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	Comentários sobre: A “primavera” amarela carioca, o V de Vingança e a “força” das&#8230; urnas?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Grouxo Marxista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65330/#comment-82280</link>

		<dc:creator><![CDATA[Grouxo Marxista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Oct 2012 16:48:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Num futuro não tão fictício do quadrinho de V de Vingança, onde um estado totalitário oprime o povo, Guy Fawkes realiza atentados a símbolos e agentes do governo. As últimas páginas da revista (também imortalizada nas cenas do filme) enfatizam a força coletiva dos agentes revolucionários. Milhares de pessoas saem às ruas, desafiando a ordem vigente e vestindo a máscara de Guy Fawkes.&quot;

Isso é uma questão importante, porque diz respeito à base material da ideologia e às suas mutações.

Na revista, os atentados do V de Vingança tinha bem mais que uma função simbólica: eram atentados contra a estrutura tecnológica que sustentava o regime. Desde o monopólio das comunicações, passando pela estrutura de vigilância visual e de áudio e finalmente retirando qualquer poder real e legitimidade ao aparato policial. A única explosão simbólica que acontece na revista é a do parlamento, no começo, que realmente não cumpria função nenhuma.

O que segue a isso é a história de como os atentados terroristas de V vão dissolvendo o regime nas suas próprias contradições e fraquezas. O fio condutor da história é esse.

Essa coisa de &quot;vestir a máscara&quot; só surgiu no filme e tinha a intenção que teve: a fabricação e venda massiva de máscaras do Guy Fawkes. Na revista não precisava de máscaras porque ninguém mais precisava se esconder. Cada uma na multidão que começa a linchar o que restou de polícia tem um rosto bem definido.

O filme transmutou a revolta genuinamente revolucionária em uma revolta liberal-democrática com volteio publicitário. Não é a toa que PSOL não tem problema nenhum em se associar à essa imagem. Nem que os militantes com máscara digam que ninguém deve temer ninguém. Até mesmo essa coisa do militante-mártir se justifica perfeitamente pelo filme. E a passividade das multidões diante do líder-mártir.

Outro ponto.

&quot;a atuação de massas (nos movimentos sociais), com o que chamam de ação parlamentar-eleitoral (historicamente, o antídoto perfeito da primeira).&quot;

Isso não ficou demonstrado, nem sequer no exemplo do Rio de Janeiro. Lá está acontecendo a última... e por acaso estava acontecendo uma luta de massa que foi &quot;curada&quot; por essa eleição?

Como as eleições são antídotos da luta de massa, sendo que elas ocorrem apenas de 2 em 2 anos? Nos intermédios então ocorre ininterruptamente a luta de massas? Ou se está a preparar para as eleições? O que, nas eleições, impede a luta de massas?

Também acho que há uma subestimação da classe trabalhadora no começo do último parágrafo. Na minha opinião, a maioria do eleitorado de classe trabalhadora está sendo bem mais realista do que boa parte da esquerda ao votar em uma ou outra candidatura, de modo a conseguir alguns benefícios imediatos ou mais algum prestígio para o bairro. E aí entram os partidos para arraigar suas bases de erva daninha.

Eu penso que bem mais importante que a questão da representação no Estado burguês, é pensar como os partidos se utilizam dos momentos eleitorais para enraizarem-se na classe trabalhadora, fomentar suas divisões internas e seu modelo organizativo. Como esses partidos, ao cooptarem as lideranças de bairro por exemplo, aproveitam as contradições existentes dentro das comunidades para afirmar seu domínio político, por mais que seja a custa de enfraquecer a união do bairro. E assim por diante.


Sei que o texto não se propôs isso, mas resolvi colocar para discussão, porque em mim foi essa a reação que o texto provocou.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Num futuro não tão fictício do quadrinho de V de Vingança, onde um estado totalitário oprime o povo, Guy Fawkes realiza atentados a símbolos e agentes do governo. As últimas páginas da revista (também imortalizada nas cenas do filme) enfatizam a força coletiva dos agentes revolucionários. Milhares de pessoas saem às ruas, desafiando a ordem vigente e vestindo a máscara de Guy Fawkes.&#8221;</p>
<p>Isso é uma questão importante, porque diz respeito à base material da ideologia e às suas mutações.</p>
<p>Na revista, os atentados do V de Vingança tinha bem mais que uma função simbólica: eram atentados contra a estrutura tecnológica que sustentava o regime. Desde o monopólio das comunicações, passando pela estrutura de vigilância visual e de áudio e finalmente retirando qualquer poder real e legitimidade ao aparato policial. A única explosão simbólica que acontece na revista é a do parlamento, no começo, que realmente não cumpria função nenhuma.</p>
<p>O que segue a isso é a história de como os atentados terroristas de V vão dissolvendo o regime nas suas próprias contradições e fraquezas. O fio condutor da história é esse.</p>
<p>Essa coisa de &#8220;vestir a máscara&#8221; só surgiu no filme e tinha a intenção que teve: a fabricação e venda massiva de máscaras do Guy Fawkes. Na revista não precisava de máscaras porque ninguém mais precisava se esconder. Cada uma na multidão que começa a linchar o que restou de polícia tem um rosto bem definido.</p>
<p>O filme transmutou a revolta genuinamente revolucionária em uma revolta liberal-democrática com volteio publicitário. Não é a toa que PSOL não tem problema nenhum em se associar à essa imagem. Nem que os militantes com máscara digam que ninguém deve temer ninguém. Até mesmo essa coisa do militante-mártir se justifica perfeitamente pelo filme. E a passividade das multidões diante do líder-mártir.</p>
<p>Outro ponto.</p>
<p>&#8220;a atuação de massas (nos movimentos sociais), com o que chamam de ação parlamentar-eleitoral (historicamente, o antídoto perfeito da primeira).&#8221;</p>
<p>Isso não ficou demonstrado, nem sequer no exemplo do Rio de Janeiro. Lá está acontecendo a última&#8230; e por acaso estava acontecendo uma luta de massa que foi &#8220;curada&#8221; por essa eleição?</p>
<p>Como as eleições são antídotos da luta de massa, sendo que elas ocorrem apenas de 2 em 2 anos? Nos intermédios então ocorre ininterruptamente a luta de massas? Ou se está a preparar para as eleições? O que, nas eleições, impede a luta de massas?</p>
<p>Também acho que há uma subestimação da classe trabalhadora no começo do último parágrafo. Na minha opinião, a maioria do eleitorado de classe trabalhadora está sendo bem mais realista do que boa parte da esquerda ao votar em uma ou outra candidatura, de modo a conseguir alguns benefícios imediatos ou mais algum prestígio para o bairro. E aí entram os partidos para arraigar suas bases de erva daninha.</p>
<p>Eu penso que bem mais importante que a questão da representação no Estado burguês, é pensar como os partidos se utilizam dos momentos eleitorais para enraizarem-se na classe trabalhadora, fomentar suas divisões internas e seu modelo organizativo. Como esses partidos, ao cooptarem as lideranças de bairro por exemplo, aproveitam as contradições existentes dentro das comunidades para afirmar seu domínio político, por mais que seja a custa de enfraquecer a união do bairro. E assim por diante.</p>
<p>Sei que o texto não se propôs isso, mas resolvi colocar para discussão, porque em mim foi essa a reação que o texto provocou.</p>
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		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65330/#comment-82149</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2012 13:52:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Curioso como os anarquistas passaram a só comentar neste site em artigos com os quais concordam, não buscando nem ao menos discutí-lo mas apenas elogiá-lo. Será isto que resta ao anarquismo organizado, a auto-complacência?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curioso como os anarquistas passaram a só comentar neste site em artigos com os quais concordam, não buscando nem ao menos discutí-lo mas apenas elogiá-lo. Será isto que resta ao anarquismo organizado, a auto-complacência?</p>
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		<title>
		Por: Felipe C.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65330/#comment-82058</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe C.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2012 17:31:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais uma vez, muito bom compa!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma vez, muito bom compa!</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Jack		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65330/#comment-81981</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jack]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2012 23:51:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom o texto. Essa tal &quot;Primavera Amarela&quot; deve ser comparada a doença, febre amarela. Uma peste que se alastra pela ingenuidade dos &quot;enfermos&quot;!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o texto. Essa tal &#8220;Primavera Amarela&#8221; deve ser comparada a doença, febre amarela. Uma peste que se alastra pela ingenuidade dos &#8220;enfermos&#8221;!</p>
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		<title>
		Por: Leonel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65330/#comment-81944</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Oct 2012 13:18:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Novas ilusões da pseudo-esquerda, o que me entristece é ver alguns jovens sinceros sendo cooptados pelos oportunistas partidários que anseiam por cargos na democracia burguesa...

Deveriam lembrar dos rebeldes de Paris em Maio de 68!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Novas ilusões da pseudo-esquerda, o que me entristece é ver alguns jovens sinceros sendo cooptados pelos oportunistas partidários que anseiam por cargos na democracia burguesa&#8230;</p>
<p>Deveriam lembrar dos rebeldes de Paris em Maio de 68!</p>
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		<title>
		Por: José Livramento		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65330/#comment-81803</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Livramento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Oct 2012 05:23:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto!</p>
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