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	Comentários sobre: A classe operária volta ao paraíso &#8211; contribuições para o debate sobre a situação atual da classe trabalhadora (Parte I)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Sergio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-310481</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sergio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Apr 2016 23:30:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Legal! Adoro dados! É isso aí, antes de discutir ideias, vamos aos dados! É o que Marx sempre fez: primeiro os dados, depois a explicação dos dados! Inverter ou confundir esta ordem é um erro primaríssimo de análise. Só pelos dados o artigo já é bom trabalho de pesquisa, valioso para os lutadores, de diferentes oerientações teóricas, pensarem sobre estes dados muito úteis para a luta operária. O restante é uma discussão, digamos, amadora. O autor do texto fez, sim, um bom trabalho!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Legal! Adoro dados! É isso aí, antes de discutir ideias, vamos aos dados! É o que Marx sempre fez: primeiro os dados, depois a explicação dos dados! Inverter ou confundir esta ordem é um erro primaríssimo de análise. Só pelos dados o artigo já é bom trabalho de pesquisa, valioso para os lutadores, de diferentes oerientações teóricas, pensarem sobre estes dados muito úteis para a luta operária. O restante é uma discussão, digamos, amadora. O autor do texto fez, sim, um bom trabalho!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Bruno Rampone		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-309319</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Rampone]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Feb 2016 19:14:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[talvez valha a pena registrar que, relendo o debate após quase quatro anos, fazem sentido as críticas dirigidas ao que escrevi.
Comemorar as revoluções perdidas como se fossem vitórias é uma posição complicada; ao meu ver, tanto quanto esconder que ali e acolá o proletariado deu as caras de uma forma no mínimo inegavelmente interessante - como sujeito, apesar de sua representação.

No entanto, penso que no transcorrer deste tempo faz ainda mais sentido o artigo do Daniel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>talvez valha a pena registrar que, relendo o debate após quase quatro anos, fazem sentido as críticas dirigidas ao que escrevi.<br />
Comemorar as revoluções perdidas como se fossem vitórias é uma posição complicada; ao meu ver, tanto quanto esconder que ali e acolá o proletariado deu as caras de uma forma no mínimo inegavelmente interessante &#8211; como sujeito, apesar de sua representação.</p>
<p>No entanto, penso que no transcorrer deste tempo faz ainda mais sentido o artigo do Daniel.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78419</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2012 19:00:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bruno,

Estava decidido a não comentar mas neste artigo, muito menos responder porque seria inútil, já que em alguns dos seus comentários demonstrou ser guiado pela fé e não pela razão (para citar apenas um exemplo, o afetamento por eu ter feito uam menção a Castoriadis embora minha concepção de classe operária em nada seja baseada em Castoriadis, e as críticas a Castoriadis baseadas no absolutamente nada).

Os bolcheviques impuseram sua verdade, que chamaram de ditadura do proletariado (em nome da classe e em grande parte contra a classe), pegando emprestado a expressão de Marx. Stalin continuou essa imposição a seu modo.
Nos seus comentários você me criticou por eu não querer impor minha verdade (meu entendimento de classe operária). Basta quem ler os comentários ter um pouco de perspicácia para captar a fragrância do stalinismo aí. A divergência de idéias ou de conceitos torna-se algo a combater, o conceito do outro deve ser suprimido, a &quot;verdade&quot; deve ser imposta.
Não dá para ver como inocente a mistura que se fez entre imposição de conceitos e idéias e a, vamos chamar assim, &quot;imposição de sua liberdade&quot; por uma prática revolucionária da classe trabalhadora (a tomada dos meios de produção). São duas coisas tão distintas, que só faz sentido terem sido misturadas por aquele que pretende justificar a primeira com base em estar fazendo a segunda. Se não quiser chamar isso de stalinismo, tem todo o direito. Ou devo eu tentar te impor essa verdade?

Eu sou daqueles que acredita que chifres existem mesmo não estando postos diante dos nossos olhos. O que no meu entender não é nem o caso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno,</p>
<p>Estava decidido a não comentar mas neste artigo, muito menos responder porque seria inútil, já que em alguns dos seus comentários demonstrou ser guiado pela fé e não pela razão (para citar apenas um exemplo, o afetamento por eu ter feito uam menção a Castoriadis embora minha concepção de classe operária em nada seja baseada em Castoriadis, e as críticas a Castoriadis baseadas no absolutamente nada).</p>
<p>Os bolcheviques impuseram sua verdade, que chamaram de ditadura do proletariado (em nome da classe e em grande parte contra a classe), pegando emprestado a expressão de Marx. Stalin continuou essa imposição a seu modo.<br />
Nos seus comentários você me criticou por eu não querer impor minha verdade (meu entendimento de classe operária). Basta quem ler os comentários ter um pouco de perspicácia para captar a fragrância do stalinismo aí. A divergência de idéias ou de conceitos torna-se algo a combater, o conceito do outro deve ser suprimido, a &#8220;verdade&#8221; deve ser imposta.<br />
Não dá para ver como inocente a mistura que se fez entre imposição de conceitos e idéias e a, vamos chamar assim, &#8220;imposição de sua liberdade&#8221; por uma prática revolucionária da classe trabalhadora (a tomada dos meios de produção). São duas coisas tão distintas, que só faz sentido terem sido misturadas por aquele que pretende justificar a primeira com base em estar fazendo a segunda. Se não quiser chamar isso de stalinismo, tem todo o direito. Ou devo eu tentar te impor essa verdade?</p>
<p>Eu sou daqueles que acredita que chifres existem mesmo não estando postos diante dos nossos olhos. O que no meu entender não é nem o caso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: brunor rampone		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78417</link>

		<dc:creator><![CDATA[brunor rampone]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Sep 2012 18:27:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=63592#comment-78417</guid>

					<description><![CDATA[Torna-se mesmo importante colocar o que está escrito e o que está sendo dito, com todas as letras.

Disse o João Bernardo (citando meu comentário):

&quot;[...]o que escrevera no comentário anterior, com todas as letras, foi: «[...] a classe [trabalhadora] procurou em momentos de ápice impor e muitas vezes impôs a sua verdade. São ditaduras meu amigo! …ditaduras do proletariado». Com estes tratos de polé, Spinoza serve agora para legitimar o stalinismo.&quot;

Isso mesmo o que escrevi. Mas só é possível tirar essa conclusão identificando o Stalinismo como a &quot;ditadura do proletariado&quot;, como uma &quot;imposição da classe trabalhadora&quot; e como &quot;sua verdade&quot;.

Chifre em cabeça de cavalo? É o Unicórnio, um animal mitológico, muita gente jurou já ter visto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Torna-se mesmo importante colocar o que está escrito e o que está sendo dito, com todas as letras.</p>
<p>Disse o João Bernardo (citando meu comentário):</p>
<p>&#8220;[&#8230;]o que escrevera no comentário anterior, com todas as letras, foi: «[&#8230;] a classe [trabalhadora] procurou em momentos de ápice impor e muitas vezes impôs a sua verdade. São ditaduras meu amigo! …ditaduras do proletariado». Com estes tratos de polé, Spinoza serve agora para legitimar o stalinismo.&#8221;</p>
<p>Isso mesmo o que escrevi. Mas só é possível tirar essa conclusão identificando o Stalinismo como a &#8220;ditadura do proletariado&#8221;, como uma &#8220;imposição da classe trabalhadora&#8221; e como &#8220;sua verdade&#8221;.</p>
<p>Chifre em cabeça de cavalo? É o Unicórnio, um animal mitológico, muita gente jurou já ter visto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: William		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78233</link>

		<dc:creator><![CDATA[William]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2012 22:48:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O fato de mais de 70% dos trabalhadores estarem nos setores de serviços e comércio traz a questão da feminilização da classe trabalhadora, com a expulsão das mulheres dos lares por conta dos baixos salários dados aos maridos. 

Aí cabe pensar a falta de experiência de luta desse setor feminino, o impacto dessa falta de experiência, o fato de a cultura capitalista reinar mais fortemente entre as mulheres e pensar até o período necessário de acomodação entre setor masculino e feminino para uma retomada de lutas, o fato de as mulheres serem incapazes de lutas  mais sangrentas como as de Jirau...A feminização da classe trabalhadora não implicou problemas novos e enfraquecimento da luta?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O fato de mais de 70% dos trabalhadores estarem nos setores de serviços e comércio traz a questão da feminilização da classe trabalhadora, com a expulsão das mulheres dos lares por conta dos baixos salários dados aos maridos. </p>
<p>Aí cabe pensar a falta de experiência de luta desse setor feminino, o impacto dessa falta de experiência, o fato de a cultura capitalista reinar mais fortemente entre as mulheres e pensar até o período necessário de acomodação entre setor masculino e feminino para uma retomada de lutas, o fato de as mulheres serem incapazes de lutas  mais sangrentas como as de Jirau&#8230;A feminização da classe trabalhadora não implicou problemas novos e enfraquecimento da luta?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78224</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2012 15:35:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que candura, a de Bruno Rampone! No seu último comentário ele explicou tudo como se se tivesse limitado a invocar a máxima de Spinoza, «omnis determinatio est negatio», quando o que escrevera no comentário anterior, com todas as letras, foi: «[...] a classe [trabalhadora] procurou em momentos de ápice impor e muitas vezes impôs a sua verdade. São ditaduras meu amigo! …ditaduras do proletariado». Com estes tratos de polé, Spinoza serve agora para legitimar o stalinismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que candura, a de Bruno Rampone! No seu último comentário ele explicou tudo como se se tivesse limitado a invocar a máxima de Spinoza, «omnis determinatio est negatio», quando o que escrevera no comentário anterior, com todas as letras, foi: «[&#8230;] a classe [trabalhadora] procurou em momentos de ápice impor e muitas vezes impôs a sua verdade. São ditaduras meu amigo! …ditaduras do proletariado». Com estes tratos de polé, Spinoza serve agora para legitimar o stalinismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78204</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Sep 2012 03:20:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[É que além de ser bom em agarrar a atualidade pelos chifres, tenho a impressão de que, por vezes, o João Bernardo na hora de debater vê chifres em cabeça de cavalo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É que além de ser bom em agarrar a atualidade pelos chifres, tenho a impressão de que, por vezes, o João Bernardo na hora de debater vê chifres em cabeça de cavalo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bruno Rampone		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78136</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bruno Rampone]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Aug 2012 02:38:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=63592#comment-78136</guid>

					<description><![CDATA[Dos vários significados que encontrei para o termo &quot;verboso&quot;, parece que todos aderem ao meu outro comentário. Inclusive o mais viscoso deles, o de &quot;pegajoso&quot;. Fosse eu orador tinha uma vantagem. Mas a palavra escrita permite ao leitor uma apreensão mais precisa, permitindo revisão e atenção redobrada e isso permite os debates serem mais honestos. Daí se pega firme nos deslises e nos calos...

Mas vamos ao que interessa.

Pelo que pude assimilar e conferir no link (http://passapalavra.info/?p=60646) a saliência feita pelo João Barnardo de meu comentário enquadra-se justamente à repetição irresponsável de tragédias e à ignorância com as derrotas do passado, para resumir. Porém este trecho salientado está tão longe de ser um programa delirante que nada mais é do que a constatação de que, QUANDO SE AFIRMA ALGO, está se NEGANDO OUTRA COISA, inevitavelmente. E isso vale tanto para o discurso quanto para a prática. E isso vale também para a a história. Portanto a história tem serventia, sim senhor. E não apenas para as tragédias, que podem se repetir da mesma maneira, mas também para as farsas, que ocorrem de maneira diferente.

Talvez o que incomode muito mais seja justamente o que vem logo após o trecho, ou seja, todos os exemplos citados de vezes em que a classe trabalhadora &quot;ganhou mas não levou&quot;. E em que houve muitos fuzilamentos, com certeza. Mas quais os exemplos utilizados não são o mais importante.
A preocupação maior é que no momento atual, em que se mata e se morre tanto, vivemos em plena democracia. As opiniões são todas ouvidas e respeitadas, mas não consegue mexer em nada. Essa é a enrascada em que estamos metidos nesses tempos de Governo Democrático e Popular, que vai da caixinha de sugestões no chão de fábrica e dos Serviços de Atendimento ao consumidor até aos centros cerebrais das Transnacionais. Que vai do Conselho de Saúde dos bairros, passando pelas Conferências Nacionais até os Órgãos Tripartites da Esplanada Dos Ministérios. E depois das revoltas em Jirau e na recentíssima greve na GM-SJC já está claro que os programas mais delirantes e revolucionários simplesmente derretem frente a um bom Órgão Tripartite de Negociação.

Como respondermos a esse momento de plena democracia (dentro dos marcos da exploração capitalista)? Essa pergunta não é a toa a vai em consonância com a proposta do artigo do Daniel, penso eu. Certamente que o momento requer que tenhamos certas certezas. O que é bem diferente de sermos chucros. E isso requer que tenhamos &quot;a atualidade bem agarrada pelos chifres&quot;; ou não é essa a citação do Walter Benjamin logo no início do terceiro parágrafo do artigo? Talves por isso a minha truculência verbosa. Nada de fuzis, a única arma que trago em punho é a da crítica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dos vários significados que encontrei para o termo &#8220;verboso&#8221;, parece que todos aderem ao meu outro comentário. Inclusive o mais viscoso deles, o de &#8220;pegajoso&#8221;. Fosse eu orador tinha uma vantagem. Mas a palavra escrita permite ao leitor uma apreensão mais precisa, permitindo revisão e atenção redobrada e isso permite os debates serem mais honestos. Daí se pega firme nos deslises e nos calos&#8230;</p>
<p>Mas vamos ao que interessa.</p>
<p>Pelo que pude assimilar e conferir no link (<a href="http://passapalavra.info/?p=60646" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=60646</a>) a saliência feita pelo João Barnardo de meu comentário enquadra-se justamente à repetição irresponsável de tragédias e à ignorância com as derrotas do passado, para resumir. Porém este trecho salientado está tão longe de ser um programa delirante que nada mais é do que a constatação de que, QUANDO SE AFIRMA ALGO, está se NEGANDO OUTRA COISA, inevitavelmente. E isso vale tanto para o discurso quanto para a prática. E isso vale também para a a história. Portanto a história tem serventia, sim senhor. E não apenas para as tragédias, que podem se repetir da mesma maneira, mas também para as farsas, que ocorrem de maneira diferente.</p>
<p>Talvez o que incomode muito mais seja justamente o que vem logo após o trecho, ou seja, todos os exemplos citados de vezes em que a classe trabalhadora &#8220;ganhou mas não levou&#8221;. E em que houve muitos fuzilamentos, com certeza. Mas quais os exemplos utilizados não são o mais importante.<br />
A preocupação maior é que no momento atual, em que se mata e se morre tanto, vivemos em plena democracia. As opiniões são todas ouvidas e respeitadas, mas não consegue mexer em nada. Essa é a enrascada em que estamos metidos nesses tempos de Governo Democrático e Popular, que vai da caixinha de sugestões no chão de fábrica e dos Serviços de Atendimento ao consumidor até aos centros cerebrais das Transnacionais. Que vai do Conselho de Saúde dos bairros, passando pelas Conferências Nacionais até os Órgãos Tripartites da Esplanada Dos Ministérios. E depois das revoltas em Jirau e na recentíssima greve na GM-SJC já está claro que os programas mais delirantes e revolucionários simplesmente derretem frente a um bom Órgão Tripartite de Negociação.</p>
<p>Como respondermos a esse momento de plena democracia (dentro dos marcos da exploração capitalista)? Essa pergunta não é a toa a vai em consonância com a proposta do artigo do Daniel, penso eu. Certamente que o momento requer que tenhamos certas certezas. O que é bem diferente de sermos chucros. E isso requer que tenhamos &#8220;a atualidade bem agarrada pelos chifres&#8221;; ou não é essa a citação do Walter Benjamin logo no início do terceiro parágrafo do artigo? Talves por isso a minha truculência verbosa. Nada de fuzis, a única arma que trago em punho é a da crítica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78126</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2012 22:35:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para aqueles leitores que não prestaram atenção ao verboso comentário de Bruno Rampone, saliento que a certa altura ele diz o seguinte: «[...] uma “ação política” de fato, queiramos ou não, deve obrigatória e autoritariamente impor a sua verdade [...] Portanto todas as demais possibilidades e opiniões que poderiam vir a ocorrer são assim negadas pela afirmação daquela. [...] Assim ocorreu e ocorrerá». Se eu não tivesse já posto ponto final nas ilusões de que vale a pena escrever para este público (http://passapalavra.info/?p=60646 ) diria aqui umas coisas a respeito deste tipo de opiniões. Há gente para quem a história de nada serve, que repetem todas as tragédias da mesma maneira, e o pior é que se dizem nossos camaradas e são vistos como tal. Só não nos fuzilam porque há de permeio um governo capitalista que não os deixa. E entretanto nós continuamos com a hipocrisia de não dizer isto claramente. Somos responsáveis por omissão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para aqueles leitores que não prestaram atenção ao verboso comentário de Bruno Rampone, saliento que a certa altura ele diz o seguinte: «[&#8230;] uma “ação política” de fato, queiramos ou não, deve obrigatória e autoritariamente impor a sua verdade [&#8230;] Portanto todas as demais possibilidades e opiniões que poderiam vir a ocorrer são assim negadas pela afirmação daquela. [&#8230;] Assim ocorreu e ocorrerá». Se eu não tivesse já posto ponto final nas ilusões de que vale a pena escrever para este público (<a href="http://passapalavra.info/?p=60646" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=60646</a> ) diria aqui umas coisas a respeito deste tipo de opiniões. Há gente para quem a história de nada serve, que repetem todas as tragédias da mesma maneira, e o pior é que se dizem nossos camaradas e são vistos como tal. Só não nos fuzilam porque há de permeio um governo capitalista que não os deixa. E entretanto nós continuamos com a hipocrisia de não dizer isto claramente. Somos responsáveis por omissão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Daniel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/08/63592/#comment-78123</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Aug 2012 21:04:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=63592#comment-78123</guid>

					<description><![CDATA[Antes de mais nada, obrigado Greg (bem lembrado que a definição de proletariado do manifesto é suficiente para colocar muitos pontos nos is) e Bruno pelos comentários.

Bruno, valeu pela indicação da reportagem. Não a conhecia. Na segunda parte do texto farei uma discussão sobre os salários que pode ser interessante para se contrapor ao que a reportagem quer mostrar como geral. Apesar de haver, evidentemente, operários com salários bem altos. O que não elimina a exploração do trabalho que sofrem, obviamente.

Quanto ao debate sobre conceitoXdados. Sou daqueles, como o Bruno, que acredita que um cavalo existe mesmo que não esteja posto diante de nossos olhos. E para nosso momento cultural é fundamental limparmos as frouxas afirmações pós-modernas com dados concretos para assim trazermos conceitos concretos.

Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, obrigado Greg (bem lembrado que a definição de proletariado do manifesto é suficiente para colocar muitos pontos nos is) e Bruno pelos comentários.</p>
<p>Bruno, valeu pela indicação da reportagem. Não a conhecia. Na segunda parte do texto farei uma discussão sobre os salários que pode ser interessante para se contrapor ao que a reportagem quer mostrar como geral. Apesar de haver, evidentemente, operários com salários bem altos. O que não elimina a exploração do trabalho que sofrem, obviamente.</p>
<p>Quanto ao debate sobre conceitoXdados. Sou daqueles, como o Bruno, que acredita que um cavalo existe mesmo que não esteja posto diante de nossos olhos. E para nosso momento cultural é fundamental limparmos as frouxas afirmações pós-modernas com dados concretos para assim trazermos conceitos concretos.</p>
<p>Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
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