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	Comentários sobre: Tudo calmo na frente ocidental?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65415/#comment-82133</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2012 11:04:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Depoimento de um digno representante (autonomeado) da &quot;Geração à Rasca&quot; (ainda que avesso a manifestações - ou talvez por isso mesmo)

&quot;Por ter, de facto, uma opinião, aqui a deixo. Concordo que muitos não terão estado presentes nesta manifestação pelos motivos certos, e muitos que até teriam motivos válidos para lá estarem, mantiveram-se à margem. É o meu caso. Nunca fui apoiante de manifestações - raramente surtem qualquer tipo de efeito real - e procuro encontrar as soluções que possam ser melhores para mim.
Para quem não é da &quot;geração à rasca&quot;, ou para quem ainda não trabalha, há alguns pontos a que gostaria de dar ênfase para justificar o desânimo e a desmotivação com que por vezes somos obrigados a viver.
1 - A maioria dos nossos pais, tendo ou não estudado, tiveram trabalho desde cedo. Puderam ter contratos, ficar nos quadros de empresas, e receber subsídios de férias e de Natal. Quantos de nós, jovens, temos essas &quot;regalias&quot;? Contam-se pelos dedos os amigos que tenho nessas condições. Muitos, licenciados, ou com graus académicos superiores, estão no desemprego ou a trabalhar em caixas de supermercado. Sem desprestígio para quem tem este tipo de trabalho, mas não foi para isso que estudaram anos (alguns deles a pagarem do próprio bolso, ou com recurso a bolsas de estudo). Para além disso, quando os mais velhos eram despedidos (salvo casos de justa causa), recebiam indemnizações. E a nós o que acontece? Vamos de férias numa semana e no último dia de férias ligam-nos a comunicar que não somos mais necessários. E pronto. Feito.
2 - Vamos para o desemprego, e ficamos na &quot;m&quot;. Não há subsídios para os famosos recibos verdes. 
3 - Podemos até ganhar 1000 euros por mês. Porém, 21,5% fica retido na fonte (IRS) e 29,6% vai directamente para a Segurança Social. Para quê? Não faço ideia. Não temos real benefício com esta entidade, e eles próprios são os primeiros a duvidar que a reforma chegue para nós. Resumindo, andamos a tirar uma fatia razoável dos nossos ordenados, por vezes miseráveis, para pagar as reformas dos mais velhos. E quem o fará por nós?
4 - Os nossos pais puderam comprar casa, ter empréstimos para habitação. Por vezes o empréstimo até dava para cobrir obras na casa. E nós? Dizem que não casamos, ou casamos tarde, e temos filhos mais tarde ainda. É verdade. Mas a culpa não é nossa. É deste sistema que nos obriga a arrendar casa e pagar por ela por vezes mais de metade do nosso vencimento, só para estarmos com o nosso companheiro, porque comprar casa não está ao nosso alcance. Ou temos pais ricos que o financiam (deverá ser uma minoria), ou ficamos em casa dos pais, ou nos juntamos e fazemos o sacrifício financeiro de pagar uma renda por uma casa que nunca será nossa, enquanto simultaneamente tentamos juntar para uma Poupança Habitação, grão a grão. A realidade é que, ou no futuro temos fiadores, ou nenhum banco empresta dinheiro a pessoas como nós, a recibos verdes. E o que empresta, em tempos de crise, implica que tenhamos que ter uma entrada brutal, ou ficaremos a pagar juros que dão para pagar 2 ou 3 casas.

Na realidade teria muitos mais pontos para enumerar, mas o que queria realmente mostrar é que concordo em parte com este artigo, mas há muita gente realmente &quot;à rasca&quot;. Julgo que a única forma de o ultrapassarmos é através de um espírito mais empreendedor, porque há ainda muitos projectos por desenvolver em várias áreas. E felizmente, ainda há quem aposte nos mais jovens!&quot;

Fonte: http://barbaporfazerblog.blogspot.com/2011/04/geracao-que.html?showComment=1302821270943#c8630015324152182056]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depoimento de um digno representante (autonomeado) da &#8220;Geração à Rasca&#8221; (ainda que avesso a manifestações &#8211; ou talvez por isso mesmo)</p>
<p>&#8220;Por ter, de facto, uma opinião, aqui a deixo. Concordo que muitos não terão estado presentes nesta manifestação pelos motivos certos, e muitos que até teriam motivos válidos para lá estarem, mantiveram-se à margem. É o meu caso. Nunca fui apoiante de manifestações &#8211; raramente surtem qualquer tipo de efeito real &#8211; e procuro encontrar as soluções que possam ser melhores para mim.<br />
Para quem não é da &#8220;geração à rasca&#8221;, ou para quem ainda não trabalha, há alguns pontos a que gostaria de dar ênfase para justificar o desânimo e a desmotivação com que por vezes somos obrigados a viver.<br />
1 &#8211; A maioria dos nossos pais, tendo ou não estudado, tiveram trabalho desde cedo. Puderam ter contratos, ficar nos quadros de empresas, e receber subsídios de férias e de Natal. Quantos de nós, jovens, temos essas &#8220;regalias&#8221;? Contam-se pelos dedos os amigos que tenho nessas condições. Muitos, licenciados, ou com graus académicos superiores, estão no desemprego ou a trabalhar em caixas de supermercado. Sem desprestígio para quem tem este tipo de trabalho, mas não foi para isso que estudaram anos (alguns deles a pagarem do próprio bolso, ou com recurso a bolsas de estudo). Para além disso, quando os mais velhos eram despedidos (salvo casos de justa causa), recebiam indemnizações. E a nós o que acontece? Vamos de férias numa semana e no último dia de férias ligam-nos a comunicar que não somos mais necessários. E pronto. Feito.<br />
2 &#8211; Vamos para o desemprego, e ficamos na &#8220;m&#8221;. Não há subsídios para os famosos recibos verdes.<br />
3 &#8211; Podemos até ganhar 1000 euros por mês. Porém, 21,5% fica retido na fonte (IRS) e 29,6% vai directamente para a Segurança Social. Para quê? Não faço ideia. Não temos real benefício com esta entidade, e eles próprios são os primeiros a duvidar que a reforma chegue para nós. Resumindo, andamos a tirar uma fatia razoável dos nossos ordenados, por vezes miseráveis, para pagar as reformas dos mais velhos. E quem o fará por nós?<br />
4 &#8211; Os nossos pais puderam comprar casa, ter empréstimos para habitação. Por vezes o empréstimo até dava para cobrir obras na casa. E nós? Dizem que não casamos, ou casamos tarde, e temos filhos mais tarde ainda. É verdade. Mas a culpa não é nossa. É deste sistema que nos obriga a arrendar casa e pagar por ela por vezes mais de metade do nosso vencimento, só para estarmos com o nosso companheiro, porque comprar casa não está ao nosso alcance. Ou temos pais ricos que o financiam (deverá ser uma minoria), ou ficamos em casa dos pais, ou nos juntamos e fazemos o sacrifício financeiro de pagar uma renda por uma casa que nunca será nossa, enquanto simultaneamente tentamos juntar para uma Poupança Habitação, grão a grão. A realidade é que, ou no futuro temos fiadores, ou nenhum banco empresta dinheiro a pessoas como nós, a recibos verdes. E o que empresta, em tempos de crise, implica que tenhamos que ter uma entrada brutal, ou ficaremos a pagar juros que dão para pagar 2 ou 3 casas.</p>
<p>Na realidade teria muitos mais pontos para enumerar, mas o que queria realmente mostrar é que concordo em parte com este artigo, mas há muita gente realmente &#8220;à rasca&#8221;. Julgo que a única forma de o ultrapassarmos é através de um espírito mais empreendedor, porque há ainda muitos projectos por desenvolver em várias áreas. E felizmente, ainda há quem aposte nos mais jovens!&#8221;</p>
<p>Fonte: <a href="http://barbaporfazerblog.blogspot.com/2011/04/geracao-que.html?showComment=1302821270943#c8630015324152182056" rel="nofollow ugc">http://barbaporfazerblog.blogspot.com/2011/04/geracao-que.html?showComment=1302821270943#c8630015324152182056</a></p>
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		<title>
		Por: Putz.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65415/#comment-82061</link>

		<dc:creator><![CDATA[Putz.]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Oct 2012 18:15:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Como explicar então que, numa sociedade tão violenta e desigual, os protestos e manifestações sejam tão insistentemente ordeiros?&quot; É...hoje existem movimentos de todas as espécies e no entanto, fragmentados,pois como disse esperam que o grande estado pronuncie sobre o assunto, dê alguma solução. Esse é um dos aspectos citados no texto e que aliás gostei muito. Mas algo me leva a pensar que a resposta a essa pergunta seria uma tal arma:comodidade (lógico entre outras mas me atento a ela no momento).Esta que constrói o medo de morrer,o medo de apanhar, e talvez até o medo da mudança, mesmo que a persevere...as formas de controlo são e foram muito concretas, e sendo assim os movimentos procuram encontrar as lacunas para se articularem, e quase sempre, calados. Repressão, morte, prisões, torturas.. Agora as políticas esquerdistas ainda oferecem uma mão vazia ou esconde não sei. O caso ocidental acredito que toma rumos diferentes pelo fato de se estar vivendo uma crise muito visível e incomoda, isso tira o comodismo de muitos que não queriam morrer, nem apanhar, nem mudar a situação, pois tinham emprego e estabilidade financeira que os mantinham mais tranquilos(falo da massa)...agora, a classe que em constante crise desde que nasceram...que se indignam, que apanham, que necessitam mudança, essas que possibilitam agregar movimentos,mas  contudo, estão saturadas de tanto trabalho que a cabeça chega em casa exausta. Estão eles vendo os noticiários televisivos, se indignando e sentindo medo, do mesmo modo. Enfim, não respondo a pergunta, mas talvez veremos alguma resposta, tomara. Os movimentos precisam se articular e unirem forças e o que acontece é ao contrário, feministas separam de machistas, miseráveis não costumam ter apoio de classes pouco ou mais altas (eles tem medo que lhes roubem ou comprometam seu conforto) negros separam de brancos blá e etc. É...como diz o texto, um passo de cada vez, e que bom que muitos estão decidindo jogar, que movimentos estão discutindo-se cotidianamente...Todo apoio. Muito bom ver o povo todo na rua, espero ver isso aqui em breve..Em parte, &quot;Tudo calmo na frente latina&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Como explicar então que, numa sociedade tão violenta e desigual, os protestos e manifestações sejam tão insistentemente ordeiros?&#8221; É&#8230;hoje existem movimentos de todas as espécies e no entanto, fragmentados,pois como disse esperam que o grande estado pronuncie sobre o assunto, dê alguma solução. Esse é um dos aspectos citados no texto e que aliás gostei muito. Mas algo me leva a pensar que a resposta a essa pergunta seria uma tal arma:comodidade (lógico entre outras mas me atento a ela no momento).Esta que constrói o medo de morrer,o medo de apanhar, e talvez até o medo da mudança, mesmo que a persevere&#8230;as formas de controlo são e foram muito concretas, e sendo assim os movimentos procuram encontrar as lacunas para se articularem, e quase sempre, calados. Repressão, morte, prisões, torturas.. Agora as políticas esquerdistas ainda oferecem uma mão vazia ou esconde não sei. O caso ocidental acredito que toma rumos diferentes pelo fato de se estar vivendo uma crise muito visível e incomoda, isso tira o comodismo de muitos que não queriam morrer, nem apanhar, nem mudar a situação, pois tinham emprego e estabilidade financeira que os mantinham mais tranquilos(falo da massa)&#8230;agora, a classe que em constante crise desde que nasceram&#8230;que se indignam, que apanham, que necessitam mudança, essas que possibilitam agregar movimentos,mas  contudo, estão saturadas de tanto trabalho que a cabeça chega em casa exausta. Estão eles vendo os noticiários televisivos, se indignando e sentindo medo, do mesmo modo. Enfim, não respondo a pergunta, mas talvez veremos alguma resposta, tomara. Os movimentos precisam se articular e unirem forças e o que acontece é ao contrário, feministas separam de machistas, miseráveis não costumam ter apoio de classes pouco ou mais altas (eles tem medo que lhes roubem ou comprometam seu conforto) negros separam de brancos blá e etc. É&#8230;como diz o texto, um passo de cada vez, e que bom que muitos estão decidindo jogar, que movimentos estão discutindo-se cotidianamente&#8230;Todo apoio. Muito bom ver o povo todo na rua, espero ver isso aqui em breve..Em parte, &#8220;Tudo calmo na frente latina&#8221;</p>
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