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	Comentários sobre: Conservadorismo nacional e qualidade estética: Tropa de Elite I e a formação do cinema brasileiro contemporâneo de entretenimento (1ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Justino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63179/#comment-186480</link>

		<dc:creator><![CDATA[Justino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Feb 2014 21:00:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Poxa! Faz tempo o lançamento, mas vi os filmes (TE I e II) ontem pela primeira vez. Grandes obras, no entanto, para mim o segundo filme é um pedido de desculpas pelo primeiro.

Não que o TE I tenha sido ruim, o considero extremamente superior inclusive. Ele aponta realmente os agentes do processo (o maconheiro que financia, o policial lambe saco, o batalhão sanguinário, o trafi...).

O importante é que mostra o crime como ESCOLHA CONSCIENTE (único ponto em que o filme é congruente com a &quot;direita&quot;) e portanto responsabiliza o &#039;vagabundo&#039; por suas ações ao invés de dar a ele o coitadismo advindo de uma situação adversa de vida.

Posso dizer que 90% das pessoas do morro de onde eu vim são honestas. Portanto, se a maioria das pessoas não são influenciadas pela sua condição a ponto de ingressar no crime porque 10% de criminosos seriam &#039;vítimas da sociedade&#039;?

Se alguns escrevem que o filme exprime uma justificativa para as atrocidades do Nascimento. O que dizer de uma massa intelectual que vitimiza ladrões e assassinos colocando na conta da classe trabalhadora?

Para mim, o filme (TC I) mostra a crueldade exagerada do BOPE não como resposta a um sistema falho, mas a comportamentos INDIVIDUAIS tão ou mais inescrupulosos por parte do crime nas ruas e nas instituições.

Triste é ver gente vendo o capetão como herói sendo ele um ser moralmente estuprado pelo treinamento militar. E o pior, gente chamando o filme de &#039;fascista&#039;... tenha dó.

É uma guerra do Iraque por ano (50 à 70 mil assassinatos REGISTRADOS) acontecendo na nossa cara. Vamo criar Vergonha, porra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poxa! Faz tempo o lançamento, mas vi os filmes (TE I e II) ontem pela primeira vez. Grandes obras, no entanto, para mim o segundo filme é um pedido de desculpas pelo primeiro.</p>
<p>Não que o TE I tenha sido ruim, o considero extremamente superior inclusive. Ele aponta realmente os agentes do processo (o maconheiro que financia, o policial lambe saco, o batalhão sanguinário, o trafi&#8230;).</p>
<p>O importante é que mostra o crime como ESCOLHA CONSCIENTE (único ponto em que o filme é congruente com a &#8220;direita&#8221;) e portanto responsabiliza o &#8216;vagabundo&#8217; por suas ações ao invés de dar a ele o coitadismo advindo de uma situação adversa de vida.</p>
<p>Posso dizer que 90% das pessoas do morro de onde eu vim são honestas. Portanto, se a maioria das pessoas não são influenciadas pela sua condição a ponto de ingressar no crime porque 10% de criminosos seriam &#8216;vítimas da sociedade&#8217;?</p>
<p>Se alguns escrevem que o filme exprime uma justificativa para as atrocidades do Nascimento. O que dizer de uma massa intelectual que vitimiza ladrões e assassinos colocando na conta da classe trabalhadora?</p>
<p>Para mim, o filme (TC I) mostra a crueldade exagerada do BOPE não como resposta a um sistema falho, mas a comportamentos INDIVIDUAIS tão ou mais inescrupulosos por parte do crime nas ruas e nas instituições.</p>
<p>Triste é ver gente vendo o capetão como herói sendo ele um ser moralmente estuprado pelo treinamento militar. E o pior, gente chamando o filme de &#8216;fascista&#8217;&#8230; tenha dó.</p>
<p>É uma guerra do Iraque por ano (50 à 70 mil assassinatos REGISTRADOS) acontecendo na nossa cara. Vamo criar Vergonha, porra.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Caio Moretti Augusto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63179/#comment-78488</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio Moretti Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Sep 2012 10:01:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu acrescentaria a esses dados do livro o fato de que o tráfico fortemente armado servir também como um modo da barguesia controlar e reprimir os proletários nas favelas, submetendo-os à luta intraburguesa (burgueses traficantes versus a burguesia restante), eliminando desse movo os movimentos de auto-organização que nos anos 70 tinham começado a se estabelecer

curti.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acrescentaria a esses dados do livro o fato de que o tráfico fortemente armado servir também como um modo da barguesia controlar e reprimir os proletários nas favelas, submetendo-os à luta intraburguesa (burgueses traficantes versus a burguesia restante), eliminando desse movo os movimentos de auto-organização que nos anos 70 tinham começado a se estabelecer</p>
<p>curti.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63179/#comment-78179</link>

		<dc:creator><![CDATA[Humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Aug 2012 13:16:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A meu ver o filme é péssimo tanto estética (literalmente, o filme só tem ódio e feiura) quanto politicamente (o filme idolatra a repressão  como a solução para tudo).

Quanto ao livro Elite da Tropa, é infinitamente melhor do que o filme. O livro mostra que a violência no Rio de Janeiro não é algo &quot;espontâneo&quot;. O livro mostra como e por quê o tráfico de drogas no Rio de Janeiro se diferenciou, no fim dos anos 70 e início dos 80, do tráfico que existe &quot;normalmente&quot; em todas as outras cidades e países do mundo. 

O tráfico no Rio não era formado por bandos bélicos fortemente armados como depois se tornou, ele era igual ao tráfico na maioria das cidades do mundo (semelhante ao contrabando desarmado de bugingangas, com poucas armas). A causa da mudança foi a intensificação da política de extermínio sob a cobertura da ditadura militar. 

Uma parte da polícia (origem do que depois veio a ser o BOPE) passou a ter ordem explícita de chegar na favela para matar e não render (o livro justifica a instauração dessa política dizendo que os filhos dos militares, em plena moda hipie, tendiam a virar viciados, o que levou os militares a querer &quot;acabar com o mal pela raiz&quot;, isto é, exterminar os fornecedores de drogas). Isso não deixou aos traficantes outra opção senão se armar ao máximo para se defender e não morrer. Ao mesmo tempo, a parte &quot;corrupta&quot; da polícia passou a traficar armas para os traficantes. 

Assim, foi a própria polícia que criou a necessidade absoluta para os traficantes de se armarem ao máximo, e ao mesmo tempo, foi essa mesma polícia que deu a possibilidade efetiva para os traficantes de se armarem ao máximo. Uma vez iniciado esse processo ele passou a se sustentar por si mesmo, se espalhando inclusive para outras grandes cidades.

Eu acrescentaria a esses dados do livro o fato de que o tráfico fortemente armado servir também como um modo da barguesia controlar e reprimir os proletários nas favelas, submetendo-os à luta intraburguesa (burgueses traficantes versus a burguesia restante), eliminando desse movo os movimentos de auto-organização que nos anos 70 tinham começado a se estabelecer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A meu ver o filme é péssimo tanto estética (literalmente, o filme só tem ódio e feiura) quanto politicamente (o filme idolatra a repressão  como a solução para tudo).</p>
<p>Quanto ao livro Elite da Tropa, é infinitamente melhor do que o filme. O livro mostra que a violência no Rio de Janeiro não é algo &#8220;espontâneo&#8221;. O livro mostra como e por quê o tráfico de drogas no Rio de Janeiro se diferenciou, no fim dos anos 70 e início dos 80, do tráfico que existe &#8220;normalmente&#8221; em todas as outras cidades e países do mundo. </p>
<p>O tráfico no Rio não era formado por bandos bélicos fortemente armados como depois se tornou, ele era igual ao tráfico na maioria das cidades do mundo (semelhante ao contrabando desarmado de bugingangas, com poucas armas). A causa da mudança foi a intensificação da política de extermínio sob a cobertura da ditadura militar. </p>
<p>Uma parte da polícia (origem do que depois veio a ser o BOPE) passou a ter ordem explícita de chegar na favela para matar e não render (o livro justifica a instauração dessa política dizendo que os filhos dos militares, em plena moda hipie, tendiam a virar viciados, o que levou os militares a querer &#8220;acabar com o mal pela raiz&#8221;, isto é, exterminar os fornecedores de drogas). Isso não deixou aos traficantes outra opção senão se armar ao máximo para se defender e não morrer. Ao mesmo tempo, a parte &#8220;corrupta&#8221; da polícia passou a traficar armas para os traficantes. </p>
<p>Assim, foi a própria polícia que criou a necessidade absoluta para os traficantes de se armarem ao máximo, e ao mesmo tempo, foi essa mesma polícia que deu a possibilidade efetiva para os traficantes de se armarem ao máximo. Uma vez iniciado esse processo ele passou a se sustentar por si mesmo, se espalhando inclusive para outras grandes cidades.</p>
<p>Eu acrescentaria a esses dados do livro o fato de que o tráfico fortemente armado servir também como um modo da barguesia controlar e reprimir os proletários nas favelas, submetendo-os à luta intraburguesa (burgueses traficantes versus a burguesia restante), eliminando desse movo os movimentos de auto-organização que nos anos 70 tinham começado a se estabelecer.</p>
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		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63179/#comment-77520</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2012 22:56:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sei que a análise não se limita a isso, mas se fosse para responder de bate-pronto à sua primeira questão, eu diria que, sim, o filme é fascista. E mais: só é conservador (de direita) porque é fascista. O que é diferente de dizer que ele é tão conservador ao ponto de ser fascista. Isso porque ele tem um elemento revolucionário. Explico-me.

Acho que a unidade do filme (narrativa, herói, recursos técnicos, estéticos, etc) apresenta uma estrutura fascista na medida em que reúne as indignações populares, sentimentos de injustiça e protestos frente ao atual estado de coisas, e as canaliza na figura do herói incorruptível. Ou seja, faz uma denúncia de esquerda e aponta uma saída de direita. É por isso que a Amanda diz, por exemplo, que um valor do filme foi ter &quot;escancarado a verdade&quot;. Exatamente, são insatisfações reais, muitas delas até justas de um ponto de vista esquerdo-progressista. Entretanto, toda essa energia de contestação, pela forma catártica em que é conduzida a história (através, por exemplo, da música extremamente empolgante e envolvente com que se cobre os trechos que mostram as ações policiais), fazendo com que o ponto de vista do espectador &quot;cole&quot; (como vc bem apontou) na perspectiva do herói, só se faz efetiva pelas mãos do Bope. O protagonismo popular, aliás, inexiste no filme; aparece apenas como pano de fundo, massa amorfa, entidade moral sobre a qual se assenta um discurso.

Note-se que há ainda um elemento romântico na figura do Nascimento, a entidade incorruptível que se debate e conflita com um mundo decadente de valores, o qual precisa ser purificado. Na mesma linha, a obra tende a acionar o quê de irracionalidade que há em todo sentimento de revolta, sobretudo nas camadas mais populares: o ressentimento. Daí que muitos de nós (os de esquerda) tenham se regozijado com as cenas em que MAtias (jovem negro, vindo das camadas populares, que trabalha para estudar, etc) esbofeteia seus colegas universitários &quot;maconheiros&quot;, &quot;playboys&quot;. E é perturbador saber que estas atitudes se fundamentam num discurso do trabalho. Pergunte para um estudante da periferia que, na altura dos seus 30 e poucos anos, faz hoje sua universidade tardia, graças a um Prouni, por exemplo, que sai do trabalho e corre para a faculdade e por volta das 23h30 está num ônibus lotado retornando à casa, para comer, tomar banho e dormir e amanhã começar tudo de novo, o que é que ele pensa que se deve fazer com os estudantes da USP que reivindicam mais liberdade no campus. 

O filme converte, portanto, indignação popular em um embate moral entre os limpos e os corrompidos, ou entre os produtivos e os parasitas (sejam eles políticos, maus policiais ou qualquer moleque ou família conivente com o tráfico de drogas). A despeito de qual tenha sido a motivação consciente de seu diretor (não acredito que o Padilha seja fascista), na minha opinião, o filme resulta numa forma estética altamente eficaz que exprime o supra-suma do fascismo, que é a promoção da revolta dentro da ordem.

Abraços,
Taiguara]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sei que a análise não se limita a isso, mas se fosse para responder de bate-pronto à sua primeira questão, eu diria que, sim, o filme é fascista. E mais: só é conservador (de direita) porque é fascista. O que é diferente de dizer que ele é tão conservador ao ponto de ser fascista. Isso porque ele tem um elemento revolucionário. Explico-me.</p>
<p>Acho que a unidade do filme (narrativa, herói, recursos técnicos, estéticos, etc) apresenta uma estrutura fascista na medida em que reúne as indignações populares, sentimentos de injustiça e protestos frente ao atual estado de coisas, e as canaliza na figura do herói incorruptível. Ou seja, faz uma denúncia de esquerda e aponta uma saída de direita. É por isso que a Amanda diz, por exemplo, que um valor do filme foi ter &#8220;escancarado a verdade&#8221;. Exatamente, são insatisfações reais, muitas delas até justas de um ponto de vista esquerdo-progressista. Entretanto, toda essa energia de contestação, pela forma catártica em que é conduzida a história (através, por exemplo, da música extremamente empolgante e envolvente com que se cobre os trechos que mostram as ações policiais), fazendo com que o ponto de vista do espectador &#8220;cole&#8221; (como vc bem apontou) na perspectiva do herói, só se faz efetiva pelas mãos do Bope. O protagonismo popular, aliás, inexiste no filme; aparece apenas como pano de fundo, massa amorfa, entidade moral sobre a qual se assenta um discurso.</p>
<p>Note-se que há ainda um elemento romântico na figura do Nascimento, a entidade incorruptível que se debate e conflita com um mundo decadente de valores, o qual precisa ser purificado. Na mesma linha, a obra tende a acionar o quê de irracionalidade que há em todo sentimento de revolta, sobretudo nas camadas mais populares: o ressentimento. Daí que muitos de nós (os de esquerda) tenham se regozijado com as cenas em que MAtias (jovem negro, vindo das camadas populares, que trabalha para estudar, etc) esbofeteia seus colegas universitários &#8220;maconheiros&#8221;, &#8220;playboys&#8221;. E é perturbador saber que estas atitudes se fundamentam num discurso do trabalho. Pergunte para um estudante da periferia que, na altura dos seus 30 e poucos anos, faz hoje sua universidade tardia, graças a um Prouni, por exemplo, que sai do trabalho e corre para a faculdade e por volta das 23h30 está num ônibus lotado retornando à casa, para comer, tomar banho e dormir e amanhã começar tudo de novo, o que é que ele pensa que se deve fazer com os estudantes da USP que reivindicam mais liberdade no campus. </p>
<p>O filme converte, portanto, indignação popular em um embate moral entre os limpos e os corrompidos, ou entre os produtivos e os parasitas (sejam eles políticos, maus policiais ou qualquer moleque ou família conivente com o tráfico de drogas). A despeito de qual tenha sido a motivação consciente de seu diretor (não acredito que o Padilha seja fascista), na minha opinião, o filme resulta numa forma estética altamente eficaz que exprime o supra-suma do fascismo, que é a promoção da revolta dentro da ordem.</p>
<p>Abraços,<br />
Taiguara</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Amanda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63179/#comment-77515</link>

		<dc:creator><![CDATA[Amanda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Aug 2012 21:11:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não sei o que vem nos outros textos. Talvez eu esteja sendo precipitada, mas uma análise dessa linha sobre o Tropa deveria começar com o Notícias de uma Guerra Particular, pois é no documentário citado (Notícias...) que aparece o Rodrigo Pimentel, transformado em Capitão Nascimento na obra de Padilha. É preciso puxar o fio pelo livro &quot;Elite da Tropa&quot; e pelo documentário. 

Ter escancarado a verdade - como age e como pensa a polícia - é o grande valor de Tropa. Há algo de documentário muito forte, só que agora para todo o público, que no Brasil não costuma ver documentários. O Brasileiro gosta da realidade ficcionalizada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei o que vem nos outros textos. Talvez eu esteja sendo precipitada, mas uma análise dessa linha sobre o Tropa deveria começar com o Notícias de uma Guerra Particular, pois é no documentário citado (Notícias&#8230;) que aparece o Rodrigo Pimentel, transformado em Capitão Nascimento na obra de Padilha. É preciso puxar o fio pelo livro &#8220;Elite da Tropa&#8221; e pelo documentário. </p>
<p>Ter escancarado a verdade &#8211; como age e como pensa a polícia &#8211; é o grande valor de Tropa. Há algo de documentário muito forte, só que agora para todo o público, que no Brasil não costuma ver documentários. O Brasileiro gosta da realidade ficcionalizada.</p>
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