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	Comentários sobre: Dilemas da liberdade. 3) Marat: a soberania é o uso da soberania	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Letícia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-240217</link>

		<dc:creator><![CDATA[Letícia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2014 12:54:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguém pode me dizer o que foi a &quot;section des Piques&quot;? Eu sei que foi a mais radical de todas as seções revolucionárias, mas o que se fazia nela?
Obrigada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém pode me dizer o que foi a &#8220;section des Piques&#8221;? Eu sei que foi a mais radical de todas as seções revolucionárias, mas o que se fazia nela?<br />
Obrigada!</p>
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		<title>
		Por: André Luiz Vargas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75880</link>

		<dc:creator><![CDATA[André Luiz Vargas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 05:12:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amanda,

Entendo a oportunidade que achou para desabafar sobre os rituais da inquisição acadêmica fazendo a ligação com o tema do texto de João Bernardo, e ainda com uma crítica ao grande crítico da &quot;delinquência acadêmica&quot; que parece que escrevia mas não levantava a voz contra a falta de soberania popular nas defesas ou burocratismos acadêmicos... Aliás, não sei até que ponto a soberania do poder de escolha de professores pelos alunos seria &quot;popular&quot;, se esse problema se encontra na própria seleção de ingresso de alunos à universidade. Posso estar imaginando muita coisa, mas a ideia de Marat do controle sobre os representantes não caberia muito no seu exemplo, afinal em uma situação hipotética de defesa de tese sobre o “Sade libertário” os “da frente” não são representantes da “plateia” que fica calada, nem têm pretensão ou função de ser. Errou um pouco os personagens.

Não entendi a problemática de se tratar da soberania popular de forma “ meramente teórica, abstrata”. A vantagem desse site é que o texto não basta por si só, pois os debates nos comentários são extremamente necessários ao próprio artigo e não são de pleno domínio de acadêmicos, mas de qualquer leitor. É uma experiência de construção da própria ideia do texto e depende da forma teórica também, caso contrário o Passa Palavra apenas colocaria o botãozinho de curtir à Facebook. Pelo que entendi – talvez seja errado – do que está aqui, não só os comentários dos debatedores se dão de forma teórica, mas o próprio Marat pensava a experiência prática dos “estraçalhados” de forma teórica. Chame-o de acadêmico.
Você, de forma meramente teórica e abstrata, chegou a comparar Sade com maníaco do parque e Suzanne Von Richtoffen. Mais que de forma teórica e abstrata, de forma alarmista à maneira dos moralistas que detratavam Sade quando “Justine” se publicou clandestinamente: “as esposas vão trair seus maridos! As filhas vão engravidar! Os filhos serão sodomitas! O crime e o assassinato vão devorar a França!”. Que putaria é esse de que você fala? Comparar Sade às festinhas punk que você conheceu e ressentiu não faz sentido... E se ler os “120 Dias de Sodoma” verá um grande trecho de Durcet, e verá que a putaria literária de Sade ali faz uma crítica aos banqueiros e agiotas. Li isso com 16 anos e o esforço que precisei para entender foi o de abrir o livro para conhecer sua obra. Moralista mesmo, como João Bernardo apontou em Sade, mas não tão moralista como você nesse comentário sobre o terror da promiscuidade dissolvendo os coletivos anticapitalistas. Saiba que não só a promiscuidade é assimilada pelo mercado, mas as próprias lutas e coletivos. A questão aqui não é bem a destruição do capitalismo, muito menos a promiscuidade: é a soberania e controle populares sobre os representantes; a vigilância de delegados e até o conselho de se fazer uma arquitetura de assembleia onde o povo em peso pudesse cobrar e até colocar medo nos representantes. E também esclarecer os ignorantes.

Trazido para o presente, esse tema não dá tanto espaço para culpa na promiscuidade ou no excremento acadêmico. Falo também de pseudo-libertários que à maneira fascista, ou à maneira jacobina ou a outra maneira tentam impor a disciplina férrea no mundo fechado dos coletivos e esquecem que o Estado, mesmo que considerado inimigo, abriga homens que deveriam estar sendo vigiados e controlados. Um dia alguém deveria escrever um texto não sobre “quanto foi pernicioso, via anarquismo, hedonistas e artistas, a confusão entre vida militante e vida safada”, mas sobre a perda de oportunidades de moralistas de plantão que falam o que não sabem e esquecem o papel da soberania popular mesmo se aproveitando do maior inimigo: o Estado... Até o safado do Sade se desesperaria com essa situação, não pela putaria, mas pela falta de foco.
Em Goiás formou-se um grupo autônomo de professores estaduais em greve e poderia ter tido a oportunidade de se ocupar o prédio do sindicato pelego, não na tentativa revolucionária de se derrubar a estrutura sindical brasileira, mas de ao menos controlar os representantes ( «[…] para prevenir os caminhos secretos da corrupção, convém que os Mandantes [os eleitores] usem o direito que têm de revogar os poderes de um deputado que abandone constantemente os interesses da Pátria e de prosseguir a punição de um Deputado que lhes tenha faltado à palavra», trocando “mandantes” por sindicalizados, “deputado” por diretoria sindical e “Pátria” por trabalhadores). Não está sendo bem assim que a pressão sobre esses representantes está se dando, mas não é culpa da promiscuidade dos militantes, nem dos acadêmicos leitores de Marquês de Sade, mesmo porque a maioria desses trabalhadores são professoras religiosas,muitas tão moralistas como você e longe de serem pornográficas como Sade. Esse pequeno, e talvez descabido, exemplo de Goiás pode lembrar um pouco a angústia de Marat, “o Amigo do Povo”, que engendrava seus ideais da soberania popular, como uma forma de desejo de permanência de controle sobre os representantes (não no sentido sadeano, nem sádico, nem bondage) e não questão de moralidade do povo.  Culpe apenas a promiscuidade nas lutas populares, gerando o Príncipe pelo descuido, e veja as “permanências das secções” jamais serem abolidas da República. Para mim, a atualidade deste artigo sobre Marat é a de fazer bastante sentido quanto à esquizofrenia da esquerda e dos movimentos sociais, não por culpa do Estado, mas por culpa de quem dá soco no escuro e deixa que o Estado, partidos e seus representantes façam o papel que permitimos:  de se criarem gordinhos, como os quatro homens do castelo de Silling...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanda,</p>
<p>Entendo a oportunidade que achou para desabafar sobre os rituais da inquisição acadêmica fazendo a ligação com o tema do texto de João Bernardo, e ainda com uma crítica ao grande crítico da &#8220;delinquência acadêmica&#8221; que parece que escrevia mas não levantava a voz contra a falta de soberania popular nas defesas ou burocratismos acadêmicos&#8230; Aliás, não sei até que ponto a soberania do poder de escolha de professores pelos alunos seria &#8220;popular&#8221;, se esse problema se encontra na própria seleção de ingresso de alunos à universidade. Posso estar imaginando muita coisa, mas a ideia de Marat do controle sobre os representantes não caberia muito no seu exemplo, afinal em uma situação hipotética de defesa de tese sobre o “Sade libertário” os “da frente” não são representantes da “plateia” que fica calada, nem têm pretensão ou função de ser. Errou um pouco os personagens.</p>
<p>Não entendi a problemática de se tratar da soberania popular de forma “ meramente teórica, abstrata”. A vantagem desse site é que o texto não basta por si só, pois os debates nos comentários são extremamente necessários ao próprio artigo e não são de pleno domínio de acadêmicos, mas de qualquer leitor. É uma experiência de construção da própria ideia do texto e depende da forma teórica também, caso contrário o Passa Palavra apenas colocaria o botãozinho de curtir à Facebook. Pelo que entendi – talvez seja errado – do que está aqui, não só os comentários dos debatedores se dão de forma teórica, mas o próprio Marat pensava a experiência prática dos “estraçalhados” de forma teórica. Chame-o de acadêmico.<br />
Você, de forma meramente teórica e abstrata, chegou a comparar Sade com maníaco do parque e Suzanne Von Richtoffen. Mais que de forma teórica e abstrata, de forma alarmista à maneira dos moralistas que detratavam Sade quando “Justine” se publicou clandestinamente: “as esposas vão trair seus maridos! As filhas vão engravidar! Os filhos serão sodomitas! O crime e o assassinato vão devorar a França!”. Que putaria é esse de que você fala? Comparar Sade às festinhas punk que você conheceu e ressentiu não faz sentido&#8230; E se ler os “120 Dias de Sodoma” verá um grande trecho de Durcet, e verá que a putaria literária de Sade ali faz uma crítica aos banqueiros e agiotas. Li isso com 16 anos e o esforço que precisei para entender foi o de abrir o livro para conhecer sua obra. Moralista mesmo, como João Bernardo apontou em Sade, mas não tão moralista como você nesse comentário sobre o terror da promiscuidade dissolvendo os coletivos anticapitalistas. Saiba que não só a promiscuidade é assimilada pelo mercado, mas as próprias lutas e coletivos. A questão aqui não é bem a destruição do capitalismo, muito menos a promiscuidade: é a soberania e controle populares sobre os representantes; a vigilância de delegados e até o conselho de se fazer uma arquitetura de assembleia onde o povo em peso pudesse cobrar e até colocar medo nos representantes. E também esclarecer os ignorantes.</p>
<p>Trazido para o presente, esse tema não dá tanto espaço para culpa na promiscuidade ou no excremento acadêmico. Falo também de pseudo-libertários que à maneira fascista, ou à maneira jacobina ou a outra maneira tentam impor a disciplina férrea no mundo fechado dos coletivos e esquecem que o Estado, mesmo que considerado inimigo, abriga homens que deveriam estar sendo vigiados e controlados. Um dia alguém deveria escrever um texto não sobre “quanto foi pernicioso, via anarquismo, hedonistas e artistas, a confusão entre vida militante e vida safada”, mas sobre a perda de oportunidades de moralistas de plantão que falam o que não sabem e esquecem o papel da soberania popular mesmo se aproveitando do maior inimigo: o Estado&#8230; Até o safado do Sade se desesperaria com essa situação, não pela putaria, mas pela falta de foco.<br />
Em Goiás formou-se um grupo autônomo de professores estaduais em greve e poderia ter tido a oportunidade de se ocupar o prédio do sindicato pelego, não na tentativa revolucionária de se derrubar a estrutura sindical brasileira, mas de ao menos controlar os representantes ( «[…] para prevenir os caminhos secretos da corrupção, convém que os Mandantes [os eleitores] usem o direito que têm de revogar os poderes de um deputado que abandone constantemente os interesses da Pátria e de prosseguir a punição de um Deputado que lhes tenha faltado à palavra», trocando “mandantes” por sindicalizados, “deputado” por diretoria sindical e “Pátria” por trabalhadores). Não está sendo bem assim que a pressão sobre esses representantes está se dando, mas não é culpa da promiscuidade dos militantes, nem dos acadêmicos leitores de Marquês de Sade, mesmo porque a maioria desses trabalhadores são professoras religiosas,muitas tão moralistas como você e longe de serem pornográficas como Sade. Esse pequeno, e talvez descabido, exemplo de Goiás pode lembrar um pouco a angústia de Marat, “o Amigo do Povo”, que engendrava seus ideais da soberania popular, como uma forma de desejo de permanência de controle sobre os representantes (não no sentido sadeano, nem sádico, nem bondage) e não questão de moralidade do povo.  Culpe apenas a promiscuidade nas lutas populares, gerando o Príncipe pelo descuido, e veja as “permanências das secções” jamais serem abolidas da República. Para mim, a atualidade deste artigo sobre Marat é a de fazer bastante sentido quanto à esquizofrenia da esquerda e dos movimentos sociais, não por culpa do Estado, mas por culpa de quem dá soco no escuro e deixa que o Estado, partidos e seus representantes façam o papel que permitimos:  de se criarem gordinhos, como os quatro homens do castelo de Silling&#8230;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75806</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Aug 2012 14:50:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amanda, terminei de ler o seu comentário e senti a irresistível vontade de me levantar e dar-lhe continência, não o fiz porque não tenho cá comigo as botas lustradas (iguais àquelas das SS) para o devido estalo de calcanhares, e não ficaria bonito fazer-lhe continência de pés descalços.

E coitado desse Sade hedonista que não &quot;pegava&quot; ninguém naquelas masmorras e hospícios que frequentou...

Adoraria estar numa sala de aula como seu professor e passar uma manhã inteira, apenas uma manhã, a ler-lhe algumas dezenas de páginas da irresponsável literatura do &quot;divino&quot; Marquês, poderias falar, gritar, gemer e espernear à vontade, mas jamais  conseguirias calar-me a leitura.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanda, terminei de ler o seu comentário e senti a irresistível vontade de me levantar e dar-lhe continência, não o fiz porque não tenho cá comigo as botas lustradas (iguais àquelas das SS) para o devido estalo de calcanhares, e não ficaria bonito fazer-lhe continência de pés descalços.</p>
<p>E coitado desse Sade hedonista que não &#8220;pegava&#8221; ninguém naquelas masmorras e hospícios que frequentou&#8230;</p>
<p>Adoraria estar numa sala de aula como seu professor e passar uma manhã inteira, apenas uma manhã, a ler-lhe algumas dezenas de páginas da irresponsável literatura do &#8220;divino&#8221; Marquês, poderias falar, gritar, gemer e espernear à vontade, mas jamais  conseguirias calar-me a leitura.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Amanda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75793</link>

		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Aug 2012 13:19:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os que pesquisam e publicam sobre Sade defendem suas teses em rituais de poder em que a plateia é proibia de participar, fazer perguntas, emitir opiniões, debater. Na frente, três ou quatro louvando o caráter &quot;libertário&quot; de Sade. Na plateia, um bando de servos que aceita a proibição de falarem, perguntarem durante uma defesa. 

Nem o Tragtenberg, que escreveu ácidas críticas, teve a coragem de fazer uma contestação prática e defender publicamente que todos os presentes deveriam ter direito de fala nas defesas. Só para dar um exemplo. Poderia também defender que os alunos deveriam ter poder de escolha na contratação de professores. Enfim, a distância entre a louvação teórica e a crítica prática.


Ler que Sade era &quot;libertário&quot; me faz pensar que alguém apareça dizendo que o maníaco do parque era também libertário, que a Suzane Richtoffen era libertária. Eu daria risadas se a coisa não fosse mais séria. Um dia alguém tem que escrever um texto e levantar o debate sobre o quanto foi pernicioso, via anarquismo, hedonistas e artistas, a confusão entre vida militante e vida safada. Aqui forjaram para os jovens que a putaria é anticapitalista. Uma grande bobagem. A promiscuidade não ajuda em nada as lutas populares, é toda assimilada pelo mercado e, ao contrário, traz problemas inúmeros, dissolução de grupos, destruição de coletivos. 

Enfim, onde se luta junto não se deveria comer a carne. Mas os hedonistas e individualistas inveterados jamais colocarão o seu direito ao gozo irresponsável abaixo das responsabilidades morais e coletivas do militante. Mais um excremento universitário!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os que pesquisam e publicam sobre Sade defendem suas teses em rituais de poder em que a plateia é proibia de participar, fazer perguntas, emitir opiniões, debater. Na frente, três ou quatro louvando o caráter &#8220;libertário&#8221; de Sade. Na plateia, um bando de servos que aceita a proibição de falarem, perguntarem durante uma defesa. </p>
<p>Nem o Tragtenberg, que escreveu ácidas críticas, teve a coragem de fazer uma contestação prática e defender publicamente que todos os presentes deveriam ter direito de fala nas defesas. Só para dar um exemplo. Poderia também defender que os alunos deveriam ter poder de escolha na contratação de professores. Enfim, a distância entre a louvação teórica e a crítica prática.</p>
<p>Ler que Sade era &#8220;libertário&#8221; me faz pensar que alguém apareça dizendo que o maníaco do parque era também libertário, que a Suzane Richtoffen era libertária. Eu daria risadas se a coisa não fosse mais séria. Um dia alguém tem que escrever um texto e levantar o debate sobre o quanto foi pernicioso, via anarquismo, hedonistas e artistas, a confusão entre vida militante e vida safada. Aqui forjaram para os jovens que a putaria é anticapitalista. Uma grande bobagem. A promiscuidade não ajuda em nada as lutas populares, é toda assimilada pelo mercado e, ao contrário, traz problemas inúmeros, dissolução de grupos, destruição de coletivos. </p>
<p>Enfim, onde se luta junto não se deveria comer a carne. Mas os hedonistas e individualistas inveterados jamais colocarão o seu direito ao gozo irresponsável abaixo das responsabilidades morais e coletivas do militante. Mais um excremento universitário!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75782</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Aug 2012 11:41:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amanda, os &quot;populares&quot; estavam estraçalhados durante a revolução francesa, os &quot;populares&quot; sempre estão estraçalhados em qualquer momento do processo histórico capitalista; quis apenas sugerir que houve um &quot;maratiano&quot; radical (um dos poucos intelectuais que fez do seu exercício político público uma ação prática em defesa da autonomia, da soberania do poder popular, refiro-me a Sade, evidentemente) com uma trajetória política e intelectual distinta daquela que marcou Marat, mas que ainda assim não se esquivou com a sua obra e com sua trajetória de estar ao lado dos &quot;populares estraçalhados&quot; mostrando ao mundo como esses ainda poderiam ser mais &quot;estraçalhados&quot; se deixassem à solta a &quot;raça de senhores&quot; do poder absoluto sem qualquer controle institucional popular. 

Sade foi um intelectual libertário, Amanda, enfrentou como poucos enfrentaram (apenas Marat pode ser um equivalente histórico) a institucionalidade bestial do poder autocrático em todos os regimes que lhe foram contemporâneos. Quis apenas afirmar a atualidade de Marat e a atualidade de um contemporâneo seu, alguém que não foi assassinado pela revolução, mas que foi posto a ferros em inúmeras prisões e instituições psiquiátricas anunciando com a sua trajetória os sofrimentos que muitos intelectuais haveriam de passar sob os regimes totalitários no século XX. Sade morreu lucidíssimo dentro de um hospital psiquiátrico (em Charenton onde conviveu com um importante artista plástico da época – Hubert Robert e na tela “Germinal” pintada dentro do hospício a sombra mais corpulenta ali desenhada é a do próprio Sade), e enquanto lá esteve encenou várias peças com os internos do hospital (Peter Weiss retoma esse aspecto da lucidez política sadiana), fez da sua obra, do seu teatro, um permanente ensaio libertário sobre o indivíduo esmagado pelas institucionalidades políticas dos poderes discricionários. 

A trajetória de Sade é uma marca intelectual anticapitalista como poucas, o que entendo deste artigo do João Bernardo sobre a obra atualíssima de Marat (e da minha defesa, talvez despropositada, mas certamente muito mal escrita, do personagem Sade), é que além do controle popular dos poderes públicos estaria afirmada como fundamental a ação política do intelectual em permanente marca de intransigência frente à “autonomia” dos poderes instituídos das classes dominantes capitalistas, nesse sentido vejo as trajetórias de Marat e Sade como exemplos contundentes do que deveria ser efetivamente o trabalho intelectual neste nosso mundo sempre tão permanentemente estraçalhado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amanda, os &#8220;populares&#8221; estavam estraçalhados durante a revolução francesa, os &#8220;populares&#8221; sempre estão estraçalhados em qualquer momento do processo histórico capitalista; quis apenas sugerir que houve um &#8220;maratiano&#8221; radical (um dos poucos intelectuais que fez do seu exercício político público uma ação prática em defesa da autonomia, da soberania do poder popular, refiro-me a Sade, evidentemente) com uma trajetória política e intelectual distinta daquela que marcou Marat, mas que ainda assim não se esquivou com a sua obra e com sua trajetória de estar ao lado dos &#8220;populares estraçalhados&#8221; mostrando ao mundo como esses ainda poderiam ser mais &#8220;estraçalhados&#8221; se deixassem à solta a &#8220;raça de senhores&#8221; do poder absoluto sem qualquer controle institucional popular. </p>
<p>Sade foi um intelectual libertário, Amanda, enfrentou como poucos enfrentaram (apenas Marat pode ser um equivalente histórico) a institucionalidade bestial do poder autocrático em todos os regimes que lhe foram contemporâneos. Quis apenas afirmar a atualidade de Marat e a atualidade de um contemporâneo seu, alguém que não foi assassinado pela revolução, mas que foi posto a ferros em inúmeras prisões e instituições psiquiátricas anunciando com a sua trajetória os sofrimentos que muitos intelectuais haveriam de passar sob os regimes totalitários no século XX. Sade morreu lucidíssimo dentro de um hospital psiquiátrico (em Charenton onde conviveu com um importante artista plástico da época – Hubert Robert e na tela “Germinal” pintada dentro do hospício a sombra mais corpulenta ali desenhada é a do próprio Sade), e enquanto lá esteve encenou várias peças com os internos do hospital (Peter Weiss retoma esse aspecto da lucidez política sadiana), fez da sua obra, do seu teatro, um permanente ensaio libertário sobre o indivíduo esmagado pelas institucionalidades políticas dos poderes discricionários. </p>
<p>A trajetória de Sade é uma marca intelectual anticapitalista como poucas, o que entendo deste artigo do João Bernardo sobre a obra atualíssima de Marat (e da minha defesa, talvez despropositada, mas certamente muito mal escrita, do personagem Sade), é que além do controle popular dos poderes públicos estaria afirmada como fundamental a ação política do intelectual em permanente marca de intransigência frente à “autonomia” dos poderes instituídos das classes dominantes capitalistas, nesse sentido vejo as trajetórias de Marat e Sade como exemplos contundentes do que deveria ser efetivamente o trabalho intelectual neste nosso mundo sempre tão permanentemente estraçalhado.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Amanda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75737</link>

		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Aug 2012 01:22:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O fato de os populares estarem estraçalhados no momento faz com que um texto sobre autonomia dê origem a um debate acadêmico (o termo é sempre usado pejorativamente) sobre a relação Sade-Marat.

Por fim, mesmo quando a soberania popular é abordada os debatedores a abordam de forma meramente teórica, abstrata.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fato de os populares estarem estraçalhados no momento faz com que um texto sobre autonomia dê origem a um debate acadêmico (o termo é sempre usado pejorativamente) sobre a relação Sade-Marat.</p>
<p>Por fim, mesmo quando a soberania popular é abordada os debatedores a abordam de forma meramente teórica, abstrata.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas Gordon		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75719</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gordon]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Aug 2012 23:11:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tomarei a liberdade de um intervalo no tema de Sade apenas para trazer um comentário menor e com propósito de mera indicação: em seu último livro &quot;A esquerda que não teme dizer seu nome&quot;, Vladimir Safatle aborda e defende a idéia de soberania popular dentro do cenário político atual. Interessante ver como uma idéia realmente pode dar certo no sentido de manter-se no campo da esquerda por séculos, nas diversas tendências, afinal estou aqui mencionando um autor mais bem ligado à social-democracia do que a qualquer corrente dita revolucionária ou de extrema-esquerda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tomarei a liberdade de um intervalo no tema de Sade apenas para trazer um comentário menor e com propósito de mera indicação: em seu último livro &#8220;A esquerda que não teme dizer seu nome&#8221;, Vladimir Safatle aborda e defende a idéia de soberania popular dentro do cenário político atual. Interessante ver como uma idéia realmente pode dar certo no sentido de manter-se no campo da esquerda por séculos, nas diversas tendências, afinal estou aqui mencionando um autor mais bem ligado à social-democracia do que a qualquer corrente dita revolucionária ou de extrema-esquerda.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75672</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Aug 2012 15:03:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52523#comment-75672</guid>

					<description><![CDATA[João Bernardo tem parcial razão em associar a obra de Sade à SS nazista, existem largos exemplos que justificariam tal remissão, vejamos aqui um exemplo do que poderia justificar, para usar a terminologia do próprio João Bernardo - “raça de senhores” - apresentada ele no seu magnífico livro de Labirintos do Fascismo (Porto, Afrontamento, 2003):

“(...) não é injusto impedir que venha ao mundo um ser que certamente lhe será inútil. A espécie humana deve ser depurada no berço; só assim ireis prevenir e suprimir de seu seio tudo aquilo que jamais seria útil à sociedade. Eis os únicos meios razoáveis de diminuir uma população que, por ser extensa demais, é (...) o mais perigoso dos abusos” (Sade, A filosofia na alcova [tradução de Augusto Borges Contador] São Paulo, Iluminuras, 1999, p. 168).

Quem afirma estas palavras é o personagem – o cínico (o termo é do próprio Sade) aristocrata, o senhor Dolmancé.  No prefácio que Sade escreveu para o seu livro, Os 120 dias de Sodoma, afirma assim: 

“As guerras consideráveis que Luís XIV travou durante seu reinado, espoliando as finanças do Estado e os recursos do povo, enriqueceram secretamente uma multidão de sanguessugas sempre atenta às calamidades públicas, que provocam e nunca aplacam, para tirar proveito com maiores vantagens. (...) Pouco antes do fim desse Reinado e do Regente tentar forçar essa multidão de vigaristas a restituir tudo que tomara, por meio do famoso tribunal conhecido como Chambre de Justice, quatro dentre eles imaginaram as singulares orgias de devassidão que vamos relatar” (Sade. Os 120 dias de Sodoma [tradução de Alain François]. São Paulo, Iluminuras, 2006, p. 15).

O que Sade constrói como narrativa literária é a denúncia do universo enlouquecido de senhores sem freio social algum, com a sua literatura pornográfica, Sade fazia política, na sua literatura encontramos o maior libelo contra o poder sem freios, não se pode afirmar nunca que Sade pudesse ser um “senhor” como os seus personagens literários, muito ao contrário, com as descrições escatológicas do poder absoluto enlouquecido, Sade afirmava-se como um igual a Marat, se Marat sofreu o inferno excruciante da perseguição política, da humilhação, do assassinato sem nunca se calar no seu grito contra o poder absoluto, Sade fez o mesmo durante a sua trajetória de 74 anos de vida, quando passou 27 anos preso em 11 prisões diferentes e em três regimes políticos diferentes: foi encarcerado por insidiosa perseguição da sua sogra (que o acusava perante a autoridades e opinião pública de ser ele um louco sexual [porque foi denunciado por duas prostitutas que foram à polícia reclamar que o senhor Sade queria apenas que elas “peidassem” após comer balas de anis e porque nada quis delas no que se refere ao trabalho no qual elas eram especialistas] e vigarista com as finanças de sua família) durante o regime monarquista; foi encarcerado porque acusado de “moderado” pelos jacobinos (pois era contra a pena de morte, contra a guilhotina); e também foi encarcerado, já no império napoleônico quando foi acusado de escritor pornográfico, de 1804 até o fim da sua vida (1814). 

Um dos grandes documentos de celebração da memória política de Jean-Paul Marat foi escrito e lido por Sade (em 29 de setembro de 1793) quando ainda era comissário “jacobino” em Piques (na nota acima errei a data), refiro-me ao Discurso às Almas de Marat e de Le Pelletier, vistos como “mártires da liberdade”. Esse texto teve ampla divulgação na Convenção Nacional.

Mais um detalhe, para concluir. Leio no livro de Olivier Coquard - Marat, o amigo do povo (Tradução de C. H. Silva, São Paulo, Scritta, 1996, p. 203), infelizmente é a única biografia de Marat que tenho em mãos, que eram muito comuns os erros tipográficos nos jornais que Marat publicava erros esses que lhe custavam grandes embaraços políticos porque muitas vezes trocavam-se nomes como o do Marquês de La Salle pelo do Marquês de Sade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo tem parcial razão em associar a obra de Sade à SS nazista, existem largos exemplos que justificariam tal remissão, vejamos aqui um exemplo do que poderia justificar, para usar a terminologia do próprio João Bernardo &#8211; “raça de senhores” &#8211; apresentada ele no seu magnífico livro de Labirintos do Fascismo (Porto, Afrontamento, 2003):</p>
<p>“(&#8230;) não é injusto impedir que venha ao mundo um ser que certamente lhe será inútil. A espécie humana deve ser depurada no berço; só assim ireis prevenir e suprimir de seu seio tudo aquilo que jamais seria útil à sociedade. Eis os únicos meios razoáveis de diminuir uma população que, por ser extensa demais, é (&#8230;) o mais perigoso dos abusos” (Sade, A filosofia na alcova [tradução de Augusto Borges Contador] São Paulo, Iluminuras, 1999, p. 168).</p>
<p>Quem afirma estas palavras é o personagem – o cínico (o termo é do próprio Sade) aristocrata, o senhor Dolmancé.  No prefácio que Sade escreveu para o seu livro, Os 120 dias de Sodoma, afirma assim: </p>
<p>“As guerras consideráveis que Luís XIV travou durante seu reinado, espoliando as finanças do Estado e os recursos do povo, enriqueceram secretamente uma multidão de sanguessugas sempre atenta às calamidades públicas, que provocam e nunca aplacam, para tirar proveito com maiores vantagens. (&#8230;) Pouco antes do fim desse Reinado e do Regente tentar forçar essa multidão de vigaristas a restituir tudo que tomara, por meio do famoso tribunal conhecido como Chambre de Justice, quatro dentre eles imaginaram as singulares orgias de devassidão que vamos relatar” (Sade. Os 120 dias de Sodoma [tradução de Alain François]. São Paulo, Iluminuras, 2006, p. 15).</p>
<p>O que Sade constrói como narrativa literária é a denúncia do universo enlouquecido de senhores sem freio social algum, com a sua literatura pornográfica, Sade fazia política, na sua literatura encontramos o maior libelo contra o poder sem freios, não se pode afirmar nunca que Sade pudesse ser um “senhor” como os seus personagens literários, muito ao contrário, com as descrições escatológicas do poder absoluto enlouquecido, Sade afirmava-se como um igual a Marat, se Marat sofreu o inferno excruciante da perseguição política, da humilhação, do assassinato sem nunca se calar no seu grito contra o poder absoluto, Sade fez o mesmo durante a sua trajetória de 74 anos de vida, quando passou 27 anos preso em 11 prisões diferentes e em três regimes políticos diferentes: foi encarcerado por insidiosa perseguição da sua sogra (que o acusava perante a autoridades e opinião pública de ser ele um louco sexual [porque foi denunciado por duas prostitutas que foram à polícia reclamar que o senhor Sade queria apenas que elas “peidassem” após comer balas de anis e porque nada quis delas no que se refere ao trabalho no qual elas eram especialistas] e vigarista com as finanças de sua família) durante o regime monarquista; foi encarcerado porque acusado de “moderado” pelos jacobinos (pois era contra a pena de morte, contra a guilhotina); e também foi encarcerado, já no império napoleônico quando foi acusado de escritor pornográfico, de 1804 até o fim da sua vida (1814). </p>
<p>Um dos grandes documentos de celebração da memória política de Jean-Paul Marat foi escrito e lido por Sade (em 29 de setembro de 1793) quando ainda era comissário “jacobino” em Piques (na nota acima errei a data), refiro-me ao Discurso às Almas de Marat e de Le Pelletier, vistos como “mártires da liberdade”. Esse texto teve ampla divulgação na Convenção Nacional.</p>
<p>Mais um detalhe, para concluir. Leio no livro de Olivier Coquard &#8211; Marat, o amigo do povo (Tradução de C. H. Silva, São Paulo, Scritta, 1996, p. 203), infelizmente é a única biografia de Marat que tenho em mãos, que eram muito comuns os erros tipográficos nos jornais que Marat publicava erros esses que lhe custavam grandes embaraços políticos porque muitas vezes trocavam-se nomes como o do Marquês de La Salle pelo do Marquês de Sade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75576</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2012 21:34:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52523#comment-75576</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo,
Certamente eu não tenho o conhecimento de que o Sr. dispõe, nem o vosso acesso aos documentos históricos mais relevantes. Por isso, como não disponho, certamente, nem do recurso, nem do tempo, nem do preparo necessário para proceder a associações históricas de semelhante qualidade, sou obrigado a fazer recurso ao que outros, certamente mais brilhantes, escreveram. E em momento algum quis desmerecer vossas associações históricas: imaginei eu, de início, que vossa resposta seria a de oferecer um maior desenvolvimento, um embasamento documental ou, ainda, uma referência bibliográfica que pudesse corroborar vosso comentário e, ainda, nutrir minha sede por conhecimento. Comentei, mais como um estudante que possui uma dúvida, do que como alguém que cria polêmicas em tom professoral. Sendo assim, seria muito do meu agrado que o Sr., melhor informado e melhor preparado para proceder a análises históricas, me indicasse o caminho a tomar. Desde já peço perdão pelo aborrecimento que eu possa ter lhe causado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo,<br />
Certamente eu não tenho o conhecimento de que o Sr. dispõe, nem o vosso acesso aos documentos históricos mais relevantes. Por isso, como não disponho, certamente, nem do recurso, nem do tempo, nem do preparo necessário para proceder a associações históricas de semelhante qualidade, sou obrigado a fazer recurso ao que outros, certamente mais brilhantes, escreveram. E em momento algum quis desmerecer vossas associações históricas: imaginei eu, de início, que vossa resposta seria a de oferecer um maior desenvolvimento, um embasamento documental ou, ainda, uma referência bibliográfica que pudesse corroborar vosso comentário e, ainda, nutrir minha sede por conhecimento. Comentei, mais como um estudante que possui uma dúvida, do que como alguém que cria polêmicas em tom professoral. Sendo assim, seria muito do meu agrado que o Sr., melhor informado e melhor preparado para proceder a análises históricas, me indicasse o caminho a tomar. Desde já peço perdão pelo aborrecimento que eu possa ter lhe causado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/52523/#comment-75575</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Aug 2012 21:18:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=52523#comment-75575</guid>

					<description><![CDATA[Fagner Enrique,
Já que tece considerações acerca do carácter sumário das associações históricas a que eu procedo, gostaria que me informasse o que você leu da literatura erótica de Sade. E que documentação você leu relativamente aos SS, sobretudo documentação interna? Porque se se limitou a ler o que outros escreveram sobre o assunto, é muito pouco.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner Enrique,<br />
Já que tece considerações acerca do carácter sumário das associações históricas a que eu procedo, gostaria que me informasse o que você leu da literatura erótica de Sade. E que documentação você leu relativamente aos SS, sobretudo documentação interna? Porque se se limitou a ler o que outros escreveram sobre o assunto, é muito pouco.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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