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	Comentários sobre: «Europa não, Portugal nunca» – um esclarecimento	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Zee		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66091/#comment-84617</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zee]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Nov 2012 04:27:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A quem interessa que os países do Sul da Europa saíam da UE?

Nestes tempos de crise em Portugal, Espanha, Grécia e, em menor escala, Itália, ressurgem gritos latentes de eurocéticos – “Larguemos o Euro! Fora da UE! Que se Lixe!”. Este brevíssimo comentário pretende expor alguns pontos interessantes (ou, antes, preocupantes), para fazer refletir sobre os interesses que podem estar por trás de visões que setores da esquerda vêm apoiando como solução para a situação atual...
Dialogando com um dos artigos já presentes no site, devemos pensar: o que ocorreria caso os governos dos países do Sul da Europa optassem pelo calote e rompessem com a UE? Ora, nas condições atuais da economia destes países (agora, falando da trindade poulantziniana: Grécia, Portugal e Espanha), essencialmente voltada ao turismo e à exportação de produtos de baixa tecnologia (como azeite), poderia se optar pela tentativa de reindustrialização ou manutenção atual da economia. Ambas, todavia, passariam pela necessidade de crédito externo, seja para compra de maquinários (e nesse caso, a quantidade de crédito seria ainda maior), seja para financiamento de produtores.
Assim, a quais fundos recorreriam estes países? Tendo saído do euro dando um calote, é improvável que os fundos alemães e franceses sorrissem com felicidade. Talvez os EUA, mas é pouco verossímil que um governo que enfrenta uma crise econômica e política (como é o caso do atual governo Obama e, mudando ou não o democrata, será o do governo seguinte, ao menos em seus dois primeiros anos) compre o desgaste com a opinião pública de seu país financiando países com (literalmente) pouco crédito na praça. 
Restam abertas as portas da China e da Rússia. No presente momento, em que ares de Guerra Fria voltam a soprar em torno da questão síria, seria mais do que interessante para Beijing e Moscou ter como dependentes governos na bacia do Mediterrâneo.
Some-se isso a recente convergência que certos movimentos e ideólogos da extrema-direita da região andam encontrando com ideólogos da Rússia de Putin, passando a tentar se inserir nas manifestações de rua contra a troika e fazendo coro . Pois é, meus caros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A quem interessa que os países do Sul da Europa saíam da UE?</p>
<p>Nestes tempos de crise em Portugal, Espanha, Grécia e, em menor escala, Itália, ressurgem gritos latentes de eurocéticos – “Larguemos o Euro! Fora da UE! Que se Lixe!”. Este brevíssimo comentário pretende expor alguns pontos interessantes (ou, antes, preocupantes), para fazer refletir sobre os interesses que podem estar por trás de visões que setores da esquerda vêm apoiando como solução para a situação atual&#8230;<br />
Dialogando com um dos artigos já presentes no site, devemos pensar: o que ocorreria caso os governos dos países do Sul da Europa optassem pelo calote e rompessem com a UE? Ora, nas condições atuais da economia destes países (agora, falando da trindade poulantziniana: Grécia, Portugal e Espanha), essencialmente voltada ao turismo e à exportação de produtos de baixa tecnologia (como azeite), poderia se optar pela tentativa de reindustrialização ou manutenção atual da economia. Ambas, todavia, passariam pela necessidade de crédito externo, seja para compra de maquinários (e nesse caso, a quantidade de crédito seria ainda maior), seja para financiamento de produtores.<br />
Assim, a quais fundos recorreriam estes países? Tendo saído do euro dando um calote, é improvável que os fundos alemães e franceses sorrissem com felicidade. Talvez os EUA, mas é pouco verossímil que um governo que enfrenta uma crise econômica e política (como é o caso do atual governo Obama e, mudando ou não o democrata, será o do governo seguinte, ao menos em seus dois primeiros anos) compre o desgaste com a opinião pública de seu país financiando países com (literalmente) pouco crédito na praça.<br />
Restam abertas as portas da China e da Rússia. No presente momento, em que ares de Guerra Fria voltam a soprar em torno da questão síria, seria mais do que interessante para Beijing e Moscou ter como dependentes governos na bacia do Mediterrâneo.<br />
Some-se isso a recente convergência que certos movimentos e ideólogos da extrema-direita da região andam encontrando com ideólogos da Rússia de Putin, passando a tentar se inserir nas manifestações de rua contra a troika e fazendo coro . Pois é, meus caros.</p>
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		<title>
		Por: Patricia Lopez		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66091/#comment-83652</link>

		<dc:creator><![CDATA[Patricia Lopez]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2012 08:20:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este debate esclarece-me mais sobre o que fazer ( e sobretudo o que não fazer ) que toda a produção do Congresso de Alternativas.
Desejo que não parem, que não ponham pontos finais, mesmo que sintam que se estão a repetir: A cada repetição há sempre alguém que ainda não tinha entendido e passou a entender.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este debate esclarece-me mais sobre o que fazer ( e sobretudo o que não fazer ) que toda a produção do Congresso de Alternativas.<br />
Desejo que não parem, que não ponham pontos finais, mesmo que sintam que se estão a repetir: A cada repetição há sempre alguém que ainda não tinha entendido e passou a entender.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66091/#comment-83624</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Oct 2012 01:52:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66091#comment-83624</guid>

					<description><![CDATA[Excelente texto. Ele faz uma bela análise da economia e mostra os falsos caminhos que alguns intelectuais da esquerda pouco ilustrados podem cometer. Certa vez um amigo meu comentou sobre os bancos e suas respectivas falências, acabei falando para ele que a minha opinião era a da salvaguarda destes. Ele ficou espantado, pois como era possível que um marxista tivesse um tal posicionamento. Disse a ele que enquanto a economia capitalista é capitalista, a produção de riqueza é feita através da propriedade privada e de suas explorações, disse também que os banqueiros têm seus contatos e que movimentam o dinheiro muito facilmente. Argumentei que, enquanto não fizermos a coletivização dos meios de produção, por mais justa que pareça a quebra de um banco, ela só afetaria os estratos médios da burguesia e todos do proletariado, pois os grandes capitalistas já teriam evadido seu capital e os pequenos se veriam na impossibilidade da perpetuação de sua empresa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto. Ele faz uma bela análise da economia e mostra os falsos caminhos que alguns intelectuais da esquerda pouco ilustrados podem cometer. Certa vez um amigo meu comentou sobre os bancos e suas respectivas falências, acabei falando para ele que a minha opinião era a da salvaguarda destes. Ele ficou espantado, pois como era possível que um marxista tivesse um tal posicionamento. Disse a ele que enquanto a economia capitalista é capitalista, a produção de riqueza é feita através da propriedade privada e de suas explorações, disse também que os banqueiros têm seus contatos e que movimentam o dinheiro muito facilmente. Argumentei que, enquanto não fizermos a coletivização dos meios de produção, por mais justa que pareça a quebra de um banco, ela só afetaria os estratos médios da burguesia e todos do proletariado, pois os grandes capitalistas já teriam evadido seu capital e os pequenos se veriam na impossibilidade da perpetuação de sua empresa.</p>
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