<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: A propósito de lugares-comuns e ideias feitas	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2012/10/66327/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sat, 15 Jan 2022 20:08:25 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Marcus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-87822</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2012 23:21:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-87822</guid>

					<description><![CDATA[&quot;Para vocês tudo se resume a uma eterna luta direita / esquerda?&quot;

Temos que ir além dessas dicotomias atrasadas, melhor, além das distinções de classe, assim diria um bom fascista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Para vocês tudo se resume a uma eterna luta direita / esquerda?&#8221;</p>
<p>Temos que ir além dessas dicotomias atrasadas, melhor, além das distinções de classe, assim diria um bom fascista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rogério Pires		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-87801</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rogério Pires]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2012 20:13:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-87801</guid>

					<description><![CDATA[Para vocês não existe meio-termo, ou se é fascista ou comunista. No vosso vocabulário não existe definição para pessoas livres-pensadores, que respeitem valores como a família, a sociedade ou o planeta mãe, sem estarem “tapados” por estigmas políticos ou ideológicos? Para vocês tudo se resume a uma eterna luta direita / esquerda? Isso é pura demagogia, diria mesmo: “Demagogia retrógrada”. A modernidade de pensamento, análise e intervenção social não se revê nesses paradigmas.

Também não sou religioso, sou agnóstico, mas compreendo aqueles que professam uma qualquer fé. Na política actual, diria figurativamente que sou ateu, apenas reconheço que é um mal necessário, não me imponham que faça leituras onde implicitamente entrem conotações entre tendências politicas, seja nacionalismo, comunismo, fascismo, liberalismo, etc. 

Quanto muito sou um democrata puro, defendo a igualdade de tratamento para todos os cidadãos independentemente do seu status social e uma participação activa destes nas tomadas de decisão importantes e fundamentais para todo o povo. 
Sei que no actual estado das democracias modernas este pressuposto é utópico e inexequível. As democracias actuais são mascaradas e violadas por interesses financeiros despudorados, e norteadas para defenderem os lucros de grandes e poderosos grupos financeiros.

Aqui fecho a minha intervenção no tópico antes que me definam com novos adjectivos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para vocês não existe meio-termo, ou se é fascista ou comunista. No vosso vocabulário não existe definição para pessoas livres-pensadores, que respeitem valores como a família, a sociedade ou o planeta mãe, sem estarem “tapados” por estigmas políticos ou ideológicos? Para vocês tudo se resume a uma eterna luta direita / esquerda? Isso é pura demagogia, diria mesmo: “Demagogia retrógrada”. A modernidade de pensamento, análise e intervenção social não se revê nesses paradigmas.</p>
<p>Também não sou religioso, sou agnóstico, mas compreendo aqueles que professam uma qualquer fé. Na política actual, diria figurativamente que sou ateu, apenas reconheço que é um mal necessário, não me imponham que faça leituras onde implicitamente entrem conotações entre tendências politicas, seja nacionalismo, comunismo, fascismo, liberalismo, etc. </p>
<p>Quanto muito sou um democrata puro, defendo a igualdade de tratamento para todos os cidadãos independentemente do seu status social e uma participação activa destes nas tomadas de decisão importantes e fundamentais para todo o povo.<br />
Sei que no actual estado das democracias modernas este pressuposto é utópico e inexequível. As democracias actuais são mascaradas e violadas por interesses financeiros despudorados, e norteadas para defenderem os lucros de grandes e poderosos grupos financeiros.</p>
<p>Aqui fecho a minha intervenção no tópico antes que me definam com novos adjectivos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-87744</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2012 13:11:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-87744</guid>

					<description><![CDATA[Bom, se o sr. Rogério Pires não é nem de esquerda, nem de direita e diz o que diz em seu comentário mais recente, confirma a impressão do João Valente Aguiar: 

&quot;A nossa herança ancestral é recheada de feitos heróicos onde a honra e o respeito norteavam as acções sociais e mesmo as acções guerreiras&quot;

&quot;Angustio-me com a possibilidade de a família deixar de ser a célula fundamental da sociedade e que a escola continue a perder autoridade e a não instruir para a valorização da pessoa nas vertentes sociais e humanas&quot;

&quot;A humanidade assiste a um consumismo exacerbado e sem nexo, despojando o planeta terra dos seus recursos naturais insubstituíveis a curto ou médio prazo (e por vezes de forma permanente)&quot;

&quot;O aumento de famílias desfeitas pelo divórcio, pelos estupefacientes, pelo álcool, ou pelo crime&quot;

Ou as coisas mudaram muito nos últimos anos, ou trata-se exatamente de um fascista. Enrustido, mas um fascista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, se o sr. Rogério Pires não é nem de esquerda, nem de direita e diz o que diz em seu comentário mais recente, confirma a impressão do João Valente Aguiar: </p>
<p>&#8220;A nossa herança ancestral é recheada de feitos heróicos onde a honra e o respeito norteavam as acções sociais e mesmo as acções guerreiras&#8221;</p>
<p>&#8220;Angustio-me com a possibilidade de a família deixar de ser a célula fundamental da sociedade e que a escola continue a perder autoridade e a não instruir para a valorização da pessoa nas vertentes sociais e humanas&#8221;</p>
<p>&#8220;A humanidade assiste a um consumismo exacerbado e sem nexo, despojando o planeta terra dos seus recursos naturais insubstituíveis a curto ou médio prazo (e por vezes de forma permanente)&#8221;</p>
<p>&#8220;O aumento de famílias desfeitas pelo divórcio, pelos estupefacientes, pelo álcool, ou pelo crime&#8221;</p>
<p>Ou as coisas mudaram muito nos últimos anos, ou trata-se exatamente de um fascista. Enrustido, mas um fascista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rogério Pires		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-87687</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rogério Pires]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Nov 2012 06:58:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-87687</guid>

					<description><![CDATA[Não, Sr. João Valente Aguiar, não sou de esquerda, nem de direita, sou simplesmente um cidadão com os pés assentes na terra e que analisa desapaixonadamente a actual situação caótica em que politicas erradas (durante muitas décadas) estão a conduzir-nos ao caos social.

Os estudos económicos são o que são, uns aproximam-se da realidade, a maioria são alicerçados em pressupostos com grande possibilidade de serem falíveis. Diga-me uma só previsão económica dos últimos 3 anos que tenha acertado na mouche. Claro, apenas as mais pessimistas conseguiram aproximar-se dos resultados concretos, mas aí não é difícil ser vidente.

Tenho familiares directos emigrados na Alemanha há cerca de trinta anos e mesmo eu tenho estado lá regularmente. A minha opinião é fundamentada no sentimento generalizado do povo Alemão e na constatação in loco. Não são meras conjecturas mas sim factos que estão a acontecer. Por exemplo, a iluminação de Natal nas ruas de cidades alemãs vão ser reduzidas ao mínimo este ano … E se as ruas alemãs eram bonitas pelo Natal!

Quer saber qual é a minha visão deste mundo conturbado?
Foge um bocado ao âmbito político, mas afinal tudo é política.

Reflexão:

Somos espectadores e ao mesmo tempo figurantes de uma época crítica para a Humanidade e para o futuro do planeta.  

Nunca em qualquer outro período na história humana vivemos um momento tão particularmente inquietante. Em boa verdade estamos bem no âmago de uma encruzilhada social, onde ideias, convicções, modelos e certezas do passado se confundem com novos conceitos, ideais e valores de uma sociedade global e em rápida metamorfose. 

Apercebemo-nos de que o mundo segue uma nova linha orientadora mundial e de que não conseguimos acompanhar a velocidade supersónica a que ocorrem estas transformações globais. Sentimos que esse facto começou a afectar as nossas vidas, mas, desorientados, não assimilamos as novas referências e vivemos angustiados numa incerteza atroz, com uma sensação de perigo iminente enraizada na alma e uma sensação de desamparo que carcome os intelectos mais íntegros.

Impõe-se fazer uma reflexão sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos! 
No presente, temos a noção de que habitamos um planeta onde coexistem duas realidades distintas que nos afrontam e preocupam. A nossa herança ancestral é recheada de feitos heróicos onde a honra e o respeito norteavam as acções sociais e mesmo as acções guerreiras. 

Em contraponto vivemos uma era onde os valores são pervertidos a éticas abomináveis e de contornos sórdidos e onde as classes dominantes vivem envoltas em escândalos de diversas índoles. São factos que nos levam a admitir que houve uma reconversão dos valores da honestidade, serenidade e sabedoria. Do choque de ideologias e crenças políticas resulta uma sociedade compreensivelmente conturbada e confusa, onde muitos actores que sobem ao palco (governos) são maus actores, repletos de vícios e que mudam o guião conforme as suas conveniências.  

Basta um olhar sobre um qualquer jornal diário para nos apercebermos do estado do mundo que nós próprios construímos (ou aceitámos que fosse construído pelos depositários do poder e pelos responsáveis pelas grandes escolhas que norteiam e afectam a sociedade).  

Olhando à nossa volta, apercebemo-nos de que o desemprego lança a incerteza sobre a própria sobrevivência das populações e que as inquietações políticas nesta matéria são um mau prenúncio para um futuro imediato. Lemos discursos inflamados mas vazios de ideias e de preocupações sociais. Observamos ódios desmesurados mas orientados por uma sede de poder que nos sufoca e desorienta. 

Numa base comunitária, assistimos impávidos a uma luta desenfreada na busca a qualquer preço de sucesso rápido. A preparação para a luta pelo sucesso, começa a ser incutido nas escolas, onde as crianças são preparadas para competir por um lugar na sociedade, mas é mais tarde pervertida a uma lógica de mercado que engole os valores morais instituídos e obriga os adultos a uma prostituição mental, provocando uma desorientação angustiante e uma ingenuidade social alarmante. 

Angustio-me com a possibilidade de a família deixar de ser a célula fundamental da sociedade e que a escola continue a perder autoridade e a não instruir para a valorização da pessoa nas vertentes sociais e humanas. Sinto o clima de angústia e ansiedade nas pessoas e ouço os seus gritos inseguros perdidos num vozeirão político e burocrático, atingindo ouvidos insensíveis.
Gritam porque se sentem inseguros, perdidos em labirintos sociais intricados, sabem que este rumo levará forçosamente à deterioração social e choram os valores que se perdem com a decomposição dos núcleos familiares que foram durante milénios os alicerces de uma sociedade mais justa.

A humanidade assiste a um consumismo exacerbado e sem nexo, despojando o planeta terra dos seus recursos naturais insubstituíveis a curto ou médio prazo (e por vezes de forma permanente), no entanto muitos de nós encolhem os ombros e qual avestruz enfia a cabeça na areia, fingindo acreditar que a nossa sociedade não está doente, quiçá ferida de morte. 

Porém os sintomas estão à vista de todos.  

A ruína financeira; O aumento de famílias desfeitas pelo divórcio, pelos estupefacientes, pelo álcool, ou pelo crime; A precariedade no emprego; O abandono dos mais idosos; Uma justiça titubeante, onde por vezes a única pessoa que não tem direitos… é a vítima; As convulsões sociais, cavando um fosso inultrapassável entre os que têm tudo e os que não têm (quase) nada.

Com estes pressupostos acentua-se o desespero das pessoas por viverem num mundo que não compreendem. As estatísticas comprovam o aumento dos casos de suicídio entre pessoas saudáveis com emprego e vidas relativamente estáveis mas a quem as mudanças sociais ou profissionais provocaram uma angústia tão grande que preferem a morte à incerteza e à ansiedade. 

À escala global, assistimos ao desbaratar de recursos não renováveis, provocando mudanças profundas na saúde do planeta Terra, que poderão inclusive acabar com a vida terrestre como a conhecemos, provocar o aparecimento de uma nova era e o consequente desaparecimento da raça humana e de milhões de outras espécies.  

É necessário mudar mentalidades. Nunca como agora houve tanta partilha de informação. Nunca como hoje as oportunidades de invertermos o rumo das coisas foi tão urgente.  

O optimismo é uma condição humana. Existem pessoas que ficam tristes porque as rosas têm espinhos; Enquanto outras ficam alegres porque os espinhos têm rosas.  

Vamos então manter o optimismo. No meu caso, o que me preocupa não são os ensurdecedores gritos dos maus, mas sim os prolongados silêncios dos bons!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, Sr. João Valente Aguiar, não sou de esquerda, nem de direita, sou simplesmente um cidadão com os pés assentes na terra e que analisa desapaixonadamente a actual situação caótica em que politicas erradas (durante muitas décadas) estão a conduzir-nos ao caos social.</p>
<p>Os estudos económicos são o que são, uns aproximam-se da realidade, a maioria são alicerçados em pressupostos com grande possibilidade de serem falíveis. Diga-me uma só previsão económica dos últimos 3 anos que tenha acertado na mouche. Claro, apenas as mais pessimistas conseguiram aproximar-se dos resultados concretos, mas aí não é difícil ser vidente.</p>
<p>Tenho familiares directos emigrados na Alemanha há cerca de trinta anos e mesmo eu tenho estado lá regularmente. A minha opinião é fundamentada no sentimento generalizado do povo Alemão e na constatação in loco. Não são meras conjecturas mas sim factos que estão a acontecer. Por exemplo, a iluminação de Natal nas ruas de cidades alemãs vão ser reduzidas ao mínimo este ano … E se as ruas alemãs eram bonitas pelo Natal!</p>
<p>Quer saber qual é a minha visão deste mundo conturbado?<br />
Foge um bocado ao âmbito político, mas afinal tudo é política.</p>
<p>Reflexão:</p>
<p>Somos espectadores e ao mesmo tempo figurantes de uma época crítica para a Humanidade e para o futuro do planeta.  </p>
<p>Nunca em qualquer outro período na história humana vivemos um momento tão particularmente inquietante. Em boa verdade estamos bem no âmago de uma encruzilhada social, onde ideias, convicções, modelos e certezas do passado se confundem com novos conceitos, ideais e valores de uma sociedade global e em rápida metamorfose. </p>
<p>Apercebemo-nos de que o mundo segue uma nova linha orientadora mundial e de que não conseguimos acompanhar a velocidade supersónica a que ocorrem estas transformações globais. Sentimos que esse facto começou a afectar as nossas vidas, mas, desorientados, não assimilamos as novas referências e vivemos angustiados numa incerteza atroz, com uma sensação de perigo iminente enraizada na alma e uma sensação de desamparo que carcome os intelectos mais íntegros.</p>
<p>Impõe-se fazer uma reflexão sobre o que somos, de onde viemos e para onde vamos!<br />
No presente, temos a noção de que habitamos um planeta onde coexistem duas realidades distintas que nos afrontam e preocupam. A nossa herança ancestral é recheada de feitos heróicos onde a honra e o respeito norteavam as acções sociais e mesmo as acções guerreiras. </p>
<p>Em contraponto vivemos uma era onde os valores são pervertidos a éticas abomináveis e de contornos sórdidos e onde as classes dominantes vivem envoltas em escândalos de diversas índoles. São factos que nos levam a admitir que houve uma reconversão dos valores da honestidade, serenidade e sabedoria. Do choque de ideologias e crenças políticas resulta uma sociedade compreensivelmente conturbada e confusa, onde muitos actores que sobem ao palco (governos) são maus actores, repletos de vícios e que mudam o guião conforme as suas conveniências.  </p>
<p>Basta um olhar sobre um qualquer jornal diário para nos apercebermos do estado do mundo que nós próprios construímos (ou aceitámos que fosse construído pelos depositários do poder e pelos responsáveis pelas grandes escolhas que norteiam e afectam a sociedade).  </p>
<p>Olhando à nossa volta, apercebemo-nos de que o desemprego lança a incerteza sobre a própria sobrevivência das populações e que as inquietações políticas nesta matéria são um mau prenúncio para um futuro imediato. Lemos discursos inflamados mas vazios de ideias e de preocupações sociais. Observamos ódios desmesurados mas orientados por uma sede de poder que nos sufoca e desorienta. </p>
<p>Numa base comunitária, assistimos impávidos a uma luta desenfreada na busca a qualquer preço de sucesso rápido. A preparação para a luta pelo sucesso, começa a ser incutido nas escolas, onde as crianças são preparadas para competir por um lugar na sociedade, mas é mais tarde pervertida a uma lógica de mercado que engole os valores morais instituídos e obriga os adultos a uma prostituição mental, provocando uma desorientação angustiante e uma ingenuidade social alarmante. </p>
<p>Angustio-me com a possibilidade de a família deixar de ser a célula fundamental da sociedade e que a escola continue a perder autoridade e a não instruir para a valorização da pessoa nas vertentes sociais e humanas. Sinto o clima de angústia e ansiedade nas pessoas e ouço os seus gritos inseguros perdidos num vozeirão político e burocrático, atingindo ouvidos insensíveis.<br />
Gritam porque se sentem inseguros, perdidos em labirintos sociais intricados, sabem que este rumo levará forçosamente à deterioração social e choram os valores que se perdem com a decomposição dos núcleos familiares que foram durante milénios os alicerces de uma sociedade mais justa.</p>
<p>A humanidade assiste a um consumismo exacerbado e sem nexo, despojando o planeta terra dos seus recursos naturais insubstituíveis a curto ou médio prazo (e por vezes de forma permanente), no entanto muitos de nós encolhem os ombros e qual avestruz enfia a cabeça na areia, fingindo acreditar que a nossa sociedade não está doente, quiçá ferida de morte. </p>
<p>Porém os sintomas estão à vista de todos.  </p>
<p>A ruína financeira; O aumento de famílias desfeitas pelo divórcio, pelos estupefacientes, pelo álcool, ou pelo crime; A precariedade no emprego; O abandono dos mais idosos; Uma justiça titubeante, onde por vezes a única pessoa que não tem direitos… é a vítima; As convulsões sociais, cavando um fosso inultrapassável entre os que têm tudo e os que não têm (quase) nada.</p>
<p>Com estes pressupostos acentua-se o desespero das pessoas por viverem num mundo que não compreendem. As estatísticas comprovam o aumento dos casos de suicídio entre pessoas saudáveis com emprego e vidas relativamente estáveis mas a quem as mudanças sociais ou profissionais provocaram uma angústia tão grande que preferem a morte à incerteza e à ansiedade. </p>
<p>À escala global, assistimos ao desbaratar de recursos não renováveis, provocando mudanças profundas na saúde do planeta Terra, que poderão inclusive acabar com a vida terrestre como a conhecemos, provocar o aparecimento de uma nova era e o consequente desaparecimento da raça humana e de milhões de outras espécies.  </p>
<p>É necessário mudar mentalidades. Nunca como agora houve tanta partilha de informação. Nunca como hoje as oportunidades de invertermos o rumo das coisas foi tão urgente.  </p>
<p>O optimismo é uma condição humana. Existem pessoas que ficam tristes porque as rosas têm espinhos; Enquanto outras ficam alegres porque os espinhos têm rosas.  </p>
<p>Vamos então manter o optimismo. No meu caso, o que me preocupa não são os ensurdecedores gritos dos maus, mas sim os prolongados silêncios dos bons!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-87596</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2012 21:30:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-87596</guid>

					<description><![CDATA[Este tipo de comentário de Rogério Pires é do mais próximo do fascismo que hoje vai germinando à esquerda. Primeiro porque coloca o centro da crise económica num plano extra-económico. Pior do que isso coloca-o no plano das nações, como se fosse uma dinâmica territorial a determinar a economia.
Depois é &quot;interessante&quot; verificar como o autor coloca tudo no plano do que ele acha que é ou deveria de ser. Ou seja, tudo o que todos os estudos económicos demonstram que acontecerá com uma saída do euro para o genial comentador seria meramente uma treta. Se o comentador Rogério Pires diz que é, então é porque é... Vá-se lá perceber a profundidade do raciocínio.
Em terceiro lugar, repare-se na primeira frase do comentário deste autor. Então o problema é o de a UE ser burocratizada? Engraçado como se recorre a argumentos que os neoliberais aplicam sem tirar nem pôr aos serviços públicos que ainda existem. Interessante como um raciocínio que não serve para a caracterização do estado nacional já o seria no caso da UE... Verdade seja dita que eu nem me deveria queixar deste tipo de raciocínios. Se esta esquerda pretensamente marxista coloca a dinâmica do capitalismo no plano das nações porque não poderiam proliferar os raciocínios mais incongruentes?
Por último, o argumento mais &quot;delicioso&quot; prende-se com o facto de que poderia cair o euro e quem mais perderia seria, nas palavras do comentador, a Alemanha. Será que o comentador sabe que existem umas dezenas de milhões de trabalhadores e dos seus filhos? Ou por serem alemães já mereceriam o &quot;inferno&quot;? Sinuosos são os caminhos do nacionalismo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este tipo de comentário de Rogério Pires é do mais próximo do fascismo que hoje vai germinando à esquerda. Primeiro porque coloca o centro da crise económica num plano extra-económico. Pior do que isso coloca-o no plano das nações, como se fosse uma dinâmica territorial a determinar a economia.<br />
Depois é &#8220;interessante&#8221; verificar como o autor coloca tudo no plano do que ele acha que é ou deveria de ser. Ou seja, tudo o que todos os estudos económicos demonstram que acontecerá com uma saída do euro para o genial comentador seria meramente uma treta. Se o comentador Rogério Pires diz que é, então é porque é&#8230; Vá-se lá perceber a profundidade do raciocínio.<br />
Em terceiro lugar, repare-se na primeira frase do comentário deste autor. Então o problema é o de a UE ser burocratizada? Engraçado como se recorre a argumentos que os neoliberais aplicam sem tirar nem pôr aos serviços públicos que ainda existem. Interessante como um raciocínio que não serve para a caracterização do estado nacional já o seria no caso da UE&#8230; Verdade seja dita que eu nem me deveria queixar deste tipo de raciocínios. Se esta esquerda pretensamente marxista coloca a dinâmica do capitalismo no plano das nações porque não poderiam proliferar os raciocínios mais incongruentes?<br />
Por último, o argumento mais &#8220;delicioso&#8221; prende-se com o facto de que poderia cair o euro e quem mais perderia seria, nas palavras do comentador, a Alemanha. Será que o comentador sabe que existem umas dezenas de milhões de trabalhadores e dos seus filhos? Ou por serem alemães já mereceriam o &#8220;inferno&#8221;? Sinuosos são os caminhos do nacionalismo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rogério Pires		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-87578</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rogério Pires]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 21 Nov 2012 19:08:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-87578</guid>

					<description><![CDATA[Contrariamente à tese implícita na crónica, é precisamente o facto de a União monetária estar super burocratizada e permanentemente desajustada, que impede a Europa de crescer.

Diria que o fim do Euro como o conhecemos é uma questão de tempo, e contrariamente ao que diversos comentadores arrolam não será nenhuma catástrofe, e sim o início de uma cooperação mais leal entre os parceiros comerciais da EU.

E desenganem-se os profetas da desgraça que dizem que os Países mais fracos economicamente perderiam 80% dos seus activos, porque a reposição económica seria mais rápida do que foi a queda. O maior problema seria da Alemanha, porque assistiria às suas indústrias a deslocarem-se para os Países de mão-de-obra barata e enfrentaria o flagelo do desemprego e da diminuição substancial das receitas (PIB) e ao inverter da balança comercial.

Talvez os mais desatentos não saibam, mas a Alemanha tem estado a impor a austeridade à sua medida. Recentemente, os ordenados foram reduzidos (negociados caso a caso) e aos poucos vão acumulando produtos que não conseguem escoar devido à forte austeridade nos Países que eram os melhores destinos para as exportações Alemãs. O mesmo se aplica a França (entre outros), mas ali a queda será muito mais rápida. 

Daqui até à constatação de que é necessário (e urgente) mudar algo, vai um passo acelerado…e quem vai pagar é o Euro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Contrariamente à tese implícita na crónica, é precisamente o facto de a União monetária estar super burocratizada e permanentemente desajustada, que impede a Europa de crescer.</p>
<p>Diria que o fim do Euro como o conhecemos é uma questão de tempo, e contrariamente ao que diversos comentadores arrolam não será nenhuma catástrofe, e sim o início de uma cooperação mais leal entre os parceiros comerciais da EU.</p>
<p>E desenganem-se os profetas da desgraça que dizem que os Países mais fracos economicamente perderiam 80% dos seus activos, porque a reposição económica seria mais rápida do que foi a queda. O maior problema seria da Alemanha, porque assistiria às suas indústrias a deslocarem-se para os Países de mão-de-obra barata e enfrentaria o flagelo do desemprego e da diminuição substancial das receitas (PIB) e ao inverter da balança comercial.</p>
<p>Talvez os mais desatentos não saibam, mas a Alemanha tem estado a impor a austeridade à sua medida. Recentemente, os ordenados foram reduzidos (negociados caso a caso) e aos poucos vão acumulando produtos que não conseguem escoar devido à forte austeridade nos Países que eram os melhores destinos para as exportações Alemãs. O mesmo se aplica a França (entre outros), mas ali a queda será muito mais rápida. </p>
<p>Daqui até à constatação de que é necessário (e urgente) mudar algo, vai um passo acelerado…e quem vai pagar é o Euro.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manuel Monteiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-85593</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2012 11:46:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-85593</guid>

					<description><![CDATA[João
Voltamos ao mesmo.
Que a esquerda reformista leva o movimento popular para um beco sem saída, ou para o fascismo, já nós sabemos.
O meu problema é a posição dos revolucionários e a sua obrigação de se inserirem no movimento de massas e dar a sua comparticipação para a elaboração de um programa revolucionário.
E não tenho dúvidas que esse programa trará para o campo popular, sem lhe fazer cedências, o pequeno patronato industrial e agrícola arruinados pelo grande capital. E saberá neutralizar a chamada classe média, não lhe dando, como agora se passa, um lugar de vanguarda da luta(Já sei que esta palavra vanguarda faz eriçar muitos cabelos).O que tem que ficar claro nesse programa é que nós não queremos outro capitalismo; mas que queremos derrubar todos os capitalismos e que visamos desapropriar os detentores da propriedade privada e transformá-la em propriedade colectiva.
Portanto, companheiro, eu não estou contra os textos teóricos. Estou a favor de os canalizar, de uma forma rigorosa e acessível, para os combatentes populares; que não são burros e que, pela prática, chegam à compreênsão dos grandes problemas da humanidade.
E estou-me a lembrar de um velho operário do PCP, o Francisco Miguel, que, na prisão, dava aulas de economia politica, do materialismo histórico e dialético, aos intelectuais e operários do partido.
Como as coisas estão, infelizmente, vejo mais as coisas inclinarem-se para o fascismo do que para a revolução socialista.
Mas, se assim suceder, nós teremos grandes responsabilidades.
E estou-me cagando para aqueles que acham que as minhas teorias da vanguarda estão ultrapassadas. Vanguarda ou retaguarda, o que é preciso é nós estarmos no centro das lutas, contribuirmos, sem caciquismos, para o debate teórico e ganharmos clareza, pela luta e pelo debate, das grandes questões que atormentam a humanidade.
Foi este o meu passado.Não é um passado sem mácula. Alinhei em muito contrabando teórico. Ajudei a mutilar muita dinâmica.Contribui para incensar muitos mitos.
Mas, como dizia o poeta, o caminho faz-se caminhando.
Temos que voltar de novo ao caminho e caminhar. Agora libertos de muita canga inútil.
Frágeis de tanta derrota histórica
Mas mais fortes pelo braço da experiência.
Um abraço, João.

Manuel Monteiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João<br />
Voltamos ao mesmo.<br />
Que a esquerda reformista leva o movimento popular para um beco sem saída, ou para o fascismo, já nós sabemos.<br />
O meu problema é a posição dos revolucionários e a sua obrigação de se inserirem no movimento de massas e dar a sua comparticipação para a elaboração de um programa revolucionário.<br />
E não tenho dúvidas que esse programa trará para o campo popular, sem lhe fazer cedências, o pequeno patronato industrial e agrícola arruinados pelo grande capital. E saberá neutralizar a chamada classe média, não lhe dando, como agora se passa, um lugar de vanguarda da luta(Já sei que esta palavra vanguarda faz eriçar muitos cabelos).O que tem que ficar claro nesse programa é que nós não queremos outro capitalismo; mas que queremos derrubar todos os capitalismos e que visamos desapropriar os detentores da propriedade privada e transformá-la em propriedade colectiva.<br />
Portanto, companheiro, eu não estou contra os textos teóricos. Estou a favor de os canalizar, de uma forma rigorosa e acessível, para os combatentes populares; que não são burros e que, pela prática, chegam à compreênsão dos grandes problemas da humanidade.<br />
E estou-me a lembrar de um velho operário do PCP, o Francisco Miguel, que, na prisão, dava aulas de economia politica, do materialismo histórico e dialético, aos intelectuais e operários do partido.<br />
Como as coisas estão, infelizmente, vejo mais as coisas inclinarem-se para o fascismo do que para a revolução socialista.<br />
Mas, se assim suceder, nós teremos grandes responsabilidades.<br />
E estou-me cagando para aqueles que acham que as minhas teorias da vanguarda estão ultrapassadas. Vanguarda ou retaguarda, o que é preciso é nós estarmos no centro das lutas, contribuirmos, sem caciquismos, para o debate teórico e ganharmos clareza, pela luta e pelo debate, das grandes questões que atormentam a humanidade.<br />
Foi este o meu passado.Não é um passado sem mácula. Alinhei em muito contrabando teórico. Ajudei a mutilar muita dinâmica.Contribui para incensar muitos mitos.<br />
Mas, como dizia o poeta, o caminho faz-se caminhando.<br />
Temos que voltar de novo ao caminho e caminhar. Agora libertos de muita canga inútil.<br />
Frágeis de tanta derrota histórica<br />
Mas mais fortes pelo braço da experiência.<br />
Um abraço, João.</p>
<p>Manuel Monteiro</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-85549</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Nov 2012 00:23:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-85549</guid>

					<description><![CDATA[Caro Manuel Monteiro,
Há muitos séculos atrás, alguém que tu conheceste de nome e eu, para minha infelicidade, conheci pessoalmente, disse-me, acerca de um dado texto, que «era muito teórico». Ao que eu respondi que os textos são sempre teóricos, só que podem ser boa ou má teoria. E acrescentei que a prática se faz noutro plano, fora dos textos. As análises críticas que possam ser feitas, no &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; ou noutro lugar, não significam que as pessoas que as escrevem não tenham uma actividade prática. Também não significam que a tenham. Embora geralmente seja possível, através do que está escrito, ver se as coisas são ou não conhecidas por dentro. Mas as análises críticas tornam-se tanto mais necessárias quanto mais parece que todos gritam em coro. E o nacionalismo converteu-se hoje, em Portugal, num perigo iminente não só devido à ausência de uma relação organizada com as lutas da classe trabalhadora noutros países mas — e é isso que é muitíssimo mais grave — devido a uma deliberada vontade nacionalista da maioria da esquerda portuguesa. O programa que a maioria dessa esquerda nos apresenta é a união dos trabalhadores com os pequenos e médios patrões contra a Alemanha. O fascismo foi isto mesmo: uma mobilização dos trabalhadores, ao serviço de uma renovação do capitalismo, representando uma pretensa &lt;em&gt;nação proletária&lt;/em&gt; contra as pretensas &lt;em&gt;nações plutocráticas&lt;/em&gt;. Todas as críticas que sejam feitas a um programa desse tipo me parecem bem vindas.
Para ti, o meu abraço trans-oceânico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Manuel Monteiro,<br />
Há muitos séculos atrás, alguém que tu conheceste de nome e eu, para minha infelicidade, conheci pessoalmente, disse-me, acerca de um dado texto, que «era muito teórico». Ao que eu respondi que os textos são sempre teóricos, só que podem ser boa ou má teoria. E acrescentei que a prática se faz noutro plano, fora dos textos. As análises críticas que possam ser feitas, no <em>Passa Palavra</em> ou noutro lugar, não significam que as pessoas que as escrevem não tenham uma actividade prática. Também não significam que a tenham. Embora geralmente seja possível, através do que está escrito, ver se as coisas são ou não conhecidas por dentro. Mas as análises críticas tornam-se tanto mais necessárias quanto mais parece que todos gritam em coro. E o nacionalismo converteu-se hoje, em Portugal, num perigo iminente não só devido à ausência de uma relação organizada com as lutas da classe trabalhadora noutros países mas — e é isso que é muitíssimo mais grave — devido a uma deliberada vontade nacionalista da maioria da esquerda portuguesa. O programa que a maioria dessa esquerda nos apresenta é a união dos trabalhadores com os pequenos e médios patrões contra a Alemanha. O fascismo foi isto mesmo: uma mobilização dos trabalhadores, ao serviço de uma renovação do capitalismo, representando uma pretensa <em>nação proletária</em> contra as pretensas <em>nações plutocráticas</em>. Todas as críticas que sejam feitas a um programa desse tipo me parecem bem vindas.<br />
Para ti, o meu abraço trans-oceânico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manuel Monteiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-85543</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manuel Monteiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Nov 2012 20:40:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-85543</guid>

					<description><![CDATA[Não estando eu contra o fundo do artigo, penso que há aqui uma falha de fundo: uma posição analitica um bocado descomprometida com a direção da luta popular.
Quer dizer: muita preocupação com as contradicões sociais sem colocar a tónica que é necessário um programa revolucionário para que a luta popular revolucionária afaste o perigo do fascismo.
Ainda aqui há pouco se gritava em Portugal que o movimento popular estava parado e que não havia clareza para apresentar um programa revolucionário. Pois bem; o movimento está em movimento(boa frase), mas não há um esforce, dentro do movimento, para teorizar um programa que dê um sentido à luta.
É claro que um programa de luta apenas a nível nacional não faz sentido. Ele tem que ser estendido a toda a europa, unificando as lutas e o proletariado europeu na sua luta contra o capitalismo. Os reformistas já viram isto e, através das suas centrais sindicais, estão a caminhar nessa direcção.
E nós? Continuamos na nossa capelinha e nas nossas análises brilhantes, mas fora do movimento popular?
Eu lembro-me, quando com os camaradas do projecto Mudar de Vida, andava desesperadamente à procura de uma pequena luta popular e quando ela surgia que alegria. Agora que quase todos os sectores populares estão em luta, embora desorientados, não se vê um esforço de participar nas lutas e, messas lutas, formular teorias e programas de ruptura com o sistema capitalista.
É idealismo da minha parte? Será. Mas esta é a minha velha experiência de proletário com pouca teoria e muita acção. E, pese embora os anos e a doença, aqui estou disponível para voltar à liça; mesmo que de bengala...
Um abraço, camaradas

Manuel Monteiro]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não estando eu contra o fundo do artigo, penso que há aqui uma falha de fundo: uma posição analitica um bocado descomprometida com a direção da luta popular.<br />
Quer dizer: muita preocupação com as contradicões sociais sem colocar a tónica que é necessário um programa revolucionário para que a luta popular revolucionária afaste o perigo do fascismo.<br />
Ainda aqui há pouco se gritava em Portugal que o movimento popular estava parado e que não havia clareza para apresentar um programa revolucionário. Pois bem; o movimento está em movimento(boa frase), mas não há um esforce, dentro do movimento, para teorizar um programa que dê um sentido à luta.<br />
É claro que um programa de luta apenas a nível nacional não faz sentido. Ele tem que ser estendido a toda a europa, unificando as lutas e o proletariado europeu na sua luta contra o capitalismo. Os reformistas já viram isto e, através das suas centrais sindicais, estão a caminhar nessa direcção.<br />
E nós? Continuamos na nossa capelinha e nas nossas análises brilhantes, mas fora do movimento popular?<br />
Eu lembro-me, quando com os camaradas do projecto Mudar de Vida, andava desesperadamente à procura de uma pequena luta popular e quando ela surgia que alegria. Agora que quase todos os sectores populares estão em luta, embora desorientados, não se vê um esforço de participar nas lutas e, messas lutas, formular teorias e programas de ruptura com o sistema capitalista.<br />
É idealismo da minha parte? Será. Mas esta é a minha velha experiência de proletário com pouca teoria e muita acção. E, pese embora os anos e a doença, aqui estou disponível para voltar à liça; mesmo que de bengala&#8230;<br />
Um abraço, camaradas</p>
<p>Manuel Monteiro</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/10/66327/#comment-84864</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Nov 2012 18:13:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=66327#comment-84864</guid>

					<description><![CDATA[&quot;reduzir o capitalismo, que é um sistema global de exploração, a uma das suas modalidades é a receita directa para perpetuá-lo. Nestes termos, em vez de abalarem o sistema, as lutas sociais renovam-no e reforçam-no&quot;. 
Bingo. Eis uma boa chave para ler as contraidentificações com o capitalismo no século XX.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;reduzir o capitalismo, que é um sistema global de exploração, a uma das suas modalidades é a receita directa para perpetuá-lo. Nestes termos, em vez de abalarem o sistema, as lutas sociais renovam-no e reforçam-no&#8221;.<br />
Bingo. Eis uma boa chave para ler as contraidentificações com o capitalismo no século XX.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
