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	Comentários sobre: A quem serve o triunfalismo?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-87153</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2012 17:17:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João Guedes, depois de ler aqui um texto bastante grande do João Valente Aguiar (&quot;O nacionalismo, a esquerda anticapitalista e o euro&quot;), não me pareceu de mau tom balizar teoricamente o meu argumento. Pelos vistos enganei-me.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Guedes, depois de ler aqui um texto bastante grande do João Valente Aguiar (&#8220;O nacionalismo, a esquerda anticapitalista e o euro&#8221;), não me pareceu de mau tom balizar teoricamente o meu argumento. Pelos vistos enganei-me.</p>
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		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-87150</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2012 17:09:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se a violência nas manifestações continuar... o único partido que verá os seus votos subirem é o PNR!!! A esquerda, por um lado, ter-se-á isolado e, por outro, empurrado a polícia para a extrema-direita!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se a violência nas manifestações continuar&#8230; o único partido que verá os seus votos subirem é o PNR!!! A esquerda, por um lado, ter-se-á isolado e, por outro, empurrado a polícia para a extrema-direita!</p>
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		<item>
		<title>
		Por: José Guedes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-86967</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Guedes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2012 21:34:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Conter as manifestações para que aqueles que ficaram em casa não se sintam representados pela polícia e sim pelos manifestantes. Mais um vez, se tivesse em Portugal, teria abandonado a manif assim que a primeira pedra voou para o lado da polícia! (Não sei se quem jogou a pedra foi um arruaceiro anarquista ou um polícia encapotado. De qualquer modo, ficar é uma de duas: tolerar um disparate ou cair ingenuamente numa armadilha).&quot;

Se bem me lembro, quem começou os confrontos foram uns indivíduos com t-shirts brancas que diziam &quot;maquinista&quot; e com bandeiras do sindicato dos ferroviários. Foram os primeiros a avançar contra a polícia. Isto depois de o serviço de ordem da CGTP ter retirado e os manifestantes terem retirado as baias policiais, tal como fazem há mais de um ano em todas as manifestações que acabam no parlamento.


Sobre a primeira pedra é difícil determinar, mas a avozinha que aparece aos 52 segundos deste vídeo foi certamente uma das primeiras: http://www.youtube.com/watch?v=QMp3unIEs3c&#038;feature=related. Se é uma &quot;arruaceira anarquista&quot; ou &quot;uma polícia encapotada&quot; não sei. Veja lá o que dizem o Tarrow e o Womack Jr sobre isto... e informe-me por favor

Muita coisa mudou nos movimentos sociais no último ano. É claro que quem desmobiliza após cantar o hino nacional, como os &quot;sindicalistas&quot; da CGTP, ou quem só vê as manifestações pela televisão ainda não se apercebeu.

E é uma vergonha os &quot;sindicalistas&quot; da CGTP sentirem-se bem com os elogios que o governo e todos os reaccionários lhes fazem. É incrível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Conter as manifestações para que aqueles que ficaram em casa não se sintam representados pela polícia e sim pelos manifestantes. Mais um vez, se tivesse em Portugal, teria abandonado a manif assim que a primeira pedra voou para o lado da polícia! (Não sei se quem jogou a pedra foi um arruaceiro anarquista ou um polícia encapotado. De qualquer modo, ficar é uma de duas: tolerar um disparate ou cair ingenuamente numa armadilha).&#8221;</p>
<p>Se bem me lembro, quem começou os confrontos foram uns indivíduos com t-shirts brancas que diziam &#8220;maquinista&#8221; e com bandeiras do sindicato dos ferroviários. Foram os primeiros a avançar contra a polícia. Isto depois de o serviço de ordem da CGTP ter retirado e os manifestantes terem retirado as baias policiais, tal como fazem há mais de um ano em todas as manifestações que acabam no parlamento.</p>
<p>Sobre a primeira pedra é difícil determinar, mas a avozinha que aparece aos 52 segundos deste vídeo foi certamente uma das primeiras: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=QMp3unIEs3c&#038;feature=related" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=QMp3unIEs3c&#038;feature=related</a>. Se é uma &#8220;arruaceira anarquista&#8221; ou &#8220;uma polícia encapotada&#8221; não sei. Veja lá o que dizem o Tarrow e o Womack Jr sobre isto&#8230; e informe-me por favor</p>
<p>Muita coisa mudou nos movimentos sociais no último ano. É claro que quem desmobiliza após cantar o hino nacional, como os &#8220;sindicalistas&#8221; da CGTP, ou quem só vê as manifestações pela televisão ainda não se apercebeu.</p>
<p>E é uma vergonha os &#8220;sindicalistas&#8221; da CGTP sentirem-se bem com os elogios que o governo e todos os reaccionários lhes fazem. É incrível.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Luiz Sarmento		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-86833</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Luiz Sarmento]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2012 01:35:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Talvez seja interessante estudar as greves que estão a ter lugar nos EUA nas lojas da Walmart. Parte da luta é pelo direito à sindicalização, pelo que as taxas de participação são sempre muito pequenas a nível nacional. 

Então os trabalhadores fazem greves sucessivas, loja a loja, concentrando esforços em alvos específicos e obtendo apoios locais doutras organizações (movimentos sociais como o Occupy Wall Street, associações de consumidores, associações de Direitos Civis, etc.). Torna-se assim possível dar um rosto ao adversário (um gerente de loja especialmente prepotente, por exemplo) e efectuar acções que paralizem a loja mesmo que a adesão à greve não seja muito grande (afluxos anormais e incontroláveis de &quot;clientes&quot; que no fim não compram nada. 

Há em Portugal organizações de desempregados (o Movimento dos Sem Emprego) e de trabalhadores precários (o Precários Inflexíveis) que poderiam eventualmente colaborar em acções localizadas. E sobretudo: não pode ser deixada margem para que a autoridade pública e a comunicação social possam encenar livremente o período pós-greve ou pós-manifestação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez seja interessante estudar as greves que estão a ter lugar nos EUA nas lojas da Walmart. Parte da luta é pelo direito à sindicalização, pelo que as taxas de participação são sempre muito pequenas a nível nacional. </p>
<p>Então os trabalhadores fazem greves sucessivas, loja a loja, concentrando esforços em alvos específicos e obtendo apoios locais doutras organizações (movimentos sociais como o Occupy Wall Street, associações de consumidores, associações de Direitos Civis, etc.). Torna-se assim possível dar um rosto ao adversário (um gerente de loja especialmente prepotente, por exemplo) e efectuar acções que paralizem a loja mesmo que a adesão à greve não seja muito grande (afluxos anormais e incontroláveis de &#8220;clientes&#8221; que no fim não compram nada. </p>
<p>Há em Portugal organizações de desempregados (o Movimento dos Sem Emprego) e de trabalhadores precários (o Precários Inflexíveis) que poderiam eventualmente colaborar em acções localizadas. E sobretudo: não pode ser deixada margem para que a autoridade pública e a comunicação social possam encenar livremente o período pós-greve ou pós-manifestação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-86744</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2012 16:31:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=67566#comment-86744</guid>

					<description><![CDATA[Só mais três notas, desculpa o tempo de antena.

A entrada no Pingo Doce pode ser feita pelos trabalhadores como melhor &#039;posição estratégica&#039;. (Trata-se de um termo cunhado por John Womack Jr. em cima de pesquisas sobre sindicatos em Chicago em em Vera Cruz. A posição estratégica pode ser medida quantitativamente pela proporção de não grevistas que deixam de ter como trabalhar por cada trabalhador em greve). No caso dos centros comerciais, aquele que ocupam a melhor posição estratégica são os motoristas dos camiões de transporte da mercadoria. Uma vez organizados, ajudam a organizar os outros sectores.

A segunda nota tem a ver com a saída da fábrica para ir para as ruas. Em primeiro lugar, a CGTP só começou a fazer isso à pouco tempo e por pressão dos anarquista que faziam manifestações de solidariedade e roubavam tempo de antena. Mas os anarquistas só puderam &quot;roubar&quot; tempo de antena porque a comunicação social tornou-se um forte mediador em qualquer luta política. Portanto, em segundo lugar, a dinâmica da luta política hoje é muito pautada pelo que dizem as televisões e as ações de luta terão de ter isso em conta.

Chegamos assim ao terceiro ponto. Por muito pequeno que tenha sido a participação do setor privado na greve geral, foi suficientemente grande para o editor do Económico se preocupar e referir-se a ele na hora da manifestação. Com a pancadaria, não se falou mais nisso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só mais três notas, desculpa o tempo de antena.</p>
<p>A entrada no Pingo Doce pode ser feita pelos trabalhadores como melhor &#8216;posição estratégica&#8217;. (Trata-se de um termo cunhado por John Womack Jr. em cima de pesquisas sobre sindicatos em Chicago em em Vera Cruz. A posição estratégica pode ser medida quantitativamente pela proporção de não grevistas que deixam de ter como trabalhar por cada trabalhador em greve). No caso dos centros comerciais, aquele que ocupam a melhor posição estratégica são os motoristas dos camiões de transporte da mercadoria. Uma vez organizados, ajudam a organizar os outros sectores.</p>
<p>A segunda nota tem a ver com a saída da fábrica para ir para as ruas. Em primeiro lugar, a CGTP só começou a fazer isso à pouco tempo e por pressão dos anarquista que faziam manifestações de solidariedade e roubavam tempo de antena. Mas os anarquistas só puderam &#8220;roubar&#8221; tempo de antena porque a comunicação social tornou-se um forte mediador em qualquer luta política. Portanto, em segundo lugar, a dinâmica da luta política hoje é muito pautada pelo que dizem as televisões e as ações de luta terão de ter isso em conta.</p>
<p>Chegamos assim ao terceiro ponto. Por muito pequeno que tenha sido a participação do setor privado na greve geral, foi suficientemente grande para o editor do Económico se preocupar e referir-se a ele na hora da manifestação. Com a pancadaria, não se falou mais nisso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-86741</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Nov 2012 16:10:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=67566#comment-86741</guid>

					<description><![CDATA[Olá

O problema é o seguinte. A violência (basta ler Tarrow ou o Facebook) tem um duplo efeito: a. Aumenta a visibilidade dos atos de protesto e b. Reduz o número dos que estão disponíveis para manifestar-se. Neste momento, concordando com o diagnóstico de que os sindicatos perderam espaço no sector privado, não posso aceitar a conclusão de que &quot;importa quebrar com uma espécie de boa moral, que se preocupa mais em defender a lei do que os interesses de quem trabalha&quot;.

Aliás, é preciso ter um bom diagnóstico de porque os sindicatos perderam espaço no setor privado. E para isso basta ler Pialoux ou conhecer a Cimpor por dentro como eu conheci através do meu pai (operário e delegado sindical). A instabilidade das equipas inviabiliza o convívio entre colegas fora da empresa e, por isso, mina relações de solidariedade que o sindicato antes mobilizava. Só este diagnóstico permite uma série de ideias que não passam pela violência. Onde andam os campeonatos de damas que a União de Sindicatos de Coimbra organizava há 25 anos? (Lembro-me de ir assistir com 8 anos).

Obviamente, estas ideias têm efeitos lentos. Mas sabendo que basicamente há 3 setores que participam nas greves gerais (transportes; recolha de lixo e professores), podemos pensar como articulá-los com os outros em curto prazo.

1.º Em vez de termos plenários participados a 100% de trabalhadores do metro de Lisboa, devíamos ter os trabalhadores a contactar os usuários. E a recordar-lhe (1) como cliente, porque eles trabalhadores fazem greve; (2) como trabalhadores, apelar a que façam greve também.

2.º O desemprego afetos os filhos de todos. Dá dó não haver uma organização de desempregados em Portugal. Se estivesse em Portugal andava empenhado nisso. Um lema tão recuado como &quot;Desempregados não pagam dívidas!&quot; era capaz de lançar uma bola de neve.

3.º Conter as manifestações para que aqueles que ficaram em casa não se sintam representados pela polícia e sim pelos manifestantes. Mais um vez, se tivesse em Portugal, teria abandonado a manif assim que a primeira pedra voou para o lado da polícia! (Não sei se quem jogou a pedra foi um arruaceiro anarquista ou um polícia encapotado. De qualquer modo, ficar é uma de duas: tolerar um disparate ou cair ingenuamente numa armadilha).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá</p>
<p>O problema é o seguinte. A violência (basta ler Tarrow ou o Facebook) tem um duplo efeito: a. Aumenta a visibilidade dos atos de protesto e b. Reduz o número dos que estão disponíveis para manifestar-se. Neste momento, concordando com o diagnóstico de que os sindicatos perderam espaço no sector privado, não posso aceitar a conclusão de que &#8220;importa quebrar com uma espécie de boa moral, que se preocupa mais em defender a lei do que os interesses de quem trabalha&#8221;.</p>
<p>Aliás, é preciso ter um bom diagnóstico de porque os sindicatos perderam espaço no setor privado. E para isso basta ler Pialoux ou conhecer a Cimpor por dentro como eu conheci através do meu pai (operário e delegado sindical). A instabilidade das equipas inviabiliza o convívio entre colegas fora da empresa e, por isso, mina relações de solidariedade que o sindicato antes mobilizava. Só este diagnóstico permite uma série de ideias que não passam pela violência. Onde andam os campeonatos de damas que a União de Sindicatos de Coimbra organizava há 25 anos? (Lembro-me de ir assistir com 8 anos).</p>
<p>Obviamente, estas ideias têm efeitos lentos. Mas sabendo que basicamente há 3 setores que participam nas greves gerais (transportes; recolha de lixo e professores), podemos pensar como articulá-los com os outros em curto prazo.</p>
<p>1.º Em vez de termos plenários participados a 100% de trabalhadores do metro de Lisboa, devíamos ter os trabalhadores a contactar os usuários. E a recordar-lhe (1) como cliente, porque eles trabalhadores fazem greve; (2) como trabalhadores, apelar a que façam greve também.</p>
<p>2.º O desemprego afetos os filhos de todos. Dá dó não haver uma organização de desempregados em Portugal. Se estivesse em Portugal andava empenhado nisso. Um lema tão recuado como &#8220;Desempregados não pagam dívidas!&#8221; era capaz de lançar uma bola de neve.</p>
<p>3.º Conter as manifestações para que aqueles que ficaram em casa não se sintam representados pela polícia e sim pelos manifestantes. Mais um vez, se tivesse em Portugal, teria abandonado a manif assim que a primeira pedra voou para o lado da polícia! (Não sei se quem jogou a pedra foi um arruaceiro anarquista ou um polícia encapotado. De qualquer modo, ficar é uma de duas: tolerar um disparate ou cair ingenuamente numa armadilha).</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-86611</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 19:46:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[José Ferreira,
A última coisa que queremos, enquanto coletivo, é que alguém parta o nariz, muito menos Arménio Carlos, cujo nome nem aparece referido nesse parágrafo.
O nosso argumento é que a greve deverá ser sujeita a um processo de reflexão e adaptação às novas condições laborais impostas aos trabalhadores. Ora, tal requer partir-se da realidade e não esquivar-se à realidade. A diminuição do número de sindicalizados traduz, claramente, um declínio da influência das organizações sindicais nos locais de trabalhos, onde a autoridade exercida pelos gestores nunca foi tão consequente. Na passagem que menciona, estamos a criticar uma estratégia que consiste em retirar os trabalhadores das empresas e em fazê-los desfilar nas ruas, como se as empresas não devessem ser os espaços privilegiados de luta, sobretudo numa greve geral. Não negamos a importância das manifestações de rua. Consideramos, no entanto, que a sua potencialidade está longe de ser manifesta na «passeata» ou na «concentração». 
Temos plena consciência de que a actual fase de organização do capitalismo coloca dificuldades à mobilização dos trabalhadores a partir do local de trabalho. Mas também temos consciência do enfoque que a CGTP tem colocado na transferência da revolta dos trabalhadores para a rua. A este respeito, convém lembrar o parágrafo anterior, onde escrevemos que «importa quebrar com uma espécie de boa moral, que se preocupa mais em defender a lei do que os interesses de quem trabalha», e damos como exemplo o caso dos autocarros. Outro exemplo, a partir do caso que mencionou: o desequilíbrio de correlação de forças existente num Pingo Doce poderá ser mitigado se  centenas de pessoas o invadirem, fazendo sentir às suas trabalhadoras que elas não se encontram sós e que não serão apenas os seus narizes que serão quebrados com os cassetetes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>José Ferreira,<br />
A última coisa que queremos, enquanto coletivo, é que alguém parta o nariz, muito menos Arménio Carlos, cujo nome nem aparece referido nesse parágrafo.<br />
O nosso argumento é que a greve deverá ser sujeita a um processo de reflexão e adaptação às novas condições laborais impostas aos trabalhadores. Ora, tal requer partir-se da realidade e não esquivar-se à realidade. A diminuição do número de sindicalizados traduz, claramente, um declínio da influência das organizações sindicais nos locais de trabalhos, onde a autoridade exercida pelos gestores nunca foi tão consequente. Na passagem que menciona, estamos a criticar uma estratégia que consiste em retirar os trabalhadores das empresas e em fazê-los desfilar nas ruas, como se as empresas não devessem ser os espaços privilegiados de luta, sobretudo numa greve geral. Não negamos a importância das manifestações de rua. Consideramos, no entanto, que a sua potencialidade está longe de ser manifesta na «passeata» ou na «concentração».<br />
Temos plena consciência de que a actual fase de organização do capitalismo coloca dificuldades à mobilização dos trabalhadores a partir do local de trabalho. Mas também temos consciência do enfoque que a CGTP tem colocado na transferência da revolta dos trabalhadores para a rua. A este respeito, convém lembrar o parágrafo anterior, onde escrevemos que «importa quebrar com uma espécie de boa moral, que se preocupa mais em defender a lei do que os interesses de quem trabalha», e damos como exemplo o caso dos autocarros. Outro exemplo, a partir do caso que mencionou: o desequilíbrio de correlação de forças existente num Pingo Doce poderá ser mitigado se  centenas de pessoas o invadirem, fazendo sentir às suas trabalhadoras que elas não se encontram sós e que não serão apenas os seus narizes que serão quebrados com os cassetetes.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/67566/#comment-86595</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2012 18:34:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=67566#comment-86595</guid>

					<description><![CDATA[&quot;Em terceiro lugar, importa referir que este obscurecimento das enormes dificuldades de atuação da CGTP nos locais de trabalho não é completamente inocente, pois é da condução ordeira e disciplinada dos trabalhadores em luta para o exterior das empresas que a CGTP e o PCP retiram o seu capital político a aplicar no parlamento.&quot;

Esta frase tem de ser muito melhor fundamentada antes que seja considerada uma acusação barata carregada de populismo? Devo entender que é preciso o Arménio Carlos quebrar o nariz contra o cassetete do Corpo de Intervenção da PSP para que os caixas do Pingo Doce façam greve?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em terceiro lugar, importa referir que este obscurecimento das enormes dificuldades de atuação da CGTP nos locais de trabalho não é completamente inocente, pois é da condução ordeira e disciplinada dos trabalhadores em luta para o exterior das empresas que a CGTP e o PCP retiram o seu capital político a aplicar no parlamento.&#8221;</p>
<p>Esta frase tem de ser muito melhor fundamentada antes que seja considerada uma acusação barata carregada de populismo? Devo entender que é preciso o Arménio Carlos quebrar o nariz contra o cassetete do Corpo de Intervenção da PSP para que os caixas do Pingo Doce façam greve?</p>
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