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	Comentários sobre: Reflexões, um ano após a saída do MST	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Socorro Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-96758</link>

		<dc:creator><![CDATA[Socorro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2013 03:40:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O comentário do Nilcio Costa me faz continuar a reflexão, indo além da pergunta que ele coloca:
“Camarada Socorro, muito bem, neste um ano que vc esta fora do MST, O QUEM FEZ DE TÃO REVOLUCIONARIO? QUAL SUA GRANDE CONTRIBUIÇÃO PARA LUTA DE CLASSE?”.
Veja que sua pergunta coincide com a de outros(a) companheiros(a), e por isso mesmo já está respondida, quando fiz a seguinte referência no comentário citado acima da sua pergunta: 
 – “Há quem nos pergunte: nesse ano (fora do MST), quais as ações revolucionárias que foram feitas? O que o novo produziu para superar o velho? “
 “Como diz a carta de saída, este tipo de abordagem a nossa crítica, só ajuda a despolitizar o processo de reflexão, mas podemos conversar sobre isso. Neste momento histórico de contra – revolução, uma das coisas que estamos fazendo, é estar construindo as nossas análises, por muito tempo fomos reproduzindo leituras já prontas, tendo mais desejos que análises nessas leituras, e não nos levavam a compreender o que estava por trás dessa ou daquela situação. Pautar a discussão do projeto socialista já é uma ação revolucionária, se não sabemos ainda o que fazer negar aquilo que nós mesmos ajudamos a construir é também uma tarefa revolucionária. Se nada fizermos a nossa atitude já provocará que outros(a) militantes, mesmo que poucos, busquem enxergar e compreender esse processo histórico, pois teremos o orgulho de dizer que não fomos instrumentalizados pelo capital, e pelo menos nos propomos a pensar aonde temos que gastar as nossas energias revolucionárias e ainda ter a consciência tranquila por ter tido a honestidade revolucionária, não temendo dizer a verdade, que o que fizemos é reformista. Acredito que mesmo de forma minúscula, isso já é o germe do novo para superar o velho”.

Nilcio, sobre o que você diz da nossa “grande contribuição à direita no intento de combater o MST”, somente vem reafirmar, o que já coloquei acima sobre a reprodução de leituras já prontas; pois isso é o que foi falado por Stédile em uma mesa de debates com os movimentos sociais de Fortaleza em 19/10/2012 e que foi divulgada em vários sites de notícias com a manchete: - “ Para Stédile, esquerda sectária faz jogo da direita”.

Como não queremos a personalização da crítica, como disse João Bernardo, não irei comentar a sua análise, sobre o intento de combater o MST, pois o que queríamos é que o MST tivesse aberto o debate sobre a Carta dos 51, o que não aconteceu, pelo contrário a orientação interna foi silenciar o debate. Apesar disso temos conhecimento que na militância mais crítica a carta provocou muitas inquietações e conseguiu levar alguns ao estudo mais aprofundado. É o que deveria fazer os que fazem as críticas vazias de conteúdo político e repetem somente os chavões das análises já prontas sem a necessária fundamentação prática e teórica.

O site passapalavra abriu esse debate: “A Carta de Saída de 51 militantes levanta questões para toda a esquerda. Convidamos os que queiram participar deste debate a nos enviarem suas análises.” Infelizmente não vimos nenhuma outra reflexão sistematizada politicamente de forma a aprofundar as questões apresentadas na carta.

Toda a crítica que fizemos, está dirigida a boa parte da esquerda sobre a sua posição em relação ao PDP – Projeto Democrático Popular, contudo como fomos militantes do MST, tivemos que fazer referência a nossa prática política dentro deste movimento, pois junto com essa parte da esquerda onde estão outros movimentos sociais e partidos, o MST defende o pacto de colaboração de classes e isso significa assumir um projeto de conciliação de classes com o objetivo de conter a luta direta dos(a) trabalhadores (a). 

E isso está claro para o dirigente do MST quando afirma no referido debate que “a única maneira de transformar a luta de classes em uma luta permanente e acumular forças para a classe trabalhadora é combinar a luta de massas dos movimentos sociais com a luta institucional”. Contudo esse debate não foi aberto para a militância e posso afirmar que a militância crítica a que já me referi não está de acordo com esse projeto de conciliação de classes. Isso foi o que gerou e continua gerando enormes contradições internas na organização.

Para ajudar a compreender essas contradições, Já que o referencial marxista é o referencial considerado pelo menos nos cursos de formação dos movimentos sociais, principalmente pelo MST, é preciso observar em qual lógica se estar operando, fala - se do método de Marx,  materialismo histórico dialético, a crise dos movimentos sociais tem a ver com a crítica ao fundamento desse método. Mas para não ir na essência das questões é mais fácil falar como disse Nilcio que o nosso intento é combater o MST.

A lógica dialética busca entender o movimento de luta, contradição, conflito, diálogo. E o que torna possível o movimento das coisas são as contradições, e estas permitem as transformações internas. Neste sentido quero dizer que os movimentos sociais quando nega as contradições internas, nega a dialética, e por isso impede as transformações internas. Contudo isso não acontece por acaso, quando se tem claro a concepção de mundo, que pode ser elaborada de forma crítica e consciente com participação ativa dos indivíduos ou pode ser imposta mecanicamente.

Nós que saímos do MST vivenciamos esse conflito em vários momentos principalmente em períodos eleitorais, onde sentíamos a necessidade de discutir exatamente o que disse Stédile, luta de massas dos movimentos sociais e a luta institucional na perspectiva do socialismo ou seja criticar a nossa própria concepção mundo. Contudo o espaço que não era encontrado nas instâncias da organização, o próprio movimento dialético da história que está permeado por contradições, fez com que os cursos de formação política realizados pelo MST possibilitassem esse debate embora de maneira tímida, mas que nos ajudou a fazer a crítica daquilo que nós mesmos ajudamos a construir. 
Acredito na continuidade desse processo histórico da luta  da classe trabalhadora e que outras rupturas virão, é com elas que se dá o salto de qualidade e a história ninguém deterá.

[...] os homens fazem sua própria história, mas não a fazem segundo sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha, mas sob aquelas circunstâncias com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. (MARX, Karl. O 18 Brumário de Louis Bonaparte, 1987, p.15)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário do Nilcio Costa me faz continuar a reflexão, indo além da pergunta que ele coloca:<br />
“Camarada Socorro, muito bem, neste um ano que vc esta fora do MST, O QUEM FEZ DE TÃO REVOLUCIONARIO? QUAL SUA GRANDE CONTRIBUIÇÃO PARA LUTA DE CLASSE?”.<br />
Veja que sua pergunta coincide com a de outros(a) companheiros(a), e por isso mesmo já está respondida, quando fiz a seguinte referência no comentário citado acima da sua pergunta:<br />
 – “Há quem nos pergunte: nesse ano (fora do MST), quais as ações revolucionárias que foram feitas? O que o novo produziu para superar o velho? “<br />
 “Como diz a carta de saída, este tipo de abordagem a nossa crítica, só ajuda a despolitizar o processo de reflexão, mas podemos conversar sobre isso. Neste momento histórico de contra – revolução, uma das coisas que estamos fazendo, é estar construindo as nossas análises, por muito tempo fomos reproduzindo leituras já prontas, tendo mais desejos que análises nessas leituras, e não nos levavam a compreender o que estava por trás dessa ou daquela situação. Pautar a discussão do projeto socialista já é uma ação revolucionária, se não sabemos ainda o que fazer negar aquilo que nós mesmos ajudamos a construir é também uma tarefa revolucionária. Se nada fizermos a nossa atitude já provocará que outros(a) militantes, mesmo que poucos, busquem enxergar e compreender esse processo histórico, pois teremos o orgulho de dizer que não fomos instrumentalizados pelo capital, e pelo menos nos propomos a pensar aonde temos que gastar as nossas energias revolucionárias e ainda ter a consciência tranquila por ter tido a honestidade revolucionária, não temendo dizer a verdade, que o que fizemos é reformista. Acredito que mesmo de forma minúscula, isso já é o germe do novo para superar o velho”.</p>
<p>Nilcio, sobre o que você diz da nossa “grande contribuição à direita no intento de combater o MST”, somente vem reafirmar, o que já coloquei acima sobre a reprodução de leituras já prontas; pois isso é o que foi falado por Stédile em uma mesa de debates com os movimentos sociais de Fortaleza em 19/10/2012 e que foi divulgada em vários sites de notícias com a manchete: &#8211; “ Para Stédile, esquerda sectária faz jogo da direita”.</p>
<p>Como não queremos a personalização da crítica, como disse João Bernardo, não irei comentar a sua análise, sobre o intento de combater o MST, pois o que queríamos é que o MST tivesse aberto o debate sobre a Carta dos 51, o que não aconteceu, pelo contrário a orientação interna foi silenciar o debate. Apesar disso temos conhecimento que na militância mais crítica a carta provocou muitas inquietações e conseguiu levar alguns ao estudo mais aprofundado. É o que deveria fazer os que fazem as críticas vazias de conteúdo político e repetem somente os chavões das análises já prontas sem a necessária fundamentação prática e teórica.</p>
<p>O site passapalavra abriu esse debate: “A Carta de Saída de 51 militantes levanta questões para toda a esquerda. Convidamos os que queiram participar deste debate a nos enviarem suas análises.” Infelizmente não vimos nenhuma outra reflexão sistematizada politicamente de forma a aprofundar as questões apresentadas na carta.</p>
<p>Toda a crítica que fizemos, está dirigida a boa parte da esquerda sobre a sua posição em relação ao PDP – Projeto Democrático Popular, contudo como fomos militantes do MST, tivemos que fazer referência a nossa prática política dentro deste movimento, pois junto com essa parte da esquerda onde estão outros movimentos sociais e partidos, o MST defende o pacto de colaboração de classes e isso significa assumir um projeto de conciliação de classes com o objetivo de conter a luta direta dos(a) trabalhadores (a). </p>
<p>E isso está claro para o dirigente do MST quando afirma no referido debate que “a única maneira de transformar a luta de classes em uma luta permanente e acumular forças para a classe trabalhadora é combinar a luta de massas dos movimentos sociais com a luta institucional”. Contudo esse debate não foi aberto para a militância e posso afirmar que a militância crítica a que já me referi não está de acordo com esse projeto de conciliação de classes. Isso foi o que gerou e continua gerando enormes contradições internas na organização.</p>
<p>Para ajudar a compreender essas contradições, Já que o referencial marxista é o referencial considerado pelo menos nos cursos de formação dos movimentos sociais, principalmente pelo MST, é preciso observar em qual lógica se estar operando, fala &#8211; se do método de Marx,  materialismo histórico dialético, a crise dos movimentos sociais tem a ver com a crítica ao fundamento desse método. Mas para não ir na essência das questões é mais fácil falar como disse Nilcio que o nosso intento é combater o MST.</p>
<p>A lógica dialética busca entender o movimento de luta, contradição, conflito, diálogo. E o que torna possível o movimento das coisas são as contradições, e estas permitem as transformações internas. Neste sentido quero dizer que os movimentos sociais quando nega as contradições internas, nega a dialética, e por isso impede as transformações internas. Contudo isso não acontece por acaso, quando se tem claro a concepção de mundo, que pode ser elaborada de forma crítica e consciente com participação ativa dos indivíduos ou pode ser imposta mecanicamente.</p>
<p>Nós que saímos do MST vivenciamos esse conflito em vários momentos principalmente em períodos eleitorais, onde sentíamos a necessidade de discutir exatamente o que disse Stédile, luta de massas dos movimentos sociais e a luta institucional na perspectiva do socialismo ou seja criticar a nossa própria concepção mundo. Contudo o espaço que não era encontrado nas instâncias da organização, o próprio movimento dialético da história que está permeado por contradições, fez com que os cursos de formação política realizados pelo MST possibilitassem esse debate embora de maneira tímida, mas que nos ajudou a fazer a crítica daquilo que nós mesmos ajudamos a construir.<br />
Acredito na continuidade desse processo histórico da luta  da classe trabalhadora e que outras rupturas virão, é com elas que se dá o salto de qualidade e a história ninguém deterá.</p>
<p>[&#8230;] os homens fazem sua própria história, mas não a fazem segundo sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha, mas sob aquelas circunstâncias com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado. (MARX, Karl. O 18 Brumário de Louis Bonaparte, 1987, p.15)</p>
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		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-95900</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 12:46:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nílcio Costa,
Vivi o suficiente para ver o stalinismo em acção, quando o stalinismo era ainda a força mais poderosa no movimento operário. Uma das características definidoras do stalinismo era a apropriação das lutas, a identificação de uma dada organização burocrática com as lutas, e a difusão de calúnias contra todos aqueles que não se submetiam à tutela dessa organização, com o argumento de que quaisquer críticas beneficiariam a direita.
Nos últimos anos, quanto mais o MST se aproximou da área governativa e quanto mais acordos económicos estabeleceu com empresas, mais assumiu um comportamente stalinista, de que o seu comentário é uma demonstração.
Mas nós já não vivemos na época do stalinismo e a chantagem política, embora continue a ter efeitos, não é tão poderosa como antigamente. A &lt;em&gt;Carta dos 51&lt;/em&gt; é uma demonstração disso, porque tem levado um número crescente de pessoas a reflectir sobre os processos de burocratização interna dos movimentos sociais. E estas críticas de esquerda só têm fortalecido a esquerda, como podemos verificar hoje mesmo.
Quanto à lastimável pessoalização da crítica, perguntando à Socorro em quê ela contribuiu ultimamente para a luta de classes, será que o sr. está tão bem informado sobre a vida e a actividade de cada uma das pessoas que faz críticas ao MST? Espero que não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nílcio Costa,<br />
Vivi o suficiente para ver o stalinismo em acção, quando o stalinismo era ainda a força mais poderosa no movimento operário. Uma das características definidoras do stalinismo era a apropriação das lutas, a identificação de uma dada organização burocrática com as lutas, e a difusão de calúnias contra todos aqueles que não se submetiam à tutela dessa organização, com o argumento de que quaisquer críticas beneficiariam a direita.<br />
Nos últimos anos, quanto mais o MST se aproximou da área governativa e quanto mais acordos económicos estabeleceu com empresas, mais assumiu um comportamente stalinista, de que o seu comentário é uma demonstração.<br />
Mas nós já não vivemos na época do stalinismo e a chantagem política, embora continue a ter efeitos, não é tão poderosa como antigamente. A <em>Carta dos 51</em> é uma demonstração disso, porque tem levado um número crescente de pessoas a reflectir sobre os processos de burocratização interna dos movimentos sociais. E estas críticas de esquerda só têm fortalecido a esquerda, como podemos verificar hoje mesmo.<br />
Quanto à lastimável pessoalização da crítica, perguntando à Socorro em quê ela contribuiu ultimamente para a luta de classes, será que o sr. está tão bem informado sobre a vida e a actividade de cada uma das pessoas que faz críticas ao MST? Espero que não.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Nilcio Costa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-95691</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nilcio Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 01:12:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camarada Socorro, muito bem, neste um ano que vc esta fora do MST, O QUEM FEZ DE TÃO REVOLUCIONARIO? QUAL SUA GRANDE CONTRIBUIÇÃO PARA LUTA DE CLASSE? eu ficaria muito feliz se soubesse que vcs estariam construindo um instrmento para classe, como diz vc &quot;alem dfaquilo que nos produziu&quot; , mas infelizmente o que vejo é a sua grande contribuição à direita no intento de combater o MST, afinal a quem interessa combater e destruir o MST?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camarada Socorro, muito bem, neste um ano que vc esta fora do MST, O QUEM FEZ DE TÃO REVOLUCIONARIO? QUAL SUA GRANDE CONTRIBUIÇÃO PARA LUTA DE CLASSE? eu ficaria muito feliz se soubesse que vcs estariam construindo um instrmento para classe, como diz vc &#8220;alem dfaquilo que nos produziu&#8221; , mas infelizmente o que vejo é a sua grande contribuição à direita no intento de combater o MST, afinal a quem interessa combater e destruir o MST?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Socorro Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-90303</link>

		<dc:creator><![CDATA[Socorro Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 22:15:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=68419#comment-90303</guid>

					<description><![CDATA[Acerca da reflexão compartilhada, não tive a pretensão de fazer abordagem sobre o método de direção e de formação política do movimento revolucionário, tão pouco sobre a questão do trabalho intelectual e trabalho manual, mesmo que a experiência brevemente abordada, possa sugerir uma análise metodológica sobre a práxis revolucionária, para além de análises axiológica e academicista, mas submetidas ao aprofundamento do método e da tática, sem perder de vista as condições reais de nossa formação sócio histórica,  buscando ser coerente com o pensamento de Marx no qual respaldamos nossa ação política, e que consequentemente tenha como objetivo o Socialismo.

Não quero ser entendida como pragmática, mas acredito que a formação do(a) militante perpassa a formação do(a) revolucionário(a) profissional, isto é, o engajamento a uma vivência política concreta mais intensa. Para melhor compreensão do que quero dizer, a crítica de Lênin a Plekanov, pode ajudar: “[...] decepcionava-se com o professor Plekanov, que, na verdade, era um intelectual de indiscutíveis qualidades e com excelente folha de serviços e menos um militante [...]”

Faço essa referência sem querer julgar quem é ou não militante, mas para dizer que o envolvimento integral de cada militante, faz com que este (a) enxergue melhor a essência das contradições e por isso mesmo reivindiquem espaços para a crítica aberta no interior do movimento, para estes e estas, existe a necessidade que os debates e as discussões tomem corpo e tornem-se constantes.  

Em grande parte de nossa trajetória política, falo dos (a) que saíram, fomos militantes profissionais, no meu caso, não só no MST, mas em outros espaços de luta, e em sua maioria sem ajuda de custo, e é por isso que sentimos profundamente quando o movimento vai deixando de ser revolucionário, as  contradições não são mais discutidas. 

Quando o movimento fecha espaço para esse debate, a fim de que não se aprofunde as críticas e não se enxergue o distanciamento de suas ações políticas do seu projeto estratégico, os(a) militantes que exponham as contradições, passam a ser problema para a organização. Para alguns pode parecer que queremos, como diz Yan “movimento revolucionário sem “contradição”. Pelo contrário, pois acreditamos que as contradições sendo abertas ao debate é que impulsionam a luta.

Lênin, rebatendo um membro do Partido Bolchevique, que criticara a intensidade desses debates, sinaliza como positivo: Que fantástico é nosso congresso, oportunidade para uma luta aberta. Mãos que se levantam. Decisões que se tomam. Superam-se etapas. Adiante! É isso que eu gosto! Isto é a vida. É algo muito diferente das intermináveis discussões intelectuais que, terminam não é porque resolveu o problema, mas porque se cansou de falar. (GENRO/FILHO, 1985, p. 25).

Eis a questão de Alexandre, ele diz: Tenho muito acordo com as críticas de vocês e gostaria de aprofundar esse debate. Alexandre, esse é o nosso desafio, dar continuidade a esse debate, sabemos que tem muita gente que tem acordo com as nossas críticas, algumas saíram de suas organizações no anonimato, e foram se engajando em outros espaços de luta com perspectivas mais socialista, outras ainda estão no isolamento e também não compartilharam suas críticas e assim temos muitos casos de militantes que tem em comum a crítica ao Projeto Democrático Popular (PDP), assimilado por muitas organizações.

A importância de socializarmos nossas críticas está também em proporcionar a articulação entre estes e estas militantes que discordaram com o rumo que tomaram suas organizações, entendendo que é preciso juntar para mobilizar, para fazer exatamente o que Alexandre gostaria de fazer, aprofundar o debate no sentido que traz a carta de saída: “A questão fundamental para nós não é só criticar a burocratização, institucionalização, o abandono das lutas de enfrentamento, a política de alianças, que aparecem como um problema nas organizações, mas sim identificar o processo que levou estas organizações políticas a assumirem essa postura. A crítica restrita ao resultado leva a refundar o mesmo processo, cometendo os mesmos erros.”

Há quem nos pergunte: nesse ano (fora do MST), quais as ações revolucionárias que foram feitas? O que o novo produziu para superar o velho? 

Como diz a carta de saída, este tipo de abordagem a nossa crítica, só ajuda a despolitizar o processo de reflexão, mas podemos conversar sobre isso.  Neste momento histórico de contra - revolução, uma das coisas que estamos fazendo, é estar construindo as nossas análises, por muito tempo fomos reproduzindo leituras já prontas, tendo mais desejos que análises nessas leituras, e não nos levavam a compreender o que estava por trás dessa ou daquela situação. Pautar a discussão do projeto socialista já é uma ação revolucionária, se não sabemos ainda o que fazer negar aquilo que nós mesmos ajudamos a construir é também uma tarefa revolucionária. Se nada fizermos a nossa atitude já provocará que outros(a) militantes, mesmo que poucos, busquem enxergar e compreender esse processo histórico, pois teremos o orgulho de dizer que não fomos instrumentalizados pelo capital, e pelo menos nos propomos a pensar aonde temos que gastar as nossas energias revolucionárias e ainda ter a consciência tranquila por ter tido a honestidade revolucionária, não temendo dizer a verdade, que o que fizemos é reformista. Acredito que mesmo de forma minúscula, isso já é o germe do novo para superar o velho. 

Como disse Rosa Luxemburgo: “Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?”
 
Para algumas pessoas de várias organizações a saída, não era a alternativa, mas fica a pergunta: está dentro de uma organização onde não tem espaço para esse tipo de debate que paute o socialismo, é a alternativa?

Tem momentos na história que a gente pode fazer e fazer e não ir para lugar nenhum. Estamos vivendo um momento desses, a história não está a nossa favor, a massa está ganha pelo reformismo. E uma das tarefas que temos a fazer nesse momento e estamos fazendo, mesmo que a passos lentos, é aprende a ler os sinais da história, e não enfiar na história o que a gente aprendeu, outra tarefa é tirar lições dos erros e não temer o desafio do risco, buscando ancorar a tática a estratégia.

Não podemos discutir somente o que nos convém, nem tão pouco podemos ignorar a história. Hoje, vemos claramente as bandeiras da classe trabalhadora transformadas em políticas públicas. E agora surge a pergunta para as organizações sociais, as suas ações estão contribuindo para reforma ou revolução? O que se tem feito como alternativa para a classe trabalhadora? A luta tem sido feita mais para confrontar o capital ou para atenuar o conflito, se conformando em ganhar migalhas?  

Se aprendermos a ler os sinais da história podemos perguntar: os direitos adquiridos na “democracia política burguesa” fortaleceu ou enfraqueceu a classe trabalhadora? Há tempos esses direitos vem sendo retirados e ainda com o lucro do apassivamento da classe, entre tantas coisas, está aí o ACE - acordo coletivo especial.

Uma outra forma inovadora é a retirada das áreas de reforma agrária já conquistadas, como o caso do assentamento Milton Santos, situado entre os municípios de Americana e Cosmópolis no interior do Estado de São Paulo. Acompanhe no site  www.assentamentomiltonsantos.com.br:
“Nesta quinta-feira, dia 28 de novembro, o assentamento Milton Santos sofreu novo golpe. A 3a. Vara de Justiça Federal concedeu à Usina Ester uma liminar de desocupação do Sítio Boa Vista dentro de um período de 15 dias. Se a área não for desocupada, será realizada a reintegração de posse na área.”

Ainda temos a “ofensiva contra os assentamentos de reforma agrária no Vale do Paraíba, sendo utilizado vários mecanismos de perseguição: calúnias aos/as militantes críticos, denúncias e processos judiciais, inviabilização dos créditos, negativas de emissão da documentação dos assentados/as, fomentação de disputas internas  potencializando as ameaças e violência, estrangulamento pela inviabilidade econômica das famílias, condicionamento do PRONAF ao modelo PDA, implantação da assistência técnica policial.”

Enfim, não dá para ficar repetindo os mesmos erros e fazendo mais do mesmo, pelos exemplos citados, percebe – se o que foi em determinado momento vitórias da nossa classe, tornou – se agora sucesso para o capital. 


&quot;Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem&quot;
 Rosa Luxemburgo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acerca da reflexão compartilhada, não tive a pretensão de fazer abordagem sobre o método de direção e de formação política do movimento revolucionário, tão pouco sobre a questão do trabalho intelectual e trabalho manual, mesmo que a experiência brevemente abordada, possa sugerir uma análise metodológica sobre a práxis revolucionária, para além de análises axiológica e academicista, mas submetidas ao aprofundamento do método e da tática, sem perder de vista as condições reais de nossa formação sócio histórica,  buscando ser coerente com o pensamento de Marx no qual respaldamos nossa ação política, e que consequentemente tenha como objetivo o Socialismo.</p>
<p>Não quero ser entendida como pragmática, mas acredito que a formação do(a) militante perpassa a formação do(a) revolucionário(a) profissional, isto é, o engajamento a uma vivência política concreta mais intensa. Para melhor compreensão do que quero dizer, a crítica de Lênin a Plekanov, pode ajudar: “[&#8230;] decepcionava-se com o professor Plekanov, que, na verdade, era um intelectual de indiscutíveis qualidades e com excelente folha de serviços e menos um militante [&#8230;]”</p>
<p>Faço essa referência sem querer julgar quem é ou não militante, mas para dizer que o envolvimento integral de cada militante, faz com que este (a) enxergue melhor a essência das contradições e por isso mesmo reivindiquem espaços para a crítica aberta no interior do movimento, para estes e estas, existe a necessidade que os debates e as discussões tomem corpo e tornem-se constantes.  </p>
<p>Em grande parte de nossa trajetória política, falo dos (a) que saíram, fomos militantes profissionais, no meu caso, não só no MST, mas em outros espaços de luta, e em sua maioria sem ajuda de custo, e é por isso que sentimos profundamente quando o movimento vai deixando de ser revolucionário, as  contradições não são mais discutidas. </p>
<p>Quando o movimento fecha espaço para esse debate, a fim de que não se aprofunde as críticas e não se enxergue o distanciamento de suas ações políticas do seu projeto estratégico, os(a) militantes que exponham as contradições, passam a ser problema para a organização. Para alguns pode parecer que queremos, como diz Yan “movimento revolucionário sem “contradição”. Pelo contrário, pois acreditamos que as contradições sendo abertas ao debate é que impulsionam a luta.</p>
<p>Lênin, rebatendo um membro do Partido Bolchevique, que criticara a intensidade desses debates, sinaliza como positivo: Que fantástico é nosso congresso, oportunidade para uma luta aberta. Mãos que se levantam. Decisões que se tomam. Superam-se etapas. Adiante! É isso que eu gosto! Isto é a vida. É algo muito diferente das intermináveis discussões intelectuais que, terminam não é porque resolveu o problema, mas porque se cansou de falar. (GENRO/FILHO, 1985, p. 25).</p>
<p>Eis a questão de Alexandre, ele diz: Tenho muito acordo com as críticas de vocês e gostaria de aprofundar esse debate. Alexandre, esse é o nosso desafio, dar continuidade a esse debate, sabemos que tem muita gente que tem acordo com as nossas críticas, algumas saíram de suas organizações no anonimato, e foram se engajando em outros espaços de luta com perspectivas mais socialista, outras ainda estão no isolamento e também não compartilharam suas críticas e assim temos muitos casos de militantes que tem em comum a crítica ao Projeto Democrático Popular (PDP), assimilado por muitas organizações.</p>
<p>A importância de socializarmos nossas críticas está também em proporcionar a articulação entre estes e estas militantes que discordaram com o rumo que tomaram suas organizações, entendendo que é preciso juntar para mobilizar, para fazer exatamente o que Alexandre gostaria de fazer, aprofundar o debate no sentido que traz a carta de saída: “A questão fundamental para nós não é só criticar a burocratização, institucionalização, o abandono das lutas de enfrentamento, a política de alianças, que aparecem como um problema nas organizações, mas sim identificar o processo que levou estas organizações políticas a assumirem essa postura. A crítica restrita ao resultado leva a refundar o mesmo processo, cometendo os mesmos erros.”</p>
<p>Há quem nos pergunte: nesse ano (fora do MST), quais as ações revolucionárias que foram feitas? O que o novo produziu para superar o velho? </p>
<p>Como diz a carta de saída, este tipo de abordagem a nossa crítica, só ajuda a despolitizar o processo de reflexão, mas podemos conversar sobre isso.  Neste momento histórico de contra &#8211; revolução, uma das coisas que estamos fazendo, é estar construindo as nossas análises, por muito tempo fomos reproduzindo leituras já prontas, tendo mais desejos que análises nessas leituras, e não nos levavam a compreender o que estava por trás dessa ou daquela situação. Pautar a discussão do projeto socialista já é uma ação revolucionária, se não sabemos ainda o que fazer negar aquilo que nós mesmos ajudamos a construir é também uma tarefa revolucionária. Se nada fizermos a nossa atitude já provocará que outros(a) militantes, mesmo que poucos, busquem enxergar e compreender esse processo histórico, pois teremos o orgulho de dizer que não fomos instrumentalizados pelo capital, e pelo menos nos propomos a pensar aonde temos que gastar as nossas energias revolucionárias e ainda ter a consciência tranquila por ter tido a honestidade revolucionária, não temendo dizer a verdade, que o que fizemos é reformista. Acredito que mesmo de forma minúscula, isso já é o germe do novo para superar o velho. </p>
<p>Como disse Rosa Luxemburgo: “Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?”</p>
<p>Para algumas pessoas de várias organizações a saída, não era a alternativa, mas fica a pergunta: está dentro de uma organização onde não tem espaço para esse tipo de debate que paute o socialismo, é a alternativa?</p>
<p>Tem momentos na história que a gente pode fazer e fazer e não ir para lugar nenhum. Estamos vivendo um momento desses, a história não está a nossa favor, a massa está ganha pelo reformismo. E uma das tarefas que temos a fazer nesse momento e estamos fazendo, mesmo que a passos lentos, é aprende a ler os sinais da história, e não enfiar na história o que a gente aprendeu, outra tarefa é tirar lições dos erros e não temer o desafio do risco, buscando ancorar a tática a estratégia.</p>
<p>Não podemos discutir somente o que nos convém, nem tão pouco podemos ignorar a história. Hoje, vemos claramente as bandeiras da classe trabalhadora transformadas em políticas públicas. E agora surge a pergunta para as organizações sociais, as suas ações estão contribuindo para reforma ou revolução? O que se tem feito como alternativa para a classe trabalhadora? A luta tem sido feita mais para confrontar o capital ou para atenuar o conflito, se conformando em ganhar migalhas?  </p>
<p>Se aprendermos a ler os sinais da história podemos perguntar: os direitos adquiridos na “democracia política burguesa” fortaleceu ou enfraqueceu a classe trabalhadora? Há tempos esses direitos vem sendo retirados e ainda com o lucro do apassivamento da classe, entre tantas coisas, está aí o ACE &#8211; acordo coletivo especial.</p>
<p>Uma outra forma inovadora é a retirada das áreas de reforma agrária já conquistadas, como o caso do assentamento Milton Santos, situado entre os municípios de Americana e Cosmópolis no interior do Estado de São Paulo. Acompanhe no site  <a href="http://www.assentamentomiltonsantos.com.br" rel="nofollow ugc">http://www.assentamentomiltonsantos.com.br</a>:<br />
“Nesta quinta-feira, dia 28 de novembro, o assentamento Milton Santos sofreu novo golpe. A 3a. Vara de Justiça Federal concedeu à Usina Ester uma liminar de desocupação do Sítio Boa Vista dentro de um período de 15 dias. Se a área não for desocupada, será realizada a reintegração de posse na área.”</p>
<p>Ainda temos a “ofensiva contra os assentamentos de reforma agrária no Vale do Paraíba, sendo utilizado vários mecanismos de perseguição: calúnias aos/as militantes críticos, denúncias e processos judiciais, inviabilização dos créditos, negativas de emissão da documentação dos assentados/as, fomentação de disputas internas  potencializando as ameaças e violência, estrangulamento pela inviabilidade econômica das famílias, condicionamento do PRONAF ao modelo PDA, implantação da assistência técnica policial.”</p>
<p>Enfim, não dá para ficar repetindo os mesmos erros e fazendo mais do mesmo, pelos exemplos citados, percebe – se o que foi em determinado momento vitórias da nossa classe, tornou – se agora sucesso para o capital. </p>
<p>&#8220;Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem&#8221;<br />
 Rosa Luxemburgo</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alexandre		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-90233</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alexandre]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 13:46:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Companheira Maria, o que vocês andam fazendo nesse ano após a ruptura? Tenho muito acordo com as críticas de vocês e gostaria de aprofundar esse debate.

Se quiser, mande um e-mail: aleterralivre(arroba)riseup.net]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Companheira Maria, o que vocês andam fazendo nesse ano após a ruptura? Tenho muito acordo com as críticas de vocês e gostaria de aprofundar esse debate.</p>
<p>Se quiser, mande um e-mail: aleterralivre(arroba)riseup.net</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-90201</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 12:13:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Yan,

De fato sempre haverá direção separada enquanto houver capital. Mas também não haverá socialismo enquanto houver direção separada. Você aponta que só com o fim das classes é que haverá o fim da direção. Mas por acaso o fim das classes não é o próprio fim da direção separada? Da separação entre dirigentes e dirigidos?
Seu raciocínio leva a uma circularidade. Há direção porque há capítal, no entanto parece claro que só haverá fim das classes e socialismo quando se superar a distinção entre dirigentes e dirigidos.
O socialismo virá justamente desse novo, que rompe com a lógica e os valores capitalistas, dessas novas relações que se estabelecem. E essas relações novas são criação, não são determinadas na sua totalidade pelo que já está dado na sociedade. Se assim não o fosse, não poderíamos nem ter expectativa de sair dessa circularidade capital-direção-capital-direção...
Se o fim da separação ente dirigentes e dirigidos não for uma criação dos próprios movimentos que buscam superar as classes e essa separação, de onde virá? Do espírito santo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Yan,</p>
<p>De fato sempre haverá direção separada enquanto houver capital. Mas também não haverá socialismo enquanto houver direção separada. Você aponta que só com o fim das classes é que haverá o fim da direção. Mas por acaso o fim das classes não é o próprio fim da direção separada? Da separação entre dirigentes e dirigidos?<br />
Seu raciocínio leva a uma circularidade. Há direção porque há capítal, no entanto parece claro que só haverá fim das classes e socialismo quando se superar a distinção entre dirigentes e dirigidos.<br />
O socialismo virá justamente desse novo, que rompe com a lógica e os valores capitalistas, dessas novas relações que se estabelecem. E essas relações novas são criação, não são determinadas na sua totalidade pelo que já está dado na sociedade. Se assim não o fosse, não poderíamos nem ter expectativa de sair dessa circularidade capital-direção-capital-direção&#8230;<br />
Se o fim da separação ente dirigentes e dirigidos não for uma criação dos próprios movimentos que buscam superar as classes e essa separação, de onde virá? Do espírito santo?</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Yan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-90191</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 11:46:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com o Ronan, contudo, que esta divisão leva ao sufocamento da critica interna, essencial para superar as contradições do capitalismo. E as organizações que se propões revolucionárias acabam por fortalecer a separação entre trabalho intelectual e trabalho manual.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o Ronan, contudo, que esta divisão leva ao sufocamento da critica interna, essencial para superar as contradições do capitalismo. E as organizações que se propões revolucionárias acabam por fortalecer a separação entre trabalho intelectual e trabalho manual.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Yan		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-90188</link>

		<dc:creator><![CDATA[Yan]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 04 Dec 2012 11:44:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual, explicada por Marx, não é uma ilusão ou uma questão de escolha dentro do capitalismo. E certamente não há ilhas de socialismo dentro do sistema, muito menos na atual conjuntura. Se houvesse ilha de socialismo, esta seria atacada ferozmente como Cuba nos primeiros anos de sua existência, pois o antagonismo fundamental de sua existência com a do capitalismo levaria a sua expansão para outros lugares - e isso é inaceitável para a classe dominante mundial. 
O que eu queria dizer, na verdade, é para não cairmos na ilusão que há movimento revolucionário sem &quot;contradição&quot;. Longe de discordar da Socorro. O que eu estou dizendo é que vai haver direção em toda sociedade enquanto houver capital. O fim da direção poderá vir somente com o fim das classes, ou seja, somente depois de concluída uma transição socialista, camaradas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual, explicada por Marx, não é uma ilusão ou uma questão de escolha dentro do capitalismo. E certamente não há ilhas de socialismo dentro do sistema, muito menos na atual conjuntura. Se houvesse ilha de socialismo, esta seria atacada ferozmente como Cuba nos primeiros anos de sua existência, pois o antagonismo fundamental de sua existência com a do capitalismo levaria a sua expansão para outros lugares &#8211; e isso é inaceitável para a classe dominante mundial.<br />
O que eu queria dizer, na verdade, é para não cairmos na ilusão que há movimento revolucionário sem &#8220;contradição&#8221;. Longe de discordar da Socorro. O que eu estou dizendo é que vai haver direção em toda sociedade enquanto houver capital. O fim da direção poderá vir somente com o fim das classes, ou seja, somente depois de concluída uma transição socialista, camaradas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-89584</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2012 18:05:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tento imaginar a reação de Nildo Viana, goiano velho de guerra (social, de classes - por supuesto!) &#038; sintese intranquila de gaúcho e mineiro, ao ler o elogio do neófito. Deve ter coçado a cabeça e pigarreado, no mínimo.
Abração, Nildo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tento imaginar a reação de Nildo Viana, goiano velho de guerra (social, de classes &#8211; por supuesto!) &amp; sintese intranquila de gaúcho e mineiro, ao ler o elogio do neófito. Deve ter coçado a cabeça e pigarreado, no mínimo.<br />
Abração, Nildo!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leonel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/11/68419/#comment-89489</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Dec 2012 12:51:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camaradas, 

O auto-governo dos produtores, tal qual Marx colocou no seu texto sobre a Comuna de Paris só será possível através da luta autonoma, horizontal e livre da classe trabalhadora. Ao longo da história os processos revolucionários sofreram perseguições não só das classes dominantes, mas também das proto-dominantes que germinavam no interior das organizações das massas, com seus dirigentes burocratas, que mais tarde perseguiam os verdadeiros defensores do comunismo (autogestão social).

Não devemos mais cair na ilusão de &quot;bons dirigentes&quot;, pois esta história já foi contada lá em 1917 pelos oportunistas bolcheviques. Como diriam os garotos podres: &quot;Não acreditem em falsos líderes, pois TODOS eles vão vos trair&quot;. Ou cair em contradição em determinado momento.

Os meios devem estar de acordo com os fins e isto tudo começa a ser esfacelado quando pessoas passam a ter poder dentro da organização, mesmo que com respaldo das massas. É uma questão delicada mas que vem sendo discutida des das primeiras tentativas falhas de revolução.

Rosa, Pannekoek e principalmente hoje em dia Nildo Viana tem muito o que falar sobre isso!

Abraços!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camaradas, </p>
<p>O auto-governo dos produtores, tal qual Marx colocou no seu texto sobre a Comuna de Paris só será possível através da luta autonoma, horizontal e livre da classe trabalhadora. Ao longo da história os processos revolucionários sofreram perseguições não só das classes dominantes, mas também das proto-dominantes que germinavam no interior das organizações das massas, com seus dirigentes burocratas, que mais tarde perseguiam os verdadeiros defensores do comunismo (autogestão social).</p>
<p>Não devemos mais cair na ilusão de &#8220;bons dirigentes&#8221;, pois esta história já foi contada lá em 1917 pelos oportunistas bolcheviques. Como diriam os garotos podres: &#8220;Não acreditem em falsos líderes, pois TODOS eles vão vos trair&#8221;. Ou cair em contradição em determinado momento.</p>
<p>Os meios devem estar de acordo com os fins e isto tudo começa a ser esfacelado quando pessoas passam a ter poder dentro da organização, mesmo que com respaldo das massas. É uma questão delicada mas que vem sendo discutida des das primeiras tentativas falhas de revolução.</p>
<p>Rosa, Pannekoek e principalmente hoje em dia Nildo Viana tem muito o que falar sobre isso!</p>
<p>Abraços!</p>
]]></content:encoded>
		
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