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	Comentários sobre: Os perigos da «nação em cólera»	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gonçalo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65171/#comment-82955</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 11:48:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Considerações bastante válidas.
Mas, a elas, junto um desenvolvimento distinto do Manifesto (é anterior ao referido) mas que acaba por juntar alguns conceitos válidos com vista a uma saída da situação problemática actual.
A verdade é que nem todos terão toda a razão. Mas haverá alguma em cada proposta. É preciso encontrar a soma virtuosa. E aqui está mais uma achega:

http://notaslivres.blogspot.pt/2012/09/medida-2-criacao-de-condicoes-para.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerações bastante válidas.<br />
Mas, a elas, junto um desenvolvimento distinto do Manifesto (é anterior ao referido) mas que acaba por juntar alguns conceitos válidos com vista a uma saída da situação problemática actual.<br />
A verdade é que nem todos terão toda a razão. Mas haverá alguma em cada proposta. É preciso encontrar a soma virtuosa. E aqui está mais uma achega:</p>
<p><a href="http://notaslivres.blogspot.pt/2012/09/medida-2-criacao-de-condicoes-para.html" rel="nofollow ugc">http://notaslivres.blogspot.pt/2012/09/medida-2-criacao-de-condicoes-para.html</a></p>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65171/#comment-81614</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 11:57:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se definirmos como autonomistas as lutas em que os trabalhadores, organizados directamente na base a nível das empresas ou de bairros, conduziram o processo exteriormente aos sindicatos; e se considerarmos que estes trabalhadores organizados autonomamente conseguiram em muitos casos ocupar duradouramente os locais de trabalho e continuar a produção contra os patrões ou mesmo sem os patrões, então observamos os primeiros sintomas nos Estados Unidos no início da década de 1960. Na Europa as lutas autonomistas atingiram um novo patamar especialmente em Espanha, no começo da década de 1960, com a criação das Comisiones Obreras, que depois evoluíram de outra forma; em França com a greve geral de Maio-Junho de 1968; e em Itália, onde o processo atingiu no final da década de 1960 e nos primeiros anos da década seguinte a dimensão de uma guerra civil larvar. Mas foi talvez em Portugal, em 1974-1975, que as lutas autonomistas atingiram maior extensão e importância, com as comissões de trabalhadores, as comissões de moradores e as UCPs. E não devemos esquecer que na Polónia o Solidariność surgiu em 1980 no quadro ao autonomismo, embora tivesse depois seguido outros caminhos. Na mesma perspectiva se deve considerar a Revolução Cultural chinesa na sua primeira fase, quando colocou em destaque a questão da autonomia e da crítica à tecnocracia mandarinal e propôs a transformação da China numa federação de comunas organizadas segundo o modelo da Comuna de Paris; depois o exército tomou conta do processo, não sem uma repressão muito violenta.
Post-scriptum: Acrescentamos os casos das lutas operárias em Berlim e noutras cidades da República Democrática Alemã, em 1953, e da constituição de conselhos durante a revolução húngara de 1956.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se definirmos como autonomistas as lutas em que os trabalhadores, organizados directamente na base a nível das empresas ou de bairros, conduziram o processo exteriormente aos sindicatos; e se considerarmos que estes trabalhadores organizados autonomamente conseguiram em muitos casos ocupar duradouramente os locais de trabalho e continuar a produção contra os patrões ou mesmo sem os patrões, então observamos os primeiros sintomas nos Estados Unidos no início da década de 1960. Na Europa as lutas autonomistas atingiram um novo patamar especialmente em Espanha, no começo da década de 1960, com a criação das Comisiones Obreras, que depois evoluíram de outra forma; em França com a greve geral de Maio-Junho de 1968; e em Itália, onde o processo atingiu no final da década de 1960 e nos primeiros anos da década seguinte a dimensão de uma guerra civil larvar. Mas foi talvez em Portugal, em 1974-1975, que as lutas autonomistas atingiram maior extensão e importância, com as comissões de trabalhadores, as comissões de moradores e as UCPs. E não devemos esquecer que na Polónia o Solidariność surgiu em 1980 no quadro ao autonomismo, embora tivesse depois seguido outros caminhos. Na mesma perspectiva se deve considerar a Revolução Cultural chinesa na sua primeira fase, quando colocou em destaque a questão da autonomia e da crítica à tecnocracia mandarinal e propôs a transformação da China numa federação de comunas organizadas segundo o modelo da Comuna de Paris; depois o exército tomou conta do processo, não sem uma repressão muito violenta.<br />
Post-scriptum: Acrescentamos os casos das lutas operárias em Berlim e noutras cidades da República Democrática Alemã, em 1953, e da constituição de conselhos durante a revolução húngara de 1956.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: béu		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65171/#comment-81600</link>

		<dc:creator><![CDATA[béu]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 09:55:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Teriam sido «localistas» as lutas autonomistas das décadas de 1960 e 1970, um pouco por todo mundo?&quot;

&quot;todo o mundo&quot;, dizem? que mundo? é uma dúvida genuína.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Teriam sido «localistas» as lutas autonomistas das décadas de 1960 e 1970, um pouco por todo mundo?&#8221;</p>
<p>&#8220;todo o mundo&#8221;, dizem? que mundo? é uma dúvida genuína.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65171/#comment-81538</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 19:14:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=65171#comment-81538</guid>

					<description><![CDATA[Renato Carmo estava distraído quando escreveu aquela réplica.
Em primeiro lugar, deixámos claro no texto que o facto de defendermos o internacionalismo é secundário. O fundamental é que o internacionalismo e, nas últimas décadas, o transnacionalismo ditam a estrutura económica do capitalismo. Goste-se ou chore-se, é esta a situação. Por outro lado, classificar como «localista» um sistema de organização política baseado em assembleias de bairro e em comissões de empresa deixa-nos atónitos. Teriam sido «localistas» as lutas autonomistas das décadas de 1960 e 1970, um pouco por todo mundo? Teria sido localista a revolução portuguesa de 1974-1975? Por isso a dúvida formulada por Renato Carmo acerca da forma como o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; conciliaria o «internacionalismo» com o «localismo» não tem razão de ser no contexto do nosso artigo.
Em segundo lugar, nunca afirmámos que «a precariedade afeta fundamentalmente os jovens, as camadas mais qualificadas e as profissões científicas». O que afirmamos é que «à medida que a oferta de trabalhadores licenciados aumentava, o seu valor de mercado [...] diminuía» e falamos do «aumento do número de escolarizados e licenciados no exército de reserva de desempregados e precários». Ninguém é obrigado a criticar o que escrevemos; mas, se criticar, critique o que escrevemos. Por isso são despropositadas as críticas de «preconceito de classe» e «posicionamentos elitistas», que Renato Carmo nos dirige.
Infelizmente, Renato Carmo faz parte do grande número de democratas que considera «propagandística» a reflexão sobre o aparecimento de um fascismo à esquerda ou de um fascismo que não diz o nome. Mas não é nada de novo. Os seus antecessores, os liberais de entre as duas guerras mundiais, também não se deram conta de que estavam a ajudar os fascismos a subir ao poder e a manter-se nele. A história é como atravessar as ruas, a distracção paga-se.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Renato Carmo estava distraído quando escreveu aquela réplica.<br />
Em primeiro lugar, deixámos claro no texto que o facto de defendermos o internacionalismo é secundário. O fundamental é que o internacionalismo e, nas últimas décadas, o transnacionalismo ditam a estrutura económica do capitalismo. Goste-se ou chore-se, é esta a situação. Por outro lado, classificar como «localista» um sistema de organização política baseado em assembleias de bairro e em comissões de empresa deixa-nos atónitos. Teriam sido «localistas» as lutas autonomistas das décadas de 1960 e 1970, um pouco por todo mundo? Teria sido localista a revolução portuguesa de 1974-1975? Por isso a dúvida formulada por Renato Carmo acerca da forma como o <em>Passa Palavra</em> conciliaria o «internacionalismo» com o «localismo» não tem razão de ser no contexto do nosso artigo.<br />
Em segundo lugar, nunca afirmámos que «a precariedade afeta fundamentalmente os jovens, as camadas mais qualificadas e as profissões científicas». O que afirmamos é que «à medida que a oferta de trabalhadores licenciados aumentava, o seu valor de mercado [&#8230;] diminuía» e falamos do «aumento do número de escolarizados e licenciados no exército de reserva de desempregados e precários». Ninguém é obrigado a criticar o que escrevemos; mas, se criticar, critique o que escrevemos. Por isso são despropositadas as críticas de «preconceito de classe» e «posicionamentos elitistas», que Renato Carmo nos dirige.<br />
Infelizmente, Renato Carmo faz parte do grande número de democratas que considera «propagandística» a reflexão sobre o aparecimento de um fascismo à esquerda ou de um fascismo que não diz o nome. Mas não é nada de novo. Os seus antecessores, os liberais de entre as duas guerras mundiais, também não se deram conta de que estavam a ajudar os fascismos a subir ao poder e a manter-se nele. A história é como atravessar as ruas, a distracção paga-se.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Anónimo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65171/#comment-81520</link>

		<dc:creator><![CDATA[Anónimo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 10:19:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Foi publicado o seguinte comentário no Facebook. O autor é Renato Carmo, um dos signatários do texto...

&quot;Não é uma resposta a este texto (onde não se identifica os autores) que critica o artigo publicado no Expresso intitulado do ‘No meio da esquerda: do contra ao como’. http://passapalavra.info/?p=65171
O texto é longo e não tenho possibilidade de o dissecar como gostaria. Só duas observações. Na perspetiva deste movimento (?), a esquerda livre defende o nacionalismo e o estatismo como forma de responder os desequilíbrios gerados pelo capitalismo. Em contrapartida defende duas vias: a internacionalista como forma de responder aos fluxos de capitais e aos mecanismos perversos do capitalismo, e a via localista, que aponta para a organização comunitária e para ação coletiva em cada empresa e posto de trabalho. São vias a considerar e penso não serem postas de lado no texto que criticam. No entanto, não concordo que estas tenham como pressuposto o desmantelamento e a disseminação das instituições públicas e do estado. Seria conveniente explicar como é possível conciliar o internacionalismo e o localismo com a diluição das instituições públicas (de nível intermédio) e o vazio institucional que isso provocará? Como é possível encetar um movimento internacionalista a partir dos microcosmos da ação coletiva sem propor um enquadramento institucional que permita consolidar as diferentes escalas de intervenção e de ação?
Segunda observação: considerar que a precariedade afeta fundamentalmente os jovens, as camadas mais qualificadas e as profissões científicas é não só um erro mas denota um certo preconceito de classe. A precariedade afeta cada vez mais os trabalhadores pouco qualificados e em idade mais avançada. E este é um sério problema na nossa sociedade. Desvalorizar a escolarização na sua função de atenuar a desigualdade de oportunidades e de representar um dos trampolins que podem potenciar a mobilidade social é mistificar a realidade e alinhar com certos posicionamentos elitistas. O mercado de trabalho em Portugal continua muito dualizado e cristalizado e, cada vez mais aqueles que entram nos sistemas formais de proteção e de contratualização (os insiders) conseguem-no porque mobilizam um conjunto de outros capitais (social, económico, cultural) que herdaram. Basta olhar para a composição social certos setores da sociedade (das universidades às grandes empresas privadas) para ver quem de fato consegue ascender mais facilmente às posições mais estáveis e protegidas. O problema não está na escolarização e na qualificação mas nas lógicas perversas e clientelares de recrutamento profissional (de classe e/ou de grupo de status) que ainda dominam na nossa sociedade. Para abordar o problema da precariedade é fundamental considerar as desigualdades sociais. 
A última parte do texto sobre democracia a fascismo de esquerda é demasiado propagandística para ser seriamente comentada.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi publicado o seguinte comentário no Facebook. O autor é Renato Carmo, um dos signatários do texto&#8230;</p>
<p>&#8220;Não é uma resposta a este texto (onde não se identifica os autores) que critica o artigo publicado no Expresso intitulado do ‘No meio da esquerda: do contra ao como’. <a href="http://passapalavra.info/?p=65171" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=65171</a><br />
O texto é longo e não tenho possibilidade de o dissecar como gostaria. Só duas observações. Na perspetiva deste movimento (?), a esquerda livre defende o nacionalismo e o estatismo como forma de responder os desequilíbrios gerados pelo capitalismo. Em contrapartida defende duas vias: a internacionalista como forma de responder aos fluxos de capitais e aos mecanismos perversos do capitalismo, e a via localista, que aponta para a organização comunitária e para ação coletiva em cada empresa e posto de trabalho. São vias a considerar e penso não serem postas de lado no texto que criticam. No entanto, não concordo que estas tenham como pressuposto o desmantelamento e a disseminação das instituições públicas e do estado. Seria conveniente explicar como é possível conciliar o internacionalismo e o localismo com a diluição das instituições públicas (de nível intermédio) e o vazio institucional que isso provocará? Como é possível encetar um movimento internacionalista a partir dos microcosmos da ação coletiva sem propor um enquadramento institucional que permita consolidar as diferentes escalas de intervenção e de ação?<br />
Segunda observação: considerar que a precariedade afeta fundamentalmente os jovens, as camadas mais qualificadas e as profissões científicas é não só um erro mas denota um certo preconceito de classe. A precariedade afeta cada vez mais os trabalhadores pouco qualificados e em idade mais avançada. E este é um sério problema na nossa sociedade. Desvalorizar a escolarização na sua função de atenuar a desigualdade de oportunidades e de representar um dos trampolins que podem potenciar a mobilidade social é mistificar a realidade e alinhar com certos posicionamentos elitistas. O mercado de trabalho em Portugal continua muito dualizado e cristalizado e, cada vez mais aqueles que entram nos sistemas formais de proteção e de contratualização (os insiders) conseguem-no porque mobilizam um conjunto de outros capitais (social, económico, cultural) que herdaram. Basta olhar para a composição social certos setores da sociedade (das universidades às grandes empresas privadas) para ver quem de fato consegue ascender mais facilmente às posições mais estáveis e protegidas. O problema não está na escolarização e na qualificação mas nas lógicas perversas e clientelares de recrutamento profissional (de classe e/ou de grupo de status) que ainda dominam na nossa sociedade. Para abordar o problema da precariedade é fundamental considerar as desigualdades sociais.<br />
A última parte do texto sobre democracia a fascismo de esquerda é demasiado propagandística para ser seriamente comentada.&#8221;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65171/#comment-81481</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Oct 2012 02:46:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Belo texto!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Belo texto!</p>
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