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	Comentários sobre: A saída do euro e o fascismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-85093</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Nov 2012 13:01:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rui Matias,
Na minha perspectiva, o PT consagrou uma ruptura com o passado político do Brasil. O desenvolvimentismo durante estes últimos três mandatos presidenciais baseia-se na transnacionalização do capital e não nos mitos arcaicos do nacionalismo económico, a que a extrema-esquerda brasileira continua presa. Remeto para a série de artigos que publiquei neste site com o título genérico «Brasil hoje e amanhã» (este é o primeiro http://passapalavra.info/?p=43646 e os outros estão linkados). Aliás, tem havido no &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; um esforço colectivo de análise do neo-imperialismo brasileiro, como se pode seguir por esta tag: http://passapalavra.info/?tag=nunca_antes_na_historia_deste_pais .
De resto, seria bom que aqueles que acusam os governos PT ao mesmo tempo de neoliberalismo e de fascismo — não digo que você o faça, observo isto porque me parece vir a propósito — escolhessem um dos termos, porque eles são antagónicos. Na verdade, nada existe de fascismo no actual regime brasileiro, que também não é neoliberal, porque o Estado dispõe de poderosos mecanismos de intervenção económica, como o BNDES e, através das principais centrais sindicais, os fundos de pensões. Nem fascista nem neoliberal, o que é então o Brasil do PT? Um capitalismo em acelerada modernização. Quer dizer, um capitalismo sólido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rui Matias,<br />
Na minha perspectiva, o PT consagrou uma ruptura com o passado político do Brasil. O desenvolvimentismo durante estes últimos três mandatos presidenciais baseia-se na transnacionalização do capital e não nos mitos arcaicos do nacionalismo económico, a que a extrema-esquerda brasileira continua presa. Remeto para a série de artigos que publiquei neste site com o título genérico «Brasil hoje e amanhã» (este é o primeiro <a href="http://passapalavra.info/?p=43646" rel="ugc">http://passapalavra.info/?p=43646</a> e os outros estão linkados). Aliás, tem havido no <em>Passa Palavra</em> um esforço colectivo de análise do neo-imperialismo brasileiro, como se pode seguir por esta tag: <a href="http://passapalavra.info/?tag=nunca_antes_na_historia_deste_pais" rel="ugc">http://passapalavra.info/?tag=nunca_antes_na_historia_deste_pais</a> .<br />
De resto, seria bom que aqueles que acusam os governos PT ao mesmo tempo de neoliberalismo e de fascismo — não digo que você o faça, observo isto porque me parece vir a propósito — escolhessem um dos termos, porque eles são antagónicos. Na verdade, nada existe de fascismo no actual regime brasileiro, que também não é neoliberal, porque o Estado dispõe de poderosos mecanismos de intervenção económica, como o BNDES e, através das principais centrais sindicais, os fundos de pensões. Nem fascista nem neoliberal, o que é então o Brasil do PT? Um capitalismo em acelerada modernização. Quer dizer, um capitalismo sólido.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rui Matias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-85089</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rui Matias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Nov 2012 12:38:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Bernardo

Na sua opinião, quais aspectos do projeto de poder petista vão de encontro às tendências fascistas do nacional-desenvolvimentismo latino-americano, e quais vão contra.

Saudações]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Bernardo</p>
<p>Na sua opinião, quais aspectos do projeto de poder petista vão de encontro às tendências fascistas do nacional-desenvolvimentismo latino-americano, e quais vão contra.</p>
<p>Saudações</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-85076</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Nov 2012 10:32:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rodrigo Fonseca,
No espaço de um comentário não tenho possibilidade de fundamentar devidamente a concepção do regime de Hugo Chávez como uma modalidade de fascismo. Limito-me a indicar eixos de análise. 1) O chavismo insere-se no modelo de análise comparativa dos regimes fascistas que apresento em &lt;em&gt;Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta&lt;/em&gt; (Porto: Afrontamento: 2003), págs. 51-151. 2) O chavismo está muito próximo do peronismo, que constituiu uma das modalidades mais radicais, ou populistas, de regime fascista. 3) O chavismo está também muito próximo do nasserismo; acessoriamente, é importante saber que toda uma vertente do fascismo contemporâneo reivindica o nasserismo para o campo do fascismo. 4) A franja mais radical do fascismo populista, comummente designada como nacional-bolchevismo, reivindica igualmente para o seu campo, além do chavismo, o regime cubano.
Se eu tivesse cento e oitenta páginas, começaria por tecer um estudo comparado do caudilhismo e do aparecimento de um marxismo latino-americano nas primeiras décadas do século XX. Em seguida analisaria o exército como burocracia estatal alternativa e como quadro de reorganização económica desenvolvimentista. Depois procederia a uma análise comparada de vários processos políticos na América do Sul, com especial incidência na Argentina de Perón e na Bolívia na sequência da Guerra do Chaco; creio que estas duas grandes experiências dão a chave das demais. Terminaria apresentando o quadro do que pode ser um fascismo nos nossos dias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo Fonseca,<br />
No espaço de um comentário não tenho possibilidade de fundamentar devidamente a concepção do regime de Hugo Chávez como uma modalidade de fascismo. Limito-me a indicar eixos de análise. 1) O chavismo insere-se no modelo de análise comparativa dos regimes fascistas que apresento em <em>Labirintos do Fascismo. Na Encruzilhada da Ordem e da Revolta</em> (Porto: Afrontamento: 2003), págs. 51-151. 2) O chavismo está muito próximo do peronismo, que constituiu uma das modalidades mais radicais, ou populistas, de regime fascista. 3) O chavismo está também muito próximo do nasserismo; acessoriamente, é importante saber que toda uma vertente do fascismo contemporâneo reivindica o nasserismo para o campo do fascismo. 4) A franja mais radical do fascismo populista, comummente designada como nacional-bolchevismo, reivindica igualmente para o seu campo, além do chavismo, o regime cubano.<br />
Se eu tivesse cento e oitenta páginas, começaria por tecer um estudo comparado do caudilhismo e do aparecimento de um marxismo latino-americano nas primeiras décadas do século XX. Em seguida analisaria o exército como burocracia estatal alternativa e como quadro de reorganização económica desenvolvimentista. Depois procederia a uma análise comparada de vários processos políticos na América do Sul, com especial incidência na Argentina de Perón e na Bolívia na sequência da Guerra do Chaco; creio que estas duas grandes experiências dão a chave das demais. Terminaria apresentando o quadro do que pode ser um fascismo nos nossos dias.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-85012</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 03 Nov 2012 20:19:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Contrariamente ao que escreveu um dos comentadores, a citação da luta dos cubanos contra o embargo econômico me pareceu muito esclarecedora. Mas aí me veio uma pergunta, que eu gostaria muito de ver respondida ou comentada seriamente: não podemos falar em algo como &quot;transnacionalismos de esquerda&quot;? Pois o fato de Cuba - e do Brasil de Lula - reivindicar melhores condições de inserção no sistema econômico mundial dá vazão à formação de blocos alternativos ou &quot;sub-imperialismos&quot; como os capitaneados pela ALBA e pelas relações capitalistas Sul-Sul. 

Não me parece que essas políticas estejam caindo no vazio, a despeito de não mexerem em nada no regime de mais-valia - dá-se mesmo o oposto, ele é intensificado, mas com resultados econômicos como os que vemos na Venezuela, de diminuição da pobreza. Será que tais resultados só podem ser visíveis nos países encabeçadores destes blocos? Seria essa a razão de que, por exemplo, o Uruguai e outras economias menores, constantemente seguirem fazendo TLCs com os EUA? Seria viável a formação de um bloco dos desgostosos com o sistema do Euro (Grécia, Irlanda, Itália, Ibéria)? Ou os créditos e os mercados  aí seriam demasiadamente insuficientes?

Deixo como adendo a minha dificuldade (e sublinho que é dificuldade, de fato, e não uma simples oposição) em compreender uma afirmação ou sugestão de João Bernardo feita por aqui de que o chavismo seria um fascismo. Mesmo que por &quot;nação em cólera&quot; nas ruas se passe a compreender uma imaginária nação bolivariana-proletária em construção, para muito além das fronteiras venezuelanas. Parece-me, no entanto, uma boa provocação e discussão para a esquerda anticapitalista que não engole o anti-imperialismo como uma &quot;etapa&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Contrariamente ao que escreveu um dos comentadores, a citação da luta dos cubanos contra o embargo econômico me pareceu muito esclarecedora. Mas aí me veio uma pergunta, que eu gostaria muito de ver respondida ou comentada seriamente: não podemos falar em algo como &#8220;transnacionalismos de esquerda&#8221;? Pois o fato de Cuba &#8211; e do Brasil de Lula &#8211; reivindicar melhores condições de inserção no sistema econômico mundial dá vazão à formação de blocos alternativos ou &#8220;sub-imperialismos&#8221; como os capitaneados pela ALBA e pelas relações capitalistas Sul-Sul. </p>
<p>Não me parece que essas políticas estejam caindo no vazio, a despeito de não mexerem em nada no regime de mais-valia &#8211; dá-se mesmo o oposto, ele é intensificado, mas com resultados econômicos como os que vemos na Venezuela, de diminuição da pobreza. Será que tais resultados só podem ser visíveis nos países encabeçadores destes blocos? Seria essa a razão de que, por exemplo, o Uruguai e outras economias menores, constantemente seguirem fazendo TLCs com os EUA? Seria viável a formação de um bloco dos desgostosos com o sistema do Euro (Grécia, Irlanda, Itália, Ibéria)? Ou os créditos e os mercados  aí seriam demasiadamente insuficientes?</p>
<p>Deixo como adendo a minha dificuldade (e sublinho que é dificuldade, de fato, e não uma simples oposição) em compreender uma afirmação ou sugestão de João Bernardo feita por aqui de que o chavismo seria um fascismo. Mesmo que por &#8220;nação em cólera&#8221; nas ruas se passe a compreender uma imaginária nação bolivariana-proletária em construção, para muito além das fronteiras venezuelanas. Parece-me, no entanto, uma boa provocação e discussão para a esquerda anticapitalista que não engole o anti-imperialismo como uma &#8220;etapa&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ABCD		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-84820</link>

		<dc:creator><![CDATA[ABCD]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2012 14:16:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E porque não abordar os conteúdos concretos do texto? Atentado à inteligência humana é escrever mal e sem acentos e chamar lixo a um texto sem ser capaz de o comentar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E porque não abordar os conteúdos concretos do texto? Atentado à inteligência humana é escrever mal e sem acentos e chamar lixo a um texto sem ser capaz de o comentar.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mario		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-84816</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mario]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2012 13:34:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom dia.

Jà tinha visto manipulaçao. Em Portugal entao, relativamente ao euro ou à UE, é mais que frequente.

Jà tinha visto &quot;artigos&quot; ou pseudo-artigos que se proclamavam como tais.

Mais desta forma, e com este nivel de mediocridade, até hoje, ainda nao me tinha chegado à vista.

Agora sei, com este &quot;artigo&quot; de propaganda incrivel de nulidade, que se pode atinjir e ultrapassar o nivel do lixo.

Estamos aqui perante uma falta de decencia maxima, e um atentado à inteligencia humana.

Percebe-se assim que os portugueses sejam os unicos europeus que ainda se pronunciam para o mantém desta inepcia devastadora que é o euro, ou seja o maior erro da historia, e que os mantém neste caos imenso.

Lixo, é um adjectivo &quot;doce&quot; que me permite ser respeituoso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia.</p>
<p>Jà tinha visto manipulaçao. Em Portugal entao, relativamente ao euro ou à UE, é mais que frequente.</p>
<p>Jà tinha visto &#8220;artigos&#8221; ou pseudo-artigos que se proclamavam como tais.</p>
<p>Mais desta forma, e com este nivel de mediocridade, até hoje, ainda nao me tinha chegado à vista.</p>
<p>Agora sei, com este &#8220;artigo&#8221; de propaganda incrivel de nulidade, que se pode atinjir e ultrapassar o nivel do lixo.</p>
<p>Estamos aqui perante uma falta de decencia maxima, e um atentado à inteligencia humana.</p>
<p>Percebe-se assim que os portugueses sejam os unicos europeus que ainda se pronunciam para o mantém desta inepcia devastadora que é o euro, ou seja o maior erro da historia, e que os mantém neste caos imenso.</p>
<p>Lixo, é um adjectivo &#8220;doce&#8221; que me permite ser respeituoso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carlos		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-82943</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carlos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Oct 2012 10:02:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Cuba?! Acham mesmo que evocar Cuba vai esclarecer o debate acerca da Denúncia do Memorando e da Saída do Euro que poderá ou não advir daí? Acham mesmo que tem alguma coisa a ver com o assunto em causa?

E depois esse uso do &quot;nacionalismo&quot;... penso que igualmente misturam as coisas; e, já agora, digam-me: classificarão como &quot;nacionalista&quot; qualquer resistência que venha a surgir em face do novo plano alemão para a Europa? Acham mesmo que deveremos aceitar tudo e pronto! porque tudo o resto será mero &quot;nacionalismo&quot;? E se a Merkel algum dia achar que se deve ir ainda mais longe, e vier dizer que o ministro das finanças deverá ser nomeado directamente pelas instâncias europeias, independentemente do que poderá pensar o restante governo saído das eleições? Resistir a isso será tb &quot;nacionalismo&quot;?
E outra dúvida: será que foi para não serem acusados de serem &quot;nacionalistas&quot; que a &quot;bela&quot; e &quot;responsável&quot; esquerda do PS apoiou a &quot;Regra de Ouro&quot; da Merkel?

Mas há algo implícito no Vosso texto e com a qual concordo: denunciar o Memorando, aceitando a hipótese da saída do Euro, implica Coragem, uma corajosa resistência ao medo, à paralisia do medo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cuba?! Acham mesmo que evocar Cuba vai esclarecer o debate acerca da Denúncia do Memorando e da Saída do Euro que poderá ou não advir daí? Acham mesmo que tem alguma coisa a ver com o assunto em causa?</p>
<p>E depois esse uso do &#8220;nacionalismo&#8221;&#8230; penso que igualmente misturam as coisas; e, já agora, digam-me: classificarão como &#8220;nacionalista&#8221; qualquer resistência que venha a surgir em face do novo plano alemão para a Europa? Acham mesmo que deveremos aceitar tudo e pronto! porque tudo o resto será mero &#8220;nacionalismo&#8221;? E se a Merkel algum dia achar que se deve ir ainda mais longe, e vier dizer que o ministro das finanças deverá ser nomeado directamente pelas instâncias europeias, independentemente do que poderá pensar o restante governo saído das eleições? Resistir a isso será tb &#8220;nacionalismo&#8221;?<br />
E outra dúvida: será que foi para não serem acusados de serem &#8220;nacionalistas&#8221; que a &#8220;bela&#8221; e &#8220;responsável&#8221; esquerda do PS apoiou a &#8220;Regra de Ouro&#8221; da Merkel?</p>
<p>Mas há algo implícito no Vosso texto e com a qual concordo: denunciar o Memorando, aceitando a hipótese da saída do Euro, implica Coragem, uma corajosa resistência ao medo, à paralisia do medo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: notrivia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-82711</link>

		<dc:creator><![CDATA[notrivia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 19:45:22 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=65637#comment-82711</guid>

					<description><![CDATA[Sendo útil observar que no exposto, o exercício é o de fundamentalmente perceber as consequências que uma saida do euro implica, é igualmente importante ter em conta que este não é o unico exercício possivel.

Pelo que absorvo do debate corrente na sociedade em geral (e isto quando os intervenientes estão minimamente informados do que debatem), a &#039;saida do euro&#039; não é a solução para o problema, mas uma consequência que se apresenta óbvia ou com grandes possibilidades de ocorrer, caso a &#039;suspensão(e esta sim, o primeiro passo na resolução do problema) do pagamento da dívida&#039; até mais ver(auditoria), seja posta em prática.

Sendo assim, parece-me que a questão da &#039;suspensão do pagamento&#039; é a que realmente tem prioridade no debate.
E tem a ver com uma coisa muito simples que é a responsabilidade das entidades públicas no exercício das suas funções.

Artigo 22.º
Responsabilidade das entidades públicas

O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem. 

É disto é que falamos no fundo. Não admira tanto pato bravo por aí a querer mudar a constituição...

Perante tal cenário, colocar a &#039;saida do euro&#039; e as suas possiveis consequências a cabeça do debate, revela um grau de parentesco com, por exemplo, uma prioridade assumida por um empregado que é a de não contestar um patrão com conduta exploratória e humilhadora devido ao medo de ser despedido e das respectivas consequências, quando por outro lado, existe a possibilidade de suspender os seus serviços até mudar a situação, mesmo que não seja imediatamente realizavel.
O mineiros sul-africanos demonstraram que apesar de dificil não é impossivel. Mas exigir respeito muitas vezes é  isso mesmo.       

Senti um certo tom de &#039;inevitabilidade de permanecer no euro senão é o fim do mundo&#039; no exposto. Algo com que não consigo estabelecer resonância, e que não considero útil se a intenção do debate é procurar algo melhor em vez de mais do mesmo em que alguns têm vida e outros sobrevivem.
A morte, esta sim, é inevitável. Em tudo o resto há espaço pra melhorar, mas com medo não se costuma conseguir grande coisa.

É importante fazer-se a análise economica de fundo, mas esta é a observação e detecção dos problemas.
A solução/resolução requer uma abordagem mais criativa, como por exemplo, pensar o que pode ser  feito para cancelar as deficiências na capacidade de auto-subsistência alimentar e energética.
Provavelmente as verdadeiras prioridades, se os daqui e os de todo o lado pretendem viver em sociedades  economicamente equilibradas e inerentemente mais saudáveis(física e mentalmente).

Parece-me que nenhum governo nem nenhuma empresa à de proporcionar estes serviços sem pedir corpos e almas em troca. Enquanto a origem e o controlo não forem locais, vai ser sempre um regatear constante e os poderosos vão ter toda a gente na ponta do chicote. 
Mas pensar assim se calhar é ser demasiado simplório e demasiado primitivo.
Ao que me parece, toda a gente quer um mundo melhor mas os outros que lhes cultivem a comida, produzam o combustivel para poderem mover os seus veículos e eletricidade, etc.

Se calhar temos todos que começar a repensar as prioridades

Quanto ao fascismo, é uma parasitologia que sempre se alimentará da ignorância. Reduzir os niveis de ignorância, isso sim, é uma tarefa daquelas. Bem mais complicada que lidar com saidas do euro, etc. Mas o ponto de partida em princípio é capaz de ser o mesmo. 

Apesar dos contras, bom texto e com muita lenha pra queimar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sendo útil observar que no exposto, o exercício é o de fundamentalmente perceber as consequências que uma saida do euro implica, é igualmente importante ter em conta que este não é o unico exercício possivel.</p>
<p>Pelo que absorvo do debate corrente na sociedade em geral (e isto quando os intervenientes estão minimamente informados do que debatem), a &#8216;saida do euro&#8217; não é a solução para o problema, mas uma consequência que se apresenta óbvia ou com grandes possibilidades de ocorrer, caso a &#8216;suspensão(e esta sim, o primeiro passo na resolução do problema) do pagamento da dívida&#8217; até mais ver(auditoria), seja posta em prática.</p>
<p>Sendo assim, parece-me que a questão da &#8216;suspensão do pagamento&#8217; é a que realmente tem prioridade no debate.<br />
E tem a ver com uma coisa muito simples que é a responsabilidade das entidades públicas no exercício das suas funções.</p>
<p>Artigo 22.º<br />
Responsabilidade das entidades públicas</p>
<p>O Estado e as demais entidades públicas são civilmente responsáveis, em forma solidária com os titulares dos seus órgãos, funcionários ou agentes, por acções ou omissões praticadas no exercício das suas funções e por causa desse exercício, de que resulte violação dos direitos, liberdades e garantias ou prejuízo para outrem. </p>
<p>É disto é que falamos no fundo. Não admira tanto pato bravo por aí a querer mudar a constituição&#8230;</p>
<p>Perante tal cenário, colocar a &#8216;saida do euro&#8217; e as suas possiveis consequências a cabeça do debate, revela um grau de parentesco com, por exemplo, uma prioridade assumida por um empregado que é a de não contestar um patrão com conduta exploratória e humilhadora devido ao medo de ser despedido e das respectivas consequências, quando por outro lado, existe a possibilidade de suspender os seus serviços até mudar a situação, mesmo que não seja imediatamente realizavel.<br />
O mineiros sul-africanos demonstraram que apesar de dificil não é impossivel. Mas exigir respeito muitas vezes é  isso mesmo.       </p>
<p>Senti um certo tom de &#8216;inevitabilidade de permanecer no euro senão é o fim do mundo&#8217; no exposto. Algo com que não consigo estabelecer resonância, e que não considero útil se a intenção do debate é procurar algo melhor em vez de mais do mesmo em que alguns têm vida e outros sobrevivem.<br />
A morte, esta sim, é inevitável. Em tudo o resto há espaço pra melhorar, mas com medo não se costuma conseguir grande coisa.</p>
<p>É importante fazer-se a análise economica de fundo, mas esta é a observação e detecção dos problemas.<br />
A solução/resolução requer uma abordagem mais criativa, como por exemplo, pensar o que pode ser  feito para cancelar as deficiências na capacidade de auto-subsistência alimentar e energética.<br />
Provavelmente as verdadeiras prioridades, se os daqui e os de todo o lado pretendem viver em sociedades  economicamente equilibradas e inerentemente mais saudáveis(física e mentalmente).</p>
<p>Parece-me que nenhum governo nem nenhuma empresa à de proporcionar estes serviços sem pedir corpos e almas em troca. Enquanto a origem e o controlo não forem locais, vai ser sempre um regatear constante e os poderosos vão ter toda a gente na ponta do chicote.<br />
Mas pensar assim se calhar é ser demasiado simplório e demasiado primitivo.<br />
Ao que me parece, toda a gente quer um mundo melhor mas os outros que lhes cultivem a comida, produzam o combustivel para poderem mover os seus veículos e eletricidade, etc.</p>
<p>Se calhar temos todos que começar a repensar as prioridades</p>
<p>Quanto ao fascismo, é uma parasitologia que sempre se alimentará da ignorância. Reduzir os niveis de ignorância, isso sim, é uma tarefa daquelas. Bem mais complicada que lidar com saidas do euro, etc. Mas o ponto de partida em princípio é capaz de ser o mesmo. </p>
<p>Apesar dos contras, bom texto e com muita lenha pra queimar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: notrivia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-82694</link>

		<dc:creator><![CDATA[notrivia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2012 15:42:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=65637#comment-82694</guid>

					<description><![CDATA[Muito pano e não só pra mangas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito pano e não só pra mangas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alexandre Abreu		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/65637/#comment-82594</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alexandre Abreu]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Oct 2012 16:49:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=65637#comment-82594</guid>

					<description><![CDATA[Parabéns pelo contributo para o debate, apesar de me situar do outro lado. Respondi aqui:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/10/debater-o-euro-esquerda.html
Abraços,
Alexandre Abreu]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo contributo para o debate, apesar de me situar do outro lado. Respondi aqui:<br />
<a href="http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/10/debater-o-euro-esquerda.html" rel="nofollow ugc">http://ladroesdebicicletas.blogspot.pt/2012/10/debater-o-euro-esquerda.html</a><br />
Abraços,<br />
Alexandre Abreu</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
