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	Comentários sobre: A minhoca e a maçã. A esquerda nacionalista e o euro, 2ª parte	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92901</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 17:28:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caros Raphael Augusto Fresnedas e Humanaesfera,
Notamos que muitas das questões levantadas pelos seus comentário são relevantes e pertinentes ao espaço de discussão pretendido pelo &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;. No entanto, apelamos para que as intervenções não se afastem demais do eixo principal do artigo.
Questões de outra ordem podem ser formuladas em artigo à parte e, eventualmente, publicadas pelo &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;.
Coletivo Passa Palavra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros Raphael Augusto Fresnedas e Humanaesfera,<br />
Notamos que muitas das questões levantadas pelos seus comentário são relevantes e pertinentes ao espaço de discussão pretendido pelo <em>Passa Palavra</em>. No entanto, apelamos para que as intervenções não se afastem demais do eixo principal do artigo.<br />
Questões de outra ordem podem ser formuladas em artigo à parte e, eventualmente, publicadas pelo <em>Passa Palavra</em>.<br />
Coletivo Passa Palavra</p>
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		<title>
		Por: Humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92887</link>

		<dc:creator><![CDATA[Humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Dec 2012 14:16:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[De certo modo, concordo com a crítica do democratismo: 

o que fazer quando estamos diante de uma classe trabalhadora que na maior parte apoia não só passiva mas também ativamente barbaridades tais como a repressão, a tortura, o nacionalismo, a guerra, um Estado forte para garantir seus empregos, a crueldade do seu chefe contra seus colegas...? 

Diante disso, não faz sentido supor que &quot;a voz do povo é a voz de Deus&quot;. Assim, é impossível que não nos coloquemos &quot;à parte&quot; com relação a essas tendências bárbaras. E a palavra &quot;partido&quot; é perfeita nesse sentido de se colocar como esse &quot;&#039;à parte&quot;, como essa outra &quot;parte&quot; da classe que expressa a tendência para uma sociedade sem classes, sem coerções sociais. 

É evidente que isto é contraditório. E essa contradição talvez possa ser tratada de dois modos: 

ou a) nos tornamos tão &quot;à parte&quot; que nos tornamos como que extra-terrestres (solução leninista dos revolucionários profissionais e do fetiche de organização trotsko-leninista) que fornecem uma &quot;verdade&quot; metafísica do alto e quer dirigir lá longe e embaixo os pobres (e isso não muda se faz isso em nome da &quot;autogestão&quot; ou do &quot;poder popular&quot;). 

Ou b) suportamos a contradição para expressá-la como uma força ou uma tensão imanente que tende à emancipação partindo dos lugares onde estamos sejam eles quais forem (mesmo os considerados &quot;classe média&quot;, classe que, aliás, não existe exceto ideologicamente), ao invés de partir cego para o &quot;aqui&quot; e visando apenas &quot;lá de longe&quot; o proletariado considerado &quot;arquetípico&quot; (por exemplo, os moradores de favelas ou os operários fabris).

Sem o &quot;aqui&quot;, a solidariedade com o &quot;ali&quot; (com os &quot;pobres&quot; considerados arquetípicos) é sempre assimétrica e, no fim das contas, autoritária, pois leva a reproduzir a própria forma da estrutura de classes que queremos abolir, além de, na prática, não apontar de nenhum modo para uma sociedade sem classes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De certo modo, concordo com a crítica do democratismo: </p>
<p>o que fazer quando estamos diante de uma classe trabalhadora que na maior parte apoia não só passiva mas também ativamente barbaridades tais como a repressão, a tortura, o nacionalismo, a guerra, um Estado forte para garantir seus empregos, a crueldade do seu chefe contra seus colegas&#8230;? </p>
<p>Diante disso, não faz sentido supor que &#8220;a voz do povo é a voz de Deus&#8221;. Assim, é impossível que não nos coloquemos &#8220;à parte&#8221; com relação a essas tendências bárbaras. E a palavra &#8220;partido&#8221; é perfeita nesse sentido de se colocar como esse &#8220;&#8216;à parte&#8221;, como essa outra &#8220;parte&#8221; da classe que expressa a tendência para uma sociedade sem classes, sem coerções sociais. </p>
<p>É evidente que isto é contraditório. E essa contradição talvez possa ser tratada de dois modos: </p>
<p>ou a) nos tornamos tão &#8220;à parte&#8221; que nos tornamos como que extra-terrestres (solução leninista dos revolucionários profissionais e do fetiche de organização trotsko-leninista) que fornecem uma &#8220;verdade&#8221; metafísica do alto e quer dirigir lá longe e embaixo os pobres (e isso não muda se faz isso em nome da &#8220;autogestão&#8221; ou do &#8220;poder popular&#8221;). </p>
<p>Ou b) suportamos a contradição para expressá-la como uma força ou uma tensão imanente que tende à emancipação partindo dos lugares onde estamos sejam eles quais forem (mesmo os considerados &#8220;classe média&#8221;, classe que, aliás, não existe exceto ideologicamente), ao invés de partir cego para o &#8220;aqui&#8221; e visando apenas &#8220;lá de longe&#8221; o proletariado considerado &#8220;arquetípico&#8221; (por exemplo, os moradores de favelas ou os operários fabris).</p>
<p>Sem o &#8220;aqui&#8221;, a solidariedade com o &#8220;ali&#8221; (com os &#8220;pobres&#8221; considerados arquetípicos) é sempre assimétrica e, no fim das contas, autoritária, pois leva a reproduzir a própria forma da estrutura de classes que queremos abolir, além de, na prática, não apontar de nenhum modo para uma sociedade sem classes.</p>
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		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92695</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 21:28:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Humanaesfera, considero que o principal problema que tenhamos hoje na superação do capitalismo seja o organizacional. A europa vive o caos, todas as condições materiais objetivas estão mais que postas para uma virada revolucionária e emancipatória, mas o que vejo é um posicionamento equivocado de grande parte da esquerda, que deseja sair do euro ou busca a democracia real. Está fora de questão qualquer proposição marxista, mesmo nos ramos da esquerda, o que faz com que estes não façam mais do que mais do mesmo: proponham uma saída do euro, renegociação da dívida e volta do Estado de Bem-Estar Social. Mas, o ataque as condições de exploração do homem, a propriedade dos meios de produção, passa ao largo de quase qualquer debate. Não sou ingênuo para acreditar que Portugal sozinha seria capaz de produzir uma sociedade socialista com bem-estar, mas acho que estamos reproduzindo os erros capitalista, não conseguindo nem mesmo sair do atual paradigma de crise. Nesse sentido, coloco o partido e o marxismo como fundamentais para a superação. Infelizmente, a atual panorama político é de desqualificação dos partidos enquanto aglutinadores políticos, oque nos é muito custoso, pois evita um embate mais duro dentro do sistema institucional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Humanaesfera, considero que o principal problema que tenhamos hoje na superação do capitalismo seja o organizacional. A europa vive o caos, todas as condições materiais objetivas estão mais que postas para uma virada revolucionária e emancipatória, mas o que vejo é um posicionamento equivocado de grande parte da esquerda, que deseja sair do euro ou busca a democracia real. Está fora de questão qualquer proposição marxista, mesmo nos ramos da esquerda, o que faz com que estes não façam mais do que mais do mesmo: proponham uma saída do euro, renegociação da dívida e volta do Estado de Bem-Estar Social. Mas, o ataque as condições de exploração do homem, a propriedade dos meios de produção, passa ao largo de quase qualquer debate. Não sou ingênuo para acreditar que Portugal sozinha seria capaz de produzir uma sociedade socialista com bem-estar, mas acho que estamos reproduzindo os erros capitalista, não conseguindo nem mesmo sair do atual paradigma de crise. Nesse sentido, coloco o partido e o marxismo como fundamentais para a superação. Infelizmente, a atual panorama político é de desqualificação dos partidos enquanto aglutinadores políticos, oque nos é muito custoso, pois evita um embate mais duro dentro do sistema institucional.</p>
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		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92694</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 21:16:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O egoísmo da classe operária é o fantasma que voltará para atormentá-lo. Uma atitude egoísta e, portanto, não alinhada com os interesses de classe só gera um privilégio momentâneo que ao final será retirado. Claro, poderá ter indivíduos que conseguirão passar para o lado da burguesia se enburguesando e aí conseguirem de fato consolidar sua posição de dominação. Entretanto, a grande maioria tão pronto seja viável ao capitalismo, terá seus privilégios retirados. Podemos exemplificar isso com a situação do velho mundo: Qual não deve ter sido a alegria dos trabalhadores europeus que na década de 1990 viam seus salários serem os mais altos do mundo, mas que exatamente por não entenderem que o capitalismo, são obrigados hoje a ver todos os seus direitos trabalhistas serem retirados em um dos maiores ataques a humanidade. Bom, o trabalhador brasileiro pode ficar feliz com a desgraça européia? Não, ela só mostra que a dignidade humana não é o objetivo do capitalismo, mas ao contrário, a exploração será intensificada. Assim, o egoísmo de qualquer trabalhador coloca-o em uma situação insuperável da miséria sistêmica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O egoísmo da classe operária é o fantasma que voltará para atormentá-lo. Uma atitude egoísta e, portanto, não alinhada com os interesses de classe só gera um privilégio momentâneo que ao final será retirado. Claro, poderá ter indivíduos que conseguirão passar para o lado da burguesia se enburguesando e aí conseguirem de fato consolidar sua posição de dominação. Entretanto, a grande maioria tão pronto seja viável ao capitalismo, terá seus privilégios retirados. Podemos exemplificar isso com a situação do velho mundo: Qual não deve ter sido a alegria dos trabalhadores europeus que na década de 1990 viam seus salários serem os mais altos do mundo, mas que exatamente por não entenderem que o capitalismo, são obrigados hoje a ver todos os seus direitos trabalhistas serem retirados em um dos maiores ataques a humanidade. Bom, o trabalhador brasileiro pode ficar feliz com a desgraça européia? Não, ela só mostra que a dignidade humana não é o objetivo do capitalismo, mas ao contrário, a exploração será intensificada. Assim, o egoísmo de qualquer trabalhador coloca-o em uma situação insuperável da miséria sistêmica.</p>
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		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92693</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 21:08:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A vanguarda existiu e fez um excelente trabalho, contrariando sua teoria platônica da natureza egoísta do homem. Lenin, Trotsky e Fidel são grandes exemplos disso. Além do mais, é idealista pensar que o homem tenha uma motivação egoísta. Nada conseguiu provar isso, nem mesmo a antropologia econômica anglo-saxã com seu projeto de homo-economicus. Por isso que digo que a teoria deve ser correta (não estou me referindo a você, humanaesfera. Não faço ideia de qual é seu posicionamento), quem não observa o mundo e a economia como construção humana, tende a fetichizar a economia e colocar que nesse mundo a única opção é estar com eles, burgueses, ou ser pobre. Isso auxilia muito a corrupção de grande parte da classe operária, que sem observar uma perspectiva distinta, aceita o mundo como é e tende a reproduzi-lo em toda a sua barbárie.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vanguarda existiu e fez um excelente trabalho, contrariando sua teoria platônica da natureza egoísta do homem. Lenin, Trotsky e Fidel são grandes exemplos disso. Além do mais, é idealista pensar que o homem tenha uma motivação egoísta. Nada conseguiu provar isso, nem mesmo a antropologia econômica anglo-saxã com seu projeto de homo-economicus. Por isso que digo que a teoria deve ser correta (não estou me referindo a você, humanaesfera. Não faço ideia de qual é seu posicionamento), quem não observa o mundo e a economia como construção humana, tende a fetichizar a economia e colocar que nesse mundo a única opção é estar com eles, burgueses, ou ser pobre. Isso auxilia muito a corrupção de grande parte da classe operária, que sem observar uma perspectiva distinta, aceita o mundo como é e tende a reproduzi-lo em toda a sua barbárie.</p>
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		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92692</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 21:01:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nenhuma revolução é produto individual, é um trabalho coletivo causado pelas condições materiais objetivas e subjetivas. Por mais que um revolucionário seja firme de carácter e de posicionamento, por mais que ele tenha um posicionamento correto e íntegro, ele não é nada sozinho. Exatamente por isso que utilizei a palavra catalizador, entre tantas outras que poderia utilizar. Bom, dito isso, também quero colocar que a luta revolucionária da vanguarda é a luta revolucionária da classe operária e só é levada a cabo com e pela classe operária. Isso significa que a vanguarda é parte integrante da classe operária (sendo originada dentro desta classe), exatamente a parte que contêm uma visão histórica correta. Esta vanguarda não busca amealhar privilégios por uma condição material muito simples, as bases de &quot;seu&quot; poder estão no projeto emancipacionista. Assim, não é que a vanguarda queira por bondade e bom carácter melhorar a vida do proletário, ela está politicamente obrigada. Historicamente, o caso do fim de muitos partidos comunistas europeus pode ser entendido desta forma, mesmo o Partido dos Trabalhadores brasileiro também é um grande exemplo disto (Atualmente, por mais forte que o Pt seja, ele sofre uma grande fragmentação interna e desprestígio nacional. Alguns nomes fortes conseguem fugir do estigma ptista). A elitização da vanguarda é a morte política desta e a transferência para outras formas que sejam representativas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nenhuma revolução é produto individual, é um trabalho coletivo causado pelas condições materiais objetivas e subjetivas. Por mais que um revolucionário seja firme de carácter e de posicionamento, por mais que ele tenha um posicionamento correto e íntegro, ele não é nada sozinho. Exatamente por isso que utilizei a palavra catalizador, entre tantas outras que poderia utilizar. Bom, dito isso, também quero colocar que a luta revolucionária da vanguarda é a luta revolucionária da classe operária e só é levada a cabo com e pela classe operária. Isso significa que a vanguarda é parte integrante da classe operária (sendo originada dentro desta classe), exatamente a parte que contêm uma visão histórica correta. Esta vanguarda não busca amealhar privilégios por uma condição material muito simples, as bases de &#8220;seu&#8221; poder estão no projeto emancipacionista. Assim, não é que a vanguarda queira por bondade e bom carácter melhorar a vida do proletário, ela está politicamente obrigada. Historicamente, o caso do fim de muitos partidos comunistas europeus pode ser entendido desta forma, mesmo o Partido dos Trabalhadores brasileiro também é um grande exemplo disto (Atualmente, por mais forte que o Pt seja, ele sofre uma grande fragmentação interna e desprestígio nacional. Alguns nomes fortes conseguem fugir do estigma ptista). A elitização da vanguarda é a morte política desta e a transferência para outras formas que sejam representativas.</p>
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		<title>
		Por: Humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92680</link>

		<dc:creator><![CDATA[Humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 19:32:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ver a transformação social em termos da necessidade de uma vanguarda de revolucionários profissionais, isto é, de um grupo de pessoas &quot;especiais&quot; que é poupado e separado da escravidão assalariada para se dedicar à agitação - a partir d&quot;A idéia&quot;, da &quot;firmeza de caráter&quot;, da &quot;teoria correta&quot;, ao invés de a partir da necessidade materialista e &quot;egoísta&quot; de se ver livre da escravidão assalariada junto com a classe em luta -, é puro idealismo, uma reedição do platonismo que não tem a menor chance de contribuir para uma sociedade sem classes. 

Quando depois de uma revolução (como a russa), os proletários outorgam seu poder à uma vanguarda de profissionais, isto simplesmente significa que que a revolução falhou, porque os proletários, vendo-se obrigados a se submeterem à concorrência bélica e comercial do mercado mundial (a revolução falhou justamente porque não foi mundial), foram forçados a aceitar a coerção da concorrência mundial e, para confrontá-la, forçados a reproduzir o capital e, desse modo, restaurar uma classe capitalista, ou seja, um grupo encarregado de administrar a acumulação do capital (no caso da russa, através do Estado). Não importa se as idéias dessa nova classe são &quot;revolucionária&quot; ou não, se suas teorias comunistas são &quot;corretas&quot; ou não, pois sua condição material a coloca inevitavelmente numa posição contra-revolucionária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ver a transformação social em termos da necessidade de uma vanguarda de revolucionários profissionais, isto é, de um grupo de pessoas &#8220;especiais&#8221; que é poupado e separado da escravidão assalariada para se dedicar à agitação &#8211; a partir d&#8221;A idéia&#8221;, da &#8220;firmeza de caráter&#8221;, da &#8220;teoria correta&#8221;, ao invés de a partir da necessidade materialista e &#8220;egoísta&#8221; de se ver livre da escravidão assalariada junto com a classe em luta -, é puro idealismo, uma reedição do platonismo que não tem a menor chance de contribuir para uma sociedade sem classes. </p>
<p>Quando depois de uma revolução (como a russa), os proletários outorgam seu poder à uma vanguarda de profissionais, isto simplesmente significa que que a revolução falhou, porque os proletários, vendo-se obrigados a se submeterem à concorrência bélica e comercial do mercado mundial (a revolução falhou justamente porque não foi mundial), foram forçados a aceitar a coerção da concorrência mundial e, para confrontá-la, forçados a reproduzir o capital e, desse modo, restaurar uma classe capitalista, ou seja, um grupo encarregado de administrar a acumulação do capital (no caso da russa, através do Estado). Não importa se as idéias dessa nova classe são &#8220;revolucionária&#8221; ou não, se suas teorias comunistas são &#8220;corretas&#8221; ou não, pois sua condição material a coloca inevitavelmente numa posição contra-revolucionária.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92665</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 17:27:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Além do mais, a revolução não é um processo de um só homem, ela é um movimento histórico. Fidel, em uma entrevista dada a uma emissora brasileira, responde a um questionamento sobre sua morte e o fim do socialismo cubano falando que ele não teme que sua morte dê cabo a experiência revolucionária de Cuba, a qual ele é apenas um dos expoentes. A Vanguarda não é a revolução, mas ela cataliza as condições de luta e dá possibilidade para que a luta seja vitoriosa. Sobretudo devido a sua ação, mas também podemos ser céticos e deixar as coisas rolarem. Deixar os manifestantes do Occupy falarem as besteiras de 99% e democracia real. Isso sim, uma postura muito vã...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Além do mais, a revolução não é um processo de um só homem, ela é um movimento histórico. Fidel, em uma entrevista dada a uma emissora brasileira, responde a um questionamento sobre sua morte e o fim do socialismo cubano falando que ele não teme que sua morte dê cabo a experiência revolucionária de Cuba, a qual ele é apenas um dos expoentes. A Vanguarda não é a revolução, mas ela cataliza as condições de luta e dá possibilidade para que a luta seja vitoriosa. Sobretudo devido a sua ação, mas também podemos ser céticos e deixar as coisas rolarem. Deixar os manifestantes do Occupy falarem as besteiras de 99% e democracia real. Isso sim, uma postura muito vã&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Raphael Augusto Fresnedas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92663</link>

		<dc:creator><![CDATA[Raphael Augusto Fresnedas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 17:16:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=68664#comment-92663</guid>

					<description><![CDATA[Ulisses, você sabe qual foi o motivo que levou Machiavel a ser considerado na ciência política o grande fundador desta com o livro O Príncipe? Ele fez em seu livro uma análise da política se utilizando da luta de classes, fazendo uma análise realista, enquanto outros escritores políticos como Platão e Thomas Morus ficavam idealizando suas republiquetas. Sejamos realistas e pensemos a política nestes termos, a revolução não tem poder de acabar imediatamente com a luta de classes. Ela é um passo fundamental para tanto, mas não é um fim em si mesmo de um revolucionário, é apenas o começo. Sobretudo se a revolução for localizada, quem não pensaria em uma invasão logo após a sua instauração?! Todos temos medo do que possa acontecer com uma revolução, caso haja a cristalização dos quadros, mas devemos pensar que o exemplo soviético não pode ser rejeitado somente por causa de seus erros, deve ser pensado em sua plenitude. Se ele teve equívocos, ele foi responsável pela implantação de um sistema que teve que lutar contra um exército contrarrevolucionário e tropas invasoras de 21 nações. A Cuba revolucionária foi responsável por evitar uma invasão da maior potência militar. Pensemos na vitória que a consolidação da URSS foi perante o imperialismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ulisses, você sabe qual foi o motivo que levou Machiavel a ser considerado na ciência política o grande fundador desta com o livro O Príncipe? Ele fez em seu livro uma análise da política se utilizando da luta de classes, fazendo uma análise realista, enquanto outros escritores políticos como Platão e Thomas Morus ficavam idealizando suas republiquetas. Sejamos realistas e pensemos a política nestes termos, a revolução não tem poder de acabar imediatamente com a luta de classes. Ela é um passo fundamental para tanto, mas não é um fim em si mesmo de um revolucionário, é apenas o começo. Sobretudo se a revolução for localizada, quem não pensaria em uma invasão logo após a sua instauração?! Todos temos medo do que possa acontecer com uma revolução, caso haja a cristalização dos quadros, mas devemos pensar que o exemplo soviético não pode ser rejeitado somente por causa de seus erros, deve ser pensado em sua plenitude. Se ele teve equívocos, ele foi responsável pela implantação de um sistema que teve que lutar contra um exército contrarrevolucionário e tropas invasoras de 21 nações. A Cuba revolucionária foi responsável por evitar uma invasão da maior potência militar. Pensemos na vitória que a consolidação da URSS foi perante o imperialismo.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2012/12/68664/#comment-92656</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Dec 2012 15:29:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=68664#comment-92656</guid>

					<description><![CDATA[Alguém, talvez p(r)o(f)eta disse: “Vanguarda? Não existe guarda mais vã!”. O dever de todo revolucionário é, pois,[agir no sentido de] tornar-se desnecessário. A alternativa é tornar-se nocivo: um membro da nova(?)classe dominante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém, talvez p(r)o(f)eta disse: “Vanguarda? Não existe guarda mais vã!”. O dever de todo revolucionário é, pois,[agir no sentido de] tornar-se desnecessário. A alternativa é tornar-se nocivo: um membro da nova(?)classe dominante.</p>
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