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	Comentários sobre: Teoria da alienação, organização política e o movimento estudantil da USP	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Matheus Preis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86955</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus Preis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2012 20:27:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom, João, na verdade acho que a gente não tem desacordo exatamente. Eu não atribuo a falência do ME-USP unicamente à estrutura hierarquizada (apesar de isso por si só já ser bem miserável), se houveram &quot;anos dourados&quot; do movimento da USP (você tá falando sobre o período da ditadura?) eu imagino que seja porque naquele momento havia uma perspectiva mais concreta de transformação social; estando essas esperanças quase completamente mortas, hoje em dia, resta aos militantes a auto-construção (não sei se fica claro o meu ponto). E essa dicotomia, sim, só é possível devido às separações entre direção e base. Essa é a idéia que eu tentei passar.
Sobre o socialismo do século XX, acho que o que eu considero como socialismo se diferencia do modelo soviético mais ou menos como a diferenciação que o Lucas colocou:
&quot;[...] onde as pessoas estão lá mais para tentar propagandear e impor sua visão do que em buscar uma convivência e atuação coletivas.&quot;
Hugo, eu ainda não conheço bem o rizoma, preciso me aproximar e ver de perto, to muito curioso para colar num sarau na Remo.

Obrigado pelos parabenses!
Força contra a separação e a dominação!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom, João, na verdade acho que a gente não tem desacordo exatamente. Eu não atribuo a falência do ME-USP unicamente à estrutura hierarquizada (apesar de isso por si só já ser bem miserável), se houveram &#8220;anos dourados&#8221; do movimento da USP (você tá falando sobre o período da ditadura?) eu imagino que seja porque naquele momento havia uma perspectiva mais concreta de transformação social; estando essas esperanças quase completamente mortas, hoje em dia, resta aos militantes a auto-construção (não sei se fica claro o meu ponto). E essa dicotomia, sim, só é possível devido às separações entre direção e base. Essa é a idéia que eu tentei passar.<br />
Sobre o socialismo do século XX, acho que o que eu considero como socialismo se diferencia do modelo soviético mais ou menos como a diferenciação que o Lucas colocou:<br />
&#8220;[&#8230;] onde as pessoas estão lá mais para tentar propagandear e impor sua visão do que em buscar uma convivência e atuação coletivas.&#8221;<br />
Hugo, eu ainda não conheço bem o rizoma, preciso me aproximar e ver de perto, to muito curioso para colar num sarau na Remo.</p>
<p>Obrigado pelos parabenses!<br />
Força contra a separação e a dominação!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ramona		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86475</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ramona]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 01:59:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Hugo, penso que o Rizoma caminha sim na direção de acabar com esse marasmo. Temo que poucas linhas não podem resumir ainda o que penso, pois mesmo sendo muito próximos, eu tenho muitas dúvidas. Atualmente penso que poderia ter explorado mais nossos encontros presenciais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hugo, penso que o Rizoma caminha sim na direção de acabar com esse marasmo. Temo que poucas linhas não podem resumir ainda o que penso, pois mesmo sendo muito próximos, eu tenho muitas dúvidas. Atualmente penso que poderia ter explorado mais nossos encontros presenciais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86468</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 01:16:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bom texto! Apesar de concordar bastante com o comentário do João... Acho, assim como ele, que o problema fundamental não é a lógica hierárquica e anacrônica dos partidos, mas sim a falta de alternativas consolidadas.

Matheus, o que você acha da proposta do Rizoma?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bom texto! Apesar de concordar bastante com o comentário do João&#8230; Acho, assim como ele, que o problema fundamental não é a lógica hierárquica e anacrônica dos partidos, mas sim a falta de alternativas consolidadas.</p>
<p>Matheus, o que você acha da proposta do Rizoma?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ramona		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86456</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ramona]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 00:08:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito boa análise.
Eu tenho apenas alguns desacordos pontuais no final do texto.
Penso, infelizmente, que não existe mais é movimento estudantil para se organizar nas entidades, visto que quem se organiza nelas são os partidos. Basta fazer um levantamento para sabermos onde existem entidades estudantis eleitas e quais as correntes majoritárias. No ensino secundário, grande maioria faz parte da UBES (PCdoB), e o outro setor, muito menor, compõe a ANE-L (PSTU). No ensino superior público, temos grande parte das entidades nas mãos do PSTU ou do PSOL; no setor privado, temos novamente o PCdoB deitando e rolando nos resultados do PROUNI/REUNI.
Graças ao desserviço prestado ao movimento pelos partidos, que deixando de lado a construção coletiva de um projeto de educação e de sociedade, passaram a investir na luta parlamentar e na busca do poder pelas vias do Estado; é necessário mais do que nunca incentivar a criação de novos espaços de atuação, possibilitando assim o movimento de acontecer. Daí, só a experiência pode mostrar quão necessário é abandonar as velhas estruturas burocratizadas, caixas vazias. É preciso, primeiro, reconstruir.
Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito boa análise.<br />
Eu tenho apenas alguns desacordos pontuais no final do texto.<br />
Penso, infelizmente, que não existe mais é movimento estudantil para se organizar nas entidades, visto que quem se organiza nelas são os partidos. Basta fazer um levantamento para sabermos onde existem entidades estudantis eleitas e quais as correntes majoritárias. No ensino secundário, grande maioria faz parte da UBES (PCdoB), e o outro setor, muito menor, compõe a ANE-L (PSTU). No ensino superior público, temos grande parte das entidades nas mãos do PSTU ou do PSOL; no setor privado, temos novamente o PCdoB deitando e rolando nos resultados do PROUNI/REUNI.<br />
Graças ao desserviço prestado ao movimento pelos partidos, que deixando de lado a construção coletiva de um projeto de educação e de sociedade, passaram a investir na luta parlamentar e na busca do poder pelas vias do Estado; é necessário mais do que nunca incentivar a criação de novos espaços de atuação, possibilitando assim o movimento de acontecer. Daí, só a experiência pode mostrar quão necessário é abandonar as velhas estruturas burocratizadas, caixas vazias. É preciso, primeiro, reconstruir.<br />
Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86446</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 22:26:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Minha experiência com o ME - por dentro e por fora, e já de longa data - confirma as premissas fundamentais do texto.
Tudo que se pode fazer por dentro de uma estrutura hierarquizada de poder no ME (CAs, DCEs, Atléticas, Órgãos de representação discente na universidade, APGs, UNE/ANEL) se pode fazer por fora delas. Desde que se coloque no centro da atuação no ME a sala de aula. É ela o ponto de partida para qualquer coisa que de fato interesse aos estudantes. Mas o que sempre vi foi uma energia danada nos momentos eleitorais, para preencher postos de direção, e quando eu argumentava com os militantes (dentro ou fora de partidos) para gastar essa energia toda discutindo com seus colegas nas suas respectivas salas... ouvia todo tipo de desculpa: desde as reveladoras de uma cultura do delegacionismo enraizada, até as mais mal-intencionadas.
Não é fácil romper com decadas de reprodução de modelos capitalistas.
Parabéns pelo texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha experiência com o ME &#8211; por dentro e por fora, e já de longa data &#8211; confirma as premissas fundamentais do texto.<br />
Tudo que se pode fazer por dentro de uma estrutura hierarquizada de poder no ME (CAs, DCEs, Atléticas, Órgãos de representação discente na universidade, APGs, UNE/ANEL) se pode fazer por fora delas. Desde que se coloque no centro da atuação no ME a sala de aula. É ela o ponto de partida para qualquer coisa que de fato interesse aos estudantes. Mas o que sempre vi foi uma energia danada nos momentos eleitorais, para preencher postos de direção, e quando eu argumentava com os militantes (dentro ou fora de partidos) para gastar essa energia toda discutindo com seus colegas nas suas respectivas salas&#8230; ouvia todo tipo de desculpa: desde as reveladoras de uma cultura do delegacionismo enraizada, até as mais mal-intencionadas.<br />
Não é fácil romper com decadas de reprodução de modelos capitalistas.<br />
Parabéns pelo texto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Isabella		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86399</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isabella]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 15:49:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu vim das lutas estudantís secundaristas de periferia, que lutava por merenda, por passe livre aos estudantes, contra a construção de febens e depois participei das lutas estudantís na UNESP, que possuiam um quadro radicalizado, com participação forte da base e ligado a bandeiras do estudantado pobre. A gente sempre achava estranho que nós da UNESP viajássemos tantas horas para fazer lutas e nunca encontrássemos gente da USP, da UNICAMP, que estavam geograficamente mais próximos. Quando tive o desprazer de participar de uma reunião de estudantes da USP, na verdade uma reunião entre meia dúzia de lideres de base nenhuma, percebi que não havia interesse algum de união e coletividade. Tudo o que importava era uma guerra sem fim entre dirigentes de gente alguma.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vim das lutas estudantís secundaristas de periferia, que lutava por merenda, por passe livre aos estudantes, contra a construção de febens e depois participei das lutas estudantís na UNESP, que possuiam um quadro radicalizado, com participação forte da base e ligado a bandeiras do estudantado pobre. A gente sempre achava estranho que nós da UNESP viajássemos tantas horas para fazer lutas e nunca encontrássemos gente da USP, da UNICAMP, que estavam geograficamente mais próximos. Quando tive o desprazer de participar de uma reunião de estudantes da USP, na verdade uma reunião entre meia dúzia de lideres de base nenhuma, percebi que não havia interesse algum de união e coletividade. Tudo o que importava era uma guerra sem fim entre dirigentes de gente alguma.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86398</link>

		<dc:creator><![CDATA[João]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 14:51:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo quando diz que a estrutura hierarquizada reproduz a relação entre dirigentes e executantes própria da sociedade capitalista e que isso traga uma série de mazelas. No entanto, acho errado atribuir a falência do movimento estudantil unicamente à existência dessa estrutura centralizadora - até porque os &quot;anos dourados&quot; do ME foram articulados nesse modelo.

Você afirma que o ME está &quot;alheio à luta pelo socialismo&quot;. Eu penso justamente o contrário: os partidecos que dominam os DCEs da vida são justamente aqueles que lutam - ou pelo menos dizem lutar - pelo socialismo.  Por um modelo de socialismo que se desintegrou no final do século XX e que não foi atualizado pela esquerda. Assim, o ME perdeu parte da sua causa e, sobretudo, de sua identidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo quando diz que a estrutura hierarquizada reproduz a relação entre dirigentes e executantes própria da sociedade capitalista e que isso traga uma série de mazelas. No entanto, acho errado atribuir a falência do movimento estudantil unicamente à existência dessa estrutura centralizadora &#8211; até porque os &#8220;anos dourados&#8221; do ME foram articulados nesse modelo.</p>
<p>Você afirma que o ME está &#8220;alheio à luta pelo socialismo&#8221;. Eu penso justamente o contrário: os partidecos que dominam os DCEs da vida são justamente aqueles que lutam &#8211; ou pelo menos dizem lutar &#8211; pelo socialismo.  Por um modelo de socialismo que se desintegrou no final do século XX e que não foi atualizado pela esquerda. Assim, o ME perdeu parte da sua causa e, sobretudo, de sua identidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67274/#comment-86388</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Nov 2012 12:39:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[meus anos de USP se passaram e realmente a imagem que guardei do movimento estudantil de lá foi o de uma intensa luta entre grupelhos que queria acreditar mais radicalmente que os outros em suas próprias consignas. para quem acompanhava mais ou menos de perto ficava claro que o auge dos esforços era sempre nas eleições para o DCE, davam um duro danado para impedir que as outras chapas roubassem urnas, forjassem votos, etc. Durante o resto do ano tentavam mostrar para os outros estudantes as pautas realmente importantes pela quais eles deveriam lutar, para não serem alienados. as assembléias sempre foram o teste de paciência final para saber se você tinha a veia para ser militante do ME ou não, se pudesse aguentar o nivel de estultisse da organização, atuação e cinismo presentes nestes momentos, você estava pronto para engajar-se. 
Estas experiências me marcaram e hoje eu penso que realmente não há nada de muito importante numa assembléia onde tão pouco é decidido (assistir ou não assitir aulas na minha faculdade pela qual eu não pago nada?), tão pouca coisa é arriscada, onde as pessoas estão lá mais para tentar propagandear e impor sua visão do que em buscar uma convivência e atuação coletivas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>meus anos de USP se passaram e realmente a imagem que guardei do movimento estudantil de lá foi o de uma intensa luta entre grupelhos que queria acreditar mais radicalmente que os outros em suas próprias consignas. para quem acompanhava mais ou menos de perto ficava claro que o auge dos esforços era sempre nas eleições para o DCE, davam um duro danado para impedir que as outras chapas roubassem urnas, forjassem votos, etc. Durante o resto do ano tentavam mostrar para os outros estudantes as pautas realmente importantes pela quais eles deveriam lutar, para não serem alienados. as assembléias sempre foram o teste de paciência final para saber se você tinha a veia para ser militante do ME ou não, se pudesse aguentar o nivel de estultisse da organização, atuação e cinismo presentes nestes momentos, você estava pronto para engajar-se.<br />
Estas experiências me marcaram e hoje eu penso que realmente não há nada de muito importante numa assembléia onde tão pouco é decidido (assistir ou não assitir aulas na minha faculdade pela qual eu não pago nada?), tão pouca coisa é arriscada, onde as pessoas estão lá mais para tentar propagandear e impor sua visão do que em buscar uma convivência e atuação coletivas.</p>
]]></content:encoded>
		
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