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	Comentários sobre: A greve dos professores nas Universidades Federais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: G		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-76868</link>

		<dc:creator><![CDATA[G]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Aug 2012 02:00:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de saber quem irá arcar com as perdas e custos dos alunos: O Governo ou o Sindicado?

1) Gusto dos pais dos alunos com estadia e alimentação neste período?
2) Perda de receita por não se formar ainda em 2012?
3) Perda de estágio e emprego já negociado?

Gostaria de saber se tem alguém que esta se preocupando com estes custos. Só estou vendo um lado querendo ganhar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de saber quem irá arcar com as perdas e custos dos alunos: O Governo ou o Sindicado?</p>
<p>1) Gusto dos pais dos alunos com estadia e alimentação neste período?<br />
2) Perda de receita por não se formar ainda em 2012?<br />
3) Perda de estágio e emprego já negociado?</p>
<p>Gostaria de saber se tem alguém que esta se preocupando com estes custos. Só estou vendo um lado querendo ganhar!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antonio Julio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-76589</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antonio Julio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Aug 2012 12:20:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Prof. João Alberto

1) Caimos num círculo vicioso. Eu usei seu argumento de que &quot;se a greve é capitalista&quot; não teria como cobrar dos esquerdistas (esquerdista para mim não é pejorativo). Você usou o mesmo para dizer que se eu digo que &quot;a greve questiona práticas capitalistas&quot;, deve-se cobrar dos esquerdistas. OK.

2) Talvez uma diferença seja que eu veja sem problemas a existência de algumas lideranças na vanguarda. Ou seja, existem professores de esquerda que vão se envolver muito mais do que outros. Não vejo problemas nisso.E acho que os que se envolvem menos continuam sendo parceiros de luta. Vejo os adversários na direita tradicional e novata (que você citou no Proifes). Não vejo problemas em pesquisar as greves russas de 1905 no período de nossas greves, pois isto pode nos ajudar. A não ser entre aqueles que estudam as greves da revolução russa e estão contra a nossa greve.

3) Quero ressaltar que na UFMG, onde leciono, não é necessário ser da pós-graduação para passar para associado.

4) Ressalto a qualidade de seu texto e que minhas polêmicas estão no campo do debate. O seu texto foi, inclusive, distribuido entre os grevistas da UFMG.

Abraços,
Antonio Julio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Prof. João Alberto</p>
<p>1) Caimos num círculo vicioso. Eu usei seu argumento de que &#8220;se a greve é capitalista&#8221; não teria como cobrar dos esquerdistas (esquerdista para mim não é pejorativo). Você usou o mesmo para dizer que se eu digo que &#8220;a greve questiona práticas capitalistas&#8221;, deve-se cobrar dos esquerdistas. OK.</p>
<p>2) Talvez uma diferença seja que eu veja sem problemas a existência de algumas lideranças na vanguarda. Ou seja, existem professores de esquerda que vão se envolver muito mais do que outros. Não vejo problemas nisso.E acho que os que se envolvem menos continuam sendo parceiros de luta. Vejo os adversários na direita tradicional e novata (que você citou no Proifes). Não vejo problemas em pesquisar as greves russas de 1905 no período de nossas greves, pois isto pode nos ajudar. A não ser entre aqueles que estudam as greves da revolução russa e estão contra a nossa greve.</p>
<p>3) Quero ressaltar que na UFMG, onde leciono, não é necessário ser da pós-graduação para passar para associado.</p>
<p>4) Ressalto a qualidade de seu texto e que minhas polêmicas estão no campo do debate. O seu texto foi, inclusive, distribuido entre os grevistas da UFMG.</p>
<p>Abraços,<br />
Antonio Julio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-76334</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 09:46:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62267#comment-76334</guid>

					<description><![CDATA[Prof. António Júlio,
Se eu não compreendi que esta greve “é por um novo Plano de Carreiras”, termo esse que, como o senhor afirma, implicaria em quebrar “hierarquias produtivistas” e que por isso “questiona práticas capitalistas”, mais um motivo então para os “esquerdistas” terem a obrigação do envolvimento sistemático junto à greve, o que significa que não poderiam passar os longos dias de paralisação em casa. Se ao menos fossem às assembleias, vá lá, mas nem isso fazem.  Quando um presumido ou quase sempre autonomeado esquerdista não participa da greve porque está em casa cuidando de assuntos privados (na melhor das hipóteses estudando muito seriamente as greves dos trabalhadores russos em 1905, para depois, quando a nossa greve acabar, vir a público nos ensinar qual a verdadeira perspectiva do proletariado), esse “esquerdista” na sua invisibilidade e vacuidade institucional tem que ser combatido como um “inimigo” da greve, mas de maneira ainda mais enfática (esse “esquerdista” seria então, para mim, a “extrema-direita” na greve), porque os “direitistas” ao menos sabemos onde encontrá-los, ou estão nas salas de aula com os seus alunos ou estão dirigindo os sete sindicatos pelegos do PROIFES (PT, PCdoB, CUT e CTB).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prof. António Júlio,<br />
Se eu não compreendi que esta greve “é por um novo Plano de Carreiras”, termo esse que, como o senhor afirma, implicaria em quebrar “hierarquias produtivistas” e que por isso “questiona práticas capitalistas”, mais um motivo então para os “esquerdistas” terem a obrigação do envolvimento sistemático junto à greve, o que significa que não poderiam passar os longos dias de paralisação em casa. Se ao menos fossem às assembleias, vá lá, mas nem isso fazem.  Quando um presumido ou quase sempre autonomeado esquerdista não participa da greve porque está em casa cuidando de assuntos privados (na melhor das hipóteses estudando muito seriamente as greves dos trabalhadores russos em 1905, para depois, quando a nossa greve acabar, vir a público nos ensinar qual a verdadeira perspectiva do proletariado), esse “esquerdista” na sua invisibilidade e vacuidade institucional tem que ser combatido como um “inimigo” da greve, mas de maneira ainda mais enfática (esse “esquerdista” seria então, para mim, a “extrema-direita” na greve), porque os “direitistas” ao menos sabemos onde encontrá-los, ou estão nas salas de aula com os seus alunos ou estão dirigindo os sete sindicatos pelegos do PROIFES (PT, PCdoB, CUT e CTB).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: prof. Antonio Julio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-76191</link>

		<dc:creator><![CDATA[prof. Antonio Julio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Aug 2012 13:19:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62267#comment-76191</guid>

					<description><![CDATA[Duas questões:
1)Diz o artigo:&quot;Enganam-se aqueles que pensam que a greve do Magistério Superior federal possa ser uma greve organizada por princípios “esquerdistas” (ou que seja uma greve do ANDES-SN, por ser este um órgão sindical de oposição à CUT e mesmo ao governo). Muito ao contrário, sabe-se que há entre os grevistas muitos professores “esquerdistas” (como também é verdade que vários desses “esquerdistas”, muito espertamente, durante a greve ficam em casa escrevendo artigos e livros para ampliar os currículos Lattes, e que da greve mesmo pouco querem saber; afinal, têm uma carreira de sucesso a defender, e depois sempre poderão se abanar com os livros publicados)&quot;.

Pergunto: qual o interesse ao autor em agredir alguns esquerdistas em greve? O alvo não deveria ser os &quot;direitistas&quot; que não estão em greve ou que estão trabalhando contra? Ele deveria saber que nem todos possuem o mesmo envolvimento e o fato de estarem em greve já é motivo de não serem agredidos.

2) Diz o artigo: &quot;Esta é uma greve em defesa da qualidade do ensino e da pesquisa nas Universidades federais de ensino, uma greve que perspectiva, portanto, uma maior eficiência para essa que é uma das instituições fundamentais do capitalismo. Só há capitalismo robusto com universidades centradas em pesquisa e ensino de excelência. Esta é uma greve que no seu limite institucional defende um capitalismo mais eficiente para o país. Paradoxalmente, portanto, é uma greve que exige uma melhor eficiência administrativa da tecnocracia de “esquerda” que comanda hegemonicamente os destinos institucionais do capitalismo brasileiro. Esta é uma greve de professores que, na sua imensa maioria, sempre estiveram ao lado dos governos de “esquerda” (Lula e Dilma)&quot;

Pergunto: Se é uma greve capitalista, porque cobrar participação efetiva dos esquerdistas. Parece que o autor não compreendeu que esta greve é por um novo Plano de Carreiras quebra hierarquias pridutivistas e, portanto, questiona práticas capitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Duas questões:<br />
1)Diz o artigo:&#8221;Enganam-se aqueles que pensam que a greve do Magistério Superior federal possa ser uma greve organizada por princípios “esquerdistas” (ou que seja uma greve do ANDES-SN, por ser este um órgão sindical de oposição à CUT e mesmo ao governo). Muito ao contrário, sabe-se que há entre os grevistas muitos professores “esquerdistas” (como também é verdade que vários desses “esquerdistas”, muito espertamente, durante a greve ficam em casa escrevendo artigos e livros para ampliar os currículos Lattes, e que da greve mesmo pouco querem saber; afinal, têm uma carreira de sucesso a defender, e depois sempre poderão se abanar com os livros publicados)&#8221;.</p>
<p>Pergunto: qual o interesse ao autor em agredir alguns esquerdistas em greve? O alvo não deveria ser os &#8220;direitistas&#8221; que não estão em greve ou que estão trabalhando contra? Ele deveria saber que nem todos possuem o mesmo envolvimento e o fato de estarem em greve já é motivo de não serem agredidos.</p>
<p>2) Diz o artigo: &#8220;Esta é uma greve em defesa da qualidade do ensino e da pesquisa nas Universidades federais de ensino, uma greve que perspectiva, portanto, uma maior eficiência para essa que é uma das instituições fundamentais do capitalismo. Só há capitalismo robusto com universidades centradas em pesquisa e ensino de excelência. Esta é uma greve que no seu limite institucional defende um capitalismo mais eficiente para o país. Paradoxalmente, portanto, é uma greve que exige uma melhor eficiência administrativa da tecnocracia de “esquerda” que comanda hegemonicamente os destinos institucionais do capitalismo brasileiro. Esta é uma greve de professores que, na sua imensa maioria, sempre estiveram ao lado dos governos de “esquerda” (Lula e Dilma)&#8221;</p>
<p>Pergunto: Se é uma greve capitalista, porque cobrar participação efetiva dos esquerdistas. Parece que o autor não compreendeu que esta greve é por um novo Plano de Carreiras quebra hierarquias pridutivistas e, portanto, questiona práticas capitalista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Gabriel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-76154</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Aug 2012 05:56:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este texto é excelente. Sobretudo quando revela as estruturas da carreira docente e suas implicações nos discursos de &quot;luta&quot; de alguns profissionais. Os comentários, vindos, igualmente, de professores, são muito importantes. Todas as opiniões me tocam e digo o porquê. Acabei de sair de um Programa de Pós-Graduação de uma universidade federal. Coincidentemente,há cerca de 2 anos, houve, na mesma instituição, uma grande polêmica muito parecida com a que o Leo Vinícius relatou, para a vaga de um professor titular. A disputa não era pelo mérito,alegavam, mas pelo poder de um grupo específico, na base do &quot;toma-lá-da-cá&quot;. Como aluno, senti na pele o que as disputas pelo poder no interior das universidades significam. Também senti seus reflexos, quando, por várias vezes, ouvi da coordenação e de professores do curso que as reiteradas pressões (que, sim, podem ser tomadas como assédio moral tipo ameaças semanais de corte de bolsas, exclusão do direito de pedir prorrogação, etc) são, sempre, manifestadas &quot;pelo bem do programa&quot;. Não raro arbitrariedades são cometidas sob este discurso. Arbitrariedades que vão da escolha de colegas docentes à omissão proposital face ao requerimento de um aluno. A carga ideológica predominante nos discursos de muitos professores seduz boa parte dos alunos, mas as políticas de corredores, paradoxalmente, os coage. O texto do professor João é primoroso, pois nunca ouvi de nenhum professor o quanto cargos em comissões institucionais são importantes para pontuação curricular, que, fatalmente, lhes acrescerão méritos à conquista de bolsas de pesquisa individuais e por aí vai. Não julgo o desejo, mas o ponto é a ocultação do mesmo em nome de &quot;um bem comum&quot; de fácil assimilação. Nós, alunos, percebemos a reificação, mas chamamos mesmo é de hipocrisia (não são todos, claro! Tive o prazer de lidar com profissionais que sacrificaram muito de sua vida em nome de um trabalho de qualidade). Quando ousamos questionar, somos coagidos, não temos autoridade para sermos sujeitos de uma ação contestatória. Quando questionamos, apenas para entender, somos o senso comum refutado, aqueles que não &quot;entendem&quot;, os &quot;alienados&quot; ou &quot;traíras&quot;. Isso está presente em todos os níveis da universidade. Seja graduação ou Pós-graduação. O que chamamos de hipocrisia, trata-se, na verdade, de perceber a identificação de alguns docentes com o que muitos deles chamam de &quot;Estado opressor&quot;, &quot;opressão&quot;, etc. No discurso, a defesa do oprimido, na prática, a opressão. Temo que, aos olhos de professores de longa carreira como é o caso de alguns que aqui escreveram, possa parecer uma grande bobagem o que digo. O fato de vivenciar uma questão junto à universidade pode dar ao texto um caráter confuso. No entanto, resumidamente, o que gostaria de dizer é que uma verdadeira discussão sobre a carreira e a função do professor universitário no Brasil deve passar pelo esclarecimento das estruturas desse ambiente de trabalho aos alunos também. Isto porque, acredito que a atuação de muitos profissionais que vejo, insuflando greves e arregimentando jovens com sua personalidade ainda em formação é cruel e, definitivamente, não condiz com a base da luta discursivamente construída: a luta pela educação. Mais uma vez, Professor João Alberto, muito obrigada pelo texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto é excelente. Sobretudo quando revela as estruturas da carreira docente e suas implicações nos discursos de &#8220;luta&#8221; de alguns profissionais. Os comentários, vindos, igualmente, de professores, são muito importantes. Todas as opiniões me tocam e digo o porquê. Acabei de sair de um Programa de Pós-Graduação de uma universidade federal. Coincidentemente,há cerca de 2 anos, houve, na mesma instituição, uma grande polêmica muito parecida com a que o Leo Vinícius relatou, para a vaga de um professor titular. A disputa não era pelo mérito,alegavam, mas pelo poder de um grupo específico, na base do &#8220;toma-lá-da-cá&#8221;. Como aluno, senti na pele o que as disputas pelo poder no interior das universidades significam. Também senti seus reflexos, quando, por várias vezes, ouvi da coordenação e de professores do curso que as reiteradas pressões (que, sim, podem ser tomadas como assédio moral tipo ameaças semanais de corte de bolsas, exclusão do direito de pedir prorrogação, etc) são, sempre, manifestadas &#8220;pelo bem do programa&#8221;. Não raro arbitrariedades são cometidas sob este discurso. Arbitrariedades que vão da escolha de colegas docentes à omissão proposital face ao requerimento de um aluno. A carga ideológica predominante nos discursos de muitos professores seduz boa parte dos alunos, mas as políticas de corredores, paradoxalmente, os coage. O texto do professor João é primoroso, pois nunca ouvi de nenhum professor o quanto cargos em comissões institucionais são importantes para pontuação curricular, que, fatalmente, lhes acrescerão méritos à conquista de bolsas de pesquisa individuais e por aí vai. Não julgo o desejo, mas o ponto é a ocultação do mesmo em nome de &#8220;um bem comum&#8221; de fácil assimilação. Nós, alunos, percebemos a reificação, mas chamamos mesmo é de hipocrisia (não são todos, claro! Tive o prazer de lidar com profissionais que sacrificaram muito de sua vida em nome de um trabalho de qualidade). Quando ousamos questionar, somos coagidos, não temos autoridade para sermos sujeitos de uma ação contestatória. Quando questionamos, apenas para entender, somos o senso comum refutado, aqueles que não &#8220;entendem&#8221;, os &#8220;alienados&#8221; ou &#8220;traíras&#8221;. Isso está presente em todos os níveis da universidade. Seja graduação ou Pós-graduação. O que chamamos de hipocrisia, trata-se, na verdade, de perceber a identificação de alguns docentes com o que muitos deles chamam de &#8220;Estado opressor&#8221;, &#8220;opressão&#8221;, etc. No discurso, a defesa do oprimido, na prática, a opressão. Temo que, aos olhos de professores de longa carreira como é o caso de alguns que aqui escreveram, possa parecer uma grande bobagem o que digo. O fato de vivenciar uma questão junto à universidade pode dar ao texto um caráter confuso. No entanto, resumidamente, o que gostaria de dizer é que uma verdadeira discussão sobre a carreira e a função do professor universitário no Brasil deve passar pelo esclarecimento das estruturas desse ambiente de trabalho aos alunos também. Isto porque, acredito que a atuação de muitos profissionais que vejo, insuflando greves e arregimentando jovens com sua personalidade ainda em formação é cruel e, definitivamente, não condiz com a base da luta discursivamente construída: a luta pela educação. Mais uma vez, Professor João Alberto, muito obrigada pelo texto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe Luiz Gomes e Silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-76062</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe Luiz Gomes e Silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Aug 2012 12:31:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cuidado! 
Só será possível vencer o Sindicado Pelego dos Docentes com união e luta. Esses pelegos são perigosos, muitos são profissionais da política, não ministram aulas há muito tempo, se dedicam, em tempo integral, ao peleguismo. E se dizem de esquerda, progressistas e Petistas. São maldosos e espertos,sabidos. 
Eles têm muito a perder, gratificações, viagens pagas pelos sindicatos etc...
Saudações!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cuidado!<br />
Só será possível vencer o Sindicado Pelego dos Docentes com união e luta. Esses pelegos são perigosos, muitos são profissionais da política, não ministram aulas há muito tempo, se dedicam, em tempo integral, ao peleguismo. E se dizem de esquerda, progressistas e Petistas. São maldosos e espertos,sabidos.<br />
Eles têm muito a perder, gratificações, viagens pagas pelos sindicatos etc&#8230;<br />
Saudações!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-75784</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Aug 2012 12:09:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62267#comment-75784</guid>

					<description><![CDATA[E o peleguismo-totó do sindicalismo local - o da ADUFG/Goiânia - mostrou-se por inteiro na tarde desta sexta-feira (03 de agosto de 2012) em meio às suas tratativas golpistas; essa direção da ADUFG/PROIFES é a expressão política sindical mais estulta e reacionária que já se viu neste Centro-Oeste. Vejam os senhores uma simples equação da psicose política que por ali vai: o sindicato tem 2200 filiados, convocaram um infame plebiscito para justificarem o acerto com o governo, mais ou menos 670 filiados atenderam o plebiscito (feito por email - curiosa foi a defesa do plebiscito apresentada por um notável ex-comunista pecedobista local, professor da UFG e hoje completamente desaparecido das assembleias) e desses &quot;votantes&quot;, 500 e poucos apoiaram o ato golpista. Conclusão da direção sindical: &quot;uma ampla maioria apoiou a proposta do governo&quot;. Como 500 professores filiados-iludidos nas artimanhas golpistas do PROIFES/ADUFG podem ser maioria se o universo é de 2200 filiados? Serão eles uns burrinhos na matemática? Evidente que não. São pequenos espertalhões encapsulados de modo arrogante num autismo político autocelebratório, líderes de si mesmos em espelhos embaçados. Os professores da UFG têm que resgatar a ADUFG das mãos desses pequenos espertalhões!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o peleguismo-totó do sindicalismo local &#8211; o da ADUFG/Goiânia &#8211; mostrou-se por inteiro na tarde desta sexta-feira (03 de agosto de 2012) em meio às suas tratativas golpistas; essa direção da ADUFG/PROIFES é a expressão política sindical mais estulta e reacionária que já se viu neste Centro-Oeste. Vejam os senhores uma simples equação da psicose política que por ali vai: o sindicato tem 2200 filiados, convocaram um infame plebiscito para justificarem o acerto com o governo, mais ou menos 670 filiados atenderam o plebiscito (feito por email &#8211; curiosa foi a defesa do plebiscito apresentada por um notável ex-comunista pecedobista local, professor da UFG e hoje completamente desaparecido das assembleias) e desses &#8220;votantes&#8221;, 500 e poucos apoiaram o ato golpista. Conclusão da direção sindical: &#8220;uma ampla maioria apoiou a proposta do governo&#8221;. Como 500 professores filiados-iludidos nas artimanhas golpistas do PROIFES/ADUFG podem ser maioria se o universo é de 2200 filiados? Serão eles uns burrinhos na matemática? Evidente que não. São pequenos espertalhões encapsulados de modo arrogante num autismo político autocelebratório, líderes de si mesmos em espelhos embaçados. Os professores da UFG têm que resgatar a ADUFG das mãos desses pequenos espertalhões!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Abdala		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-74914</link>

		<dc:creator><![CDATA[Abdala]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Jul 2012 23:31:46 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62267#comment-74914</guid>

					<description><![CDATA[Texto MUITO esclarecedor. 
PARABÉNS!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto MUITO esclarecedor.<br />
PARABÉNS!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: NONPHILO		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-74733</link>

		<dc:creator><![CDATA[NONPHILO]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jul 2012 16:16:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62267#comment-74733</guid>

					<description><![CDATA[O PROIFES:  essa cabeça de Hidra plantada no corpo do precariado acadêmico, inserida na pele do movimento, esse enguia que se move por entre os poros do movimento. Mas, porque quais razões ela ainda existe? Não será, então, o momento do &quot;outro&quot; movimento dar um xeque mate, matar o cancro que lhe assola, porque a ambuiguidade ronda -desde o interior- o movimento?

Não será por que, o &quot;real&quot; movimento também se constitua em simulacro do Estado, sua lógica de representacão ? Para nós, tudo é Deserto, somente o exílio desses espaços poder fazer surgir um outro devir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O PROIFES:  essa cabeça de Hidra plantada no corpo do precariado acadêmico, inserida na pele do movimento, esse enguia que se move por entre os poros do movimento. Mas, porque quais razões ela ainda existe? Não será, então, o momento do &#8220;outro&#8221; movimento dar um xeque mate, matar o cancro que lhe assola, porque a ambuiguidade ronda -desde o interior- o movimento?</p>
<p>Não será por que, o &#8220;real&#8221; movimento também se constitua em simulacro do Estado, sua lógica de representacão ? Para nós, tudo é Deserto, somente o exílio desses espaços poder fazer surgir um outro devir.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: iraldo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/07/62267/#comment-74708</link>

		<dc:creator><![CDATA[iraldo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 28 Jul 2012 13:03:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62267#comment-74708</guid>

					<description><![CDATA[Prezado João Alberto,

Muito esclarecedor seu texto. Em virtude da situação na qual me insiro, o que mais me surpreendeu foi a questão do tempo para pesquisa e as 12 horas/aula. Sou professor do IFSC, em um curso superior de tecnologia e dou entre 14 e 18 h/aula! Na realidade, me deram 14hs para me &quot;ajudar&quot;, pois estou fazendo Doutorado e, como estou em estágio probatório, não posso pedir afastamento para capacitação. Mas, depois &quot;tudo voltará ao normal&quot;. Quando entrei, tentaram me empurrar 22hs, &quot;porque aqui é assim, quando o professor entra dá 22, 26hs&quot;.  Tenho colegas em estágio probatório que lançaram 48, 50 hs em suas planilhas, mas tiveram que corrigir e omitir atividades para ficar dentro das 40 hs. Pior ainda para os substitutos, estes não podem ser mantidos no quadro com menos de 18 hs. Não sei se nos demais IF&#039;s é assim, mas por aqui a coisa é complicada...
A grande justificativa para isso é que &quot;nossa Instituição tem vocação para o ensino&quot;! Para quê pesquisa? E em nossa greve só se fala na Dilma. Infelizmente, o pior inimigo está bem mais próximo do que Brasília... Pior, porque ele é invisível aos olhos da grande maioria...

Saudações na luta!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado João Alberto,</p>
<p>Muito esclarecedor seu texto. Em virtude da situação na qual me insiro, o que mais me surpreendeu foi a questão do tempo para pesquisa e as 12 horas/aula. Sou professor do IFSC, em um curso superior de tecnologia e dou entre 14 e 18 h/aula! Na realidade, me deram 14hs para me &#8220;ajudar&#8221;, pois estou fazendo Doutorado e, como estou em estágio probatório, não posso pedir afastamento para capacitação. Mas, depois &#8220;tudo voltará ao normal&#8221;. Quando entrei, tentaram me empurrar 22hs, &#8220;porque aqui é assim, quando o professor entra dá 22, 26hs&#8221;.  Tenho colegas em estágio probatório que lançaram 48, 50 hs em suas planilhas, mas tiveram que corrigir e omitir atividades para ficar dentro das 40 hs. Pior ainda para os substitutos, estes não podem ser mantidos no quadro com menos de 18 hs. Não sei se nos demais IF&#8217;s é assim, mas por aqui a coisa é complicada&#8230;<br />
A grande justificativa para isso é que &#8220;nossa Instituição tem vocação para o ensino&#8221;! Para quê pesquisa? E em nossa greve só se fala na Dilma. Infelizmente, o pior inimigo está bem mais próximo do que Brasília&#8230; Pior, porque ele é invisível aos olhos da grande maioria&#8230;</p>
<p>Saudações na luta!</p>
]]></content:encoded>
		
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	</channel>
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