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	Comentários sobre: «Separados» escreve-se «tudo junto» &#8211; 1ª Parte	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70368/#comment-95944</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 19:51:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Nesse sentido há uma literatura que versa sobre o tema, de uma perspectuva crítica de esquerda. De certa forma se encontra dentro do pensamento pós-operaísta de origem italiana, como em Paolo Virno, sobre o trabalho e o virtuosimo.
Mas principalmente em obras de Thomas Frank e no &quot;Why Counter Culture Became Consumer Culture&quot;, de Heather and Potter (embora eu tenho muitas ressalvas quanto a várias interpretações presentes nesse livro). Embora nesses últimos a análise verse mais sobre como uma certa subjetividade aparentemente contestadora expandiu os mercados e o consumo, e não sobre como ela foi integrada no tempo de trabalho propriamente dito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesse sentido há uma literatura que versa sobre o tema, de uma perspectuva crítica de esquerda. De certa forma se encontra dentro do pensamento pós-operaísta de origem italiana, como em Paolo Virno, sobre o trabalho e o virtuosimo.<br />
Mas principalmente em obras de Thomas Frank e no &#8220;Why Counter Culture Became Consumer Culture&#8221;, de Heather and Potter (embora eu tenho muitas ressalvas quanto a várias interpretações presentes nesse livro). Embora nesses últimos a análise verse mais sobre como uma certa subjetividade aparentemente contestadora expandiu os mercados e o consumo, e não sobre como ela foi integrada no tempo de trabalho propriamente dito.</p>
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		<title>
		Por: Eduardo Tomazine		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70368/#comment-95940</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Tomazine]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jan 2013 18:58:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esse excelente ensaio me fez refletir acerca da passagem da cultura hip-hop das ruas dos guetos para a indústria cultural. Inicialmente uma expressão estética da recomposição da jovem classe trabalhadora nas periferias urbanas na esteira da reestruturação capitalista, com um caráter fortemente contestatório, o hip-hop foi assimilado pelos capitalistas e reenviado à periferia (e também ao &quot;centro&quot;) com significados estéticos e relações sociais completamente outros. O rapper e o grafiteiro viraram hoje referências do empreendedorismo individual para jovens das periferias, comprovando a tese segundo a qual a classe dominante dita a organização interna das classes dominadas. O contraponto a isso seria se estes jovens, ao invés de desejarem ser ícones hedonistas, milionários, proxenetas e gangsters, procurassem criar cooperativas gráficas e audiográficas e formar um público crítico. Claro que há exemplos de inserção crítica à indústria cultural pelo rap, como os Racionais MCs, no Brasil, mas estes em geral não indicam relações sociais alternativas, além de serem exceções, e, como todas as exceções, confirmarem a regra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse excelente ensaio me fez refletir acerca da passagem da cultura hip-hop das ruas dos guetos para a indústria cultural. Inicialmente uma expressão estética da recomposição da jovem classe trabalhadora nas periferias urbanas na esteira da reestruturação capitalista, com um caráter fortemente contestatório, o hip-hop foi assimilado pelos capitalistas e reenviado à periferia (e também ao &#8220;centro&#8221;) com significados estéticos e relações sociais completamente outros. O rapper e o grafiteiro viraram hoje referências do empreendedorismo individual para jovens das periferias, comprovando a tese segundo a qual a classe dominante dita a organização interna das classes dominadas. O contraponto a isso seria se estes jovens, ao invés de desejarem ser ícones hedonistas, milionários, proxenetas e gangsters, procurassem criar cooperativas gráficas e audiográficas e formar um público crítico. Claro que há exemplos de inserção crítica à indústria cultural pelo rap, como os Racionais MCs, no Brasil, mas estes em geral não indicam relações sociais alternativas, além de serem exceções, e, como todas as exceções, confirmarem a regra.</p>
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		Por: João Valente Aguiar		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70368/#comment-95770</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Valente Aguiar]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Jan 2013 11:54:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Precioso o seu comentário Grouxo. É mesmo isso: a transformação da criatividade, da inteligência e da satisfação numa força de trabalho que eleva enormemente as possibilidades de expansão do capital.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Precioso o seu comentário Grouxo. É mesmo isso: a transformação da criatividade, da inteligência e da satisfação numa força de trabalho que eleva enormemente as possibilidades de expansão do capital.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Grouxo Marxista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70368/#comment-95676</link>

		<dc:creator><![CDATA[Grouxo Marxista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jan 2013 22:24:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não posso deixar de lembrar de um Vaneigem proclamando que a criatividade individual nos libertaria do capitalismo e das burocracias &#039;socialistas&#039;, porque era fundamentalmente irrecuperável!

E agora, já que criticavam a anulação do indivíduo dentro do partido e da empresa, tudo bem, o indivíduo pode brilhar e se realizar e ainda multiplicar os lucros. Veja só como os instrumentos de libertação, quando falham, se tornam correntes a mais que temos que quebrar!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não posso deixar de lembrar de um Vaneigem proclamando que a criatividade individual nos libertaria do capitalismo e das burocracias &#8216;socialistas&#8217;, porque era fundamentalmente irrecuperável!</p>
<p>E agora, já que criticavam a anulação do indivíduo dentro do partido e da empresa, tudo bem, o indivíduo pode brilhar e se realizar e ainda multiplicar os lucros. Veja só como os instrumentos de libertação, quando falham, se tornam correntes a mais que temos que quebrar!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas Gordon		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2013/01/70368/#comment-95290</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gordon]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Jan 2013 00:55:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Dizer que se canonizaram alguns modos atuais das artes plásticas por influência da Pop art talvez seja uma boa forma de materializar em palavras os processos cínicos característicos dessas correntes, mas também dos processos de sociabilização contemporâneos.
Do meu ponto de vista, Safatle tem boas contribuições a essas reflexões no seu livro &quot;Falência da Crítica&quot;, sendo o autor muito mais próximo ao campo da música do que das plásticas.
Gostei bastante do ensaio, no aguardo da segunda parte!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizer que se canonizaram alguns modos atuais das artes plásticas por influência da Pop art talvez seja uma boa forma de materializar em palavras os processos cínicos característicos dessas correntes, mas também dos processos de sociabilização contemporâneos.<br />
Do meu ponto de vista, Safatle tem boas contribuições a essas reflexões no seu livro &#8220;Falência da Crítica&#8221;, sendo o autor muito mais próximo ao campo da música do que das plásticas.<br />
Gostei bastante do ensaio, no aguardo da segunda parte!</p>
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