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	Comentários sobre: O PROIFES e a greve nas Universidades Federais	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: joao silva		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-77713</link>

		<dc:creator><![CDATA[joao silva]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Aug 2012 22:09:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[olivio, penso na parcialidade que pode haver. agora os antigoes do judiciario com supersalarios mendigam aumento. o stf julga e livra os mensaleiros ao mesmo tempo que se fala em aumento para o judiciário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>olivio, penso na parcialidade que pode haver. agora os antigoes do judiciario com supersalarios mendigam aumento. o stf julga e livra os mensaleiros ao mesmo tempo que se fala em aumento para o judiciário.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: olivio wilson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-76939</link>

		<dc:creator><![CDATA[olivio wilson]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Aug 2012 11:04:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[POR QUE OS PROFESSORES NÃO ENTRAM COM PEDIDO DE DISSIDIO COLETIVO E RESOLVEM LOGO ISSO NOS TRIBUNAIS...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>POR QUE OS PROFESSORES NÃO ENTRAM COM PEDIDO DE DISSIDIO COLETIVO E RESOLVEM LOGO ISSO NOS TRIBUNAIS&#8230;</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Braz Batista Vas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-76631</link>

		<dc:creator><![CDATA[Braz Batista Vas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Aug 2012 19:40:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Prof. João Alberto da Costa Pinto,
Ingressei na Universidade Federal do Tocantins em 2003, dentro desse processo de expansão das universidades federais, e, no nosso caso, trata-se de, literalmente, construir uma nova universidade, permeada por práticas, idéias e perspectivas que impõem-nos muita resistência, imensas cobranças, parcas ferramentas de trabalho e péssima remuneração para uma instituição que se propõe interiorizadora. Me identifiquei com a nova geração (de &quot;frangotes&quot;) indicada em seu texto. Como há muita poeira debaixo desse tapete, creio que profícuo e necessário aprofundar e ampliar esse debate. Aqui no Tocantins também sou um desses &quot;associados a Unimed&quot;. Enfim, essa coisa toda é mais generalizada do que se apresenta inicialmente... Cumprimento-o pelo ótimo texto!
Saudações tocantinenses!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Prof. João Alberto da Costa Pinto,<br />
Ingressei na Universidade Federal do Tocantins em 2003, dentro desse processo de expansão das universidades federais, e, no nosso caso, trata-se de, literalmente, construir uma nova universidade, permeada por práticas, idéias e perspectivas que impõem-nos muita resistência, imensas cobranças, parcas ferramentas de trabalho e péssima remuneração para uma instituição que se propõe interiorizadora. Me identifiquei com a nova geração (de &#8220;frangotes&#8221;) indicada em seu texto. Como há muita poeira debaixo desse tapete, creio que profícuo e necessário aprofundar e ampliar esse debate. Aqui no Tocantins também sou um desses &#8220;associados a Unimed&#8221;. Enfim, essa coisa toda é mais generalizada do que se apresenta inicialmente&#8230; Cumprimento-o pelo ótimo texto!<br />
Saudações tocantinenses!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-76415</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Aug 2012 01:33:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Meu caro.

Ótimo texto esse seu. Senti-me dentro dele frente à estrutura que temos aqui, na UNIFEI, na qual a greve não foi instaurada justamente devido aos &quot;PROEFIANOS&quot; que temos por aqui, embora filiados a ANDES.


Meus parabéns.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu caro.</p>
<p>Ótimo texto esse seu. Senti-me dentro dele frente à estrutura que temos aqui, na UNIFEI, na qual a greve não foi instaurada justamente devido aos &#8220;PROEFIANOS&#8221; que temos por aqui, embora filiados a ANDES.</p>
<p>Meus parabéns.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: xavier		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-76307</link>

		<dc:creator><![CDATA[xavier]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 03:26:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de sugerir aqui, para todos que estão envolvidos na luta e acompanhando esse debate, para que leiam o seguinte texto - que, na minha opinião, é interessantíssimo, pelo ineditismo da perspectiva de um engenheiro se expressando publicamente sobre a greve:

http://revistaforum.com.br/blog/2012/07/a-greve-do-ensino-publico-e-as-engenharias/

Abraços e espero que o debate prossiga.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de sugerir aqui, para todos que estão envolvidos na luta e acompanhando esse debate, para que leiam o seguinte texto &#8211; que, na minha opinião, é interessantíssimo, pelo ineditismo da perspectiva de um engenheiro se expressando publicamente sobre a greve:</p>
<p><a href="http://revistaforum.com.br/blog/2012/07/a-greve-do-ensino-publico-e-as-engenharias/" rel="nofollow ugc">http://revistaforum.com.br/blog/2012/07/a-greve-do-ensino-publico-e-as-engenharias/</a></p>
<p>Abraços e espero que o debate prossiga.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-76036</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Aug 2012 09:02:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Marcos Gean,
o texto não é uma coisa nem outra, é apenas o texto que você leu. E fico-lhe imensamente grato por isso. Abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marcos Gean,<br />
o texto não é uma coisa nem outra, é apenas o texto que você leu. E fico-lhe imensamente grato por isso. Abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Alberto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-76035</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Alberto]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Aug 2012 09:00:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado Xavier,
Reitero as palavras de Cássio Tavares. Os jovens professores são um produto das novas formas capitalistas na universidade, mas além de produto são também os principais produtores do processo sistêmico que retroalimenta essas formas capitalistas a patamares tecnológicos nunca antes vistos, esse é um processo irreversível. Esse é o ponto a considerar, o revolucionamento produtivo-administrativo porque passa a universidade brasileira já vem encontrando nas práticas desses &quot;jovens&quot; professores a sua eficiência maior, contudo, com a greve, esses professores desenvolvem uma cultura institucional com outro tipo de práticas, organizam-se em práticas de solidariedade entre si como há muito tempo não se via, esse algo novo se permanentemente reiterado é que poderia ultrapassar a lógica predatória dessa nova universidade, dessas relações de solidariedade de novo tipo que a greve promove é que poderão nascer as condições para que tais professores possam controlar a universidade  sob outras perspectivas, e quem sabe assim possam manter-se bastante jovens quando já estiverem velhos; mas, bem sabemos que  é impossível interromper a institucionalidade da mais-valia relativa no interior da universidade se essa universidade preservar-se tal como está: como uma das peças fundamentais das condições gerais da produção capitalista.

Com as ferramentas de mídia hoje disponíveis para qualquer estudante, ferramentas de comunicação, de informação e de exposição de opiniões, a figura central do intelectual crítico de antes tão presente nos velhos mundos das comunicações concentradas, com poucos jornais, nenhuma mídia “social” [sem facebook, sem e-mails, sem internet, etc.], num mundo em que ainda ficávamos na rua em filas de “orelhões” com fichas telefônicas na mão à espera para conversar com as nossas namoradas, num mundo assim o intelectual público talvez ainda fizesse sentido para todos nós; mas, hoje, com tanta informação disponível e com as tecnologias que carregamos nos bolsos das calças, o que se depreende é que não precisamos mais dos velhos oráculos a nos “guiar” e nem eles têm mais alguma coisa a dizer. Noutro dia assisti constrangido a uma entrevista do professor Francisco de Oliveira no programa Roda Viva da TV Cultura, o famoso professor marxista da década de 1970, com a sua saúde bastante debilitada passou as duas horas do programa sem nada dizer, o mesmo silêncio, o mesmo vazio encontramos nos outros poucos marxistas universitários. Com esta greve nacional nas universidades federais, os senhores e as pouquíssimas senhoras do marxismo brasileiro mantêm-se em silêncios e vazios absolutos. E ninguém precisa deles para nada, que se mantenham no silêncio trivial dos cargos que ocupam nas hierarquias das universidades, veja como há uma quantidade expressiva de “marxistas” na direção das universidades públicas. E aqueles outros marxistas que se dizem “à margem” de tudo, mas sempre dentro da universidade, esses então é que nada têm a dizer frente aos acontecimentos da greve porque isso os obrigaria a sair da frente dos espelhos autorreferentes, coisa que jamais farão. Uma miséria, mas uma miséria da qual apenas eles padecem. Repito: o extraordinário da greve é a força da imaginação dos professores na organização da mesma, é impressionante o trabalho, a criatividade e a imaginação em ação desses jovens e velhos professores, umas poucas dezenas que depois em assembleias com várias centenas tornam-se invencíveis pela solidariedade ali construída, em instantes assim, a Universidade volta a ter outros significados históricos para muito além do capital.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Xavier,<br />
Reitero as palavras de Cássio Tavares. Os jovens professores são um produto das novas formas capitalistas na universidade, mas além de produto são também os principais produtores do processo sistêmico que retroalimenta essas formas capitalistas a patamares tecnológicos nunca antes vistos, esse é um processo irreversível. Esse é o ponto a considerar, o revolucionamento produtivo-administrativo porque passa a universidade brasileira já vem encontrando nas práticas desses &#8220;jovens&#8221; professores a sua eficiência maior, contudo, com a greve, esses professores desenvolvem uma cultura institucional com outro tipo de práticas, organizam-se em práticas de solidariedade entre si como há muito tempo não se via, esse algo novo se permanentemente reiterado é que poderia ultrapassar a lógica predatória dessa nova universidade, dessas relações de solidariedade de novo tipo que a greve promove é que poderão nascer as condições para que tais professores possam controlar a universidade  sob outras perspectivas, e quem sabe assim possam manter-se bastante jovens quando já estiverem velhos; mas, bem sabemos que  é impossível interromper a institucionalidade da mais-valia relativa no interior da universidade se essa universidade preservar-se tal como está: como uma das peças fundamentais das condições gerais da produção capitalista.</p>
<p>Com as ferramentas de mídia hoje disponíveis para qualquer estudante, ferramentas de comunicação, de informação e de exposição de opiniões, a figura central do intelectual crítico de antes tão presente nos velhos mundos das comunicações concentradas, com poucos jornais, nenhuma mídia “social” [sem facebook, sem e-mails, sem internet, etc.], num mundo em que ainda ficávamos na rua em filas de “orelhões” com fichas telefônicas na mão à espera para conversar com as nossas namoradas, num mundo assim o intelectual público talvez ainda fizesse sentido para todos nós; mas, hoje, com tanta informação disponível e com as tecnologias que carregamos nos bolsos das calças, o que se depreende é que não precisamos mais dos velhos oráculos a nos “guiar” e nem eles têm mais alguma coisa a dizer. Noutro dia assisti constrangido a uma entrevista do professor Francisco de Oliveira no programa Roda Viva da TV Cultura, o famoso professor marxista da década de 1970, com a sua saúde bastante debilitada passou as duas horas do programa sem nada dizer, o mesmo silêncio, o mesmo vazio encontramos nos outros poucos marxistas universitários. Com esta greve nacional nas universidades federais, os senhores e as pouquíssimas senhoras do marxismo brasileiro mantêm-se em silêncios e vazios absolutos. E ninguém precisa deles para nada, que se mantenham no silêncio trivial dos cargos que ocupam nas hierarquias das universidades, veja como há uma quantidade expressiva de “marxistas” na direção das universidades públicas. E aqueles outros marxistas que se dizem “à margem” de tudo, mas sempre dentro da universidade, esses então é que nada têm a dizer frente aos acontecimentos da greve porque isso os obrigaria a sair da frente dos espelhos autorreferentes, coisa que jamais farão. Uma miséria, mas uma miséria da qual apenas eles padecem. Repito: o extraordinário da greve é a força da imaginação dos professores na organização da mesma, é impressionante o trabalho, a criatividade e a imaginação em ação desses jovens e velhos professores, umas poucas dezenas que depois em assembleias com várias centenas tornam-se invencíveis pela solidariedade ali construída, em instantes assim, a Universidade volta a ter outros significados históricos para muito além do capital.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Cássio Tavares		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-75999</link>

		<dc:creator><![CDATA[Cássio Tavares]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Aug 2012 03:24:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Xavier,

Creio que o que você aponta como o mais interessante é com certeza de fato o mais interessante. Essas parecem ser as duas grandes tendências, se o colega João Alberto, e eu com ele, não erramos a mira.  Mas o pessimismo resultante não deve se tornar acachapante --- deve ser o da lucidez prevenida, porque a história nunca é feita só de grandes tendências.

O João Alberto, com sutis ironias (se entendi direito) tem o propósito de descrever grandes tendências, e o faz de modo instigante e inteligente.  As respostas às suas perguntas estão em parte no artigo (nessas grandes linhas, elas desanimam); mas na outra parte suas perguntas nos levam para fora do artigo.  O legal de haver no capitalismo uma contradição insuperável (dentro dele) é que o Capital é incapaz de controle absoluto dos processos históricos --- o sentido histórico das coisas lhe escapa.  Dentro das grandes tendências sempre há forças inconformes que não são &quot;contabilizadas&quot; e, de vez em quando, se a configuração do momento e do movimento estão no preciso alinhamento que coloque essas forças inconformes em condição de tornarem-se o fiel da balança, aí coisas interessantes e imprevistas podem acontecer --- como acontecem aqui e ali, no tempo da História.  Fazer revolução não é pra qualquer hora, e ninguém poderá dizer a que hora será --- o que não significa que não estejamos aqui, empurrando o prato.

Concretamente, alguns pontos da pauta da atual greve são bastante consensuais, outros nem tanto.  Mas os motivos pelos quais cada professor individual apoia determinado ponto podem variar muito.  Dentro da resistência ao novo modelo em vias de implantação (na lógica da mais-valia relativa) podem incluir-se tanto muitos saudosistas do velho modelo quanto muitos frangotes defensores de projetos alternativos para a universidade.  Penso que os ganhos dessa greve não serão talvez nada revolucionários, mas o processo da greve modela o próprio movimento docente e pode abrir para ele um quadro mais arejado de possibilidades para o futuro.  Já será um ganho.  Se vier mais, melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Xavier,</p>
<p>Creio que o que você aponta como o mais interessante é com certeza de fato o mais interessante. Essas parecem ser as duas grandes tendências, se o colega João Alberto, e eu com ele, não erramos a mira.  Mas o pessimismo resultante não deve se tornar acachapante &#8212; deve ser o da lucidez prevenida, porque a história nunca é feita só de grandes tendências.</p>
<p>O João Alberto, com sutis ironias (se entendi direito) tem o propósito de descrever grandes tendências, e o faz de modo instigante e inteligente.  As respostas às suas perguntas estão em parte no artigo (nessas grandes linhas, elas desanimam); mas na outra parte suas perguntas nos levam para fora do artigo.  O legal de haver no capitalismo uma contradição insuperável (dentro dele) é que o Capital é incapaz de controle absoluto dos processos históricos &#8212; o sentido histórico das coisas lhe escapa.  Dentro das grandes tendências sempre há forças inconformes que não são &#8220;contabilizadas&#8221; e, de vez em quando, se a configuração do momento e do movimento estão no preciso alinhamento que coloque essas forças inconformes em condição de tornarem-se o fiel da balança, aí coisas interessantes e imprevistas podem acontecer &#8212; como acontecem aqui e ali, no tempo da História.  Fazer revolução não é pra qualquer hora, e ninguém poderá dizer a que hora será &#8212; o que não significa que não estejamos aqui, empurrando o prato.</p>
<p>Concretamente, alguns pontos da pauta da atual greve são bastante consensuais, outros nem tanto.  Mas os motivos pelos quais cada professor individual apoia determinado ponto podem variar muito.  Dentro da resistência ao novo modelo em vias de implantação (na lógica da mais-valia relativa) podem incluir-se tanto muitos saudosistas do velho modelo quanto muitos frangotes defensores de projetos alternativos para a universidade.  Penso que os ganhos dessa greve não serão talvez nada revolucionários, mas o processo da greve modela o próprio movimento docente e pode abrir para ele um quadro mais arejado de possibilidades para o futuro.  Já será um ganho.  Se vier mais, melhor.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Márcio Cruzeiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-75917</link>

		<dc:creator><![CDATA[Márcio Cruzeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 12:18:08 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62671#comment-75917</guid>

					<description><![CDATA[Brilhante o seu artigo, João. Algo nele me parece assombroso: a percepção de que todas as lutas na atual institucionalidade política brasileira são lutas entre opostos capitalistas. Isso revela a onipotência de um modelo cujo fim já não pode mais ser previsto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Brilhante o seu artigo, João. Algo nele me parece assombroso: a percepção de que todas as lutas na atual institucionalidade política brasileira são lutas entre opostos capitalistas. Isso revela a onipotência de um modelo cujo fim já não pode mais ser previsto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos Gean		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/62671/#comment-75913</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos Gean]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2012 11:53:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=62671#comment-75913</guid>

					<description><![CDATA[Vejam que peróla: &quot;Defender a universidade pública é defender o êxito de um projeto capitalista de excelência para o país. Nesse sentido, a luta dos professores nesta greve é pela manutenção exitosa do projeto capitalista que os governos Lula-Dilma colocaram em movimento.&quot; Um texto panfletário e maniqueísta. 
Isso seria exemplo de um texto profundo ou mais um daqueles esclarecimentos de conjuntura elaborados por intelectuais de vanguarda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejam que peróla: &#8220;Defender a universidade pública é defender o êxito de um projeto capitalista de excelência para o país. Nesse sentido, a luta dos professores nesta greve é pela manutenção exitosa do projeto capitalista que os governos Lula-Dilma colocaram em movimento.&#8221; Um texto panfletário e maniqueísta.<br />
Isso seria exemplo de um texto profundo ou mais um daqueles esclarecimentos de conjuntura elaborados por intelectuais de vanguarda?</p>
]]></content:encoded>
		
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