precariedade universitária. Nenhum debate sobre pesquisa e extensão, quando muito, de maneira lateral;  Ou seja, o movimento ainda segue subalterno à toda uma ordem política cujo tópico fica centrado em torno das &#8220;estruturas&#8221;,  justo núcleo que deveria sofrer a crítica do movimento;</p>
<p>f) As relações Professor x Aluno prossegue no silêncio, um tipo singular e alienante de relação de  Saber/Poder.</p>
<p>g) Por fim, o lemos a todo instante o comando -das duas centrais-socorrer seus discursos emitindo a todo tempo um discurso judicializante, bem ao gosto do Estado. É como àquele treinador que só joga com o regulamento, incapaz de atirar-se ao impossível, sendo razoável.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Estudante Anônimo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70168</link>

		<dc:creator><![CDATA[Estudante Anônimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 21:11:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Repasso aqui o texto-reflexão produzido por uma colega grevista na UFG. no começo da mobilização estudantil grevista Engraçado como as coisas se encaixam!

Mobilização grevista não é siga o mestre.

    Você pode estar seguindo um sem ao menos saber quem é, mas ele tá na cara.Tá na cara sim, e você o faz ao andar em círculos em torno dele. Como assim? Uai, é simples: ao se calar.Não se cale. Não crie calos com caminhadas sem destino. Use de malicia. Fique esperto. Abra o olho. O trem é sério.

    Mobilizar não é se imobilizar pelos imbecis. E quem são eles? Deixarei o espaço aberto. Para os imbecis a porta está escancarada.Há imbecis de diversas formas. E você acaba os seguindo com sorriso no corpo. Escuta o que estou te falando. A manha é: não aceite com ahã. Desfoque um pouquinho da sedução dos gritos de ordem, batucadas sincronizadas e pisadas fortes no chão, greve não é recreação.

    A questão é a Universidade. E isso não é brincadeira. Greve não é festa. Ah tá, você acha que é a sua oportunidade de se sentir engajado por uma causa? E você acha que sua participação se limita a juntar-se a outros e ficar só de &quot;barulho&quot; ? Pare no meio de uma dessas manifestações e observe criticamente ao redor. O que vê? Abriu os ouvidos? O que houve? Pulos, gritos e corres desgastam. E a mente? Tá boa? São sempre os mesmos discursos,  muitos deles gastos. Falta-nos pensar, mas pensar mesmo. Refletir, botar no papel soluções possíveis. Não venho colocar em cheque a importância da mobilização oba-oba, mas isso não nos trará reestruturação. Não estamos num jogo de conquista, não precisamos posar para fotos e marcar-nos mutuamente no facebook. Relendo vi a palavra &quot;reestruturação&quot;, peço o perdão da palavra. Não precisamos de estruturas pois é por conta delas que estamos num inferno . Contra essas estruturas impostas que colocam professores e alunos em pirâmides, que temos que lutar. Parece um video-game né? Saca quando você acha que tá no fim da linha,pronto para ser banhado pela glória daí aparece uma nova fase e para você saltar para essa nova fase você precisa matar um gigante. O trem tá nesse esquema e estranhe, estranhe muito! O professor tá na esteira, e há estrelinhas que serão preenchidas a medida que ele prova por papelada de titulo, de artigos e por ai vai que é competente. É preciso voltar a pensar a Universidade, deixar de lado essa ideia de fábrica de mão de obra. O Brasil precisa de mais pensadores insubordinados e independentes. A universidade deveria ser um espaço para isso, mas os afazeres impostos engessam essa prática. Esse discurso de que é preciso ter na parede um diplominha para ser alguém na vida... Qualé! Muitos estão na universidade apenas por esse motivo, pois é isso que é vendido pelo governo. Reunião de trabalhadores pela economia da nação. E onde estão os frutos? Não há frutos, é desesperador. A universidade tem que ser um espaço criativo para surgimento de multiplicadores e não de trabalhadores formais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Repasso aqui o texto-reflexão produzido por uma colega grevista na UFG. no começo da mobilização estudantil grevista Engraçado como as coisas se encaixam!</p>
<p>Mobilização grevista não é siga o mestre.</p>
<p>    Você pode estar seguindo um sem ao menos saber quem é, mas ele tá na cara.Tá na cara sim, e você o faz ao andar em círculos em torno dele. Como assim? Uai, é simples: ao se calar.Não se cale. Não crie calos com caminhadas sem destino. Use de malicia. Fique esperto. Abra o olho. O trem é sério.</p>
<p>    Mobilizar não é se imobilizar pelos imbecis. E quem são eles? Deixarei o espaço aberto. Para os imbecis a porta está escancarada.Há imbecis de diversas formas. E você acaba os seguindo com sorriso no corpo. Escuta o que estou te falando. A manha é: não aceite com ahã. Desfoque um pouquinho da sedução dos gritos de ordem, batucadas sincronizadas e pisadas fortes no chão, greve não é recreação.</p>
<p>    A questão é a Universidade. E isso não é brincadeira. Greve não é festa. Ah tá, você acha que é a sua oportunidade de se sentir engajado por uma causa? E você acha que sua participação se limita a juntar-se a outros e ficar só de &#8220;barulho&#8221; ? Pare no meio de uma dessas manifestações e observe criticamente ao redor. O que vê? Abriu os ouvidos? O que houve? Pulos, gritos e corres desgastam. E a mente? Tá boa? São sempre os mesmos discursos,  muitos deles gastos. Falta-nos pensar, mas pensar mesmo. Refletir, botar no papel soluções possíveis. Não venho colocar em cheque a importância da mobilização oba-oba, mas isso não nos trará reestruturação. Não estamos num jogo de conquista, não precisamos posar para fotos e marcar-nos mutuamente no facebook. Relendo vi a palavra &#8220;reestruturação&#8221;, peço o perdão da palavra. Não precisamos de estruturas pois é por conta delas que estamos num inferno . Contra essas estruturas impostas que colocam professores e alunos em pirâmides, que temos que lutar. Parece um video-game né? Saca quando você acha que tá no fim da linha,pronto para ser banhado pela glória daí aparece uma nova fase e para você saltar para essa nova fase você precisa matar um gigante. O trem tá nesse esquema e estranhe, estranhe muito! O professor tá na esteira, e há estrelinhas que serão preenchidas a medida que ele prova por papelada de titulo, de artigos e por ai vai que é competente. É preciso voltar a pensar a Universidade, deixar de lado essa ideia de fábrica de mão de obra. O Brasil precisa de mais pensadores insubordinados e independentes. A universidade deveria ser um espaço para isso, mas os afazeres impostos engessam essa prática. Esse discurso de que é preciso ter na parede um diplominha para ser alguém na vida&#8230; Qualé! Muitos estão na universidade apenas por esse motivo, pois é isso que é vendido pelo governo. Reunião de trabalhadores pela economia da nação. E onde estão os frutos? Não há frutos, é desesperador. A universidade tem que ser um espaço criativo para surgimento de multiplicadores e não de trabalhadores formais.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: fontinatti		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70155</link>

		<dc:creator><![CDATA[fontinatti]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 17:47:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na UFMG recentemente as cotas (bônus social) foram diminuídas e não se ouviu nem mesmo uma voz indignada, como escrevi aqui http://www.doutorsujeira.blogspot.com.br/2012/05/greve-nas-universidades-federais-bh-tec.html

Sua análise contém alguns pontos discutíveis, mas é bastante realista. Isto ocorre porque, em parte, o governo retomou a política do achatamento salarial e, por outro lado, a lógica produtivista e individualista da exploração do trabalho se instalou nas 3 categorias, imobilizando-as em troco de uma &quot;expansão&quot; quantitativa que pode se transformar num encolhimento qualitativo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na UFMG recentemente as cotas (bônus social) foram diminuídas e não se ouviu nem mesmo uma voz indignada, como escrevi aqui <a href="http://www.doutorsujeira.blogspot.com.br/2012/05/greve-nas-universidades-federais-bh-tec.html" rel="nofollow ugc">http://www.doutorsujeira.blogspot.com.br/2012/05/greve-nas-universidades-federais-bh-tec.html</a></p>
<p>Sua análise contém alguns pontos discutíveis, mas é bastante realista. Isto ocorre porque, em parte, o governo retomou a política do achatamento salarial e, por outro lado, a lógica produtivista e individualista da exploração do trabalho se instalou nas 3 categorias, imobilizando-as em troco de uma &#8220;expansão&#8221; quantitativa que pode se transformar num encolhimento qualitativo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60486/#comment-70026</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jun 2012 03:08:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60486#comment-70026</guid>

					<description><![CDATA[A diretora-presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), Rosana Borges, declarou há pouco que os professores sindicalizados da UFG decidiram nesta quarta-feira (13) que a entidade deve entrar em greve. A apuração não havia sido concluída até as 23h15, mas relatório online indica que o apoio à paralisação da UFG a partir da segunda-feira (18) teve a maioria dos votos no plebiscito realizado pelo sindicato entre as 8h e 22h de hoje.
 
Mesmo com a entrada oficial em greve, que deve ser comunicada à reitoria da UFG na quinta-feira (14), a diretoria da entidade não reconhece o comando local grevista composto por professores no dia 6 de junho. O grupo de docentes, que continuou a assembleia geral na última quarta-feira (6), decidiu pela paralisação das atividades desde a segunda-feira (11). “Está na lei, não há greve sem a participação do sindicato”, explicou Rosana. A direção do Adufg também defende que essa assembleia não chegou a acontecer.

http://www.ohoje.com.br/noticia/2210/greve-comeca-na-segunda-diz-diretora-do-adufg

Ou seja, em Goiânia muita coisa ainda irá acontecer...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A diretora-presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg-Sindicato), Rosana Borges, declarou há pouco que os professores sindicalizados da UFG decidiram nesta quarta-feira (13) que a entidade deve entrar em greve. A apuração não havia sido concluída até as 23h15, mas relatório online indica que o apoio à paralisação da UFG a partir da segunda-feira (18) teve a maioria dos votos no plebiscito realizado pelo sindicato entre as 8h e 22h de hoje.</p>
<p>Mesmo com a entrada oficial em greve, que deve ser comunicada à reitoria da UFG na quinta-feira (14), a diretoria da entidade não reconhece o comando local grevista composto por professores no dia 6 de junho. O grupo de docentes, que continuou a assembleia geral na última quarta-feira (6), decidiu pela paralisação das atividades desde a segunda-feira (11). “Está na lei, não há greve sem a participação do sindicato”, explicou Rosana. A direção do Adufg também defende que essa assembleia não chegou a acontecer.</p>
<p><a href="http://www.ohoje.com.br/noticia/2210/greve-comeca-na-segunda-diz-diretora-do-adufg" rel="nofollow ugc">http://www.ohoje.com.br/noticia/2210/greve-comeca-na-segunda-diz-diretora-do-adufg</a></p>
<p>Ou seja, em Goiânia muita coisa ainda irá acontecer&#8230;</p>
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