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	Comentários sobre: A experiência da Poligremia – autocrítica em busca de um sentido histórico no movimento secundarista	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-83575</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Oct 2012 16:43:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá! Há muito tempo tinha ficado de responder o comentário do Xavier e acabei esquecendo.

Acho que ele ressaltou o ponto para o qual aponta a reflexão que tentamos fazer no texto, ainda que ainda não tenhamos conseguido alcançá-lo com clareza: a construção de uma agenda, de pautas próprias dos grêmios, que tenha origem nas escolas, nas salas de aula, nas necessidades, desejos e ideias de cada aluno. Isso significa ir além da solidariedade às pautas externas e da resistênica à opressão dentro dos colégios, significa discutir e lutar pela escola que os estudantes querem.

Vão nesse sentido tanto atividades culturais e políticas organizadas pelos alunos na escola, quanto a discussão da dinâmica das aulas e da relação com os professores (como os alunos de uma ETEC em Santo Amaro fizeram: http://insidethemindwall.wordpress.com/), discussões sobre a relação entre os alunos, deles com o ambiente escolar e também a ocupação de novos espaços nesse ambiente, abertos pela resistência e luta contra opressões ali presentes (talvez como o uso da quadra pelas meninas que esse grupo de estudos feministas conseguiu: http://gilkamachado.wordpress.com/).

Pra tentar compartilhar essas iniciativas de luta e construção de outras formas de se relacionar, de viver na escola (e dali pra fora) estamos tentando começar um jornal e um site de apoio à organização dos estudantes: http://gremiolivre.wordpress.com/

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá! Há muito tempo tinha ficado de responder o comentário do Xavier e acabei esquecendo.</p>
<p>Acho que ele ressaltou o ponto para o qual aponta a reflexão que tentamos fazer no texto, ainda que ainda não tenhamos conseguido alcançá-lo com clareza: a construção de uma agenda, de pautas próprias dos grêmios, que tenha origem nas escolas, nas salas de aula, nas necessidades, desejos e ideias de cada aluno. Isso significa ir além da solidariedade às pautas externas e da resistênica à opressão dentro dos colégios, significa discutir e lutar pela escola que os estudantes querem.</p>
<p>Vão nesse sentido tanto atividades culturais e políticas organizadas pelos alunos na escola, quanto a discussão da dinâmica das aulas e da relação com os professores (como os alunos de uma ETEC em Santo Amaro fizeram: <a href="http://insidethemindwall.wordpress.com/" rel="nofollow ugc">http://insidethemindwall.wordpress.com/</a>), discussões sobre a relação entre os alunos, deles com o ambiente escolar e também a ocupação de novos espaços nesse ambiente, abertos pela resistência e luta contra opressões ali presentes (talvez como o uso da quadra pelas meninas que esse grupo de estudos feministas conseguiu: <a href="http://gilkamachado.wordpress.com/" rel="nofollow ugc">http://gilkamachado.wordpress.com/</a>).</p>
<p>Pra tentar compartilhar essas iniciativas de luta e construção de outras formas de se relacionar, de viver na escola (e dali pra fora) estamos tentando começar um jornal e um site de apoio à organização dos estudantes: <a href="http://gremiolivre.wordpress.com/" rel="nofollow ugc">http://gremiolivre.wordpress.com/</a></p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-80685</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Sep 2012 12:41:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como eu vinha comentando acima, acerca da repressão em escolas particulares:

Rio Branco suspende 107 alunos após protesto contra câmeras em sala de aula
http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,rio-branco-suspende-107-alunos-apos-protesto-contra-cameras-em-sala-de-aula-,935669,0.htm

&quot;A suspensão dos alunos que protestaram ocorreu, segundo Esther, pelo fato de os estudantes terem se manifestado em horário de aula. “Foi a terceira vez que eles se reuniram para discutir questões do colégio em um momento em que deveriam estar em sala”, diz.

No artigo 110 do regimento escolar do colégio consta que o aluno é proibido de ocupar-se, durante a aula, de qualquer atividade que lhe seja alheia. Para os estudantes que não obedecerem à regra, o artigo 111 os submete à suspensão de até cinco dias. &quot;Conversamos com as famílias, explicamos o posicionamento do colégio e os motivos da suspensão&quot;, afirma Esther.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como eu vinha comentando acima, acerca da repressão em escolas particulares:</p>
<p>Rio Branco suspende 107 alunos após protesto contra câmeras em sala de aula<br />
<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,rio-branco-suspende-107-alunos-apos-protesto-contra-cameras-em-sala-de-aula-,935669,0.htm" rel="nofollow ugc">http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,rio-branco-suspende-107-alunos-apos-protesto-contra-cameras-em-sala-de-aula-,935669,0.htm</a></p>
<p>&#8220;A suspensão dos alunos que protestaram ocorreu, segundo Esther, pelo fato de os estudantes terem se manifestado em horário de aula. “Foi a terceira vez que eles se reuniram para discutir questões do colégio em um momento em que deveriam estar em sala”, diz.</p>
<p>No artigo 110 do regimento escolar do colégio consta que o aluno é proibido de ocupar-se, durante a aula, de qualquer atividade que lhe seja alheia. Para os estudantes que não obedecerem à regra, o artigo 111 os submete à suspensão de até cinco dias. &#8220;Conversamos com as famílias, explicamos o posicionamento do colégio e os motivos da suspensão&#8221;, afirma Esther.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-71456</link>

		<dc:creator><![CDATA[Xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 18:23:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60822#comment-71456</guid>

					<description><![CDATA[Olá,

Esse último comentário apresentado pelo Caio evidencia um ponto fundamental, que está subjacente em toda essa análise dos &quot;ciclos de começos e recomeços&quot;: qualquer forma de organização autônoma dos estudantes (e de trabalhadores também) precisa pautar o seu próprio calendário e agenda. 

Ou seja: os grêmios (assim como movimentos sociais, sindicatos, rádios livres e muitos etcs) não podem apenas se organizar e expressar solidariedade entre si somente quando são atacadas ou no momento em que sofrem alguma restrição ou repressão de entidades diretivas. Desse modo, a experiência política de organização coletiva será um espaço sim de resistência e solidariedade, mas também de criação e compartilhamento de outra forma de viver e sentir uma lufada de ar da nova sociedade que almejamos e estamos a construir (a tal política pré-figurativa que aponta, desde já, o modelo de organização coletiva que buscamos).

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Esse último comentário apresentado pelo Caio evidencia um ponto fundamental, que está subjacente em toda essa análise dos &#8220;ciclos de começos e recomeços&#8221;: qualquer forma de organização autônoma dos estudantes (e de trabalhadores também) precisa pautar o seu próprio calendário e agenda. </p>
<p>Ou seja: os grêmios (assim como movimentos sociais, sindicatos, rádios livres e muitos etcs) não podem apenas se organizar e expressar solidariedade entre si somente quando são atacadas ou no momento em que sofrem alguma restrição ou repressão de entidades diretivas. Desse modo, a experiência política de organização coletiva será um espaço sim de resistência e solidariedade, mas também de criação e compartilhamento de outra forma de viver e sentir uma lufada de ar da nova sociedade que almejamos e estamos a construir (a tal política pré-figurativa que aponta, desde já, o modelo de organização coletiva que buscamos).</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-71355</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 04:08:14 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60822#comment-71355</guid>

					<description><![CDATA[Acho que tanto o comentário do Sílvio, perguntando por propostas práticas para os problemas que apontamos, quanto o comentário da Marília, que pergunta por reivindicações originadas dentro dos próprios grêmios, estão parcialmente respondidos na última nota do nosso artigo. Talvez por ser uma nota tenha passado desapercebida:

&quot;[34] Ainda que carecesse de formalização, esta relação parece ter se concretizado com mais intensidade na realização dos festivais de curtas, na breve articulação das ETECs após a luta contra aumento de 2011 e talvez na participação dos grêmios nas Conferências dos DCAs. Foram esboços de continuidade, de conexão de experiências, momentos nos quais a Poligremia era menos uma entidade separada e mais um espaço de articulação. Essa ideia da Poligremia como um “lugar de encontro dos grêmios” poderia ganhar força, por exemplo, com a simples instituição de um momento de informes sobre as atividades, as discussões e os problemas de cada grêmio no início de cada reunião da Poligremia.&quot;

Mas a questão da Marília é bem importante, e também me ocorreu enquanto escrevia o texto. Onde estão as lutas originadas dentro dos próprios grêmios? Essas lutas existem?

A princípio, parece mais fácil encontrar respostas nas ETECs (escolas públicas administradas pelo CPS) do que nas escolas particulares (e estamos falando aqui de algumas das mais renomadas de São Paulo, impecáveis em termos de estrutura material). Mas nem por isso essas respostas são mais consistentes: um amigo que era do grêmio da ETESP estava me falando esses dias que sempre sentiu o boicote ao Saresp como &quot;ativismo, prática sem teoria&quot;, como algo que virou &quot;rotina&quot;, enquanto &quot;um par de merdas tava acontecendo nas ETECs&quot;. Ao mesmo tempo, lembro agora de um processo bem interessante que se passou em uma escola privada onde estudavam alguns amigos: revoltada com uma decisão da diretoria, uma classe inteira paralisou as aulas, foi ao pátio e fez uma assembleia, de onde saíram várias propostas. Uma delas, concretizada, foi a instituição de assembleias de turma regulares e reuniões de representantes com a direção.

Mas sobretudo, acho que existem problemas que são comuns tanto à escolas públicas quanto à escolas privadas. Isso tá dito até no texto: as formas de repressão empregadas pela direção do Vieira (escola estadual) contra os alunos eram similares às vividas por outros grêmios da Poligremia, em menor ou maior intensidade. Me parece que a própria organização política dos alunos dentro do espaço da escola é uma luta, pois é aí que os estudantes criam um espaço autônomo deles, onde eles mesmos podem discutir a escola que eles querem, sem depender de professor, orientador, etc. Isso pode ser ameaçador para as estruturas hierárquicas de poder dentro do colégio (aliás, &quot;gestão da escola&quot; era um tema que a Poligremia discutia muito em 2010). Não é à toa que muitas diretorias tentam impedir a formação de grêmios. Pra citar um caso extremo de uma escola particular: há alguns anos, o Palmares expulsou os alunos que tentaram organizar um grêmio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que tanto o comentário do Sílvio, perguntando por propostas práticas para os problemas que apontamos, quanto o comentário da Marília, que pergunta por reivindicações originadas dentro dos próprios grêmios, estão parcialmente respondidos na última nota do nosso artigo. Talvez por ser uma nota tenha passado desapercebida:</p>
<p>&#8220;[34] Ainda que carecesse de formalização, esta relação parece ter se concretizado com mais intensidade na realização dos festivais de curtas, na breve articulação das ETECs após a luta contra aumento de 2011 e talvez na participação dos grêmios nas Conferências dos DCAs. Foram esboços de continuidade, de conexão de experiências, momentos nos quais a Poligremia era menos uma entidade separada e mais um espaço de articulação. Essa ideia da Poligremia como um “lugar de encontro dos grêmios” poderia ganhar força, por exemplo, com a simples instituição de um momento de informes sobre as atividades, as discussões e os problemas de cada grêmio no início de cada reunião da Poligremia.&#8221;</p>
<p>Mas a questão da Marília é bem importante, e também me ocorreu enquanto escrevia o texto. Onde estão as lutas originadas dentro dos próprios grêmios? Essas lutas existem?</p>
<p>A princípio, parece mais fácil encontrar respostas nas ETECs (escolas públicas administradas pelo CPS) do que nas escolas particulares (e estamos falando aqui de algumas das mais renomadas de São Paulo, impecáveis em termos de estrutura material). Mas nem por isso essas respostas são mais consistentes: um amigo que era do grêmio da ETESP estava me falando esses dias que sempre sentiu o boicote ao Saresp como &#8220;ativismo, prática sem teoria&#8221;, como algo que virou &#8220;rotina&#8221;, enquanto &#8220;um par de merdas tava acontecendo nas ETECs&#8221;. Ao mesmo tempo, lembro agora de um processo bem interessante que se passou em uma escola privada onde estudavam alguns amigos: revoltada com uma decisão da diretoria, uma classe inteira paralisou as aulas, foi ao pátio e fez uma assembleia, de onde saíram várias propostas. Uma delas, concretizada, foi a instituição de assembleias de turma regulares e reuniões de representantes com a direção.</p>
<p>Mas sobretudo, acho que existem problemas que são comuns tanto à escolas públicas quanto à escolas privadas. Isso tá dito até no texto: as formas de repressão empregadas pela direção do Vieira (escola estadual) contra os alunos eram similares às vividas por outros grêmios da Poligremia, em menor ou maior intensidade. Me parece que a própria organização política dos alunos dentro do espaço da escola é uma luta, pois é aí que os estudantes criam um espaço autônomo deles, onde eles mesmos podem discutir a escola que eles querem, sem depender de professor, orientador, etc. Isso pode ser ameaçador para as estruturas hierárquicas de poder dentro do colégio (aliás, &#8220;gestão da escola&#8221; era um tema que a Poligremia discutia muito em 2010). Não é à toa que muitas diretorias tentam impedir a formação de grêmios. Pra citar um caso extremo de uma escola particular: há alguns anos, o Palmares expulsou os alunos que tentaram organizar um grêmio.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-71351</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 03:08:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60822#comment-71351</guid>

					<description><![CDATA[Khaled, a gente acompanhou o balanço crítico da AGP escrito pelo Felipe Corrêa conforme ele foi publicado aqui no Passa Palavra. Estávamos ainda no colégio, e reconhecemos ali vários aspectos em comum às coisas que estávamos vivendo nos grêmios. Chegamos até a apresentar o texto nos fóruns virtuais da Poligremia, mas acho que pouca gente teve saco de ler.
Mas engraçado que, enquanto escrevíamos este artigo, me ocorreu a mesma coisa: um modelo federativo poderia ter funcionado melhor para a Poligremia do que o nosso modelo (informal) de rede. Porque o federalismo permite maior controle e formalização sobre as estruturas de poder, enquanto a rede é por definição mais difusa. Mas um dos companheiros com quem escrevi o texto me convenceu que o problema não estava necessariamente na forma de organização, mas sim no quanto a Poligremia fosse um espaço construído pelos próprios grêmios, e não uma entidade à parte. Em 2010, o modelo de rede funcionou bem. O Festival de Curtas foi elaborado e executado não só nas reuniões da Poligremia, mas fundamentalmente dentro das escolas, pelos grêmios. Os problemas de estrutura começaram a aparecer mesmo nos períodos de desmobilização e se agravaram a partir de 2011. No I Fórum eles já foram identificados. Mas nunca continuamos a discussão, e percebo hoje que isso se deu em parte porque não interessava às elites informais. Eu era parte dessa elite, mas não fiz essa manipulação conscientemente. Só entendemos o problema com clareza agora, já distantes. Um amigo até comentou: &quot;bom, nesse texto vocês só tão escrevendo o que eu falei há um ano atrás no Fórum&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Khaled, a gente acompanhou o balanço crítico da AGP escrito pelo Felipe Corrêa conforme ele foi publicado aqui no Passa Palavra. Estávamos ainda no colégio, e reconhecemos ali vários aspectos em comum às coisas que estávamos vivendo nos grêmios. Chegamos até a apresentar o texto nos fóruns virtuais da Poligremia, mas acho que pouca gente teve saco de ler.<br />
Mas engraçado que, enquanto escrevíamos este artigo, me ocorreu a mesma coisa: um modelo federativo poderia ter funcionado melhor para a Poligremia do que o nosso modelo (informal) de rede. Porque o federalismo permite maior controle e formalização sobre as estruturas de poder, enquanto a rede é por definição mais difusa. Mas um dos companheiros com quem escrevi o texto me convenceu que o problema não estava necessariamente na forma de organização, mas sim no quanto a Poligremia fosse um espaço construído pelos próprios grêmios, e não uma entidade à parte. Em 2010, o modelo de rede funcionou bem. O Festival de Curtas foi elaborado e executado não só nas reuniões da Poligremia, mas fundamentalmente dentro das escolas, pelos grêmios. Os problemas de estrutura começaram a aparecer mesmo nos períodos de desmobilização e se agravaram a partir de 2011. No I Fórum eles já foram identificados. Mas nunca continuamos a discussão, e percebo hoje que isso se deu em parte porque não interessava às elites informais. Eu era parte dessa elite, mas não fiz essa manipulação conscientemente. Só entendemos o problema com clareza agora, já distantes. Um amigo até comentou: &#8220;bom, nesse texto vocês só tão escrevendo o que eu falei há um ano atrás no Fórum&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Silvio Hotimsky		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-71345</link>

		<dc:creator><![CDATA[Silvio Hotimsky]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Jun 2012 01:20:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60822#comment-71345</guid>

					<description><![CDATA[Parabéns pelo belíssimo artigo. Incrível a disposição de vocês em retomar a história, pensá-la criticamente por meio do apontamento de questões que dificultam a politização e organização dos estudantes. A trajetória de vocês foi marcada por pautas, por lutas realmente fundamentais e que, penso eu, devem ser sugeridas para as novas gerações de grêmios. A  tentativa de fazer uma organização independente e com formas libertárias de organização também merece admiração. Senti falta do relato de participantes de grêmios e da Poligremia de anos anteriores aos de vocês. Uma boa sugestão é ver se eles se animam a escrever e complementar o relato aqui realizado com mais experiências vividas. Outra coisa importante é abrir um canal de sugestões para contribuir com a superação dos impasses apontados por vocês. O que pode ser feito para romper o ciclo de eterno recomeço? Há também um lado positivo nisso, mas os problemas apontados são realmente sérios. Muito obrigado, Silvio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo belíssimo artigo. Incrível a disposição de vocês em retomar a história, pensá-la criticamente por meio do apontamento de questões que dificultam a politização e organização dos estudantes. A trajetória de vocês foi marcada por pautas, por lutas realmente fundamentais e que, penso eu, devem ser sugeridas para as novas gerações de grêmios. A  tentativa de fazer uma organização independente e com formas libertárias de organização também merece admiração. Senti falta do relato de participantes de grêmios e da Poligremia de anos anteriores aos de vocês. Uma boa sugestão é ver se eles se animam a escrever e complementar o relato aqui realizado com mais experiências vividas. Outra coisa importante é abrir um canal de sugestões para contribuir com a superação dos impasses apontados por vocês. O que pode ser feito para romper o ciclo de eterno recomeço? Há também um lado positivo nisso, mas os problemas apontados são realmente sérios. Muito obrigado, Silvio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: khaled		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-71097</link>

		<dc:creator><![CDATA[khaled]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 21:59:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60822#comment-71097</guid>

					<description><![CDATA[Antes de mais nada, quero parabenizar os autores e a autora pelo belíssimo texto! Além de fazer um relato muito interessante das experiências por vocês vividas, o artigo coloca alguns problemas importantes que estimulam nossa reflexão.

Creio que muitas destas dificuldades/debilidades vividas pela Poligremia são comuns a outros grupos e espaços de militância. Eu mesmo vivi muitas delas desde que comecei a me envolver mais ativamente com a militância social e vi no texto muitos dilemas que já atravessaram essa minha atuação política. Para além dos problemas gerados pela falta de organização e de estrutura, gostaria de tentar contribuir com o debate a partir da experiência que tenho acompanhado de outro modelo organizativo pautado na horizontalidade e na democracia direta diferente da organização em forma de redes: o federalismo.

Minha impressão é de que a maior parte dos coletivos e movimentos autônomos dos anos 2000 pautou muito sua organização neste formato de redes, bastante inspirados no modelo da AGP. Tenho a opinião de que este modelo de redes possui diversos problemas, boa parte deles descritos no Balanço Crítico da AGP publicado pelo Felipe Corrêa aqui no Passa Palavra (a primeira parte desta série pode ser lida aqui: http://passapalavra.info/?p=42773). Constatados os limites deste modelo de organização, devemos então pensar em alternativas a ele.

Quando falo em federalismo, estou falando em um tipo de organização horizontal, com democracia direta, reforço da organização pela base e com mecanismos de delegação (delegação entendida como diferente da representação, com mandatos revogáveis e atuação pautada pelas decisões da base). Dentro deste modelo (o federalismo), ficam reforçadas as instâncias coletivas de discussão e deliberação, criando também responsabilidade coletiva.

Ao trabalharmos desta forma, creio que combatemos o personalismo, o individualismo e a cristalização de tarefas, reforçando os acordos coletivos, uma vez que opiniões individuais não podem se sobrepor à discussão nos espaços de base (no caso da Poligremia, os Grêmios).

Mais uma vez, parabéns pelo artigo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, quero parabenizar os autores e a autora pelo belíssimo texto! Além de fazer um relato muito interessante das experiências por vocês vividas, o artigo coloca alguns problemas importantes que estimulam nossa reflexão.</p>
<p>Creio que muitas destas dificuldades/debilidades vividas pela Poligremia são comuns a outros grupos e espaços de militância. Eu mesmo vivi muitas delas desde que comecei a me envolver mais ativamente com a militância social e vi no texto muitos dilemas que já atravessaram essa minha atuação política. Para além dos problemas gerados pela falta de organização e de estrutura, gostaria de tentar contribuir com o debate a partir da experiência que tenho acompanhado de outro modelo organizativo pautado na horizontalidade e na democracia direta diferente da organização em forma de redes: o federalismo.</p>
<p>Minha impressão é de que a maior parte dos coletivos e movimentos autônomos dos anos 2000 pautou muito sua organização neste formato de redes, bastante inspirados no modelo da AGP. Tenho a opinião de que este modelo de redes possui diversos problemas, boa parte deles descritos no Balanço Crítico da AGP publicado pelo Felipe Corrêa aqui no Passa Palavra (a primeira parte desta série pode ser lida aqui: <a href="http://passapalavra.info/?p=42773" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=42773</a>). Constatados os limites deste modelo de organização, devemos então pensar em alternativas a ele.</p>
<p>Quando falo em federalismo, estou falando em um tipo de organização horizontal, com democracia direta, reforço da organização pela base e com mecanismos de delegação (delegação entendida como diferente da representação, com mandatos revogáveis e atuação pautada pelas decisões da base). Dentro deste modelo (o federalismo), ficam reforçadas as instâncias coletivas de discussão e deliberação, criando também responsabilidade coletiva.</p>
<p>Ao trabalharmos desta forma, creio que combatemos o personalismo, o individualismo e a cristalização de tarefas, reforçando os acordos coletivos, uma vez que opiniões individuais não podem se sobrepor à discussão nos espaços de base (no caso da Poligremia, os Grêmios).</p>
<p>Mais uma vez, parabéns pelo artigo!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marília Carvalho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/06/60822/#comment-71086</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marília Carvalho]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 18:14:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=60822#comment-71086</guid>

					<description><![CDATA[Fundamental a busca pela história e seu registro, passado e presente construindo o futuro. Senti falta das reivindicações que poderiam dar origem a lutas, provenientes dos próprios estudantes - só apareceram as questões do material didático e da prova centralizada (SARESP), ambas no contexto das escolas públicas (técnicas). Sem um motivo para se reunir e lutar, o debate se esvazia em torno às formas de organização, não?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fundamental a busca pela história e seu registro, passado e presente construindo o futuro. Senti falta das reivindicações que poderiam dar origem a lutas, provenientes dos próprios estudantes &#8211; só apareceram as questões do material didático e da prova centralizada (SARESP), ambas no contexto das escolas públicas (técnicas). Sem um motivo para se reunir e lutar, o debate se esvazia em torno às formas de organização, não?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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